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Desejo

  • "MEU QUERIDO JUNQ".

    “MEU QUERIDO JUNQ”.

     
    (Brito Santos) / Novembro/2016



    Revisão: Luísa Aranha

    Contato: (causoseprosas.com.br)



    Capa: Arte & Criação: Wilson Brito

    Contato: (facebook.com/wilson.brito93)



    Autores Novos e Veteranos. Divulgue sua obra aqui. Contato: Vânia Livros



    Agradecimentos Especiais:

    “Sociedade Secreta dos Escritores Vivos”: Bruno Vieira, Sandro Moreira, Bruno Cardoso.

     

    “Curso de Escrita Criativa”: Tiago Novaes.

    Contato: (escritacriativa.net.br)

     

     

    Para elas, as mulheres: As duas principais mulheres com quem tive a honra, e o privilégio de conviver. Mesmo por pouco tempo, foi um pouco que virou muito, levando-se em conta a qualidade do tempo vivido.

    “Mãe, e Irmã” – “Lú..., você quer umbu?”

     

    Mais mulheres: (Professoras) do Curso de Jovens e Adultos da Escola Fundação Florestan Fernandes em Diadema/SP.

    Especialmente para “Fátima” (História); e “Ana Paula” (Português/Inglês). Espero reencontrá-las um dia.

     

     

     

     

     

     

    MEU QUERIDO JUNQ


     

    “As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física”.

    (Friedrich Nietzsche )

     

    Manoel Junqueira, este era o seu nome. Para seu amor, era “Junq” (apelido carinhoso pois todo casal apaixonado tem essa mania não é mesmo? Ou é “tinho”, ou “vida”.  Alguns, são verdadeiras bombonieres. “Meu pão de mel”, “vem cá docinho de leite”.  Coisas grudentas, desse tipo.

    Estavam juntos há alguns anos. O relacionamento ia bem, cogitavam casar-se. Ter filhos? Quem sabe... mesmo que para isso, fosse necessário adotar. Uma união estável, quem poderia impedir? Namorado antigo? Jamais. Justiça? Também não.

    Com o problema na embaixada resolvido, comprou uma linda mansão em Atibaia. Tinha posses para isso, vida plena, vida boa.

    O escritório de contabilidade funcionava a todo vapor, clientes aos montes. Pensava em expandir, contratar mais funcionários. Pois é. Parece mentira, mas às vezes acontece. A felicidade aparece, vem e fica.

    Estavam bem nos negócios, bem no relacionamento, bem com os amigos. Coisa rara na vida de qualquer um, chegava a dar medo.

    O médico psiquiatra, Flávio Gikovate, escreveu sobre o assunto em um dos seus artigos: “... as pessoas, ao se apaixonarem, passam a viver em estado de alarme; muitas vezes em pânico, como se algo de terrível estivesse para lhes acontecer”.

    Sinceramente? Junq... dava de ombros para isso. Não que ele não respeitasse a opinião do médico, longe disso. Preferia olhar sempre, o lado mais otimista da vida, ver o copo “quase cheio”. Se era assim, com o copo quase cheio, quem dirá, com ele “passado à régua”.

    Como vida é ciranda, coisa viva que vagueia, chamava o Chico para cantar: “Roda mundo, roda gigante, rodamoinho roda pião, o mundo girou num instante, a roda do meu coração”.

     

    Uma mudança sutil ocorreu depois do feriado. Juntos mais uma vez, como gostavam de fazer, os três amigos fiéis, Carmen Lúcia, Manoel Junqueira e Albano Matoso, passaram um dos finais de semana mais divertidos da vida, como se o futuro adivinho e precavido, os premiasse pelo sofrimento vindouro.

    Contrapeso e equilíbrio na balança da mulher que segura a espada.

    Se conheciam desde os tempos de colégio, todos os homens naquela época desejavam Carmem Lúcia, também, com aquele corpão. Quando tinha apenas quinze anos, a menina já parecia uma “toura”. “Toura” de touro mesmo! Como se fosse esse o feminino.

    Botava umas roupas “Meu amigo”! Aqueles vestidinhos que vem o demônio no tecido, quando a mulher anda, é uma festa ali atrás, todo homem quer entrar mesmo sem ser convidado. Junq, um pouco tímido e sutil, ficava enciumado algumas vezes.

    Já Albano, macho alfa, arranca toco pega tudo e estraçalha, brincava com ela dizendo:

    “Ah..., se eu fosse mulher! Iria me vingar..., ô; se iria. O que eu faria? Sairia na rua com uma roupa bem provocante, sabe? Tipo essa que você está usando aí. E então, quando aparecessem candidatos, eu iria dar que só, dar sem dó. Dar pra caralho, deixar todos eles moles.

    E tem mais... quem não desse no couro, ia colocar na lista. A lista dos broxantes. Para aprender a se garantir”.

    Carmem Lúcia ria. Dizia que todo homem era igual, todo homem pensava desse jeito. Bons encontros, bons tempos aqueles.

    No recente final de semana, relembraram bons momentos: suas bagunças e curtições de adolescentes, inventaram e criaram novidades. Beberam, comeram, jogaram. Quase uma perfeição. Quase! Dois dos três agora noivos, pelo sim ou pelo não, justa e posta divisão.

    No meio da brincadeira, quando estavam disputando uma partida de “Just Dance”, Junq percebeu que Albano, estava a todo momento perto demais de Carmem Lúcia. Conversando mais que o de costume. De início, achou normal. Afinal de contas, a amizade dos três era antiga.

    “Será que eles já haviam tido um caso antes? E ele, Junq nunca ficara sabendo? Não, não, não... tira isso da cabeça rapaz, isso é só viagem, apenas viagem. É apenas o excesso de rum, com limão gelo e soda. ”

    E foi assim que Junq, começou a desconfiar dos dois. Pouco a pouco. Os atrasos para os compromissos que não aconteciam antes, uma viagem aqui outra li. As ligações em horas estranhas, sempre com descrições ou pelos cantos.

    “Quem era? ” “Hã? Nada não... apenas um amigo do trabalho”. A coisa intensificou, ou um copo esvaziou. Ou quem sabe, transbordou. Chegou uma hora, em que ficou insustentável.

    A semana decisiva na vida do trio seria aquela. Junq, depois do ocorrido na festa andava muito desconfiado, fez o que não costumava fazer. Uma das coisas que odiava nas pessoas, esgueirou-se por entre os móveis, e, durante uma das ligações, ficou ouvindo atrás da parede.

    “Sábado? Está bem. No mesmo lugar de sempre? Na mesma hora de sempre”. No fim a frase que terminou por selar seu destino massacrou seu coração. “Um beijo”! Aquela frase... duas palavras... nunca tinham soado tão dolorosas para ele como desta vez.

    Já havia ouvido tantas e tantas vezes, amigos cumprimentarem-se assim, é normal. Mas não ali, não entre ele dois, ele tinha certeza. Intuição, coisas do coração, de quem ama e está apaixonado. “Como ela pode? E ele...esse... porco traidor...aquela... puta e vadia”.

    Teve uma ideia: Iria até o encontro acabar com a festa. Surpreenderia os dois, e pronto. Se fosse o caso, desceria o cacete. Afinal de contas, quando o lance é traição, não tem esse negócio de culpa de um, e não culpa do outro.

    Tudo safado e sem vergonha, farinha do mesmo saco para citar o dito mais dito de todos os tempos. Para ter dedo na rosca, precisa dos dois. “Da rosca e do dedo”. Estava decidido.

    Na sexta-feira de manhã, Junq inventou uma viagem de negócios, disse que só retornaria no domingo. Comprou até mesmo a passagem de avião, mostrou e tudo, para dar credibilidade, queria deixar os dois “pombinhos” bem à vontade.

    Assim, sem desconfiar de nada, sem nem imaginar o que estaria esperando por eles. Queria pegar no flagra, ver com os próprios olhos. Todo homem traído merece isso, para limpar sua alma.

    Bons tempos aqueles em que às mulheres tinham a dignidade como principal característica. O que aconteceu com as mulheres meu Bom Deus? A culpa foi dela. Sempre dela. Ele sabia, dizia isso para os amigos quando conversavam sobre o assunto.

    “A tal: ‘Revolução Feminina’. A culpa sempre foi da ‘Chiquinha Gonzaga'. Maldita Chiquinha Gonzaga, ela e seu piano infeliz. Foi ali que começaram os ‘pancadões’ da vida. Que hoje dominam as grandes metrópoles, e muitas vezes varam as noites das periferias do Rio de Janeiro e de São Paulo, impedindo todo e qualquer um, de ter uma mínima noite de sono. Imaginou a sua canção mais famosa, uma marchinha de carnaval: ‘Ô abre alas... que eu quero passar...’, tocado com som ao fundo do “Beatbox” puxado pelo DJ. Aquele ‘tchu-tchu-tchu’ horrível e repetitivo feito com a boca, os lábios abrindo e fechando rapidamente, batendo um contra o outro e cuspindo”.

    Durante a noite, Junq de propósito aproximou seu corpo deixando claro sua intenção, para ver se rolava alguma brincadeirinha entre os dois. Porém nada aconteceu. Foi como havia imaginado, o fingimento entrou em cena.

    “Sinto muito, mas hoje não dá, não estou bem”!

    “Não estou muito bem é uma pinoia! ”, pensou Junq. Queria mesmo era guardar todas as forças, todos os seus fluídos, inclusive seu suor, para a traição.

    “Filhos duma puta, miseráveis, como podem”. O sono demorou, criou filmes na cabeça, via os dois em kama sutra, outras vezes cabaret.

    Na manhã do sábado, como tudo já estava preparado de antemão, mesmo tendo dormido mal, acordou cedo, tomou banho e café. Saiu na hora que disse que sairia, para não levantar nenhuma suspeita.

    No beijo de despedida, se manteve frio e calculista, mas não deixou de imaginar aqueles lábios noutro corpo e sua língua noutra carne. Sentiu-se enojado. Cortaria à fria faca, fino fio em franco corte.

    Pegou o carro, o peso do pé no acelerador, a arrancada seguida do barulho dos pneus riscando o chão. Sua marca, sua urina, dirigiu até um ponto, em que pudesse fazer a perseguição sem ser visto, à distância.

    Nem precisou esperar muito, provavelmente o tesão dos dois estava à flor da pele, “Malditos! Se fosse mesmo viajar, mal teria saído. Não dariam o tempo, nem de tomar o avião”.

    Seguiu o carro tranquilo, com toda descrição. Tomando o cuidado de deixar alguns outros veículos entre eles, até chegar no local designado. Quando o perseguido estacionou, fez o mesmo.

    Foi aí então que viu, sem querer crer, sem querer ver. Uma flechada, uma agulhada, uma pancada, uma explosão.

    Sua desconfiança, suas dúvidas que até então ainda se achavam penduradas no corcovado, segurando em fracas raízes e cipós, caiu de repente.

    Uma queda no vazio, uma queda no escuro. Queda funda e sem volta, buraco largo escuro negro. Tudo estava acabado, o destino dos três, selado para sempre.

    Só lhe restava uma coisa a fazer, esperou que entrassem na casa, não era um motel. Escolheram uma casa tradicional, um sobrado simples, numa rua de pouco movimento. 

    Assim era melhor, mais fácil invadir sem portão um muro baixo.

    Caminhou até a entrada, na frente os dois carros estacionados. Um atrás do outro, bem coladinhos. Dando um recado claro, do que estaria acontecendo.

    Conferiu a pistola. As aulas de tiro finalmente pagariam seu valor. Para abrir a porta, usaria dois clips, isso era fácil. Praticava de vez em quando até por brincadeira.

    Assim que entrou, conforme caminhava ficava tudo evidente. As peças de roupas formando o caminho e a indicação da transa, primeiro as formais, depois as informais...

    E por fim, as íntimas. Alguns sussurros, dois gemidos, um pouco baixo ainda lento, dava até um certo tesão, mas o ódio era maior.

    O ódio pegou o tesão pelo pescoço, empurrou contra a parede, e com adaga pontiaguda perfurou seu coração, olhou fundo nos seus olhos, sem nenhuma piedade, olhar frio, olhar medonho, um olhar sem emoção.

    Subiu as escadas devagar, no andar de cima a porta do quarto estava entreaberta. A respiração ofegante, o cheiro dela, do creme dela, do perfume dela, do corpo dela. Ela em cima dele, cavalgando. O frenesi e a vontade. 

    Vasta a fome um do outro, dava até uma certa inveja. Os dois, com os olhos fechados, nem perceberam quando ele entrou. Ficou alguns segundos observando, realmente era linda.

    Peitos grandes, rígidos, coxas grossas, bunda avantajada, sacudindo as carnes conforme o corpo se movia para frente e para trás. Gemidos, mais fortes, mais alto. Não permitiria que gozassem! Arma apontada nas mãos trêmulas.

    Não estavam firmes o suficiente, mas era perto e não tinha como errar.

    Disparos! Um... dois... nela, por trás. Três... quatro... nele, no peito. Cinco... seis... na cabeça dela. Sete... oito... na cabeça dele. Pronto.

    Sentou na beira da cama onde um ato sexual acontecia ainda a pouco. O cheiro do sexo agora, misturado ia sendo substituído aos poucos, pelo da pólvora. Latidos vindos da janela. Um funeral a caminho, o final que todos os traidores mereciam e merecem.

    Olhou na mesinha ao lado, um papel rabiscado. Não... na verdade uma carta. No envelope “Meu Junq”, com um coração, circulando o nome. Dentro, estava impresso:

    Para Manoel Junqueira

     

    “Meu Querido Junq”,

     

    O maior amor que tive em minha vida, por muito, muito tempo.

    Meu amor, não pense que estou mentindo por favor. É a mais pura verdade. Estou indo embora sem nada dizer, porque não tenho coragem ainda. Há algum tempo, venho tentando encontrar forças e coragem para te contar, juro que tentei. Por Deus, tentei diversas vezes. Sempre tive certeza do que queria em minha vida, nunca tive dúvidas sobre nada. Você estava certo sobre muitas coisas, só errou em uma. Em me aceitar. Em me deixar fazer parte da sua vida. Nestes três últimos anos, tenho sabido mais que nunca, o que é viver felicidade. Achei até que não conseguiria sentir algo além. Que o nosso amor era o ápice das alturas. O clímax do clímax. Mas não foi assim.

    Espero que nos perdoe um dia por isso. Éramos amigos. Sim, éramos. Nossa amizade sempre foi verdadeira. Se estiver lendo essa carta é porque agora já não estaremos aí com você. Planejamos fugir, ir para bem longe, para nunca mais voltar e para nunca mais nos vermos. Seria impossível uma vida nova, com você perto. Então decidimos assim. Assim é melhor ou... menos pior. O que os olhos não vêm o coração não sente, isso é um fato.

    De alguém, que te amou com toda a paixão, que cabe em um coração humano.

     

    Albano Matoso de Oliveira.

     

     

    Sua visão foi ofuscada, tanto água, tanto choro, tão molhado estavam os olhos. Caiu devagar e de joelhos, com a carta na mão, o corpo balançando em pêndulo, então gritou rasgando o ar com um alto estrondo:

     - Arghhhhhhhhhhh! Nããããooooo! Não... não... não... – pegou a carta, amassou com os punhos e apertou contra a testa. Ficou assim, alguns segundos.

    Pouco tempo depois ergueu a cabeça, ainda zonzo, respirou.

    Procurou o resto das forças, por fim levantou devagar e pesado. Ouviu o som de conversas lá fora, sirenes ao longe, pela janela.

    Ajeitou um dos corpos na cama, o outro rolou e empurrou para o lado. Como quem se livra do lixo, um saco pesado jogado no cesto.

    Tirou toda a roupa do corpo. Ficou nu e deitou-se com o outro corpo na cama arrumados de um jeito, como um casal.

    Pegou a arma na mesa ao lado. Olhou para o teto, soluçou e chorou:

    – Agora... meu amor... ninguém vai nos separar...

    “Meu amor, minha vida... foi meu tudo, foi meu lar. ”... “Meu Querido Albano”.

    No chão frio ao lado da cama, o corpo de Carmem Lúcia que já foi um dia tão quente como o sol, mas que agora era uma casca vazia e sem vida, branca e sem cor.

    Como sempre tão juntos, quem iria mudar. Não passou mais que um segundo... outro tiro cortou o ar.







    (Brito Santos) 

    caminhantesdasletras.blogspot.com






  • A arte de se ter um dom

    Eu queria ter um dom. Não sei, sempre fui apaixonada por desenhos. Já tentei diversas vezes desenhar, nunca deu certo. Já tentei tocar violão, mas sou canhota e meu professor é destro, nossa relação nunca teria dado certo.
    Quando eu era pequena, fazia aulas de teclado na igreja, eu adorava. Não me lembro porque parei, mas depois nunca mais e hoje já nem chego perto de um teclado.
    Recentemente, me veio a vontade de escrever, mas acredito que isso também não seja meu forte. Comecei até a escrever um livro, alguns anos atrás, mas perdi o gosto pela história e ela se perdeu entre tantos documentos do meu computador.
    Hoje, eu acredito que só me resta o dom de sonhar. Sonhar com dias melhores, com pessoas sorrindo, dons concebidos... É, acho que a arte do sonhar, essa eu domino. É a minha gasolina, é o meu oxigênio; não era bem o que eu queria, mas querer não é poder e eu sei que, pelo menos, quem tem o dom de sonhar, tem o dom de realizar.
  • A escuridão e a Luz

    Cada canto do meu chalé era uma alma perdida, Uma alma de quem quer nada com a vida ! Mas quem sou eu para dizer umas coisas dessas ! Alias oi ! Eu me chamo Grabriel Di angelo filho do semideus Nico Di angelo que é filho de hades..ou seja hades é o meu vó ! Puff da na mesma ! 

    Sempre fui apaixonado por um filho de Apolo chamado Felipe ! Felipe averls ! Mas ele tem namorada e nunca me repara ! Alias quem repara no neto de Hades ? Ninguem. 

    .......

    Finalmente o toque do recoler...Uma tronbeta que Quiron feiz para Mandar o povo pros seus chalés ! Diz ele que é melhor do que ficar grirando que nem louco mandando o povo ir dormir ! Me lembro desses dias, Confeço que até que me dovertia vendo aquilo ! Mas em fim...vou pro meu chalé quando entro percebo que algo está estranho...A porta do banheiro estava aberta..pingos de aqua podiam ser ouvidos...uma estranha gosma vermelha aparecia nas paredes ! Escuto a porta atrás de mim ser fechada muito forte..as luzes do local de dentro do meu chalé estavam apagando ! Isso deveria ser normal pro chalé de Hades ! Mas...isso nunca aconteceu ! 

    - Quem é está ai ? - digo 

    Do nada escuto uma risada ! 

    Kkkkkkkk - risada de garota 

    - Ta bom ! Clarity pare com essa brincadeira sem graça ! - digo

    Clarity é uma meia-erma minha ela ama me zuar ! Mas depois que falei aquilo ficou um total cilencio..e me senti como se estivesse sendo observado...do nada do lado de fora escuto alguem bater desesperado na porta

    - Grabriel saia da i ! O mais rapido o possivel ! O chalé está amaldiçõado ! - diz a garota do outri lado da porta

    - Clarity ! Dessa veiz eu não caio ! Alias aqui é o chalé de Hades! Oque de mais pode acontecer ! - digo

    Clarity - Não estou a brincar ! Tem mesmo um monstro ae ! Escontre uma saia imediatamente

    E do nada vejo uma sombra muito enorme da minha frente ! A unica coisa que consigui fazer foi gritar

    - AHHHHHHHHH 

    Apago ! 

    Clarity on

    - Gabriel ! Gabriel ? - digo

    Droga ! A porcaria do centauro modificado deve ter o pegado ! E pior ninguem conhese os poderes da quele centauro ! Droga ! Preciso imediatamente avisar Quiron ! 

    .......

    Quiron - Mas como você soube daquilo ? 

    Clarity - Eu estava vindo da lanchonete quando vi um centauro meio humano e meio serpente com chifres indo em direção ao meu chalé ! Nico estava lá ! Infelizmente antes deu chegar a tenpo o maldito centauro ja tinha chegado antes de mim ! E dai tudo que eu podi ouvir foi um grito do Di Angelo ! 

    Quiron - Droga ! Avise ao felipe quem sabe ele pode ajudar ! Clarity farei o meu possivel ok ?

    Clarity - Ok 

    ......

    Agora aqui estou eu, na frente do chalé 7 ! Preste a chamar o felipe o garoto no qual gabriel gosta ! Sim ele me disse isso....safadenho aquele garoto kkkk
    Em fim, Bato na porta e logo em sequida vejo " Anna" a namorada dele (Autora - Anna é filha de afrodite) me olhar com uma cara de que - Oque uma Francis está fazendo aqui- tenho certeza que esse era o pensamento da patricinha

    - Clarity Francis ! Oque faiz aqui ? 

    Clarity - eu que te pergunto ! Mas em fim ! Preciso falar com o teu "Namorado" de quinta ! 

    - ele está dormindo

    Clarity - o acorde ! É importante ! 

    - Nem se os deuses quiserem ! 

    Clarity - o sua puta ! Se você não acordar aquele desgraçado eu vou te meter um soco nessa sua cara de santa que vai fixar até roxo !

    - hm...está bem 

    Era bom saber..que eu botava medo nas pessoas...

    ......

    Felipe - ELE OQUE ? 

    Clarity - Que saco Alvez Jackson ! Ja disse o meu irmão quer dizer meio irmão Sumiu ou não por um sentauro modificado 

    Felipe - Aonde ele está ? 

    Clarity - Parece preucupado ! - digo dando um sorriso, quem sabe Gabriel x felipe existe ! (A/n - eventem um nome pro shipp) 

    Felipe - Esqueça ! Só me fale aonde ele está

    Clarity - a ultima vez foi no nosso chelé de Hades 

    ....
    ..
    Gabriel on

    Ae minha cabeça...sinto como se tivesse levado uma batecada de panquecas na minha cabeça...se bem que panqueca é bom...ok to esquezito...hm..espera esse não é o meu chalé...olho em volta e percebo que estou numa enfermaria ! Mas oque aconteceu ? Eu não me lembro de nada ! É como se eu tivesse esquecido de tudo ! 

    Clarity - Finalmente ! 

    Mas me lembro dela !

    - Cla...oque aconteceu ?

    Clarity - um centauro te atacou e dai o felipe foi lá e te ajudou

    - F-felipe..Quem é esse tal de felipe ? - digo confuso

    Clarity - Gabriel não brinque com isso !

    - Brincar com oque ! - digo

    Clarity - Não pode ! Você está com amnesia ! 

    Fim do cap 1
  • A LIÇÃO DE JL

    (Duas mil e cem palavras, doze minutos de leitura. Vai? Então vamos. Se não for, a amizade é a mesma).
    Ainda bem que eram aparas de grama. Algo mais sólido teria machucado o pé e adeus o joguinho de futsal.
    Idiota. Se enxergue, menino. Nunca viu mulher não, moleque?
    Desculpe, moça. É que...
    O humilhado travou a explicação, já que a deseducada não o ouvia: mal calçou a arrogância e já saiu pisando a urbanidade, como se o gesto de encantamento do moleque fosse fugitivo de uma mente maligna.
    Que anta é uma, avaliava o moleque, despejando as sobras do jardim numa carroça de entulhos e dirigindo-se para a Sede dos Campeões. Idiota! Idiota se a sacola tivesse caído nos pés dela. Mas seria compreensível, pois dava para ela imaginar que eu não tinha tido a intenção. Foi meu olhar bater nela e a sacola cair junto com o queixo. Fazer o quê? Mas fui idiota por ter pedido desculpa sem necessidade. Mulher ignorante da bexiga. Quem será? Conheço todo o mundo daqui e... Ah, é ela. É isso. É a filha dos donos da fazenda, a tal da JL. Gostosa e linda, mas cu doce, costumam dizer meus colegas. Rica e famosa, mas ingrata. Passa um tempão sem visitar os pais. E nem é tão bonita. Não sabemos o que vocês veem que ficam virando a cabeça para o rabo daquela coroa, reforçam as meninas.
    O moleque Bião - moleque de dezoito anos - chegou à Sede dos Campeões pensando na insultuosa coroa - coroa de trinta anos. A Sede dos Campeões abriga tudo. Exceto troféus disputados na região. Mas há que se reconhecer o esforço da rapaziada do futsal. E o da mulherada do vôlei.
    Bião cortava as frutas do pós-jogo, lembrava-se da moça e bolava uma brincadeira para o quadro de aviso. Escreveu “HÁ UMA ANTA PASTANDO POR AQUI”, mas apagou em seguida, pois temia perguntas e chacotas. As gozações seriam alimentadas entre talhadas de mamão e rodelas de abacaxi. Melhor deixar o assunto só entre ele e a anta. Riu, escreveu algo numa folha de papel e saiu. Daria um jeito de se encontrar com a anta. Diria umas verdades e entregaria o papel. Estava se lixando para a perda do emprego, senão naquela tarde/noite, mas certamente na manhã seguinte, sábado. Jardim na região é que não lhe faltaria para cuidar.
    Bião saiu e foi logo vendo a moça caminhando na área das piscinas. É agora. Contornou a quadra de vôlei e, em minutos, estava na frente dela:
    Sabe, doutora, a doutora mandou eu me enxergar e me chamou de idiota. Idiota é a doutora. A senhora pensa que é rica e doutora, mas é pobre e analfabeta. A senhora é uma anta. Mas não se preocupe, doutora. Esse papo fica entre nós. Não sou fofoqueiro. Agora tome esse papel e pregue nos peitos.
    Bião pintou o desabafo e saiu descolorindo o cavalheirismo. Mesmo assim se controlou e não respondeu com o dedão estirado à pergunta como se chama, moleque?
    É PROIBIDO OLHAR PRA MIM, esse era o escrito do Bião.
    Que garoto insolente! Mas mereci a censura, reconheço. O pestinha ergueu o olhar, passou segundos no meu decote e o sinal de homem já me acenava. Agradeci-lhe a distinção com bofetão, essa é a verdade. E estrategista. Esse papo fica entre nós. Quer dizer que se eu não espalhar o desaforo dele, o meu igualmente não se espalhará. Estrategista de personalidade. Que danado! Deixa pra lá.
    A moça deixou o assunto pra lá e, na tarde seguinte, a do sábado, deixou a fazenda, segundo uma das serviçais numa roda de colegas:
    Agora vocês sossegam o facho. A não me toque saiu agorinha para o Aeroporto Leite Lopes. Foi pegar o avião para São Paulo. Conhecesse ela, Bi? Ontem à noite ela estava perguntando à mãe como era o nome do jardineiro. Eu, hein!
    Bião ficou preocupado, naturalmente. Despreocupada estava a “não me toque”, no apartamento dela, ao ferver o leite da janta. Esperava o leite subir, e as conexões mentais, doidas para se amostrarem, submergiram:
    Está fresquinho. Tome, minha filha. É de cabra.
    Ah, mãe. Ainda vou à fazenda em virtude de meus pais. Os parentes, ave! Ridículos! Só querem saber de rir, comer e beber. Falam errado que é uma beleza. É gíria que dá nojo. Não fazem um curso de especialização, não ligam para estudar outra língua, nada. E as moçoilas? Metidinhas! E os homens? Sem futuro é o mínimo? Enxeridinhos! O marido de minha irmã, então! É Doutora Joelma pra lá, minha cunhada pra cá. Irrita! Tão irritante e acomodado quanto o meu ex-marido. Por isso que me separei com cinco meses de casada. Mas tem hora que sinto falta dele, admito. Principalmente na cama, embora ele tenha me decepcionado. Não sentira nada de espetacular nos dois homens que tinha conhecido e julgava que com ele seria diferente. Era bom, mas não era lá essas coisas. Vai ver que a culpa é minha. O consolo é que não me vejo fria. Se fosse, como explicar os momentos de mormaço? Mas logo o calor passa. Vou ao banheiro e pronto. Tomo banho e volto levinha, levinha para a cama.
    Subido o leite, recolhidas as conexões, descida a janta, dentes escovados, Joelma se deita. Precisa dormir bem, pois na tarde seguinte, a do domingo, viaja para Londres. Para acariciar o sono, liga a tevê e escolhe a BBC de Londres. Logo adormece.
    Dormiu feito criança.
    E como criança acordou.
    Que é isso? Xixi? Fiz xixi na cama?
    Vasculha a memória, rir, gesto raro, e pensa em se banhar. Pega o controle da tevê a fim de desligá-la e se assusta: não entende o linguajar do repórter, tampouco sabe ler as letrinhas passando na tela. Fecha os olhos, suspira e torna a olhar: tudo na mesma. Muda de canal. Alemão, francês, inglês: a mesma coisa. Esfrega os olhos, dá um tapa no rosto e sintoniza a Globonews: entende o português da repórter, mas não consegue ler o rodapé da tela. Enche os olhos de lágrimas e vai tomar banho. Banho de ensopar cabelo.
    Deita-se despida, toda molhada, olhos no teto. Procurava uma prece. Não poderia achar. Jamais deu valor a essas banalidades. Repete os procedimentos da tevê: nada mudou. Vai confiante ao terraço: letreiros da rua são garranchos. Dá-se conta de que está nua e retorna com a desconfiança: enlouquecera? Descabela-se. Grita. Esperneia. Precisa de ajuda. Ah, o smartphone. Mandar uma mensagem de socorro. Agora as lágrimas transbordam de certeza: estava louca. Não sabe escrever. Como escrever se não sabe ler? Ainda bem que distingue os números. Puxa pela memória o celular de alguém. Ah, a Cláudia, sua secretária na empresa. Liga aos prantos. Parecia um bebê a pedir os peitos da mãe. Conversam por dez minutos. Cláudia chega dali a quarenta minutos. E dali a meia hora ficava ciente de tudo.
    Cláudia é daquelas pessoas que não sabem estocar palavras. Brincalhona, distribui verdades, mesmo sabendo que, em demasia, verdades podem matar. Cláudia não mede as consequências e saca a métrica íntima:
    Vou ajudá-la, Dra. JL. Antes...
    Joelma, Claudinha. Por favor, amiga, me chame de Joelma.
    Meu “antes” era sobre isso. Escute. Sou sua secretária há cinco anos. Aí o que acontece. Conversamos agora por cerca de meia hora. Ouvi e vi nesse tempinho o que jamais vi e ouvi nesse tempão, Joelma.
    Só restou à assustada Joelma, tal qual uma guria como medo das chineladas da mãe, encolher-se e ouvir o toque-toque das pedras da sinceridade caindo.
    Você não se mistura, Joelma. Nunca me abraçou, nunca me deu beijinhos, nunca me tratou por Claudinha, nunca me chamou de amiga, nunca rejeitou a horrorosa Dra. JL, nunca implorou por Deus, nunca liberou um gracejo, nunca falou uma gíria. Nunca a vi rindo ou chorando. Nunca a vi com alguém, apesar de homens - e de algumas mulheres - viverem virando a cabeça pra você. Nunca...
    Está bom, Claudinha. Pára, mulher. Misericórdia! Você tem razão. Desculpe, interrompeu Joelma, abraçando a nova amiga.
    Só mais uma coisinha, Joelma. Por viverem ociosos, seus sentimentos se revoltaram, decidiram lhe dar uma lição e pediram a cumplicidade do intelecto. Embora orgulhoso de você, o intelecto aderiu aos planos dos amigos e comentou: vocês têm razão. Já estava apreensivo com o estilo de vida dessa moça. Não quero um aparelho sem vida. Essa moça precisa aprender a viver. Faremos o seguinte.
    E o seguinte, Joelma, é o desaprender, é o que você agora está vivendo. Resta-lhe aprender a lição, Joelma.
    Mas entendo a sua angústia. Veja. Vivemos no mundo do conhecimento. Ler e escrever é a nossa rotina. Então, em bela manhã, a pessoa acorda analfabeta. É enlouquecedor, amiga. Seu caso é estarrecedor, já que executiva de renome e falante em várias línguas. Ainda bem que só perdeu a memória da escrita e a da leitura. Sabe, Joelma, a certas coisas a gente só dá valor quando perde, compreende? Como não sabe o que está perdendo, ou nunca perdeu, o analfabeto vive numa boa, não é isso? O mundo deles é outro, entende, Joelma? E é nesse mundo que você está entrando. Mas vai sair, se Deus quiser. Bom, vou ligar para um amigo neurologista. Ele está fora, mas deve nos dar um norte.
    Claudinha passou uns vinte minutos conversando com o amigo, passou o celular para Joelma e começou a mexer noutro.
    Joelma repetia a história e ouvia as recomendações. Terminada a ligação, parecia mais calma. Até sorrir, sorriu.
    Então é isso, Joelma. Vamos repassar as instruções do Murilo. Você vai voltar para Ribeirão Preto, certo? Encontrei um voo para as três horas da tarde. Já comprei a passagem, ok? Vá e faça tudo para esquecer o problema. Aja naturalmente e tente se divertir, tá? Na terça-feira você vem se consultar com o Murilo, ok? Não fale do distúrbio a ninguém. Nem à sua mãe. Apenas eu, o Murilo e o presidente... Sim, você vai gravar uma mensagem para o presidente da empresa. Amanhã, entrego a ele e peço sigilo, compreendeu? Tome o celular. Fale logo.
    Agora ligue para os seus pais, diga que cancelaram a reunião de Londres, que vai ficar mais uns dias com eles, que... Ah, você sabe. Depois arrume a mala. Vou deixá-la em Congonhas. Só saio de lá quando embarcar você.
    Bença, mãe. Você está sendo uma mãezona, Claudinha.
    Deus te abençoe, filha desmiolada. Agora se arrume e arrume a mala. Vamos! Cuide, menina! Vai treinar soletração daqui para Congonhas, viu? Vai precisar duma carta de ABC se o Murilo não alinhar seu quengo.
     Claudinha foi soletrando e pedindo que Joelma concluísse: B com Ó, BÓ. P com I, PI. C com É, CE. C com A, CA. T com U, TU. T com A, TA. E nessa toada chegaram a Congonhas. E a toada não continuou no avião porque Joelma só se lembrava do P com I, PI.
    Certo é que às quatro e meia Joelma estava nos aposentos dela batendo papo com a mãe:
    Sabe, mãe, acho que vou dar umas mergulhadas na piscina.
    Acredito não. Sério!? Também vou. Vamos matar os homens do coração, Jó.
    Então vá se trocar, mulher. Espero a senhora lá.
    De biquíni e canga, Joelma vai à piscina. Mas a mãe chega primeiro, pois a filha fica parando no caminho:
    Ih, pelo visto vai rolar um churrasquinho. Tem picanha, não tem? Tô dentro.
    É claro que o pessoal que preparava o churrasco apenas balançou a cabeça. Seria mesmo a tal da JL?
    Carregando um cacho de coco, manquejando, camisa nas costas, cabelo caindo na testa, Bião ia chegando à Sede dos Campeões quando Joelma o avista:
    Ei, moleque. Espera. Ah, meu pai! Que foi isso? Machucou-se, foi? Coitado. Bote gelo. Quero um coco desses, moleque.
    Entre, vou abrir um dos gelados. Sou o goleiro do time. Levei um pisão. Disseram que a senhora tinha ido pra São Paulo.
    Fui. Mas só pegar uns trecos. Vou passar uns dias com vocês aqui.
    Evitando encarar Joelma, porém impulsionado pela simpatia dela, Bião achou por bem se desculpar?
    Desculpe por ontem. Aquela frase...
    Águas passadas não movem moinho, criatura. Olhe pra mim, homem de Deus. Está com medo de meus peitos, é? Que coisa! Abre o coco, vai.
    Peixeira na mão direita, coco na esquerda, Bião ia passando ao lado dela a fim de encontrar um ponto de apoio para abrir o coco:
    Me dê essa faca, pediu Joelma, tirando a peixeira da mão do atônito Bião. Mirava-o sem pestanejar. O corpo falava. Estava transtornada, trêmula, lábios se mexendo. Arrepiada, nariz aceso, certamente captava o suor do atleta Bião.
    A simpatia era somente ilusão. Ela quer se vingar. Vai me esfaquear. Minha Nossa Senhora. Prestes a correr, o medroso Bião esbugalha os olhos, após a fora de si espetar a peixeira na mesa:
    Vou beijar você, meu lindo.
    Joelma anuncia a tragédia e cai de boca na boca do apalermado Bião. O machucado do pé agrava-se, porquanto o coco ter caído exatamente no pisão do infeliz feliz. A Sede dos Campeões faz jus ao nome e transforma-se em ringue. Campeã e campeão atendem os gritos das conselheiras libidos e saem aos empurrões em busca do encaixe perfeito. Tamanho agarra-agarra haveria de dar no que deu: canga, biquíni e calção rasgados. Em alguns momentos, o combate mais parece um delírio divino, uma dança sagrada, tal a incrível ondulação dos corpos. Corpos que fazem apenas o que deve ser feito um para o outro. Corpos que querem ir além da fronteira do êxtase. Corpos que querem embarcar no plano sutil da experiência mística.
    Querem e conseguem. Quedam-se exaustos. Luta empatada.
    Não houve o “Nossa”! Apenas demoradão olhos nos olhos e um “Ah, moleque”!
    Vou escrever um negócio que é pra você esquecer a minha idiotice de ontem., disse Bião, levantando-se, caminhando para o quadro de avisos.
    Não! Escreva nada não, amor. Por favor, amor.
    Por que não? Vou escrever, sim.
    E escreveu:
    A MULHER MAIS MULHER E A MAIS LINDA DO MUNDO
    BIÃO SILVA (BS)
    Joelma tirou as mãos dos olhos. Bião não poderia entender a voada de Joelma pra cima dele, a cobertura de beijos, o rio de choro e o pedido. Pedido de adolescente:
    Me bota nos braços, amor. Me segura, vai. Joelma beijava Bião e escrevia um tratado:
    O HOMEM MAIS HOMEM E O MAIS GOSTOSO DO MUNDO. OBRIGADA, AMOR. OBRIGADA MESMO. OBRIGADA POR TUDO, VIU?
    JOELMA LIMA (JL)
    É isso.
    Isso, não. O domingueiro churrasco de fim de jogo jamais tinha visto dama mais atenciosa que Joelma. Beijinhos e sorrisos iam com ela para os cumprimentos. E não escondeu que estava namorando o jardineiro Bião. Não podia esconder, pois de quando em quando dava uma golada na cerveja dele.
    É lógico que teve cutucadinhas, sorrisinhos, piadinhas. Mas o que mais se ouvia era certa expressão de júbilo, conquanto parecesse de inveja:
    Ah, moleque de sorte!
  • Alvorecer ou simples alvorecer

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    O lindo nácar do amanhecer, trazido pela estrela mais próxima.
    As diletas águas de lamentos e tormentos deixados por um ou outro ali. Ondas de felicidade também curvam acolá.
    Comoção causada pelo ralhar da mãe para com um filho aos demais da família.
    Oh, bola que chega a rogar um ou a outro que a toca com a mão ou o pé.
    Tão mimoso o sorriso da criança que o compartilha com bonomia em maçada.
    Uma mulher olha para um homem à socapa. Tenta sem tentar tirar os olhos dos dele. Ele chega e lhe fala parvoíces que a deixa agastada.
    Ela sai, mas a manhã ainda é rutilante. As árvores acordando ao adejar como sinal de bonança.
    O desgrenhado do dia começou. Curta a aproveitar.
    Após o som do ressonar vêm os sons dos automóveis, de algum animal. De uma pessoa a bocejar, pois ainda com sono estar.
    O mar em alcovitar, a areia da praia há de se desenhar, o amor, um coração.
    Nubentes a sorrirem de pilhérias e contentes sem por nada se apoquentar.
    Vamos, seja garrido e sinta-se ao lado de quem estiver como se sente a uma loureira.
  • Amor de amigo

    Cara tu é muito chata sabia? Mas de todas as coisas possíveis para se pensar era você que vinha a minha cabeça as 6 horas dá manhã para mandar acordar mesmo sabendo que já estaria acordada ou que não acordaria com minhas mensagens , até mesmo me deparar com mensagens suas logo cedo para me acordar , puxar assuntos mega aleatórios para deixar sem respostas, brincar com ela, também né meu bebê , ela vivi ruimzinha e eu não consigo cuidar dela pois sempre estou longe, fico enchendo d mensagens e as vezes até ligo para abusar um pouco mais, me desculpa por não estar contigo quando você precisava , sério eu me arrependo muito disso e sei que não tem como concertar mas estou aqui agora para que isso nunca aconteça de novo.
      Ela fica sem assunto muito rápido e eu acabo ficando bravo porque seria a mesma coisa que conversar com um programa de computador, por gostar tanto dela acabei criando muitas expectativas que foram uma a uma sendo descartadas. Fica mentiras para não me dar atenção e isso me incomodar muito e você sabe disso, como por exemplo : se você fica online no whatsapp é porque tem condições de responder aquele Oi q mandei assim que acordei, dar um aviso prévio que não conseguira responder porque está fazendo ocupada, antes mesmo de começar a fazer e parar de responder e depois avisar. Eu iniciei o ano pensando em comprar um computador novo, estudar, trocar emprego o quanto antes,já te falei isso. Acabo não fazendo isso, porque chego em casa e tem alguém esperando para me ligar com uma vozinha chata que eu gosto muito e mesmo depois quando ela desliga, fico lá porque já perdi a cabeça pra estudar só quero mais ficar lá esperando para dizer que a AMO e que não acredito que ela me ama e nem sei quando vou acreditar.
      Sempre acabo ficando bravo mas é porque eu me importo de mais, quero você comigo 24 horas por dia e ainda acho pouco, você fica reclamando que não possui amigos , mesmo possuindo alguns que são importantes para você , mas eu também não possuía ninguém nessa idade. Na escola estamos junto outros dias não os via mais, o Rick vinha aqui em casa as vezes e me acordava pra jogar no notebook, tipo umas 8 horas dá manhã e eu falava onde estava o notebook e a senha então voltava a dormir. A tarde minha mãe enchia nós de tarefas da casa, como limpar o pátio e aqui ele é muito grande . Depois de já algum tempo fiz algumas amizades e montamos um grupinho todo pessoal com uma mesma mentalidade​, os exclusos que não interagiam muito, saíamos as vezes mas só para comer e era isso. Viu se eu consegui porque você não​ consegue? você tem tudo e o que lhe falta sei que conseguira com o tempo.
      É eu não te amo tudo isso , porque se eu amasse isso não seria nada, o tanto que te amo não pode ser demostrado só com isso, uma hora talvez te mostro , e nunca vou deixar de ficar bravo contigo, porque se eu deixar não vou mais me importar com você , e não quero isso. Lembra que falei em te deixar de castigo algumas semanas? Então porque acha que estou aqui me contrariando?
      Você realmente conseguiu me irritar muito para ter te bloqueado, e mesmo assim continua sendo trouxa comigo, é tentei ser legal, só que para tudo existe um limite. Te perguntei oque você queria comigo e não recebi uma resposta como de costume, assim como suas promessas que nunca cumpre. Já havia entendido o recado antes só não queria acreditar, levei isso longe de mais então deixo o resto ser como você quiser.
  • Apenas um sonho

    Descobri meu refúgio em você
    Vivemos o melhor que a vida tem,juntos
    Contra todos,vencemos
    Mas,onde você foi?

    Sinto que não posso te encontrar
    E a solidão aumenta a cada segundo
    Lembro de cada sorriso seu
    Não pode ter ido embora

    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar

    Nosso amor não se perdeu
    Quero cada segundo da minha vida com você
    Só te encontro nos retratos
    A sua espera a toda hora

    Minha vida virou uma escuridão
    Talvez ainda exista no meu sonhos os seus sorrisos
    Não posso ter te perdido

    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
  • As diletas águas da vesânia

    Contos do RN
    Advertência: Não me deem ante depressivos, isto é apenas um livro.
         Caminho sobre a plataforma de madeira, (praia de Pirangi) finalmente em um dia em que consegui me livrar de todos do mundo, estou só, com a areia, o mar, o vento e seus sons, eu penso:
    praia pirangi do norte1
         “Os olhos que governam o mundo e seus lares são mais de um. O mar é minha obsessão! Quem sou eu? Perguntaria outra vez, mas o cansaço da procura me fez parar esta busca, seria isto? Então me deixei levar por apenas isto? Não! A pergunta ficará, como este longo mar, são muitas perguntas, uma vastidão da areia da praia que o vento sopra e leva a seu lado. Incomoda-me às vezes, sonhar passar a noite admirando o encanto das águas e não passar. Sonho todas as noites, todas as tardes e todos os dias, está sentado e ao redor em três lados as águas, as ondas batendo em tabas que formam a estrutura na qual estou. O céu e as nuvens, nomeações de coisas que estão lá em cima. A lua jogando as luzes e as nuvens as lágrimas a terra, esta ultima é a única coisa que me tira dali, após me molhar por tempos.”
         Estou aqui, e agora?
         Continuo meus passos e após olhar a vastidão olho para mim:
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         Vejo-me colocar as mãos na parte de apoio desta passagem, deste cais.
         Minhas mãos vão passando sobre o frio que ela me passa.
         Continuo caminhando sem saber se estou me sentindo bem ou melhor, opções estas que não se alteram.
         Sinto as ondas alcançarem meus pés, ao colidirem contra a madeira.
         Continuo meus passos, vejo o sol nascer, dar sua primeira olhada da manhã para cá lá do fim em que se encontra.
         As nuvens parecem abrir seus olhos naturalmente quando a luz a passa e abraça fortemente.
         Chegando ao fim das tabas e de meus passos olho para o que me resta, o mar e mais?
         Sento-me, que frio e que calor! Não consigo me decidir ou decifrar o que me vem.
         Volto a pensar em meus dias longe daqui:
         “Às vezes me vejo chorando nesta bela imagem das águas e das areias. Sem saber a razão do choro eu apenas quero está ali, enquanto as vozes das pessoas que me amam me convidam em vão para sair, coisa que acaba me convencendo, após gritos de insistência.”
         Estou aqui, e já pensei e penso sobre outros lugares: Não sito nomes, são características, quem poder que os definam.
         São poucos minutos em poucas gotas que caem, árvores e águas como belezas naturais (Cachoeira do pinga).103653495  0 portalegre cachoeira do pinga portalegre
    Juntamente a estes, um pouco distante estas outras águas e árvores, uma gruta, casa pequena com água, assim a defino, pois não sei explica-la (Portalegre).0 Portalegre - Term Tur da Bica 1.jpg
         Sempre procuro o que seja bom, tem sido algo novo ou algo que vive como uma ilusão, como pensar em uma garota que não sabe nem que existo ou sabe e eu não sei, só sei que me lembrei dela quando estive ali. Talvez esta garota ao qual pensei fosse apenas uma referência a uma outra, esta que sempre me cerca em meus sonhos e me abraça quando durmo. Seu corpo é quente, sinto seus cabelos em meu pescoço, as ondas estranhas parecem seu leve sorriso.
         Ultimamente soprou em meu ouvido, pedindo para que eu escrevesse algo para ela, mais um algo eu disse, em pergunta sem pronunciar e não fiz questão. Talvez ela nem tenha pedido e apenas eu desejei ao está com uma ilusão que nunca vou deixar.
         Em outro lugar fiz uma trilha (Parque das dunas),1 164 nesta fechei os olhos ao andar, respirei bem, foi bom, lá de cima dava pra ver a praia, o mar. Na trilha fechei os olhos para sentir uma sensação diferente, parece besteira, mas as coisas diferentes e principalmente as simples sempre me chamam atenção.
         Lugares distantes entre si e distantes do agora. Onde respiro bem “areia, água e sal”.
         Lembro-me de mais um lugar (Serra caiada),4.JPG  estre tinha uma cruz lá no alto é simples de identifica-lo, subir foi ótimo, descer apesar de quase passar direto e descer de vez caindo sem querer também foi bom já que não cai.
         Dá pra ver a cidade, a mata, as pistas, estradas que se ligam e listram longe um traço a vir e ir. O que me chamou mais atenção foram as nuvens, elas tinham peso, algumas distantes pareciam carregar pesos em sua branquisse estrutural. Não sei o que elas diziam, pois não as dei atenção, foi um dia legal, onde todos estes lugares perdem para o mar, que se tornou minha obsessão a ponto de pensar:
         “Sempre me imagino, sentado na areia e as ondas em sorriso apagarem os desenhos ao chão. Este sorriso ser calado por aquela que nunca existiu, uma ilusão, uma garota que sempre sito e sempre me vem. Eu sentado ao lado daquela que esta sem esta sentada a meu lado. Nós dois levantamos e após segundos pensando sobre coisas ou momentos bons, estes nos apertam e nos sufocam nos dando e definindo o futuro de nossos passos.”
         Penso em como continuar, como continuar este conto para que leiam, para que seja grande suficiente como uma vida. Para que ninguém passe os olhos e esqueça.
         Vou pensando sobre onde estive a pouco: Chutar a areia involuntariamente e voluntariamente foi o que fiz (praia de Cotovelo). full_250220140056163ea2019180f557e5bb9da131d3a2cf8b.jpgDesenhos em traços na areia eu fiz e o mar levou, me dizendo que tudo se vai.images.jpg
         Porque escrever minha depressão sobre um lugar tão belo? Porque guardar a imagem desta obsessão de forma tão obsessiva?
         Eu não sei, só quero ficar aqui e olhar para você: Mar; céu; sol; vastidão; pontos e vírgulas a mais chegaria a solidão. É isto que peço involuntariamente? Seria uma obsessão para se conseguir está só? Eu acredito que não, é apenas algo que penso e me vem melancolicamente. E observe que nestes mares eu não estou sozinho, a ilusão da garota está sempre presente, então esta ideia de solitário não é certa!
         Senti o vento passar e bater em mim, me fazendo ver que tinha decidido afastar estas perguntas de mim e deixar esta obsessão ser ela como algo que é e não se vai.
         Uma onda joga seus pingos em mim, me faz sorrir e voltar a pensar em outros lugares:
         Uma vasta subida, um vai e vem diagonal para ver do alto o verde, em volta lugares, um castelo ao longe e um cantar do despertar bem perto de mim, este dono do cantar esta parado e observa aquilo que é novo para os que estão em volta e meio que entediante para si, que passa horas e horas mirando para aquela paisagem até o sol sair liberando o fechar de seus olhos (Monte do Galo).monte-do-galo-nova.jpg  Descer dali pode se tornar um meio fluente de uma breve e pequena adrenalina, basta correr e se perder sentindo o ar até se pegar tentando frear seus passos para não bater nas barras laterais e cair. 92070910.jpg
    Eu fiz isto, dá um frio e você tenta parar apesar de no desejo querer manter a velocidade e tentar curvar e curvar as curvas e chegar ao fim da longa descida.37782713
         Mais um lugar que passei e admirei, admirando com uma angustia que me cerca como cercas e às vezes se desfaz me dando passagem e às vezes se fecha me segurando, esta pode ser alguém ou algo natural como o vento e o mar que me faz pensar:
         “As águas em gotas que se jogam das ondas de si para consigo do mar, são como pensamentos de si para consigo como os meus são para mim. Aprendendo com as ondas que fazem parte do interesse de outros eu escrevo para que alguém se interesse.”
         Lugares e mais lugares, belas palavras, belas belezas, penso que devo sair mais para buscar mais vocês, ao qual dão inicio a este paragrafo. Lembrei-me do diferencial, sempre gosto dos diferenciais. A chuva numa trilha alegrava as galhas como lágrimas de alegria, destas que eram verdes e vivas. É sempre ótimo caminhar, ver o mar, ver o verde e o sol por entre as nuvens olhar sorrindo ou chorando nos traços destas. Tentar ver tartarugas entre as leves ondas era algo interessante, onde se via pedras, se acreditava e se apontava serem elas, que deveriam está se exibindo ao boiar lá em baixo (Santuário ecológico de Pipa).Santuario-Ecologico-Pipa-01.jpg  Algumas eram miradas e certamente admiradas por alguns. As gotas sempre deram um clima a mais, sempre gosto de encontrá-las por todos os lados, não que estas tirem o valor do sol que brilha sempre como ouro, que por aqui reflete como algo valioso. O arco-íris forma suas formas e desenham seus traços. Escolher o lado mais rápido foi opção do cansaço da maioria, mas todos saíram dali pedindo mais. Saindo dali segui para praia onde penso:
         “Às vezes me pego pensando (Praia de Pipa),pipa4.jpg  me vendo olhando para o mar, passo horas e horas, sentado encolhido olhando para ali. Percebo que o vento está presente. Percebo que nem eu me entendo e penso se é algo para se entender.”
         Então salto para outro lugar, é alto, têm árvores, o verde vivo em verdes que se unem e se espalham. Algo me impediu de chegar até seu pequeno muro de poucos enfeites estruturais. De lá se via melhor o fim, este que refiro ao verde lá em baixo, coisa que não sei se era verde, pois não me aproximei algo me segurou e me fez ficar sentado em cercas murais junto às árvores (Mirante de Portalegre).Mirante_Boa_Vista,_Portalegre_(RN).JPG
         Deve ser difícil ou estranho traduzir para si minhas palavras em desenhos que se fazem de misturas de palavras e representações. Mas é besteira, ter escrito para vocês olharem está questão em meio à leitura, pois na busca das traduções não se deve aprender pegando e se grudando ao pé da letra, os idiomas devem surgir como o vento dentre as árvores. Tente vê-lo, tente e apenas o sinta!
         Existem lugares que me sufocam ou meu sufocar é natural? O certo a dizer é que existem lugares que me fazem respirar, respirar a liberdade de algo puro, puridez esta que me é estranha, como se perguntar se tal palavra existe e na verdade saber a resposta, mas não encontrá-la como algo que firma, pois ao sair destes lugares o sufocar me volta. A permanência ali se torna estranha, não compreendê-la é algo que me faz entender meu fraco respirar como natural. Lá deste alto me lembro de misturar os lugares:
         “O vento vai e vem, com os mesmos passos das galhas dos coqueiros e das ondas do mar em tempos em tempos desenham desejos que formam a estrutura natural e não natural que me cerca, aqui onde estou a pensar sobre o que não canso de sonhar.”
         Fiz o inverso de onde realmente estou: das alturas de lá pensei no aqui e voltei a me olhar.
         Segurei a água como algo bom, tocar é relevantemente bom em termos de que nem tudo se tem, e o que se busca é a vontade e o prazer de saber que se pode buscar.
         A claridade que se formou em meus dedos, foi como se eu olhasse para o sol sem mirá-lo (Praia de Ponta Negra),conheca-o-rio-grande-do-norte-cenario-tornou-o-turismo-uma-das-mais-importantes-fontes-de-renda-do-estado.jpg  o que mais posso fazer além de me prender a melancolia? Mais uma vez olho para vastidão do azul, respiro fundo e me pergunto, como? Como continuar?
         Como continuar estes traços para que se tenham traduções em palavras, em mentes e em memorias daqueles que por algum desses cantos já tracejou sua vida?
         Minhas expressões me dizem:
         “As minhas lágrimas querem descer e se unir ao mar, as águas desse sempre me dizem algo e me chamam, chamam, chamam e gritam me seduzem ardentemente, friamente, me fazem segurar as minhas vesânias com as mãos! O que respondê-la? O que dizer a estas diletas? ‘As diletas águas da vesânia! ’ Não me deixe; não me deixe; não se vá; nunca se vá. Não pare seu canto que me chama, pois um dia vamos nos decifrar e nos encontrar e sempre estaremos carregando a mesma obsessiva atração!”
         Estou mais uma vez em minha mente, e nesta entre árvores. Após uma branca união, as dunas estão sobre meus pés.
         Algo estranho me formava como algo que abraça e diz que se tem erro e acerto. Como decifrar? Eu não tentei, só quis está ali e aproveitar este momento ao qual eu não estava realmente com vestimentas adequadas. Onde para mim qualquer de meus atos seria os mesmos, eu apenas fiz o que deu e as águas de cor diferente eu toquei para dizer para mim mesmo que o fiz, tal gesto (Lagoa da Coca-Cola).49955054.jpg  Um lugar legal e apenas não poder molhar o meio que levou e ia levar em saída eu e o pessoal dali, me fez ficar na minha e não insistir para mim em ali entrar. Então pensei um pouco sobre este lugar:
         “As cores são diversas, algumas indecifráveis, em nomes de misturas. Ver o sol iluminar o laranja vivo das águas ou amarelo dourado que a estes desenharam juntos. Ou esta seria vermelho, a cor que nos alimenta em vida? Estaria está se escrevendo em fluidos de minha obsessão? Não sei, mas as nuvens estavam chorando, em poucas águas, pareciam está felizes por algo. Então digo que eu estava feliz por ela que jorrou suas gotas em mim!”
         Minhas palavras já estão se tornando mais compulsivamente obsessivas, alguns versos já aparentam um não entendimento ou fuga de uma ligação a algum sentido lógico. Mas o mundo é assim, só encontrasse lógica sobre aquilo que se encontra.
         Saindo de minhas letras e reflexos de palavras de uniões estranhas em sentido ou sem este, volvo a mim.
         Levanto-me! Olho para aquilo tudo a minha frente. Tudo que já falei sobre este belo movimento e som que me consome como um perfeito sonho de união.
         Olho para minhas mãos, as proximidades delas me dizem que existem outros modos! Modos de que? Pergunto-me tentando não me alimentar de mim.
         Tenho duas perfeições em mãos duas cores em líquidos que não me deixam ver outra coisa e com água em mãos eu penso:
         “Como seria o sessar? Seria perfeição? As tabas já mais quentes me mostram o mais seguro para nós que entre varias coisas nos alimentamos de ar!”
         Tentando ver minha imagem em reflexo na água, o espelho nada me mostra, e enquanto procuro ver volto a meu passado e lugares por onde escrevi minhas digitais.
         Agora estou no escuro, a terra em formato de resistência está de lado a lado e baixo a cima rejeitando a forma luminosa até que uma lâmpada ilumina em meio termo as rochas. Estas que levam anos pra se formar. Mas pouco andamos, plural por eu não está só, pessoas se fazem presentes e também observam as esculturais entradas que não se enxerga.
         Achei que eu me sentiria sufocado ali dentro (Mina Brejuí),vfegrew.jpg  mas me veio uma imensa liberdade, um aliviar do perturbar que os seres do mundo me passam ou causam. Quando esquecia que tinha mais alguém ali, percebi que aquele apertado lugar parecia como um amplo e ventilado globo, como se eu estivesse em paz em um inverso da terra, ou seja, ao invés de pisar sobre o convexo eu pisava no côncavo do planeta. Tinha uma voz, eu ouvi uma voz! Mas ela não dizia nada em som, no escuro apenas estava presente! Dizia sem falar: Estou aqui! E não estava perto e nem longe, estando mais perto que longe ela preenchia o vazio em mim, um vazio que não sei o que é.
         A cada respirar na escuridão o vazio se sentia se complementando, aos poucos, mas logo voltou a se tornar o que é. Saindo dali o sol clareava mais claro, volvendo ao presente olho para o mesmo e a mata que via antes ao longe no fim dos reflexos mudou para as águas que em “C” se curvam ondulando o espelho ao qual eu me via formando as ondas que me fazem pensar:
         “Lembro de uma vez ter me perguntado: Você vai me levar; o que você quer; quem é você que se esconde nesta imensidão? Eu estava no mar, as ondas a se jogarem em mim. Elas pareciam normais! Eu apesar de não parecer, eu me sentia normal em me encantar com este dançar das águas e jogar minhas vesânias em questões perguntas para aquelas diletas que apenas cantavam e cantavam seu som maravilhoso.”
         Lembro-me de está aqui neste mesmo lugar e ver um instrumento que me sacia, ou mais certo, um instrumento e um se que contemplo, eram um violão e uma moça, está estava perfeitamente vestida com uma camisa branca e de biquíni preto, sentada e com o violão amarelo queimado como o sol. Pra ser sincero eu não lembro se o violão existia. Mas a beleza daquela moça era prazerosa. O jeito dela, não sei dizer, ela tinha algo que me iludia sem pensar e me abraçava sem abraçar. A moça não estava sozinha e nem eu neste dia.
         A solidão não está sozinha, pois não estamos só, mesmo se estivermos com ela!
         “Então olhei para o céu e percebi que o começo é sempre melhor que o fim!”
         Seria mesmo assim? Um começo e um fim?
         Seria mesmo assim? Um melhor que o outro?
         Como seria?
         O cansaço que a procura provocaria me fez voltar a olhar os passos que escrevo nestas tabas. Após pensar compulsivamente: Quero quebrar este sonho e deixar de senti-lo como devaneio!
         Reparo que o mar não me sorri, algumas outras coisas me sorriem, por que o mar não? Deveria ser porque cada um é como é e todas as coisas também.
         O mar gosta de desenhar na praia como alguém que está triste. O mar gosta de ver as mulheres rebolarem ao andarem sem perceber que fazem tal ato que é escultural e sensual.
         O mar tem momentos de agressividade.
         O mar pensa se tem solidão, se alguém o chama se quer algo e se alguém o quer.
         Então eu pulo neste do fim das tabas do cais e digo reflexões de mesmo sentido varias vezes onde repito duas em escritos:praia-de-pirangi-do-norte.jpg
         “Este que eu falei sou eu, eu não sou você, apenas busco você!”
         As águas saltam com nossa união e liberam brilhos se unindo ao sol em varias gotas.
         Engolindo aquele sal, areia e água, eu ardo os olhos, eu respiro o arder e penso aperreada mente devido à agitação comum:
         “Me aceite, eu só tenho um alimento! Queira-me e aceite minha solidão, pois você é tão vasta não te importará!”
         As ondas me fazem sentir o 360°, estas me olham, estou tranquilo como dormindo e conseguindo me livrar de tudo, ou me saciar da solidão que tanto busco, ou já não sei de que forma está que dança me traduz, nem também:
         “Eu não mais sei de mim!”
         “Ouço uma canção ela vem como algo que canta e sorri, estou com os olhos dormindo. Logo está canção canta como algo conhecido e identifico o mar! Retirando parte da areia em mim, ela vem, vai duas vezes e vejo a areia me consumir. Abro os olhos me curvo e vejo que da praia é tal areia que o mar jogou aquele que a depressão corroeu, mas não o levou.”
         Fim. Ricardo Fernandes. Abril a Junho de 2011.
  • Camomila

    Imagino sua mão na minha
    Pois vi que pouco tempo tinha
    Ao decidir olhar seus olhos
    Esquecer de meus trabalhos
    Me perder nos horários
    Só observando sua pupila
    Me acalmando e relaxando
    Como se tomasse camomila.
  • Chá das Cinco



    Peço às visitas que entrem
    Entrem, mas apenas se forem ficar
    Pois, senão, que sozinha me deixem
    Basta de ir embora antes de chegar.

    A porta está sempre aberta e espera
    Espera muito, se precisar
    Até que finde a primavera,
    Não há problema em demorar.

    Leve muito tempo, mas venha certo
    Certo, que ao puxar a cadeira
    Ficará do outono ao próximo inverno
    Ou até que floresça a última videira.

    Pois quero viver uma vida inteira
    Inteira, de verdadeiros sentimentos
    Da lua cheia ao raiar da aurora,
    Não apenas de breves momentos.
  • Como água do mar

    Hoje nada mais faz sentido
    A saudade já bate mais forte
    Preciso daquele abraço,do seu abraço
    Sai desse lugar e vem me encontrar
    Estou te esperando de frente pro mar

    Vem,não faz isso comigo
    Não me deixe mais uma vez
    Viva comigo,o que temos a perde?
    Deixa falarem,que no nosso romance nem nos entendemos
    Se deixa levar,nosso amor é mais lindo que a água do mar

    Que sorriso é esse
    Me conquisto em 2 segundos
    Fiquei louca só de imaginar
    Mil coisas para nos amar
    Uma tarde não basta
    Quero toda a eternidade
    Esse brilho no olhar

    Vem que hoje é o nosso dia
    Vamos aproveitar cada segundo
    Eu te quero mais do que posso suportar
    O seu sorriso me despertou
    Todo esse amor,o que faço agora?
    Já que sem você eu estou.
  • Desejo Líquido

    Quando enfim me apaixonei
    O vento soprou ligeiro
    Aterrou minha varanda
    Revirou meu quarto inteiro
    Ele só não quebrou tudo
    (Bateu portas, o quasímodo)
    Pois o amor quebrou primeiro

    Mergulhando nos teus olhos
    Te despindo de segredos
    Se por descuido ou maldade
    Semear em teus lajedos
    Pelo meu destino velem
    Ante Anteu sorriso selem
    Nosso amor ou nossos medos.
  • Detalhes de você

    Ah menina, esse sorriso eloquente, meio de lado, é minha inspiração pra escrever todas as palavras. Não que elas sejam minhas, pois na verdade elas já são suas, te dei todas elas, você só não tomou pra si ainda. E essa sua bochecha marcada que a maquiagem só faz estragar? Não me entenda mal, eu adoro quando você se maquia, mas adoro ver seus traços reais.  E quando você está concentrada? Faz caras e bocas como se não tivesse ninguém por perto, parece viajar no seu mundo, completo, infinito, suas sobrancelhas parece querer desenhar o que está passando na sua cabeça naquele momento. Forte, se desafios tivessem medos, talvez eles não ousariam te enfrentar. Falando em ousadia, muito marmanjo, se surpreenderia vendo você trabalhar. Calma, pensando bem, isso é uma péssima ideia, já pensou o ciúmes que isso iria me causar?
    E quando você faz cara de brava? Parece uma criança inocente que ainda está tentando aprender a expressar isso. Observadora, mas só de caráter e personalidade, com os objetos ao seu redor, você é um verdadeiro desastre. - Mesas, cadeiras, facas, fiquem longe dela! Como você conseguiu essa pequena marca no seu rosto mesmo? Quer ser durona e usa isso como um escudo protetor. Tá se escondendo do quê? Eu já consegui ver através desse escudo gigante. Atrás dele você ainda está em cacos, mas eu sei esperar. 
    Lembra daquela viagem que a gente planejou à um tempo atrás? Ela poderia ser a melhor de todas! Nem precisa acontecer nada demais, estar por perto e, juntos, é muito melhor do que estar perto e longe de você.
  • Deveria ter te falado

    Oi venho-te falar que tenho uma doença terminal não tenho muito tempo de vida, na verdade os médicos me falaram que tinha três meses de vida no máximo hoje esta quase no final desses três meses, não me brigue por não ter contado é que odiaria ver você perdendo tempo da sua vida se preocupando com alguém que já esta morta, e ver seu olhar de dó pra min não ia suportar isso acho melhor tomar um tiro, mas me desculpe por não ter contado antes, acho que sou idiota por não ter contado pode xingar me odeia  seria melhor, só de imaginar  você chorando me parte aquele meu coração que lava endurecida, mas se não chorar me arranca um sorriso. Sabe todo dai queria te contar, mas não consegui, por favor, entenda eu já estou morto não queria ser só um incomodo ver falsa esperança, não muito obrigado, mas não  quero. Você não tem ideia como não queria entrar em sua vida para partir tão breve, pensei todo dia de sumir com uma brisa que bate no rosto e se vai rápida mente não conseguia sempre queria aproveitar um pouco mais já que era meu fim queria acabar com lembranças boas mesmo que fosse só uma conversa boba ou um inteligente. Agora me despeço ADEUS vou sentir sua falta.
  • É ela

    Sorriso encantador,olhar devastador
    Cara,da onde ela surgiu?
    É tão linda que passaria a vida a te olhar
    Imaginando como seria poder te beijar

    Quando percebi já estava dominado
    Estava ali para qualquer coisa
    Que doidera,pensei em até em casar
    Imagina ter filhos com essa mulher?

    Nunca pensei em algo sério
    Sempre fui o vagabundo
    Que não queria saber de nada
    E agora eu a olho,nem sei o que dizer

    Vamos fugir de todo o mal
    Viver de frente pro mar
    Só nós dois a se amar

    Tudo isso a se imaginar
    Em apenas um olhar ao te encontrar
    E conto para todos
    Que o motivo do meu sorriso é você
    E vou contando as horas para te encontrar.
  • Ela só queria brincar..de ser feliz..

    Era tarde,o sol estava atravessando a porta de vidro,batia na parede formando um arco iris...ela via e tentava sentir as cores.
    Estava frio,a malha já não esquentava mais..ela estava ficando gelada,mas mesmo assim não conseguia deixar de ver e tentar senti las: vermelho,amarelo,violeta..sentir as cores...mas tudo o q ela estava sentindo era uma saudade enorme da sua infância.Daquele dia em q estava sentada na cadeira do hall de entrada esperando sua amiga para brincar.Via na parede o mesmo arco iris,que tempo depois viria,em outra parede mas sentindo outra emoção: a vontade de voltar.
    Aquele dia estava quente,crianças corriam e gritavam querendo chamar a atenção uma das outras.Ela estava feliz: as férias estavam começando,época de fim do ano,fim de tarde,pessoas alegres;para ela naquele momento,tudo estava perfeito.As cores do fim de outono estavam brilhando naquele arco iris a acalmando,enquanto ela esperava..para brincar de ser feliz.Tirou os sapatos,a meia..atravessou o murinho q separava o asfalto quente do chão de areia,sentiu o calor na sola de seus pés..a cada passo dado.Balançava,seus cabelos voavam com o vento daquela balança q rangia,um rangido gostoso,despreocupado enquanto seus cabelos voavam e ela sentia o cheiro gostoso do aroma q vinha do campo: havia acabado de chover.No céu havia um arco iris..vermelho,amarelo,violeta..as cores se perdiam entre as nuvens de uma tarde que findava: ela gostaria de estar ali,naquele momento para sempre.Tentou fechar os olhos..guardar tudo aquilo q sentia.
    Abriu os olhos..tudo o que ela sentia agora era frio.Olhou o horizonte deu um suspiro e como se despedindo do arco iris da parede pensou:
    Vamos brincar de ser feliz.. para vir se a gente vive mais um pouco
  • Eu Sou...

    Eu sou o que não pareço
    Transformando os sentimentos
    Mais tristes em alegrias

    Movo-me como o vento
    Não tenho direcção certa
    Demonstro ser
    Uma coisa que não só

    Eu sou aquilo que é bom
    Mas também aquilo que ruim
    Transformando os teus filmes de terror
    Em contos de fadas

    Aquele que não parou
    De seguir enfrente
    porque tu paraste
    Aquele que vive preso
    No silêncio das tuas falas

    Eu sou o ódio
    Mas também sou o amor
    Fazendo os teus defeitos
    Virarem qualidade

    Te levantado a cada novo dia
    Transformando a tua preguiça
    Em determinação e harmonia
  • Expectativas

    Lourdes era uma moça bem-apessoada e que, diferente de outras raparigas, não costumava andar por aí com suas colegas. Tal era a sua beleza que as outras moças, por recearem não ser cortejadas, se afastavam da bela jovem, afim de ganhar olhares viris.
    E Lourdes sabia de tudo isso; pior ainda! Ela sabia que era venusta! E por saber disto, fazia questão de esquecer o que o padre dissera na missa, o que foi que ele disse mesmo? Que vaidade era... Enfim.
    Numa tarde chuvosa de quinta – feira, após sair do colégio, a bela moça solitária vagueava por uma praça. Chutava pedras à esmo, como se estivesse indignada com o caminho que seguia. Mas na verdade, era só pra chamar atenção. E conseguiu. Um transeunte olhou e foi recíproco.
    Naquele momento, a jovem pôde trocar de lugar, agora ela era a admiradora e o transeunte, o admirado. Que beleza tinha aquele homem, era charmoso e elegante, e estava vindo em sua direção!
    A cada passo do rapaz, Lourdes sentia um frio na barriga, pois sabia que ele vinha falar com ela, havia conquistado a atenção daquele transeunte. A jovem imaginou já o abraço envolvente, o toque dos lábios, o alisar dos cabelos. O homem já estava quase perto, Lourdes podia sentir o perfume que emanava daquele corpo e era completamente masculino, quase feromônio.
    Qual seria a primeira palavra que ele ia dizer? Qual seria o assunto que tinha escolhido para iniciar aquele relacionamento? Que curiosidade! Ela não fazia ideia, só queria que o transeunte se aproximasse logo. Queria acelerar o tempo, só pra ficar na parte na qual ela diria: SIM!
    Ele chegou, ela já tinha parado de andar fazia tempo. O rapaz olhou nos seus olhos, sorriu e disse:
    - Moça, você deixou cair sua caneta.
    O lindo homem pegou o objeto do chão, entregou à moça e foi embora levando consigo toda a esperança.
  • Flerte

    Questões moralistas a parte, flertar é uma delícia.

    A eletricidade no ar, aquela coisa de "proibido" , um desejo não realizado.Acho realmente uma delícia. Quem nunca se rendeu a essa tentação ? Como explicar o quanto é excitante ,empolgante , Parece trazer a vida uma certa adrenalina já não existente em longos relacionamentos. Mesmo nunca me rendendo completamente, sem ir além daquele olho no olho e piscadas discretas.Adoro o sentimento que proporciona!

  • Gira-Sol

    Parei! Resolvi!
    Não seguirei mais adiante
    Permanecerei indiferente
    A esses arrepios!

    Não aceito-te mais!
    Não permito a tua razão de existir
    E de tornar-te presente
    Em meus pensamentos... Meus devaneios!

    Quero excluir-te de cada pôr do sol
    Ou vaga lembrança que possas
    Atormentar-me, a eu digladiar!

    Não mais te remendarei
    Velho coração!
    Deixarei que se faça em pedaços
    E das cinzas não volte!

    E em teu lugar...
    Colocarei um gira-sol
    Assim , andarei somente
    Para onde segue a luz do dia!
  • Kidnapped - Sequestrada.

    POV'S Alessa Katherine Kendrick.
        - Se alguém tem algo contra este casamento, fale agora ou cale-se para sempre. - Disse o padre.
       - Amiga é agora! - indagou Courtney que estava sentada ao meu lado. E ao lado dela estavam Hanna e Babi. Éramos as damas de honra, e que honra. Sorri com meu pensamento.
        Olhei do outro lado e em outro banco estavam sentados os meninos que iriam nos ajudar. Meninos que estudaram conosco. Os olhei e pisquei.
       Um deles se levantou e veio até mim. Estendeu sua mão e eu segurei na mesma. Me pus de pé e estalei os dedos, como se fosse um sinal. Logo uma música começou a tocar. Uma música romântica. O que fez todos olharem maravilhados achando que aquilo faria parte do casamento. Meu pai olhou sorrindo achando que aquela era uma surpresa que eu havia preparado para seu grande dia. E realmente era!
       Logo a música ficou mais sensual. Soltei meus cabelos. Agora sim o jogo começou.
       Eu me movimentava conforme a música, subia e descia de costas para Daniel, o garoto que estava dançando comigo. Passei minha perna em volta de seu quadril e o mesmo segurou ela ali, fazendo com que meu vestido subisse mostrando parte de minha bunda. Pude ouvir vários murmúrios o que me fez sorrir.
        - Alessa! - advertiu meu pai.
        - Sim Papai? - o olhei com cara de desentendida.
        - Sente-se imediatamente! - disse mais vermelho que o normal.
        - Garota mimada! - retrucou a vadia petulante do altar.
        - Claro. - disse e realmente me sentei. Mas em cima do colo de Daniel, logo após deita-lo no chão. Comecei a rebolar e Daniel começou a se soltar, não pelo plano, mas sim porque o mesmo estava ficando excitado de verdade.
       Me levantei e fiquei em prontidão, logo as outras garotas se encontravam do meu lado. Ficamos paradas, imóveis, os outros garotos se levantaram e nos rodearam. Agora tocava “Love Me” de Lil Wayne. Os garotos continuavam a nos rodear. Eles colocaram as mãos nas nossas nucas e puxaram os fios amarrados do vestido, fazendo os mesmos caírem ao chão revelando nossas lingeries vermelhas idênticas e totalmente provocante. Caminhamos até os meninos que estavam parados uns do lado dos outros. Nos abaixamos em perfeita sincronia e puxamos as calças dos mesmos revelando as cuecas box idênticas, também na cor vermelha, logo puxamos o smoking e revelou seus peitorais muito bem definidos e com a gravata borboleta no pescoço. Podíamos ouvir vários "Óhh" das senhoras sentadas tapando os olhos de seus maridos. Logo começou a tocar “Side To Side” da Ariana Grande. Começamos a fazer a coreografia com os meninos. Havia as senhorinhas que nos encaravam e não sabiam o que fazer, umas até foram embora passando mal. Pude até ouvir uma delas dizer: “Barbaridade, no meu tempo não existia esse tipo de coisa”.
        Nos deitamos no chão e os meninos se deitaram por cima, se esfregando em nós, invertemos as posições e ficamos por cima, rebolando o mais que conseguíamos ou pensávamos estar sensual, sem parecer um bando de virjonas, tentando ser vadias só para estragar o casamento do pai.
       Com a música logo no final, olhei para o altar e a vadia tentava acudir meu pai que estava muito vermelho, a mesma abanava o rosto dele com um envelope. O padre estava estático.
       Peguei o vinho que eu deixei preparado na taça onde eu estava sentada e caminhei até ela, beberiquei o mesmo e ela já podia imaginar o que eu ia fazer.
        - Se você ousar... - joguei todo o líquido na cara dela, manchando todo seu vestido.
        - Ah... sua... insolente! – reclamou, passando as mãos pelo vestido branco, desesperada.
       A igreja se pôs de pé, comentando minha audácia, alguns jovens na flor da idade, com os hormônios à flor da pele, nos aplaudiam e assobiavam. Já os mais velhos estavam indignados, provavelmente achando que eu era uma filha ingrata e mal criada.
       Ouço o grito da vadia e olho para trás e vejo meu pai caído no chão. Droga! Isso não estava nos planos.
        - Aí, Alessa, fodeu vem! - disse Hanna me puxando para a saída.
       Saímos correndo e descemos as grandes escadas da igreja, todos da rua nos olhavam, por conta de nossas lingeries. Um garoto que estava de bicicleta, deu de cara no poste após prender sua atenção em nós.
        Nós, meninas, corremos para meu carro que era um Audi R8, que acabara de ganhar do meu pai de presente antecipado de aniversário. Iria fazer 18 anos daqui quinze dias e os meninos entraram no Porsche de Daniel logo atrás de nós.
        - Mano, isso não estava nos planos. - Comentou Babi.
        - É o meu pai. Preciso voltar! - disse com lágrimas nos olhos.
        - Aí Kath, deixa de ser dondoca! Ele apenas desmaiou. Se voltarmos agora, vai ferrar para todas nós! Conseguimos o que queríamos, agora é só esperar. O casamento não aconteceu.
        - Está certa! Está certa! Está certa! - dizia tentando confirmar a mim mesma.
        Parei em frente a uma praça.
        Logo quebramos o silêncio constrangedor com nossos risos escandalosos.
         - Meu, vocês viram a cara da vadia quando você jogou o vinho na cara dela?! - dizia Courtney nos fazendo rir ainda mais.
         - Aí, Alessa - chamou Babi -, depois dessa acho que seu pai vai te deserdar. - rimos de novo.
         - A essa altura nem me importo com grana. Sem contar que ele me deixou disponível na minha conta 5 milhões de dólares, mas eu só posso mexer daqui 15 dias quando fizer 18 anos. Além do mais, tem a fortuna da minha mãe que diferente daquela vadia, ela não se escorava em meu pai. É uma mulher independente! - disse orgulhosa.
         - Realmente. A tia é mó fodona. Admiro muito ela. Ainda mais os vestidos que ela faz. - disse Hanna se lembrando do vestido lindo de 15 anos que minha mãe havia dado de presente à ela a três anos atrás.
         Fomos para minha casa e já estávamos vestidas novamente com os sobretudo que havíamos levado de reserva no carro.
         Abri a porta de casa e adentramos a mesma.
        - Mas já estão de volta meninas? - disse minha mãe alegre. Quem olhasse para ela jamais diria que a mesma fora traída e abandonada pelo marido. Minha mãe era uma mulher que eu admirava muito, não demonstrava fraqueza, mas eu sabia que a noite ela chorava por falta de meu pai.
        - Mãe, foi maravilhoso! - sorri largamente pra ela.
        - É tia, fizemos tudo direitinho! - disse a bocão da Babi.
        - O... O que? - disse direcionando seu olhar para mim - Alessa! O que você aprontou? - disse autoritária.
        - Então... Sabe o que é mãe... - disse olhando feio para Babi - Bom...
        - Bom?... - disse me incentivando a continuar.
        - Ah mãe, qual é! Você aceitou esse casamento, mas eu não! E estou em todo meu direito de fazer um show e acabar com tudo. Não é só por você, é por mim, pelo papai e pela família que tínhamos e ele nem se quer levou isso em consideração. Não adianta nada ele depositar milhões de dólares na minha conta, me presentear com um Audi R8, me visitar e me tratar como princesa se no final do dia, ele vai voltar para aquela vadia, vai jantar com ela, se deitar com ela e acordar com ela! Pronto para construir uma família nova e eu vou estar pronta para me considerar órfã de pai se isso acontecer! - disse transbordando raiva.
         - Ah filha... - ela sorriu e me abraçou - puxou meu temperamento. Me conta todos os detalhes, derrubou vinho no vestido dela? Isso não pode faltar em nenhum lugar!
         - Sim mãe, joguei bem na cara dela! Olha como ficamos na igreja... - disse abrindo o sobretudo e revelando a lingerie vermelha. A mesma arregalou os olhos e soltou um gritinho histérico, logo nos puxando para o sofá e nos fazendo contar cada detalhe.
  • Lições de amor

    Tive lições de Rococó
    em teu corpo,de ouro puro
    em teu corpo ateu
    teu corpo nu
    corpo meu
    nu...
  • Limão/Vento/Flor

    Limão
    O limão só é azedo se você provar.
    As pessoas também?
    Ou seja, quando conhecemos alguém.
    É que sabemos quem realmente esta pessoa é.
    14 grandes beneficios do limao para a saude 1

    Vento
    Fuja do vendo se puder.
    Mas não viverá sem ele.
    Tente fugir de alguém.
    Mas precisarás de sua droga.

    Flor
    Arranque a flor para cheirá-la e ela morrerá.
    Tenha um pouco do que gosta.
    Pois saiba que ela um dia se irá.
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  • Meu querido Manequim (cap.2)

    Thomas, munido de café, estava na sala, sentado no sofá olhando um filme que passava na televisão. Emily entrou em casa de um jeito tão brusco e repentino que até o assustou. Ela trazia com sigo sua bolsa e mais duas sacolas e ainda presa ao telefone celular. Imediatamente, sem sombra de dúvidas, deduziu que ela estava falando com a Renata. Emily confirmava a chegada de um lote que estava prestes a ser entregue no dia seguinte. Ainda envolvida naquela conversa, sem se desvencilhar do aparelho telefônico, com um leve dedilhar de dedos no ar, cumprimentou seu amado no mesmo instante em que seguia para a cozinha onde pôs sobre a mesa toda a bagagem que trouxera com sigo. Como se buscasse a peripécia perfeita para poder fazer tudo ao mesmo tempo, catou um copo dentro do armário e serviu-se um pouco de suco que no final das contas se quer o terminara de beber. Com os passos já previamente coordenados ela seguiu então para o quarto. Thomas, ainda vago em meio aquela euforia que sua noiva se encontrava, percebeu que apenas lhe restava voltar-se novamente para sua programação, para a calmaria de seu filme.

    —Meu Deus! Hoje ta sendo um dia daqueles!– Emily surgiu minutos depois já de banho tomado. — Já jantou? – ainda disse o afagando carinhosamente com um abraço sobre o encosto do sofá.

    — Sim, já! – ele respondeu retribuindo o carinho dela com um beijo sobre a superfície de sua mão. — Cheguei a deixar algo pronto pra você. Ta dentro do forno. – avisou.

    — Sério?! – ela em um tom meigo e sentido. — Brigado, amor! Mas to sem fome. Só quero poder descansar um pouco.

    Segurando-a pela mão, Thomas fez com que Emily contornasse a poltrona e acabasse junto a ele.

    — Então descansa. – disse permitindo que ela repousasse em seu peitoral. — Aproveita e fica aqui comigo. – completou acolhendo-a em seus braços.

    Manhosa, Emily aconchegou-se a ele.

    — E como foi o teu dia? – ela perguntou depois com os olhos fixo na televisão, mas a verdade é que não estava dando atenção para o que estava acontecendo.

    — Meu dia? – Thomas voltou a atenção para ela. — Bem... Foi bem tranquilo. Fizemos umas boas vendas hoje. – seguiu falando. — Se continuar desse jeito logo vou precisar aumentar a equipe! – comentou. — Mas e você? Parece exausta!

    Emily soltou um suspiro cansado antes de responder.

    — Nem me fala! To mesmo! – acomodou-se melhor. — Trabalhei o dia inteirinho com dor de cabeça. – comentou. — Passei o tempo todo só em volt... – foi interrompida.

    Thomas não havia reparado, mas ela havia trazido o celular com sigo, somente agora que o aparelho vibrara entre eles é que ele se deu conta disso. Com um olhar nada surpreso, a fitou do modo desgostoso que ela já conhecia. Podia se dizer que era uma espécie de olhadela que reprovava e ao mesmo tempo deixava claro que não era nenhuma novidade ela ainda estar presa a alguma tarefa do trabalho. Respondendo automaticamente com uma expressão de “preciso atender”, Emily deixou o sofá e indo em direção a cozinha pode ouvir Thomas lhe dizer desgostoso.

    — Se ela tivesse alguém, não taria te enchendo o saco toda hora! – soltou claramente.

    Emily o fitou franzindo a testa e pondo o aparelho contra seu busto esperando que Renata não tivesse ouvido aquela grosseria.

    Passavam das onze horas da noite quando o casal resolvera se deitar. Emily, simplesmente era uma mulher vaidosa. Como se seguisse um ritual obrigatório, negava-se a dormir sem fazer uso de seus cremes e loções. Ainda em pé em frente a cama ela mirou Thomas, que já estava deitado, com um olhar mais sério.

    — O que foi aquilo? – questionou ainda deslizando as mãos sobre seus braços para espalhar o creme sobre a pele.

    — Aquilo, o que? – ele sem entender a que ela se referia.

    — Aquilo mais cedo. Sobre a Renata. – esclareceu. — O que foi aquilo? – insistiu.

    Thomas abriu os braços antes de responder.

    — Eu disse alguma novidade? – com as sobrancelhas altas.

    — Ta, mas são assuntos do trabalho e eu preciso deixar tudo em ordem...

    — Você SEMPRE – deu ênfase a palavras. — Está deixando tudo em ordem.

    — E...? – buscando seu lado da cama instigou para que ele continuasse.

    — Poxa, amor! – suspirou. — Não quero discutir. Olha que horas são! – aproximando-se dela de forma que conseguisse abraça-la. — Vamos deixar a Renata fora da nossa cama? – rui-se.

    — Mas ela não ta na nossa cama – Emily respondeu em um tom mais frio. — Nem na nossa casa, mas...

    — Ta bem! – Thomas interferiu-se. — Pelo amor de Deus! Eu não vou brigar por causa disso. Eu só falei aquilo, por que eu acho de mais... É tudo você, você e você.

    — É o meu trabalho! Você espera que eu faça o que? – conclui dando as costas para ele. — Se isso te incomoda... Paciência! – colocou ainda encobrindo-se parcialmente com as coberta.

    — Só quero que você fique menos carregada. – respondeu a ela calmamente. — Só isso! – completou. — Você chega cansada e ainda tem que aguentar ela fora do expediente...

    — Nós também somos amigas. – Emily retrucou. — Se ela simplesmente quiser conversar eu não vejo problema algum.

    Esperando que aquela discussãozinha terminasse, Thomas calou-se e carinhosamente grudou em Emily dando-lhe um beijo no pescoço, o que fez com que ela se contorcesse. Ainda acariciando-a e sentido aquele cheiro adocicado, alcançou a alça de pijama que contornava o ombro esquerdo e a puxou para baixo. Com uma das mãos, seguiu o contorno do corpo de sua amada, mas ela impediu as intenções dele dizendo.

    — Me deixa dormir! – voltou a ajeitar a alça de sua blusa e encobriu-se completamente com a coberta. — Amanhã tenho um dia cheio! – justificou.

    Thomas, tomando fôlego, voltou a escorar-se na cabeceira que lhe dizia respeito e depois de alguns segundos imóvel mirando o teto, deixou o quarto.
  • Meu querido Manequim (cap.3)

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    No dia seguinte, Emily acordou com seu celular despertando. Em um único movimento, conseguira desliga-lo sem qualquer dificuldade. A verdade é que adquirira aquela precisão naturalmente já que, como uma rotina, não conseguia estar em pé antes das oito horas da manhã. Aos poucos foi despertando, mesmo que aquela vontade de ficar um pouco mais na cama fosse violentamente irresistível. Estendeu-se o máximo que pode sobre a cama e percebeu que estava sozinha, mas dessa vez, não era “um sozinha” como das outras vezes. Percebera que estava sozinha desde a noite passada. Chegou a essa conclusão, pois reparara que o lado onde Thomas dormia, daquela vez, não estava amarotado como sempre o encontrava ao acordar. Buscou as horas no relógio e só confirmou o que era óbvio, ele já havia partido para o trabalho.

    Depois, na sala, encontrou a mesa nua. Sem toalha estendida e muito menos os guardanapos em seus devidos lugares e a xícara que regradamente a esperava a cada manhã. De fato, não encontrou se quer a xícara de Thomas que estaria sobre a pia depois de ser lavada. Foi só então que Emily imaginou ter descoberto a razão para aquilo que estava acontecendo. Thomas provavelmente ficara chateado por causa da noite passada. Em seguida, Emily catou seu celular e ligou para ele, mas caiu na caixa de mensagem. Teria tentado novamente, mas isso foi o bastante para confirmar sua dedução. Ainda assim, acreditando que aquele desentendimento, como os outros que já havia acontecido, não se estenderia por muito tempo, o desacreditou como gravidade. Logo voltariam a se entender. Deixou o apartamento depois de comer algo rápido.

    Emily servia-se um pequeno copo de café quando Renata bateu à porta de sua sala. Com a passagem entre aberta, a outra pôs apenas parte do corpo para dentro do ambiente com o sorriso largo de sempre.

    — Bom dia, minha linda! – começou antes que adentrasse de uma vez.

    — Bom dia! – Emily respondeu voltando para sua cadeira.

    — As meninas da venda ligaram pra você? – Renata pediu em seguida enquanto segurava algumas folhas grampeadas.

    —... Não! Por quê?! Aconteceu alguma coisa? – preocupou-se imediatamente.

     — Sim! – a outra sorridente. — O lote chegou já faz uns minutos. –terminou explicando.

    — O lote?! – Emily empolgou-se instantaneamente. — Achei que fosse chegar só na primeira hora da tarde! – comentou surpresa.

    — Não! – Renata abriu a porta por completo. — Vem, vem! – estendeu a mão e chamou a amiga insistentemente. — To louca pra ver!

    Sem conseguir se que tirar um gole do café, Emily obrigou-se a largar o copo sobre sua mesa e deixar a sala seguindo atrás da amiga que parecia tão ansiosa quanto ela mesma. No andar de baixo, chegaram ao local onde algumas caixas estavam colocadas em cantos determinados.

    — Bem... Nada mais justo do que vocês fazer as horas! – Renata lhe entregou um estilete e deixou que Emily se adiantasse para romper a primeira caixa.

    — Uau! – satisfeita. — Não sabe como to nervosa. – comentou dando de mão na navalha.

    Aos poucos as peças de roupa foram sendo reveladas.

    — Vai ser um sucesso! – Renata animada. — Olha só isso! – segurando um vestido estendido a sua frente. — Só você mesmo, Emy!

    — A variedade que eles têm é gingantesca. – Emily, dando atenção para uma blusa, referiu-se ao fornecedor. — Escolhi a dedo. Espero que as vendas sejam ótimas! – concluiu.

    — Vais ser! – Renata confiante. — Vai sim! – reafirmou.

    Mais ao canto havia uma caixa diferente. Ela não era tão alta, mas chamou a atenção por ser mais estreita.

    — E aquela? – Renata curiosa. – cabides? – palpite.

    — Não! – Emily foi até a caixa. — Essa aqui deve ser o brinde! – falou de um jeito harmonioso. — Já tinha até me esquecido dele! – riu-se.

    — Brinde? – Renata. — Ainda tem brinde?! – surpresa.

    — Sim! Com um lote desse tamanho eles enviam também um manequim. – explicou. – Com certeza deve ser isso.

    Abriram o pacote e confirmaram o que Emily acabara de dizer. Lá dentro havia um boneco em pedaços. A princípio, não era de se esperar que fosse diferente dos demais manequins que já tinham na loja, mas depois de montado, puderam repara com mais calma os detalhes da figura.

    O rosto fora especialmente desenhado. Trazia as feições de um rosto humano, mas que fora petrificado com o olhar vago. Seu revestimento siliconado tinha um tom que se assemelhava a um caramelado, mas ao mesmo tempo em que era denso, também parecia misturado com um tipo de cor rosado lhe dando uma aparência mais suave em alguns pontos.

    — Só faltou o cabelo. – Renata comentou fazendo pouco do brinde. — Bonitinho até. – finalizou.

    — Eu adorei! – Emily expôs sua opinião que visivelmente foi apoiada por suas outras colegas. — Bom, meninas! Já podem abusar do nosso gato. – brincou. — Vai ficar lindo na vitrine! – completou indo em direção a escadaria que conduzia para o andar de cima acompanhada por Renata.

                Quando chegou em casa,  Emily logo percebeu o silêncio do lugar. Normalmente a televisão estaria ligada. Deixou as chaves sobre a mesa na cozinha e foi até a sala. Não encontrou ninguém. Chamou por Thomas imaginando que ele estivesse no quarto. Não tendo resposta, seguiu até o cômodo para ter certeza de que ele não estaria por lá. Não estava. Foi até a sacada e viu que era inútil procura-lo, a verdade é que estava sozinha no apartamento. Deu de mão no seu celular e escorou-se no corrimão. Chamou duas, três vezes até cair na caixa de mensagem igual aquela manhã. Esperou por mais alguns minutos até ligar novamente, mas não foi atendida, então resolveu deixar uma mensagem de voz.

                — Thomy, para com isso, onde você ta? Cheguei em casa e não te encontrei. Não me deixa preocupada. Me liga. Bjo. – voltou para dentro e se desfez do aparelho seguindo para o banho.

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