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  • Toxidade?

    A vida é tóxica ou simplesmente eu sou tóxico? Não consegui ter uma conclusão sobre minha reflexão…será que esta é a melhor versão de mim? Não tive resposta.
    Esse era o início de outra noite regada de álcool, drogas e sexo! Para ser sincero, não era a primeira, e, nem a última vez que compartilhava deste universo obscuro, eu não era um intruso eu fazia parte dele, não como peça central, mas sim como uma das partículas que o compõem! Se eu soubesse jogar xadrez sei que seria mais um peão dentre as peças, tendo consciência de que a minha rainha seria há solidão e meu rei há tristeza.
    Uma das poucas coisas que me preenchiam era procurar a companhia e afeto de belas mulheres, me embriagando do seu amor comprado, pela quantia certa você poderia se sentir feliz por algumas horas, um pensamento que tenho sobre este tipo de serviço é que as mesmas vendem amor enquanto isso causa dor há elas, pode parecer hipocrisia de minha parte mas eu retribui-a o amor que recebia!
    Acho que já amanheceu e deixei-me levar pela euforia causada pelo entorpecente, aquela sensação de vazio ecoou pela minha mente, quisera eu me desfazer dela outra vez, mas já não tenho força e nem dinheiro.
    Seria um grito de socorro? Como pode o silêncio que sinto em mim ser tão ensurdecedor, aquela sensação de que está tudo errado, que vontade de desaparecer! Seja “forte”, afinal você é tóxico, achou que eu lhe diria uma frase que fizesse com que se sentisse bem “não mesmo”, até porque as coisas não estão bem, eu sei, você sabe, amanhã ou depois passará por tudo isso de novo, e assim sucessivamente!
    É angustiante não saber se vou ter a coragem necessária para me reconstruir, chego em casa e sinto os olhares de julgamento, prefiro evitar o conflito, subo direto para o quarto, o cheiro da noite anterior esta impregnado na minha pele, adormeço! Outro dia, já não sinto mais aquela vontade, acordei com vontade de “viver”, talvez eu seja bipolar, bom já é hora de trabalhar é melhor eu ir. Como é bom viver!

  • Trilogia suicida - O dia que nunca chega(rá)

    Lembra-se
    Quando me disse
    Haver um futuro melhor?

    Pois bem, esperei por este futuro
    Até agora
    Almejei transpor o muro
    De minha história

    Mas falhei

    Falhei
    Por mirar o céu
    E não saber voar

    Falhei
    Ao pegar o pincel
    E não saber pintar...

    Pois bem, esperei em silêncio
    Por meu elixir
    Almejei o ascenso
    Ao qual sucumbi

    E, assim, chorei

    Chorei
    Pelo esforço
    Sem resultados

    Chorei
    Pelo desgosto
    De meus fracassos...

    Pois bem, de tanto esperar
    Me desesperei
    E de tanto almejar
    Me alvejei.
  • Trilogia suicida - O lado negro do existencialismo

    Era o primeiro mês do ano quando Werner decidiu mudar sua vida. Ainda inebriado pela magia do novo calendário, começou a elaborar planos para o futuro, afirmando copiosamente para si que este seria O ano: ano de vitórias, de conquistas e de autorrealização. Afinal, nada, além dele mesmo, impedia-o de concretizar seus sonhos. Em seu íntimo, Werner sentia um poder que nunca imaginara ter: o de definir os rumos da própria vida.

    Foi assim, ciente de sua liberdade, que o rapaz deixou para trás técnicas que julgara ineficientes, adotou outras que nunca testara, reavaliou seus relacionamentos, emprego e morada, tudo com o propósito de, em breve, ter a vida que sempre sonhara. O céu já não parecia mais um limite; era tanto entusiasmo que Werner sentia ser capaz de superar quaisquer obstáculos na busca de seus sonhos. E, por isso, sonhou alto. Bem alto. Muito alto. Alto até demais.

    Hoje é o primeiro dia do 8º mês do ano. Werner deixou de sonhar. Isso porque, na metade dele, resolveu fazer um balanço entre seus ideais e seus reais. Conclusões: sonhos continuavam sendo sonhos e a realidade se mostrava pior do que outrora. Nenhum centavo no bolso. Despesas a pagar. Uma família inteira para sustentar. E o peso de ter feito as escolhas erradas.

    Em um primeiro momento, diante da latente angústia, Werner procurou por culpados: culpou a sociedade por ser tão injusta e não ter lhe proporcionado as oportunidades que gostaria; culpou sua família por não ter lhe dado o incentivo que merecia; culpou até mesmo seus pais por terem-no concebido. No fim, percebeu que, na verdade, não precisava olhar adiante para encontrar seus inimigos. Bastava, tão somente, olhar para o próprio umbigo.

    Werner, pobre rapaz. Vítima da própria utopia, aprendeu da pior forma que o grande vilão de nossas vidas somos nós mesmos. Apostou tudo que tinha em alguns meses, quando os resultados exigiam, pelo menos, alguns anos. Dado este erro de cálculo, não conseguiu lidar com o fracasso, atirando contra a própria cabeça em um ato desesperado.

    Certo ou errado? Já não importa mais, pois seu suicídio foi consumado. Werner já não está entre nós. Por sonhar tão alto, virou um sonho - habitante do mundo ideal, só pode ser visto ao calar da consciência. Ou, melhor dizendo, um pesadelo, já que a mágoa que deixa faz com que seus entes queridos prefiram sua ausência.

    Eis um exemplo de alguém que, condenado à liberdade, não soube lidar com a responsabilidade dela decorrente. Sucumbiu à própria vontade, tornando-se mártir das consequências decadentes de sua verdade.
  • Trilogia suicida - Ressentimentos de uma recém-viúva

    Werner,

    Depois de tudo que construímos juntos, é isso que você me dá como presente? Um tiro na cabeça bem no nosso aniversário de casamento? Fico feliz pela sua consideração. Muitíssimo obrigada pelo presente de grego.

    Agora, se você acha que eu vou ficar arrasada, corroída e me sentindo culpada pelo ocorrido, vejo-me na obrigação de lhe informar que não poderia estar mais enganado. Pois, se o presente que você acha que eu mereço é o seu suicídio, não espere em troca minhas lágrimas e suspiros.

    É verdade, fiquei completamente desorientada quando, bem no meio de uma reunião importantíssima do escritório, recebi uma ligação desesperada de nossa empregada, na qual gritava aos prantos que “o sr. Werner tá todo ensanguentado no seu quarto, patroa!”. Saí correndo, sem nem aos menos me despedir dos presentes, para chegar em casa e ver a pior cena de toda a minha vida: carros de polícia e uma ambulância estacionados bem em nossa calçada, as crianças chorando junto à empregada, rostos desconhecidos perambulando pelas escadas e uma enorme faixa de isolamento bem na entrada de nosso quarto, onde um homem estava agachado examinando a poça de sangue que você deixara. Perguntei a ele o que havia acontecido, ao que um policial veio até mim e me levou ao quarto de nossos filhos para “conversar”. Lá, soube, de forma sóbria e sombria, que você teve a audácia de dar cabo à própria vida.

    Como pode fazer isso? Comigo e com nossos filhos? Werner, a primeira coisa que senti – e ainda sinto – de você, foi raiva. Raiva por ter nos abandonado em um momento tão delicado; raiva por ter me desconsiderado; raiva por descobrir que você não me amava. E nem venha me dizer que estou enganada, pois não estou! Um homem não se mata e deixa sua esposa, se a ama. O nome disso é egoísmo, não amor.

     Mas, quer saber, tudo bem você não me amar. Eu supero. Sou mais forte do que você imagina. Porém, o maior problema não é comigo; é com as crianças. Muito bacana será o destino delas a partir de agora, vivendo sob a sombra de um pai suicida. Que exemplo! Espero que esteja atento à reação delas quando, daqui a alguns dias, os coleguinhas estiverem abraçando, beijando e celebrando com seus respectivos pais, ao passo que elas se dirigem ao cemitério para deixar flores em meio a fúnebres memoriais. Realmente, não há local mais adequado para uma criança comemorar o laço paterno, não é mesmo?! Olha, eu preferia que você simplesmente tivesse sumido e nunca mais voltado, a fazer isso.

    Você tinha seus problemas? E quem não os tem? Eles estavam te deixando perturbado? Então, por que, ao invés de ter se matado, você simplesmente não disse para eu ficar do seu lado e ajudá-lo? Eu nem mesmo sei o que o levou a praticar esta barbaridade! 15 anos de casados para eu descobrir que não fazia ideia do que se passava na mente daquele com quem dividia meu acolchoado todo santo dia.

    Fim? Só se for para você. Pois, para nós, que ficamos para contar esta história, a vida continua. E, na minha, pelo menos, eu espero que você nunca mais volte. Não quero para mim um homem que resolve seus problemas jogando-os nos outros. Se soubesse que iria terminar assim, nem teria começado. Mas errei, e, diferentemente de você, não vou cuspi-los em meus amados; vou, sim, enfrenta-los e resolve-los.

    Com rancor,
    Carlota
  • Tristeza

    Tristeza que me acompanha.
    Que se diverte com minhas lembranças passadas.
    Momentos de vazio nunca preenchido.

    Falta algo que me impede de viver e não somente existir.
    E a tristeza que agride o meu ser apenas sorri.
    Risos coerentes diante dos erros e de tudo aquilo que pode surgir.

    Produto com defeito de fábrica.
    Existência sem valor.
    Que faz com que eu me afaste involuntariamente de tudo aquilo que me faz bem atualmente.

    Estou seguindo o fluxo.
    Sem a menor expectativa de uma vida que se pode definir realmente como vívida.
    Quem sabe o que me espera no futuro não abrange a positividade, depois de tempos tão invernados.

    Enquanto o mesmo não me abraça, a tristeza se encarrega como minha morada.
    De fato não pode se queixar, com relação a ser sozinho.
    Ela e eu, infelizmente unidos até onde houver permissão.
  • Trivial, mas desgovernado.

    É alma...
    Te acalma,
    Pois tua cama hoje não estará a salva,
    Teu sonho é tão curto quanto uma palma,
    E ainda deixa-lhe, o coração, ressalvas.

    É alma...
    Teu repouso já não te repousa,
    Sorrir, tu já nem mais ousa,
    E o conforto não é mais tua esposa.

    É alma...
    Aquele enlace te deixou na melancolia,
    Nem sabe mais se é noite, ou se é dia,
    E teu café, de tanto estar, já nem mais esfria.

    É alma....
    Não é esta manta, uma solução vital.
    Este frio que tu sentes, não é natural.
    Mas que a natureza já predizia o tal.

    É alma...
    Ora chora,
    Ora deprecia o teu conceito.
    Ora mora,
    Ora relativiza residir o peito.

    É alma...
    Hoje estamos à deriva.
    Derivamos da premissa,
    De que não é admissível ser feliz sozinho.

    É...Alma.
  • Um barulho

    .: Eu estava na minha cama, encostado pra não dormir, porque dormir é pior.
    .: Ouvi o barulho noutro comodo, olhei pro lado e o escuro lá parecia maior
    .: Então levei minha melhor arma, a coragem, e meu melhor escudo o medo
    .: Pra ver o que tinha ali, tocar com meus dedos
    .: Ela estava no chão, deitada de lado
    .: Respirava rápido, nariz entupido, batom borrado
    .: - Ei moça, eu não sei como mas ouvi o som do seu coração partindo
    .: - Não queria incomodar, já vou indo
    .: - Mas saiba que eu estou no outro quarto, e o problema se resolve mais fácil dividindo.
  • Um Desabafo Qualquer

    Era uma vez,

    Uma menina sonhadora que vivia nos seus sonhos, ela não prestava atençao no mundo a sua volta, mas ouvia todas as criticas sobre ela, ela sempre suportou todas as criticas sem fazer nada até que um dia ela cansou de tudo aquilo e bem, fez o que achou melhor para ela e teve uma crise, não falava com ninguém, não comia, ela só pensava e pensava.
    Até que um dia ela resolveu sair para comer, conheceu um garoto e se apaixonou, e bem ele negou o amor a ela, pois era o tipico galinha, ela teve o coração partido pela primeira vez mas não se abalou, continuo vivendo com aquela dor no seu peito, até que um dia ela conheceu um garoto que teve reciprocidade e bem ele vacilou, e teve o coração partido novamente, e na terçeira ela acreditou que ia dar certo mas não deu, ele só fingiu o tempo todo.
    Ela sofreu e agora ela não acredita no amor, ela até gosta de alguém, mas não acredita no amor, pois ele só fez ela sofrer, ela não depende de ninguém pra ter que viver, ela ate quer alguém mas não acredita em contos de fadas e amores, uma distração pra mente ou outra, mas nunca alguém pra ter o seu coração, pra chamar ela de sua, pra ter ela quando quiser, pra ser o dono do coração dela.
    Ate que um dia ela tentou se matar e entao pessoas que nem a conheciam começaram a falar com ela, ela achava desnecessario mas respondia por gentileza, os anos se passaram e ela virou maior de idade, assim que isso aconteceu ela saiu de casa e começou a viver por conta propria e assim a vida dela começou a ter um rumo, até que um dia ela foi estrupada pelo seu chefe, e bem ela deu queixa e tudo mais, só que ele não foi acusado.
    E ela sempre pensava que se as pessoas conseguissem ter consciencia do quanto a vida é passageira, talvez elas pensassem mais em ser felizes do que em estragar a felicidade dos outros, pois isso so machucava a ela. Por que ela sofria por todos, não somente por ela mas sim por todos os que sofriam, ela causava sofrimento as pessoas que se aproximavam dela, menos a uma pessoa que qualquer coisa que acontecesse ela estaria ali esperando ela de braços abertos, com toda alegria do mundo pra dar a ela, para ela pelo menos por um milessimo se sentir feliz, pois isso era a razão de viver dela.
    Bem tudo a dizer a vida nem sempre é boa mas tente entender ela, pelo menos por um segundo.
  • Um pedido de ajuda

    Eu to pedindo socorro, já não aguento mais, acordo todos os dias com essa dor no peito, esse vazio que me consome, essa angústia que me cobre... Eu não sei mais o que fazer, choro escondida, sinto meu coração querendo sair pela boca, meu corpo não suporta mais, não vejo outra saída para minha vida. 

  • Um Pouco De Tudo Que Vivi

    Um Pouco De Tudo Que Vivi
    O Surgimento
    Com o tempo você começa a perceber que as coisas não são com realmente parecem ser, ou realmente são daquela forma e você enxerga de forma diferente.
    O que tenho para falar aqui realmente não sei, talvez seja apenas mais uma história de uma pessoa falando de sua vida sofrida ou coisa do tipo, a única certeza que tenho é que estou fazendo porquê quero.
    Ignorância: aquilo que salvou minha vida.
    Posso dizer por mim que enfrentei várias dificuldades na vida, provavelmente para você isso nunca terá importância, mas sempre tive que mudar para poder me livrar de dificuldades que a vida me arranjava, todas nossas decisões tendem a ter efeito bons e ruins independentemente da situação.
    Vejo muitas pessoas dizerem que pessoas inteligentes tendem a ser tristes ou depressivas, mas acredito que não é ser inteligente que te deixa triste ou deprimido, mas sim a quantidade de informação que você carrega com si, quanto mais informações temos, mas desacreditados todo mundo ficamos.
    A pessoas mais geniais do mundo sempre tinham algo em comum, a tristeza, e muitas recorreram ao suicídio.
    Depois de toda essa dissertação, irei falar um pouco de mim e dizer como a ignorância me ajudou até agora, começando pelo começo do começo.
    Em 29 de outubro de 2001 nascia um pequeno garoto, interior do estado de São Paulo, morou em apartamento nos seus 2 primeiros anos de idade, depois foi morar na chácara pertencente ao seu avô, que foi onde sua vida deu início.
    La existia 2 cachorros, Pastores-Alemães, King e Spike, um de pelo mais claro e um mais escuro respectivamente, eram seus grandes companheiros em sua jornada de descoberta pela chácara. Dessa maneira o pequeno garoto cresceu em meio a natureza, e animais, afastado da cidade e das pessoas, e a partir daí começou a formação das pessoas que ele é hoje.
    Seu avô: um senhor de idade que contava incríveis histórias e divertias todos com elas, porem era uma pessoa que tinha vários problemas de saúde, como o câncer que foi o que levou a vida dele em junho de 2011, próximo ao seu aniversário.
    Eu acho engraçado como as pessoas na maiorias dos casos veem a falecer perto de seus aniversários, talvez engraçado tenha sido a palavras errada já que se trata da morte de alguém, mas sinto-me indagado diante a isso, o por que tanto dessas coincidências, é como se as pessoas já nascessem com data de validade.
    Voltando a minha “incrível” história melancólica, 2008/2009, meus cachorros que tanto gostava havia morrido, mas outros apareceram para “substituir” eles, seus nomes eram Nike e Tico.
    Tico era um cachorro mais bravo que os outros mais nunca causou mal algum, apenas era um cachorro ciumento, ficava na dele e não era muito de brincar, pra nossa infelicidade, ele teve um tumor em uma das suas pernas dianteiras que teve que ser amputada, hoje ele vive normalmente com apenas três patas.
    Nike foi um dos melhores que cachorros que já convivi, cresceu praticamente junto a mim, brincávamos, sempre que voltava da escola, ele era um cachorro muito atencioso, obediente e divertido.
    Infelizmente faleceu em 2 de abril de 2018 por causa da idade avançada, eu não tive a chance de me despedir dele da maneira correta, o que me trouxe muito tristeza, não ter passado seus últimos dias junto a ele.
    Desde o princípio o ensino era particular, do pré ao primeiro do fundamental em um colégio, após isso mudou-se de cidade por motivos familiares que no caso era a separação dos pais (é nisso que acredito pelo menos).
    Foi morar na casa de sua tia junto a sua mãe que era na cidade do lado, com isso mudou-se de colégio, ainda particular, fez o segundo e o terceiro do fundamental nesse.
    Em 2011, voltou a chácara, e com isso mudou de escola novamente. Apenas depois alguns anos fiquei sabendo o real motivo de ter voltado, que era passar os últimos meses de vida junto ao meu avô que estava com câncer no fígado.
    Me recordo bem do dia da morte dele, eu estava na escola, mais ou menos no horário de almoço, naquele dia eu tinha prova de português, minha mãe veio me buscar, que felicidade ir embora mais cedo e não fazer uma prova, como fui ingênuo, era tudo para receber a notícia que ele havia falecido. Em um mesmo dia perdi uma prova e meu avô.
    A vida seguiu em frente até 2015, que definitivamente sai da chácara com minha mãe e fomos morar em um apartamento alugado, era eu e ela, mais nada.
    Para mim era muito difícil fica mudar de casa “toda hora” porque eu realmente gostava muito da chácara.
    Em abril de 2016 arranjei um cachorro para ficar comigo no apartamento, e anular um pouco da minha solidão.
    Sempre tive problemas com amizades ao decorrer da vida, provavelmente meu segundo e terceiro ano do fundamental tenha sido os piores, era eu e minha cabeça seguindo em frente sem saber quando aquilo ia acabar.
    Novas Concepções
    No quarto ano as coisas começaram a tomar um rumo diferente, estavam fluindo melhores, consegui arranjar uma matéria na escola que me satisfazia e colegas de classe que eu gostava, a matérias era Ciência, quantos os amigos deixa para outra hora.
    Enquanto eu estava no quarto ano descobri que ao passar para o quinto eu teria aulas de robótica, eu vi minha vida tendo um rumo mesmo sendo tão novo, mesmo no quarto ano já estudava livros de Biologia do segundo do ensino médio. Adorava inventar e tentar criar coisas novas, tinha apelido como cientista maluco ou coisas do tipo, principalmente pelo cabelo sem desarrumado, algo que não mudou até hoje.
    Depois de alguém tempo comecei a perceber que as pessoas eram “controladas” ali na classe por um outro aluno que acabei de sendo muito amigo dele por um tempo já que a gente tinha os mesmos ideias da ciência e tecnologia.
    Conforme os anos passavam a classe crescia, e as pessoas continuavam sobe esse controle, mesmo que fosse imperceptível eu conseguia ver ele de alguma forma, era incrível o poder que ele tinha de fazer as pessoas seguirem ele ou sua opinião, e acho que isso contribuiu com minha perda de vontade de fazer as coisas ali dentro.
    Um Destino Não Tão Esperado
    Chegou o oitavo ano em 2015 e eu já tinha visto muita coisa acontecer na minha frente, mesmo que eu me divertisse ali eu sentia que algo estava errado, me parecia mais que eu tinha falsas amizades ali dentro, mesmo que tenha sido por tantos anos, ali naquele ano percebi que não dava mais pra mim e que provavelmente eu iria repetir, mesmo nas matérias que amava eu estava muito mal.
    Eu não queria mais viver ou querer saber dos outros, pra mim não importava mais o rumo do universo, eu sentia que ele conspirava contra mim e não havia nada a ser feito, eu apenas tinha me tornado um pedaço de carne que vagava por aí sem direção.
    Esse foi um ano em que me senti traído pelos meus colegas de classe, eu realmente percebi quem poderia ser meus amigos e quem não poderia. Pelo fato do meu desempenho nas notas não serem das melhores as pessoas automaticamente começaram a me excluir, bom, foi isso que senti pelo menos. Dificilmente eu tenho algum tipo de comunicação com as pessoas de lá.
    No final o resultado já era o esperado, repeti de ano e mudei de escola novamente, lá estava eu pela primeira vez em uma escola pública que na maioria das vezes não era bem vista pelas particulares.
    Hoje acredito que ter repetido de ano foi uma ação tomada pelo meu inconsciente para me livrar daquilo que eu vivia no momento, talvez você ache que é loucura, mas eu não ligo, estou acostumado em pensar em loucuras mesmo, e escutar isso dos outros.
    Minha decisão nessa nova vida, foi me isolar dos outros, esquecer dos antigos e seguir em frente, fingir que eles nunca fizeram diferença nenhuma, foi assim que escolhi fazer para ter sucesso.
    E fazendo isso realmente consegui o sucesso, eu isolado sem ter com quem conversar minha única alternativa era passar de ano sem mais nem menos. Passei o oitavo sem muitas dificuldades, no nono ano, fiz uma nova estratégia, fazer todas a lições necessárias e me esforçar menos nas provas, tive resultado, passei de ano sem dificuldades, talvez eu tenha aprendido com a vida, a não fazer decisões, mas sim, criar novas.
    Em 2017 que foi meu último ano no fundamental conheci um garoto pela internet que era de outro colégio, ele fazia o primeiro ano do médio, já que eu não tinha amigos a quem me prender ali eu logo quando terminei o nono fui para a escola dele ao mesmo tempo que mudei de apartamento, e foi onde minha vida começou a mudar outra vez.
    Eu ainda era isolado dentro de classe, eu realmente evitava em ter qualquer tipo de relações com as pessoas da classe, porem eu me dava muito bem com as pessoas das outras classes do mesmo ano.
    E no final daquele ano, um cara do terceiro do médio me confundiu com um travesti da internet a fora ai, e por mais bizarro que pareça acabamos nos tornando amigos, e ele me propôs um incrível ideia de montar um grupo, de pessoas confiáveis, para formar uma “família”, o grupos tinha membros, só faltava sairmos, nos encontrarmos, eu era o mais desconhecido dali, não sai nem de casa direito na época, fazíamos encontros nos finais de semana para todos se conhecerem melhor, até cheguei a perder minha timidez que tanto me ferrou ao longo da vida.
    O Atual
    2018 terminou e passei para o segundo médio que é onde me encontro agora, 2019 começou, a escola mudou, tudo mudou, porém, eu tinha amigos, os alunos das outras classes que eu conversava nos intervalos do ano passado agora eu tinha dentro da minha classe.
    Do lado de dentro eu estava muito bem, mas aquele grupo do lado de fora foi desaparecendo com o tempo até se tornar nada.
    Com sorte daquele grupo ainda converso com três pessoas que considero muito importantes para mim, e quero que continue assim por bastante tempo, eu percebi que mesmo em situações ou decisões ruins eles nunca me abandonaram.
    Meu maior medo atualmente é que tudo se repita novamente, eu sinto que as vezes estou cada vez mais próximo disso, minhas notas caindo, eu me afastando das minhas amizades.
    A conclusão que tenho sobre minha vida hoje é que ela só está dando certo por que eu fiz uma decisão que foi: ignorar.
    Sempre fui alguém muito orgulhoso de mim mesmo, na maiorias das vezes eu consigo meu colocar em um nível acima de alguém, recentemente fiz uma frase para representar esse orgulho que tenho, ela foi : “O único fato que me torna superior aos outros é que eles não podem ser eu”.
    Eu sempre penso comigo mesmo que se eu quisesse ser melhor que alguém eu conseguiria sem dificuldades, talvez eu nunca tenha me esforçado de verdade para ser o que sou e saber o que sei.
    Outro grande fator que mudou minha vida foram as piadas, porquê me fez divertir as outras pessoas e isso me fazer rir junto, talvez não das piadas contadas, mas sim da cara dos outros ao ouvir elas.
    Fazendo isso descobri que as piadas necessitam de regras para o comediante ter sucesso, como, estar preparado para ser criticado pelos outros, conhecer a cultura em que se vive, porquê piadas são baseadas na cultura conhecida, sem cultura sem risos, você sempre deve manter um posição neutra diante do assunto usado, e nunca fazer piadas focadas em atingir um determinado grupo de pessoas. Uma dica tambem é fazer piadas autodepreciativas, são piadas que funcionam muito bem e apenas usam você.
    Fazendo tudo isso aprendi a ser ignorado e a ignorar as coisas que aconteciam a minha volta, aprendi a não ter preocupações.
    Família
    Sem se quer pensar consigo dizer quem foi a pessoa mais importante para mim, meu avô, mas já falei dele aqui. Não vim de família rica, mas tambem não éramos pobres, tínhamos o suficiente para o necessário.
    Meu pai é uma pessoa que sempre tentou me montar de alguma forma, modo de vestir, ideias, formas de pensar e agir, acredito que isso tenha me afetado da maneira mais brusca possível durante a vida. Eu tenho que agir assim, me vestir assim, ser assim, eu tenho que ser alguém que não condiz comigo. “Se você falar assim as pessoas vão achar que você é gay, pare já com isso”, “As pessoas não ficam perto de você por causa disso”, “Você precisa se vestir igual gente”, “Se estiver de capuz vão achar que você é ladrão, isso você não é”, “Esse seu amigo parece estranho meio gay, cuidado”. “Não ligue para sentimentos”, “Aja igual homem”.
    Isso foram algumas coisas que ouvi ao longo do tempo e ouço até hoje, eu não queria alguém me controlando, nunca gostei de ordens ou pessoas que tentavam impor algo para mim, minha alternativa era agir de certa forma com ele e de outra com o resto, tudo para me adaptar e ser quem eu queria ser.
    Pode parecer difícil, viver assim, mas de alguma forma eu consigo, eu saio com ele hoje em dia e consigo me divertir e me distrair, por mais que em alguns momentos isso ainda acontece.
    Minha mãe foi a pessoa com que provavelmente passei mais tempo durante minha vida, sempre saia com ela, eu praticamente escolhia ela para tudo. Mas era a pessoa que mais brigava comigo, sempre me batia e apanhei muito quando criança, meu pai era quem me salvava dessas situações.
    Sem dúvida alguma meus cachorros foram uma das coisas mais importantes na minha vida para mim, estavam comigo sempre e não me criticavam, brincavam comigo, se divertiam comigo, me entendiam, se necessário me protegiam, se pudesse eu estaria ao lado deles nesse momento.
    Quanto ao resto da família, uma parte é da capital de São Paulo e o resto do interior do Paraná, então não tive muita convivência com eles por causa da distância, nem mesmo troco mensagens ou algo do tipo.
    Algo longo do tempo me isolei do mundo, das coisas, minha vida acontece na frente de um computador na maioria do tempo, conhecer as pessoas na internet e conversar com elas, jogar com elas é o que me diverte nos dias atuais.
    Conclusões
    Acredito que escrevi tudo isso para mostrar a mim mesmo como eu cresci na vida.
    Não me importei com a qualidade do texto, sua ordem cronológica ou coisas do tipo.
    Mas acredito que tudo isso tenha dado um aspecto diferente a ele, fazendo com que as pessoas juntem os fatos e os tempos para chegarem a uma conclusão.
    Escrevendo essa pequena parte da minha vida percebi que talvez eu seja a pessoa que menos me conheço mesmo tendo convivido comigo esse tempo todo, talvez tenha ignorado tanto que eu não sei quem eu realmente sou ou o que me tornei, cheguei em um nível que não me recordo de ter tantas lembranças dos últimos anos vividos. Talvez minha mente tenha se habituado a mesmice e ter parado de registrar a vida.
    Uma nova ideia que esta flutuando em minha mente é a impossibilidade de viver momentos felizes sem ter vivido momentos tristes, é como ser um dependesse do outro, porquê você não vai saber  o que é felicidade sem ter vivido algo triste antes, um depende do outro para acontecer, como saber a sensação contraria daquilo sem realmente ter sentido?
    Provavelmente é muito difícil a vida de uma pessoa com depressão, mas já parou para pensar que talvez a depressão tambem sofra com a vida da pessoa.
  • Varanda

    Um descanso para os pés
    Um descanso para a alma
    Alma sem pé nem calma

    Eu aponto para o céu
    Ela olha para o inferno
    Conto as nuvens
    Ela conta os dias

    E enquanto você esgota cada chance
    de fazer a vida valer a pena
    De relance
    O telhado da varanda cai

    E adeus...

    Adeus céu
    Adeus calmaria
    Adeus, Maria

    Adeus, poesia.
  • Vazio

    A cada dia que passa me torno mais vazio, me sinto como um pote sem conteúdo. As vezes eu penso sobre a vida e me bate uma saudade, do tempo em que apenas vivia, não tinha preocupações e muito menos desamores. Minha cabeça nunca esteve tão "fodida", meus problemas estão gritando como loucos no manicômio, mas não sei, não consigo demonstrar minhas emoções. Realmente estou me tornando vazio, mas isso pode ser algo bom! Se me fazer parar de pensar nela. No mundo existem várias formas de se decepcionar, mas se eu não transparecer vou parecer forte,  um ser humano decidido! Mesmo que por dentro eu esteja destruído.
  • Viver a vida

    Como a vida pode ser tão intensa
    Para alguém que a sente
    Tão profunda e imensa 
    Eu sou alguém que sente
    A tristeza se transformar em desespero
    A felicidade ser magia
    Eu sou alguém que sente
    A dor, destrói
    O amor, consome
    Eu sou alguém que pode dizer
    Tão profunda e imensa
    Como a vida pode ser tão intensa
    E como meu coração
    Eu o sinto em profunda escuridão
    Mas com a alma intacta
    E se ela acaba
    Ela não quebra, estralhaça
    Eu não sou alguém que sente
    Eu sou alguém que vive
    Tão intensa, profunda e imensamente.
  • Você Tem.

    Mas você tem.
    Tem que ir
    Tem que viver
    Tem outra opção?...
    Diga-me você.
    Você tem.
    Tem um coração
    Bombeando sangue
    Coração não serve para sentir nenhum tipo de emoção
    É a verdade, não se zangue.
    Você tem.
    Tem que ir naquela festa
    Você nunca sai
    Se quer ou não, não interessa.
    Você tem.
    Tem cortes nos pulsos
    Tão idiota, tão adolescente
    Acha o mundo injusto
    Você tem.
    Tem tudo o que quiser
    Pare com essa cara feia
    Faça o que a sociedade requer
    Você tem.
    Tem uma corda no pescoço
    Foi tão de repente, tão sem motivo
    Sempre estava com o sorriso no rosto
    Você não tem
    Não tem mais vida
    O que aconteceu?
    No mínimo
    Alguém lhe entristeceu
    Coisa de adolescente
    Só não sabe direito
    O que sente...

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