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  • B A I I S C T N Â

     

     

                           B                              A

                              I                         I

                                 S               C

                                     T       N

                                         Â

     

     


                         
                        t e l e              v i s ã o

     


                        t e l e             v a z ã o

     


                        t e l e              v a z i o

     

     

     

     

     




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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 188.
  • Bastidores

    "Luz, câmera, ação!". Queria ser o diretor do filme da minha vida.
    Trabalho com uma atriz muito talentosa. Enquanto dou as instruções ela flerta. Depois ri e interpreta. Erra a fala, flerta comigo e refaz tudo.
    Gravamos a última cena. Eu a amo. Mas minha vida não é uma comédia romântica. "Corta!".
  • Bistância

    tele   visão
    tele   vazão
    tele   vazio
  • Broto de Bambu

    velha na janela 1



    R. B. Santos / Dezembro,2016.

    Revisão: Luísa Aranha
    Agradecimentos Especiais: “SSEV” – Sociedade Secreta dos Escritores Vivos (Obrigado Camila Deus Dará).



     
    Para ela: “Que dividiu um pão em cinco, fazendo parecer, que eram dez. Por mais de uma vez. Obrigado Mãe”!




    BROTO DE BAMBU

     
     
    O bairro era bem simples, desses de periferia em cidade grande. Onde gente conversa tão alto, que até parece briga. Cachorro late de noite e de dia. Neste, até galo tinha. A rua onde se passa a história não era nada comum, em formação de “S”, com calçadas estreitas, um lugar pobre. No final, logo depois da segunda curva, não bastasse o que faltava de bom, havia ainda uma “boca de fumo”. O vai e vem era constante.

    Num sobrado, mais ou menos no meio da rua, morava Dona Raimunda. Havia duas janelas que davam para a parte da frente. Com isso conseguia uma visão privilegiada de boa parte do local, e também, dos vizinhos e transeuntes.  Era uma senhora já de idade, devia ter mais ou menos uns sessenta para setenta anos, ninguém sabia ao certo. Adorava ficar espiando e conferindo a rotina das pessoas. Gostava tanto, que ás vezes passava da hora de almoçar. Sua filha reclamava, mas ela não ligava. Acordava bem cedo, passava o café, em coador de pano para dar mais sabor, comia dois pedaços graúdos de mandioca cozida, que a manteiga derretia, e se debruçava no seu local predileto. Sua boa e velha janela, “melhor que televisão”, pensava ela.

    “Lá vem ele! É o Sr. José! E pelo jeito, bêbado de novo, logo cedo. Trançando as pernas, mas não cai o desgraçado. Podia cair! Dizem que sorrir faz bem para as rugas, e eu bem que estou precisando. Velho sem vergonha. Nessa idade. Também, a de se entender, não é. Com tanta galha que a mulher colocou na cabeça do homem, não se admira que ele beba. Talvez para esquecer, ou para enlouquecer mesmo”.  Não poupava críticas, ela era assim sem piedade. E continuava enquanto um rapaz caminhava descendo a rua.
    “Agora é o outro. O maloqueiro do Luis Castân. Nem morar aqui mora. Pensa que eu não sei. Vai buscar maconha o safado. E deve até cobrar por isso. Não é possível alguém fumar tanto assim e não morrer. Pela quantidade de vezes que ele sobe e desce, quem sabe não abriu uma concorrência e cobra mais caro. Só pode ser isso. Não vejo outra explicação! É traficante, é sim”.

     O jovem passou em frente da casa, fez menção com a cabeça em cumprimento e seguiu rua abaixo. Dona Raimunda limpou os óculos no vestido, para melhorar a visão, e olhava agora para a parte de cima da rua.

    “A Sofia nunca mais vai arrumar marido. Depois que inventou de trabalhar fora e fazer faculdade, as brigas com o cônjuge só aumentaram. Brigaram, brigaram tanto, que ele não aguentou e foi embora. Não demorou um mês e a franga já está com outro. Veja que falta de vergonha, os dois num agarro só em frente ao portão. Aposto que já eram amantes”.
    Do outro lado da rua, numa casa térrea e com uma grande área murada na frente, Ivete abria o portão para o amigo Carlos que acabara de chegar. Como o muro era baixo, ficaram ali, apoiados. Papeando e vendo o movimento. Podiam ver a Dona Raimunda dali, mas com certeza, ela não conseguiria ouvi-los. Havia certa distância entre as casas, e a anciã já não escutava muito bem. Ivete, em voz baixa, foi a primeira falar.

    - Veja só, Carlos. Mal amanhece o dia, e lá está ela. A velha coroca. Cuidando da vida de todos. É assim durante o dia todo, não sai da janela por nada.

    - É mesmo Ivete, eu já tinha prestado atenção. Tem gente que não tem o que fazer. Acho que deve ter a vida vazia. – Fez uma breve pausa. - Sabe se a filha ainda mora com ela?

    - Sei lá! Acho que sim. Eu não gosto de ficar reparando na vida de ninguém, tenho mais o que fazer, sabe. A minha já é bastante interessante para mim.  – E com o olhar cerrado na direção da janela, disparou. -Velha rabugenta!

    - Quando essa daí morrer a alma dela vai voltar e ficar nesta janela. Deus me livre! – Observou Carlos.

    Duas semanas depois, coincidência ou não, Dona Raimunda faleceu. Os dois amigos se reencontraram e conversavam no local de sempre, sobre o ocorrido.

    - Ivete! Sabe dizer o que aconteceu com a velha? Do que foi mesmo que ela morreu? – Perguntou enquanto olhava para a janela, agora vazia.

    - Bem, ouvi dizer que foi derrame. Eu não fui ao velório e nem ao enterro. Nunca tive intimidade com a família. E também, não gostava nem um pouco da bruxa. Mas pelos comentários, acho que foi isso sim.

    - Bom... que Deus a tenha. Pelo menos agora a rua ficará mais tranquila. Que coisa! Fazer o que, não é? É o destino de todos nós. – Colocou uma das mãos na cabeça e arrematou. - Ah!... E antes que eu morra também, vou indo... lembrei que tenho que resolver uma coisa.

    Quando Carlos saiu e já ia longe, Ivete ficou por ali, observava do muro.

    “Esse Carlos... sei não, hein. Não trabalha, não estuda e nem namora o infeliz! Resolver uma coisa uma ova! Pensa que eu não sei, vai é dar o rabo para o Ricardo. Tenho quase certeza de que esses dois são dois maricas. ” – Esticou o pescoço para ver melhor.
    “Ei! Espera um pouco aí! Quem é aquele?!... É o Senhor José?!... Nossa! E bêbado...  De novo...”






    --xx--

    Mais sobre o autor:
    http://caminhantesdasletras.blogspot.com.br/





  • Buquê de cadáveres

    Pra não dizer que não falei das flores
    Cortei todas hoje do meu jardim

    Rosas, tulipas, orquídeas
    Gérberas, cravos e jasmins

    Cortei o mal pela raiz
    E com os dentes, ainda
    Quão orgulhoso estou de mim
    Jardineiro masoquista

    Pois quem sofre sou eu
    Com as pétalas perdidas
    As quais recolho uma a uma
    Pra tornar as lápides floridas

    Auspiciosa homenagem no jardim
    Pra não dizer que não me despedi das flores.
  • Café, Rotina e um Pouco de Horror

    Essa sempre foi minha rotina no final da tarde: chegava do trabalho muito cansada, sem coragem até mesmo para usar as chaves e abrir a porta, deixar o café esquentar na cafeteira, enquanto jogava minhas roupas por todo lado da casa e procurava por algum filme na Netflix.
    Filmes de terror nunca me assustaram, mas ver pessoas tomando sustos e entrar em desespero me garantia boas gargalhadas antes de cair no sono. Hoje algo diferente e assustador aconteceu.
    Assim que cheguei e seguia rigidamente minha rotina, na cozinha aconteceu algo que para mim não passava de um acidente doméstico causado por algum descuido. Afinal, é comum que uma pessoa cansada coloque sua cafeteira na beirada da mesa de cozinha e ele caia com o chacoalhar da água fervendo. Pois bem, a cafeteira caiu, tomei um susto, mas ignorei e nem mesmo levantei para limpar o chão, apenas voltei para a TV, mas quando olhei, ela estava na página do YouTube e na caixa de pesquisa, tinha palavras como: demônio, rituais e suicídios. O que me deixou confusa foi o fato de que eu não lembro de abrir o YouTube. Enquanto tentava lembrar em que momento eu havia entrado naquela aba, algo ainda mais estranho aconteceu. Senti um frio na minha nuca, na verdade era como se alguém estivesse soprando em linha reta nas minhas costas, assustada, imediatamente virei sem saber o que procurar, pois estava sozinha e neste mesmo instante sentir um dedo subir por minhas pernas, a parti dos joelhos, em direção a minha virilha.
    Aquilo já era demais, eu tentei não acreditar, queria não acreditar. Corri em direção as minhas roupas espalhadas pela casa e tentei vesti-las o mais rápido possível. Ainda sem terminar de me vestir, com a intenção de sair, dei alguns passos até a poltrona onde deixei o controle da TV e o peguei, mas quando pressionei o botão de desligar, a TV nem mesmo piscava. Aproximei-me para desliga-la manualmente e ainda assim ela permanecia ligada, mas a angustia tomou total controle quando puxei o cabo de energia e ela não desligou, aquilo fez meu mundo desmoronar, não era possível.
    O frio aumentou e eu já podia sentir meus dentes tremer, e não sabia se era de frio ou medo. Olhei ao meu redor e tudo que passava por minha cabeça eram as palavras; suicídio e demônio. Corri até a porta, não queria passar nem mesmo mais um segundo ali dentro, mas antes de sair fui desligar a luz, a luz também não desligava, mesmo clicando várias vezes com muita raiva e isso pareceu dar mais força para tudo aquilo, pois o controle foi arremessado na parede, espalhando-se em alguns pedaços no chão. Senti minha pele umedecer em lágrimas, estava entrando em pânico. Pânico ainda não é suficiente para descrever o meu estado emocional naquele momento e foi por consequência que decidi fazer a única coisa que podia me tirar daquele pesadelo. Peguei garfo todo metálico e fui até a primeira tomada de energia e empurrei-o, eu esperava que fosse instantâneo, nada aconteceu, achei que estivesse fazendo errado e continuei tentando, mas quando percebi que nada aconteceria, eu dei um grito estridente e chorei ainda mais. Ajoelhada e sem esperanças coloquei as mãos nos ouvidos para não ouvir as batidas das gavetas de talheres que havia acabado de começar junto com uma almofada que foi arremessada em direção a janela, não pensei duas vezes quando a segui e pulei para fora da janela.
    Tudo ficou escuro por alguns segundos, seguido por um clarão. Eu estava acordada. Estava confusa. Peguei o controle da TV onde passava o vídeo de um homem com máscara de coelho e parecia contar uma história sobre demônios, quase me distraí, mas quando finalmente pressionei o botão, rapidamente ela desligou. Fui até a cozinha e a cafeteira estava inteira em cima da mesa e o café nem estava fervendo ainda. Mas eu continuava com muito frio!
  • Calidoscópio

    para tia Francisca Miriam

    Do outro lado    odal ortuo oD

    Ohlepse on ameop o    o poema no espelhO

    Não esconde nada    adan ednocse oãN

    Sarvalap sa euqrop    porque as palavraS

    São apenas um jogo    ogoj mu sanepa oãS

    Oãça-snegami ed    de imagens-açãO

     

     

     

     

     

     

     

     





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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 192.
  • Cão Morto

    Muito morto, tanto quanto pode ser. Sim. E mais: Contente.
    Senti uma bofetada no rosto. Ele não, estava morto. Um morto não se assusta com um vivo, muito menos aquele desvivido, bravo. Negaram, abandonaram, maltrataram e por fim, mataram-no. E mesmo assim, permanecia como um monumento anônimo numa rua perdida de uma Curitiba estranha. Olhos escancarados em desafio inconveniente à vida que lhe foi tão custosa, a língua para fora estancando um sorriso macabro.
    Voltando ao golpe. Fui pego de surpresa, mas é redundante, golpes são assim. Eu que, arrogantemente, andava em plena vida nesse mundo de imortais, me virei, dei de cara com a morte. E ela me esbofeteou. Justo. Sem aviso ou mensagem, interrompi sua peça póstuma em ousadia digna de gente. Como quem não quer nada adentrei em sua morada e chutei o trabalho de sua, ironicamente, vida.
    Mas foi ela (a vida) quem primeiro me bateu, a fragrância de milhões e milhões de seres vivos lutando uma batalha infinda pelos restos do cão, excretando compostos dos mais variados e malcheirosos. Desculpa, menti, afinal a vida e a morte são a mesma donzela, e seu tapa era igual. E ele ria, em deboche. Ele? Sim, o cão.
    Porque, fruto do desprezo de milhares de pessoas estava ali, morto mas nunca tão cheio de vida, contra a vontade de todos que empinaram o nariz a ele. Havia vencido. Pela ação de milhões de decompositores cada pedaço de matéria em sua carcaça renasceria, era imortal e isso lhe dava certo contentamento a morte e a vida que teve.
    Um dia, pensei eu afagando o rosto moralmente doído, ele será gente, e empinará o nariz para aqueles que um dia lhe foram irmãos no abandono. Ai eu entendi. Tempos atrás, havia sido cão e, algum dia, amaldiçoei essa raça esnobe e estranha que me negava. Ironicamente, em uso do ciclo interminável da matéria, eu renasci gente e tive a chance também de negar meu passado oculto. Devo tê-la tomado, não lembro, o que torna o pecado ainda pior.
    Ele ria entre moscas e tive pena, por fim. Meu rosto já esfriava, o dele era o próximo. As mil próximas vidas lhe custariam muito mais que essa, ele ria, morto, contente, inocente.
  • Caridade pela metade

    O homem moderno não quis dar alimento, nem água, nem abrigo a quem pediu, pois ninguém estava lá para ver e aplaudir. Ele foi embora com o coração cheio dos seus preciosos pronomes possessivos.

  • Carmas

    As faces do homem moderno
    Estão desintegrando
    Há um além indizível
    A terra nos segura
    É importante tê-la, pra depois, merecidamente, não mais
    Mais uma lição.
    Poema do meu primeiro livro de poesias, Átomo, lançado em dezembro de 2018, com prefácio de Rafael Cortez e apresentação de Thomas Pescarini e disponível em formato físico e ebook na Amazon.
  • Carta de volta ao remetente

    Seus beijos me fazem querer ficar, eles são quentes e me perco nos seus lábios enquanto percorre minhas costas com suas mãos. Então abro os olhos com nossos rostos ainda ligados e vejo sua expressão sorridente enquanto beija. Sinto também o seu cheiro, ele me satisfaz da maneira mais refinada possível. Você se afasta e eu observo cada um de seus perfeitos detalhes. Não sei se já disse, mas amo a maneira como seus olhos têm o formato desenhado pelas maçãs do seu rosto. Vejo que elas estão rosadas e quero voltar a esse momento outra vez. "Por favor, não vá", eu digo querendo fique mais, pelo menos abraçada a mim.
    Chego em casa, ainda sinto seu cheiro, quero guardá-lo até nos vermos novamente. Estou totalmente submergido no que sinto por você, um sentimento para o qual não tenho nome.
    Ouço você dizer sobre suas noites, como se diverte. Conheço, através de você, as pessoas com quem anda ficando. Presto atenção em cada palavra que diz sobre o seu ex. Quando vai dormir, ainda fico acordado comparando os lugares onde poderíamos ir nesse fim de semana. Penso, por horas, no quanto desejo ser seu próximo beijo. Reflito sobre como, se eu tivesse a oportunidade que ele teve, nunca me tornaria seu ex.
    Na próxima vez que conversarmos, como sempre, eu vou perguntar sobre o seu dia tentando não demonstrar que te quero mais que tudo ao meu lado, pegar meu bloco e escrever todas as coisas que meu coração está dizendo sobre você, colocar numa caixinha com o seu nome e deixar guardado, esperando o dia em que serei bom o suficiente pra te dizer tudo o que está ali e ouvir que sente o mesmo por mim.
  • Cascas de Semente

    Era um sábado quando vi nuvens de tempestade se aproximando. Ventos fortes atingiam a cidade em um fim de tarde, e a escuridão que se aproximava estragou o lindo pôr do sol que estava prestes a acontecer. Pássaros cantavam enquanto voltavam para as suas casas em busca de proteção.

    A chuva é boa para diversas pessoas, mas ruim para muitas outras. Infelizmente, não tinha como pensar nessas pessoas quando a chuva estava vindo, afinal não tinha nenhuma delas por perto para me lembrar disso. Ao contrário de boa parte da cidade, estava abrigado quando trovões soavam e raios eram vistos no meio dos relâmpagos. Porém eu ainda podia pensar em algo. Antes dos trovões, quando a tempestade ainda estava para chegar, era possível ver uma árvore da janela da qual eu estava perto. Ela estava carregada de grandes cascas de sementes, a maioria seca, com tons amarronzados, duras e velhas. O vento forte venceu quase todas, exceto duas. Elas não pareciam mais jovens do que as outras, eram simplesmente normais. Estavam no mesmo galho, mas eu não conseguia crer que só sobraram elas. Procurei por um longo tempo, examinando cada parte da árvore, porém não tinha nada além delas.

    Agora, já de volta com os raios e relâmpagos, fiquei me perguntando sobre o porquê de duas e somente essas duas tentarem resistir a uma tempestade mortífera. Elas podiam estar com medo de se soltarem e do que viria depois disso. Esse medo pode ter paralisado elas, impedindo que se juntassem as outras que já estavam no chão. Talvez também quisessem ver mais uma vez a paisagem lá de cima antes de serem jogadas para todos os lados pelo vento forte. Porém há uma outra explicação que particularmente me encanta: as duas cascas de semente, mesmo já estando velhas e terem visto muito isso, queriam apreciar o seu último pôr do sol que ocorreria no dia seguinte, já que este lhes fora surrupiado. Pode ser que, em sua morte, elas só queriam ver o sol sumindo devagar mais uma última vez enquanto uma brisa suave, e não um vento violento, as retirava calmamente de seu galho.

    Essa última hipótese me cativou tanto que de cinco em cinco minutos olhava pela janela para verificar se elas continuavam lá. Não queria fazer isso, lutava contra essa vontade de ficar observando elas para poder me concentrar em outros afazeres, mas simplesmente não conseguia. Percebi, então, que eu estava torcendo pelas lindas cascas de semente. Queria que elas sobrevivessem para que pudessem ver o seu pôr do sol.

    Peguei no sono antes da tempestade terminar e a primeira coisa que fiz quando acordei foi olhar pela janela. Lá estavam elas, as duas grandes sobreviventes. Esperei até o sol começar a dar tchau e me sentei embaixo da árvore para comemorar essa vitória com as cascas de semente. Depois disso, não quis mais olhar pela janela, pois não queria ver a morte das minhas duas heroínas.
     
  • Ciclo

    — Temos mesmo que ir? Eu estou com medo, mamãe.
    — Estarei bem do seu lado, além disso, não podemos resistir, filhinho.
    O vento empurrou com força. Não conseguiram mais segurar. Caíram.
    Com a descida cada vez mais rápida, sentiram antes mesmo de acontecer, que se separavam.
    Lá vinha o telhado. Como poderia ser tão aterrorizante? Uma telha era tão grande assim? Seria muito dura?
    Descobriu mais cedo do que imaginava. Bateu na telha, rolou por ela e caiu outra vez.
    Foi aterrissar em algo macio; perfumado; alaranjado. Parecia uma cama.
    Enrolou-se como em um cobertor e dormiu. Esqueceu do medo.
    Acordou com uma sacodida violenta. O medo voltou! Escorregou pelo caule e foi para o chão.
    Um buraquinho na terra com outras conhecidas.
    — Mamãe! Te encontrei!
    — Blin! Você está bem! Eu nem acredito.
    O sol brilhou e Blin sentiu-se estranho.
    — Mamãe, o que está acontecendo? Estou desaparecendo! Me ajuda!
    Viraram vapor juntos e foram subindo para o céu outra vez.
    Blin não queria ir. Tinha medo de altura.
  • Clow Senderstein o palhaço de Elm Street parte 2: Senhoras e senhores

       Aós o incidente no Garden hotel, varias investigações começaram a ser feitas e vários circos foram proibidos de terem acesso a elm street.
    Pessoas ficaram desesperadas e se trancaram em suas casa. Com temor que nem a mídia poderia deixar de forma sutil, vários cidadãos se comprometeram a ter vigilância uns com os outros. Em estado de medo e alienação pura, os governadores se reuniram na câmara para  discutir sobre a situação e panico causado por Clow Senderstein. No noticiário, Senderstein aparece novamente e fala ao povo:

    - Atenção todos. Nesta noite, haverá um assassinato no apartamento 369 no edifício da rua Enter day 6766. Os próximos ataques serão realizados a prédios e hotéis de luxo. no mês que vem, em casas e condomínios. E lembrem-se do meu aviso: todos os que forem contra mim serão mortos. Assim como ocorreu com os policiais de ontem. 

     Unidades e viaturas começavam a cercar o prédio em quantidade imensa. Ninguém mais podia passar pela rua novamente. Os apartamentos estavam cheios de policiais por dentro e por fora. Helicópteros cercavam os edifícios e condomínios nesta rua. Policiais entraram no apartamento 369 e encontraram a família chacinada no chão e as crianças foram encontradas com um tiro queima-roupa no peito. Foi encontrado no chão também, um bilhete escrito:

    -SENHORAS E SENHORES, PREPAREM-SE PARA UM ESPETÁCULO.

     Quando um dos policiais leu isto em voz alta, o edifício explodiu. Senderstein apareceu no edifício ao lado e disse:

    -Ha ha ha ha ha ha ha, podem se tremer a vontade, pois outros ataques como este irão acontecer. e desapareceu na fumaça.

      Após isso, houve uma explosão de pipoca que se espalhou pelo chão da rua. Mas as pipocas eram apenas bombinhas que expeliam uma fumaça tóxica, e milhares de policiais morreram.
  • Como chegamos a esse ponto?

    Durante meu almoço fui perturbado pelo som da televisão, era o plantão da cubo, a apresentadora, que claramente queria estar almoçando com o seu chefe, anunciava o vazamento de uma doação feita pelo nosso querido presidente. Ele acabara de doar 500 milhões de dólares para a caridade e havia suspeitas de que outros políticos estivessem envolvidos.
    Como a nossa sociedade chegou a esse ponto? Ate ontem tínhamos estradas não sendo construídas, verbas sendo desviadas, viadutos caindo. Só pode ser o nosso fim. Antes que a apresentadora continuassem falando como o muro que separa o México dos EUA, uma das melhores coisas que já fizeram desde o muro de Berlim, seria quebrado saboreie a minha carne que deliciosamente me lembrava dos pacotes da minha mudança e aceitei que o mundo estava acabando.
  • Como evitar?

    De sua voz, vim a me drogar
    Como evitar?
    Seus abraços vieram a me viciar
    Como evitar?
    Que vontade de seu perfume respirar
    Como evitar?
    Como quero te encontrar…
    Como evitar?
    Que desejo de contigo ficar
    Como evitar?
    Uma apreciação em te acariciar
    Como evitar?
    Todas as noites, contigo sonhar
    Como evitar?
    Dar meu ombro quando tu chorar
    Como evitar?
    Uma ânsia de te beijar
    Como evitar?
    Os dias para seu aniversário contar
    E mais ansioso que você esperar
    Como evitar?
    Se foi por ti que meu sentimento veio a aflorar
    Como evitar?
    Se foi tu que meu coração escolheu amar
    Afinal, como posso evitar?
  • Condenados a morrer sonhando

    O que seria do ser humano se a ele fossem dadas opotunidades?
    O que seria de todos os Chopin que nunca tiveram a oportunidade de tocar o marfim das teclas de um piano?
    Em que ponto estaríamos se aqueles que possuem a verdadeira paixão subtituissem aqueles que apenas podem?
    O que motivaria o mundo se não a felicidade de descobrir e lapidar sua capacidade.
    Não existe disgosto pior que aquele que impede.
    Impede a luz de tocar o corpo, ou o corpo de tocar a alma.
    E a alma, de se expressar livre.
    Tantos mestres sem pupilos.
    Tantos pupilos cobertos pelo desespero ao se verem incubidos ao fracasso naquilo que a sociedade os manda prosperar.
    Quando na verdade são impossibilitados de alcançar a grandeza do mundo.
    Pois o mundo os emburra para baixo e os chama de incapazes.
    O que seria de todas as Primas bailarinas que nunca tiveram a oportunidade de colocar sapatilhas em seus pés?
    Todos os gênios que foram incompreendidos e condenados.
    A sociedade mata.
    Mata a arte, o pensamento, a individualidade.
    Mata o sonho.
    Mata a vontade.
    Mata o que é novo.
    Mata um e mata milhões.
    Milhões que tiveram suas vidas vividas em vão.
    Vidas que poderiam ter significado.
    Se a eles fosse dada uma oportunidade.
    O que seria de você, se tivesse uma oportunidade?
  • confusão e vantagens

    Arinoud = AD
    Mixrede = MR
    Entregador = EG
    Mariveu = MV
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    Em uma casa sem teto há uma família engraçada.

    ''TUM TUM TUM TUM''
    -Tem alguem batendo na porta. (AD)
    - Não! tem alguem batendo na sua cara, claro que é porta ingênuo. (MV)
    - Atende la então. (AD)
    - Não atende você. (MV)

    - ''O de casa!!'' Tem alguem ai? (EG)
    - Tem não a casa ta vazia (MR)
    - Mas é a pizza gratis que chegou, quem é que vai pegar? (EG)
    - moço moço vai embora não, tem gente em casa sim, foi só uma brincadeira. (MR)


    Porta = P
    Estante = E
    Cama = C
    ---------------------------------------------

    Em um quarto engraçado

    -Nossa eu sou muito azarada. (C)
    -por que? (E)
    -porque sempre sempre há alguem para sentar em mim. (C)
    -oxe só isso? E eu que eles me abre e fecha, abre e fecha. É enjoativo. (P)
    -Eu sou sortuda pois eles mal me usam. (E)
    -Não você nem tem o que reclama. (P)
    -Mas reclamar adianta? (E)
    -Não! (P)
    -Então reclama por quê? (E)
  • Conto kafkiano

    O dia do Presidente havia sido cheio. Reuniões, decisões, pressões midiáticas intensas. Não conseguia excluir a possibilidade de não ser reeleito de sua mente e muito se esforçava para não gerar mais cenários de possíveis decepções pessoais em seu íntimo perturbado. Chegou a seu quarto sozinho, a esposa dormia em aposentos próprios. Vida conjugal? Havia muito não existia. Mas as campanhas sempre foram prioritárias. Retirou seu terno feito sob demanda, sua gravata absurdamente cara, seu cinto e seus sapatos, ambos de couro animal. Tomou uma ducha curta e deixou a água fervente jorrar sobre sua cabeça por alguns longos instantes. Deitou-se em sua cama king size, debaixo daqueles lençóis frescos e perfumados, e deixou-se pegar no sono em alguns instantes, alarme programado para as cinco e meia. Campanha. Reeleição. Clamor popular. Adoração. Pódio. Poder. Idolatria. Campanha, reeleição.
    Acordou tomado de um cheiro de putrefação penetrante, abrindo os olhos, intrigado. Ainda era noite. Não sabia se o cheiro emanava de sua própria boca ou de sua esposa adormecida, espremida a seu lado. Esposa? Por que não estranhava aquilo? Estava ali deitada aquela mulata grávida, com cabelos espetados, recobertos de seborreia alarmante, exalando um odor até então desconhecido em seu vasto repertório sináptico. Não era sua esposa loira, esguia, com dentes clareados artificialmente e linhas de expressão corrigidas com inúmeras sessões de botox. Mas era sua esposa, ele sentia. Que diabos?
    Levantou-se, espreguiçou-se e correu atrás de um espelho. Não precisou andar muito, aquele cômodo era minúsculo, e as demais portas não escondiam cômodos muito maiores. O chão era recoberto por roupas rasgadas, cheias de terra e poeira, potes de plástico, bitucas de cigarro, garrafas de bebidas alcóolicas baratas, degradantes e vazias. No meio disso tudo, um colchão em estado precário, com uma criança em cima. Seu filho, seu terno filhinho. A razão de acordar todos os dias para trabalhar naquele inferno enevoado, barulhento e tóxico. Mas como assim, filho? Sua esposa era estéril, por mais que no passado tivesse almejado uma criança com o intuito de procurar algum sentido para sua existência ignóbil.
    Observava intrigado aquela casa miserável sem compreender por que ali acordara. Ao mesmo tempo em que era tomado pela sensação de que àquele lugar pertencia e de que aquela era sua família, não compreendia estar ali ao invés de em sua suíte. Apesar de já haver encontrado um espelho sujo e oxidado sobre a pia do banheiro, receava contemplar seu reflexo. Quem aquele espelho refletiria? O poderosíssimo presidente branco de meia idade em uma fase primordial de sua campanha? Ou um pai pobre, potencialmente negro, um proletário? Tomou confiança e entrou no pequeno cômodo parcamente iluminado pela luz da lua que entrava, soturna, por aquela janela mutilada. Puxou uma cordinha que acendia um abajur precário sobre a bancada da pia suja e, finalmente, enfrentou suas próprias feições. O que via o ilustríssimo Presidente naquele reflexo sincero? Um homem negro, cansado, suado e sujo. Os trejeitos denunciavam sua trajetória, arrastando-se por aquele mundo doente. Os sulcos em sua testa eram penetrantes, notórios. Suas dores estavam ali carimbadas. Seus medos estavam ali estampados. O Presidente estremeceu. Ainda seria o Presidente?
    O deslumbramento era tamanho que pouco questionou-se sobre os motivos de estar preso no corpo de outro alguém, que ao mesmo tempo era ele mesmo. Não tinham uma consciência compartilhada, mas o Presidente tinha acesso ilimitado ao que sentiu e viveu o verdadeiro dono daquele organismo cansado.
    O Presidente jamais soubera o real significado de sofrimento até então. Queria chorar, queria soluçar, queria clamar aos céus ajuda para aquele ser sujo e agonizante e, ao mesmo tempo, para si mesmo. O Presidente estava encarnando aquele homem. Estava preso dentro dele, mas, principalmente, estava preso dentro de si. O homem estava preso dentro de si antes da chegada do Presidente. Aquela figura insignificante do povo. Aquela formiga inquieta dentro daquele formigueiro social miserável. Não ser nada, não objetivar, não sonhar, não sorrir ou comemorar vitórias. Ser pastoreado pelas autoridades como o cordeiro a pastar que era. Estaria em uma prisão? Estaria vivendo um carma? Estaria o cosmos pregando uma peça doentia ao tornar o Presidente um eleitor pobre, dependente das esperanças falsas que o Presidente pregava na televisão diariamente? Não mais queria sentir. Queria suas campanhas, sua esposa anoréxica. Tanto amava sua mulata que em breve conceberia gêmeos, sua cachaça diária, seu filho subnutrido e analfabeto. Tanto amava saber que era sofredor, temente a Deus, justo e, acima de tudo, humilde. Esses fatos aqueciam seu coração, enterneciam sua alma petrificada pelas injustiças daquele mundo doente. Era bom, o Presidente jamais havia sentido aquilo. A esperança do povo ignorante. Do povo ignorado.
    Acordou de súbito e percebeu-se encarando seu espelho revestido de prata, sobre sua bancada de mármore, no banheiro da perfumadíssima suíte presidencial.
    Não mais viveria.
    Seria um proletário sonhando ser o Presidente, ou o Presidente sonhando ser um proletário?
  • Cronica da morte anunciada, 2020 o ano que não começou

    Acabei de levantar da cama. O tempo está frio. Outono. O céu esta muito azul como se não houvesse mais, chaminés poluidoras, que o acinzentava antes. A frenética correria diária do povo, não se percebe. Tudo esta parado. Empresas, comércio, bares. Pasmem! Estamos no meio de uma pandemia! Na quarentena. Um vírus vindo não sei lá de onde, aboletou-se aqui, matando brasileiros em todos os cantos do país. Também sou do grupo de risco. Estou na idade que o vírus gosta,(rsrsrs). Estou como dizia Raul, com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. Ainda mais isto. Pobre, aposentado, sem dinheiro e participante do grupo de risco de uma doença. Não queria melhor sorte. Como tal, não devo sair de casa. E agora quem poderá me ajudar? Eu, O Chapolin Colorado! Não pessoal não é brincadeira! Além disto, não temos liderança para acabar com o vírus. A eterna disputa esquerda, direita, tomou conta de todos. Ou você é favor ou é contra. Disputa acirrada. Mas, o vírus não tem ideologia, pouco importa para ele, sua condição politica. Esquerda, direita, esquerda, direita, parece quando o presidente, capitão, estava no quartel. Hoje é direita, direita, direita, parecendo o andar do saci Pererê, do folclore brasileiro. Figura que tinha uma perna só e vinha para brincar com quem o via no meio da floresta... Este andar capenga, mostra como está a guerra contra o mal. Ou você faz ou não faz. Para o governo não é prioridade. A quantidade de informações vomitadas pela imprensa, ao invés de ajudar, atrapalha, uma confusão de ideias muito grande. Uma parte invoca uma condição, outra parte invoca outra, nós pobres mortais, ficamos no meio deste mar de informação e desinformação. Não temos como saber quem esta certo. Na verdade, a mentira falada muitas vezes, se torna verdade. A única realidade no meio desta história ou estória como queiram, são as redes de televisão. É tudo culpa da Globo! Eu também sou contra esta Rede, há muito tempo deixei de assistir, mas isto não impede que ela seja talvez, a quinta rede do mundo. Cheia de premiações, em vários segmentos artísticos e conhecida no mundo todo. Hoje nos temos o controle remoto, não precisamos mais, levantar do sofá para mudar de canal. Mesmo assim, esta empresa continua no primeiro lugar de audiência. Por quê? Normalmente em discussões, eu pergunto ao meu oponente que TV você assiste, a resposta é sempre a mesma, a Globo! Quanto tempo? O dia todo! Pasmem! A pessoa quer mudar o mundo e não tem coragem de mudar de canal de televisão? Isto me leva a uma ferramenta que aprendi na faculdade. O CHA. O que é o CHA? É uma sigla que significa, C de conhecimento, H de habilidade e A de atitude. O importante é que você conhece, sabe fazer, mas não tem atitude. O que falta é a atitude de mudar. A comodidade fala mais alto. Desta forma como mudar o “status quo” vigente? Todos falam, mas fazer é que são elas. E nesta toada, a caravana passa. Tudo mais do mesmo. Aquele velho jargão da Bandeirantes continua no ar, “Brasil, a caminho do seu grande futuro”. E nesta balada, o tempo vai passando. Estamos quase no mês de junho. Já somos o segundo país no mundo infectado pela doença, e logo seremos o primeiro. Nossa condição de ir e vir já esta sendo tolhida. Viajar para a América nem pensar, não podemos. O que vai ser do turismo? Se os governantes não se unirem, para lutar contra o inimigo comum, será difícil iniciar e principalmente terminar 2020 o ano que não começou.
  • Cuidado!

    O compasso diz que vou morrer. Que idiotice! Vou embora! Surge uma garotinha que me estende a mão. Tem outra na porta. "Não vou brincar com você, demônio". Os olhos vítreos me queimam e prendem. Com um gesto da mãozinha, o compasso voa e crava na minha garganta, se abrindo em um ângulo de 180 graus.

  • Daly e Kael

    Daly escrevia sua poesia
    Que mais uma vez não tinha rima
    Ela sabia que não estava pronta
    Como podia ser tão tonta?

    Persistia naquele sorriso
    Que lhe trazia o juízo
    Como escrever do amor
    Se não sabe o que dizer para a dor...

    Me pergunta se eu aceito viver sem medo?
    Eu digo que vou partir pro inferno
    Pra te dizer o que quero.

    Kael, sobe a pedra
    Você sabe o que te espera!
    Enquanto escuta o mar, verá
    Nossos olhos se cruzando no ar.

       Dedicado ao meu grande amor, Matheus Nunes.
  • Desculpa N° 94

    Ajudou a filha com a lição de casa. Geografia, formação de cavernas. De noite, antes de adormecer, as palavras ficavam se repetindo nos pensamentos do pai.
    "Calcário, fendas, água, formações rochosas". Sonhou que estava preso em uma caverna escura. Sonho estúpido!
    Acordou assustado, o dispertador tocava insistente.
    Pegou o celular e ligou para o trabalho.
    - Como assim você não vem?
    - Estou doente.
    - O que você tem?
    - Estalactite aguda.
    Tossiu para enfatizar.
    - Nunca ouvi falar dessa doença, Ricardo!
    - É nova. Vou no médico e levo o atestado amanhã.
    Desligou com um sorrisinho malandro. Aprender era ótimo!
  • Desejo estrelado

    Deitados na varanda 
    Juntos olhando o céu  
    Você me abraça e me domina  
    Numa noite de luar.
    Vendo aquela imensidão 
    Do seu lado, de mãos dadas 
    Você imagina uma vida  
    Ao meu lado, uma vida a dois 
    Cheio de planos e sonhos  
    Desejados por ti.
    Fecha olhos querido amor  
    O seu pedido  pode   
    Ser concedido 
    Pela estrela cadente 
    Aquela que incendeia 
    O nosso amor por essa  
    Imensidão sem fim!
  • Despedaçado

    Mais um dia amarrado neste sentimento de isolamento
    Preso entre quatro paredes olhando apenas para o que penso,
    Queimando nos dias de glória dos homens de "bem"
    Vivendo em uma história na qual não me sinto presente
    Penso e penso e acho que preciso de mais tempo para pensar
    Ou talvez de um lugar melhor para ficar
    Mas não sei se após tudo restará forças para voltar.

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