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  • ‘EU’, ‘ELES’ e ‘NÓS’

    Sabíamos que estávamos sendo vigiados por ‘ELES’. Muitos relatos de abduções, fotografias e filmagens de suas naves e tecnologias não paravam de ser publicados nas redes sociais. Porém, por esforços dos governos mundiais que negavam e ocultavam os fatos, e também, por uma certa mescla de realidade e fantasia nos filmes e seriados hollywoodianos, e, provedoras globais de fluxos de mídias via streaming, além da ignorância que era pregada nas diversas religiões de sermos o centro do universo, ignoramos os sinais por ‘ELES’ transmitidos.

    ‘ELES’ até que apelaram a partir da década de 1970, quando começaram a desenhar os agroglifos nas culturas de certas gramíneas, por meio do achatamento de culturas como: cereais, colza, cana, milho, trigo, cevada e capim. E era obvio que não tínhamos ainda tecnologias para realizar o feito desses complexos e grandes desenhos em apenas algumas horas. Mas, mesmo assim, ignoramos. E, criamos soluções para explicar o inexplicável, e tudo foi abordado como um feito fictício. Então, pagamos o preço por mesclar a realidade e a fantasia, não sabendo mais diferenciar uma da outra. Assim, preferimos viver o engodo, e fomos enganados por nós mesmos.

    Entretanto, ‘Nós’ criamos a S.U.P.E.R (Superintendência Universal Para Extraterrestres Relações), em que na verdade era uma organização oculta e privada, que se fantasiava de uma Ecovila Sustentável criada por uma rede mundial de cientistas alternativos ufólogos, e pequenos empreendedores startup nos ramos da cyber tecnologia e biogenética (biohacking).

    Éramos perfeitos na arte do engodo, pois utilizamos as técnicas alienantes do sistema contra ele mesmo, ao fundarmos nossa Ecovila na Patagônia, que cobria uma área como mais de 239 km², banhada pelos paramos das geleiras andinas, com terras hiper férteis. Abrigando uma população de mais ou menos cinquenta e cinco mil habitantes de várias nacionalidades do mundo. Em que nosso maior foco agrícola e produção eram cânhamo, cannabis medicinal, morangos, uvas, cerejas, cevada e lúpulo, além de muitas criações de animais. E assim, fabricávamos os melhores vinhos, cervejas de cannabis e espumante de morango do mundo. Tudo de origem orgânica e primeira qualidade, e sem a necessidade de máquinas elétricas, ou movidas a combustíveis fosseis, tudo manufaturado a moda antiga, em que o trabalho humano e animal era o nosso maior forte.

    Vivíamos como antigos povos, antes da revolução industrial, nossas roupas, casas e utensílios eram manufaturados naturalmente, e nossas tecnologias eram 100% artesanais, permanentes e renováveis. Também, focávamos em energias sustentáveis como eólicas e fotovoltaicas, em que criamos a maior usina sustentável do mundo, que fornecia energia para todas as vilas da Patagônia por um custo acessível e barato, além de doar energia de graça para todas as dependências e prédios governamentais dessas vilas. Estratégia nossa, para implementar esse projeto com apoio intergovernamental, tanto da Argentina como do Chile.

    Porém, tudo isso não passava de uma capa que cobria o livro. Pois, subterraneamente éramos outra coisa.

    A S.U.P.E.R era um segredo de um punhado de famílias dentro da Ecovila, punhado esse, que era formado pelas pessoas menos relevantes da nossa comunidade eco agrícola. Na verdade, ‘NÓS’ éramos os fundadores dessa comunidade, mas passamos o nosso poder para os antigos moradores da região, transformando-os de simples camponeses em grandes empreendedores. Alguns ganhadores de prêmios Nobel e outras condecorações internacionais. Porquanto, eles eram nossas máscaras, e nem eles, como também, os outros moradores da Ecovila sabiam disso. ‘NÓS’ éramos um mistério… um segredo bem guardado por pactos de vida e morte, em meio ao paraíso andino.

    No submundo dos nossos quartéis subterrâneos, situava o centro tecnológico e informativo de nossa inteligência. Tínhamos uma empresa operadora de satélites, a StarSky Corporation, que atuava em 52 países com sedes em Israel e na China, além de 32 empresas subsidiarias de telecomunicações espalhadas pelo mundo. O que facilitava nossa rede de comunicações e informação, dessa forma, tínhamos olhos e ouvidos em todo lugar.

    Contudo, estávamos também sendo vigiados, e de início não sabíamos. Aquele fato da coisa observada, observar o observador. Pois nossos servidores se utilizavam da surface web, ou deep web como era mais conhecida. E, ‘ELES’ é que eram os verdadeiros donos do iceberg como todo. E, assim, os nossos olhos e ouvidos eram, também, os olhos e ouvidos deles. Seus motores de busca construíram um banco de dados, pelos seus spiders, e através de hiperligações indexaram nossas informações aos seus servidores na deepnet. Quando descobrimos que estávamos sendo escaneados, toda nossa informação já eram deles.

    Quando nossos hackers investigaram quem são ‘ELES’, se depararam com uma parede de proteção inacessível, em uma (darknet) parte do espaço IP alocado e roteado que não está executando nenhum serviço. Até para as inteligências dos governos mais poderosos o acesso era fechado, pois se utilizavam da Dark Internet, a internet obscura. E de cara percebemos que ‘ELES’, os não-humanos, eram quem estavam nos vigiando.

    Contudo, resolvemos abrir o jogo e mandar mensagens para ‘ELES’, em um projeto apelidado como: חנוך (Chanoch). Durante meses enviamos várias mensagens, então, de repente, nossos servidores detectou uma mensagem oculta que dizia: “E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”.

    Ao receber aquele texto, ficamos perplexos. De início, achamos ser uma brincadeira. Até recebermos outra mensagem, que dizia: “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho”. Então, depois de longas horas de reflexão, intentamos que as mensagens vêm a nós na forma e maneira que podemos perceber. Sendo, que eles queriam escolher alguém entre nós para uma viagem. Não sabíamos como responder a tal pedido, e mandamos uma mensagem correspondente do que temos de fazer para realizar tal acontecimento. E, eles nos responderam com três sequencias binárias: 101.

    No dia seguinte a essa misteriosa resposta, para o nosso espanto, fomos notificados por um de nossos agricultores que se encontrava no campo de cevada, se deparando com um símbolo gigante desenhado ‘IOI’. Então, rapidamente percebemos que aquele campo seria o local de contato. E, ‘EU’ fui escolhido para a tal viagem com ‘ELES’. Então, todas as noites acampei no local marcado.

    Acho que propositalmente, na noite 101 em que me encontrava sozinho em minha barraca, e já desesperançado de algum contato, ‘ELES’ vieram! E de súbito só me lembro de ver uma forte luz branca.

    Quando acordei, me deparei em uma maca feita de uma solução gelosa, de um verde fosforecente, algo como se estivesse deitado sobre água, mas, era firme, e amaciava com o peso do meu corpo. Não tinha temperatura, nem frio e nem quente, e o mais louco é que meu corpo não sentia esse material, era como se eu estivesse deitado sobre o ar. O ambiente era de uma luz violeta neon, muito calmo aos olhos, e não tinha paredes, teto ou solo. O silencio era profundo, irritante e assustador. Para todo o lado que eu me voltava, via apenas um horizonte infinito, tanto para cima como para baixo. E tive medo de sair da maca, pensando cair nesse infinito abismo. E a sensação era por demais desconfortante, achei que estava morto.

    Nisso, me senti sendo vigiado, algo ou alguém me observava, e vi alguma espécie de vulto transparente se locomover ao meu redor. Então, pela primeira vez senti algo que me tocou!

    — Uai!

    — Calma!

    — Quem é você?

    — Então, provou.

    — Provei o quê?

    — A sensação de sentir nada.

    Ao ouvir isso, perplexo me calei. E pasmei! Vendo uma espécie humanoide alta e magra a minha frente. Com olhos extremamente azuis e findados como os asiáticos, cabelos brancos longos, e pele extremante branca, fria como a de um cadáver. E, diante do meu silêncio e espanto, ela continuou a dizer, falando sem mexer a boca, que mais parecia uma fenda em seu rosto magro:

    — Assim, somos ‘NÓS’. Não temos a capacidade de sentir como vocês, e os invejamos por isso. Essa forma que você vê a sua frente, não é nosso corpo. É apenas um traje, pois vocês não têm a capacidade de nos ver sem ele. Somos seres pertencentes a outra dimensão, que vai muito mais além de sua física e compreensão.

    — De onde são vocês?

    — Somos seres da Quarta-Vertical, um mundo mais além do que a matéria física. E, nesse momento você está diante de uma plateia de nós. Não pode vê-los, pois, estão sem seus trajes físicos. Porém, saiba que também você usa um traje, e ele que te faz sentir. Mas, nós, mesmo com nossos trajes, não podemos sentir como você sente, e perceber como você percebe. Apenas percebemos as coisas físicas, através de alguns impulsos elétricos de contato nos transmitidos por nossos trajes, que são mínimos, sem sentimentos e emoções.

    — Onde fica fisicamente a Quarta-Vertical?

    — No plano físico, conhecido por vocês como seu sistema solar. Em que nossa Morada é o Sol.

    — Então, estou no Sol?

    — Claro que não! Seu corpo físico não aguentaria.

    — Onde estou?

    — Em nosso ponto de contato. Na parte oculta da Lua. É daqui que o observamos, desde sua criação como seres existenciais. E, temos alguns de vocês aqui conosco. Na verdade, somos seus guardiões, mensageiros e protetores.

    — Protetores! Contra quem nos protegem?

    — ‘DELES’ e de vocês mesmos. Pois, se assim não fosse, vocês não mais existiriam como espécie.

    — ‘DELES’ quem?

    — Aqueles a quem vocês chamam de seres infernais. No início, ‘ELES’ eram como ‘NÓS’, e vieram de ‘NÓS’. Mas, se corromperam. Pois, desejaram sentir a emoção que vocês sentem. Por isso, eles lhes causam dores e prazeres, para sugar as energias de seus sentimentos. E, fazem isso agora, através da internet. Por isso, lhes deram esses pequenos dispositivos que vocês carregam em suas mãos. O próximo passo deles, é implementar esses dispositivos aos seus corpos físicos. Aí, então, drenarão suas energias vitais, como um canudo drena o líquido numa garrafa de refrigerante.

    — Onde eles vivem?

    — Antes viviam aqui na Lua, depois os expulsamos para Saturno e Plutão. Mas, quando fizeram o pacto com os muitos chefes e governantes de sua sociedade, precipitaram-se na terra. Quando teve uma grande chuva de meteoros. Então, agora vivem entre vocês.

    — E, como podemos reconhecê-los, se vivem entre nós?

    — São os seres lagartos, mas se disfarçam com trajes humanos. Por tanto, seus trajes se alimentam de sangue, e são sensíveis a luz do sol. Por isso, procuram andar mais a noite, e poucas vezes a luz do dia. E, para resistir a luz diurna, precisam beber inúmeros litros de sangue humano fresco e vital. Só assim, os trajes resistem por mais tempo. Porém, alguns deles se tornaram híbridos, cruzando com a sua espécie. E são metades humanos e ‘reptilianos’ como alguns de vocês qualificam. Mas, mesmo assim, precisam de sangue humano para viver. E, como vampiros modernos, eles criaram os bancos de sangue, espalhados por todo mundo. Onde vocês creem estar doando sangue para pacientes hospitalizados, mas apenas 2% desse sangue vai para esses pacientes que necessitam, o resto é comercializado entre eles.

    — E por que vocês não nos alertam sobre isso?

    — Não podemos interferir. Foram vocês que atraíram eles. Suas escolhas. Seus livres-arbítrios.

    — Como assim, nossas escolhas?

    — Por acaso, você não leu a parábola de Adão e Eva?

    — Mas, isso é apenas um mito!

    — Não é apenas um mito. É uma metáfora da realidade, representado em sua espécie dividida entre macho e fêmea. Um código, para os sábios decifrarem.

    — E, por que não nos contam a verdade diretamente, e só nos dão metáforas?

    — Veja o que vocês fizeram com a verdade… ridicularizaram. Enviamos muitos para lhes dizer a verdade. Muitos de nós nascemos como avatares para lhes falarem, e veja o que nos fizeram? Nos mataram, assassinaram, minimizaram. E, mesmo nascendo entre vocês como humanos, ao longo do tempo nos transformaram em engodo e mito.

    — Mas, isso foi em tempos de muita ignorância. Hoje temos tecnologias para registrar e comprovar.

    — Tempos de muita ignorância… saiba que não existe tempo onde a ignorância é mais forte e abrangente do que esse em que vocês vivem. Suas redes de informação, academias e filosofias são lotadas de teorias e não de práticas. Vocês não experimentam mais. Não observam mais… só emulam. E agora que mesclaram a realidade e a fantasia, você acha que nos ouviram? Seremos ridicularizados e banalizados mais uma vez… por isso, agora agimos em oculto sigilo. E falamos na linguagem que vocês não podem deturpar, que são as parábolas e metáforas. Poesias de mistérios místicos e ocultos, que lhes encantam, e fazem pensar. Até serem assimiladas por corações puros, lapidados e lavados que nascem entre vocês.

    Ao ouvir aquelas palavras, o mundo parou em mim. E, lágrimas rolaram do meu rosto.

    — Ernesto! Ernesto! ¡Despierta hombre!

    — Ahh! ¿Qué?

    — ¿Qué haces aquí acampado en el campo de cebada güevón?

    — No lo sé … De repente tuve un sueño confuso. No me acuerdo.

    — ¡Vamos! Es tiempo de cosecha. Creo que perdimos una buena cantidad de grano. Bueno, creo que hubo un torbellino esa noche que aplastó los tallos fértiles.­
  • A Educação Obrigatória é um crime contra as crianças

    Para falar sobre educação, devemos saber como se dá o processo de aprendizagem.
    Toda criança nasce desprovida do poder de raciocínio, o qual distingue os homens dos animais. Sabendo que a criança poderá se tornar um ser humano adulto, ela é tem, potencialmente, a capacidade de raciocinar dentro dela.
    A medida que a criança cresce ela cria fins e descobre meios para alcançá-los. Esses fins são baseados em sua personalidade e seu conhecimento dos meios é baseado no que aprendeu ser mais apropriado.
    Quando ela se torna adulta, ela desenvolveu suas faculdades o quanto pode. Todo esse processo de desenvolver as facetas da personalidade do homem é sua educação.
    Para desenvolver as facetas de sua personalidade a criança não necessita de instrução formal sistemática, pois isso está dentro do espaço direto de sua vida cotidiana, ou seja, não exige grandes exercícios das capacidades de raciocínio.
    Porém, para desenvolver o conhecimento intelectual, que está fora do espaço direto de sua vida cotidiana, envolve um exercício muito maior de seu cérebro. Para desenvolver esse conhecimento é necessária instrução sistemática, uma vez que o raciocínio progride em etapas lógicas ordenadas, organizando observações em um corpo de conhecimento sistemático. A criança, então, tem que desenvolver capacidades de raciocínio e de observação.
    Necessitando de instrução sistemática ela tem 3 opções, o livro, o instrutor e a combinação livro e professor.
    O livro apresenta assuntos de forma completa e sistemática, já o instrutor conhece o livro e lida com a criança diretamente e pode explicar pontos de dúvida e de difícil compreensão.
    A combinação do livro e instrutor é a melhor para a instrução formal.
    Serão necessárias 3 ferramentas básicas, a leitura, a escrita e a aritmética.
    Através da leitura ela poderá estudar ciências naturais, história e geografia e depois economia, política, filosofia, psicologia e literatura.
    A escrita irá ajudar no aprendizado, pois ela ramificará esses vários assuntos em ensaios e composições.
    A aritmética irá lhe possibilitar usar números simples até as partes mais desenvolvidas da matemática, sem falar que ela poderá ajudar no processo de desenvolvimento no raciocínio lógico da criança.
    A principal dessas 3 é a leitura, e para aprendê-la o alfabeto é a ferramenta principal e lógica.
    Agora, falando sobre a personalidade, cada criança tem a sua, o que permite no futuro ter um grande espectro da especialização da divisão do trabalho.
    As habilidades e interesses de cada criança é natural que seja variado. E tentar uniformizar os interesses é um crime contra a criança, uma vez que nega os princípios fundamentais da vida e do crescimento humano.
    Deve ficar claro que nem a razão e nem a criatividade podem funcionar numa atmosfera de coerção. Isso quer dizer que, o melhor tipo de instrução formal é aquele que é adequado para a personalidade individual da criança, ou seja, a instrução individual. Somente na instrução individual as potencialidades humanas podem desenvolver em seus níveis mais altos.
    Isso quer dizer que existe uma grande injustiça no Brasil que é proibir que os pais ensinem seus próprios filhos ou paguem um instrutor para os ensinar. Além dessa injustiça tem uma outra que se chama Base Nacional Comum Curricular, uma vez que ela impõe padrões uniformes ela causa um sério dano à diversidade de gostos e aptidões humanas. Mais ainda: ela força crianças com pouca capacidade de raciocínio à escolaridade, e isso uma ofensa criminal às suas naturezas. Sem falar que indiretamente a Base Nacional Comum Curricular não permite que surjam escolas diferentes para cada tipo de demanda, uma vez que cada escola deve seguir essas imposição. Em decorrência disso, todas as crianças da nação serão obrigadas a seguir os mesmo conteúdos, mesmo que elas tenham personalidades e aptidões diferentes.
    Então vem a questão, quem deve ser o supervisor da criança? Os pais ou o estado?
    Os pais são os tutores naturais da criança, uma vez que foram eles  que conceberam-na sob um contrato legítimo entre homem e mulher. Já o estado não tem relação alguma com a criança, sem falar que ele decreta o que deve ser obedecido sob risco de prisão. A criança, sendo tutelada pelo estado, irá crescer sob as asas de uma instituição que repousa sobre a violência e restrição. Tirania de modo algum é compatível com o espírito do homem, já que ele exige a liberdade para seu pleno desenvolvimento.
    Com a educação e a tutela exclusivamente sendo dominada pelo estado, surge uma raça passiva de gados servidores do estado, onde no livre mercado seriam homens independentes e com conhecimentos diversificados.Além do mais o controle estatal da educação promoveu o impedimento à educação ao invés do verdadeiro desenvolvimento do indivíduo.
    Atualmente no Brasil a educação é compulsória, caso as crianças não sejam mandadas para as escolas privadas, elas devem ir para a pública, o que nos leva a pensar que grande parte das crianças da escola pública não queriam estar lá, mas a lei obriga seus pais ameaçando-os de prisão ou de sequestro institucionalizado de seus filhos.
    Além do mais, a educação obrigatória força as crianças com pouca capacidade de raciocínio à escolaridade, porém isso é uma ofensa criminal às suas naturezas, pois elas, em sua maioria, não querem estudar e não conseguem progredir intelectualmente em um sistema no qual é impossível que ela seja atendida e ajudada em sua particularidade.
    Já dizia Isabel Paterson: "Um sistema de educação obrigatória, financiado pelos impostos, é o modelo completo de um estado totalitário."
    O economista Murray N. Rothbard em seu livro “Educação: Livre e Obrigatória” fez a seguinte analogia:  “O que pensaríamos sobre uma proposta do governo, federal ou estadual, de usar o dinheiro dos pagadores de impostos para criar uma rede nacional de jornais públicos e obrigar todo o povo, ou todas as crianças, a lê-los? O que pensaríamos se, além disto, o governo proibisse todos os jornais que não se encaixassem aos “padrões” do que uma comissão do governo acha que as crianças devem ler?”
    É evidente que um proposta dessa seria, por muitos, considerada um horror e um ataque à liberdade de expressão, porém essa é exatamente a ação do governo em relação à instrução formal. Ele regula o que é escrito nos livros, o que deve ser ensinado e como deve ser ensinado, regula quem pode ou não trabalhar como instrutor, e, ainda mais, faz tudo isso com o dinheiro dos “contribuintes”. A questão que está sendo colocada é se a liberdade escolar é tão importante quanto a liberdade de expressão, a educação obrigatória tem que ser vista com maus olhos e ser repudiada ao máximo, uma vez que ela irá moldar toda sociedade da forma que o estado quiser.
  • A gênese do caos

    Um livro de ficção científica me atraí por diversos motivos, dentre eles: os personagens singulares, a trama que me provoca um sentimento de encantamento e a verossimilhança com a nossa realidade. O livro Manjedoura tem tudo isso, sendo uma grata surpresa para um primeiro título publicado pelo autor Sandro J. A. Saint, jovem autor araçaense. Seu romance é um prato cheio para amantes da ficção científica.
                Um tipo de obra que sempre estará em voga é a distopia. Essa narrativa que vislumbra um mundo onde a sociedade está colapsada devido a fatores socioeconômicos, políticos e/ou culturais, lembra o quanto a humanidade é sobrecarregada de contradições. Com certa dose de pessimismo e fatalismo, a modernidade e o progresso se tornam fatores de diluição da sociedade. O livro se torna um alerta, ou seria uma profecia?
                Manjedoura como um primeiro livro de Sandro J. A. Saint apresenta uma narrativa coerente e original, pois consegue sintetizar muito bem os elementos narrativos desse tipo de história. Unindo pós-apocalipse e cyberpunk numa trama distópica, o romance nos traz uma realidade árida, pouco convidativa. Um ambiente carnívoro com relações sociais predatórias. Os protagonistas revelam bem os sentimentos em relação a esse mundo intoxicado de poluição e violência. Como não poderia faltar num livro como este, a temporalidade é desconhecida. Não sabemos se estamos em um futuro ou em uma realidade paralela.
                O livro começa com uma inserção objetiva nesse mundo, um modo de acautelar o leitor e fazê-lo entender que a narrativa terá um cenário diferenciado. É nesse mesmo prólogo que ficamos sabendo que a população mundial cresceu de tal forma que as guerras e o baixo número de recursos naturais diminuíram o número populacional a menos de 30% do total. As elites, sob as suas variadas vertentes, políticos, militares, cientistas e artistas, se unem e formam um único órgão chamado de Cúpula. Seu objetivo é conduzir os resquícios da humanidade.
                Para resolver o problema da superpopulação, eles criam o Projeto Manjedoura, humanos não nascem, são produzidos em escala industrial em laboratórios, chipados e depois dispersados pela cidadela. Mesmo nesse cenário repressor, há revoltas. Grupos rebeldes se organizam e formam os White Mouses, indo viver na clandestinidade fora da Cúpula, ondes serão perseguidos pelas sentinelas.
                Os protagonistas que conduzem a trama são Hanss Nagaf, o emocionante mensageiro-chefe; Jason Cry, o pupilo falastrão de Hanss; e por fim, Handra, a belicosa guerreira do frio. A personalidade desses personagens é única. Com certeza você vai se identificar com todos ou um deles. Mesmo outros personagens que aparecem na trama têm sua personalidade bem definida e atuante na história. Nenhum personagem aqui foi desperdiçado e agrega a narrativa.
                Hanss é um personagem que soa familiar, conduz a trama com bom humor e se mostra um personagem sentimental, a todo momento tenta empreender uma visão mais espiritualizada da vida. Handra é o tipo de protagonista feminista que falta a muitas obras, forte, sem com isso perder a feminilidade. Jason representa o olhar do leitor, sua impulsividade judiciosa e olhar cético vão trazer os conflitos necessários ao trio, bem como divertir o leitor, se tornando um alívio cômico numa sociedade tão agressiva.
                Minha recomendação é: leia esse livro! O livro está com uma edição impecável feita pela Editora Lexia, custa apenas R$ 21,90 mais o frete. Tem orelhas, miolo em papel offset, capa e contracapa feita pelo próprio autor, reforçando o caráter autoral da obra. Se o leitor busca uma ficção científica distópica com pitadas de fim do mundo, Manjedoura é a pedida.
  • A história até a História

    O filósofo grego Aristóteles foi enfático em dizer que a poesia era mais relevante que a História, pois aquela é mais universal que essa. De modo concreto, a disciplina a que o pensador está falando não é a mesma da Era Contemporânea. Podemos remontar a sua cientifização ao século XIX, quando diversas correntes e teorias surgem. Se o século XVIII foi o “Século da Filosofia”, o seguinte será o “Século da História”.
                Quando Leopold von Ranke lançou suas teses sobre a escrita da História, ele tentava evadir de uma história filosófica, ou seja, uma história sem um método corporificado (REIS, 1996). Embora não tenha ido muito longe da esfera filosófica, Ranke colocou a História não apenas como narração de eventos, mas como método e processo ideográfico, buscando o singular no tempo e espaço. O objetivismo entra em cena.
                Isso implicava em grandes problemas, seria possível o historiador estar isento de sua subjetividade? O método historiográfico-erudito é infalível? O método rankeano é um axioma. As fontes, embora estejam bem definidas em seu papel, são limitadas. Ranke se propõe a historiografar a política, a história dos grandes homens. A guerra, a diplomacia e os registros oficiais são os cânones dessa história.
                O hegelianismo e o positivismo são compreensões metafísicas da realidade histórica. Ambas atribuem uma lei universalizante e determinada dos eventos. Nem mesmo o materialismo histórico foi capaz de romper com essa cadeia. Pois mesmo no socialismo científico, a sociedade segue uma marcha etapista. O homem é determinado pelas suas condições materiais, embora faça a sua história, está é condicionada pela sua época.
                No final do século XIX, quando a questão do nacionalismo ganha forma, a História adquire um papel novo: legitimar o Estado e criar um passado em comum (BOURDÈ & MARTIN, 1983). A França é a que mais se apropria desse ideal. A Escola Metódica surge na esteira de Ranke. A política ganha ainda mais destaque. Os eventos vão formando um povo, e o povo uma nação.
                No século seguinte, nos “frementos anos 20”, dois historiadores de uma universidade periférica estabelecem uma crítica aos metódicos como Ch. Seignobos e Ch. Langlois. Para Marc Bloch e Lucien Febvre, apenas a narração ipsi literis dos documentos oficiais não seriam suficientes para compreender a história humana. Era necessário um esforço epistemológico maior nesse sentido.
                A História desce um degrau nas estruturas. Passa da política para as questões socioeconômicas e das mentalidades. As fontes se alargam, bem como seu método de crítica interna e externa. A revista Les Annales surge (BURKE, 1992). Uma das maiores contribuições dessa escola historiográfica foi a interdisciplinaridade com outras ciências e campos do saber como a linguística, a geologia, a antropologia, a sociologia e outras.
                Embora não haja consenso entre os historiadores da Historiografia, podemos dividir a história dos Annales em primeira geração, a de Bloch & Febvre; a segunda geração, a de Braudel; e por fim, a terceira geração, também conhecida como Nova História, que se ampara nos aspectos da cultura para a sua escrita (PESAVENTO, 2012). Isso não significa que não houvesse outras tendências demarcando território, como o neomarxismo inglês de E. P. Thompson. A ciência adquiriu novos métodos, novos temas e campos de atuação profissional.
                Para além das críticas, podemos destacar os seguintes avanços: a História do Tempo Presente, o ressurgimento da narrativa, a História Oral, todo registro humano no tempo e no espaço como fonte historiográfica, a percepção do tempo braudeliano, a interdisciplinaridade etc. Com esses recursos o historiador poderá fazer uma história total. Não no sentido de algo definitivo, mas no sentido da mais ampla percepção da historicidade, cobrindo o máximo de elementos possíveis dos eventos e fatos históricos.
    Referências bibliográficas
    BOURDÉ, Guy; MARTIN, Hervé. As escolas históricas. Portugal: Publicações Europa América, 1983.
    BURKE, Peter. A Escola dos Annales 1929-1989: A revolução francesa da historiografia. 2. ed. São Paulo: Editora UNESP, 1992.
    PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & História Cultural. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
    REIS, José Carlos. A História, Entre a Filosofia e a Ciência. São Paulo: Editora Ática, 1996.
    ROCHA, Everardo. O que é mito. Editora Brasiliense, 1996.
    SÁEZ, Oscar Calávia. A variação mítica como reflexão. Revista de Antropologia, São Paulo, USP, vol. 45, nº 1, p. 07 – 36, 2002.
    VEYNE, Paul. Acreditavam os gregos em seus mitos? Ensaio sobre a imaginação constituinte. São Paulo: Brasiliense, 1984.
  • Andarilho lírico

    Luz.
    Carreira.
    Mesa suja e cheia. 
    Jurídica justiça sem juz.
     
    Injusta.
    assusta.
    Frusta.
    Reproduz. 
     
    Palavra entre beco.
    Rua sem saída. 
    Idai desprovida.
    Bico seco. 
     
    Boêmio e teco.
    Malandragem. 
    Boteco.
    Abordagem. 
     
    A vida enquadra.
    De toca a ladra. 
    Se emboca.
     
    Desbocada 
    Singela 
    Madrugada.
    Em aquarela.
    Água com churumi.
    Temperada com chimi churry 
    Ilustre término impune. 
    Clima tenso na viela 
     
    Elegante 
    Nada Atlético
    Cético viciante.
    Eclético coisa de patético.
    Ofegante de terno o miliante.
     
    Situação contrária.
    Sem aliado extra.
    Trancado.
    Deitado.
    Calor insuportável.
    Me passa um cigarro
    ( por favor )
  • APROPRIAÇÃO CULTURAL E O MOVIMENTO NEGRO

    O que é apropriação cultural?
    Apropriação cultural é um fenômeno social identificado como a usurpação de elementos culturais de um grupo étnico-racial por parte de um grupo dominante.
    POLÊMICA:
    Há poucos anos atrás surgiu uma polêmica em torno de uma situação inusitada. Uma mulher branca que usava turbante foi interpelada por uma mulher negra que a disse que esta não poderia estar fazendo uso deste adereço por não negra. Para muitos o fato a mulher que usava o turbante não pertencer a raça identificada com a cultural da qual advém tal adereço faz com que essa não tenha o direito de usá-lo, para outros o simples fato desta não entender o significado intrínseco ao objeto lhe tira a legitimidade para isto e para tantos outros isso não passa de uma simples bobagem e um radicalismo dos militantes do movimento negro.
    MAS E BRANCOS PODEM USAR TURBANTE E DREADS?
    Bom, não é bem essa a questão...
    Vamos lá!
    Primeiramente não se deve analisar de um ponto de vista individual esse processo, tão pouco acreditar que este tipo de ação intempestiva é algo defendido indiscutivelmente pelo movimento negro.
    A apropriação cultural deve ser vista da ótica estrutural, pois é assim que ela atua. Quando dreadlocks são vistos de maneira pejorativa em negros e vistos de maneira positiva em brancos temos um exemplo de apropriação cultural, isso reflete individualmente, porém só pode ser identificado e combatido na ótica estrutural.
    Esse processo se torna ainda mais depreciativo quando usurpa elementos de uma cultura historicamente marginalizada, perseguida e silenciada como a cultura negra, que já sofre há muito tempo com esse tipo de fenômeno ao redor do mundo. É nítido o processo de apropriação do Rock, a tentativa de embranquecimento do movimento Hip-Hop e são inúmeros os casos de desfiles que usam elementos dos vestuários africanos usando apenas modelos caucasianos. Isso mostra uma estrutura de substituição da figura étnico-racial ligada a um elemento por uma figura de outra raça, que passa a usufruir das benesses, da beleza e dos lucros gerados por esses elementos.
    E QUAL A SOLUÇÃO?
    É notório que esse não é um problema simples, pelo contrário, é muito complexo, sendo ligado a uma estrutura racista e etnocentrista secular, que encontra grande sustentação no sistema capitalista. Mas é importante ressaltar o caráter estrutural desse fenômeno, para que possamos ampliar nossa visão e encontrar caminhos mais consoantes para enfrentar esse grande problema.
  • As Três Almas

    É o Morro das Três Almas. Um nome óbvio para uma história óbvia. Três meninos despencaram do topo, mais de uma vez. E eu não consigo contar quantas vezes passamos por aqui. O relógio está parado, mas o vento ainda circula dentro do vagão. Ninguém sabe dizer o que funciona e o que deixa de funcionar. Não existe lógica, e o  morro some de vista. Nesse minuto, meu corpo percebe a gravidade, como se subisse por um elevador rápido demais, e silencioso. Não são voltas, são saltos para trás, com quedas que quebram nossas pernas. Mas como eles conseguem dormir? Talvez eu esteja exagerando. O Morro das Três Almas aparece de novo.
    Assim levamos duas eternidades, ou três. Não sinto fome e nem sede.
    De repente, algo muda de tom. Meus olhos não estão embaçados e aquela vibração enjoativa deixa meu corpo. Vejo casas e fios de energia, é uma paisagem nova. O autofalante anuncia que estamos de volta. Segundos depois a luz do mundo se acende, como se o sol estivesse dormindo como os outros. Estou provisoriamente cega.
    Passeio meus dedos pelo meu rosto, checando se cada linha está no lugar. Só depois disso  consigo soltar o ar dos meus pulmões e agradecer por ter saído intacta.
    Salto na próxima estação, quero caminhar até minha casa. O problema em questão, é que as ruas estão assombradas. O céu tem um tom errado de azul. O vento tem uma temperatura esquisita e carrega um odor de pele, sangue e anomalia. Ao meu redor, insetos emergem e buscam novas superfícies, eles não querem tocar a terra.  Preciso ser cuidadosa para não virar abrigo.
    Minha cidade é vazia, feia e fedorenta, tem som de grito e música clássica. Uma amiga de infância está sentada no meio fio, cansada demais para levantar. Os insetos a evitam, e isso é apenas uma das coisas que não entendo e não pergunto. O cabelo disfarça o buraco da bala que atravessou seu crânio. Eu nunca perceberia, se ela não me contasse. Lembro de ter lhe dado a maior das broncas. “E se eles repetissem?”. Só depois ela contou que precisou morrer umas cem vezes, e é por isso que ainda estava tão cansada. Morra e eles o trarão de volta, se mate e eles o castigarão. “Não vê o que aconteceu com aqueles três meninos? Eles ainda estão lá, eu ouvi os gritos. Você não sabe a sorte que tem”. Ela me olha e me sorri. Seus olhos são brilhantes e vivos, seu rosto tem aquele tom avermelhado que lembra saúde infantil. Penso nas palavras de Sophia, e repito como prece “ Que nenhum deus se lembre do teu nome”.  Despeço-me e saio, preciso chegar em casa antes do fim do dia.
    Qual fantasia assombrosa você seria capaz de imaginar? Qual versão de mundo você identificaria como o inferno? Na casa ao lado, existe um casal. A mulher está grávida de gêmeos. Antes de nossa tragédia começar, o casal viveu sucessivos episódios de glórias e fracassos, colecionando uma pequena pilha de fetos que não chegaram ao tamanho de uma laranja. Vimos pontos no céu, que se aproximavam calmamente, num ritmo quase poético.  Nessa época, os gêmeos eram dois melões, e a mãe exibia orgulhosa a imagem de ultrassom dos bebês que teriam nome de estrela, em homenagem ao milagre da vida e do céu. Então as luzes se aproximaram, e delas pudemos vislumbrar aqueles grandes olhos carregados de desprezo e sadismo. Escolheram à dedo o pobre casal, e decidiram que essas crianças seriam para sempre azeitonas, e melões, e abóboras, jacas e pêssegos. Uma gestação de mil anos. Bebês num infinito processo de evolução e involução, de zigoto à jaca, de jaca à zigoto. Os pais, que tinham como maior sonho segurar seus rebentos nos braços, precisavam viver sobre a eterna tortura de nunca tê-los de verdade. “Não podemos tira-los daí, eles precisarão de um ventre, quando tudo isso se repetir” O marido diz, quando a esposa ameaça rasgar a barriga com uma tesoura.
    Caminho ao som de Chopin. Eles disseram, do jeito deles, que a música clássica é a única boa invenção da humanidade. Disseram que talvez nem fosse invenção nossa. Acontece que em alguma reunião de conselho, ou sei lá o que fazem lá em cima, alguém disse que nós nos desintegraríamos caso não nos fosse oferecido algum agrado. Então a maior prova de amor e de zelo, foi fazer reverberar 24 horas por dia, ou quantas horas durassem um dia, música clássica em volume suficiente para atingir o menor dos ouvidos.  Olha pra mim, diga que eu não preciso de um pouco de paz.
     Alguém me acompanha  a passos largos. Tem a minha altura, uma linha direta dos meus olhos aos dele. Acho engraçado como ainda existe uma curiosidade infantil nisso.  Ele observa o modo como eu ando, ameaça tocar o tecido da minha camisa, mas desiste no meio do caminho. Tenho vontade de fazer uma pergunta e dez súplicas, mas não quero deixar ninguém com raiva. Eu não entenderia de todo modo. Geralmente é só isso, eles te abandonam depois de alguns metros de caminhada até encontrarem outra coisa que se mova. Convivência pacífica, eu diria.  Uma pessoa e um deus da destruição, num crepúsculo tranquilo e musicado. Estou chegando em casa.
    A fachada está visível, quando não deveria. Não me importo em ver algumas luzes acesas, isso me poupa do terror de ter que revelar algo da escuridão. Se tiver alguém aí, que ouça o barulho dos meus sapatos batendo contra a parede, derrubando todos os insetos refugiados ao longo do caminho.  Faço questão de abafar Vivaldi, os invasores precisam escutar novas sinfonias. Giro a maçaneta. Eu tinha uma foto de quando eu era criança, cerca de 9 meses de idade. Aquela se parecia comigo. Da cozinha, eu olho para a porta da frente e me vejo lá, parada, segurando um sapato em cada mão. Minha boca tem gosto de leite, meus braços sentem a pressão de segurar uma criança. Meus dedos perdem a força e deixo cair os sapatos.
  • Às vezes

    Às vezes me sinto um dado viciado,
    que quando jogado,
    cai sempre no seis.

    - Quero jogar com esse dado!
    - Eu também!
    - Agora é minha vez!

    - Eu quero esse dado enviesado,
    que corrobora meu resultado!
    - Eu quero esse dado manipulado,
    pra gastar o meu francês!

    Outras vezes, sou o jogador,
    o pesquisador,
    o autor.

    O consciente manipulado
    acaba virando
    o manipulador.
  • B A I I S C T N Â

     

     

                           B                              A

                              I                         I

                                 S               C

                                     T       N

                                         Â

     

     


                         
                        t e l e              v i s ã o

     


                        t e l e             v a z ã o

     


                        t e l e              v a z i o

     

     

     

     

     




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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 188.
  • Beleza se põe à mesa?

    Lembro- me de quando eu estava no pré vestibular, na primeira aula de redação e a professora nos propôs o seguinte tema: Beleza, se põe ou não à mesa? Ali, eu com uma intelectualidade mínima, preso a paradigmas religiosos que me impossibilitava pensar em frases pornográficas e ainda com a vergonha de expor minhas ideias, características educacionais que me foram impostas, como agressões físicas (palmadas), tratamentos para reeducação com berros dos meus pais e uma exclusão informativa que me foi atingida durante toda minha miserável vida acadêmica. Fiquei repleto de duvidas e sem o que dizer. Mas agora, antes tarde do que nunca (frase que ouvia de um amigo de infância, espero que ele se manifeste aqui), tenho minha opinião. Beleza, se põe sentada na cadeira. Com postura, com educação e habilidades sofisticada para utilizar de forma correta os talheres. Além dessas características, deves ser alguém que agradeça de forma humilde os serviços prestados pelo garçom. Que se vista com elegância suficiente para atrair olhados, mas deixa claro em suas ações que se respeita acima de qualquer opinião alheia. Que se orgulha da pessoa que é, e que não satisfeita busca uma nova melhoraria todos os dias. Que sabe sorrir diante a uma problemática, não por maluques, mas por total lucides de conseguir enxergar uma possível solução. Que valorize as relações sociais que foram estabelecidas por si, e que tenha empatia para respeitar ainda mais as que não foram. Que entenda que as diferenças sempre existirão e que o príncipe perfeito, sempre dependerá de quão princesa tu és. Que ame os animais, bem mais que os humanos. Que seja uma pessoa que encante com suas ideias inovadoras. E que utilize a mesa para escrever seus mais belos textos.
  • Calidoscópio

    para tia Francisca Miriam

    Do outro lado    odal ortuo oD

    Ohlepse on ameop o    o poema no espelhO

    Não esconde nada    adan ednocse oãN

    Sarvalap sa euqrop    porque as palavraS

    São apenas um jogo    ogoj mu sanepa oãS

    Oãça-snegami ed    de imagens-açãO

     

     

     

     

     

     

     

     





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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 192.
  • Capítulos vagos de vidas miméticas e contemporâneas

                    Certamente é um assunto bastante recorrente nos dias de hoje as questões sobre a tecnologia e a vida, as divergências e compatibilidades sobre conceitos que se criam e as maneiras de se adaptar a um mundo que ao mesmo tempo se torna maleável e em outros aspectos tão caótico, e não apenas no sentido de uma presente apostasia, mas sobre infelizmente um sentido auto reflexivo, que nos conduz a natureza humana, que por mais fascinante que possa parecer também apresenta uma realidade decepcionante
                   Certa vez me deparei com um sujeito no começo de minha graduação em psicologia e que viria a ser um grande amigo, e me surpreendi com o fato de que ele não tinha facebook e nem whatsapp, me recorreu que se tratava de alguém que não tinha o menor interesse em certos assuntos que a um ano atrás por incrível eu pareça não me interessavam também, já que eu também não tinha whatsapp e o meu fecebook estava parado a muito tempo. Tratei de me dar o luxo de refletir sobre a conversa que tivemos neste mesmo dia e me surpreendi como fazia tempo em que não conversava de forma tão franca com alguém, e para minha maior felicidade ele declarou a mesma coisa no dia seguinte ao falarmos sobre a conversa que tivemos no dia anterior, pois não a nada mas felicito para um mero estudante que procura o conhecimento saber que ele não é o único a estar num caminho que poucos procuram trilhar nos dias de hoje. Indo mais fundo eu quis refletir mais um pouco e voltei cerca de 2 anos atrás quando estava no ensino médio e relembrei alguns momentos em que observava as pessoas ao meu redor fazerem planos para um futuro pouco distante já que tinham a ideia de terminar o ensino médio, fazer uma faculdade e arrumar um bom emprego. Era totalmente incongruente com a realidade do que a vida pode significar
                    As pessoas após um tempo de reflexão percebi eu, estavam vivendo uma realidade que não era a delas, mas sim uma realidade que foi projetada. A medida em que eu pensava sobre os aspectos que a levaram a tal decisão percebi que elas simplesmente reproduziam o que viam em filmes, livros de uma péssima literatura e logicamente como qualquer brasileiro comum o que os famosos passavam como uma vida justa, tranquila e repleta de felicidades. Sinto muito em dizer que isso não se trata da vida, nem mesmo se trata de um rastro do que seja ela em sua essência. A vida é nossa única viajem, a viajem que devemos entender nossos propósitos e nossas necessidades como pessoas que podem ter tudo e se sentirem legitimamente pessoas com vidas vagas e sem um sentido, ou podemos ter poucas coisas numa visão geral do mundo mas com a satisfação de sentir que não lhes falta algo, pois o vazio cósmico do qual muitos declaram ter não faz parte de sua vida, mas sua própria história faz parte de uma história de vida digna da qual viveu, ou ainda termos ter em um sentido material, financeiro e mesmo assim ainda entender que isso pode fazer parte de você, mas não de uma vida cuja essência tem muito mais a oferecer do que propriamente o dinheiro e bens materiais. Acreditem quando digo que mesmo com todas nossas falhas e sendo naturalmente corrompidos tão facilmente, existe um sentido para sermos dignos de uma vida da qual nos abstemos de todas as coisas tão facilmente conquistadas num sentido contemporâneo, do que muitas vezes pode ser uma mera ilusão da qual passamos tanto tempo de nossa vidas tentando conquistar, porém não se trata daquilo que é inerente a cada ser humano em sua singularidade, a sua vocação, aquilo que nascemos para cumprir, nosso propósito. Se em algum momento de sua vida passou por sua cabeça que as coisas da qual tem lutado tanto para conquistar não estão fazendo o mínimo sentido, suspeite que isso se trata de uma pequena centelha daquilo que seu espírito tem clamado por toda uma história deturpada pela contemporaneidade.
                   Em um momento decisivo de minha vida, encontrei um grande amigo me aconselhou em muito aspectos, se tratava de alguém com grande fé e me lembro claramente de um momento em que ele me aconselhou sobre questões de relacionamentos que podem ser para um vida toda, se tratando especificamente de casamento. E ele me contou sobre experiências de vida com outras pessoas a qual aconselhou e relatou também sobre como as coisas desde quando ele era jovem tinham mudado, principalmente em relação a sociedade em um processo de decadência contínua. As palavras naquele momento me invadiram de tal forma que me lembro quando disse: “Se quer uma vida abençoada, viva sem reservas!”, pode parecer um tanto leviano, mas repare bem quando ele disse que seria uma vida abençoada, e não apenas uma vida da qual vivemos sem o mínimo de abstinência sobre aspectos que não acrescentam nada ou mesmo ações que levam a uma satisfação momentânea, se trata de uma vida inteira a ser refeita todos os dias, dando o nosso melhor por um presente que constituirá e dará em certo a certeza de um futuro melhor. A contemporaneidade com seus conteúdos manipuladores e maléficos tem matado essa essência de esperança na vida das pessoas. Não estou dizendo que as pessoas tem que parar de fazerem o que gostam, somos humanos e temos nossas satisfações em coisas que são de nossas preferências, porém temos que nos libertar de coisas que não fazem parte de nossa singularidade como pessoas únicas se tratando de um sentido maior que a leviandade, e de renunciar aspectos que não nos levam a lugar algum, apenas nos fazem desejar aquilo que não é feito para nós e que se trata de uma publicidade qualquer ou de um filme romantizado que nos expõe como humanos fracos que somos e seguimos tão fielmente aquilo que nos é posto com um prato atrativo todos os dias. Sinto dizer que se em algum momento achamos que o que vivemos durante todo o decurso de uma vida é decisão apenas nossa, que em algum momento acreditamos estar certos sobre como a nossa vida termina, estamos absurdamente errados sobre o que se trata a vida em seu maior sentido. A vida como anteriormente deixei claro se trata de uma viajem, uma única viagem da qual estamos fadados a trilhar com a certeza de um momento em que teremos de deixar as coisas aqui conquistadas e trilharemos outro caminho. Nossos corações devem estar no sentido maior da vida, tem que estar em algo que não nos decepcione ou mesmo nos faça acreditar em algum momento nos abandonará. Deus se trata do maior sentido da vida, ele é a Fé, o Amor e a Esperança que a humanidade necessita.
  • Deus, de criador a criatura

    Deus é parte da cultura, produto de relações sociais que se estabelecem entre os indivíduos. Todos os povos, com poucas exceções, sempre desenvolveram alguma ideia de divindade, sob diversas formas. Nessa perspectiva, muitos teólogos afirmam que o ser humano é, por natureza, religioso, pois a ideia de Deus seria inerente ao indivíduo e à vida em sociedade.
       Acredito, por boas razões,  que a ideia de Deus não seja inerente ao indivíduo, tampouco à vida em sociedade. O ser humano é dotado de inúmeras potencialidades. Somos uma folha em branco sendo rabiscada pelo processo social. Isso é tão verdade que as diversas sociedades desenvolveram conceitos diferentes sobre Deus ou deuses, conceitos muitas vezes inconciliáveis. Eis a razão de haver tantas religiões espalhadas pelo mundo.
       Os teólogos que defendem a tese do "homem religioso" negligenciam o fato de que todas as sociedades atuais derivam de um tronco social comum e que, por isso, a ideia de Deus se replicou e tomou formas diferentes. Ou seja, a ideia de Deus surge num ponto específico da história e se reproduz ao longo do tempo, assumindo aspectos variados.
       Se a crença em Deus fosse inerente ao homem, o ateísmo não teria tomado as proporções atuais, sobretudo no norte da Europa. Também não seria possível encontrar sociedades sem deuses, como é o caso da tribo dos Pirahãs, na Amazônia. Então, diferentemente do que pregao senso comum, Deus não é criador, mas uma genuína criação humana.
  • Dispenso elogios, aceito remendos...

    Dispenso elogios, aceito remendos...

    Este texto retrata a honesta concepção do autor que tanto deseja se livrar da vaidade; entretanto, sua vontade, de desejo pouco está a passar, quando não, ao nada haverá de chegar, pois, por força maior de outro vício seu, que menor não é, e que a estar em conluio com a sua própria vaidade, quer daquele intento, desviá-lo.

     Por imoderado e essencial desejo que temos os homens de atrair admiração ou homenagens, sofrimento a menos do que mereço, tenho tido; logo, para sofrer ainda menos, menos presunçoso devo ser; sei que para não ficar apenas com esta vã presunção, devo dispensar elogios, ainda que os tenha por um bom adubo, pois bem sei que este pode dar vigor à planta em crescimento; contudo, a erva daninha chamada vaidade, muita vez, entremeada no plantio, desfrutando do mesmo trato cultural, poderá ter seu viço aumentado; então, a praga cedo se alastra, logo solta suas inflorescências, e não tarda em dar seus maus frutos; portanto, dispenso elogios; mas, por vez, tenho dúvida: será que esta erva invasora, aos poucos, fora me envolvendo em suas gavinhas, fazendo germinar em meu coração, o seu fruto legítimo, a falsa modéstia?

     Aceito remendos, embora os receba com cautela, pois, cautela exigem, para que fiquem bem feitos, dado  que quando bem aplicados, repara-se o dano, mas se o tecido for fraco, abre-se um rasgo ao tentar tapar um puído.

    PS - Fiquemos atentos! Muita vez, elogio não passa de um negócio reles do tipo - Pro amphora urceus - ou seja, “O pote pela ânfora” ou ainda, “Uma bilha de leite por bilha de azeite”.

  • Eletricidade maluca de Nikola Tesla.

     Nikola Tesla nasceu em 10 de julho de 1856 em Smiljan, Lika, que era então parte do Império Austro Húngaro região, da Croácia. O pai, Milutin Tesla, sacerdote ortodoxo sérvio e a mãe, Djuka Mandic, que era considerada uma inventora, contribuiu de forma determinante nas escolhas futuras de Tesla.
    Nikola Tesla faleceu em 07 de janeiro de 1943 no Hotel New Yorker (Sala 3327 no 33 º piso), onde viveu durante os últimos dez anos de sua vida.
     Tesla estudou na Realschule, Karlstadt em 1873, o Instituto Politécnico em Graz, na Áustria e na Universidade de Praga quando ficou fascinado com eletricidade. A partir daí, iniciou sua carreira como engenheiro eletricista com uma companhia telefônica em Budapeste em 1881. Nikola era um gênio indiscutível no entanto tinha algumas curiosidades a respeito de Tesla, como por exemplo: O nascimento de Tesla teve a aura majestosa (e o magnetismo) que seu personagem requer: sua mãe deu à luz por volta da meia noite, entre os dias 9 e 10 de julho de 1856, durante uma grandoutros estade.
    De acordo com a lenda familiar, no meio do parto, ao escutar um relâmpago, a parteira cobriu o rosto e fez um mau presságio. “Este menino vai ser um filho das trevas”, ela disse. Ao que sua mãe respondeu: “Não. Ele será um filho da luz”. Tesla não suportava as pérolas e não podia nem vê las. Inclusive, se negava a falar com algumas mulheres por este motivo. Um dia, sua secretária chegou com um colar de pérolas e Tesla a mandou de volta a casa. Tudo isso era parte de sua relação peculiar com o estilo e a estética. Ele também carregava luvas para os jantares e, quando fotografado, levava um bom tempo para se ajustar em seu “melhor perfil”.
    A memória fotográfica de Tesla era tão boa que ele podia memorizar os livros e as imagens para suas invenções sem precisar registrá­las materialmente. Sua imaginação poderosa e sua capacidade para visualizar as coisas lhe serviram para controlar os pesadelos ainda vívidos que sofria quando criança.
    O sonho de tesla era trabalhar com Thomas Edison, onde mais tarde recebeu e aceitou um convite de Edison, e assim se mudou para Nova York.
    A lista de invenções patenteadas de Nikola Tesla é extensa: cerca de 40 nos Estados Unidos e mais de 700 no mundo inteiro. Suas invenções foram focadas na utilização da eletricidade e magnetismo, assuntos que na época eram o que podemos chamar hoje de “tecnologia de ponta”. Motor de indução, utilizado em indústrias e em vários eletrodomésticos que utilizamos em nossas casas todos os dias;
    Lâmpada de descarga (fluorescente); Sistema de ignição utilizado hoje na partida dos carros;
    Corrente Alternada, quase toda a energia que nossa civilização utiliza é distribuída através de corrente alternada, seja esta energia gerada em Hidroelétricas, Termoelétricas, Eólicas, etc; Controle Remoto; Transmissão via rádio; Bobina de Tesla. Entre as estranhas invenções de Nikola Tesla está uma máquina de terremotos, seu plano era transmitir eletricidade pela crosta terrestre, de forma que em qualquer lugar do planeta se pudesse ligar uma lâmpada simplesmente enfiando­-a na terra. Acabou falindo, quando queimou a usina elétrica e teve que pagar uma grande indenização.
    Em 1894, Nikola Tesla recebeu o título Honoris, pela Universidade de Columbia e Yale e a medalha Elliott Cresson, pelo Instituto Franklin. Em 1934, a cidade da Filadélfia concedeu lhe a medalha John Scott pelo seu sistema de energia polifásico. Nikola era membro honorário da Associação Nacional de Luz Elétrica e membro da Associação Americana para o Avanço da Ciência.
    Apesar de muitas descobertas, as divergências entre Tesla e Edison, o fez, em 1912, recusa em dividir o Prêmio Nobel de Física entre os dois. Fazendo com que o prêmio fosse entregue para outro pesquisador.
    Tesla foi um grande inventor, suas invenções foram importantes para o mundo atual, por iniciativa de Nikola a “tecnologia” no mundo em que vivemos passou a ser mais desenvolvida, já que ele mostrou que através da eletricidade muitas coisas podem ser criadas e com as outras contribuições de tesla hoje os aparelhos
    eletrônicos funcionam e ajudam a todos.
    Tesla foi um inventor injustiçado, pois suas criações foram patenteadas por outroscientistas, e seu reconhecimento só foi possível após anos, no entanto Nikola não tem o reconhecimento que ele merece, nos livros seu nome não é o principal, para conhecê-­lo é preciso fazer várias pesquisas, quando na verdade ele deveria ter seu nome como um dos principais quando se falasse em física no ramo da eletricidade.
    Suas descobertas foram essenciais para a humanidade, já que assim ele pode ajudar de várias maneiras a melhor o mundo em que vivemos, a partir de suas criações os novos pesquisadores conseguiram aprimorar os primeiros passos que Tesla desenvolveu, como por exemplo o rádio, que Nikola tesla desenvolveu no entanto não foi para ele o mérito dessa conquista, ao longo do tempo o rádio passou a ser algo brilhante facilitando a comunicação e a transmissão de notícias. Após várias pesquisas podemos observar que as criações de Tesla foram de fundamental importância para a sociedade, pois através de suas ideias, a eletricidade pode ser aprimorada e vários outros materiais poderão ser desenvolvidos, ajudando assim a criar recursos para facilitar a vivência no mundo atual.
  • Ensaio sobre a Energia.

    No curso médio sempre ouvi essa definição para energia (capacidade de realizar trabalho), só que nas aulas de termodinâmica a sério, aprendi que nem toda a quantidade de energia pode ser convertida em trabalho, uma parte dela, definida como irreversibilidade, não pode ser convertida em trabalho. Então pensei, será que é correto afirmar que energia é a capacidade de realizar trabalho. Alguns autores definem o máximo trabalho reversível como Exergia, E = H - T.S
    Existe aquela metáfora da partícula se movendo mais que a outra. Até é interessante porque mostra que a energia está em constante movimentação (exercendo trabalho), assim como o nosso universo está em constante expansão, mas como a energia vai continuar existindo mesmo depois que o nosso universo parar de expandir (já que ela é só uma propriedade de sistemas físicos) , faz a gente pensar que a teoria do multiverso faz muito mais sentido.
    Podemos até denominar que essa energia que teoricamente nunca existiu, já estava aqui muito antes do nosso big bang e vai continuar muito depois que o universo esfriar, o que torna ela um fenômeno atemporal, o qual a distância e tempo são irrelevantes.
    Se levar em consideração a equação do Einstein sobre a equivalência entre matéria e energia, a segunda equação do newton sobre dinâmica e a equação que define energia ou trabalho em função da força e distância (E = f.d) e chegar à equação em comum que todas essas teorias representam, algo próximo de E = m.v² (Energia = Massa x Velocidade²) e considerarmos que velocidade é o mesmo que distância/tempo, ambos conceitos que estão intimamente relacionados com os efeitos da gravidade (algo que só existe no nosso universo e é formado a partir da massa, como por exemplo um buraco negro, mas que 95% do universo é formado pela matéria/energia escura ou agora chamada de massa negativa, a qual se achava que estava diminuindo com a expansão do universo, porém não está pois ela não é afetada pelo tempo!) e que se excluirmos essa distancia/tempo da equação, chegamos a Energia = Massa.
    Fora que se considerarmos que na física quântica o tempo não influencia em nada e ainda estamos engatinhando quanto a noção de gravidade quântica, que não tem nada a ver com a gravidade como conhecemos, dá pra ir mais longe ainda! O ponto é, tudo que queremos que torne realidade e se desejarmos o suficiente, o universo dá o seu jeito de dividir em dois, um onde o que você desejou virou realidade e outro que não virou! No fim tudo se resume a nossa capacidade de realizar trabalho, já que no fundo somos todos energia.{ on}
  • Estado de calamidade pública: Desastres decorrentes das chuvas.

    O objetivo não é julgar a imprudência humana, creio que nesse momento ela na consciência de cada um já está sendo julgada. Não é também acusar, apontar o dedo sobre o erro, perante a uma situação que exige cuidado, empatia e solidariedade. Mas queria dizer algumas coisas a respeito e não teria outro lugar para dizer. Se eu publicasse um texto desses no facebook, por exemplo, seria atacado pela comunidade local por minha "falta de humanidade com o povo".

    Hà alguns dias, Minas Gerais enfrenta um constante índice de chuva, são mais de 3 dias diretos de chuva nas mais diversas regiões do Sudeste Mineiro. A região do Vale do Aço, do Rio Doce e outras regiões, estão sofrendo bastante por tudo que a chuva ocasionou: transbordamentos de rios, represas se rompendo, demoronamentos e o pior de tudo, enchentes em algumas cidades. 

    Caratinga, minha cidade, tem sofrido com inundação em alguns trechos das ruas, desmoronamentos de terra em barrancos e o rio que corta a cidade veio a ter cheia. Isso desperta e muito a população e o poder público local. Mas fico chateado, pois acredito ser algo que não tínhamos necessidades de passar, muito desse sofrimento coletivo poderia ser evitado. Os desmoronamentos de terra é um caso que acredito ser mais complexo. Mas no que se refere as inundações, percebo uma grande falta de infraestrutura de captação e escoamente d'água. Caratinga, uma cidade com cidadões incosciêntes das questões socio-ambientais, pouco se importam para onde vai o lixo que jogam na rua, sem um pingo de dor na consciência, eis aqui a consequência. Eu lamento muito por comerciantes que passam desespero por risco de enchente ou inundação, famílias que perdem abrigo, bens e imóveis por conta de alagamento, mas tudo isso seria evitado por nós mesmo, se soubessémos dos riscos de nossos atos, afinal, "toda ação corresponde a uma reação", todo ato gera consequências. Outra coisa, são as ações (ou as faltas delas) da Prefeitura Municipal e respectivas secretarias competentes para lidar com as obras de esgoto e escoamento de chuva. Não tenho audácia para falar disso, pois não entendo. Mas sei que esse episódio é repentino na história da cidade e já ouvi de especialistas que isso tudo é uma falta de infraestrutura da cidade, algo cabível à Prefeitura em tomar medidas. Mas ao longo de anos e anos de mandato, as pessoas só focam em algo quando não há mais nada que se fazer. 

    É triste o cenário de tudo isso, eu particularmente, ainda como um adolescente, fico assustado em ver tantos desastres. São situações dignas de solidariedade, de prestar serviço, orações e tudo que for possível para ajudar. É essencial fazer campanhas, hastear as bandeiras de ajuda e voluntariedade e prestar socorro a quem necessita. Afinal, somos todos humanos e é bonito ver pessoas se preocupando com pessoas. Mas no momento de dificuldades isso faz parecer meramente obrigatório, e gostaria muito que tivéssemos esse apreço em socorrer e ajudar, coletivamente, sem precisar dos remorços, dos choros e do sofrimento. Antes de ter que cuidarmos dos outros no que se refere a um acontecimento triste e "natural" ou em um estado de calamidade, seria muito melhor se cuidássemos evitando jogar lixo na rua, tendo consciência ambiental e assim, evitar possíveis consequências; penso ser um gesto muito mais bonito de cuidado para com a humanidade do que prestar cuidado somente quando em situações onde cuidar parece ser obrigatório ou cumprimento de dever moral. 
  • ESTE POEMA OESTE

                                                                                                           para Teresa, no aniversário dela

     

     



    Sim

        não

    sinal   ver

                    melho

                       ama r

                                 é

                                     lo

    amarduressendo          verde

     

     

     

     

     

     

     

     

     



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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 189.

  • Filosofar não é para qualquer um

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    Atualmente existe o conceito de que filosofar é algo fácil e, portanto, qualquer um pode ser filósofo, basta escrever uma frase clichê ou sem fundamento em um guardanapo, tirar uma foto e postar em alguma rede social. Se fizer sucesso, parabéns! Você é um novo filósofo contemporâneo aos olhos da massa de pessoas que compartilham da mesma concepção. Porém, nada disso muda o fato de que na realidade, filosofar não é tarefa fácil, se não acredita faça o teste, tente ser como os filósofos da antiguidade os quais não tão somente pensavam, mas comprovavam seus pensamentos nas mais diversas áreas, como nas ciências exatas e humanas. De forma a contribuírem com a evolução do conhecimento humano naquela época, e consequentemente até os dias de hoje.

    É tão difícil se imaginar na posição de gênios como Sócrates ou Aristóteles, por exemplo, porque eles viviam pelo amor a filosofia, e nós mal conseguirmos viver por amor a si próprios. Assim como Sócrates que com sua tamanha sabedoria, não renunciou aos seus princípios filosóficos, mesmo sabendo que seria condenado a morte. Para Platão, todo comportamento ou manifestação física precede a ação de um pensamento, ou seja, de acordo com ele, os pensamentos são como sombras que de tanto alimentá-las, acabam se exteriorizando em comportamentos por vezes inconscientes. 

    Nessa premissa, encontra-se a necessidade de reflexão, será que todos nós nascemos filósofos? Partindo da dialética platônica, teoricamente sim. Contudo, é algo que está latente dentro de cada ser humano, o que se faz necessário um trabalho intenso de constatações a respeito de si mesmo. Pois, Sócrates já dizia, que para se ter uma vida que vale a pena ser vivida é preciso, sobretudo, conhecermos quem realmente somos, de maneira análogo á máxima do Oráculo de Delfos ''Conheça-te a ti mesmo''. Somente assim, será possível uma análise filosófica de tudo que é externo a nós, uma análise livre de amarras do preconceito e do senso comum responsáveis por nos distanciar da verdade.

    Convém lembrarmos que, há fatores os quais influenciam a formação dos nossos pensamentos , a maioria das vezes, através de qualquer propagação de informação, que pode está contida nas músicas que escutamos, nos filmes que assistimos, nos livros que lemos, e até mesmo nas redes sociais que acessamos. Somos estimulados a termos determinados tipos de pensamento que alimentam nossas sombras interior, como um vírus que se instala e nem se quer nos damos conta disso. Porque o problema não está nas músicas, filmes, livros ou redes sociais, o problema está em absorver toda e qualquer informação, sem qualquer critério de seleção

    Segundo Platão, toda essa gama de informação que temos contato afetará diretamente quem somos, fazendo com que seja cada vez mais comum, não sabermos diferenciar o mundo sensível do mundo inteligível, nos sentirmos perdidos em nós mesmos, alheios aos nosso destino como se todos estivessem vagando em alto-mar, sem saber a onde realmente desejam chegar. Em síntese, após tanto anos é possível observar que ainda vivemos na Caverna de Platão, sujeitos as sombras e ilusões, nos contentando com menos do que o pouco, com medo de refletir sobre o que se apresenta como absoluto e incontestável, ainda vivemos com medo da verdade. 

    A fim de finalizar essa divagação, trago um fragmento de reflexão do famígero filosofo racionalista René Descartes, em suas próprias palavras:  ''(...) Não nos tornaríamos filósofos por ter tido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o qual nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. 
  • Filosofia e Ciência

    Há de imaginar que dos princípios do pensamento filosófico, frutificou  uma nova visão de mundo, a origem da ciência.
    Tales de Mileto, filosofo pré socrático, conhecido hoje como naturalista e antes como um dos sete sábios da antiga Grécia, foi pioneiro em desenvolver as duas práticas. Tales além de tentar desvendar a origem do universo e da vida através do conceito da água como arche subjacente e primordial, também desenvolveu meios de compreender as estações do ano e fez o aplique dessa ciência no plantios, sabendo quando plantar e quando colher, há quem diga que isso o enriqueceu.
    Para demonstrar também uma filosofia que se tornou ciência e foi muito importante ao longo da historia, e promete ter muitos segredos ainda é, a gravidade. O primeiro a indagar sobre essa suposta força atraente foi Aristóteles, que disse que se dois objeto de diferentes pesos despencasse de alguma altura, o mais pesado teria uma aceleração maior. Essa filosofia foi contradita por Galileu, quando diz a historia que deixou cair duas pedras de diferentes pesos da torre de pisa, afirmando que ambos caiam na mesma velocidade e que não houve aceleração por depender das diferenças massivas. Isso foi indagado por Sir Isaac Newton alguns anos depois, diz a historia, estar estudando embaixo de uma macieira e quando despencou um desses frutos em sua cabeça, fazendo com que o estudante newton tivesse uma ideia inovadora. A força da atração. Newton considerado o pai da ciência moderna escreveu três leis para considerar a física-filosófica no qual se diz em seu livro “Philosofie Phsiks”. Alguns anos depois de newton, um jovem físico que trabalhava num local de patentes em Zurihc na Suíça, observava da janela de sua sala o telhado do prédio vizinho, quando imaginou o campo de newton e supos um homem despencando do telhado, e viu que a ideia de newton poderia conter falhas sobre o peso e massa do objeto despencado, então esse jovem físico chamado “Albert Einstein” pensou que, ao invés de atraído por um campo gravitacional, e se a massa foi empurrada?! Parece loucura, mas o jovem havia projetado uma das maiores descobertas cientificas de todos os tempos, mas até aquele momento era filosofia. Einstein provou a ideia de distorção do espaço tempo, com fotos de eclipses solares do espaço ocupado pelo sol distorcendo as luzes das estrelas. (Um pouco mais de uma década depois).
    Então, da pra perceber que da filosofia surge a ciência, e que ciência nada mais é do que a prova do pensamento filosófico. Para ser filosofia, não precisa ser necessariamente fato, haja visto, imagine algo metafísico!


    Fabrício da Silva Dias.
  • Guia Politicamente Incorreto da Terra Plana

    Livro: Guia Politicamente Incorreto da Terra Plana

    Autor: Óvulo de Cavalo

    Editora: Não Cogito

    Biografia do autor: Óvulo de Cavalo nasceu em Taubaté (SP), mas passou muitos veraneios em Atibaia. Reza a lenda que ele abandonou o Ensino Superior por razões intelectuais. Dizem que o seu cérebro é tão grande que quando espirra, sai uma teoria. É graduado em Histeria, mestre em Histeria Social, e possui doutorado em Histeria Coletiva com a tese Tudo que você não deve saber para continuar um idiota completo. Bacharel em Filosofada na FDP. Mestre em Parapsicologia pela Universidade Tautológica das Falácias Agudas (UTFA). Especialista em Ciência Apolítica. Especialista em Egolatria. Especialista em Enpistemologia da Histeria. A bibliografia do autor é muito vasta, mas indicamos os seguintes livros O que é Pseudocrítica Cultural?, Democracia do Discurso Único, Enpistemologia Histérica, Defesa do Criancionismo, A Terra é um Beiju de Tapioca e outros ensaios, Sejamos todos Terra-planistas!.

    Fonte: Wikifake

  • ÍCARO

    O voo
    desaba no céu
    deságua
    desarma
    desata
                  c
                    aí
                        !
                        .
                        .
    erra na terra
    e se encerra em si
                                  em
                                        cio





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    © "Copyright" do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 193..
  • Infeliz Descoberta

    Depois de acordar com muito esforço e nenhum ímpeto, Oscar olhou para o espelho e viu um homem com sobrancelhas grossas e embaraçadas, dentes tortos e demasiadamente afastados, um cabelo bagunçado de noite mal dormida e uma pele coberta de espinhas, franziu para tal figura que nunca havia simpatizado antes e depois escovou os dentes.
    Durante o café tivera uma descoberta importante no momento menos oportuno possível.Do fundo de seu espírito emanava uma angústia terrível nunca antes sentida. Já na rua um susto o forçou a desviar se do caminho para o trabalho e visitar seu psicólogo, logo assumiu passos largos e intensos cortando a calçada, feito uma locomotiva. Abriu a porta do consultório ignorando as broncas da recepcionista e fitou o doutor que no momento já estava com um paciente. As lágrimas em seu rosto se confundiam com suor e não foram percebidas pelo doutor que em um ato funesto e inocente o mandara esperar lá fora. Sem dizer sequer uma palavra Oscar o fez,e se sentou na cadeira acolchoada ao lado da estátua e do cacto, feito um idiota. O relógio clicava como um despertador às 5 da manhã enquanto a recepcionista lia um exemplar da revista “veja!”, Oscar secou o suor da testa com o braço direito, e ao olhar seus pelos encharcados se questionou por que fizera aquilo, secar o suor não parecia mais ter tanto sentido,então Oscar vendo a evaporação do suor em seu braço,regrada pela autoridade do relógio,percebeu.
    É justo agora que eu, mero redator de casos sinistros que nunca serão lidos conte quem é Oscar, Oscar nasceu numa cidade pequena do interior de São Paulo, nunca brincava na rua quando criança, na escola era um zero à esquerda e não era sequer bonito para compensar alguma coisa. Sempre foi inocente demais devido à superproteção e apoio tóxico dos pais e quando na adolescência tomou consciência da criatura patética que era, uma enorme angústia atingiu sua alma profundamente e desde então nunca se sentiu um homem de fato, se sentia pequeno e fraco relacionado aos demais, no entanto se habituou a isso,e sua agonia se resumia a pequenos acessos de choro na madrugada e piadas autodepreciativas.A única coisa que podia culpar até a manhã de hoje era a aleatoriedade da natureza, mas isso é como não culpar a ninguém, ele mesmo sabia disso. A descoberta que tivera naquela manhã era do fato de que todo o universo era uma simples simulação criada por seres muito maiores do que ele. Com essa descoberta infeliz Oscar teve algo para apontar o dedo,algo com um rosto,uma mente engenhosa dedos,braços e personalidade,algo que poderia controlar o destino,um algo jocoso o suficiente para criar alguém como Oscar.Mas de fato essa era a última coisa que Oscar precisava, já que já havia progredido significativamente tratando a sua angústia e inferioridade.
    Um sentimento que Oscar julgara ser sensatez o atirou para fora da cadeira e o fez tomar caminho para perto daqueles que chamarei aqui de “deuses”. A passos largos caminhou rua afora para o grande morro que havia ao lado da cidade, na subida já preparava o seu discurso, com uma força que nunca havia antes sentido, revia seu objetivo repetidas vezes, como o comandante de um exército faria. Na metade do caminho sentiu o pulmão fechar e caçou a bombinha de asma nos bolsos, porém não à encontrou, logo presumiu que os deuses haviam tirado de lá através de seus programas e códigos, pois se lembrava muito bem de tê-la pego ao sair de casa. No começo até conseguiu tolerar a asma, mas já quase no fim do caminho seus pulmões fecharam abruptamente, cada inspiração agora era como respirar óleo quente para dentro dos pulmões e a cada expiração sua visão escurecia um pouco sinalizando o início de um desmaio a cada respiração, logo presumiu que desmaiar seria como anunciar sua derrota perante aos deuses, pois sabia que ao desmaiar acordaria em sua cama com a chaleira assoviando.
    Oscar aguentou a asma até o topo, mas devido a ela não havia percebido que já havia chegado, só se preocupava em respirar, não podia cair de forma alguma. Parou ali e olhou para o céu que se tornou vermelho em um piscar de olhos, depois sentiu como se braços que não eram dessa terra o levantassem pelas axilas e o levassem para cima, e dali viu toda a cidade, depois todo o país e por fim o planeta, vislumbrou a visão  que um deus tinha e mal percebeu que as asma já havia passado, vislumbrou em um segundo toda a sua curta vida e percebeu a falta de importância que sua realidade tinha, percebeu que toda a complexidade das emoções humanas não era nada complexa, viu que não havia praticamente nada com que se preocupar enquanto estivesse no espaço com aqueles braços envolta de seu corpo, que ele esperava que não o soltassem nunca, então se sentiu a coisa mais importante do universo, e mais singular, mas de fato era apenas alguém que recebeu a benção de uma misericórdia que nem os próprios deuses foram capazes de explicar.

    Dois dias depois seu corpo foi achado por 2 jovens que passavam por ali, o IML constatou que ele morrera devido às inflamações que continuavam nos pulmões mesmo depois da morte, coisa que deixou o pessoal o IML com uma dúvida cruel sobre o que havia causado aquele ataque de asma, pois Oscar não tinha um ataque já há 5 anos, ele nem sequer possuía uma bombinha de asma. 
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    © do Autor, IN: Concursos literários do Piauí. Teresina, 2005, Fundação Cultural do Piauí. 226 p. Página 184.
  • MYSTICA STATERA por Lux Burnns O tomo para iniciantes

    Sumário
     Agradecimentos..........................3
     Introdução......4
     Capítulo 1- O nascer e o torna-se.....5
     Capítulo 2-Realizando a magia.......12
     Capítulo 3- A magia é vida, mas não é um ser 
    vivo....20
     Capítulo 4- O mundo sem o véu..........26
     Capítulo 5- O fanatismo, o grande o veneno mágicko......33
     Capítulo 6 - A verdade liberta, mas é dolorosa....39
     Capítulo 7 - DIY mágicko.............47
     Capítulo 8 - A bruxa que vive entre os santos e os pecadores............ 54
     Capítulo 9 – Os Deuses, e o Fim da farsa da Realidade Dualística...... 59

    Agradecimentos
    Minha gratidão é voltada para o meu companheiro Soul, que me apoiou desde o início desta caminhada, me ajudando a melhorar ainda mais como ocultista, e jamais desistir das minhas convicções, mesmo quando o mundo inteiro, parecia discordar das mesmas. Também deixo minhas graças aos meus amigos: Lua Negra, Srtoa Gamab, Milliato, Rivendell, Srta Rabbith, Mandy, Tha, a Witch born on fire, e Isa, que me ajudaram a perceber quê este tomo poderia ser útil as próximas gerações. Por fim reconheço também o auxílio de minha mãe Silvana, que apesar dos pequenos atritos pelas crenças diferentes, sempre acreditou em mim e nos meus ideais. Obrigado a todos vocês, que me deram ânimo para chegar até aqui, e terminar este projeto. Não sei o quê me aguarda depois disso, mas certamente é um feito e tanto, e me orgulho por plantar esta semente, que vocês com carinho e paciência regaram.

    Introdução 
    É válido mencionar, que jamais tive a intenção de escrever um livro voltado para o aprendizado dos demais. Afinal há muitos autores, infinitamente melhores do quê uma velha bruxa, em um corpo não tão jovem. 
    Mas devido ao grande número de desinformados, que se acham conhecedores do mistério, e tudo o quê mesmo representa, vejo que é hora de assumir o meu manto de ocultista outra vez, e trazer-lhes algumas verdades nada convenientes. 
    Não estou aqui para lhes ensinar fórmulas, que vão mudar as suas vidas num estalar de dedos. Muito menos sobre como devem adorar seus deuses, ou o quê é o certo e o errado. Não sou uma bússola moral para tomar tal partido, apenas viajo de mundo em mundo, para libertar aqueles que aceitam o preço da liberdade. A ignorância pode ser uma benção, mas é a coragem que determina quem tem a chave do tudo. O inimigo é astuto, logo devemos ser justos, mas isto não significa dissociar, e se abster, e sim que devemos está preparados. Você pode não compreender estas palavras no momento, mas logo entenderá o quê cada frase significa.
     Se escolheu decifrar este livro, é porquê ouviu o chamado, mas não estou falando dos filhos do sol, e sim de algo mais amplo e intrigante.
    Há memórias de um mundo que querem te fazer acreditar que não existe. Há poderes que um ou nenhum dos seus parentes consegue explicar. Há mistérios em teu íntimo, que quer desvendar.
    As respostas estão presentes aqui, mas está pronto para ouvir o quê a primeira causa tem a dizer? Não será um caminho fácil, por isso é necessário que esteja pronto para esta jornada, que saiba no mínimo o quê é a espada e o escudo, e como usá-los. Do contrário será devorado pelos teus demônios, antes mesmo de ouvir a palavra da força geradora.
    Eu sei, parece o roteiro de algum filme de ficção científica bizarro, porém tudo o quê for mencionado aqui, será focado na minha experiência real como bruxa, e no aprendizado que isto me trouxe no decorrer do tempo. Está preparado? Então vire a página, pois a aventura o aguarda jovem peregrino.
    Capítulo 1
    O Nascer e o Tornar-se 
    Vivemos numa sociedade cheia de liberdade, que acredita bastante no ideal de igualdade, e que todos podem entrar no mundo da magia, sem discriminações de espécie. 
    Não estou aqui para me impor sobre tal coisa, porém acredito -e é o quê devia ser ensinado- que há aqueles que nascem com a predisposição para a magia, e os que infelizmente, não foram agraciados pelas divindades.
    Isso faz com que estes sejam mais fracos? Não. Eles devem ser escorraçados, e friamente criticados ? Também não. Apenas devem ter consciência de quê a sua busca, certamente será mais trabalhosa e longa – ou não se souber usar os meios certos, mas não vem ao caso – Por isso jamais devem se comparar aos que possuem habilidades naturais, pois tal atitude culmina em desencontro com o propósito inicial, de descobrir-se neste caminho.
    Não pense em nenhum momento, que o fato de ser somente humano te faz inferior, isso não significa muita coisa, quando você sabe que há meios de melhorar as suas habilidades.
    Já os predispostos, deveriam entender que o fato de terem recebido dons da natureza, não os faz automaticamente deuses, apenas lhes dá alguma vantagem em relação aos outros. Mas uma vantagem, não significa uma vitória garantida, portanto devem estudar e se preparar, tanto quanto os que não foram agraciados, para superar suas limitações, que sim existem.
    Não importa o quê são capazes de fazer - se levitam, se incendeiam, se preveem, manifestam, projetam, e tudo mais-  isto não os faz bruxos, apenas são detentores de habilidades especiais. Tanto o filho de um deus, quanto o filho do homem, precisam de treinamento, e conhecimento, para poder serem dignos de tal alcunha.
    É nos ensinado desde o começo, que precisamos andar em grupos, para poder obter o grau de bruxo, mago, ou feiticeiro. A sociedade mágica insiste em seguir essa premissa, mesmo nos tempos atuais, e isso atrasa bastante a vida de um novato.
    Grupos, como: Ordens e Covens, Podem até servir para ajudar no entendimento de certos assuntos, mas a realidade é que se queres realmente o poder, não deve seguir com ninguém mais, além de ti mesmo.
    Afinal de contas, o ocultismo no fim é apenas uma forma de encontrar-se, e não é no meio da multidão, com suas ideias diversificadas, que conseguirá te achar, no máximo ficará ainda mais confuso e perdido.
    Você se encontrará apenas quando não houver ninguém por perto, quando estiver sozinho num quarto escuro ou claro, questionando-se sobre o quê é, como, e o porquê das coisas.
    Por isso não acredite em líderes, que fazem questão de impor que precisa deles, acredite em ti mesmo, e naquilo que vai de acordo com a tua personalidade, e o quê tu consideras certo ou errado.
    E este tópico nos leva a outra questão. A magia tem se tornado um grande alvo do entretenimento. Para onde olhar  há “bruxos” ou “seres místicos”. O quê é uma coisa boa, mas somente para a diversão, pois tudo o quê se encontra nos filmes, seriados, desenhos e afins, são apenas fragmentos de textos ocultistas, e qualquer um de bom senso sabe, que não dá para entender o texto com apenas um verso, pois o mesmo pode servir para expressar diversas possibilidades, e se apenas escolher ler tal parte, jamais entenderá o contexto para que foi criado, por isso não use tais meios para aprender sobre o caminho. 
    A verdadeira magia, influencia o ambiente, mas o ambiente não influencia a magia. Logo uma obra midiática pode ser inspirada em algo oculto, só o quê o oculto, não pode advim de uma obra midiática, do contrário todo o entendimento se perde, e em vez de formar a sua inteligência divina, apenas a degrada e a transforma em loucura vã.
    Um bruxo de verdade- homem ou ser mágico- Sabe disto por instinto próprio. Entretanto com tantos jovens adotando posturas erradas, por conta do quê assistiram, é sempre bom frisar tal fato.
    Como disse antes são verdades inconvenientes, por isso não espere que eu vá apoiar uma conduta tão inapropriada para o ocultista.
    Queres ser um bruxo? Então leia, pesquise, estude, questione-se, e faça-se um. 
    Não espere que apenas porquê mudou o caminho, e deixou de seguir com as ovelhas, tudo será mais fácil. Verdade seja dita, se quer conforto, e evitar desafios que podem te fazer desmoronar, seu lugar não é aqui. Não importa se tem o sangue, sem essência jamais conseguirá sair do lugar.
    A magia não é um caminho simples, nunca foi. Apenas os que se encantam por sua versão comercializada de luzes e pó brilhante, acreditam nesta falácia.
    O agraciado deve aprender a controlar seus dons, para não ferir os que não merecem receber tal castigo, e o humano deve procurar meios, de melhorar seu espírito, ou DNA cósmico, para garantir que conseguirá manifestar alguma habilidade.
    Só que ambos precisam passar pelo mesmo processo árduo e cansativo. O agraciado, que nasceu com poderes sobrenaturais, precisa torna-se aquele que tem controle de si, e o humano que tem o controle da sua mente, precisa destruir todas as barreiras impostas, para então nascer como um ser sobrenatural.
    Ambos são como a metade um do outro, mas precisam focar em suas limitações, pois o primeiro poderá sofrer consequências desagradáveis, e o segundo precisa achar meios, de fazer-se tão forte quanto o outro, mas no fim os dois se encontram no mesmo patamar, por isso seus caminhos, ou o quê são , não interessa.
    É dito que para ser um bruxo, é necessário uma iniciação, canalizada por sacerdotes e sacerdotisas, que receberam o chamado dos deuses, e toda aquela parafernália, que estamos cansados de ouvir.
    A iniciação é um processo necessário sim, mas não precisa vim das mãos de alguém que diz ter sido “tocado” pelos deuses. 
    Haverão aqueles que certamente discordarão de mim, pois são tão tradicionalistas quanto os cristãos ortodoxos, contudo esta é uma verdade inegável.
    Não estou dando pontos a favor de rituais de meia tigela, encontrados na vasta rede, que fique claro. Apenas acho justo mencionar, que tais postos – sacerdotes- não torna os homens e as mulheres detentores da verdade, pois para aqueles que podem ver, a mesma   é revelada dia após dia, fora dos templos “sagrados”. 
    Aliás creio que o grande segredo, é apenas um pedaço de papel vazio, que nada diz, pois o axioma está no vento, na água, na terra e no fogo, não nas palavras ditas por um mestre.
    Você é o quê acredita ser, não o quê os outros impõem sobre ti.
    A iniciação nada mais é que um processo psicológico, no qual você condiciona o teu cérebro, para se abrir a possibilidades, que por anos foram lhes ensinadas como impossíveis.
    É importante pois o poder, embora se manifeste em nossos genes, vem da mente. 
    É um fato científico, pois por mais que muitos duvidem, a magia é sim ciência, pois pode ser estudada, verificada e comprovada.
    Os neurônios são responsáveis por tudo o quê fazemos, seja bom ou ruim. Assim se você acredita firmemente, que ao chegar do outro lado de uma rua, vai acabar caindo, esses impulsos químicos captam a mensagem, e fazem com quê sofra o acidente, porquê os manipulou para isso.
    Este é um caso simples, mas há situações ainda mais “inexplicáveis”, nas quais as pessoas sofrem de males mentais, que podem provocar sintomas físicos, mesmo que não haja aparentemente nada para causar dor, são as chamadas doenças psicossomáticas.
    É por isso que um bom bruxo, precisa ter um ótimo preparo mental, ou a sua magia não obterá resultados.
    Não adianta nada você nascer com a predisposição, ou procurar pela essência sem acreditar nelas, pois em ambos os casos, não conseguirá despertar suas verdadeiras habilidades.
    Já viu que pode levitar, ou incendiar as coisas por exemplo, só que na hora de provar os teus poderes, há um bloqueio.
    Sozinho chega ao teto, queima a toalha da mesa. No entanto na presença de amigos, é visto como louco, pois seus pés não saem do chão, ou acreditam que usou o isqueiro, para forjar provas.
    Isso te faz achar que enlouqueceu, que os outros estão certos, e que é melhor evitar as suas “habilidades imaginárias”. Não é?
    Esse certamente é o caminho mais fácil, mas como disse antes o caminho é difícil, não adianta fugir no primeiro obstáculo.
    Esta é apenas a prova, de quê precisa tornar-se aquele que controla a si mesmo, para poder provar aos outros, do quê realmente é capaz.
    É a evidência de quê a predisposição, não é o suficiente, se em nada acredita – Principalmente se duvida de si.
    Já no caso dos humanos, a situação é um pouco diferente, pois este ainda não manifesta nada, mas precisa se desamarrar das correntes de concreto da sociedade, na qual foi inserido.
    De outra maneira, achará apenas os que lhe oferecem um lugar, servindo aos deuses, mas jamais um acento do lado dos mesmos.
    O ser humano, está acostumado a ter tudo nas mãos, e a seguir sempre aquilo que o torna o maior dos maiores, e é isso que tem que acabar.
    Há uma hierarquia no mundo mágicko, que deve ser respeitada. Só que o fato de hoje ser apenas homem, não implica que amanhã também será, então é preciso que aprenda a aceitar as suas limitações, e a conhecer melhor as possibilidades.
    Seu mundo é pessimista demais, ou exacerbadamente otimista, você não tem equilíbrio, vive mergulhado em caos, engolindo os ideais daqueles que supostamente estão acima de ti, sem nunca levantar a voz.
    É preciso que entenda que você tem sim voz, que o quê sente importa, que há muito mais do quê somente um planeta abrigando a vida, e -comprovado por Galileu Galilei- A Terra não é o centro do Universo.
    Desse modo, quase tudo o quê lhe ensinaram até o momento, pode ser mentira, ou uma verdade mergulhada em mentiras, ou seja há fatos que são claramente falsos, e outros embora pareçam como tais, são verdadeiros.
    É preciso que entendam suas limitações, ou a magia nunca funcionará.
    A iniciação além de expandir a sua mente e elevá-la, é também o  desenvolvimento de uma conexão mental do seu eu e o cosmos, e por isso deve ser considerada “sagrada.” 
    Assim sendo quando for realizá-la, não vá procurar por “receitas de bolo” prontas, como se houvesse alguma nova bruxa, que fosse a Ana Maria Braga da Magia, pois não há - se houvesse todos teriam poderes e entendimento, e não é o que acontece.
    Somos todos mestres e aprendizes de nós mesmos, mas devemos sempre procurar sermos a melhor versão. - É importante frisar, porquê se tu é o teu mestre, logo irá crer que pode fazer o quê quiser, como se ser um mestre, significasse que é Deus, e pode mandar e desmandar. Mas não é bem assim.
    Ser o teu próprio mestre, significa melhorar-se nos aspectos necessários. Crescer, e desenvolver-se, para alcançar os teus objetivos, não interessa se são bons ou ruins, pois bem e mal é relativo -O quê é bom para mim, pode não servir para ti.
    A iniciação, mesmo que realizada por tuas mãos, ainda é um ritual, e por isso dependendo do Deus que escolher seguir, deve respeitá-la como tal.
    Se queres obter sucesso e expandir teus pensamentos, é preciso que ouça a tua voz interior. Mas esta voz não nasce do nada, ela não é uma ideia absurda que lhe vem ao pensamento, e tu executas, isso se chama criatividade, não o chamado interno.
    Para realizar uma iniciação de sucesso, é necessário, que conheça os cultos anteriores dedicados ao Deus com o qual escolheu aprender. É uma forma de honrá-lo, e a ti mesmo também, para quê não passe vergonha entre os outros ocultistas, e consiga calar a boca dos iniciados.
    Eu escolhi aprender com Satã, logo me utilizei de velas negras,  símbolos profanos, e materiais de corte, para realizar a minha auto-iniciação.
    Sou uma predisposta, nasci numa família, que embora hoje sirva a Yaweh sob a luz, um dia serviram ao seu lado negro, conhecido como Adonai.
    Por isso consegui aprender muita coisa, sem a interferência de mestres e iniciados. Já tive a oportunidade de andar com grupos. Mas os “mestres” que apareceram em meu caminho, mais me atrasavam, do quê me ajudavam a entender a minha verdade.
    Entendo muitos conceitos místicos, por intermédio dos deuses do abismo. Eles me ensinaram a ser mais forte, e me indicaram o quê procurar, para achar as respostas, por isso sou muito grata a eles, e defendo minha versão da veras mística. (Ou verdade mística)
    É significativo mencionar que os deuses, embora nos guiem pelo caminho, eles jamais podem andar por nós, sendo assim não espere que o Deus escolhido, te entregue todo o material, que precisa para alcançar o teu objetivo, eles te darão a chave, mas a porta quem procura é você.
    Outra coisa, se teus caminhos se abrem com facilidade, há apenas duas explicações: O teu papel é pequeno, logo suas limitações são fáceis de superar, ou já sofreu o suficiente, para entender como alcançar aquilo que mais deseja.
    Após passar pela iniciação, e receber sinais – isso mesmo sinais, e não sinal- de quê o Deus escolhido te acolheu entre os seus, você agora vai definir como deve estudar, e mensurar o teu aprendizado, por isso precisará de um caderno, e uma caneta, para registrar, cada coisa incomum que te ocorreu, com data, hora, condições mentais, respostas plausíveis, e tudo o quê for necessário, para provar que teu relato é verídico.
    Se é um predisposto, poderá medir a melhora do controle de teus dons, se é o primeiro da tua linhagem, poderá transmitir isso para o próximo que colocar o manto, que certamente vai aparecer, podendo ser um filho seu, ou algum outro parente.
    Coisas incomuns vão acontecer, é inevitável, faz parte da jornada. Como lidarão com elas, é que vai definir se são ou não bruxos, magos, ou feiticeiros de verdade.
    Ou acreditaram mesmo que bastava um ritual, para se tornarem algo?
    Não, não é tão simples. Se fosse, se chamaria cristianismo, e não paganismo.


    Capitulo 2 – Realizando a magia

    Poderia encher as páginas com vários sistemas mágickos, como: Herméticos,  Satânicos, Caoístas, Streghes, Célticos, Gregos, Egípcios etc. Alguns conheço a fundo, outros apenas de maneira superficial, mas não o farei. 

    Se queres conhecer cada um deles, sugiro que faça uma pesquisa, extensa e detalhada, para entender o conceito apresentado, por estas filosofias de maneira profunda.

    Como disse antes não estou aqui para ensiná-los, como adorar os seus deuses, até porquê o ato de “adoração”, é algo que me dá nó estômago, mas vai de cada um.

    Então você escolhe com o quê quer trabalhar, minha função é apenas te ensinar, a realizar o ato mágicko. (Note que há um k extra, é proposital, para separar magia de ilusionismo, e foi proposto por um famoso ocultista.) 

    Primeiramente lembre-se sempre: O poder vem da mente, e com a linguagem certa pode programá-la. Sendo assim os resultados mágickos (como respostas, questões, ou atos) são genuínos, mas o processo para se realizar o ato, pode ser provocado pela mídia. 

    Não estou me contradizendo, a magia sempre influencia, mas a mídia não deve fazê-lo, pois faz do entendedor um tolo. No entanto, se souber usá-la, pode ser bastante benéfica, na hora de preparar a sua mente, para desbravar a Terra Oculta e suas maravilhas.

    Você Não deve aceitar a verdade escrita no roteiro, pois é uma meia verdade, e toda meia verdade é uma mentira.

    Todavia se for esperto o suficiente, fará bom uso de tais artifícios, e em vez de acabar mergulhado nas trevas da insanidade, será um exímio ocultista.

    O tolo irá ouvir a música milhares de vezes, e se deixará ser controlado por ela, tornando-se mais dos zumbis da cultura popular. O astuto utilizará a mesma música, para domar a si mesmo, pois tem conhecimento dos seus efeitos e que a própria serve para controlar a mente, por isso sabe como programar a canção, para atingir o seu objetivo.

    O ingênuo assistirá um filme, e criará diversas histórias em sua mente, acreditando que aquela é a sua realidade, sem de fato ser. O desperto verá na mesma obra, aspectos que condizem com a sua jornada, e os quê também contradizem seu aprendizado. – A magia estará presente ali mas o verdadeiro ocultista, saberá sobre o quê se trata o seu contexto.

    O hipócrita utilizará lendas urbanas, para validar as suas experiências “mágicas”, e recuará quando for abordado. O consciencioso saberá que a verdade sobre as lendas urbanas, é tão pequena que passa despercebida, por isso fará o possível para detalhar o seu relato, de maneira que coincida com o quê tal criatura realmente é, pois tem o entendimento de quê lendas nascem da má interpretação dos povos sobre determinados seres. Lobisomens por exemplo podem ser criaturas provindas de Sirius B, Vampiros podem ser membros da constelação de Alfa Draconis, e por aí vai.

    A voz do coletivo precisa ser ignorada, até que se faça necessário ouvi-la, ou seja o conhecimento empírico tem de ser esquecido, até que haja uma explicação científica para o mesmo, ou uma forma de validá-lo de maneira, que não seja uma experiência pessoal.

    Encontrar-se a si mesmo é importante, contudo depois de achar-se, deve focar-se em descobrir se realmente é o quê acredita ser, pois é a mente é uma caixinha de surpresas.

    No mundo em que vivemos, o ceticismo doentio é louvado, por isso devemos dançar de acordo com a música, para poder criarmos nossos passos. Isto é necessitamos abraçar o conhecimento concreto, antes de realizar a magia. Porquê embora o espírito preceda ao corpo, a mente funciona como nossa alma, e quando a mesma é atingida, nossos resultados mágickos podem falhar.

    Não adianta tentar empregar a magia pela magia, numa sociedade que te obriga a ter respostas para tudo. 

    Foi-se o tempo que não havia explicações para os fatos naturais, e bastava curva-se para os deuses para conseguir as suas graças.

    Não é mais a Era de Ouro, os Deuses não estão mais entre nós, eles abandonaram este planeta há muitos anos, e até os seus filhos estão por conta, por isso conectar-se com os mesmos não é tão simples.

    É imprescindível que o predisposto tenha consciência disto, pois muitos filhos dos deuses, acreditam do fundo de seus corações, que nossos pais cuidam de nós, por 24 horas, como se fossem como os humanos que nos acolheram em suas casas, mas a realidade é outra.

    É, eu lamento, lamento de verdade. Mas os deuses tem seus próprios afazeres, e embora nos visitem algumas vezes, deixando rastros incontestáveis de sua presença, eles não ficam ao nosso lado todo o tempo.

    Novamente estou ciente de quê muitos tentarão me “apedrejar” por isso. Só que como disse antes, as verdades são inconvenientes, e trago a liberdade para os que aceitam o seu preço, e neste caso o preço é abandonar a carência de seus coraçõezinhos, e aceitar que o pai, a mãe, ou ambos nem sempre podem ficar presentes.

    Se vocês os veem, ou os ouvem constantemente, é porquê ainda estão acordando, e as memórias da vida passada, estão se manifestando, de acordo com a forma com a qual eles se comportavam com vocês, no outro mundo.

    Eles nunca aparecem por nada, sempre há uma motivação para realmente virem ao nosso encontro, e quando vem, fazem com que saibamos que estiveram conosco.

    Lúcifer e Lilith são meus pais, sou a primeira de sua linhagem, e isso pode ser confirmado no meu site antigo, que disponibilizarei no fim deste livro. Por quê digo isto? Bem uma famosa série, retratou tal fato recentemente, só que antes do mesmo acontecer, já havia escrito no meu site, que esta primeira era eu. Então pode ir conferir na prática, que o oculto influencia mídia mas a mídia não interfere no aprendizado místico.

    Quando Lúcifer me visita, sempre há todo um contexto por trás disto, ou é para me dá um alerta, como em 2013 quando me mostrou que Belzebu é um traidor, que quer o seu trono. Para me proteger de alguma criatura nociva, que tentou me destruir, enquanto caminhava pelo mundo inferior. Ou me convocar para alguma reunião importante. - Eu sei parece cômico, mas já fui chamada uma vez, para ir com o mesmo no conselho celestial.

    Como sei que de fato era ele? Eu jamais tinha visto Belzebu como um traidor. Mas após este sonho e outros nos quais fui perseguida pelo Senhor das Moscas,  fiz uma extensa pesquisa, e encontrei relatos de pequenos ocultistas, que defendiam a mesma teoria. Alguns que falavam que Belzebu se opõe a rebelião de Satanás, outros que ele era como um exorcista, mencionado na bíblia.  Mas pareciam tão dissociados da realidade, que me desanimei e aleguei insanidade.

    Contudo algo em meu interior, me levou a pesquisar ainda mais, e acabei encontrando um belo artigo dedicado ao mesmo, no site da Penumbra Livros, onde faço grande parte dos meus estudos esotéricos atualmente, devido a enorme fonte de conteúdo gratuito disponível ali.

    De fato não só Belzebu era traidor, como já tinha conquistado o trono do Inferno uma vez, fazendo com quê 49 dos 72 demônios que caminhavam com Lúcifer o servissem, e isto já tinha até se tornado o roteiro de uma revista em quadrinhos da Vertigo inclusive.

    Até aquele momento eu nada sabia, mas Lúcifer veio e me mostrou um fato, que não era uma fantasia, e podia ser comprovado.

    Além disso no dia do dito sonho, ocorreu um evento quase cataclísmico em minha cidade, ligado ao vento, que é um dos elementos que o representa, e minha mãe literalmente viu um anjo dentro do nosso lar, muito bonito segundo a mesma.

    Já na outra vez, foi como se ele enviasse uma mensagem através de uma médium, na qual me mandou tomar cuidado, pois coisas terríveis iriam acontecer em breve. 

    É claro que duvidei, para mim a possessão, é apenas um processo psicológico, no qual o “possuído”, na verdade é um predisposto, que desconhece seus dons, e acaba manifestando habilidades sobre-humanas, que fazem com os quê os padres interpretem de maneira errônea, e na época, achava que se tratava de uma insanidade maior que a minha, só que ainda sim, é no mínimo suspeito tudo o quê aconteceu depois.

    Minha casa foi saqueada, e levaram todo o meu material de registro de eventos sobrenaturais, os homens reviraram o meu quarto todo, e deixaram o da minha mãe arrumado. Procuraram pelo notebook, onde tinha fotos, teorias, e vídeos, sobre a minha caminhada oculta, levaram a minha câmera, e até o quê eu usava para me distrair do mundo, o meu playstation 2, que já não valia muita coisa na época, e acreditei ser o disfarce perfeito, para o quê realmente fizeram.

    Foi como se declarassem guerra a mim, e a minha sanidade, pois eu analisei os fatos, bati cabeça dando explicações para mim mesma, e a verdade é que até hoje não consigo ver como um mero assalto, pois o mesmo começou, segundo a perícia no momento do incêndio da rua debaixo, que havia começado por causas naturais, e não por intervenção humana.

    Isso não foi a única coisa, naquele ano e até o inicio do outro fiquei muitas vezes a beira da morte. Escapando de acidentes por muito pouco, ou sobrevivendo as tentativas de suicídio, mesmo sem querer continuar de pé, porquê não suportava mais o fardo de ser filha de Lúcifer e Lilith. – Ou achou que somente o não agraciado sofreria? 

    Não foi fácil, e depois que tudo o quê era meu foi levado, fiquei isolada do mundo, e saiu a notícia de quê as contas estavam sendo vigiadas pelos americanos, e como se isto não bastasse, a minha página com apenas 150 curtidas, tinha sido apagada da rede, como se o link estivesse quebrado. O quê convenhamos, é no mínimo suspeito.

    Mas Lúcifer havia me avisado, e eu não dei ouvidos.

    Já Lilith sempre foi mais sutil, aparecia em corpos bonitos, e transmitia mensagens de importância sentimental, que me impediriam de me meter em furadas - Entretanto eu não ouvia, e por isso me machucava sem necessidade.

    No meu primeiro contato com a mesma, esta me revelou que o meu namorado na época, não era digno, nem me pertencia, e que era um erro tomar posse do mesmo, pois este era infantil e malévolo, e não era o quê tinha escolhido para mim.

    Duvidei de imediato, pois a moça que me disse, parecia ter sentimentos pelo rapaz. Só que anos mais tarde, vim saber que as suas predições estavam corretas, e que o cara era realmente um traste.

    Não haviam sinais plausíveis, que nos ligassem de fato, somente aqueles que vinham da sua capacidade de me estudar, para saber o quê eu queria - como um sociopata adolescente - e que o fato de me juntar a ele, não trouxe nada mais que:  Desentendimento, culpa, tristeza, e desespero. Como se o mesmo tivesse sido colocado na minha frente, somente para atrasar a minha descoberta, sobre quem e o quê de fato era, pois tal informação certamente tinha grande valia, e lá na frente falarei sobre isto.

    Por estas e outras que digo, eles só vão se manifestar em casos de extrema importância, por isso não espere que apareçam apenas por quê é a tua vontade.

    É preciso entender que a linha da realidade e a ficção por vezes se cruzam, mas a ficção é apenas uma expressão exagerada da realidade. Se não compreender isso, certamente não vai suportar os desafios, e acabará por enlouquecer. – Foi o quê quase aconteceu comigo, depois de 6 anos no caminho.

    Por isso use os artifícios midiáticos apenas para controlar a ti mesmo, para atingir o teu objetivo, ou por diversão. Mas jamais faça uso dos mesmos, para o teu aprendizado. Eu sei deve ser a 3° ou a 4° vez que repito, mas é para que entre em suas cabeças.

    O preparo mental é o primeiro e mais importante nível, porquê é através deste que vai destravar todo o teu potencial oculto, e trazê-lo para a luz.

    Por isso é necessário cuidar da tua mente, como se fosse o teu corpo, absorvendo somente aquilo que é capaz de suportar, e que favoreça o teu entendimento, ou a realização do teu propósito.

    Dias antes de fazer o ritual, faça uma boa playlist de músicas, que te ajudem a se sentir mais forte e capaz, de filmes que te façam crer no mundo oculto, de games e quadrinhos que seguem o mesmo roteiro, e quebram o padrão do impossível, tornando-o possível.

    Pois assim é criada a atmosfera mística mental, e isto te ajuda a ficar pronto para realizar o teu ato místico.

    Feito isto, agora é hora de seguir para o segundo nível.

    A atmosfera mental já foi desenvolvida, você se sente pronto para fazer o seu primeiro ritual, e não há nada que te faça duvidar de suas capacidades.

    Então agora deve expressar isso de maneira física, desenhando símbolos em teu altar, utilizando as velas certas, o incenso necessário, e o ambiente favorável ao teu rito.

    Por isso precisará conhecer cada símbolo que for utilizar em teu ritual, do contrário pode acabar libertando uma coisa, que deveria ficar no outro mundo- Falo por experiência, passei 9 anos sob a influência de Carreau, por ter o libertado em um dos meus rituais, e só há pouco tempo me livrei do mesmo. Então tome muito cuidado, com os símbolos que vai utilizar, pois cada um tem significado específico, e não é o teu desejo de alterá-lo, que vai promover a mudança de uma egrégora que está presente neste planeta há anos.

    Feito isto, agora é colocar em prática o teu aprendizado, então vá adiante.

    Já estudou, já conheceu os símbolos, e leu tudo a respeito dos cultos dedicados ao deus que tu escolhestes, então porquê não se arriscar com um rito próprio? 

    Você já aprendeu a respeito do ser escolhido, sabe o quê pode, ou não fazer, o quê o honra ou desonra, então dê asas a tua imaginação, pois uma imaginação sem recursos é criatividade, mas quando a mente foi preenchida com conteúdo, a imaginação pode abrir as portas, para quê consiga ouvir a tua voz interna. Quer dizer que se você apenas fizer um ritual, seguindo a tua imaginação por nada, pode falhar e cometer erros graves, mas se souber moldá-la, pode servir de ponte entre você e o deus que te aceitou entre os seus.

    Os predispostos precisam está preparados, pois quando a sua voz interna surgir, vários fatos intrigantes vão acontecer, inclusive coisas de origem sobrenatural, que parecem obra de um poltergeist, mas provavelmente virão deles mesmos. 

    A forma de saber se vem de si mesmo, é medindo sua temperatura corporal, pois o excesso de energia, fará com quê a mesma suba bastante, independente do seu elemento, mesmo os que tem afinidade com o gelo, poderão sentir a sensação de calor intenso.

    Ou tentando mensurar o seu comportamento psicológico, pois se estiver sob o estado de muita adrenalina, também poderá acabar por influenciar o ambiente com a tua força oculta.

    Já os humanos não precisam se preocupar, também podem empregar a sua energia oculta num ato mágico, sem ter alcançado o poder divino. É claro que no caso dos mesmos, coisas sobrenaturais serão raras, e provavelmente se acontecer, dificilmente virão dos mesmos. Contudo isso não significa que não há nada que possam fazer.

    O poder dos homens está em sua mente, um pouco mais que no caso dos predispostos, e os humanos podem usar a sua força, para realizar sonhos típicos da espécie, como: Ganhar muito dinheiro, um bom emprego, atrair o amor de suas vidas, melhorar a aparência etc.

    Não será algo instantâneo pois são limitados, por serem a imagem de seu Deus Jeová, mas mesmo assim, com o método certo, e os 2 níveis mental e físico, eles certamente atingirão as suas metas.

    Pois há uma energia oculta poderosa, que está disponível para todos, inclusive os humanos, e é através desta que podem inclusive, abandonar a condição de homens, para se tornar algo mais próximo dos predispostos, ou ainda mais poderosos que alguns.

    Capitulo 3- A Magia é vida, mas não é um ser vivo.

    A magia não é feminina, nem masculina, ela está acima de teorias tão mundanas.

    Atualmente vemos constantemente que a magia é algo especificamente feminino, que a mulher é detentora de uma enorme energia oculta, porquê somente a mesma é capaz de produzir a vida, e todo aquele blá, blá, blá feminista, do qual até mesmo Lilith já está por aqui.

    Ou pior ainda que o homem, por conta de seu intelecto voltado para o modelo mais racional da realidade, é naturalmente aquele que manifesta as forças de um verdadeiro deus, ou outras besteiras machistas que nos fazem entender, porquê o feminismo existe para se opor a tal pensamento.

    Nem o homem ou a mulher são os provedores de tal energia. Não separados pelo menos. Pois a mulher embora tenha o ambiente perfeito para gerar a vida, não pode fazê-lo sem a semente que existe dentro do homem.

    É totalmente desnecessário provar a sua superioridade através do seu sexo. Isto não é coisa de um bruxo real, mas sim de alguém que tem sérios problemas consigo, e precisa validar-se pelo quê tem no meio das pernas.

    No caso das mulheres, é como adotar uma postura semelhante ao machismo, que supostamente desprezam. No caso dos homens é apenas seguir sendo como os outros, quando, como ocultista , deveria ser melhor que os demais.

    Baphomet representa a união do feminino e masculino, e é uma das figuras mais poderosas do ocultismo, pois não expressa apenas a dualidade, mas a totalidade, que é o uno. A união  do céu e o inferno, do sagrado e o profano, e provavelmente é a imagem perfeita, de como a primeira causa seria, se a mesma se manifestasse em forma física, portanto aprenda a lição mostrada por esta imagem.

    A Magia não tem Religião.

    Muitos defendem abertamente que bruxaria cristã não existe, porquê a igreja perseguiu inúmeros bruxos na santa inquisição. – Até os 16 anos acreditava no mesmo, mas hoje tenho 24 anos, e sou obrigada a desiludi-los mais uma vez.

    O conceito amplamente defendido é que a magia pertence ao paganismo, e logo não pode ser praticada dentro das igrejas, ou por seus fiéis.

    Quem faz tal defesa, provavelmente se encontra no inicio da caminhada- Mas se já passou vários anos, e ainda acredita nisso, precisa urgente deixar de seguir a “massa mística” (O quê é irônico, pois nem deveria haver uma.) e conectar-se  com os deuses, pois apesar do quê imaginam, não estão nem os servindo, nem caminhando com os mesmos.

    Eles sentem como se a nossa cultura estivesse sendo saqueada dos templos sagrados, e entregues aos cristãos.

    E não estão errados, pois isto é o quê de fato aconteceu, antes da chegada de Cristo. – A bíblia sagrada cristã é um mosaico de textos ocultistas de outras culturas.

    Portanto o “roubo” já aconteceu há muito tempo, não é algo novo, e desta forma muitos fiéis já tiveram tempo suficiente para desenvolver os seus cultos. Existe até mesmo uma linha do cristianismo, voltada para os misticismos, então a bruxaria cristã não é algo novo, aceite isso.

    Além disto os grandes ocultistas conhecidos, estudaram as mesmas filosofias criadas por estes fiéis, antes de fundar as suas escolas de pensamentos. É o caso de Aleister Crowley - conhecido como “To Mega Therion”, a  “Besta 666”, “O homem mais cruel do mundo” - que ingressou na Ordem da Aurora Dourada, antes de criar seus Libers. Porém o quê poucos sabem, é que embora o mesmo tenha sido expulso da escola dominical, a Ordem que o recebeu, foi fundada através do ensinamentos distorcidos de Agrippa, que era um grande homem, e devoto do divino.

    Então não há necessidade de espancar e cuspir naqueles que descobriram tal possibilidade, pois pode até servir para contribuir em alguma coisa.

    Há tanta coisa que merece mais tal ódio, que realmente me dói a vista, ler tanto desgosto voltado para os que resolveram seguir um caminho diferente do nosso.

    Do momento em quê erguemos nossa espada para os homens apenas por conta da sua religião, estamos sendo tão sujos e hipócritas, quanto os inquisidores, que apenas apontavam o dedo para aqueles que discordavam da sua versão do mundo. – E eu sei que você não quer ser comparado com o teu rival, então não haja como tal.

    É importante frisar, que a magia supostamente foi trazida aos homens por aqueles que desceram dos céus, por isso a mesma não pertence a humanidade, e logo não deve ser julgada como se fosse.

    Lúcifer e os caídos ensinaram as mulheres, e lhes deram o poder, para realizar os próprios intentos. Mas de onde Lúcifer veio e onde a magia residia antes? Isso mesmo no plano celestial, ou a Deusa Desceu a Terra para ensinar os humanos a praticar a magia, e os guiar para o seu mundo. Quando não mais pôde ficar enviou a sua filha, para continuar o seu trabalho. Mas é sempre seguindo a premissa de quê a magia foi transportada de outro reino, que não é o quê vivemos.

    Então por favor, pare de usar esse contexto absurdo, de quê a magia pertence somente a um grupo, pois até nos textos antigos, pode ser comprovado, que “não é assim que a banda toca”. Hermes Trismegisto já dizia: O quê está acima, é o quê está abaixo. Entenda de uma vez por todas este conceito.

    A magia não tem política.

    Se você é de : direita, esquerda, liberal, fascista, socialista, ou qualquer outro partido conhecido, não importa.

    Novamente é algo mundano, que deve ser deixado em seu devido lugar.

    Não traga suas convicções partidárias para dentro da sociedade ocultista, pois não é bom misturar as coisas.

    Hitler e o Vrill estão aí para provar. 

    Ele obteve um grande sucesso ao realizar a sua missão, mas a sua mensagem real jamais foi ouvida, e pior ainda acabou por ser distorcida, com o decorrer dos anos. Sendo tratada como um massacre desnecessário, ou desumano, ou o grito de horror de inocentes, que nem eram tão inocentes assim. – A sua luta não era contra os judeus, e sim os sionistas, que supostamente queriam dominar o mundo, mas conseguiram fazer parecer que esta era a vontade de Adolf.

    Esta é a versão da verdade que conheço e acredito, pois a filosofia sionista e illuminati, em muito coincidem.

    Mas é algo em quê Eu acredito. Não significa que você é obrigado a crer no mesmo. Por isso saiba que há um espaço para a magia, e outro para a política, não é porquê um influencia o outro, que devemos misturá-los.

    O Tudo é o Todo, e o Todo é Um. Só que é preciso compreender suas metades, para poder entender como se complementam.

    A Magia não tem etnia.

    Não importa se tu és negro, branco, hispânico, índio, ou qualquer outra raça conhecida. Todos são humanos, ou ao menos meio-humanos, no caso dos predispostos. Assim sendo devem respeitar uns aos outros.

    Se o branco quer fazer parte da gira, deixe-o entrar. O mesmo vale para o negro que anseia entrar num sistema mais elitista como o luciferianismo ou o satanismo.

    Salvo apenas exceções para filosofias voltadas para o racismo como a Skull and Bones por exemplo. Porém creio que tais ideais são como feminismo e machismo, e precisam ser abolidos da face da Terra, pois só servem para validar a vontade, de gente tão pequena que se define por sua cor ou sexo.

    A magia não tem estilo.

    Vocês encontrarão gente de todo tipo no caminho. Mulheres com roupas provocantes, homens maquiados, moças de turbante, rapazes de dread, gente de preto, gente de branco, e isso não significa absolutamente nada.

    A roupa que a bruxa veste, não representa o seu poder, apenas expressa a sua mais forte emoção, aquilo que mais gosta, e tem alguma afinidade.

    Ou seja não é porquê uma bruxa veste preto, que ela trabalha para Satã, ou porquê uma bruxa usa vestes coloridas, que esta serve a deusa e o deus.

    A diversidade neste meio é muito grande, logo nem tudo o quê aparentemente é, de fato é. Quer dizer há casos de bruxos que se vestem como anjos, mas trabalham com energias bem densas, e o mesmo ocorre com aqueles que se vestem como demônios, mas praticam magias menos pesadas, pois é o quê podem suportar.

    Há bruxos que pouco estudam, mas conseguem obter grandes resultados. – Embora mais tarde acabem achando que o hospício é o lar doce lar.

    Há ocultistas que procuram estudar mais do quê necessário, e quê embora criem barreiras no seu desenvolvimento, se sentem mais confortáveis, em suas limitações.

    Então não adianta ditar que a magia é um estilo de vida, pois cada um é livre para encontrar o tipo de vida que o mais o agrada. – É claro que adotar a prática diariamente, certamente vai te ajudar a obter bons resultados, pois condiciona o cérebro a destruir o empecilho do impossível. Entretanto isso não é uma obrigação, nem uma regra. Você decide o quê se adequa a tua condição. - Até porquê há aqueles que compartilham seu lar com outras pessoas, que não apoiam as suas práticas, e por isso precisam de outros meios, de gerar uma boa atmosfera mágica, que não implique em desrespeito aos que lhe oferecem um teto, e seja viável para executar.

    A magia é uma energia.

    A magia é formada de átomos de energia positiva e negativa, e você é o nêutron que rege tais forças. 

    A magia não tem voz, ela apenas te ajuda a encontrar a sua. A magia não pode ser um corpo, mas te ajuda a moldar o teu. A magia não ouve, mas te faz ouvir. A magia não vê, mas te ilumina para enxergar. A magia não sente, mas te impulsiona a sentir. A magia não pensa, só que intervém em teus pensamentos.  

    A magia é uma força gigantesca, que se bem canalizada, pode criar ou destruir a vida, mudar ou colocar as coisas no lugar, alterar o fluxo ou mantê-lo, incendiar ou apagar o incêndio. É a mais perfeita expressão da linguagem divina, proveniente da Primeira Causa. É a matriz de onde tudo nasce, da qual pode beber de sua energia.

    A magia é vida, pois é movimento, e ausência do mesmo, é luz, é sombra, é claro e escuro, é impulso, é neutra, é causa e efeito, mas não é um ser vivo.

    Consequentemente não pode ser tratada como tal. A vista disto não lhe atribua as características de um humano, fazendo-a ter: sexo, política, etnia, ou estilo, pois esta é muito maior que tais convicções.

    Capitulo 4- O Mundo sem o véu.

    Já trabalhamos em cima da atmosfera mística , e a importância do aspecto mental, para criar tais condições, e portanto aplicar a energia mágicka. Mas como é que o mundo se torna, após quebrar a barreira do impossível? 

    Primeiramente o mundo de concreto, continuará o mesmo, são seus olhos e o olhar que se tornarão diferentes. 

    Provavelmente deve ver diariamente a batalha entre os céticos e os ocultistas. “Só confie na ciência pois há como comprová-la e a magia é apenas crendice.” Dizem os apaixonados pela ciência. “Abra seus olhos, há um mundo mágico por trás deste, e somente a fé nele é o suficiente para manifestá-lo. A ciência é uma tolice, um insulto as forças divinas.” Dizem os aficionados a magia.

    Você pode de imediato concordar com a segunda visão, mas ambas estão erradas. – Embora a parte do conceito metafísico (o mundo por trás do mundo) seja correta.

    Quando se encontra de fato com o oculto, você percebe que magia e ciência, servem para dar as mãos e não se destruírem, como se fossem inimigos velados.

    Essa rivalidade trivial, não é digna de um ocultista, pois o mesmo tem consciência, de quê muito do quê temos hoje antes era visto como místico.

    Imagine-se em 1500 com um celular em suas mãos, certamente as pessoas do tempo, ficariam maravilhadas, e depois iriam temê-lo, ao ponto de queimá-lo vivo, sob a declaração de prática de bruxaria. – Mas nos tempos em que vive, sabe que se trata de ciência, e isto o faz rir.

    Essa perspectiva a princípio pode deixá-lo desnorteado, só que é um fato. Eles nem parariam para estudar a respeito, pois naquela época a Terra era movida pelo medo.

    Muitos cientistas foram tidos como hereges no seu tempo, e jogados no fogo purificador dos santos, então tentar separar o inseparável é bobagem. – Todavia é significativo que saiba que não basta compreender as metades, é necessário entendê-las a fundo.

    A ciência é um meio de comprovar se um fato é real ou falso. Embora seus métodos, pareçam servir somente para desbancar a existência de seres maiores que a humanidade. Eles também podem ser usados, para por exemplo separar, quem realmente viveu uma experiência sobrenatural, e os que apenas precisam de tratamento psiquiátrico. – Lembrando que alguns eventos de natureza mística, podem ser tão devastadores, que causam este efeito de estresse pós-traumático.

    Logo se a ciência serve para medir o evento, o esoterismo é o evento– Uma manifestação nua e crua da natureza, que para muitos foi esquecida, e que tem mistérios a serem desvelados.

    Desta forma o primeiro ponto é esse: A inexistência de um padrão dualista, e percepção de que o universo é realmente um, cujas as metades unidas, o fazem completo.

    Além disso, quando você se conecta de fato com o cosmos, ele também se junta a ti, e assim desenvolve o quê é conhecido como inteligência divina. – Não que vá conseguir resolver cálculos matemáticos complicados em segundos, como no filme Transformers, mas certamente libertará uma sabedoria, bem diferente da dos demais, e que vai te ajudar a se compreender melhor.

    No caso daqueles que tem a predisposição, poderão descobrir mais sobre a linhagem, através das memórias dos deuses, que vão lhes transmitir informações sobre a sua missão, e o nível dela. – Se será fácil ou cheia de obstáculos.

    Já os humanos, terão como resolver as suas grandes questões, a respeito de quem são, e de onde vieram de fato, podendo inclusive conhecer o criador da sua espécie, e lhe pedir a dádiva divina. – Mesmo que tenha um preço alto a se pagar.

    E este é o segundo ponto: Saberá sem ter visto nada antes. – Mentalize a seguinte situação: Você é um estudante de médio conhecimento sobre a Deusa Afrodite. Tudo o quê sabe é que é a Deusa do Amor, e que seu par é Hefestos, o ferreiro do Olímpo, e outras pequenas coisas. Do nada seu corpo se desliga, e você tem a visão de Afrodite na cama de Ares, o Deus da Guerra dos Gregos, e Hefestos quer provar a sua traição. Você retorna, acha aquilo estranho, e decide pesquisar sobre isso, então lá está o quadro que retrata a sua visão. É o quê vai acontecer, quando libertar este tipo específico de aprendizado.

    Novos mundos irão se apresentar a ti, mas eles não serão físicos. Sempre que meditar, terá visões do teu verdadeiro lar, que não é este planeta, e ao fazer a viagem astral irá sentir, como  são as outras civilizações.

    Há chances de prestigiar o mundo, em que o Deus que te acolheu habita, e assim receber dele algumas direções, para te ajudar a cumprir o teu propósito.

    É quando começará a entender a teoria de Giordano Bruno, sobre os milhares de planetas, que existem além da Terra, e a diversidade presente nos mesmos.

    Deixará de crer em filosofias como criacionismo ou evolucionismo, e aceitará o design inteligente, que lhe parecerá a resposta mais plausível, para a origem das espécies existentes.

    Verá que a panspermia cósmica, é uma ideia incompleta, pois a vida não se forma do nada, é preciso de uma causa que a gere, e esta é ninguém menos que o próprio Uno, que você conhece como Universo.

    Ao entrar no plano invísivel , começará a duvidar se está vivo, ou preso em um sonho, do qual acorda todas as noites, e retorna para casa. – É lindo, porém se você criar afinidade com apenas o outro lado, esquecerá que não habita nele, e isto te trará consequências terríveis, como buscar o abraço gélido da morte por exemplo, e ao fazê-lo, se levará a dimensões sombrias, que deram origem ao termo adotado como Inferno, o quê atrasará ainda mais a sua volta.

    É preciso que se lembre sempre, de quê embora a sua casa seja a anos luz daqui, há pessoas que precisam de você, e tu tens uma missão a cumprir, antes de retornar para aquele lugar que te faz tão bem. – Quando fizer a projeção, tenha ciência de quê está fazendo uma visita, e não se mudando pra lá.

    Alguns rapidamente encontram o caminho de volta para as estrelas, outros demoraram, pois não estão prontos para aceitar, que aquele canto maravilhoso, o aguarda, mas ainda não é o momento certo. – Ou pior, devido as espécies superiores e inferiores, que vem se aniquilando há milênios, não há pra onde ir, e só pode aprender com o quê restou, da sua civilização materna.

    Outra coisa, é importante também ter conhecimento de quê, tudo o quê tem no outro mundo, não pode trazer para o físico. O máximo que conseguirá, é uma versão fantasma da coisa em questão.

    Portanto se atravessar o mundo dos dragões para este, montando em um deles, o mesmo não vai se materializar em teu quarto, como se fosse um animal comum, e somente os que desenvolveram A Visão, poderão enxergá-lo, (ou nem isto, pois há os que escolhem com quem interagir).

    Há muitas críticas no meio sobre o quê os bruxos já viram ou experimentaram.  Qualquer magista que tenha  visto duendes ou dragões, e se juntado a estes numa experiência mística, é friamente julgado. Então mesmo que adentre no outro lado, é preciso que não fale isto para quem não presenciou o mesmo, pois dificilmente vão compreender. – Salvo exceções aos que se dizem ocultistas, mas precisam de substâncias alucinógenas para adentrar no outro mundo. Estes realmente possuem pouca credibilidade sobre o quê presenciaram, pois as drogas não te ajudam a conhecer a outra dimensão, no máximo consegue refletir o teu interior. Isto não significa que me oponho ao seu uso, pois cada cabeça tem uma sentença, e sabe o quê é melhor para si. No entanto quando se trata de experiências extra-sensoriais, o uso de tais artifícios pode lhe ofuscar A Visão.

    Não estou falando da visão física, mas sim do terceiro olho, o olho que tudo vê, o olho que não enxerga somente o concreto, mas os átomos que o compõem, e vibram na mais baixa frequência, para torná-lo pesado.– É o olho que desmembra a realidade, para que conheçamos cada um dos seus mais profundos mistérios, e certamente você não querer perder essa capacidade. Pois uma vez que encontra o plano místico, os seres do plano místico te encontram também, e nem sempre isso é algo positivo, pois a maioria detesta os seres esquecidos na Terra, e anseia destrui-los, para que não retornem ao mundo deles, com medo de serem “infectados” por ideias humanas.

    E aqui é que a situação piora, pois os seres que odeiam os meios- terrestres, e terrestres em sua totalidade, fazem de tudo para que  os bruxos, não consigam atravessar a ponte do astral, para o Etérico – O plano acima do astral, (que também pode ser reconhecido como o Consciente Coletivo de Jung) terão as respostas necessárias, para evoluírem suas consciências, sobre quem são.

    Eu sei parece o roteiro de algum RPG, e se quer saber a realidade, o mundo invisível não é tão diferente do mesmo. Então se anseia entender a respeito, sugiro que comece a jogar, e estude todo o sistema, para quê saiba de suas limitações.

    Aliás creio que quando disseram que Deus jogava com dados, se referiam a isto, pois tudo depende das circunstâncias. Deus lhe oferece alternativas, e você no início, quer seguir adiante, e derrotar o monstro com um golpe de misericórdia. Contudo Ele no poder de mestre do jogo, prefere que lute contra o monstro, da forma mais humilhante que há, e perca teus braços e pernas. Ambos atiram seus dados no tabuleiro. O resultado dele é 7 o seu é 2, sua vontade é alterada para que a dele seja atendida, e você nobre peregrino, acaba por perder teus membros na batalha contra o gigante.

    Pois não importa o quanto digam que A Tua Vontade é A Lei, seus artigos podem ser alterados pela diretoria, que foi gerada pela Lei Imutável dos Antigos. 

    A sua vontade, não é o suficiente para alterar algo monumental, principalmente quando se trata do seu encontro com o Mestre do plano Superior. Pois naquele lado há uma egrégora poderosa, que foi alimentada por milhões, e a diferença do milhão para um é muito grande.

    Você certamente deve está pensando, se é assim que graça tem em praticar magia? A mesma de jogar. Pois quando você segue dentro dos padrões sociais, apenas está sendo parte do cenário, e não tem controle das próprias ações.

     Mas quando modifica o rumo, ao menos tem a chance de escolher, ou seja está pegando os seus dados, e se preparando para alcançar a glória do verdadeiro livre- arbítrio.

    Porém assim como para jogar um RPG, você precisa muito do quê o dado, na magia não é diferente. É necessário escolher um personagem, ou no caso do ocultismo, uma vertente, como a magia draconiana por exemplo.

    Feito isto, não basta apenas manter o personagem, é preciso fortalecê-lo, para encarar o mundo que o aguarda. No RPG com armaduras, joias, e outros apetrechos. Na magia com sigilos, círculos, linguagens desconhecidas, etc.- E mesmo que seu personagem esteja no nível máximo, sempre haverão aprimoramentos, para torná-lo cada vez mais capaz de alcançar os objetivos, que lhe são apresentados na jornada.

    Portanto antes de adentrar de vez no mundo translúcido, ou tentar remover o véu do mundano, se prepare devidamente, pois nem sempre o mestre vai com a cara do seu personagem, e no seu caso essa potência é ninguém menos que o próprio Deus. - Não o Deus dos Ocultistas, que é a força ilimitada e geradora. Mas sim o quê foi criado por uma egrégora de humanos ambiciosos, e mal intencionados, que conheceram um ser, que achou que poderia tomar a coroa cósmica de quem o gerou, e o fortaleceram o suficiente para ser aquele que hoje comanda muitos mundos. É, eu sei parece a história de Lúcifer, mas este é um clássico caso, em quê o vilão se denuncia pela sua versão deturpada dos fatos, e quem tem o bom senso consegue perceber as entrelinhas. – Leia o Antigo Testamento, como um livro comum, e verá que o Deus do Amor, é na verdade uma expressão do mais puro Ódio. 

    Além destas alegorias, há muitas outras, então fique atento, e aprenda a jogar, ou siga como a massa permitindo que o mestre controle o seu destino, sem jamais se opor a tudo o quê te acontece, e ficando grato pelo pão e o vinho na mesa, assim como pela morte dolorosa de toda a sua população, porquê este quis assim.

    Capítulo 5 - O fanatismo, o grande veneno mágicko.

    No capítulo 4, abordei sobre o outro mundo, mas primeiro expliquei sobre o maior dos empecilhos para chegar lá, pois é importante que esteja ciente, de quê nem tudo são flores.

    Posso ter passado a impressão de quê estou em cima do muro, sobre Deus e o Diabo. Mas o fato é que, quando se conhece ambos os lados, fica claro que a ideia do preto e branco, não serve para nada.

    É claro Jeová é cruel, é o Deus dos homens, dos pecadores. Contudo é um verdadeiro Ares da religião judaico-cristã, não há quem duvide da eficácia de suas estratégias, e isto é admirável. – Apenas discordo de algumas metodologias dele.

    O mesmo ocorre com Lúcifer, ele é meu pai, e certamente me orgulho disto. Porém não concordo em evitar a massa. Apesar de não pertencer a ela, seus tipos de entretenimentos são bem agradáveis.

    Então é aqui que se percebe, a razão para não apoiar fanatismos. Se fosse obcecada por Lúcifer, concordaria com tudo o quê dissesse, mesmo que fosse contra aquilo que gosto, somente para ser o quê ele supostamente espera de mim.

    Isso é errado. Além da grande falta de amor próprio, há também o risco de ser manipulado por entidades maléficas, que não caminham nem com a luz, nem com as trevas, apenas servem a si mesmos. – O quê não é errado, mas do momento que atrapalha a vida do outro, se torna prejudicial.

    São seres que passaram grande parte da sua vida, sob a sombra dos senhores, e que jamais conseguiram ascender como eles, e por isso na primeira oportunidade, os apunhalaram pelas costas, e assim foram jogados num mundo caótico, de onde vez ou outra saem para atormentar, sob a forma de fantasmas, que sussurram coisas em nossos ouvidos. – É como se fossem os empregados que se dedicaram a empresa, sem terem recebido uma proposta de aumento, e mesmo assim esperaram subir de cargo, e quando nada aconteceu, começaram a destruir o prédio para que ninguém mais trabalhasse. 

    Uns os chamam de demônios, mas isto é um insulto aos seres do mundo inferior. Então prefiro seguir com o conceito da umbanda, de espíritos obsessores, e embora grande parte diga que se tratam apenas de seres humanos, poucos sabem que não são apenas os homens, que tem problemas para evoluir.

    São criaturas que em vez de terem visto alguma oportunidade, abraçaram as limitações como desculpa, para concentrar a sua ira em algum foco.

    E porquê estou falando nelas? É bem simples na verdade. Porquê tais seres encarnados ou desencarnados, costumam se aproveitar da fé alheia, para que cumpram seus objetivos atrozes, de destruir a base das filosofias, que supostamente os abandonaram.

    Portanto quando você se entrega demais a fé, não consegue perceber as armadilhas dos mesmos.

    Imagine duas situações: Primeiro há um padre de uma cidade pequena, cheia de gente analfabeta, mas com muita fé em compensação.

    Eles acreditam que apenas a palavra de Deus, proferida por seu padre, é a verdade imutável da vida.

    Contudo tal líder, pouco se importa com as palavras divinas, apenas as estudou, para ter poder sobre as pessoas, e assim usá-las como bem entender.

    Ele tira das mesmas: o seu dinheiro, os seus filhos, a sua liberdade, e os faz segui-lo cegamente, em rumo a completa perdição, pois sabe que está condenado, e quer levar quem puder junto.

    Como se não bastasse, para garantir-se, diz que é a vontade de Deus, toda vez que o questionam, e pior ainda, faz com que seus seguidores, repudiem qualquer figura pública, que pode desmistificar a sua falácia. – E se a tática funciona, mostra as suas garras, é quando por exemplo reúne os mais devotos, e os influencia a matar alguém, alegando que a pessoa está sob possessão demoníaca. (Não que discorde da existência da mesma, mas creio que eu, que o quê parece palhaçada para quem entende, é assustador para o ignorante, e o medo, sempre gera caos, se mal empregado) 

    No segundo caso, a mentira é um pouco mais articulada. O sacerdote diz que você é livre, que não precisa mais seguir nenhuma regra do “Nazareno”, que a vida começa agora, e os pecados não passam de uma bobagem.

    No início nenhum centavo é tirado, eles apenas promovem festas de orgia. – O quê não é ruim se for solteiro, mas o verdadeiro preço, que vem depois sim.

    Você se envolve nas palavras do sacerdote: Não há Céu, Não há Inferno, somente o aqui e agora, então façam valer a pena do jeito que o diabo gosta!

    Assim como o padre, tal sacerdote não está interessado no crescimento do seu grupo, somente quer arrastá-los para o fundo do poço, para que precisem dele, e é aqui que o golpe se torna mais evidente.

    Pois toda vez que a pessoa quer sair da tristeza por sua vida vazia, surge um novo motivo para deixá-la em tal estado. – É, o sacerdote, não carrega tal acunha, sem ser praticante de magia.

    Após fazer com que a vítima de seu magnetismo ( e alguns espíritos), comece a enlouquecer, vem as ofertas absurdas. “Mate um bebê para Satã, e ele te libertará destas correntes.” Diz o mesmo. Mas convenientemente, esquece de contar que a criança escolhida, é filha da ex com o atual - que percebeu o bosta que ele era, e o deixou.

    Eu sei parece inacreditável, mas a situação somente se agrava, pois no fim das contas, o padre e o sacerdote, se encontram longe dos olhos de todos, e assumem que suas jogadas, estão sendo bastante eficazes. Pois se os cristãos ficarem longe da magia, que os levam a questionar, e os satanistas evitarem o sentido de certo e errado, nunca conseguem atingir o estado da iluminação, para descobrirem a quem de fato servem, e que não é nem ao Diabo, nem a Deus.

    Estas criaturas são ainda mais inescrupulosas que Jeová, pois enquanto o mesmo ainda recompensa os seus, estes seres apenas fazem os demais afundarem, e nunca reconhecem os seus esforços, porquê como disse antes, sentem-se injustiçados, e que todos merecem a sorte que tiveram, por serem tão tolos ao acreditarem neles.

    Então não deixe que a sua fé te domine, mesmo que seja parte do plano superior. – Ela pode abrir portas, mas se não souber onde pisa, acabará indo para uma selva, e mergulhará em areia movediça.

    Somente a fé, nos faz ficar cegos. Da mesma forma como seguir somente a ciência, nos faz deixar de perceber, o tamanho da plenitude do universo, e que nem tudo se resume ao que é “concreto”. – A verdade mística não pode ser medida por filosofias dualistas da humanidade, pois esta se perdeu há muito tempo.

    Então como nos impedir de chegar a esse ponto? 

    Não há um método certo, e que tenha 100% de eficácia. Mas após várias pesquisas de campo, com base em observação, percebi algumas formas, que listarei a seguir:

     Evite defender a sua fé com paixão. – Não estou dizendo que não deve amar o quê faz, mas sim que precisa saber a diferença, entre o amor e a paixão. Amor é uma chama pequena, que serve para nos aquecer numa caverna. Paixão é um incêndio, que se alastra, destruindo toda a floresta, e se não ficou claro Paixão é um caso de amor intenso, impulsivo, e descontrolado. Amor é quando duas pessoas completas, compartilham uma vida juntas, sem desistir de quem são, pois escolheram andar com o par, e não dominá-lo.

     Estude tanto o seu opositor, quanto aqueles a que apoia. – Não estou dizendo que precisa se tornar um cdf de magia. Todavia é preciso sim ter conhecimento do quê faz. Então antes de julgar o inimigo, tente descobrir sobre as suas motivações para agir de tal forma. Concordar ou não, está fora do caso, mas é importante ver até onde o boato relatado é real.

     Haja como cético. – Apesar da correlação com o item anterior, é importante nos focarmos no fato, pois ser cético, é duvidar bastante da história, antes de aceitá-la como verdade, e é esta postura que deve tomar, sempre que uma coisa, que desconhece, surge na tua porta.

     Procure informações imparciais – Se o bruxo diz que a sua deusa é santa, e a religião a condena como “demônio”, é bom evitar ouvir ambos, e buscar por uma voz, que trabalha todos os aspectos da deusa, desde os puros, aos mais pecaminosos.

     Não fale sobre sua filosofia com eles. – Um fanático não tem nada para acrescentar na sua busca por conhecimento, a não ser, que queira estudar sobre transtornos de personalidade, ligados a estresse pós- traumático. Mais terrível ainda, pode te levar pro fundo do poço junto com ele, pois te faz crer no mesmo mundo maravilhoso, em que os seus superiores o colocaram. Então se tem um(a) amigo(a) que sofre disto, fale sobre qualquer assunto, menos deste.

     Rejeite as palavras do fanático – Não precisa humilhar a pessoa, por conta do seu fascínio. Afinal o fanático em si, é apenas uma pessoa apaixonada, sendo controlada por terceiros. Então sempre que notar os traços de fanatismo, lembre-se de que ela é apenas o papagaio repetindo o quê ouviu, e não sabe o quê fala.

     Conheça os traços de fanatismo. – Um ser tomado por esta paixão doentia, manifesta alguns sintomas como: 

    Palavras vazias. – O(a) sujeito (a) fala como se entendesse do assunto, mas ao ser confrontado, e obrigado a defender os interesses, com ideias próprias, fica mudo, ou tenta alterar o rumo da conversa. Fingem sensatez e calmaria. – Frases como “O mundo é injusto, por causa de...” são bem comuns no seu vocabulário, pois estes conhecem o Uno, mas são incapazes de entendê-lo.

    III. São agressivos. – Se mudar o rumo da conversa, não funcionar, eles começam a se irritar bastante, e por isso se tornam violentos.

    Não suportam a verdade. – Diga-lhes que Satã é bom, ou que Deus é engenhoso, e verás o fanático demonstrar, a escuridão mais profunda daquilo a que serve. São iludidos. – Não conseguem extrair a verdade de um material fabricado para entretenimento, e pior ainda, tomam para si o todo como verdade absoluta. (Depois saem matando hereges ou sacrificando virgens porquê o programa ensinou.) Veem sinais onde não há nada. – Que há sinais no universo, todos nós sabemos, porém achar que tudo é sinal de alguma coisa, sem antes avaliar os aspectos psicológicos, entorno de tal possibilidade, é sim um erro. Se você sonha com um homem te perseguindo, após ter assistido um filme de terror, ou vários, isto certamente comprova que no fundo, não suportou tão bem quanto pensava. Agora se você sonha com anjos te ajudando, quando a sua vida, é totalmente voltada pro satanismo, é bom avaliar o quê significa.

    VII. Carregam olhos vazios, e parecem está sob efeito de drogas pesadas. – Eles podem tentar forçar o riso, para demonstrar que estão 100% satisfeitos, mas se olhar bem, verá sinais físicos, que denunciam a sua infelicidade como: Olhos de quem foi vítima de hipnose, sorriso que não condiz com os mesmos, magreza ou gordura extrema, tremedeira, e fala lenta, cheia de pausas excessivamente longas, (mesmo que não condiga, com a sua regionalidade) ou discurso caloroso e agitado demais.

    VIII. São ativistas do templo. – Que há fiéis enjoados dentro das igrejas voltadas para o culto cristão, já estamos cansados de saber. Mas sim, também há fanáticos no templo pagão. São bruxos e bruxas, que vivem querendo impor a sua crença, mesmo que isto não seja bom para a própria imagem.

    Não tem noção do quê fazem – São como crianças de 3 anos, que repetem os gestos dos líderes. Nunca questionam os seus superiores. – Nem conseguem, pois a lavagem cerebral intensa, os tornou submissos.  Te amam, somente enquanto concorda com eles. – Discorde de uma ideia sobre a sua conduta, e eles te queimam vivo (literalmente ás vezes).

    Em algum momento da vida, podemos apresentar, alguns destes sinais, já que independente do caminho que seguimos, nós o amamos, não importa o quão complexo seja. Mas é bom lutar contra tais atitudes, pois elas só servem para nos envergonhar, e também nos distanciam dos deuses, e consequentemente do quê é real e falso.

    Capítulo 6 – A verdade liberta, mas é dolorosa

    É, nobre forasteiro, se a vida tem sido fácil, e as verdades que descobriu até o momento, não lhe trouxeram nenhum problema, ou representaram tudo aquilo que sempre quis, sem algum esforço, e nem sangue ou suor foi derramado. – Significa que a parte boa está acabando, e é melhor está preparado, ou você é vítima da sua própria mente.

    No segundo caso, é algo muito comum atualmente. É o quê chamo de iluminação de holofote. Trate-se de uma pessoa, que sai dizendo que é superior aos demais, ou força transparecer que já atingiu o nível máximo da evolução cósmica. – Mas antes dos beijos de luz, deixa subentendido que te quer “queimando no inferno”.

    A verdade nunca é aquilo que serve para compensar uma perda, mas sim confrontar a existência do ser, por ter sido pré-estabelecida há muito tempo, e isso nos leva a um tópico interessante: Os bonecos que pensam ser filhos dos deuses.

    Hoje em dia tem muitos filhos de Lúcifer e Lilith por aí. Se for contar nos grupos de magia do Brasil, há mais ou menos “mil” deles. – Razão pela qual, prefiro me manter em silêncio a respeito disto, pois me sinto envergonhada.

    Assim como há também as crianças Percy Jackson – Jovens entre 11 e 18 anos, que se encantaram pelos programas, que são focados na visão etérica (e distorcida) do mundo, e saíram mundo a fora, batendo no peito, e dizendo eu sou um (a) semideus!

    Em ambos os casos é algo bastante incômodo, pois se for falar com tais seres, muitos são vítimas do fanatismo midiático, e não só não possuem habilidades, como também mentem, para dar a impressão de quê são “especiais.”

    Chego a sentir dó dessas crianças, pois o tempo que gastam tentando provar o quê não são, poderiam usar para adquirir conhecimentos, que os levassem a encontrar os deuses, e dependendo do contexto, serem abençoados por eles, ao ponto de desenvolverem algum dote.

    Não seriam semideuses, mas e daí? Quantas lendas maravilhosas serão necessárias, para que entendam, que nascer humano, não significa morrer como tal?

     Olhem o exemplo do conde Vlad III, o turco, que empalava os seus inimigos vivos, e deu origem ao vampiro mais famoso das décadas. Ele iniciou como humano, mas hoje, para muitos, é visto como um Deus Noturno.

    Então novamente o quê você é no momento não importa, o quê pode vim a se tornar, após a caminhada sim, portanto pare de perder tempo, forçando ser o quê não é, e abrace quem é de fato.

    A verdade, não é aquilo que deseja, e sim o quê necessita.

    Você pode morrer gritando aos 4 ventos, que é filho (a)  de um deus (a) mas se não for, sempre haverão ausências de sinais legítimos, e a magia não vai se manifestar, mesmo que a sua fé seja grande, pois haverá um forte bloqueio em teu caminho.

     Porém quando realmente é algo, até as coincidências, serão ligadas ao deus com o qual sente a conexão.

     É o meu caso. Quando me foi revelado que era filha de Lúcifer, me opus a isso, com toda fibra do meu ser. – Tinha acabado de ler Lex Satanicus, e via Lúcifer e Satã como seres distintos. Sendo Lúcifer, o belo e inteligente, que tem repulsa ao mundano, e Satã um charmoso nerd, que se divertia em qualquer lugar.

    Jamais pensei em Lúcifer, como sequer meu semelhante, pois apesar de ter problemas para me socializar, não desprezava a sociedade, como ele, e isso foi um grande baque para mim.

    Como se não bastasse, além de ser filha do ser mais inteligente e cheio de conquistas, também me foi revelado que eu era um anjo, e foi a gota d’água, porquê detestava celestiais, e todo o plano superior na época. – Tinha 17 anos, e os hormônios agiam com grande potência em meu organismo.

    Não foi da noite  para o dia, que consegui aceitar. Receber a notícia de que era filha de Lilith foi fácil, pois já tinha notado traços de personalidade, bem semelhantes aos da deusa antiga, que ao contrário do quê a maioria pensa, não nasceu de um mito Judeu, mas sim Sumério, sob o nome de Kiskill-Lila, a filha legítima da deusa Terra, ou Antu, também conhecida como Tiamat, pelos Babilônicos. – Então sei que Lilith não é a deusa suprema, e também que não foi criada para o Adão.

    Lilith era uma deusa lasciva, hipersexualizada, que seduzia os homens, para torturá-los. Tinha ódio da humanidade, por ter sido substituída, por uma mulher inferior. Gerava abortos, para não mandar suas crianças sagradas, para este buraco conhecido como planeta Terra.

    Eu a admirava, me sentia como ela, sentia seu poder em minhas veias, e gostava muito da sensação. Mas como disse antes a verdade não é algo que tapa buracos, por isso tinham aspectos negativos, sobre ter o seu sangue.

    Meu impulso agressivo era muito forte, meu desejo sexual também, ás vezes manipulava as pessoas para o benefício próprio e nem percebia, e pior fui inclinada a uma vida pecaminosa de traição, que por muito esforço, não foi física. – Com exceção ao homem com o qual sou casada, mas ele era meu amante, e não o traído.

    Além disto, como carrego duas naturezas divinas em meu DNA cósmico, tenho peso de consciência sempre que pratico atos de maldade, com aqueles que não deveriam receber a escuridão de mim. – Mas os que a merecem, ou esqueço, ou me vanglorio da vitória.

    Saber destas e outras coisas, foi um enorme desafio, principalmente porquê não entrei no caminho, achando que era um ser celestial ou demoníaco. Apenas o fiz para entender, porquê minha família toda, possuía um passado de histórias fantásticas ou sombrias, e coisas estranhas aconteciam comigo desde criança.

    Quando bebê, meu andajá  se ligava sozinho de madrugada, e isto causou tamanho pavor nos meus pais, que estes queimaram o objeto. Já um pouco mais velha, quando me irritava as coisas caíam sem tocar, se sentia muito ódio, os eletrônicos pegavam fogo perto de quem me magoou, ouvia passos há metros de distância, encontrava objetos perdidos através de sonhos, e literalmente deslocava  meu espírito de um mundo para o outro. – Na infância entrava numa espécie de transe, que me levava para uma dimensão, onde os belos eram maus, e os seres horrendos me protegiam, mas não sabia o porquê. Assim como costumava dizer que o bicho papão era meu amigo, muito antes de lançarem filmes sobre o tema ( quando o entretenimento era voltado para bom é bonito, e mal é feio.) Tal capacidade assustava a minha avó materna, que me pegava falando “sozinha”, e acusava que eu conversava com demônios.

     Como se isso não fosse o suficiente, quando estava na quarta série, e estudava numa escola de esquina para o cemitério, chamada Guanabara, cheguei a me deparar com o mundo sobrenatural, e creio eu que a própria morte, pois era um ser de mortalha negra, que apareceu em meio a penumbra, iluminada por pequenos raios de sol, depois de ter me encontrado com torneiras, que se abriram sem o auxílio de mãos alheias. Não fiquei lá para conversar, tinha 10 anos na época, por isso sai correndo, e ao entrar em contato com meus colegas, tentei não parecer que tinha medo, ou visto algo. Dentre outras histórias, que vieram depois, mas que se eu citasse seria difícil de crer, então vou parar por aqui.

    Quando me abri para o satanismo, não tinha a intenção de ser uma das filhas de Satã, ansiava apenas por ser uma soldada, que guiaria as pessoas para os seus devidos caminhos.

    Por isso ao ser confrontada com visões, e gente muito mais surtada do quê eu mesma, acabei por duvidar de tudo. – “Ah tah eu sou filha de Lúcifer e Lilith, e a herdeira do Inferno, Aham, acredito” ou “Este é o cúmulo da infâmia”. “Tanta gente lá fora, querendo isso, e eu aqui apenas seguindo a minha jornada sem acreditar que sou eu.” “Por quê Lúcifer e não Satã?” – Relembrando que na época via-os como gêmeos negros, não uma totalidade de opostos complementares.

    Não foi algo simples, e pra piorar fiz uma cota de inimigos, que achavam que eu não era digna. – E não ligava muito, pois também concordava com isso, só brigava quando se tratava de mim, não da minha suposta “herança”.

    Até hoje sigo duvidando, mesmo que bem lá no fundo, saiba que é verdade, e que aceitar isso é o melhor caminho. Só que sou muito cética, para abraçar tal fé sem provas mais consistentes, e outra eu nunca quis sentar no lugar de Lúcifer, só de está na sua presença, com meus dragões, e meus aliados, já me sentiria feliz. –Apesar das reservas, que tenho, por ele ter interferido para que soubesse, como era ser a ovelha negra da família, e iniciar uma conquista, com apenas as asas e a essência. Todavia há sinais de quê sou da sua linhagem, e vou citá-los, para quê fique claro, quando alguém é um filho, e quando não é. São eles: 

     Nascimento que parece milagroso, mas é maldito: Quando minha mãe engravidou, ela teve rubéola, e o caso foi tão grave, que o médico mandou-lhe me abortar, mas ela se opôs a isto, e fez promessa a uma santa, para garantir minha segurança, e vim saudável. — A igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, quase pegou fogo em 2013, quando houve um incêndio de grandes proporções em Macapá- AP, que foi inclusive noticiado no jornal nacional, mas a causa por muito tempo, foi um mistério insolúvel.

     O meu número da sorte ligado a data do meu aniversário: 15/02/1995 foi quando nasci, e 15 é o meu número da sorte desde criança. – Afinal ganhava festas e presentes. O mesmo dígito é considerado o número do Diabo no Tarot. Além disto se somar todos os algarismos de maneira cabalística, resultará em 5, que lembra o pentagrama, um símbolo bastante comum na magia, e o 1,5 é uma das partes presentes da Deusa Babalom, de Aleister Crowley, representada em sua totalidade por 156.

     Os fenômenos de 15/02: O dia é marcado por grandes eventos históricos, ligados a Nova Era, e ao mesmo a antiga. É no dia 15 por exemplo, que comemora-se a Lupercália, o “dia dos namorados pagão”, em que se celebra Lupercos – que é tido como uma das faces de Lúcifer na Itália – e o dia da fundação de Roma. Foi também no dia 15, que logo após o Papa renunciar, um meteorito caiu na Rússia, e muitos acharam que era um sinal apocalíptico. Desde então no mesmo dia: O exército de fanáticos, chamados de gladiadores do altar se levantou – Estes são responsáveis pela destruição ilegal de terreiros.  Até o material midiático foi direcionado para o caos do fim do mundo. Procure pela série mais assistida por quase um mês: The Umbrella Academy que foi baseada na HQ da Dark Horse, e Doom Patrol, um dos poucos sucessos da DC comics. – Que a propósito, fazem parte do meu gênero favorito de programação, e soou como um presente. Mas você já deve saber, afinal o oculto influencia a mídia... e o resto já deve ter gravado não é?

     Sinais físicos: “Os olhos são a janela da alma”, já dizia o ditado popular. – Embora tenha nascido sem uma alma, meu espírito segue me precedendo. Portanto vez ou outra, os olhos se alteram de maneira expressiva, (quase inumana em alguns casos).

     A minha descendência física: É evidente que carrego uma grande herança Africana, mas o quê poucos percebem, é que a minha forte ligação é com a Itália, inclusive meu sobrenome é dessa origem, e tenho parentes originalmente italianos. Por quê é um sinal? Lá é único lugar onde as bruxas cultuam, e aceitam que Lúcifer teve uma filha enviada a Terra, e também o primeiro local do mundo, onde ouviu-se o nome do Deus Romano. – E eu não sabia disto até 2016. Quando tive um sonho, sobre ter ficado adormecida por 500 anos, que me levou até um conflito na terra da minha descendência de sangue, onde até mesmo encontrei, uma música relevante ao meu nome secreto em 2013. Mas nunca tinha pesquisado mais a fundo, até aquele dia, quando tive o estalo “E se eu focasse na minha magia hereditária para me desenvolver?”.

     A falta de empatia satânica: Lúcifer não é aquele que se diverte entre os demônios, é o quê os mantém na linha, então é normal, que muitos demônios, ou espíritos perturbados, tenham aversão a mim, pois sou filha do “carcereiro da prisão cósmica”.

     Poderes, que podem ser terríveis ás vezes: Odeio ferir pessoas inocentes, mas por vezes a minha ira, se manifesta de tal forma, que consigo interferir neste plano. – Se você é um de nós ou dos nossos, sabe bem a que me refiro.

     A ausência de Lúcifer e Lilith: Eles são deuses, tem seus afazeres, não podem ficar me mimando a cada 24 horas, só porquê vim deles. – A não ser que eu necessite exclusivamente de sua proteção. No entanto é mais fácil enviarem guardiões, antes de tomarem partido, pois querem filhos fortes e dispostos a lutar.

     Loucura racional: Não pertenço a um lado, estou ligada ao todo. Conceitos separativos pertencentes a humanidade, me parecem antiquados. “Magia não pode se unir a Religião” é o tipo de frase que me faz rir por exemplo.– Mas sigo respeitando cada crença, assim como quero, que a minha seja respeitada.

     Relatos autênticos: Devido ao conhecimento sobre os grimórios – e a grande quantidade de gente cética sobre quem sou – registrei tudo datado num site, que serviu como meu diário por um tempo. O nome do mesmo é: Os pensamentos infernais de Carry Manson. – Tenha em mente que na época eu tinha 18 anos, havia acabado de aceitar que era a primeira filha de Lúcifer, e meus textos soavam completamente insanos (e até vergonhosos.) Além disso há os livros Sobre mim de 16/05/2018 e The Angel In Earth de 28/05/2019 no site da Autores, onde podem ler melhor sobre a minha história, e tirarem as suas conclusões. – Os conceitos apresentados acima, são apenas para diferenciar a fantasia do verdadeiro.

    Queria dizer que a verdade é o máximo, um conto de fadas, ou tudo o quê aparece na TV, em quê do nada os esquisitos se tornam legais, e imediatamente são reconhecidos como os maiorais da história da Terra. Mas não é assim que funciona.

    Diga que é filho de um Deus, e prepare-se para as risadas, insultos, e pessoas que imediatamente se acham melhores que você.

    Levante-se contra aqueles que não tem consciência, e eles vão apontar o dedo, achando que surtou, e se por acidente acabar os machucando, farão a tua caveira.

    Estou revelando sobre mim, não para que venham tirar satisfações mais tarde. – Mas se quiserem tenho muito mais material para provar quem sou.  – E sim para lhes mostrar, que há sim semideuses entre os humanos, e que nem todos pertencem ao 90% dos mergulhados em mentiras, somente para aparecer.

    Vocês não estão sozinhos. Eu posso ouvi-los, e acreditar em suas histórias, se forem sinceros sobre o quê houve. – Quem realmente é, percebe as inconsistências dos fatos, por isso é mais fácil saber, quem carrega a mesma dádiva ou maldição.

    Cada de nós tem uma missão, seja ela grandiosa, ou parte de um grande plano, e seria bom que nos apoiássemos, pois o universo é grande o suficiente para quê todos consigamos, alcançar a merecida glória. – E isso vale para humanos e predispostos.

    Acham que apenas por ser filha de Lúcifer e Lilith, sou uma criatura suprema e imbatível? Não, não é por aí. Há os filhos que nasceram da própria Tiamat ou de Apsu, e outros Titãs, que são muito mais poderosos. – No entanto ter muita energia, não significa  automaticamente, que sabe usá-la.

    Capítulo 7 – DIY MÁGICKO

     DIY é um conceito em inglês que significa Do it Youself, ou Faça você mesmo, e foi adotado por alguns grupos dos E.U.A que preferem fabricar seus materiais, e se abstém do uso das grandes marcas conhecidas. É claro que tal ideal parece implícito para muitos, e embora haja uma corrente chamada Magia do Caos,  que foi desenvolvida Austin O. Spare, e trabalha com isso de maneira bem expressiva, é importante que saiba como praticar.

    Você pode naturalmente criar feitiços, rituais, e cerimônias, para cultuar o teu deus, e lhe mostrar a sua devoção. Mas infelizmente há leis que por hora são permanentes.

    Não adianta por exemplo usar um baphomet para fechar um portal, quando o mesmo é usado a décadas por diversas seitas satânicas, para invocar os príncipes infernais.

    Assim como não adianta tentar invocar um demônio, atribuindo energias negativas ao pentagrama, que há muito tempo é considerado pelas bruxas, como um símbolo de proteção. – Pode até funcionar devido o grande descaso da sociedade, que segue achando que é o símbolo do Diabo, mas a entidade em questão vai rir de você.

    Sempre crie meios de se proteger, mesmo que seja na hora de criar um servidor – No caso da Chaos Magic. – Você pode ter a linhagem dos demônios, sem saber, e atrair um ser de luz, que tenta te destruir, somente porquê tu nascestes como determinado herdeiro. – E vá por mim, luz não significa ausência de combate violento.

    Verifique as condições ideais para realizar a prática mágicka. – Não só a atmosfera mística, como a física também.

    Se a lua é negra, e não condiz com o teu objetivo, evite-a, ou vibre de acordo com o instrumento, de onde saiu o acorde.

    Se o tempo está ruim, (e você não foi responsável), vivem te perturbando, e tudo parece dá errado no dia em questão, já tem a resposta para o teu intento, que é: Não. O universo está se manifestando contra, então fica por sua conta e risco. – Caso queira ir adiante.

    Procure conhecer os presságios. O chamado do universo é comum, por seguir um padrão lógico de repetições, que foge do binário computacional 0 e 1, e passa a ser 0,0,0 ou 1,1,1 – Quanto mais frequente, mais chances há de ser o Cosmos falando de maneira silenciosa. – Será um alerta, se Todos os itens estiverem presentes:

     Números: Números iguais, são portais de consciência – e energia mágicka – se abrindo. Mas quando surgem várias vezes, em conceitos diversos, é bom avaliar o quê significam através do estudo da numerologia, cabala, e gematria em geral.

     Sonhos : O plano onírico é um dos mais interessantes, pois revela sobre o mundo, que há dentro do ser. – Freud estudava os sonhos, para compreender melhor seus pacientes, e você também pode, embora o método não seja recomendado, pois dificilmente será objetivo para ter resultados plausíveis. Além disto, se o indivíduo está conectado com o oculto, tem a capacidade, de prever as linhas dos próximos acontecimentos. Assim sendo deve-se avaliar, quando um sonho, é apenas sonho, ou um sinal. 

    Por ex: Se você tem tido sonhos com elementos semelhantes isolados. Como: a presença constante de pregos em evidência. O resto do contexto se aplica a ti, mas a presença dos pregos é um comunicado. – Como se fosse um código morse do Universo.

     Frases incomuns: Sejam de ameaças, ou que transmitam segurança. – Devem ser avaliadas, se sentir algum tipo de calafrio na espinha, quando as ouvir. Não importa se é da boca de um estranho, na tela do pc, ou em uma canção, pesquise sobre a questão, e tente decifrar o quê significa.

    É relevante salientar que o Padrão Ressoante é a chave, e que embora tenha citado apenas 3 exemplos, o fato de o presságio acontecer 3 vezes, não é o suficiente para se definir como um sinal. Será um sinal, se houver persistência do oculto em te mostrar a mesma mensagem, do contrário pode ser somente uma bela coincidência. A(o) Bruxa (o) saberá intuir a partir disso, e definirá se quer seguir tal caminho, ou optar por outro.

    Respeite as Leis Antigas, apenas atribua algo condizente a tua personalidade no Culto a teu Deus.

    Se lá no teu grimório diz que deve usar a violeta, use a violeta, não o  eucalipto – Com exceção a sacrifícios humanos e de animais, sem razão lógica. Como por ex: Mate um carneiro para o deus, e se livre do cadáver. (Se for para matar um bicho, que seja para deleitar-se da sua carne, ou trazer alívio para alguma dor.)

    Siga os antigos, estude-os, respeite-os, mas adore somente aos deuses. – Não trate grandes nomes da vertente da magia, como se fossem a entidade a que te dedica. – Por ex: Aleister Crowley Não É Um Deus Supremo. Em vista disso não haja como se fosse. ( Leia seus escritos, mas sempre com a consciência crítica, do quê condiz com a tua realidade.)

    Você pode imitar alguns rituais, feitiços, e poções. Mas o ocultismo é o campo da criatividade, então quando estiver pronto, inove, entregue-se, e DIY (Faça você mesmo) – Não é porquê fulana usa sempre os métodos 100% tradicionais, que tu devas utilizar também, afinal para ela pode ser fácil, arrancar a cabeça de um cervo, e para ti não.

    Como é errado falar de um ideal, sem aplicá-lo na vida, a experiência que lhes trago é a minha própria língua, que batizei de Lovlicos, pois me baseei em escritos de H.P Lovecraft, e nos sinais da linguagem cósmica, e ela consiste em: 

    Alfabeto tradicional  português- BR. 3 Palavras abreviadas com 3 siglas no total.

    III. Formação de frases, com no máximo 3 sentenças.

    Dicção forte, com acentos ocultos, que somente 

    quem já presenciou os mistérios do universo, 

    consegue aplicá-los.

    Timbre doce para o uso benéfico, timbre

    sombrio, beirando o demoníaco para o

    maléfico.

    Ex: 

    Em português é: 

    A lua brilha sem parar

    Em Lovlicos é: 

    Alub separ

    Em português é:

    Sim e não, talvez

    Em Lovlicos é:

    Sie nata

    Em português é:

    Não vou

    Em Lovlicos é:

    Navo

    Parecem palavras de uma raça antiga de alienígenas – ou com os Enn’s demoníacos que conheci ano passado. Mas é apenas um sistema simples, que apliquei aos meus rituais, e até agora rendeu bons resultados. – Ainda que alguns fatos tenham me assombrado, pois apesar de não ter uma egrégora forte (por ser minha criação) é uma expressão muito poderosa. – A melhor explicação, é que o cérebro se impressiona com coisas estranhas, e o uso das mesmas, intensifica o poder mágicko.

    A intenção aplicada nela pode variar, mas pelo que percebi com as minhas experiências e análises, é uma força que mexe com a ordem mundana, e traz a tona o quê é considerado impossível. – Tanto pro bem, quanto pro mal.

    Fora a Lovilicos, também realizo meus próprios rituais, baseados na filosofia com a qual tenho mais afinidade. – Uma qualidade, que me fez inclusive criar uma seita chamada Sees- Seguidores da Estrela, que obviamente representava Lúcifer, mas para acessá-la bastava acreditar em algo. -  Através dela introduzi algumas pessoas no mundo místico, após comprar-lhes a sua alma. – Quando acreditava em tais falácias.

    O Sees tinha um propósito comum: Realizar desejos, sejam eles nobres ou atrozes. Assim como também gerava consequências, para aqueles que traíssem o círculo.

    No total formávamos 4 componentes. Todos os membros eram femininos, e a nossa crença no poder oculto, era tão grande, que quando nos tornamos A constelação – O quê uma sente, as outras também. – O efeito foi imediato.

    Da mesma maneira que quando uma das moças, escolheu um homem, em vez do círculo. Acabou possuída, e tentou matar o seu amado, diante dos familiares. – Tinha 16 anos na época, e até chorei, me sentindo culpada, por um demônio tomar-lhe posse. – Nem sempre ter poder, é um sonho, na maioria das vezes parece mais um pesadelo. (Ao menos para mim.)

    Nossos rituais incluíam derramamento de sangue, como prova de lealdade, e devorar as doces frutas do cemitério, onde nos reunimos para realizar nossas práticas ocultas. – Que fique claro, não tolerava sacrifício de animais, o fluído da vida, vinha das moças, que faziam parte do círculo.

    Era pura brincadeira de criança, como uma versão da vida real de jovens bruxas. – Mas não cheguei a me tornar uma maníaca como a Nancy, apesar de me vestir como tal.

    Tivemos poucas reuniões, pois após chegarem as consequências, duas garotas, queriam pular fora. Uma perdeu o namorado, e a outra começou a ver as sombras, e isso lhe fez ter medo de onde colocava o pé. Então só restou eu e outra garota, que me apoiou por um bom tempo. – E até me ajudou quando minha vida ficou em risco, após romper o círculo de vez.

    Lembro-me do nosso último encontro. Foi o mais marcante de todos, pois ali tive o primeiro vislumbre da vida passada. – Fomos até o cemitério, e lá um estranho homem de chapéu branco, e camisa vermelha nos recebeu, fazendo perguntas interessantes, a respeito de estarmos ali para passeio ou trabalho, e nos avisou para tomar cuidado com as visagens (termo para espíritos) minha companheira riu, disse temer só os vivos, e eu disse que a morte era uma escapatória para os covardes, frase esta que não saia da minha cabeça.

     Ao ouvir a minha resposta, ele fez uma reverência, e sumiu no meio do matagal. Após a sua partida, as sombras começaram a ganhar forma, e tanto eu, quanto a menina vimos coisas. Primeiro vi uma mulher enforcada no topo de um pinheiro, por um cipó cheio de espinhos, e logo deduzi que era uma bruxa. Em seguida seu corpo sem vida caiu, e um ser de chifres meio homem meio touro, veio para recolhê-lo. Tão grande foi a minha surpresa, ao ver como ele a pegava nos braços. Não a arrastava para o inferno, nem levava como um pedaço de carne, parecia mais que era a sua noiva, e tinha um aparente carinho por ela. – Conseguia sentir que aquela imagem, era um retrato da minha vida passada, e aquela conexão era fantástica. – Ambos desapareciam na névoa, e 7 ou 8 rostos, não lembro ao certo, apareceram, sendo 5 femininos e os restantes masculinos. Nós voltamos para a causa da minha amiga, e acabei por desmaiar sem razão aparente.

    Mais tarde a noite, quando estava sozinha em meu quarto, vi que haviam várias sombras chifrudas ao meu redor, e as mesmas pareciam que iam sair das paredes. – Isso me deu um calafrio tão grande, que naquela noite, resolvi dormir no sofá. – Neste tempo nem imaginava que era a herdeira de Lúcifer, então não tem como ser algo influenciado por tal descoberta, que veio acontecer no ano seguinte, e só foi aceita, quase 2 anos depois, pois precisei analisar toda a gama de fatores, para poder aceitar tais fatos.

    Então tome muito cuidado com o quê aplica no seu DIY mágico, pois tudo o quê fizer, expressará a sua real natureza. – É por isso que estou lhe dando estes conselhos de maneira direta, pois apesar de ser uma conhecedora dos mistérios, com grandes saberes, por ter estudado sempre sozinha. Queria que alguém tivesse me dito estas palavras, para evitar todos os desastres que aconteceram.

    A magia independente do quê faça, sempre trará consequências. Mas não é como colher o quê plantar, e sim por causa do valor que atribui a tua responsabilidade pelos atos. Portanto sempre pratique, somente aquilo que a sua consciência é capaz de suportar, do contrário além de ser taxado como louco pela sociedade, vai realmente acabar como um. – Ouça esse conselho de quem foi recentemente diagnosticada com transtorno de personalidade, após inúmeras tentativas de suicídio e agressão, antes de conhecer formas de lidar com a própria escuridão.

    Capitulo 8 – A bruxa que vive entre os santos e os pecadores.

    Viver em sociedade é uma tarefa difícil para um bruxo. Sabemos de tantas coisas maravilhosas, e verdades indizíveis, que nos sentimos criaturas superiores, que precisam interferir na jornada dos demais, para que experimentem de toda a beleza ou conhecimento que adquirimos. – Isso é inegável, mesmo que sirva a luz da magia, e diga que acredita que todos são iguais, a igualdade não é a resposta para o quê quer.

    Imagine que todos no mundo são lagartas, e que algum dia se tornarão lindas borboletas. – Se você interferir no processo, eles certamente morrerão, antes de conseguirem sair do casulo. Este é um exemplo que li em Lex Satanicus, e achei algo absurdo na época, mas hoje percebo que é o melhor a ser feito.

    Assim como as pessoas, podem ser simbolizadas como insetos majestosos, também podem ser descritas como música, e cada uma tem um ritmo ou melodia própria, que pode ou não agradar os nossos ouvidos. – Portanto procure sempre andar, com aqueles que tem um ideal em comum contigo.

    É lindo abraçar as diferenças, mas uma coisa é aceitar o outro, outra bem diferente, é querer ser como ele. – A verdadeira beleza do mundo, não está em rostos padronizados e iguais. Mas sim em suas peculiaridades. O quê quero dizer com isso? Seja fiel a ti mesmo, e se aceite acima de tudo, não tente se adequar aos demais, somente porquê eles não te aceitam. Procure pelo teu próprio nicho, pois não importa qual seja, sempre há um espaço para ser ouvido. 

    Evite se expressar em sociedade, se não aceitam a tua crença mística. – Não é porquê você respeita os outros, que eles farão o mesmo por ti. – “Mas Lux você falou para não me adequar aos demais!” Sim, e não se adequar, significa ser leal aos teus ideais, não importa o ambiente em que se encontra. – Eu sou bi, e mesmo em meio aos héteros, continuarei sendo, não importa o quê digam. E se encontrar aqueles que me apoiam, me abrirei e direi a verdade, se não, seguirei em silêncio, pois o mundo é um lugar perigoso, e há aqueles que em seu fanatismo, apenas precisam de um “A”, para virem para cima. – E não quero mais responsabilidades por danos aos outros. É uma questão de sobrevivência.

    Enfiar nossas crenças na goela alheia, é como forçar a pessoa a aceitar nossas filosofias. – Eu sei que funcionou para os cristãos, mas o medo é tão eficaz, que hoje os fiéis se uniram a outras crenças, por não aceitarem a intolerância religiosa. Então o temor, embora funcione, não se compara a força do amor pelo quê se faz. Por isso se quer mesmo trazer, alguém para o seu lado – Vá na mãe de santo mais próxima, e coloque o nome da pessoa numa roda. Brincadeira!

    Tente explicar-lhes sobre a sua fé, e quando for confrontado, apenas faça comparações, que o ajudem a perceber que no fim seu amor pela divindade, não é tão diferente, do quê o quê sentem por Cristo. – Sua vida está tão difícil por quê não larga dessa tal magia e abraça o nosso senhor? Já me disseram e respondi Da mesma forma que você ama o seu senhor, apesar das dificuldades, eu também amo a Lúcifer, e assim como tu se identificas com Cristo, eu me sinto mais confortável andando com o deus romano. Foi o suficiente para seguir em paz, nunca mais tocou-se no assunto, e a amizade seguiu  a mesma.

    Não tente humilhar ninguém, a não ser que a pessoa realmente mereça tal castigo. – Eu pessoalmente odeio “lacrações”, porquê é algo desnecessário para sociedade, e trata-se de gente, que quer “arrasar” apenas repetindo o discurso alheio, como se fosse uma verdade absoluta. A pessoa aparentemente refletiu sobre algo, mas no fundo não se deu o trabalho de questionar, e apenas uniu a ideia do autor, a coisas que ouve no cotidiano. Chega a ser – me perdoe pela expressão – Patético, pois a preguiça intelectual se torna mais do quê evidente. – Por isso fica a seu critério Expor a sua ideologia ou não–  Mas lembre-se Bruxos (a) de verdade, não tomam os problemas da sociedade como seus. – Eu sei soa frio, todavia é assim que funciona, pois devido a enorme gama de poder, que um ser desses possui, se ele coloca as suas emoções em jogo, certamente isso traz consequências, que dificilmente são agradáveis. Hoje destrói um ditador, amanhã impede o seu país de prosperar, e todos acabam na miséria por exemplo.

    Não estou dizendo,  que não deve defender aquilo em quê acredita, estou apenas esclarecendo, que precisa ter noção do quê defende, antes de ir as ruas ou redes sociais. – Não seja mais um papagaio da fé, e somente parta para a guerra, se o conceito do outro, realmente te ferir, de uma forma, que precisa colocar todo o ácido para fora. – Este livro não é para passivos, ou atacados, mas sim guerreiros que sabem quando devem erguer a voz.

    Isto nos leva a um tópico interessante. Não ataque a tudo e todos, apenas porquê não te aceitam. Aprenda a si amar, e não ligar para opiniões repulsivas. – Não ligar mesmo, ou seja ouvir, e entrar por um lado e sair pelo outro, sem sair por aí dizendo “Eu não ligo! Não adianta tentar me atingir! Pois não vai conseguir!” já que se o fizer, estará claramente agindo de maneira contrária, ao que disse.

    Aprenda a controlar a sua raiva, ou ela te controlará. – Não haja por impulsos, pois isto pode custar muito caro para você, ou os seus colegas. – A ira nos faz ter pensamentos num segundo, cuja responsabilidade pesa por uma década.

    Haverão muitos grupos, que exaltarão a fúria, e te dirão para destruir tudo e todos. Mas não te falarão, que você pode ferir alguém gravemente, ou até mesmo matar o alvo escolhido. – Porquê a maioria que venera estas forças, não se dá ao trabalho de conscientizar os seus do perigo.

    Aprender a controlar a sua raiva interior, não te fará mais fraco. Mas sim capaz de realmente arrancar o coração, de um inimigo velado, sem sequer se importar se isto pesa ou não na consciência, pois terá ciência, de quê se chegou a tal ponto, foi algo necessário, e será mais difícil de se arrepender. Só que se o fizer, apenas por causa de um segundo de raiva, a culpa mais tarde vai te consumir, e caso isto não aconteça, sugiro que vá urgente ao psiquiatra, pois a sua falta de empatia, é algo assustador.

    Aceite a natureza, e a proteja, não tente modificar a ordem das coisas. – Nós somos carnívoros, está no nosso DNA, desenvolvemos caninos para devorar carne. Se você quer cuidar da natureza, comendo apenas frutas e vegetais, tudo bem, mas não venha tentar obrigar os outros a seguirem a tua doutrina. – Cada um em seu nicho lembra?.

     “Um leão pode devorar um ser humano, mas o ser humano não pode devorar o leão”? A onde isto é natural na cadeia alimentar? Por quê o leão tem que ser superior ao homem, em vez de haver um termo de igualdade entre ambos? A ciência não tem dito a anos, que o homem tem parentesco com os primatas, e logo é um animal também? – Eu sei isso pode ser desagradável, mas o natural não se baseia em veados e leões, andando lado a lado como amigos, da mesma forma, não pode acontecer com os humanos e os seus irmãos animalescos. Não importa se é racional. A falta do instinto caçador, nos torna dóceis, e mais fáceis de sermos manipulados por entidades obsessoras. – É claro esta é a minha opinião, escolher seguir ou não é de você, mas antes de sair levantando bandeiras a favor do meio-ambiente, pelo menos conheça o quê defende.

    Isto significa que eu, Lux Burnns, sou um monstro, a favor da caça por diversão, e outros meios de entretenimento humano, que humilham os animais? Não, o preto e branco, não se encaixa a mim. Uma coisa é respeitar a natureza, outra é usá-la como posse, da maneira que bem entender. – Por mim as fábricas de comida, deveriam promover o abate misericordioso, semelhante aos dos banquetes de festividades africanas.

    Sempre respeite a crença alheia. Você ama Odin e seu parceiro a Lúcifer. Mas e daí? Cada um segue a divindade que desejar, e aprende com a mesma. – Novamente lembre-se da metamorfose da borboleta, se mexer no casulo, ela morre.

    O mesmo vale para os seus pais. Se você vive com eles, lhes deve muito, por te darem um teto, comida, e as vezes até roupa lavada. Então não os desafie, ou os desmereça por causa de crenças diferentes. Vocês são de tempos diferentes, foram colocados juntos, para aprenderem uns com os outros, não se destruírem. – Seja maduro, saiba argumentar, e lutar como um nobre, pelo seu ponto de vista. Se agir assim, eles provavelmente verão, que a tua filosofia está te tornando alguém melhor, e que não precisam se preocupar. Agora se sair berrando, quebrando os móveis da casa, batendo a porta do quarto, mesmo que eles só queiram conversar, tudo o quê vai ganhar com isso, é mais abordagens, que demonstrem medo do caminho que está tomando. – Falo por experiência. Iniciei minha vida mágica da pior forma, e só depois que adotei esta postura, por causa de Anton Lavey, a guerra em casa acabou. Rebeldia com causa é algo louvável, mas rebeldia por rebeldia, nada mais é que tolice. – Se eles  ainda sim, não permitirem que faça os cultos dentro de casa, vá para fora, se for ruim, procure algum canto seguro, onde possa praticar, sem causar problemas em seu lar. – Nem sempre será um método efetivo, mas é melhor ter aliados dentro de casa, do quê inimigos.

    Por fim sempre tenha em mente, que sentir-se superior, não significa ser superior. Para torna-se assim, terá que ter atitudes que condizem com tal postura. – Não me mande beijos de luz, se a sua única intenção é me queimar. GsolitaryDevil.

    Capitulo 9 – Os Deuses e o Fim da farsa da realidade dualística.

    Este é o fim da sua jornada comigo, e o ínicio de algo ainda maior. Como disse lá no início, há autores infinitamente melhores, e não estou aqui para me apropriar dos seus cargos ou teorias. – Apenas estou apresentando-as com uma linguagem mais direta, para que saibam exatamente o quê praticam, de acordo com a interpretação aceita por outros ocultistas. 

    Até aqui temos trabalhado sobre as grandes causas sociais, que afligem a comunidade mística, e muitas vezes defendi que a realidade não é dualística. Mas para fechar este pequeno guia, me aprofundarei nesta questão com uma explicação mais extensa. – É neste ponto que você vai decidir, se quer continuar sendo ocultista, ou prefere tomar o caminho mais simples, adotando alguma religião por exemplo.

    Desde que éramos jovens, nos ensinaram a dividir o mundo entre homens e mulheres, bem e mal, fogo e gelo, guerra e paz. Nossos pais – na maioria das vezes – nos diziam “No mundo há Deus que é o bem, e há Satanás que é o mal. Deus é luz, Satanás escuridão. Deus é água, Satanás é chamas.” 

    Apesar de não discordar, dos conceitos acima apresentados – com exceção a Deus ser luz, mas é pessoal – creio continuarmos a segui-los é errado. Já aprendemos muito sobre as duas metades, então por quê deveríamos continuar trabalhando-as de maneira separada? 

    Está certo, a iluminação é importante, mas as sombras também são. É preciso que haja um ou o outro, para quê o todo exista. Não adianta tentar tirar um dos números da equação, senão dificilmente encontrará o valor de X ou Y.

    Devido a minha conexão cósmica, estudei não somente astrologia, como astronomia, física, e biologia. Pensei a príncipio, como muitos magos, que era apenas uma imposição social, para nos manter ignorantes perante a verdade do universo. Mas foi então que percebi, que a culpa da divisão não era dos cientistas, em sua maioria religiosos, e sim dos novos filósofos da internet, que empregam o conhecimento científico, apenas para atender os seus próprios conceitos mesquinhos.

    “Deus não existe.” Dizem todos os ateus, que esqueceram-se de questionar, adotando uma conduta massificada, e muitas vezes tomam como prova inconstetável, as palavras de grandes pensadores, que foram queimados como hereges. Oras meus amigos, se Deus não existe, naturalmente nada mais do mundo místico é real também. Inclusive Lúcifer, Odin, Hel, Osíris, Ísis, Seth, Zeus, Deméter, Amon, Baal, Krishina, e vários outros deuses, pois se o suposto supremo não é real, o resto dificilmente pode ser considerado como tal. O velho barbudo de sandálias que conhecemos, nada mais é do quê uma imagem criada por homens, que compilaram antigos escritos, num livro chamado bíblia sagrada. – Então quando se entrega a crença, de adorar o Deus do impossível, você indiretamente está se conectando com alguma destas divindades do velho mundo, por isso o uso de versículos, para atingir determinados objetivos.

    Espera Lux Burnns, filha de Lúcifer e Lilith, neta da gigante Tiamat, você está sugerindo que devo me converter? Calma! Não, isso jamais. Alimentar a ideia de quê este deus é supremo, é o quê torna ainda mais forte, não lembra? 

    Só que também não se pode descartar o inegável, de quê esse grande mosaico mal feito, também é parte da nossa cultura, e que desprezar alguns dos seus fatos, é o mesmo que massacrar a própria doutrina. – Por isso se prender ao lado A ou B, é errado. 

    “Ah mas a deusa x é maior que o deus y.” ou “O deus y é maior que a deusa x” Já chega de se prender a isso. Queres realmente acessar o poder máximo, nesta realidade limitada? Então pare de abraçar apenas a causa que te convém, e aceite que o quadrado é feito de dois triângulos, ou o círculo é formado pela união dos mesmos. – O quê isto significa? Que a realidade não se resume, a deuses C e D, e que não é necessário comprar as suas brigas, para que adquira o seu respeito, ou realizem os seus objetivos.

    Nem mesmo estes deuses são originários do príncipio feminino ou masculino, mas sim da união de ambos, que nasceram do verdadeiro ser supremo, que não é Jeová, Cerridween, ou nem mesmo Tiamat, apesar do quê muitos acreditam.

    Se você é iniciante, será um choque, mas a realidade precisa mostrada desde aqui, para que entenda a perda de tempo, que é lutar apenas de um lado. Então prepare-se, pois a origem do universo, de acordo com os antigos, lhe parecerá absurda, se ainda continua abraçado apenas a positivos e negativos:

     Mitologia súmeria

    Cosmogonia

    “Antes de todos os antes, nada existia, a não ser Nammu, o abismo sem forma. Um dia, Nammu resolveu espreguiçar-se, e novamente voltou a enrolar-se. Com esse gesto, ele criou Ki e Anu, respectivamente a Mãe Terra e o Firmamento. Deles nasceriam todos os demais deuses, o tempo e, no futuro, o homem, que seria feito de argila.”

    Superinteressante 28/05/2019

     Mitologia Egípcia: 

    Cosmogonia 

    Neterus Primordiais:

    São os deuses mais importantes os quais estão associados com o mito de criação (origem do universo):

    • Nun (Nu ou Ny): simbolizava a água ou o líquido cósmico que deu origem ao Universo.• Atum (Atum-Rá, Tem, Temu, Tum e Atem): representa a transformação de Nun, sendo considerado aquele que deu origem a explosão do Universo (semelhante ao Bing Bang) e que gerou os diversos corpos celestes, separando assim, o céu e a Terra.• Amon (ou Amun): esposa de Mut, ele é considerado o rei dos deuses.• Aton (Aton ou Aten): relacionado ao sol, ele foi o deus do atomismo que estava relacionado com o disco solar.• Rá (ou Ré): deus da criação, sendo um dos principais deuses do Egito.• Ka: força mística que representava a alma dos deuses e dos homens.• Ptah: marido de Sekhmet e de Bastet, representava o deus criador e protetor da cidade de Mênfis. Além disso, era considerado deus dos artesãos e arquitetos.• Hu: representava a palavra de criação do Universo.

    Toda Matéria 28/05/2019

     Mitologia Hindu

       Comosgonia 

    A Mitologia Hindu está fundada nos Vedas, que são os livros sagrados dos hindus. Segundo a crença, o próprio Brahma os  escreveu. Brahma é o Deus supremo da tríade hindu. Seus atributos são representados pelos três poderes: criação, conservação e destruição, que formam a Trimuri ou trindade dos principais deuses: Brahma, Vishnu e Shiva, respectivamente, da criação, da conservação e as destruição.

    Brahma é o deus criador de todo o universo e de todas as divindades individuais e por ele, todas serão absorvidas. Ele se transformou em várias coisas, sem nenhuma ajuda externa e criou a alma humana que, de acordo com os Vedas, constitui uma parte do poder supremo, como uma fagulha pertence ao fogo.

    Infoescola 28/05/2019

     Mitologia Grega

    Cosmogonia

    No princípio de todos os mitos, houve um tempo em que nada existia no Universo além do Caos – a mais antiga, a mais inexplicável, a mais absurda das divindades. Nenhum poeta e nenhum filósofo grego imaginava o que teria existido antes dele: era o primeiro dos deuses, a sombra de loucura e confusão que está nas profundezas de tudo o que existe.

    O Caos ocupava todo o espaço do Universo. Nele, estavam misturadas as sementes de todas as coisas futuras: mas não havia ordem alguma, apenas um turbilhão sem sentido e sem fim. No poema As Metamorfoses, escrito no século 1 a.C., o poeta romano Ovídio descreve assim a terrível divindade que deu origem a tudo: “Antes que a terra, o mar e o céu tomassem forma, a natureza tinha apenas uma única face, chamada Caos: uma massa crua e desestruturada, um conglomerado de matéria composta por elementos incompatíveis… Nenhum elemento estava em sua forma correta, e tudo estava em conflito dentro de um mesmo corpo: o frio com o quente, o seco com o molhado, o pesado com o leve”.

    O Sol não iluminava o dia, e a Lua não brilhava à noite. Não havia chão para firmar os pés, nem mar para se nadar – todos os elementos estavam misturados num caldo primitivo. E as coisas, embora sempre em convulsão, não saíam do lugar: pois não havia sequer direita e esquerda, em cima ou embaixo, Norte ou Sul, dentro ou fora. O Caos era tudo e, ao mesmo tempo, nada.

    Superinteressante 28/05/2019

     Mitologia Nórdica

    Cosmogonia

    A narrativa das Edas conta que, no princípio, não havia nem céu nem terra, apenas uma enorme abismo sem fundo e um mundo de vapor, no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte surgiram doze rios que, após longa viagem, congelaram-se e com o acúmulo das camadas de gelo umas sobre as outras, o abismo se encheu.

    Ao sul desse mundo de vapor, havia um mundo de luz, que soprando vapores quentes, derreteu o gelo que havia se formado. Esses vapores, ao elevarem-se no ar, formaram nuvens e destas surgiu Ymir, o gelo gigante e sua geração. Surgiu, também, a vaca Audumbla, que alimentou o gigante com seu leite e alimentava-se da água e sal contidos no gelo. Certo dia, quando a vaca lambia o gelo, surgiu o cabelo de um homem; no segundo dia, a cabeça e no terceiro, todo o corpo, com grande beleza, força e agilidade.

    O novo ser era um deus e dele e de sua esposa surgiram Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir. Com o corpo do gigante morto, fizeram a terra, com o sangue, os mares, com os ossos ergueram as montanhas, dos cabelos fizeram as árvores, com o crânio fizeram o céu e o cérebro tornou-se as nuvens carregadas de neve e granizo. A moradia dos homens foi formada pela testa de Ymir e ficou conhecida como Midgard ou terra média.

    Infoescola 28/05/2019

    Notou uma semelhança? É novato, e A e B nada mais são que A+B, que resulta em AB, que é a resposta sobre o quê o cosmos é. Eu detesto matemática, mas é um cálculo aceitável. Só que esta presença de uma força, que é a soma de partes, não se encontra presente apenas no misticismo, ou em algebra.

    Na física por exemplo um átomo, é formado por prótons e elétrons, que significa respectivamente o positivo e o negativo trabalhando juntos. Isto é algo caiu para mim na sexta-série, mas estava tão focada em renegar o aprendizado mundano, que não pude perceber, o quanto isto podería me ser útil.

    Na biologia há os casos de partogênese, quando uma espécie assexuada, gera uma prole. Mas isto só é possível, porquê as mesmas carregam tanto os genes xx quanto o xy. 

    Esta é a natureza meu caro, esfregando em sua face, que as espécies não são definidas por machos ou femêas, e sim por aqueles que são dotados de capacidades, para dominar o reino em quê habitam. – No reino dos insetos a louva deus fêmea, fica no poder, porquê o ambiente a tornou capaz. No reino felino, especificamente dos leões, é o leão quem comanda, e assim por diante.

    Os humanos, pré-dispostos ou não, continuam sendo animais, por isso também são livres, para definir quem é apto ou não para determinado cargo, desde que estejam cientes, de quê os gêneros feminino e masculino, atuam como formas da valor equivalente, não desigual. Já que novamente, um sem o outro, tem poder, mas os dois juntos, geram a perfeita união que representa o nosso Universo.

    Portanto não se entregue a falácias dualístas, que só agregam valor a determinado grupo. Abrace o todo, entenda-o, e perceba que a união de muitos, é o quê realmente faz a força.

    Por fim guarde isto em sua mente: Bem e mal é relativo sim. Mas uma conduta, realmente correta, pode ser alvo de piada entre os demais. Não importa, se tu segues a luz ou as trevas. Sempre que resolver pensar fora da caixa, haverão aqueles que tendem a te “apedrejar” ou “queimar na fornalha ardente”, por sua postura nobre.

    Um satanista pode sim ser amigo de um cristão. Um bruxo pode sim ser amigo de um mundano. A única coisa que me parece imperdoável, é que ambos continuem, a tentar se destruir, por comprar a briga de seres, que claramente andam de mãos dadas.

    Sem o Inferno não há quem puna os criminosos pelos seus pecados terríveis, da mesma maneira que sem o Paraíso não tem recompensas maravilhosas. Sem a Guerra, não há razão para o Amor existir. Sem a luz não dá para ver na escuridão, assim como sem um pouco escuro, é impossivel enxergar na luz. Sem o fogo para aquecer, o frio nos congela. Sem o frio para nos aliviar, o calor nos queima. Sem a lança para atacar, o escudo pode não ser mortal. Sem o escudo, não há como se defender da espada. A magia branca nos ajuda a alcançar nossos objetivos, mas a magia negra, nos ajuda a sobreviver. O tudo é o todo, e o todo é a junção de todas as metades.

    Agora a sua jornada se encerra comigo, nobre peregrino, e espero ter te ajudado a encontrar o teu cálice dourado. Pegue-o, encha-o do vinho do saber, e embriague-se de conhecimento, pois como pôde ter notado, não importa o caminho que tomares, o destino sempre será o mesmo, mas é a perspectiva do conceito, que te trará paz ou desespero.

    Com muito carinho, Lux Burnns.

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