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brazilian literature

  • Ursal #1

    Eram dias difíceis para todos,desde aquele tempo nada mais foi o mesmo,nada mais. Realmente eram dias difíceis onde o ladrão roubava e era aplaudido e o bom homem era jogado na fogueira. Esperava que tudo ia mudar,mas nada mudou. Era tudo do mesmo jeito,mas será que alguém tem a cura para a maldade?
        Em uma sala se reuníam duas crianças que tentavam sair para brincar lá fora,mas seu paai dizia que era muito perigoso. Eles se perguntavam o porquê de todos dizerem que tudo lá fora é perigoso,mesmo com as guloseimas que seu pai fazia,não era a mesma coisa que jogar bola lá fora. A porta bate e uma das crianças vai atender,era a morte vindo lhe buscar. Dois tiros na cabeça só porque ele estava com vontade de ver sangue jorrar. O pai chorava e perguntava o porquê,e o homem da escopeta virou pra ele e disse:
          -De acordo com o mandato que temos aqui o senhor vai ter que vir conosco para a prisão,por ser contra nosso governo
     O pai,triste e raivoso refutou:
           -Não precisava ter matado meu filho...
            -BASTA!!!!. -Disse o atirador não deixando o pai completar. -Não deixei você falar seu marginal! Vamos direto para a prisão e veremos quem terá piedade de você.
         No dia do julgamento exisstiam alí muitos soldados e generais,cada um com sua arma. O homem não sabia oq fazer. Pois sabia que não podia fazer nada. Mesmo estando certo foi condenado a morte. Eram dias difíceis
  • Vai, Mas Volta Logo!

    Teu cheiro já esta em minha pele
    Tua voz ecoa nos cantos sem parar
    Sinto teu abraço e meu corpo cede
    Já é a saudade que ocupa um lugar

    Um amor que não sei explicar
    Meus olhos brilham ao te ver sorrir
    Sei que logo vou te abraçar
    Mas viciei em te fazer feliz

    Amor, hoje somos apenas um
    Um único coração que vive por dois
    Mostrando que somos seres incomuns
    Mas que se encontraram em uma só voz

    Abro mão do meu mundo para te ter aqui
    Sei que meu amor vai ao teu encontro
    Já estava escrita nossa história 
    E assim vamos seguir

    Não esquece que te quero de mais
    Então vai, mas volta logo!
  • Valeu, tio!


    onibus
    Entrou no ônibus após uma pequena corrida.

    Não queria perder a oportunidade que o sinal de trânsito fechado lhe oferecia. Já na roleta, percebeu o missionário que, na forma de vendedor de cocadas, bradava como de costume sua história de conversão aos passageiros.

    Em meio ao testemunho proclamado no interior daquele coletivo, o recém-chegado passageiro caminhou pelo centro do longo veículo a conferir o troco recebido. Não vira o rosto da trocadora, nem do entusiasmado convertido, assim como o da maioria dos trabalhadores que, após mais um extenso dia, voltavam para suas casas através daquele popular meio de transporte.

    Não havia bancos vagos totalmente, apenas um lugar aqui, outro ali, sempre ao lado de algum outro alguém sem rosto e que, para seu desgosto, não muito espaço ofereciam para ele e sua enorme sacola de doces.

    Sim... Da mesma forma que o vendedor de cocadas, também ele, o recém-chegado passageiro, carregava guloseimas. Não portava uma cesta, como o prolixo missionário, mas segurava as alças de uma vultosa bolsa plástica, repleta de chocolates, balas, bombons e outras iguarias.

    Estas não eram para vender, ao custo da solidariedade alheia, em prol dos irmãos atendidos pela casa onde o ex-dependente químico declarava trabalhar; mas sim para o seu próprio consumo.

    No centro da cidade existia uma enorme casa de doces, que vendia em médias quantidades a preço de atacado. O recém-chegado passageiro abastecera-se lá. Sua cota mensal de glicose. Era início de mês e, com o salário recebido no bolso, dera início ao costumeiro estoque.

    Sentou-se ao final do coletivo; no penúltimo banco, pois visualizara um espaço no fundo do ônibus onde descobrira não haver ninguém ao lado, possibilitando-o assim começar a saborosa degustação. Mas, ao aproximar-se, percebera o motivo daquele inusitado vazio, a ele oferecido em plena hora do rush.

    Havia um menino de rua deitado sobre o último assento, ocupando o lugar destinado originalmente para duas ou três pessoas.

    Descalço, maltrapilho e sujo, o dimenor também portava um saco plástico, só que o detinha na altura da boca, pressionado em sua abertura por um par de mãos trêmulas, ainda sob o efeito do alucinógeno vapor.

    O rosto daquela criança em êxtase, retrato cruel da realidade urbana, foi a primeira e única feição avistada pelo homem dentro do coletivo. Torpor infantil. Contraste.

    Asco.

    Então, após entreabrir somente um dos olhos, o menino foi diretamente atraído pela transparência da sacola plástica carregada pelo recém-chegado passageiro; o único a sentar-se próximo a ele.

    Levantou-se com dificuldade e, no resto de inocência que a brutalidade desumana daquela grande cidade ainda lhe permitia experimentar, estendeu os braços na direção da sacola, numa mistura de sonho e realidade.

    “Valeu, tio!”, disse o moleque com o esboço de um tenro sorriso nos lábios marcados de cola.

    Valeu, tio!

    Mais ainda do que o sorriso, ficou marcada na mente do recém-chegado passageiro aquela frase. Alegre. Aliviada. Feliz. Uma simples e pequenina frase. Uma meia sentença. Muito mais rica em sua exclamação. Uma pequena pausa em meio a uma meia vida.

    Sem sua sacola de doces, o passageiro agora não mais era um recém-chegado. Estabelecera contato direto com a plenitude de sentido coletivo. E único. Desfizera-se de sua máscara, seu muro, sua redoma de vidro temperado.

    Temperança.

    Tocado pelas mãos daquela criança, sujas pelo mesmo cimento do intransponível muro agora derrubado, o passageiro já havia feito o verdadeiro percurso. O caminho precursor de todos os trajetos.

    Concretos acessos.

    Pela janela avistava o invisível. Marquises, pontes, viadutos... A cidade estava toda lá fora. Viva. Reflexos convexos de encontro a um complexo coletivo. Cidade. A rima na mente, incoerente, querendo conversa. E se tudo tivesse sido diferente para ele? E se, nessa idade... E se?

    Cidade.

    O doce sentido das palavras, degustado em forma de poesia. O abrupto encontro de realidades perdidas. Perdidas em meio a um insustentável sentido. Idas e vindas. A pressa. O medo. O egoísmo e a falsa sensação de impotência. Desculpas de culpas cabíveis. Reflexa ação do pensar coletivamente. Ônus.

    Ônibus.

    O resto do percurso foi feito em silêncio. Tudo diferente do normal. O vendedor de cocadas desceu; alguns outros passageiros desceram. O coletivo flutuando sobre as trilhas perdidas de uma tarde em despedida. Só havia aquele rosto, agora. E aquela frase...

    Valeu, tio!

    E aquele sorriso infantil.

  • Valorize!

    Sentimentos podem crescer, mas também podem ir embora. Quem gosta, cuida e quem sente falta, procura. Então saiba reconhecer a tempo quem faz a diferença. Valorize quem te respeita, cuide do que é importante e tente não errar com quem realmente se importa, porque gostamos quando queremos, mas esquecemos quando é preciso.


    Luca Schneersohn

  • Vanguarda

    Arte é incômodo
    Não pode ser trivial
    Deve movimentar os átomos
    Deve brindar as sensações com o mais fino, sutil, intenso e tangível desconcerto
    Precisa nos lembrar que está à frente, que se renova como a crueza inteligente da natureza
    Paciente em viver Kronos e suavemente, cientemente apressada, ao reencontrar Kairós.


    Poema do meu primeiro livro de poesias, Átomo, lançado em dezembro de 2018, com prefácio de Rafael Cortez e apresentação de Thomas Pescarini e disponível em formato físico e ebook na Amazon.
  • VIDA

    Se você nascesse de novo,
    O que faria pra melhorar?
    Erraria tudo outra vez?
    Tentaria mais acertar?

    Falaria menos que antes?
    Tentaria a Deus encontrar?
    Largaria o fumo e o álcool?
    Deixaria a vida levar?

    Aproveite o tempo que resta,
    Já pensou não podes voltar?
    Deixe tudo bem arrumado,
    Para o outro que vai chegar.

    Trocaria as noites em claro?
    Dormiria sem hesitar?
    Transaria só com quem ama?
    Amaria só para transar?

    Viveria cada momento,
    Sem um dia desperdiçar?
    Pouparia cada moeda,
    Esperando a morte chegar?

    Aproveite o tempo que resta,
    Já pensou não podes voltar?
    Deixe tudo bem arrumado,
    Para o outro que vai chegar.
  • Viver o quê? Viver de quê? Viver porquê?

    O mundo é tão complicado
    As pessoas são tão confusas
    Felicidade!
    Todos buscam, todos buscam...
     
    A vida é tão curta
    Os dias passam rápido
    O tempo é escasso
    Não temos tempo a perder
    O tempo não para
    Vamos viver!
     
    Viver o quê? Viver de quê? Viver porquê?
    Vamos me fale! Pra quê viver?
     
    Viver a ignorância predominante do nosso país?
    Viver a miséria e a violência que deixa o nosso povo infeliz?
    Viver a deficiência do ensino público?
    Viver com fome, demente e imundo?
    Viver num país de terceiro mundo subdesenvolvido?
    Viver a blasfema “de um mundo melhor” na boca dos políticos?
    Viver jogado nas praças, debaixo dos viadutos, marquises e vielas?
    Viver a vida bastante iludida de uma novela?
     
    Viver o quê? Viver de quê? Viver porquê?
    Vamos me fale! Pra quê viver?
     
    Vamos viver o que há para viver
    Viver o momento presente
    Deixar que o coração e a mente ame incondicionalmente
    Vamos nos preencher do mais infinito amor por todas as criaturas
    Praticar a benevolência para com o mundo todo
    Porque somente quando amamos é que percebemos a importância do viver
     
    Vamos me fale! O que há para amar?
     
     
    Amar é ter respeito
    É sentir dentro do peito
    É abster-se de todas as facetas do preconceito
     
    Amar é cuidar do bem estar de todas as coisas
    É não possuir, mas, de ser possuído
    É olhar para uma árvore e não vê só uma árvore
    Vê raízes, folhas, tronco, chuva, solo e Sol
    Em um relacionamento contínuo e a árvore aflorando dessa relação
     
    Amar é olhar para si mesmo e para outra pessoa e vê a mesma coisa
    Árvores e animais, humanos e insetos, pedra, flores e pássaros
    Todos unidos na mais perfeita harmonia
    Dando origem a todas as coisas vivas
     
    A pessoa que ama é compreensiva com sua gente infantil
    Em seu olhar não há malevolência
    Quando é agredido e ofendido escreve na área
    Para que o rancor e o ódio do seu coração
    Sejam apagados facilmente pelas ondas do mar
    E os benefícios que recebe escreve na pedra
    Para que sejam lembrados para todo o sempre
     
    Amar é saber que a Terra é um ser vivo
    Um gigantesco ser consciente
    Sujeito às mesmas forças que nós
    É saber que este grande ser é a nossa mãe, e assim, respeitá-la
     
    Sabendo disso!
    Sabe-se que todas as coisas vivas são irmãos
     
    Cuidando delas!
    Estaremos cuidando de nós mesmos
    Dando a elas!
    Estaremos dando a nós mesmos
    Ficando em paz com elas!
    Estaremos sempre em paz, em paz com nós mesmos
     
    Vamos viver o que há para viver
    A felicidade brota do agora
    O entendimento está no momento presente
    Na nossa vida cotidiana
    Caminhando passo a passo ao nosso lado
     
    Viver cada minuto como se fosse o ultimo minuto de nossas vidas!
     
    Não importa o lugar
    Não importa a condição
    Viva! Viva o momento presente!
     
    Porque a vida é curta
    Os dias passam rápido
    O tempo é escasso
    Não temos tempo a perder
    O tempo não para
    Vamos viver!
     
    Sem “o quê?”, sem “de quê?”, sem “porquê?”
    Sem se perguntar “pra quê viver?”
  • Você é a raiz e os galhos do que percebo como força de vontade
    Raízes e galhos da força interna
    Alma gêmea eterna
    Dama poderosa
    Fêmea prateada
    Banhada a ouro
    Língua ferina, assassina
    Pragueja à toa
    Mais forte que a própria leoa.


    Poema do meu primeiro livro de poesias, Átomo, lançado em dezembro de 2018, com prefácio de Rafael Cortez e apresentação de Thomas Pescarini e disponível em formato físico e ebook na Amazon.
  • Vozes

    Se eu não criar

    De algum jeito vai desaguar

    Porque posso chorar.
  • Yume Nagashi - capitulo 01

    Sr. Shinobu é seqüestrado e assassinado, ele é um dos donos de uma grande empresa no Japão. Algumas semanas depois, sua esposa Akane e sua filha sobrem um acidente de carro. Os motoristas de ambos os carros morrem no local, Akane e Yume chegam ao hospital vivas, mas infelizmente a mãe não resiste, teve derrame celebral. A herdeira, Yume sai praticamente intacta. A policial suspeita que alguém quer acabar com a família, por segurança da herdeira, aconselham a avó Ikari mandar a neta morar em outra cidade ou se possível país. Avó conversa com a neta e informa que ela irá se mudar para o Brasil, e irá morar com a madrinha Kanna que é a irmã mais nova do seu falecido pai. Yume não gosta de idéia, mas não tem escolha. Yume esta no avião ouvindo musica no seu walkman, pensando em tudo, morte dos seus pais, sua avó meio que dispensando ela pro Brasil, não ter celular para conversar com seus amigos, já que teve que deixar com a polícia, morar com sua madrinha e entre outros pensamentos. Chegando ao aeroporto de São Paulo, mostra ao segurança que ela tem autorização judicial para viajar sozinha, mesmo tendo apenas 14 anos. Ela pega o ônibus para Santos, na descida da serra, ela vê a paisagem da baixada santista, na qual ela se anima um pouco, pois aparenta ser uma região legal desse morar. Quando estava lavando seu rosto no banheiro do ônibus, falando para ela mesma através do espelho, que ela deve ter paciência e educação, pois sabe que sua madrinha tem uma condição bem mais simples do que ela estava acostumada a viver. Na hora do ônibus fazer uma curva, ele acaba balança muito, fazendo com que Yume caia sentada na privada, ela levanta irritada e chuta a privada. Ela sai e senta na sua poltrona, ao sentar sente falta do seu celular, ao pensar no pior, corre pro banheiro, e vê ele dentro da privada. Yume volta pra poltrona desanimada, pois agora está sem celular para se comunicar com sua madrinha, pois ela esta chegando um pouco antes do imprevisto. Chegando à rodoviária, ela vê que é ambiente é bem simples e meio largado, ficando com nojo de sentar, sentando somente quando achou uma toalhinha para colocar embaixo. Um rapaz que a vê e pensa que está desorientada, por estar com blusa e mochila dos E.U.A, pensa que é estrangeira, e começa a falar com ela em inglês. Porém, Yume é péssima em inglês, ela tenta conversar em japonês, pensando que o rapaz é um estrangeiro desorientado. Um falando em inglês e o outro em japonês, única coisa que ambos entenderam foram seus nomes, que o dele é Carlos e o dela é Yume. Sua madrinha Kanna aparece e agradece ao rapaz por ter cuidado de sua afilhada, falando em português, o rapaz fica sem jeito. Antes de elas irem embora, Yume fala em português com ele, deixando ele indignado que ficou falando inglês à toa. Elas pegam o ônibus, sua madrinha conta que montou um quarto pra ela, que conversou a família do Japão para saber os gostos dela, já que faziam uns 10 anos que ela não a via. Yume sente que sua madrinha está tentando fazer de tudo para criar uma relação, fazendo um monte de perguntas e contando sobre a cidade, mas Yume não consegue esconder no seu olhar que não está muito aberta para conversas. Deixando sua madrinha sem jeito e quieta durante o trajeto. Descendo do ônibus, elas entram num prédio de três andares, o apartamento é um dos fundos e no ultimo andar, quando Yume olha a quantidade de malas e as escadas, bate um desanimo e desespero. Sua madrinha pede para ela esperar, pois vai chamar o padrinho Hakkai para ajudar. Ele desce reclamando, e quando vê a quantidade de malas, reclama mais ainda, e já joga uma indireta para sua esposa que não tem armário para isso tudo e que a metade deverá ser doado. Yume coloca seu walkman, e ajuda a subir com as suas malas. Sua madrinha mostra seu quarto, o que seu padrinho disse era verdade, quarto pequeno, apenas um armário com 4 gavetas e uma cômoda com 8 gavetas e uma pequena escrivaninha. Enquanto sua madrinha faz o jantar, ela fica deitada na cama, escutando musica, ao fechar os olhos, lembra do seu quarto que era enorme, seu closet era do tamanho do seu quarto atual, e como sua mãe amava passar o dia fazendo Yume de modelo, sua mãe sempre falava que queria que sua filha estivesse na moda, e agora sente que será obrigada a desfazer das roupas que sua mãe vivia comprando. Yume chora, mas coloca o travesseiro no rosto pra abafar. Kanna abre a porta e percebe que ela esta chorando, volta pra cozinha e senta triste na cadeira, Hakkai questiona do porque a tristeza no olhar, ela comenta que Yume esta chorando e ela não sabe como confortar. Hakkai levanta, abre a porta do quarto da Yume e fala, que chorar não tira a fome, e que ele quer ela esteja na mesa com choro ou sem, pois não viu sua esposa fazer um jantar deliciosa para agradar a afilhada, e a mesma não degustar. Sentindo-se obrigada, ela senta a mesa com cara vermelha e com raiva de Hakkai. Kanna a serve um prato de yakissoba um dos pratos favoritos de Yume, e logo em seguida serve Hakkai, e senta para comer junto. Para tirar o clima tenso, Kanna conta o seu dia, acontecimentos da cidade e Hakkai da audiência, puxando outros assuntos. Yume come quieta, mas se sente bem, pois além da comida estar uma delicia, o momento a fez lembrar das poucas vezes que seus pais jantavam juntos. Seu pai vivia pro trabalho, passava pouco tempo com a família, já sua mãe, mesmo com o trabalho dava um jeito de passar tempo com sua filha, então quando jantavam juntos era bem aproveitado...

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