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Bonito

  • Onde Está O Meu Amor? (Parte 2)

    Era por volta das 22h da noite quando ele me mandou o nome do filme que íamos assistir, hora e local de encontro. Fui dormir, e acordei numa euforia que não sabia o que significava direito, naquele dia não haveria aula era Conselho de classe, então eu fui diretamente para a casa da minha madrinha Bárbara ela queria falar comigo sobre alguma coisa, mas eu já sabia o que era, é que no domingo tinham uma festa de aniversário ela trabalhava com decoração e encomendas de  salgados e doces. A mãe da aniversariante havia falado comigo e me convidado. 
    Quando cheguei na casa da "Drinha" era exatamente o que pensava, tinha que ajudar ela nesse evento (ela sempre me recompensava com uns 20 reais). Contei pra ela que iria no cinema com o Cris, ela surtou de empolgação parecia que ela que iria 
    no meu lugar me lembro exatamente da nossa conversa:
    - Princesa, eu no seu lugar me prepararia pra um beijo mega cinematográfico!
    - Drinha vamos com calma tá? O que rolou entre eu e o Cristian foi só um selinho que faz tempo que aconteceu, além do mais isso pode não significar nada.
    - Minha querida, a maioria das histórias de amor começam desse jeito, mas não se iluda viu? 
    - Que cê tá insinuando?
    - Você é muito novinha pra relacionamento sério, vai viver muitos amores meu bem!
    - A senhora não perde tempo pra pôr, seus mandamentos solteiros e desapegados, né?
    Antes, eu tivesse ouvido mais o que ela tinha me dito naquele tempo...
    Saí, da casa dela depois dessa conversa e fui bater perna, por aí. Quando deu o horário do encontro, corri para casa, botei uma roupa bem estilosa nada de estilo meigo fofinho naquele dia e fui ao local (era na cafeteira da mãe dele).
    Ele tava lá, de um jeito que mexeu com o meu coração que eu me recusava acreditar naquela atração toda.
  • Pinheiro

    Penduradas as bolinhas,
    Faltam frutas, sinos e presentes,
    E a árvore estará decorada!
    Alguém pode me dar uma mãozinha?
    A casa hoje estará cheia de parentes,
    O Natal é a época mais animada!
    Vou até chamar minha vizinha,
    Mesmo que não estejamos contentes,
    Pois ela estava errada!
    Minha avó também não terá um Natal sozinha,
    Vou buscar ela urgente,
    Continua a tradição de histórias já contadas.
    Terminei a árvore, vou pra cozinha,
    O peru vai para o forno quente,
    E começa a noite tão esperada!
  • Precauções do COVID-19

    Se cuide do jeito certo
    Se os sintomas surgir
    Se afaste de perto 
    Depois chame um médico

    Mantenha distância do infectado
    Fique o mais possível afastado
    Mantenha-se mascarado
    Faça tudo que logo estará curado

    Se o resultado der negativo
    A proteção deverá continuar
    Se esforce para seguir protegido
    Que logo a vacina chegará
  • Reflexão de uma manhã

    Nesta manhã de inverno, bem no amanhecer do dia.
    Fiz a Deus uma prece, um Pai Nosso e uma Ave Maria.

    Agradeci pela vida me apresentar mais um dia,
    Das forças dos elementos eu quero a brisa dos ventos.
    Da terra sagrada eu peço mais um dia o meu sustento.

    Do fogo eu peço que me aqueça do frio com um pouco de calor.
    Mantendo sempre acesa a luz divina do amor.

    Das águas puras e cristalinas peço para a minha sede matar.
    Fonte sagrada da vida que nunca há de me faltar.

    Que dos caminhos da vida todas as pedras sejam removidas para eu poder caminhar
    Porém se ficar alguma Deus sempre vai me dar forças para eu poder superar.

    Porque é assim que vejo a vida, vamos seguir em frente, sem jamais ser indiferente
    A cada amanhecer, a cada novo dia que a mão de Deus nos dá.

    O universo é feito de energia, para todos iluminar
    Todo criador tem sua cria, somos uma dela
    E então eu te pergunto: porque não acreditar.
  • Sala 209

    ***
    Eu era um rapaz do interior, fiz o primeiro ano de meu curso universitário por lá, mas uma oportunidade única me levou para a cidade grande em meu segundo ano. Não conhecia uma alma naquele lugar. Consegui um apartamento pequeno e apertado com apenas um banheiro, um quarto pequeno e uma sala com um fogão e uma geladeira, uma televisão velha e um sofá rasgado. Não tinha luxo algum e tinha muita solidão. Cheguei à cidade um mês antes das aulas começarem e conseguir emprego era muito difícil. Não tenho vergonha de dizer que meus pais, até ali, me sustentavam completamente. Eles não eram ricos, só tinham dinheiro suficiente para cuidar da família em dificuldades.
    O mês terminou e não consegui emprego. Meus pais me transferiam algum dinheiro para que eu pudesse sobreviver. Um mês comendo peito de frango e alface, vi meus quilos esvaírem. A vontade de voltar para casa era grande, só que eu precisava daquilo, precisava superar minhas dificuldades, sabia que meu futuro dependia muito disso.
    O primeiro dia de aula chegou. Resolvi sair de casa cedo para o caso de me perder no caminho. Peguei o metrô, não tinha isso em minha cidade, e achei maravilhoso. Mesmo cheio, era uma coisa incrível, muito embora não ver a paisagem da cidade fosse um ponto negativo. No mês anterior pouco sai de casa, agora, com a perspectiva de um novo emprego, esperava aproveitar melhor e conhecer lugares novos.
    Depois de algumas estações cheguei ao campus e alguns seguranças apontaram o prédio que eu deveria ter minhas aulas. Lá, indaguei a alguns alunos onde era a sala 209, indicaram ser no segundo andar, o que era perto. Apenas subi as escadas e encontrei a porta de madeira, com aquela plaquinha escrito “209”. Entrei no cômodo suntuoso. Ali dentro duas escadarias subiam pelas extremidades da sala e outra cortava a sala ao meio. As escadas eram divididas por mesas que não se separavam, os alunos sentavam lado a lado.
    Fui para uma das últimas fileiras e sentei, sozinho, tentando não incomodar os demais alunos nem chamar muita atenção. Olhei para baixo e vi a mesa do professor. Acima dela havia um quadro negro enorme e a tela branca, para expor gravações do data show, que jazia abaixada, cobrindo parte da lousa. Foi então que imaginei todo o meu futuro, tudo o que aprenderia naquele lugar, o profissional genial que seria. Deixei escorregar um pequeno sorriso. Ao meu lado direito havia apenas um lugar vazio antes da escadaria, ao lado esquerdo dois rapazes sentaram. Tornaram-se meus primeiros amigos naquela cidade.
    ***
    Durante a primeira semana de aula, naquela sala 209, consegui meu primeiro emprego. Não era nada demais, apenas grelhava hambúrgueres em uma rede de fast food. O dinheiro era pouco, só que ajudava meus pais, pois eles não precisavam mais me mandar dinheiro, poderiam desfrutar a aposentadoria em paz.
    Na segunda semana de aula, tive um dia de folga no trabalho. O cansaço já era grande e acabei por cochilar demais. Quando acordei vi que era tarde e o professor Richard não gostava de atrasos. Sai com pressa, e durante minha afobação, acabei por esquecer o guarda-chuva atrás da porta de entrada. Quando vi a tempestade se formando, era tarde demais. Corri, corri e corri, cheguei à universidade ensopado, com frio, minha camisa branca tornara-se transparente, expondo minhas duas bolinhas escuras no peito. Meu cabelo escorria pela testa, revelando algumas falhas que o futuro calvo reservava. Passei a mão para penteá-lo melhor e tentar disfarçar. Fui direto ao banheiro masculino, para tentar me secar com algumas folhas de papel, tive certo alívio, contudo, ainda sentia muito frio.
    Entrei na sala e fui para meu lugar. Meus amigos não chegaram, o lugar a minha direita ficara vago por todo esse tempo. Foi quando reparei que não conhecia ninguém da sala, senão aqueles que sentavam perto de mim. O ar condicionado me fazia tremer, ninguém se importou, ninguém olhava para mim. Acho que ouvi risinhos, minha cabeça dizia que eram por minha causa. Nunca descobri.
    Foi então que, perdido em meus pensamentos, olhei de relance para a porta e vi aquela garota de quase 1m70cm, talvez uns 5 centímetros mais baixa, com seus longos cabelos vermelhos flamejantes, chegavam até a metade de suas costas e dançavam de um lado para o outro a cada passo que ela dava. Seu sorriso era angelical, seus olhos verdes eram hipnotizantes e senti meu coração acelerar. Vestia um casaco da universidade, o casaco era pelo menos dois números maiores do que ela, o que lhe dava um ar divertido e ocultavam suas mãos. Sua calça era de camuflagem militar, bem colada, mostrando quão torneadas eram suas pernas. Ela subiu a escada ao meu lado, dezenas de lugares livres e parou bem ali, olhando para mim.
    - Não adianta me olhar. Você nunca me terá.
    - Oi? Do que você está falando? – Balbuciei sem entender o que acontecera.
    - Você sabe bem, seu pervertido. Belos mamilos – ela disse com um risinho gostoso de se ouvir. – Tome, pegue minha jaqueta, talvez seja um pouco curta para você, mas se não se importar em ficar apertado, vai te esquentar, o forro dela é bom. – Disse ela sentando ao meu lado.
    - Muito obrigado. – Respondi com um sorriso sincero. – Qual o seu nome?
    - Você não tem educação? – Ela falou em um tom sério
    - Desculpe, o que eu fiz agora? – Disse arregalando os olhos com o susto.
    - A etiqueta exige que você se apresente antes de perguntar o nome da outra pessoa – ela respondeu rindo (já não entendia se ela apenas curtia um barato com a minha cara ou se falava sério).
    - A sim, claro. Meu nome é James, e o seu?
    - Sou Emily.
    Ela sorriu para mim. Aquele sorriso deixava minhas pernas moles. Acho que a olhei por tempo demais. Ela me advertiu rispidamente.
    - Preste atenção na aula! O professor chegou, pervertido. Não gosto que fiquem me encarando.
    - Não foi a intenção, não fiz por mal. – Respondi com certa tristeza pela pequena bronca.
    - Você é muito inocente, não vai durar 1 ano nessa faculdade sem mim – ela respondeu rindo, alto o suficiente para o professor pedir silêncio.
    Saímos juntos depois da aula e fomos para um pub beber. Conversamos bastante, ela era muito inteligente, tinha vinte anos, três a menos do que eu. Gostava de meditação, de comer, de malhar, de me provocar, de animais, lutava pelos direitos das mulheres, aos poucos se desenhava uma pessoa incrível, e, simplesmente assim, demos nosso primeiro beijo. Foi o melhor beijo que já dera, não há explicação melhor, apenas pareceu certo, na hora certa. A abracei e a levantei no ar, deve ter parecido cena de cinema, ou apenas dois bêbados fazendo besteira, porque quase caímos. Foi quando me dei conta dos 7 pints de cerveja que deixamos em cima da mesa. Pagamos a conta e fomos embora, cada um para sua casa.
    Mandei mensagem para ela, perguntando se chegara bem em casa, ela respondeu dizendo que sim e que já estava pronta para dormir. Junto, mandou uma foto no espelho, só de camisola. A foto era linda. Sim, deu um pouco de tesão (muito), mas além disso, ela estava simplesmente linda, deslumbrante e radiante, palavras não conseguem descrever. Meu coração já berrava toda a paixão que ela causará em mim. Essa garota era meu primeiro amor e eu sabia disso.
    ***
    Larguei meu emprego virando hambúrgueres e consegui vaga em uma empresa que pagava bem melhor, embora fosse pequena. Minha chefe era famosa, inteligente e preocupada com o crescimento dos funcionários mais baixos, oferecia conselhos valioso, senti que poderia crescer lá dentro se me esforçasse. O trabalho em si, era interessante, contudo, minha mente era povoada apenas por Emily. Trocávamos mensagens todos os dias, quase o tempo todo. Ela mandava dezenas de fotos nuas, eu adorava e replicava com fotos minhas. Às vezes íamos ao banheiro durante o trabalho só para mandar fotos. Aquilo se tornou um vício. Naquela semana, a vi novamente com aquele longo casaco da universidade. Gostava dele, lembrava o dia em que a conheci. Seu sorriso era lindo igual, por ser cedo a sala estava vazia, apenas nós dois e mais três pessoas sentadas nas mesas de baixo.
    Observei Emily subir as escadarias da sala 209, como observava quase todos os dias, sempre tentava chegar mais cedo para vê-la subindo, acho que ela sabia disso. Desta vez tinha um sorriso brincalhão no rosto, sentou ao meu lado, disse um “oi” rápido e me beijou. Ouvi um pequeno “click” e senti uma pontada contra minha virilha. Foi dolorosa e senti uma gota de sangue escorrer. Tive medo por um momento, ela parou de me beijar e continuou sorrindo, deslizou um pouco a faca na minha virilha e fez um corte superficial.
    - Você é louca? – Falei em tom baixo, porém, assustado.
    - Provavelmente, mas se eu não for ao psiquiatra, nunca descobrirei, então nunca serei - Ela diz voltando a me beijar.
    Não sabia como agir, não sabia sua intenção. Por um instante pensei em afastá-la de perto de mim. Então, com a dor daquela pontada na virilha, senti um carinho leve nas minhas bolas, era um carinho delicado e experiente. Ouvi outro click, imaginei que fosse a faca se retraindo, pois, parei de sentir dor. Ela beijou e mordeu meu pescoço e se afastou de mim.
    - Está bom por hoje. A aula já vai começar.
    Eu ri. Aquela garota mexia comigo. Jogou um pedaço de papel para mim e um band-aid para colocar no machucado.
    - Para sua calça você pode achar uma costureira, mas o detalhe rasgado ficou bom. Se quiser posso fazer na outra perna para ficar igual.
    Sim, foi uma sensação gostosa e aterrorizante, nunca haviam encostado uma faca em mim. Emily era uma garota única, já tinha certeza disso.
    ***
    Passava das 22h, troquei mensagens com Emily o dia todo, à noite ela iria para um templo de meditação e dormiria lá. Achei fantástica a ideia, apenas temi um pouco por ser um lugar afastado e por ela ir sozinha. Depois de refletir um pouco, imaginei que talvez eu devesse temer por quem tentasse fazer algo com ela. O pensamento me fez rir.
    Liguei a tv da sala, passava algum filme velho que não me interessava muito. Encostei e relaxei, imaginei que iria dormir ali mesmo e acordaria no dia seguinte, afinal, sem falar com Emily eu não tinha mais nada para fazer naquela noite.
    O sono me chamava com força, meus olhos fechados ajudavam. Até que ouvi meu celular vibrar. Imaginei que fosse alguma notificação de notícia e pensei em ignorar. Não me interessa o que acontece no mundo hoje, a menos que a notícia seja “James dorme como um bebe e acorda todo babado no colo de seu amor”. Não sei o que agiu dentro de mim, mas agiu com força, para me abrigar a abrir os olhos e pegar o aparelho.
    “Cheguei atrasada, já fecharam a casa e não posso entrar. Também não posso ir para casa, meus pais acham que estou na casa de uma amiga, vou ver se vou para lá.”.
    Meu apartamento era perto do metrô e perto de diversos pontos de ônibus. Indaguei onde ela estava e se não seria mais fácil e cômodo ela vir para minha casa, ela perguntou se não seria muito incômodo, eu disse que seria um prazer imenso. Em meia hora tomei um banho, espantei o sono, vesti algo interessante e fui encontrá-la no metrô.
    A rua era segura e sempre cheia, uma reta só até minha casa, só achei que seria melhor fazer-lhe companhia. Nos encontramos, conversamos sobre diversas coisas, demos risada e fomos para minha casa. Lá ela tomou banho e esperei assistindo tv. Começara “O Iluminado”, sempre gostei desse filme. Gostei muito mais da visão atrás de mim, Emily apareceu com sua linda camisola lilás e de calcinha.
    Sentamos no sofá para assistir ao filme e começamos a nos beijar. Seus beijos eram sempre gostosos, na medida perfeita para mim em todos os sentidos. Suas mãos deslizavam pelo meu corpo, a sensação era maravilhosa. Ela deitou no meu colo e continuamos a nos beijar, apaixonadamente. Aproveitei o momento para tentar ir além, vagarosamente passei minha mão por sua barriga e tentei entrar dentro de sua calcinha. Ela parou de me beijar e disse que não, com um sorriso provocador. Eu concordei e lhe abracei.
    Continuamos com os beijos e as coisas esquentaram. Ela abriu meu zíper e retirou o que tinha na minha calça para colocar na boca. A sensação era incrível, como sua delicadeza e movimentos rápidos naquilo me afetavam. Não achei justo apenas eu sentir aquilo. Repeti o movimento de antes, acariciei sua barriga delicadamente e segui meu caminho, bem devagar para que ela pudesse me parar se quisesse, até dentro de sua calcinha. Ela não fez objeção e seguimos, madrugada a dentro, dando prazer um ao outro.
    ***
    Tínhamos uma aula especial no sábado à tarde, naquela sala 209. Apenas um reforço, nada obrigatório, e Emily me convenceu a ir. Pedi que ela me levasse um suco para beber e guardasse meu lugar, pois chegaria atrasado. Ela o fez, assim que cheguei, vi seu rosto iluminar com aquele sorriso. Sentei ao seu lado e bebi o suco de maracujá, uma delícia.
    Ouvi o click e a pontada novamente, era algo rotineiro, uma vez por semana pelo menos. Só que desta vez a sala estava cheia e o professor já começara a aula, então, ela não me beijava, apenas pressionava aquela faca contra mim e acariciava minhas bolas por cima da calça. Preciso admitir que o medo de ser pego e o pouco de dor me agradava e ela sabia disso.
    - Você está me condicionando a sentir essa facada e ficar de pau duro? – Cochicho em seu ouvido, rindo.
    - Talvez. - Ela responde com um sorriso provocador no rosto.
    O professor colocou algum filme para explicar algum ponto, para ser sincero, não prestava muita atenção naquela aula. Na cena a namorada do protagonista levava uma bebida para ele, achei bonito e pensei em voz alta:
    - Olha que fofa, ela trouxe o suco para ele. Parece até alguém que eu conheço.
    Acho que meu tom sonhador foi confundido com sarcasmo, ela respondeu:
    - Ei! Eu trouxe a porra do suco para você.
    - Eu sei, amor. Acabei de dizer que parece alguém que conheço, no caso você - respondi com um riso suave.
     – Sei... essa aula está um saco, vamos sair daqui, quero te mostrar uma coisa.
    - Tudo bem.
    Saímos juntos e Emily me levou até à cobertura do prédio. Pela quantidade de bitucas de cigarro no chão, imaginei que fosse comum ter alunos por ali, mas não naquele final de tarde. Sentamos apreciando o pôr do Sol, conversando sobre a vida.
    - Imagina onde estaremos daqui 5 ou 10 anos? Formados com carreiras solidas? Ricos? Desempregados? Vivos? Eu não sei. E acho que não ligo, pelo menos não agora. Temos que curtir a vida, não?
    - Sim Emily, concordo com você. Acho que a única coisa que me importa agora é estar contigo no futuro. Eu te amo.
    - Eu também te amo, James. Sim, teremos nosso futuro juntos. Vem aqui, chegue mais perto de mim. Estou gostando cada vez mais da sua companhia.
    Nos abraçamos e continuamos falando sobre a vida. Eu ouvia com um sorriso bobo no rosto. Gostava de ouvir o que ela tinha para falar, suas ideias, suas divagações, às vezes tinham sentido, às vezes não, de qualquer forma ela me ensinou muito mais do que aquela faculdade.
    - Você já fumou isso? – ela diz mostrando um baseado - Quer experimentar?
    - Não sei, eu nunca fumei.
    - Isso não faz mal. Experimente, se não gostar, não gostou, mas pelo menos pode falar que experimentou. Eu só fumo de vez enquanto, umas 2 vezes por ano, em momentos especiais, como agora, vendo esse maravilhoso pôr do Sol daqui, na sua companhia maravilhosa.
    Eu sorri, meu coração deu uma batida diferente, como se quisesse que o sangue bombeasse mais devagar, assim o tempo desaceleraria, para que eu pudesse aproveitar mais aquele momento. Ela acendeu o baseado, fumou um pouco e passou para mim.
    Nós acabamos com aquele fumo e fizemos amor olhando a pintura natural de despedida do Sol, com tonalidades laranja, vermelho, azul, amarelo, para nos dizer “adeus meus amores, voltarei amanhã, aproveitem sua noite com minha irmã Lua”, enquanto começava a ser engolido pelas nuvens negras do anoitecer.
    ***
    Os anos de faculdade passaram como um piscar de olhos. Passamos tempo maravilhosos Emily e eu. O fim do curso seria daqui dois meses e toda nossa vida jazia à nossa frente. Voltamos uma última vez para aquela sala 209, onde tudo começou. Não havia ninguém por ali, apenas nós dois falando sobre o futuro.
    - Logo nos formaremos, amor. Talvez não nos vejamos tanto assim, por conta do trabalho e dos cursos que teremos que fazer.
    - Não tem problema. Tenho certeza de que em um mês eu já te esqueci.
    Senti meu coração partindo com aquelas palavras, apenas um mês para me esquecer, depois de tudo que vivemos juntos e toda a intensidade de nosso relacionamento. Acho que ela reparou, minha expressão deve ter mudado bastante.
    - Estou brincando com você seu besta. Da risada comigo.
    - A sim. Desculpe, não achei muita graça.
    A formatura ocorreu no mês seguinte. Foi uma festa e tanto, ficamos lá até às 5 da manhã, depois fomos para casa e dormimos. Passamos o dia seguinte em casa, passeamos pela cidade e à noite ela pediu para que eu não entrasse no quarto até que ela me chamasse. Eu sorri e aceitei. Fui para sala assistir televisão.
    Quando ela me chamou para o quarto, a vi com aquela linda camisola que usara da primeira vez que dormiu em minha casa. Ela enfeitara o quarto com diversas velas que ardiam lentamente, a luz apagada ilustrava bem o clima e um incenso dava um aroma revigorante ao cômodo. Fizemos amor a luz de velas, ela chorou. Foi a primeira vez que a vi chorar. Mas foi um choro com um lindo sorriso. Então ela me disse:
    - Por favor, vamos fazer isso dar certo.
    Eu sorri e assenti com a cabeça.
    - Vou sentir sua falta. Não nos veremos mais como antes e os finais de semana de plantão serão difíceis. – Ela disse com lágrimas escorrendo pelos olhos.
    - Também vou sentir a sua, mas daremos um jeito.
    ***
    Três semanas depois, recebi uma mensagem de Emily e tudo estava terminado entre nós. Tentei conversar, mandar mensagens, ligações e apenas fui ignorado. Não havia respostas, não havia notícias, ela sumira completamente.
    Foi isso, acabamos a faculdade e ela seguiu a vida, me deixou para trás. Eu não entendi porque terminamos, ela não fez questão de explicar, disse que era melhor eu não tentar entender. Acho que são aquelas coisas que apenas acontecem. Tudo o que passamos até ali foi, talvez, a melhor experiência que já tive.
    Por isso, na época me senti um trouxa, me senti usado... Na verdade, me senti perdido... o que senti por Emily era algo que eu nunca senti por ninguém e imaginei que nunca mais iria sentir. Foram momentos incríveis e intensos que partilhamos.
    Aos poucos, entendi que era uma questão de momento. E a vida é apenas isso, um momento após o outro e devemos desfrutar o melhor que podemos desses momentos bons. Em um momento estávamos juntos, no outro não e nossa vida seguiu, apenas separados. Por mais doloroso que seja, é doloroso apenas por um momento. Pena que foi um momento muito longo para seguir adiante.
    Por um ano não sai com ninguém, achei que não encontraria ninguém, achei que não merecia ninguém, achei que se ficasse com alguém estaria enganando essa pessoa pois ainda pensava em outra. Foi talvez o ano mais difícil de minha vida. Contudo, ao passar de 12 meses de frustrações, tristezas e depressão, superei aquela que acreditei ser o amor louco da minha vida.
    (só o amor da minha vida...)
    Com o tempo, voltei a sair com algumas moças bonitas, de bom coração, que tratavam os outros bem, algumas tratavam mal. Conheci garotas de todos os tipos e jeitos, namorei e, em uma festa especial, conheci aquela que virou minha esposa e mãe de meus dois filhos, que são meus orgulhos. Minha carreira não seguiu para o que aprendi na universidade, tornei-me empresário após crescer em minha empresa e ser ajudado por minha chefe que via meu potencial.
    A vida hoje é boa. Imagino se poderia ser melhor. Nunca mais falei com Emily. Às vezes ainda sinto falta, olho suas redes sociais e sinto a dor no peito, a visão embaçando ao pensar nela e imaginando se ela está bem. Como será que a vida a tratou depois que nos separamos? Eu não sei, apenas desejo que ela esteja bem e feliz.
    Às vezes me pego indagando, se ela aparecer na minha porta amanhã e me pedir para largar tudo e ir embora, com aquele jeitinho meio doido dela, que eu tanto adorava. Eu aceitaria?
    Não sei... acho que não.
    (Guardo aquela primeira foto que me passou até hoje, embora não a olhe mais, nunca tive coragem de apagá-la.)
    Não sei...
    Acho que sim...
  • SETEMBRO AMARELO: COMBATE AO SUICÍDIO

    Você já ouviu falar sobre suicídio? Já presenciou algum ato familiar ou de algum amigo(a)?  As pessoas que sentem desejo, durante toda a sua trajetória de vida sofreram por algum tipo de transtornos seja ele psicológicos, emotivos, ou pessoais. Para identificar uma pessoa que está agindo com comportamentos diferentes, basta analisar se o relacionamento com a família, com amigos, como ela(e) está expressado suas ideias ou intenções, se fica muito isolada de tudo e todos, dentre muitos outros fatores. O suicídio pode afetar qualquer faixa etária, no qual é absolutamente devastador para quem convive com esse problema.
       Nesse sentido, o suicídio é visto como um tabu na sociedade onde muitas pessoas criticam sem saber o que aquela criança, aquele jovem ou até mesmo idoso(a) passou ou que ainda passa em sua vida cotidiana. Refletir sobre esse tema é extremamente fundamental, é falar sobre o sentido da vida, expor seus sentimentos que te afetam ou não, libertar todas as tuas angústias e também como saber lidar com o próprio EU MESMO.
      Por isso, sempre ajude quem estiver passando por essa situação, seja com palavras de conforto, com ações positivas de maneira com que a pessoa se sinta segura, e disposta a mudar de comportamento para assim, ter uma vida saudável e tranquila. 


       ESPALHE AMOR POR ONDE FOR!
  • Tão Ela

    Tão intensa, tão insegura
    Tão gentil, tão bruta
    Tão estranha, tão normal,
    Tão doce, feito mar e sal

    Tão regrada, tão impulsiva
    Tão recatada, tão inibida
    Tão das pessoas, tão de si
    Tão sozinha, tão de sorrisos por aí

    Tão do tudo, tão do nada
    Tão realista, tão dos contos de fadas
    Tão do choro, das alegrias
    Tão das chegadas e das despedidas

    Tão ela, tão do querer
    Um pedacinho seu nela
    Um pedacinho dela em você!
  • Você não é bonito, você é um padrão!

    "Obcecado por dentes alinhados, sobrancelhas finas, uma pele lisa e macia sem nenhum tipo de ruga ou marcação. Uma cintura estreita, seguida de um quadril largo e coxas grandes. Uma grande bunda e grandes peitos..."

    Não, esse trecho não foi escrito por um psicopata, por um maníaco... Esse trecho foi escrito pela sociedade, descreve perfeitamente o PADRÃO.
    Ah, como você conhece esse padrão. É o padrão você tenta entrar todos os dias, é o padrão que você busca...
    Engraçado como o ser humano pode ser tão fútil e ingrato a ponto de nunca estar satisfeito com sua aparência, com o que enxerga no espelho. Não estou generalizando, de maneira alguma... Eu conheço muito bem as exceções. 
    Conheço aqueles que não se abatem, não abaixam a cabeça.
    O simples fato de não mostrar o que os outros querem, desejam, almejam e mais do que nunca, invejam, jamais vai para-lós... São superiores ao cabelinho da moda, as roupas de grife, ao corpinho definido.
    São aqueles que procuram apenas a felicidade e o amor, buscam ter uma vida de sucesso, expandir seus conhecimentos e tornar-se cada vez mais atraentes. 
    Não atraentes para os leigos, mas atraentes para pessoas diferentes, para pessoas especiais. Pessoas que compartilham os mesmos ideias, que podem dar amor e afeto independente do rostinho que o parceiro tem, do corpo que o parceiro tem, da aparência que o parceiro tem. 
    Não existe beleza exterior, existem exigências feitas todos os dias por nós mesmos, somos os jurados mais cruéis do planeta. Cobramos dos outros o que não queremos que nos cobrem, somos hipócritas... 
    Você é feio? Seja o feio mais atraente.

    Jamais ligue para o que as pessoas veem, e sim para o que elas sentem.
     Ao encher uma pessoa de amor e compaixão, você está fazendo a diferença, você está sendo BONITO, está tendo atitudes BONITAS.

    Quem lhe disse que espinhas são nojentas? Que o cabelo deve ser bem penteado? Que as roupas tem que combinar? É TUDO UMA QUESTÃO DE PERSPECTIVA. O FEIO, não existe.
    Todos nós somos diferentes, e isso é incrível...

    Sinta-se, perceba-se... Você está aqui para cumprir sua missão! Você está aqui por um propósito! Ninguém jamais vai poder te ditar o que fazer ou não.
    Nunca, em momento algum, deixe de fazer algo por não se sentir bonito o bastante para aquela ocasião.

    APROVEITE A VIDA MEU CAMARADA, seja boa pinta, seja descolado, mas nunca deixe de ser VOCÊ MESMO.

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