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bagunça

  • Dores da Alma.

    Sem ar
    Não se perca
    Ou tente se encontrar
    Respira
    Expira
    Não pira
    Ou grite sem fim
    Segura o choro
    Seja forte
    Ou se jogue no chão
    Talvez não seja agora
    Talvez não seja depois
    Mas essa agonia?
    Essa que queima seus ossos
    E paralisa seus músculos?
    Resista
    Lute de volta
    Mande-a embora
    Se não for possível
    Deite e chore
    Não sinta culpado
    Até o mais forte dos seres
    Sucumbem as dores da alma
  • Duvida cruel

    Cada dia que se passa eu me pergunto. Por que de a vida ser como ela é? Será que nós somos eternos? ou somos apenas passageiros? Tantas questões e indagaçõe que se parar para pensar ficamos loucos.  Sabendo a resposta não é diferente disso. Que nem no dia que piramos ao pensar no fim de tudo,mas ele está tão distante é tão perto ao mesmo tempo que sinto como se minha pele estivesse a se desintegrar. 
    Cada pedaço de mim,e daqueles que sabem o que muitos não sabem. Mas qual o sentido de ficar assim ao invés de seguir a vida feliz? Essa é a grande dúvida. Assim como é aquela dúvida do amor,será que estou apaixonado apenas por sentir aquela pele tão macia na minha,apenas por sentir o cheiro maravilhoso de seu perfume e ouvir suas lamurias por uma única noite.Será? 
    Nos nunca sabemos pois se soubéssemos não tinha dificuldade nenhuma na vida,por isso a dúvida, por isso a dor, por isso as noites em claro pensando e pensando apenas isso. Mas não é isso que acaba com a gente,o que acaba e ver que muitos que não tem a resposta que querem acabam se destruindo com todo tipo de coisa ruim que o mundo nos proporciona. Dai vem a preocupação,dai vem a dor eterna que não sai do peito machucado de alguém que mesmo jovem já passou e viu muitas coisas.
    Por isso mesmo não tendo esperança mais, aqui estou eu,me expressando de uma forma nunca antes feita por mim para ver se eu alcanço aqueles que precisam ouvir algo que os façam pensar,o que estão fazendo de suas vidas,pois o ser que somos nós,é algo eterno então não tenham duvida de que essa vida e só mais um caminho,o último, para cessar as duvidas e trazer a paz para aqueles que se indagam assim como eu.
  • Ego Virtual

    Comidas, cachorros, viagens.
    Praias, bares, mares.
    Segunda, quarta, sexta-feira.
    Apenas querem ser vistos
    Bebidas, copos na mão, noite.

    Parques, praças, hotéis.
    De dia, de tarde, de noite.
    Café, almoço, jantar.
    Quer apenas ver, os que querem ser vistos.

    Rindo, chorando, cantando, dançando.
    No carro, no ônibus, trabalhando.
    No cinema, no baile, bailando.
    Os que veem, também querem ser vistos.

    Fingem que são não são.
    São, mas fingem que não são.
    Tudo falso, tudo mentira.
    Só querem alimentar o ego
    Vivem assim
    Para isso, em torno disso.

    Está tudo errado, estranho, esquisito.
    É o mundo atual, o mundo moderno, vivem disso.
    Elas apenas estão vendo e querendo ser vistos
    Eu sou estranho, diferente.
    Ás vezes, me descuido, participando de tudo isso
    Por um impulso, fico iludido, com o falso encanto de tudo isso.
    Mas no fundo, não quero ver, nem ser visto.

    Só quero fugir de tudo isso
  • Ele

    Ele cansou. Está exausto de correr atrás do presente. Cansou do cheiro de coisas novas e preferiu usar o tato para encontrar conforto. Ele engoliu litros e mais litros de gritos acorrentados que hoje pesam dentro de seu estômago. Ele está tentando evitar essa ânsia que bate em sua porta todos os dias. Ele sobe as escadas até o vigésimo andar só pra olhar pela janela e assistir o presente visto de cima. Ele caiu na inércia. Entrou em piloto automático. Ele adotou o padrão e expulsou os devaneios da sua própria boca. Ele quebrou os próprios dedos pra não conseguir escrever sobre o peso dos gritos que arranham suas pregas vocais. Ele ficou diante de todos os caminhos e vendou os olhos para entrar no mais dolorido. Ele não está aqui. Ele está no seu próprio mundinho pedindo socorro por dentro e forçando um sorriso por fora. Ele pediu ajuda aos remédios e se viu com um punhado de fragmentos da própria morte em suas mãos. Pensou em por pra dentro também. Mas os gritos ocuparam todo o espaço. Cheio. Transbordando. Fechado.
  • Entre Lobos - cap. 7 (conto-romance)

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    Não se sinta perdido...LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura e Obrogado a a tenção!!
    Katherine estava em seu quarto no segundo andar quando de sua janela os viu chegar. Não soube ao certo o que estava acontecendo afinal de contas Mark não os visitava com frequência, mas o que a deixou incomodada foi a presença de Derek.
    — Mark querido! – sua tia os recebeu. — Mas que ótima surpresa!
    — Olá titia! – a cumprimentou.
    — Mas o que o trás aqui a essa hora? – já era final de tarde. — Espero que nada...
    — Não, não! Eu vim por que...bem... – fitou Derek ao seu lado. — Precisamos...
    — Gostaria de falar com a senhora e o seu marido. – Derek interveio.
    Mark o mirou surpreso, de fato, não imaginava que seu amigo estivesse disposto a “encarrar” aquela situação de forma tão decidida.
    — Você é...? – a mulher então o fitou. – Oh, claro! – lembrou-se do almoço de outro dia. — O amigo de Mark.
    – Derek! – apresentou-se estendendo a mão para a senhora que respondeu ao gesto.
    — Derek, isso! – ela falou ainda recordando do assunto que envolveu ambos aquele dia. — Sim! Alan está na sala, mas o que há? – perguntou buscando a face dos dois a sua frente.
    — Gostaria de falar com vocês sobre Katy. – Derek respondeu.
    Ainda antes que acabasse de falar veio a voz rouca do homem de dentro da casa indo em direção a saída.
    — Mas que conversaria é essa afinal de contas? – falou e em seguida surgiu ao lado da mulher ao escancarar ainda mais a passagem. — Mark? O que está acontecendo?
    A mulher, com o olhar pedido sobre Deck, ainda tentava entender qual era a situação.
    — Esse rapaz – então voltou dizendo. — Veio nos falar sobre Katy. – sem tirar o olhar de cima dele foi direto ao ponto.
    — Katherine? – soltou franzindo a testa e quase que instantaneamente flechando Derek com um olhar desgostoso.
    — Sim! – ele posicionou-se.
    — E oque exatamente você teria para dizer sobre nossa filha? – adiantou-se colocando-se a frente de sua esposa que recuou obrigando-se a observar a conversa por um espaço que lhe sobrara.
    Nenhum deles havia reparado, mas não muito distante de onde estavam, Katherine, atrás de um pilar os observava com atenção. Assim que ela percebeu ser a razão daquela visita sentiu um certo desconforto, seu coração acelerar como nunca antes. Sim, a verdade é que reprovara Derek no primeiro instante em que o conheceu... Sua rebeldia, suas roupas desgastadas, aqueles olhares audaciosos, intrometido sobre ela, mas reconhecia também que algo havia mudado com a aproximação que tiveram outro dia no parque. Agora ele estava ali, falando com seus pais e ao mesmo tempo em que aquilo lhe parecia um absurdo, foi algo que mexeu ainda mais com seus sentimentos.
    — Espera. O que você está me dizendo?! – Alan. — Sentimentos por Katherine?
    — Não quero que o senhor me entenda mal – Derek se explicando. — Tenho as melhores intenções por Katherine e acredito que ela...
    — Filho! – Alan intrometeu-se e depois deu uma pausa fechando a porta para que ele e os dois rapazes ficassem a sós na varanda.
    Assim que viu a entrada ser fechada, Katherine resolveu deixar a sala, foi então que sua mãe a enxergou.
    — Querida! O que está fazendo aqui? Achei que estivesse em seu quarto. – aproximou-se de sua filha.
    — Ouvi, o que estavam, dizendo. – Katherine respondeu pausadamente.
    — Oh, sim! Mas não se preocupe, está bem? Seu pai vai resolver tudo. Esses jovens rapazes sempre confusos com as ideias. – concluiu sorridente em quando seguia com ela para o segundo andar.
    Do lado de fora.
    — Você não sabe o que está dizendo e eu entendo, afinal de contas você não deve imaginar o que realmente se passa com Katy, então vou ser franco com você.
    — Pelo contrário! Sei exatamente o que está acontecendo e isso não interfere no que sinto por ela, Senhor.
    — Você sabe?! – fitou Mark. — Então entende que já temos muito com o que nos preocupar aqui e não precisamos ainda ter que sondar um relacionamento que certamente não tem possibilidade de ir muito longe – pausa. — Talvez, sim, você tenha boas intenções... Derek, não é mesmo? – puxou o nome da memória. — Mas Katy não tem que passar por esse tipo de decepção.
    — O senhor me desculpe! Entendo que queira mantê-la segura, mas como pode ter tanta certeza de que não teremos um ótimo relacionamento? Acredito no amor que sinto por ela se Katherine estiver disposta a...
    — Amor! – Alan repetiu a palavra com certo desdém. — Acredite filho. Não é exatamente o “AMOR” que mantém um relacionamento ou até mesmo um casamento por anos. Em condições normais temos que saber provir a família de tantas formas que você ainda – o fitou por completo. — Desconhece. Com a condição de Katy a situação é ainda mais exigente.
    — Não estou descartando dificuldades Sr. Alan, mas tenho certeza de que Katherine e eu nos ajustaríamos a nossa maneira.
    — E que maneira seria essa?! – o homem então disse em um tom mais duro. — Levá-la para suas farras onde vocês brigam e bebem a noite inteira? – ficou Mark que mirava um canto qualquer enquanto ouvia. — Minha filha não vai ser mais uma de suas diversões, rapaz!
    — Mas senhor... – Derek insistiu.
    — Não há mais o que ser discutido sobre isso! – o homem concluiu. — Katherine está bem do jeito que está e espero que não se aproxime dela. – estendeu a mão indicando o caminho da estrada. — E você, Mark, faça o favor de não ficar instigando essa bobagem.
    — O senhor está errado! – Derek segui falando mesmo com seu amigo o empurrando para fora da varanda. — Todos vocês estão errados! Estão sufocando ela. Impedindo que ela tenha a própria vida!
    Sem dar atenção Alan fechou a porta.
    Já no andar de cima, da janela, Katherine viu seu primo e o amigo embarcarem em suas motos. Ainda antes de dar partida Derek a viu entre as brechas da cortina e foi embora.
  • Entre Lobos (conto-romance) 3/9

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    Não sinta-se perdido LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ótima leitura!

          Mary e Katherine vinham caminhando sobre a calçada quando viram, surpresas, seu primo alçando voo de dentro de um estabelecimento poucos metros a sua frente. O rapaz caiu completamente desengonçado e por esse motivo tiveram razões o suficiente para crer que ele não teria condições de erguer-se novamente, mas ainda mais incrédulas, viram ele, ainda meio zonzo, pôr-se em pé. Correram dar-lhe suporte.

    — Mark! – Mary assustada sem entender o que estava acontecendo. — Meu Deus! O que foi isso?! – o investigava de cima a baixo como se buscasse a certeza de que não lhe faltava qualquer pedaço.

    — Varsóvia! – o outro disse ofegante apoiando-se sobre os joelhos. — Maldito desgraçado! – soltou usando o restante do fôlego.

    — O que?! – no primeiro instante a única coisa que conseguiu pensar foi que se ele estivesse bêbado ou  provavelmente estava delirando por causa da queda.

    — Varsóvia foi rendida – continuou falando. — E aquele filho da mãe – mirou para dentro do bar. — Acha que está seguro. – sacudiu a cabeça negativamente. — Não hoje!

    — Mas do que você está falando?

    — Cuidado! – então advertiu afasto-as da entrada antes que fossem atropeladas pelos dois rapazes que agora saíam porta a fora socando-se.

    Sobre a calçada, depois de apartarem-se, Derek e o grandalhão passaram a se espreitar, um estudava o outro esperando o primeiro equívoco, um simples deslize para aquele embate chegar ao fim.

    — Nem sei bem ao certo o porquê de estarmos fazendo isso, cara! – Derek de punhos cerrados, fixo no oponente.

    — É um bom motivo pra você se arrepender de ter entrado nessa, então! – o outro respondeu.

    Então, todos ouviram a sirene soar e a viatura policial encostar rente a calçada.

    — Mas o que está havendo aqui? – o oficial falou sem deixar o veículo.

    Ambos se recompuseram, mas ainda se encarando.

    — Desculpa, chefe. – Mark adiantou-se. — Foi só um desentendimento entre... amigos. – buscou o semblante de Derek e o outro.

    — Mas olhem só... – o policial reconheceu Derek. — Parece que a confusão da noite passada não foi o suficiente, hein rapaz! Por que não me admira que você esteja no meio desse tumulto?

    — Eu...

    — Foi por minha causa! – Mark novamente. — Me desentendi com o... amigo – indicou com a face o grandalhão. — E... cá estamos nós. – soltou sem de fato explicar a situação. — Mas não foi nada de mais, já estamos... resolvidos, certo? – fitou o rapaz novamente que não respondeu, apenas ergueu mais o rosto mostrando superioridade.

    — Então é melhor que todos se acalmem. – o oficial falou com autoridade. — Ou vão acabar encrencados de verdade! Todos vocês. – completou antes de dar partida na viatura.

    O grandalhão passou uma das mãos sobre o lábio e sentiu o gosto do próprio sague. Sorriu.

    — Nada mal! – começou a recuar lentamente e por fim dando as costas para todos e indo embora.

    — Mas afinal de contas o que foi tudo isso?! – Mary completamente confusa. — Não acredito que você anda se envolvendo em confusão, Mark! – reprovou. — Titia não iria gostar nem um pouco de saber que...

    — Não se preocupe. – disse num tom calmo. — A propósito esse é Derek! – apresentou o amigo. — E obrigado, cara. – agradeceu em seguida.

    — Por ter levado uns socos por você? – o outro descontraiu. — Como eu poderia ter recusado!

    — Bem, me parece que os dois valentões estão satisfeitos, não? – Mary ainda tentou repreende-los.

    — Não muito! – Mark. — Ser jogado daquela forma foi humilhante. – completou vendo o sorriso machucado do amigo. — Me senti menosprezado, droga!

    Derek se ria ouvindo o amigo desgostoso quando passou a reparar na demasiada indiferença de uma das moças sobre tudo o que estava acontecendo. De fato, a garota ser quer havia dito uma única palavra desde que elas apareceram por lá. Talvez fosse tímida ou simplesmente, assim mostrou seu delicado e refinado modo de se vestir, ele a enojava. A verdade é que dificilmente se saberia ao certo e, de qualquer forma, aquele rosto doce com olhos claros lembrando dois diamantes azuis sutilmente lapidados, já havia aguçado a atenção dele. Como provavelmente aconteceria, a moça percebeu o olhar descarado e persistente sobre ela. Tentou desvencilhar-se buscando pontos que o tirassem de sua mira, mas obtinha sucesso por poucos segundos. Não demorou muito para que Mary reparasse no que estava acontecendo.

    — Bem... – Mary continuou. — Eu e Katy já estamos indo e aconselho a você a ir para casa também antes que arrume mais confusão. – sugeriu.

    — Estamos bem. – Mark declarou. — Foi só um imprevisto. – completou.

    — Você não tem mais jeito mesmo, Mark! – adiantou-se dando passagem para Katherine. — Não tem! – reforçou.

    Derek encontrava-se com as ideias distantes.

    — Ei! – Mark chamava o amigo. — Dek! – próximo a entrada do estabelecimento chamava o amigo. — Acho que merecemos tomarmos outra, não?

    — Por que nunca me falou sobre ela? – Derek então soltou.

    — O que? – voltou-se para o amigo.

    — Nunca me falou sobre essa sua prima... Kathy, não é?

    — Não! Não, não, não. Esquece! – o outro já cortando o assunto. — Nem pense nisso, cara. Vai encontrar problemas, ali!

    — E acaso não estou acostumado com isso? – abriu os braços mostrando sua situação. — Maldita hora que resolvi me envolver na tua confusão Mark! Ela deve estar me achando um animal.

    — Coisa que você não é, certo? – o amigo debochando.

    — Pro inferno! – cruzou por ele. — Você me deve essa e sabe disso! – deixou claro.

    — Pois bem! – Mark seguiu dizendo vendo o amigo entrar no bar. — Te pago uma cerveja, então!

    — Não! Não é o suficiente. – voltou a sentar-se de aonde havia saído. — Mas já é um começo. – acomodou-se dizendo por fim.
  • Entre Lobos (conto-romance) 4/9

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    Não se sinta perdido. LEIA os capítulos anteriores! Tenha uma ÓTIMA leitura!

    Naquela manhã de sábado Mark ligara para Derek pedindo para que o amigo viesse dar uma olhada na sua Formosa, apelido carinhoso que dera a sua motocicleta. Ainda perto do meio dia, ele apareceu por lá. Mark já o esperava disposto a dar cabo de tudo sozinho.

    — Ela não liga, Dek. – adiantou o problema. — Não está dando partida. – explicou ainda.
    — Vamos ver. – o outro disse depois de aproximar-se e cumprimentar o amigo que se mostrava preocupado com a situação.

    Já haviam se passado alguns minutos desde que Derek procurara desvendar o problema quando um automóvel escuro estacionou sobre o gramado em frente a casa. Sem dar atenção, ele continuou fixo no que estava fazendo, diferente de Mark que ao perceber quem chegara lgo  foi recepciona-los.

    — Mãe! – disse indo em direção ao carro. — Eles chegaram. – avisou.
    — Mark! – um senhor falou depois de desembarcar Do vveículo. 
    — Tio. – cumprimentou o homem com aperto de mão e um abraço.
     
    Em seguida uma mulher desembarcou acompanhada de suas duas filhas.

    — Ajude sua tia, sim. – sugeriu ao sobrinho. — Trouxemos algo para o almoço.
    Mark contornou o veículo e deu auxílio a Dna. May.

    — Deixe que eu levou tia. – adiantou-se pegando uma bandeja larga. — Olá Mary... Katy. – cumprimentou suas primas também.

    Então, Derek, voltou-se para trás e viu Katherine deixar o veículo. Mark, acompanhado pelos demais veio em direção a residência.

    — O que houve? – o homem parou por um segundo ao ver o que estava acontecendo.
    — Minha princesa não está bem. – Mark respondeu pelo amigo. — E esse é meu anjo da guarda – referiu-se ao amigo agachado — Dek esse é meu tio Alan e tio Alan esse é Dek. – os apresentou.
    — Me desculpe, senhor. – Derek pôs-se em pé. — Eu o cumprimentaria, mas... – estendeu as mãos mostrando o quanto estavam sujas.

    O rapaz não soube se seria muito educado cumprimentar o senhor daquela forma. Deixou de ter dúvidas quando percebeu que o homem lhe estendera a mão. “É o melhor.” Ouviu Mark falar logo ao lado do senhor.

    — Deixe disso, rapaz. – o homem disse. — Mãos como essas representam o progresso.

    A poucos passos as costas dos dois cruzou Katherine que o fitou discretamente. Mary o ignorou completamente assim como Dna. May. Na entrada da casa surgiu Sofya, mãe de Mark, uma mulher simpática e sorridente que agora as esperava calorosamente. Mark, juntamente com seu tio, seguiu para dentro de casa.

    — Já volto, Dek. – avisou e a verdade é que realmente não levou muito tempo até que estivesse de volta. — E então... como está indo? – pediu com certa preocupação.

     Sem responder, Derek prendeu novamente a mangueira a uma pequena saída do motor e pediu para que o outro tentasse dar partida novamente. Como por um milagre, a motocicleta respondeu imediatamente.

    — Eu sabia! – Mark contente. — Você daria um jeito, Dek!
    — Coisa simples...
    — Bem... Como minhas economias andam...escassas. – agora o outro explicava-se. — Não tenho como te pagar, mas – desligou a moto. — O que acha de almoçar com nós.
    — Não acho que seja uma boa ideia. – respondeu. — Me parece uma reunião íntima. – referiu-se ao encontro dele com os familiares.
    — Não, não! Deixa disso! – o convidou com um movimento de mão. — Meu tio provavelmente te interrogue, mas é uma boa pessoa. Pelo visto ele gostou de você.
    — E isso é bom?
    – Depende do quanto você corresponda as expectativas dele. – riu-se.

    Percebendo que não existiria uma maneira de impedir que aquele convite se desfizesse seguiu o amigo para dentro da residência.

    Derek sentiu-se um pouco acuado sentado à mesa. Diferente dos demais, ele usava uma vestimenta mais informal. Até mesmo Mark que entre todos era o que mais se assemelhava a ele, estava ou lhe pareceu aquele momento, especialmente bem alinhado.

    — E então... Derek. – o senhor dirigiu-se a ele. — Tem dom para concerto?

    Mark, então, o fitou como se lhe dissesse “Falei que isso podia acontecer”.

    — Bem... Trabalho na oficina de meu pai. – explicou objetivamente. — Ajudo a...resolver algumas coisas.
    — E vejo que se sai muito bem, não. – referiu-se a moto do sobrinho.
    — Obrig...
    — Ainda que se evolva em problemas nas horas vagas. – Mary soltou num sussurro, mas que claramente pode ser ouvido por todos.
    Mark posicionou-se.
    — Aquele dia foi apenas um... Equívoco.
    — Chame como quiser, Mark. – Mary. — A meus olhos vocês não passavam de dois baderneiros.

    Então, estalou-se um certo desconforto a mesa. Derek arrependeu-se no mesmo instante em ter aceitado aquele convite. Não tinha sido o suficiente ter passado a impressão errada na primeira vez, ainda teria que ser exposto ante a família inteira de Katherine, que tanto quanto a última vez, mantinha-se calada. Tanto ele quanto Mark foram envolvidos pelas desaprovações de todos.

    — Mas Dek não teve culpa. – Mark esclareceu. — Tudo o que fez foi ajudar.
    — Uma confusão sempre será uma confusão! – o homem colocou fitando os dois. — E não tolero baderneiros, Mark! São um atraso. E em respeito a memória do grande homem que foi teu pai, não vou tolerar ou permitir que você se torne um. – completou apoiado por sua irmã Sofya.
    — Obrigado, Mary. – então Mark dirigiu a prima. — Finalmente estou conseguindo ser visto como um delinquente. – debochou ao mesmo tempo em que abocanhava um pedaço de carne.

    Ela apenas ergueu as sobrancelhas lembrando algo do tipo “Não há de que”.
  • Era falta de ar

    A angústia me exaspera
    Faz-me querer afundar
    Num ritmo que acelera
    Faz-me querer gritar

    Meu coração não mais tolera
    Sua voz a me instigar
    Saudade de mim se apodera
    Sua voz a me molestar

    Espero que essa era
    Venha logo a se cerrar
    Tudo volte ao que era
    Venha logo me buscar
  • Essa cidade

    Desde que vc foi embora, não consigo mais passar em frente aquele ponto de ônibus e não lembrar de vc, não consigo fazer o caminho de casa por entre aqueles becos escuros e assustadores, que me atormentam com o som de sua voz, não posso nem passar em minha rua mais sem lembrar vir a tona sua sua lembrança, e tbm não posso andar pela cidade, pq até os lugares em que nos nunca estivemos me lembra vc, as avenidas que não passamos, os cafés que não tomamos, os bares aos quais nós nunca nem se quer entramos, peças que não assistimos, museus que nunca frequentamos, a sua memória ressurge sem ser chamada, sem razão motivo ou circunstância, e a cor dos teus olhos é da tua pele está presente em cada maldito lugar dessa cidade, em cada rua ou estabelecimento, poderíamos ter vivido momentos incríveis, mas vc optou por deixar isso só em minha imaginação 
  • Estátua Humana

    Sou uma estátua humana
    Inerte e estática, mas ainda humana
    E, sendo humana, tenho sentimentos
    Mas todos se parecem iguais

    Até mesmo as novidades não mudam isso
    Talvez porque toda novidade não é uma novidade
    Algo ruim aconteceu, mesmo que tenha sido planejado para ser bom

    Mas como toda boa estátua humana, sigo
    Talvez esperando uma boa novidade ou um bom sentimento
    Para que assim possa sair da inércia e me movimentar um pouco
    Deixando por um segundo de ser a porra
    De uma
    Estátua
    Humana.
  • Eu não sigo a ordem das Páginas

    Eu parei de escrever. Cansei de pausar a vida e vomitar palavras doloridas. Eu parei de escrever porque eu parei de tirar de mim letras agudas que machucam minha alma. Eu parei de escrever porque é só isso que sai das minhas mãos.
    Eu parei de tentar forçar um gosto doce em uma fruta azeda. Parei de puxar um prédio na direção do abismo. 
    Eu parei. 
    Parei pra respirar e esqueci de voltar.
    Eu parei de acreditar.
    Eu parei e continuo parado, sem nem pensar em voltar.
    Eu não sei se quero voltar.
    Mas essas letras que arranham minha carne por dentro continuam gritando na minha garganta.
    Eu parei de querer controlar.
    EU NÃO SIGO A ORDEM DAS PÁGINAS DO MEU LIVRO FAVORITO.
    Eu não mereço ter que seguir uma linha na qual eu não acredito e não me encaixo. Eu mereço desenhar a minha própria linha, isso se eu quiser desenhar.
    Eu mereço.
    Eu me mereço.
    E eu voltei a escrever.
    Porque eu voltei a vomitar o que está dentro de mim.
    Porque eu acredito que esse vômito um dia vai acabar e só vai sobrar
    flores.
  • Eu Queria Saber Me Despedir de Você, Mas...

    Não dá pra viver apenas com lembranças suas...
      Quando acho que estou livre uma lembrança sua me prende novamente. Porque foi motivos de muitas poesias, e teus olhos cor de mel são todo o açúcar que eu quero beber. Na teoria não quero você, mas na prática tudo se torna diferente. Não poderia doer mais ver você sofrer. O sentimento de impotência não é algo que sinto com frequência, mas é você que me faz sentir isso. De olhos vendados sem ver nada, sentindo afundar tudo o que eu sempre quis. 
      Essa é uma carta de despedida minha pra você. Eu não sabia me despedir, mas tenho que aprender. Porque choro por mais motivos seus do que você chora por si mesmo. 
    Se não dar pra viver apenas com lembranças suas...vou ter que aprender a viver sem nada sobre você.
  • Eu Sou A Cura

    É porque todo dia eu converso sozinha;
    Todo dia eu danço sozinha;
    Todo dia eu canto sozinha;
    Porque eu me consolei;
    Porque eu me aconselhei;
    Eu apaguei a luz e eu a acendi;
    Porque eu cuidei de mim;
    Eu tenho orgulho do que eu fiz;
    Porque eu me abracei;
    Porque eu estava lá, eu vi, eu chorei, eu ri, eu morri, eu renasci de mim, e por isso eu tenho orgulho...porque eu me dei a facada e eu me curei;
    Sozinha;
    E eu me curei sozinha...
  • Eu Te Amo Tanto

    Quando eu te vi pela primeira vez, era numa tarde ensolarada, eu estava dentro do ônibus e você subiu. Me encontrei parlisada por alguns segundos quando bati o olho em você, senti minhas mãos frias e eu não sabia o porquê disso, desde então, eu não parei mais de te procurar em todos os rostos que eu via.
    Foi assim por uns longos anos, até que tivemos nossa primeira conversa através de um amigo em comum, eu logo me senti conectada, nossas ideias sempre bateram, nossas idiotices faziam os dois darem gargalhadas gostosas juntos.
    Foi então que depois de alguns meses tivemos o nosso primeiro beijo, sinto a sensação até hoje. Meu Deus! não poderia ser melhor. Foi dali que comecei a sentir que era você.
    Assim que nossos lábios se tocaram eu senti uma coisa surpreendente vindo de dentro de mim, é uma mistura de sentimentos, todos sentimentos bons possíveis que um ser humano pode ter, uma coisa tão louca que eu não sei explicar, mas que sinto toda vez que nossos lábios se encontram novamente.
    Toda vez que bato os olhos em você, andando, sorrindo, distraído, de qualquer forma, eu fico maravilhada, como se fosse a primeira vez que eu te vi.
    É como se eu me apaixonasse por você toda vez que eu te encontro em algum lugar, como se fosse a primeira vez novamente, e eu amo isso.
    Aliás, eu amo tudo em você: amo seu jeito distraído, amo como sua risada soa, amo as curvas do seu sorriso, amo suas mãos, amo seus dedos tortos, amo seu timbre, amo seus olhos, amo seu nariz, amo o seu carinho, amo toda sua personalidade, amo suas olheiras escuras e profundas, assim como meu sentimento por você é: profundo! Tão profundo que eu quase me perco nele, de tão grandioso que consegue ser. Tão profundo que as vezes eu não sei como demonstrar ele, e eu tento de todas as formas botar ele pra fora pra você saber o quão amado é! 
    Eu te amo tanto.
    Por mais que eu queira que nós dois dessemos certo, a minha prioridade é te ver feliz, mesmo que nos braços de outra, minha prioridade é você está bem.
    Mas... Eu te amo tanto.
  • FELICIDADE NA DOR: PARTE 1

    Flávio estava deitado no sofá de casa assistindo uma partida de futebol. Seu time em noite inspirada vencia e convencia. Em dado momento a campainha tocou, aborrecido por desgrudar os olhos do jogo foi atender. Era a sogra Carmen, alinhara com Julia de lhe aguardar pós trabalho. O casal havia se mudado a pouco e a moça aceitou a ajuda da mãe para arrumar alguns objetos. Notou de imediato o clima festivo, pois seus olhos brilhavam eufóricos, a recepcionou com um abraço e não querendo  incomodar tratou de ir para a cozinha.  As tarefas pareciam óbvias afinal eram copos, talheres dentre outros utensílios necessitando de arrumação.

    Eram vinte e duas horas e trinta minutos, enquanto organizava as coisas Carmen ouvia os gritos do genro alucinado.  A vizinhança colaborava afinal o time era popular na cidade. A exibição de gala merecia gritos, xingamentos e toda espécie de desabafo. Talvez aquela não fosse a ocasião propícia, olhou para a bolsa trazida a tira colo e buscava decidir se faria ou não aquilo. Os pensamentos a levaram, momentos inesquecíveis e não teria volta.

    O time fez mais um gol, necessário para classificar a próxima etapa do torneio. Eram fogos de artificio, buzinas de carro e todo tipo de som para comemorar. Flávio embalado seguia em puro êxtase e a rouquidão tomou conta. Carmen a cada explosão sentia o corpo flamejar, as mãos tremulas, suor e mente desgovernada. Foi quando levantou da cadeira, pegou a bolsa e foi até a sala. A aproximação foi notada e ao virar-se percebeu a sogra tirando algo, era uma arma calibre trinta e oito. Foi tudo muito rápido e quando menos esperou já havia recebido três tiros no peito. A atiradora chegou perto e observara o corpo estirado. Ele sussurrava por socorro, o medo estampado no olhar enquanto dava os últimos respiros.  E a sogra ali, com certo prazer, feliz, mesmo observando dor.

    CONTINUA...
  • FELICIDADE NA DOR: PARTE 3

    Julia estava cansada, o plantão de vinte e quatro horas fora acirrado. Para complicar a cidade de pernas para o ar atrasou seu retorno. Por conta disso contactou a mãe para desmarcar sua visita mas o celular teimoso em caixa postal. Eram vinte e três horas e cinquenta e oito minutos e aquela altura pensava apenas em relaxar.

    A moça estava na rua de casa, muitas pessoas circulavam e pelo horário chamava a atenção. Visualizou carros de polícia e ao se aproximar pareciam estar em frente a sua residência. O temor concretizou-se, coração disparado e pernas trêmulas. Policiais adentravam, uma área isolada demarcada e curiosos ao redor. Parecia filme mas era verdade.

    Julia quiz entrar e foi impedida, transtornada se apresentou como dona da casa e uma confusão teve início. A investida surtiu efeito, adentrara e a imagem chocante. Uma enorme poça de sangue e no chão, sem vida, o marido Flávio.  A moça caiu em prantos, tudo girava, seria pesadelo ou alucinação, assim imaginava. Os policiais a ampararam e mesmo sem condições psicológicas inúmeras perguntas começaram.
    A jovem mulher não sabia onde estava. Em poucos minutos seu rosto inchado devido ao choro ilustravam o cenário estarrecedor. Por estar sem condições os oficiais entraram em contato com sua família e expuseram o  fato ocorrido. Janete foi a escolhida, mesmo em pedaços a moça não quis envolver os pais para dar de imediato a notícia.

    Naquela hora Carmen chegava em casa e pensava se fez a escolha certa. Imaginava a dor da filha e isso lhe cortava o coração. Mas decidiu ligar para as autoridades e agora restava esperar e não levaria muito tempo, precisava correr.

    CONTINUA...
  • Guia Politicamente Incorreto da Terra Plana

    Livro: Guia Politicamente Incorreto da Terra Plana

    Autor: Óvulo de Cavalo

    Editora: Não Cogito

    Biografia do autor: Óvulo de Cavalo nasceu em Taubaté (SP), mas passou muitos veraneios em Atibaia. Reza a lenda que ele abandonou o Ensino Superior por razões intelectuais. Dizem que o seu cérebro é tão grande que quando espirra, sai uma teoria. É graduado em Histeria, mestre em Histeria Social, e possui doutorado em Histeria Coletiva com a tese Tudo que você não deve saber para continuar um idiota completo. Bacharel em Filosofada na FDP. Mestre em Parapsicologia pela Universidade Tautológica das Falácias Agudas (UTFA). Especialista em Ciência Apolítica. Especialista em Egolatria. Especialista em Enpistemologia da Histeria. A bibliografia do autor é muito vasta, mas indicamos os seguintes livros O que é Pseudocrítica Cultural?, Democracia do Discurso Único, Enpistemologia Histérica, Defesa do Criancionismo, A Terra é um Beiju de Tapioca e outros ensaios, Sejamos todos Terra-planistas!.

    Fonte: Wikifake

  • Hannya the last


    Um sábio uma vez disse:Não importa quantas vezes eu perca, Tudo o que tenho a fazer é ganhar uma vez no finalNo fim, todo mundo mais cedo ou mais tarde Senta-se para um banquete de consequências 
    Então me diga o porquêQue viemos a nos aproximarE ao longo do tempo nos machucar Eu preciso saber! Por quê?!
    Fui tomado por um sentimentoIntenso que me fez ter uma combustão Descobri que no fim Tudo não passava de uma ilusão
    Abandonado nesse mar,Aqui estou tentando te encontrar Nesse grande mar, como um pirata Em busca do tesouro genuínovou prosseguir até achar!
    Sei que talvez contigoNão possa seguir,Mas mesmo assim...Enfim, sinto que achei
    Querendo melhorar Melhorei! No fimSoube que me enganei Mas por que o tesouroMe leva sempre a você?

    Afinal, labareda se esvaiu,Esvaindo como água Mas continuo a sentirAlgo por você? Talvez Por quê?! Por quê?!
    Cansei!Quantas vezes tive afastar?!Me afastei!Quantas vezes me martirizei?!Lamentei!Sinto que ansiei...Desejei!Me empenhei, mas aindaAssim fracassei!

    Enfim,Eu agi como se não fosse grande coisa, Quando realmente estava machucando Meu coração...
    Em tempos de outrora navegaraPela beldade do teu sorriso, Não só em outrora,No presente também naveguei...She's so crazy I love her!
    Acho que eu não sou forte o bastantePra cortar nossos laços...Afinal eu sei, sinto que falhei...A luta que eu mais percoÉ contra mim mesmo!
    Meu esforço Não fez o menor sentidoJá que eu não acreditei em mim mesmo!
    Há um pássaro no céu,Livre!Mas distante de tiÉ quem eu souIsso eu posso sentir!Não venha mentirNo fim, você sabe que 
    Procurei o meu lugar,Não achei... Logo dianteO mundo... desbravei! Superei? Superei!Acho que logo me exaltei 
    Um sentimento nostálgico urgia Das profundezas do meu âmagoQuando eu te encontrei,Por quê? Não seiO mesmo de antes, não sou, mas haja o que houverItinerante errante, vaga em busca de...
    Sabendo que:Todos ou tesouros nos levam a cometer erros,Mas o tesouro genuíno faz-nos cometer os mais ridículosPode ser difícil agora Porém eu vou ficar bem, afinalSinto que sou o mais forte aquiNão sou anjo, tampouco demônio, Apenas um mero humano  Incapaz de demonstrar Emoções, ações e sentimentos 
    Nietzsche diz queAmamos o que Idealizamos Mas mesmo sem idealizarAmei por completoSua existência, seu ser...
    Você, continua A me encantarQuando cantaNão só cantando,Sendo você mesmaLinda, tão pouco mansaSorriso resplandecenteAscendente no meu corazónNo fim pude te encontrar, Lótus:Lakshmi; Látom!

    13/06/2022
  • Iludido por uma estrela

    Em uma certa noite de luar, sentei em uma cadeira na varanda da minha casa, pousei a refletir sobre as minhas decepções amorosas e os meus desafetos. A brisa era suave e me acariciava mansamente. O silêncio da noite, o momento de exclusão, estavam conformes ao meu estado de meditação. Coloquei meu pescoço sobre o aresta da cadeira e dardejei o meu olhar para a imensidão celeste. Eu descavava lentamente, ao passo das reflexões, as minhas suposições sobre a crueldade do destino. Era um momento de dúvidas e inquirições infindáveis que me causava um desânimo profundo e, irresolvivelmente, me deixava vazio e abjeto às incomensuráveis suposições e conjecturas, sob a ótica de um limitado ser humano que navega no mar da vida temendo as ondas da morte. As dúvidas era uma espécie de doença incurável, que abrandava e reaparecia, intensa às vezes, às vezes fraca, mas sempre insolúvel. Em uma certa noite de luar, sentei em uma cadeira na varanda da minha casa, pousei a refletir sobre as minhas decepções amorosas e os meus desafetos. A brisa era suave e me acariciava mansamente. O silêncio da noite, o momento de exclusão, estavam conformes ao meu estado de meditação. Coloquei meu pescoço sobre o aresta da cadeira e dardejei o meu olhar para a imensidão celeste. Eu descavava lentamente, ao passo das reflexões, as minhas suposições sobre a crueldade do destino. Era um momento de dúvidas e inquirições infindáveis que me causava um desânimo profundo e, irresolvivelmente, me deixava vazio e abjeto às incomensuráveis suposições e conjecturas, sob a ótica de um limitado ser humano que navega no mar da vida temendo as ondas da morte. As dúvidas era uma espécie de doença incurável, que abrandava e reaparecia, intensa às vezes, às vezes fraca, mas sempre insolúvel. Naquele momento, fiquei átono diante da ausência de respostas e, assim, preferi aceitar a minha limitação cósmica. Por mais que eu fosse um grão de areia na imensidão do infinito, me senti um grão que vibrava inconformado com o fluxo irrevogável do destino. Era mais sadio e viável aceitar o silêncio como resposta e deixar que o influxo à morte me conduzisse ou à plena consciência, ou à inconsciência eterna. Após alguns minutos perscrutando o além, um brilho singular que resplandecia no horizonte celeste me assaltava inexplicavelmente revogando as minhas reflexões. Era uma bela e encantadora estrela, que lá estava amainando a minha solidão momentânea. Achei impressionante a magnificência do seu brilho —era surreal a forma como despendia seus traços luminosos. Fiquei tão fascinado com a sua unicidade que resolvi chamá-la de Bella. Durante vários dias, passava horas apreciando a  singularidade de sua performance. Nos dias chuvosos e nublados eu ficava chateado por não desfrutar da celsa visibilidade. Eram momentos de reflexão ascendente, que singelamente me levavam a um sentimento de ternura celeste, de abraço cósmico, e sobretudo, de compreensão da incompreensão do infinito. Bella era tão cordial e acariciadora, que eu via nela um verdadeiro amor, e por mais que intangível fosse, era-o correspondido por sua presença. Foram momentos inexplicáveis e deveras prazeroso. Toda noite, sentia-me abraçado com sua presença. Seu brilho era tão consistente que o luar perdia a sua excentricidade. Sem dúvidas, encontrei o amor, cuja essência é pura e cuja presença é única. Entre nós não havia dúvidas e sim, uma única e regojiza certeza, eu nunca iria sentir abandonado ou desprezado novamente, pois eu encontrara o Amor da minha Vida. Por mais longe que estivesse, a nossa  ligação era decerto íntima, e daquele dia em diante, luz de Bella iria iluminar as minhas noites vazias e lúgubres. 
    Ledo engano! Essa foi a minha conclusão após passar inúmeras noites lamentando o sumiço de Bella. Ela sumiu do mesmo jeito que apareceu em minha vida: inusitadamente. Descobri que não era uma estrela comum (fixa no céu), era uma estrela cadente. Sua cadência fora lenta e ao mesmo tempo rápida, no entanto, a sua presença será eterna na minha memória. Talvez ela tenha me desamado, ou quem sabe enjoado de mim e foi procurar outro para admirá-la. Talvez ela nunca tinha sido minha, e o ego fora o único que me forçou a acreditar na correspondência amorosa. Eu, mais uma vez me senti iludido, e desta vez, iludido por uma estrela.
  • Impasse

    Qual a certeza que você têm? 
    Será essa a decisão certa? 
    Depois de tudo o que aconteceu, 
    Você realmente ainda me ama? 
    Ainda quer me dar outra chance? 
    Tenho medo,
    De estarmos enganados.
    Será possível trazer todo aquele amor de volta? 
    Conseguir me sentir segura em seu abaraço de novo? 
    Você não acha q as coisas já não estão muito quebradas? 
    Devemos ter fé de que uma cola milagrosa consiga grudar novamente todos os pedaços dos nossos corações? 
    Ou devemos desistir e deixar que o tempo cure? 
    Não tenho certeza, 
    Você têm?
  • Injusto, pobre, desigual.

    Cansei. Agora um choque de realidade para você.
    Pessoas preconceituosas, não passam de pessoas com mente fechada, que acham que todo mundo tem que ser igual. Bem...isso não tem que acontecer. A diferença é a coisa mais bela – fisicamente – que o ser humano tem, é a única coisa que nos faz especial, a única coisa que nós levaremos guando partimos, então, qual é a graça de viver uma vida igual a de todo mundo? Pessoas assim, não são especiais, Deus, acreditou que fossem, botou fé nelas é, o que elas estão fazendo? Estão desperdiçando essa chance tão boa e maravilhosa que é, viver.
    Hoje, vi na televisão um caso de uma jovem, ela foi abusada, teve uma perna cortada e perdeu os dois braços, e eu te pergunto, sua vida é ruim? Pode deixar que eu respondo para você, NÃO. Você está aí, no conforto de sua casa, mexendo no seu celular, computador e sei lá mais o que, e as outras pessoas? As pessoas que ficam fora de casa o dia inteiro, sem comer ou beber, para poder sustentar suas famílias. Para no final do dia, de noite, dá um pão, para seus filhos, um leite, um café, um arroz, um feijão, vocês não acham que, essa pessoa, tem o direito?
    O fato é que o poder está na mão de pessoas que não merecem, pessoas essas, que nunca passaram fome na vida, pessoas que, nunca viram quando criança, o rosto dos seus pais quando você via um brinquedo caro em uma loja, e não podia comprar por que não tinha dinheiro. Vocês acham que algum politico já passou por isso?
    Tenho certeza de que vocês já passaram por isso.
    Me entristece saber que, a única pessoa que fez uma única coisa de boa para nós, os pobres, foi presa por roubar um pouco de dinheiro, e aqueles? Aqueles que roubaram pilhas e mais pilhas de dinheiro, dinheiro que eles nem precisavam, só para gastar com suas famílias, estão soltos por aí.
     O mundo é maluco, eu diria injusto, mais as pessoas que tem menos, tem mais, mais amor, mais felicidade, mais união.
    ‘ O mundo precisa de coisas muito simples par ser, simplesmente, perfeito’.
  • Labirinto

    O sonho era bonito. Estava deitado na praia e sentia o sol bater na face direita do seu rosto. Já ardia de tão quente, mas não era uma ardência ruim ou angustiante. Trazia prazer sentir aquilo e o barulho das ondas do mar se quebrando trazia a tão querida paz. Porém, como é por diversas vezes costumeiro nessa vida, o sonho acabou e tudo se tornou um pesadelo. O despertador tocou as 05:30 da manhã, sinal de que ele tinha que sair da sua sonhada praia e começar a se arrumar para ir ao seu odioso trabalho.
    Tudo ocorria exatamente como ele detestava nos inícios da manhã. O seu café estava velho e ele colocou o número errado de colheradas de açúcar. O pão já estava duro, mas não o suficiente para que fosse impossível de comer. A programação da televisão era um lixo e, mesmo que achasse algo bom, não daria tempo de assistir tudo. Era assim todas as manhãs, mas o horário já avisava que não tinha como ser melhor.
    O cotidiano dos seus tormentos se modificou assim que abriu a porta. Tudo estava escuro. Somente por causa de uma luz, que estava distante dele uns 50 metros, era possível perceber que o que levava até ela era um corredor. Ele continuava na beira da porta com a sua chave na mão. Tentava entender o que estava acontecendo. Tentando achar alguma explicação lógica para aquilo. Tentando se convencer de que tudo não passava de um sonho. Tentando não se frustrar. E tentando criar coragem para ir até aquela luz.
    Os seus primeiros passos foram feitos sem muita convicção, mas a curiosidade de saber o que tinha lá fez com que a coragem viesse lentamente e seus passos foram se tornando mais firmes. Chegando lá, percebeu que tinha algo escrito na parede iluminada. “Bem-vindo ao meu labirinto! Direita ou esquerda? Direita.”. O que já era confuso para a sua mente se tornou ainda mais depois dessa frase. A única coisa que tinha convicção de que sabia era o que era um labirinto, mas não sabia de quem era ou de que maneira tinha parado ali já que sabia que não existia nenhum na porta de sua casa quando foi dormir. De qualquer maneira, seguiu para a direita com calma e sem nenhuma coragem.
    As paredes eram brancas e feitas com grandes tijolos de concreto, mas já estavam sujas e com trepadeiras crescendo nelas. Via a sua sombra o acompanhando apressadamente enquanto andava. Não havia luz o suficiente para que uma sombra fosse gerada. Percebeu isso quando um rato passou correndo por ele e nem sequer gerou uma imagem borrada. Quando chegou em uma bifurcação, continuou para a direita assim como ordenara o aviso. Finalmente, viu uma luz no final do corredor em que estava. Seguiu apressadamente, ansioso para saber o que estava escrito. Enquanto andava pensava somente em coisas boas, acreditando que podia ser uma saída ou pelo menos uma explicação do que estava acontecendo.
    O branco da parede começou a ter respingos de vermelho. Os respingos viraram manchas. A sua sombra se ajoelhou em prantos, ele não. Os seus passos estavam mais lentos como se quisessem impedir que os seus olhos vissem uma desgraça. Como se pudessem ver o futuro. E como se antecipassem a dor.
    Antes de ler o que estava escrito, viu o seu gato de estimação, chamado Simão, caído no chão. Ele repousava sobre o próprio sangue retirado por meio de uma degolação. Ainda dava para perceber o rabo com os pelos todos eriçados, mostrando que ele sofreu e sentiu medo em seus últimos minutos de vida. Assim que a sua ficha caiu, o que demorou poucos segundos, sentiu como se uma adaga tivesse sido fincada no peito. Não acreditava que, depois de passar doze anos ao lado do seu gato, ele teria que o perder dessa maneira, sem conseguir entender nem onde está e o porquê de estar lá.
    Quando finalmente conseguiu fazer com que as lágrimas saíssem da frente dos seus olhos, leu o que estava escrito na parede. “Eu disse direita? Esse nunca é um bom caminho, mas fique com esse presente. O reencontro com um animal de estimação é sempre emocionante. Siga ao norte e depois vá para a esquerda.”. Ele decidiu ir para o norte já que essa era a única opção além de voltar, mas viraria a primeira a direita que visse.
    Assim que começou a seguir pelo caminho planejado, viu que a sua sombra estava indo para trás. A sua mente estava perplexa com aquilo que via e isso só aumentou quando viu uma outra passar pela parede logo em seguida. Olhou para os lados e viu mais umas outras três sombras fazendo o caminho contrário. Decidiu ignorá-las, acreditando que esse seria somente outro truque do labirinto para desviá-lo do verdadeiro caminho.
    Como prometeu para si mesmo, virou a primeira a direita. O caminho parecia ser longo já que caminhava durante horas e não chegava a nenhuma parede que o impedisse de continuar. A sua mão já estava muita arranhada por ter que andar encostando na parede uma vez que a iluminação ia diminuindo lentamente e quase imperceptivelmente. Para ele, o labirinto insistia em tentar o convencer a seguir o outro caminho. Via diversas sombras voltando ou entrando em diversas bifurcações que levavam ao norte ou a noroeste, mas continuava firme em sua promessa.
    Finalmente chegou no terceiro aviso. A luz estava fraca e tremula. A escuridão a sua volta não o permitia ler direito. Quando olhou para a sua esquerda, viu diversas sombras parando uma atrás da outra. Não conseguia ter um bom pressentimento daquilo. Assim que a última sombra parou, todas passaram a correr em círculos. As sombras começaram a sair das paredes. Ele sentia o vento delas correndo em volta dele e o impedindo de respirar fundo. O seu coração disparou enquanto gritos estridentes de sofrimento começavam a ensurdecê-lo. Os seus olhos latejavam com o som e suas mãos foram instintivamente para os seus ouvidos, mas os sons já estavam dentro da sua cabeça. A dor que as sombras pareciam sentir invadiram o seu corpo e se concentravam em seu peito. Parecia que todas as angústias, sofrimentos, medos e dores, tanto físicas como emocionais, que as sombras sentiam estavam sendo transferidas para ele. A sua mente não aguentava aquilo e ele implorava para que a morte chegasse logo. O seu sofrimento deve ter durado horas ou pelo menos era isso que o seu cérebro estimava.
    A dor não cessou instantaneamente, mas foi reduzindo aos poucos, igual aconteceu com as luzes enquanto caminhava. No momento em que tudo se tornou suportável, viu que a luz presa na parede estava mais forte e com brilho firme. Leu cada palavra muito lentamente para tentar driblar a dor e impedir que ela não o faça entender a mensagem corretamente. “Você é retardado ou só não passou do maternal quando ensinaram direções? Eu falei esquerda e é melhor seguir as minhas ordens.”. Quando leu a palavra “ordens”, uma raiva subiu a sua cabeça que foi o suficiente para ignorar todo o resto da dor que sentia. Ele adorava desafiar autoridades e achava que, se continuasse para a direita, conseguiria a liberdade, então assim foi como ele fez.
    Ele foi um pouco para o norte e logo virou à direita. A dor misturada com a raiva o deixou com um aspecto de maluco. Às vezes, enquanto caminhava, sorria do nada com algum xingamento aleatório ao labirinto e seu criador como se estivesse prestes a ganhar uma luta difícil. Os seus passos agora eram inegavelmente firmes e sem nenhuma hesitação. Não havia muitas sombras a sua volta, somente três.
    A caminhada até o outro aviso não durou tanto como a anterior, mas ainda assim foi longa. Os seus pés já doíam, principalmente porque os sapatos que usava não eram feitos nem mesmo para caminhadas curtas. Mesmo assim conseguiu chegar ao quarto aviso e, no momento em que estava perto o suficiente para ler, se ajoelhou para que conseguisse descansar um pouco. Na parede estava escrito: “Você está saindo da área de influência dos meus poderes. Parabéns,”. Depois de ter sentido medo, tristeza e dor, esse foi o primeiro aviso que trouxe alguma felicidade e esperança. Pelo menos foi isso o que ele sentiu na primeira parte, mas a vírgula no final da frase o deixou apreensivo. Queria acreditar que era só um descuido numa pichação apressada. E, como quis acreditar dessa forma, assim acreditou e decidiu continuar o seu caminho para direita.
    Não demorou muito para encontrar outra bifurcação na sua tão querida direção. Depois de ter dado uns vinte passos, o caminho que estava atrás dele se fechou e o chão cedeu até a metade dos seus passos. A luz que iluminava aquelas áreas só durava o bastante para que ele visse toda o chão ceder com um estrondo aterrorizador e sumir diante dos seus olhos, se tornando nada além de escuridão. A cada passo que dava para frente, um pouco mais de chão era perdido atrás. Não tinha percebido antes, mas agora só tinha uma única sombra o seguindo, somente a sua.
    Os seus passos estavam tão lentos como os de um velho de noventa anos. Queria correr até o aviso, mas os seus joelhos estavam travados de medo. Queria acreditar que continuava no caminho da saída, porém não conseguia se convencer de que a liberdade tinha um caminho tão amedrontador. Os seus sorrisos desafiadores agora não passavam de um rosto que se segurava para não chorar com as suas pálpebras e lábios tremendo. Toda a força que fazia não foi o suficiente para segurar as suas lágrimas enquanto lia o aviso. “, você cavou a sua própria cova, então agora aceite a sua morte. Nos vemos no inferno.”. No exato segundo em que os seus olhos viram o ponto final, todo o ar a sua volta sumiu. Não havia mais luz no labirinto enquanto ele sufocava até a morte. Em seu sofrimento, os seus olhos pareciam vazios, embora seu coração estivesse cheio de decepção.
  • Lar Temporário

    Eu sou a pessoa que vai embora;
    Posso te garantir que vou te amar de todo meu coração, que vou rir com você, te venerar...Mas uma hora eu vou embora;
    Eu juro que vou te amar intensamente por uma ou duas semanas, mas depois eu vou embora;
    Vou fazer ser a melhor semana da sua vida;
    Mas você sabe...eu vou embora;
    Então você pode decidir: você quer que eu te dê a melhor semana da sua vida e depois parta teu coração, ou, você quer que eu simplesmente te ignore e te deixe com um vazio?
    Posso te garantir que vou te amar, mas não por muito tempo, mas acredite...é verdadeiro;
    Não ache que te enganei, que menti, eu apenas te amei...só que foi do meu jeitinho...
    Indo embora.
  • Loop de Bloqueio Criativo

    Não sou pernóstico,
    Mas procurei a idiossincrasia
    Através de termos ininteligíveis:

    Vide: Pernóstico;
    Vide: idiossincrasia;
    Vide: ininteligível.

    Dicionário de rimas:
    Escrevi mãe,
    Mas nada rima com mãe.

    Perdido entre a vontade e o fato:
    Algo próximo do fim
    Desse poema cacofônico.

    Uma palavra-chave a mais,
    Uma fechadura a menos.
    Desbloqueio.
  • Louca vida, louco amor

    O que é o amor? É saber que não importa o que aconteça, não importa o quão longe, quão bravos ou o quão atarefados possamos estar. Temos a sensação que estamos sempre aos cuidados de quem queremos ao nosso lado em qualquer lugar, a toda hora, por toda a vida. É saber que não importa o que seja dito, por mais que possamos nos magoar e até mesmo magoar a pessoa que amamos; temos certeza que no final da noite aquela pessoa estará ao nosso lado para nos fazer sorrir, para nos encorajar, nos levantar, nos cuidar e nos amar, incondicionalmente. É acreditar no potencial daquela pessoa indubitavelmente, é sentir que aquela pessoa já é uma parte tão importante da sua própria vida que não podemos mais se quer cogitar em uma vida sem ela, é ser o ponto de equilibro dela, é nos cuidar.
    O amor é o fato mais ilógico e mais certeiro do mundo… é ideia mais assustador, e, ao mesmo tempo, a mais reconfortante. É chave para o sucesso, é chave para o coração, é a chave para alma. Amar é assustador porque mesmo que tenhamos a certeza de que a outra pessoa realmente nos ama, temos medo de perdê-la justamente porque a amamos também. É assustador porque quando se ama de verdade, não conseguimos ter o controle desse sentimento; ele simplesmente cresce dentro de nós e se espalha em meio de todos os nossos defeitos, falhas e medos nos purificando, nos dando conforto, carinho, aconchego, companhia, nos cuidando, nos querendo cada vez melhor, cada vez maior; assim como uma bela flor em meio ao asfalto. Escondida em meio de tanta poluição, no meio de tanta sujeira, mas nos melhorando, nos ajudando sem tirar nossos momentos, sempre torcendo por nós.
    O amor é a única coisa no universo que não se explica, apenas quem sentiu isso alguma vez na vida conhecerá e entenderá o que quero dizer. Entenderá o calor que sentimos crescer de dentro do nosso corpo e ainda assim nos deixar com arrepios; é a única coisa no universo que nos dá a certeza de tudo que precisamos assim que olhamos para os olhos de quem amamos, assim que olhamos para os nossos universos. Eles nos fazem sentir como se fossemos um grande nada em meio a imensidão desse universo, fazem com que fiquemos paralisados em meio daquela grandiosidade, daquela imponência, mas, ao mesmo tempo; fazendo com que sentíssemos que podemos realizar qualquer coisa, pudéssemos crescer infinitamente e tentar alcançar aquela mesma grandiosidade, aquela mesma imponência, aquela mesma importância. São através daqueles olhos que podemos ver o coração dessa pessoa, podemos ver os sentimentos dela, podemos ver a alma dela.
    Não sei muito sobre o amor, assim como todos nós; Ainda estou aprendendo sobre o amor, sobre a vida, sobre amar, sobre o que devo fazer, o que não devo. Sou apenas humano, sei que tenho falhas, sei que vou errar… mas o pouco que sei é por causa do MEU amor, é por causa do GRANDE AMOR DA MINHA VIDA. É por causa da mulher mais fantástica, mais linda, mais gentil, mais leal, e mais amorosa e carinhosa que o universo ou o até mesmo o espiritual me deu… é o meu maior presente, é a MINHA linda, MINHA mulher, MINHA companheira, e principalmente o MEU amor. Por causa da pessoa que mais me ajuda, mais ensina e mais me incentiva, me ilumina, me apoia, que mais acredita, mais sente saudade e principalmente que mais me AMA. E esse texto é para todos que tem a sorte de ter alguém assim ao lado. Alguém que faça tudo por você e para estar com você e SÓ você, alguém que te ame incondicionalmente, que estava, está e sempre estará pronto para te socorrer, te cuidar, te ajudar, te incentivar, apoiar e torcer por você. É para quem tem O GRANDE AMOR de suas vidas bem ao seu lado, assim como EU.
    Um beijo meu amor, VOCÊ É O MEU GRANDE AMOR e tudo isso é para que talvez, e só talvez possa fazê-la entender o que significa pra mim todos os dias da minha vida. Obrigado por me cuidar, me apoiar, me incentivar, acreditar em mim, me ensinar, por ser MINHA e SÓ MINHA, por existir, obrigado por estar na minha vida, por me dar a MINHA família e principalmente por me amar incondicionalmente. Te quero para sempre, te amo demais. E, algum dia, iremos nos casar e passarei o resto da minha vida ao teu lado, junto com nossa filha e sermos felizes para todo o sempre.

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