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Aventura

  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 8 de 14

    Capitulo oito

         Um brilho às 9 horas sobre um edifício verde significava que certa pessoa esperava Cachie. Mas não foram as nove em ponto que ele chegou a fada teve paciência e coragem para continuar ali tendo fé ao acreditar que tudo daria certo.
         -Desculpe a demora, é que fui enterrar uma pessoa muito querida!
         -Enterrar?! A fada se assustou, ele explicou e contou com a ajuda dela para irem avisar a família de Carlais. Tinham a enterrado no mesmo tumulo de Cachie e avisariam a família para ir fazer orações a sua querida.
         Ao chegarem, já disseram ter uma noticia ruim. A mãe de Carlais os recebeu primeiramente a Carlos e a fada que se apresentou primeiramente a eles quando estava no alto do edifício verde e agora a mulher que os recebia se identificando como Moná.
         Antes a fada tinha enviado uma magiazinha em uma carta que dizia que a filha dela tinha morrido e após a fada ver que a destinatária leu e chorou Cachie resolveu que deveriam fazer isto pessoalmente.
         E quando a mãe de Carlais viu Cachie entrar seguindo atrás dos outros dois ela se assustou:
         -Todos nós fomos ao seu enterro. Chateado Cachie disse:
         -É eu me tornei vampiro! O que ninguém queria.
         Com pressa deram a triste noticia a mãe de Carlais que chorou junto a Cachie que disse:
         -Não fui capaz de protegê-la.
         Tinham planos de seguir em frente. Já era 1 da manhã quando chegaram a praça onde em fim Carlos perguntou:
         -O que uma fada faz ao lado de um vampiro?
         -Vamos ao paraíso. A fada resumiu o que foi explicado por Cachie:
         -Um vampiro me ofereceu um lugar de paz para viver e posso levar alguém, me desculpe por não ter pensado em você, pois imaginei que nossa relação de amigos tinha acabado como acredito que minha relação com minha família acabou.
         -Você vai levá-la!?
         -Sim, ou seja, sua intenção de viver comigo, estar comigo se fará apenas até encontrarmos este vampiro a quem vamos atrás a partir de agora!
         Cachie virou-se para fada e perguntou:
         -O que viemos fazer aqui? Moná esclareceu:
         -Posso sentir a presença do vampiro que procuramos aqui e vamos seguir seu rastro, sua sombra. Com magia parecia que tudo estava acontecendo naquele momento, o vampiro matou seus inimigos, eles viram entre brilhos e seguiu: - Por ali! Disse Moná e uma fina estrada de flores, rosas brilhantes se formaram por onde o vampiro foi. O caminho estava feito e eles o seguiram.
         -Será que vamos sobreviver a esta aventura? Cachie se perguntava e Carlos estava triste por não poder ir com Cachie ao possível paraíso. Mas percebia que ele estava certo, tinha perdido tudo e encontrado uma linda fada para curar suas dores e encontrar assim um novo caminho, literalmente cheio de flores e magias.
         -Tenho fé que você viverá bem, meu querido! Falou para si mesmo se referindo ao amigo.
         -Estou com minhas malas prontas! Maná disse e as fez aparecer.
         -Vamos ter que levá-las? Carlos criticou e ouviu:
         -Não, minha magia as leva comigo! Sorriu para os dois e correu para caminhar sobre as flores, num caminho que só eles podiam ver.
         Maná está feliz, finalmente estava no caminho de paz e de certo seria feliz a partir de então, sem se preocupar em ser morta por um vampiro qualquer em uma situação qualquer. E se sentia protegida ao lado de Cachie, que apesar de ser um vampiro, era bom para ela.
         Os três seguiam num caminho onde dois seriam felizes, será que Carlos estava realmente contente com isto? A felicidade do amigo amado acima de tudo? Os desejos? Para onde ele voltaria, após esta aventura? Será que encontrariam o destino que procuravam? Será que ele terá um bom destino após cumprir essa razão de encontrar um vampiro?
         No caminho Cachie o explicou as intenções do vampiro, o que ele tinha, e o super feiticeiro que os levariam ao lugar de paz. Disse que o feiticeiro disse encontrá-lo futuramente, mas com a ajuda da fada a razão dele era não esperar e encontrá-lo rápido de uma vez.
         -Vamos, temos que ir antes que o sol nasça. Disse a fada.
    Veja em seguida o capitulo nove.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 9 de 14

    Capitulo nove
        O sol nasce no horizonte, umas sete pessoas de preto quase cercam um tumulo. No horizonte as nuvens em frente aos raios solares são belas. Lá em baixo uma solidão.
        -Filha! A mãe de Carlais fala baixinho. Ela se abaixa coloca uma flor sobre a areia e troca o nome de Cachie para o da filha, sobrepondo-o com uma taboa.
        Já fazia um tempinho que estavam ali e ela falou e falou para a filha, entre as palavras estas:
        -Cachie não conseguiu te defender e eu nem estava quando tudo aconteceu, mas nada poderia ter feito, ou talvez morrer em seu lugar. Ela via Cachie como um ótimo genro, o achava divertido, a filha tinha escolhido um companheiro maravilhoso. Mas agora que ele é vampiro se perguntou se a filha conseguiria viver sem ele. Chorosa ela saiu para junto aos outros que se encaminhavam para saída. Antes colocou o anel que tanto a filha gostava ao lado da flor, era uma herança de família.
        O vento girava um cata-vento e o sol o iluminava já forte, das 12 horas. Cachie e Carlos estavam com os rostos próximos eles seguravam as mãos um do outro e falavam:
        -Tenho fé que vamos conseguir, mas me leve com você! Carlos pediu e ouviu:
        -Mas e a fada?
        -Esqueça ela! Cachie pensou um pouco e respondeu:
        -Não posso, já fiz a promessa de irmos juntos, eu e ela, como o vampiro disse e mais ninguém.
         Não se soube qual dos dois soltou a mão primeiro e eles se largaram.
         -Tudo bem por aqui? Maná quis saber e Cachie respondeu prolongada mente:
         -Sim, meu apetite, minha fome não é mais a mesma de quando acordei, eu acho que só preciso matar três pessoas ao mês, hoje estou me sentindo satisfeito ainda.
         -Se isto mudar esteja longe de nós! A fada sorriu ao dizer.
         -Só por precaução você deveria comer algum dos animais daqui, não precisa matar ninguém. Carlos disse. Eles estão num celeiro de uma fazenda com tudo fechado e escuro como Cachie agora gosta e estavam cercados por alguns cavalos.
         -Então está certo, vou ver que gosto tem sangue de cavalo! Nenhum deles sorriu e Carlos disse por ele e a fada:
         -Vou dar uma voltinha, já volto você vem Moná?
         -Sim, não quero ver isto, a sena que a de seguir.
         Caminhando ao lado do riacho Carlos tenta convencer Moná a esquecer do trato que fez com Cachie: - Porque você não desiste?
         -De que?
         -Dessa ideia de ir para outra dimensão.
         -Porque eu desistiria? Carlos não soube o que falar e falou a primeira coisa que lhe veio à mente:
         -Pode ser perigoso viajar num portal.
         -Não pense que só porque você está apaixonado por Cachie que eu devo ou vou esquecer o que consegui que ele me oferecesse. A fada virou fadinha e saiu ouvindo os gritos de Carlos:
         -Eu quem mereço! Volte aqui ainda não terminamos nossa conversa. Ele não sabia se se irritou por ela não desistir ou porque ouviu dela a verdade. Cachie tinha matado mais de um cavalo, após o primeiro não teve como resistir. A fada entrou brilhando e do brilho se fez na forma humana e eles conversaram:
         -Será que o vampiro estava com o super feiticeiro, prontos para irmos para outra dimensão?
         -Espero que sim, ou que não demore. E ela mudou de assunto:
         -O que acha de Carlos?
         -Como assim? Nós somos grandes amigos, há muito tempo.
         -Você gosta dele?
         -Gostar? Moná percebeu que não queria ouvir a resposta, tinha medo de ele levá-lo no lugar dela e mudou o assunto outra vez: - A moça que morreu era sua namorada? Porque decidiu matá-la?
         -Não quero falar sobre isto! Ele desta vez disse: - Você não tem medo de o vampiro que está me oferecendo esta vaga seja como muitos e assim sendo contra fadas, já pensou nesta opção?
         -Tem este risco, mas eu tenho fé, tudo vai dar certo!
         Carlos entrou meio que apavorado.  -Chegaram pessoas e entraram na casa!
         -Se acalme eles não vão vim até aqui! Cachie tentou acalmá-lo e a fada:
         -Tenho fé que não! Eu fico de vigia, daqui a pouco você faz este papel. Disse apontando para fada que apontou para Cachie sorrindo e ele para ela dizendo:
         -Tá você pode ser a ultima. O perigo rondava apenas Cachie que não teria para onde fugir, estava praticamente ali preso, por falta de opção e necessidade. Tinham que ficar ali até o sol se pôr e torcer para ninguém ir até lá, assim evitando confrontos e mortes. Mas Cachie estava calmo e fechou os olhos para dar um cochilo e dos olhos fechados de um dormindo para os olhos abertos de uma que acordou!
    Veja em seguida o capitulo dez.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap.1 de 14

    Como não consegui colocar este conto todo de uma vez, então resolvi colocar capitulo por capitulo, sendo 14 no total.
    Este conto já está postado por completo no meu perfil, os 14 capítulos.

    Capitulo um

         Ergue-se uma mão, saindo de um tumulo no cemitério da cidade grande. São quase amanhecer e um corpo consegue sair do tumulo e areia que o cobria. Segundos atrás:
         -Está tudo escuro, estou cego? Uma batida: - Estou sem folego! Outra batida: - Estou num lugar fechado! E começa a bater desesperadamente.
         -Não sei se eu tinha folego, mas o ar me veio depois que consegui erguer a mão. Um homem sai coberto de areia, cambaleando ele cai sentado.
         -Quando eu me ergui, minha memoria voltou, ou parte dela, eu fiquei tonto. Olha-se no espelho que tem pregado ao lado do possível seu nome na escritura do tumulo.
         -Não me vejo. Olhou para o lado: - Reside aqui, Cachie, 2016, este sou eu!
         O sol nasce Cachie olha para o horizonte e sente sua mão queimar: - Que droga, o sol está me queimando! Tem um deposito ao lado ele desesperado tenta abrir, sua pele queimando
         -Tá fechado! Ele segura o cadeado e o puxa, em seguida de novo, desta vez o cadeado quebra e ele abre o portão e entra, após abrir a porta, que não estava trancada.
         Tinha uma janela aberta e ele a fecha senta e com as mãos na cabeça reflete: - Estas coisas só acontecem com vampiros, até onde sei, não sou um, me tornei? E conclui:
         -Claro que sim!
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         O submundo se uniu ao mundo real, a ficção se fez real, depois de tempos sendo oculta, ou seja, seres mágicos se misturaram com a realidade natural.
         -Faz 100 anos que está inclusão ocorreu, será que ainda estou em 2016? Acredito que sim, pois a mutação, a transformação de um mordido se faz em horas.
         Um confronto mundial fez as pessoas veem humanos e submundanos de uma mesma forma. Ainda existem confrontos, mas a luta foi ganha por aqueles que veem todos os seres com igualdade.
         Dá a hora de trabalho e um funcionário do cemitério surge, vê o cadeado quebrado, estranha, entra e vê Cachie ali:
         -O que você está fazendo aqui? Cachie nem o ouve e pula em seu pescoço.
         -O que estou fazendo? Estou sem controle.
         Um corpo no chão e as horas passando, quando anoitece Cachie vai para sua casa entra pela janela em seu quarto:
         -Está tudo no mesmo lugar. Pegou um relógio digital e olhou a data, 2016.
         -Cachie!? Diz uma mulher ao entrar:
         -O que você está fazendo aqui? Cachie pergunta e a mulher com aparente olhar de surpresa responde:
         -Sua mãe me disse para pegar o que eu quiser.
         -Já que eu estou morto! Num é?!
         Ela gaguejou um “é” e correu para cozinha Cachie foi atrás e se depararam com a mãe dele, que diz com medo e surpresa no olhar:
         -Querido você está vivo. Cachie responde:
         -Não, só posso sair à noite e você sabe o que é isto! Ela pergunta:
         -Você se lembra de tudo que aconteceu?
         -Não, vou sentar e lhes ouvir!
         -Podemos te abraçar? Diz à mulher que na verdade é a namorada dele e continua: - Sabe que somos, éramos namorados?!
         -Não pode, não sei se condigo me controlar, então sejam rápidas na história que vão contar! Ela se senta ainda abalada ao vê-lo e a namorada também, todos se sentam ao redor da mesa de cozinha.
         -Maldito Carlos. Ela pensa e Cachie consegue ler sua mente de alguma forma e pergunta:
         -O que o Carlos tem haver com está história? Ela se surpreende:
         -Como? Ele diz:
         -Não importa, comece a contar, e cheguem onde eu me tornei num ser que nós sabemos que nós odiamos, ou estou errado? A namorada dele pensa, mas sem ele ouví-la:
         -Não podemos contar tudo, Será que ela vai abrir a boca e acabar falando demais?
         Eles são uma família de humanos caçadores de monstros, era para isto que Cachie se lembra de que se esforçava a ser o melhor. Já havia caçado bruxas e lobisomens, ele não se lembra de ter caçado vampiros, mas era de seu gosto um dia matar um. Parece que a magia se voltou contra o feiticeiro:
         -Vamos comece!
         A mãe dele começou a falar, iniciando o resumo que o levaria a uma resposta.

    Veja em seguida o capitulo dois.
  • A fé. A triste história de um vampiro Sinopse

    Vampiros ultimamente estão acompanhados ou sendo gays. Esta é uma história que trás este tema. Um caçador que odeia vampiros. O que será dele ao se tornar um? Acordar como num pesadelo, onde tem que descobrir o que realmente aconteceu que fez seu mundo virar de cabeça para baixo.
         Perder tudo? Encontrar um caminho a seguir!
         Cachie é um caçador, eficiente, prestativo, mas num certo dia acorda como um daqueles ao qual tanto se acostumou a matar. Ódio será que sua percepção, seus sentimentos para com vampiros irá mudar ao se tornar um? Como tudo pode acontecer assim tão rápido?
         Até que ponto uma amizade pode chegar a se tornar algo mais? Mais que bons amigos ou amigas?
         Em um mundo onde o submundo, as magias se tornaram realidade. Vampiros, lobisomens, fadas tudo veio a se misturar. Humanos e vampiros juntos e separados.
         Onde a fé dos que lhe rodeiam pode chegar a influenciar sua vida?
         Porque ter fé? A fé move montanhas, já diziam alguns.
         Cachie acorda no escuro fechado, começa a tentar sair desta escuridão e sai, percebendo ao ver que está em um tumulo, o seu certamente e que não dormiu, não esteve morto por muito tempo, foram horas. Agora ele tem que se proteger do sol, este queima sua pele. Conclui que se tornou um vampiro, se pergunta como e não lhe vem na memoria. Então se esconde até escurecer, só então sai atrás de resposta. Revê sua namorada e sua mãe ao ir para casa. Elas dizem que o amigo Carlos tem que estar presente para a verdade ser contada então quando todos que devem estar presentes estiverem ele saberá o que aconteceu.
         É a vida de um vampiro que ele tem para viver agora e terá que aprender a ser assim verdadeiramente o que era para ele um monstro.
         Veja a aventura de Cachie, a triste história de um vampiro! Espero que vocês gostem. Um abraço, a todos boa leitura!

         Este conto já está postado completo, basta clicar no meu perfil, depois no capítulo desejado para ler, são 14 no total.
  • A Grande Rocha da Vida

    Quando a Terra Média ainda era dividida entre homens e criaturas, existiam os reinos dos humanos, o território dos gigantes, as cavernas dos elfos, o reino das fadas, o reino das nuvens dos deuses, e o misterioso reino dos pesadelos, habitado pelos demônios.
    Entre eles existia uma rocha mágica que podia curar quem a absorvesse, nem que fosse um pouquinho de seu poder de doenças e feridas, A Grande Rocha da vida. Todas essas nações podiam usar o seu poder, moderadamente, para que não houvesse conflitos ou guerras por posse dela, tanto que cada nação tinha um dia específico da semana para usar o poder da Grande Rocha, a menos que fosse emergência.
    Havia um segredo sobre a Rocha que só os deuses e os demônios tinham em conhecimento, que se alguém absorvesse todo o seu poder, obteria vida eterna e poder ilimitado, o suficiente para derrotar qualquer um, e segundo as Runas dos Tempos dos Profetas, apenas quem tivesse o sangue de demônios ou deuses podia absorver toda a Rocha, mas “lá se sabe se isso é verdade”.
    Um dia os demônios tentaram tomar a Rocha só para eles no objetivo de que Helldron, Rei dos demônios, absorvesse-a e destruísse as outras nações, dominando o mundo, mas falharam porque todos se uniram e os selaram junto ao portal proibido que dava acesso para o Reino dos Pesadelos. Muitos morreram, pois os demônios eram muito poderosos. Quando tudo estava se estabilizando os deuses fizeram um comunicado pacífico, dizendo que iriam pegar a Rocha e leva-la aos céus para que eles decidissem quem usaria ou não o seu poder, mas não aceitaram e obrigaram os deuses a se exilarem nos céus. Os deuses são pacíficos e inteligentes então para manter a ordem eles aceitaram seu exílio, pois sabiam que depois desse comunicado poderia haver desconfiança. E assim terminou o que eles chamaram de “A Guerra Centenária”, pois pode não parecer, mas a guerra contra os demônios durou 200 anos.
    Os demônios não eram muito amigáveis. Eles tinham três corações e viviam 700 anos. As fadas eram fascinantes porque eles voavam sem ao menos ter asas e mantinham um corpo jovem mesmo estando a poucos dias da morte. Vivem 300 anos e quando morrem seus corpos demoram 50 anos para se decompor. Os humanos viviam uma vida normal, sua expectativa de vida era cerca de 90 anos. Os gigantes, bem, eles não eram maus, mas alguns eram brutos demais, outros eram amigáveis, e uns eram travessos, pois pregavam peças nos humanos se fantasiando de demônios e assustando-os dizendo que “nós, os demônios voltamos para tomar a Grande Rocha e destruir todas as nações”, e por isso os gigantes eram mal interpretados por alguns humanos, pois achavam que os gigantes queriam a volta dos demônios... “será que é verdade?”. Os elfos também eram pacíficos, assim como os deuses, mas também eram misteriosos. Pesquisavam segredos do mundo, mas não diziam para os outros. Os deuses não eram como divindades, eram nomeados de deuses por serem muito sábios, tentavam evitar conflitos, procuravam jeitos de beneficiar a todos. Eles não são eternos, mas vivem 300 anos a mais que os demônios. Antes dos deuses serem exilados, alguns se relacionavam com humanos, e a junção dos dois originou uma nova espécie, que rapidamente virou uma nação também, e ficaram conhecidos como druidas. Os druidas têm duas diferenças dos humanos, uma, é que eles nascem com os olhos muito amarelados e brilhantes, e outra é que eles têm um poder de cura parecido com a da Grande Rocha da Vida, só que um druida pode curar apenas feridas, pois envenenamentos, doenças, essas coisas eles não conseguem curar. Havia um, porém no nascimento de um druida, pois alguns nasciam como humanos normais, mas eles não eram mandados para os outros reinos, pois os anciões ensinavam técnicas de cura com ervas e outras coisas que eles encontravam na floresta dos druidas. E também não podem absorver tanto da Grande Rocha. Todos aceitaram o surgimento dos druidas, as fadas se aliaram a eles, e os dois agiram por gerações como “unha e carne”.
    Muitos anos depois da Guerra Centenária, na floresta dos druidas, havia 200 anos que humanos não nasciam, e acharam que tal coisa não iria mais acontecer, até que uma menina nasceu só que ela nasceu com muitas doenças, meio fraca, e por alguma razão, a Grande Rocha não curava suas doenças. Ela sempre admirou a Rocha, mesmo não podendo ajuda-la. Ela cresceu, conheceu um humano por quem se apaixonou, eles casaram-se e um ano depois tiveram a noticia de que ela estava gravida. Numa expedição aos Montes de Gelo, seu marido morreu num acidente. Quando o bebê estava pronto para nascer, numa mesa de parto, ela não tinha forças para fazer com que o bebê saísse, e sentia muita dor. Mesmo estando ciente de que não funcionava, levaram ela até a Rocha, pois era uma emergência, e, por incrível que pareça, a mesma a deu forças para deixa-lo sair. Ela sabia que ia morrer, mas antes de morrer viu que era um menino, e o nomeou como Seikatsu, que do japonês para o português significa “vida”.
    O Avô de Seikatsu não gostava dele, pois dizia ele que Seikatsu matou a própria mãe, então o menino foi criado por todos os druidas. Ele não guardava rancor de seu avô e não se sentia muito triste quando falavam de sua mãe, pois para ele ela era uma heroína por viver tantos anos no estado em que estava, e deixou ele como prova de sua força, e como ela, ele também admirava a grande Rocha.
    Quando completou maior idade decidiu iniciar uma jornada pela Terra Média para conhecer todas as criaturas das outras nações, indo primeiro para o reino mais próximo dos humanos, pois ele queria conhecer a cultura do povo do qual seu pai fazia parte.
    Chegando lá ele se encantou com o jeito dos humanos, seu jeito de comemorar o deixava impressionado. Com o dinheiro que ele havia guardado por anos para quando chegasse sua jornada, ele pretendia comprar várias coisas do reino humano, mas descobriu que no dia seguinte teria um festival que os humanos celebravam para comemorar a vitória contra os demônios na Guerra Centenária, então guardou suas economias para o tão esperado evento. No dia do festival, todos cantavam e dançavam juntos, e o rei propôs irem todos até à Grande Rocha para admirá-la enquanto celebravam, e como ele chegou atrasado não conseguiu comprar nada, então só podia aproveitar a longa caminhada até a Rocha. Chegando lá, todos se espantaram, pois, metade da Rocha tinha sumido, como se alguém tivesse a cortado e levado embora, e seu poder estava enfraquecido, incapaz de curar qualquer um.
    Não demorou muito pra todas as nações ficarem sabendo. Os humanos convocaram uma reunião para saber o que houve, mas o atual estado da Grande Rocha começou a causar discórdia, pois os druidas e as fadas acusaram os humanos de roubar o poder da Rocha por terem sido vistos por perto, e os gigantes não estavam do lado de ninguém, só sabiam que alguém havia roubado a Grande Rocha e que estavam prontos para qualquer batalha para encontrá-la, e os elfos não reagiram de nenhum modo, o que era muito suspeito. Seikatsu não conseguiu engolir o fato de que a Grande Rocha não estava em seu estado normal, e que isso causaria guerra. Usou todas as suas economias para comprar uma espada, e um equipamento básico para sair numa jornada, e dessa vez não era para conhecer seres e lugares novos, e sim para descobrir o que aconteceu com a Grande Rocha. Ele falou com o rei sobre sua jornada, e pediu que alguns homens fossem com ele, mas o rei não pensava em nada além de se preparar o possível começo de outra “Guerra Centenária”, e os únicos que conseguiam ajudar a restaurar a ordem e resolver os conflitos sem violência eram os deuses, mas eles haviam sido exilados, e não estavam mais interessados em deixar seu exílio e intervir na Terra.
    Seikatsu andou por três dias até chegar perto do reino dos gigantes. Chegando lá, viu alguns homens com pedras nas mãos, atirando-as em um buraco bem fundo, onde tinha um gigante com uma cara ameaçadora. Ele espantou aqueles homens com sua espada, chamou ajuda de alguns gigantes, e tiraram aquele brutamonte do buraco. O gigante agradeceu, e perguntou o que trazia um bravo humano até o território dos gigantes. Seikatsu explicou a situação, e o gigante, conhecido como Smasher, jurou que o guiaria até completar seu objetivo de descobrir o que aconteceu com a Grande Rocha da Vida. Eles fizeram uma pesquisa em metade do território dos gigantes, falaram inclusive com o comandante deles, e todos negaram que não sabiam nada sobre o atual estado da Grande Rocha, então eles partiram.
    Dois dias depois, eles chegaram num bosque, onde encontraram um enorme golem de planta, que expeliu um gás roxo que os envenenou e os fez cair de sono.  Quando acordaram, deram de cara com um monte de crianças flutuando, e perceberam que estavam no Reino das fadas.  As fadas explicaram a situação, foi um mal entendido, pois o golem de planta era só um guardião, mas ele não ataca a menos que cheguem perto do Reino das fadas sem avisar com antecedência. Enquanto Smasher estava fazendo a pesquisa sobre o desaparecimento da metade da Rocha, Seikatsu estava explorando aquela linda cidade, e enquanto passava por um recanto com plantações de uvas, ele se deparou com uma linda fada, e os dois ficaram por um longo tempo se encarando, como se nunca tivessem visto algo tão especial na vida. Eles se cumprimentaram, o nome dela era Hana. Ela ouviu falar sobre o que ele estava fazendo, e perguntou se ele gostaria de passar mais um dia pelo reino das fadas. Ele aceitou, e ela mostrou a ele como era a cidade à noite. Perto de um lago, meio embaraçados, explicaram o que sentiram um pelo outro quando se viram, pareciam sincronizados, um só, e no dia seguinte, ela o acompanhou em sua jornada.
    Seikatsu não tinha noção por onde começar a procurar uma passagem para as cavernas dos elfos, mas por sorte, Hana sabia onde era, porque quando mais nova, acompanhava sua mãe em entregas de flores para os elfos, pois por algum motivo eles adoravam comer pétalas de flores. Chegando lá n hesitaram em ir direto falar com a chefia. Os elfos disseram que descobriram que o rei dos demônios conseguiu um jeito de escapar antes de ser selado, e que ele estava habitando um corpo humano, e que foi ele que absorveu a Rocha, só que seu corpo humano era fraco, então só conseguiu absorver metade da Rocha, e a outra metade está fraca, e a mesma podia se destruir a qualquer momento. Seu plano era absorver os demônios do selo do portal proibido, reconstituir seu corpo original e terminar de absorver todo o poder da Grande Rocha da Vida.
    Saindo de lá, eles partiram em direção à Grande Rocha, no objetivo de dizer a todos o que realmente estava acontecendo, e chegando lá se deparou com os druidas caídos no chão próximos à Rocha, e um homem que aparentava estar com más intenções. Eles diziam que era seu pai. Então, o “pai” de Seikatsu começou a se decompor e surgir um demônio enorme de dentro dele, sendo esse Helldron, o Rei dos demônios. Helldron explicou que não houve nenhum acidente, e que Helldron matou e tomou o corpo do pai de Seikatsu, e matou todos os outros que estavam com ele. Smasher tentou um ataque surpresa, mas foi ludibriado, pois Helldron o pegou de surpresa, e o lançou contra a Grande Rocha. Smasher não aguentou tal impacto e teve alguns de seus ossos quebrados, impossibilitando-o de lutar. Os humanos temeram o poder de Helldron, e alguns deles recuaram, mas os gigantes, as fadas e os elfos, ficaram e lutaram bravamente, mas “a que preço?” Muitos foram mortos, Helldron estava invencível. Seikatsu partiu rapidamente para cima dele, e assim, num chute com poder suficiente pra abrir uma cratera, Helldron o lançou até a Rocha, fazendo com que seu corpo a perfurasse, e por alguma razão, ela não estava curando ninguém. Por alguns instantes, todos pensaram que era o fim. Helldron gargalhava comemorando sua vitória, e quando ia se aproximando da Rocha para absorvê-la, uma incrível luz surgiu de dentro dela, sua estrutura começou a se partir em pedaços, e de dentro dela, surgira um corpo emitindo luz, era Seikatsu. Helldron se perguntou o porquê, e como ele absorveu a Rocha, e um velho druida entendeu em fim que, Seikatsu e talvez até sua mãe não tivessem poderes de cura porque haviam herdado poder dos deuses, e na teoria, os deuses tinham mais controle sobre o poder da Rocha do que os demônios. Seikatsu absorveu em um estalar de dedos, toda a energia da Rocha tirada por Helldron, e, num soco estrondeante, reduziu Helldron em poeira. Seikatsu curou a todos, reviveu alguns mortos, despediu-se de Hana e dos druidas, e, emitindo uma incrível luz verde que iluminava toda a Terra Média, transformou-se em um incrível cristal, que se parecia com a Grande Rocha da Vida. Seu corpo virou uma estatua de pedra dentro daquele cristal. Sua Historia foi contada por gerações. Festivais celebrando sua vitória sobre Helldron, e todos o chamavam como, O Menino da Vida.
  • A HISTÓRIA DO BOI SUICIDA

    Este é um fato curioso
    História de um ruminante
    Um valente boi baiano
    Com um sonho alucinante
    De viver solto na serra
    Num lugar lindo e distante

    Foi criado na fazenda
    Era de um porte nobre
    Tinha raça e beleza
    Mas por dentro era pobre
    Sabia que cedo ou tarde
    Lhe passariam no cobre

    Conhecia o destino
    De antepassados e amigos
    Que viviam como ele
    Sem correr nenhum perigo
    Com o bom e o melhor
    Sem sofrer nenhum castigo

    No final da sua sina
    Encontraria um carrasco
    E exposto em prateleiras
    Num cenário de fiasco
    Terminaria no molho
    Ou na brasa pra churrasco

    A sua oportunidade
    Deu-se numa ocasião
    Com todo o preparativo
    Para uma exposição
    Ele iria concorrer
    A um lugar de campeão

    Fizeram os preparativos
    A mando do criador
    De Teodoro Sampaio
    Para a feira em salvador
    O Boi ficou matutando
    Serei um gladiador

    A viagem foi tranquila
    Com uma vista bacana
    Tudo bem organizado
    Uma equipe veterana
    Rodaram pela estrada
    Chegaram fim de semana

    Na hora do desembarque
    O Boi ficou preparado
    Na primeira bobeada
    Aquele animal sarado
    Desembestou pra saída
    Como tinha planejado

    Agora sozinho e livre
    Fazia o que bem queria
    Caminhava por aí
    Tudo novo conhecia
    Gente, casa, automóveis
    Praia, campos, rodovia

    Como passeou bastante
    Começou logo a pensar
    Vou pro Rio de Janeiro
    Ter história pra contar
    Passou pelo aeroporto
    Mas não conseguiu entrar

    Escutou muita conversa
    Por onde ia passando
    Tinha uma equipe montada
    Que estava lhe procurando
    E a policia militar
    Sua rota ia traçando

    Pensou, antes que me peguem
    Eu vou me realizar
    Vou caminhar por aí
    Até me localizar
    Aproveitar a viagem
    Quero conhecer o mar

    Convocou a natureza
    Sentiu a brisa e o vento
    Observou os turistas
    Focou no seu pensamento
    Vou tomar banho de praia
    Nem que for por um momento

    Depois de caminhar muito
    Escapando do resgate
    Sentiu a brisa do mar
    Tinha vencido o combate
    Que exposição que nada
    Não existiria abate

    Sentiu-se realizado
    Entrou na água salgada
    Estava se refrescando
    Não pensava mais em nada
    Curtia a água e a praia
    Eita vida desejada

    As pessoas estranhavam
    A sua felicidade
    Onde já se viu bovino
    Como gente da cidade
    Comunicaram à patrulha
    A sua localidade

    Ele pensou não me engano
    Não terei vida de rei
    Mas não vou facilitar
    Para lá não voltarei
    Vou me afundar nesse mar
    Minha história contarei

    Tinha um grupo de pessoas
    Na praia naquele dia
    Fizeram um ajuntamento
    Para ver se acudia
    Mas não era seu destino
    Pro curral não voltaria

    O mutirão se esforçou
    Trabalharam com grandeza
    Arrastaram para a praia
    O bovino da esperteza
    Mas não tinha o que fazer
    O fim chegou com certeza

    Eu contei essa história
    Do valente boi de elite
    Que ficará na memória
    Pra que o mundo inteiro grite
    Quem puder se realize
    No seu sonho acredite.
  • a lenda de Èden/capitulo 4 o poderoso guardião fracassado (P & R)

    -isso foi rápido demais eu não vi quase nada-questiona luna
    -é assim mesmo mosa,guardiões da luz tem sua velocidade elevada desse jeito mesmo-fala pafunsu
    -eu não te dei o direito de me chamar de mosa-fala luna
    -bom vamos focar na próxima luta -fala pafunsu
    -primeiro como foi a sua luta
    pafunsu olha para cima e começa a pensar 
    -Oh não-fala luna 
                                                                 //////FLASH BACK TIME COM COMENTÁRIO EXTRA\\\\\\
    -outro flash back naaaaaoooo-fala luna
    -ja era-riu pafunsu
                                                                               INICIO DO FLASH BACK TIME
    Depois de pafunsu entrar no campo foi anunciada a luta entre ele e um cara desconhecido,quando começam a lutar pafunsu da um chute que afunda o rosto do sujeito e o dito-cujo perde a luta
                                                                                   COMENTÁRIO EXTRA
    -isso foi rápido,até demais-falou luna

    -guardiões da luz tem uma velocidade muito alta,porem uma defesa baixa de mais-falou pafunsu

    -por isso acabou rápido-fala luna

                                                                              CONTINUAÇÃO DO FLASH BACK TIME
    E na outra luta,era um guardião mais lento e com muito mais defesa,porem pafunsu era muito rapido e o outro cara nem chegara perto de sua velocidade e pafunsu o finalizou com facilidade,e por fim a ultima luta,porem esse cara era diferente dos demais 

    -acho que vou aparecer dele e dar aquele baita chute trava coluna nele- falou pafunsu

    ele o faz porem erra,por que seu adversario se defendeu com um outro chute,então tentou dar um soco e seu oponente parou o soco com outro soco ate que pafunsu pensa:

    -vou jogar um trovão nele 

    então pafunsu joga um trovão que errou,porem servia apenas para atrapalhar e atrair o adversário,perto o suficiente para atravessar a sua cabeça com uma mao aberta e eletrificada e assim que atravessa sua cabeça ela explode e ele é declarado vencedor da luta e o primeiro guardião da luz
                                                                                          FIM DO FLASHBACK TIME
    -agora falta a luta de quem-pergunta pafunsu

    -do gustavo-fala luna

    -era,não é mais,agora é a luta do rafael-fala gustavo

    -vai chorar-zoa pafunsu

    -nao,mais to quase-fala gustavo

    entao,finalmente os guerreiros de fogo entram em campo porem o destaque é mais do brasileiro de altura mediana e cabelo escuro e forte,estava sendo destaque por ser um daqueles que ajudou juan com aquela criatura de fogo e estavam em punhos uma luva e uma espada,algo que digamos era meio diferente,afinal pra que usar uma luva,mas ao iniciar a primeira luta que no caso era a dele o rapaz qua agora sabiamos o nome por anuncio de cahethel:lan santiago era seu nome e por coincidencia o outro cara tambem era brasileiro e se chamava edgar

    -isso esta muito estranho o nick falou que cabelos de cores estranhas sao caracteristicas dos descendentes dos guardiões da terra,só que nenhum dos guardiões do fogo tem olhos vermelhos,nem o rafael tem isso-fala pafunsu

    -pafunsu eu quero assistir-fala luna sentada em uma cadeira de rodas comendo um pãozim

    ao começar a luta edgar solta uma bomba de canhão de fogo 

    -esse ataque pode incinerar um planeta inteiro diga adeus aos seus ossos-fala edgar com uma risada alta

    lan apenas poem sua mão com a luva para frente e devolve para seu oponente o ataque como se não fosse nada e incinera completamente todo o seu corpo até reduzi-lo a cinzas

    -isso foi rapido-falou luna

    -luna para de falar so isso,mas realmente foi bem rapido,rapido ate de mais-fala pafunsu 

    porem a proxima pessoa a entrar em luta é seu amigo rafael

    -bom é isso vou conseguir-falou rafael

    no inicio da luta refael lança seus ioios a ponto que ficassem com suas cordas por todo o campo,quase que impossibilitando seu adversario de se mover,entao o adversario tenta queimar as cordas,que apenas ficavam em seu lugar sugando a energia e repassando a força pro ioio que ia ficando maior e deixando as cordas cada vez mais quente e entao rafael mexeu seus fios ate que cortou seu adversario e transformou-o em uma especie de picadinho frito de carne humana e entao rafael e declarado vencedor da luta

    -meu deus(do ceu berg)que nojo ele cortou o cara como picadinho argh-fala luna
     
    -meu deus que merda to com vontade de vomitar-falou pafunsu

    cahethel pede para alguem vir la para ressucitar o rapaz e devolve-lo a terra,afinal o perdedor teria apenas os poderes retirados e depois iria ser mandado para a terra para poder viver normalmente a sua vida na terra 

    -espero que perca logo,esse garoto é um piromaniaco sadico,nao seria uma boa te-lo como guardiao-pensou cahethel 

    a proxima luta sera entre lan e rafael

    -se prepare para ser queimado-falou rafael

    a cara de ridicularizaçao de lan era tao grande que chegou a ser ridiculo pra ele o que rafael falava,entao meio totalmente puto da vida rafael jogou seu ioio em cima de lan que nao apenas segurou como tambem quebrou o mesmo 

    -serio isso nao destroi nem um planeta anão gelo,acha mesmo que pode comigo-sacaneou lan

    tudo isso deixa rafael mais puto e tambem desesperado,ele refaz o ioio com suas chamas e aumenta o tamanho do mesmo a ponto de poder subir em cima do ioio como um carro gigante e tenta atropelar lan que desvia com uma facilidade enorme com se estivesse apenas dando um pulinho pro lado e da uma zoada

    -tao lento que nem chega a mach 1

    rafael putao responde:esse deus aqui chega a mach 36.000 

    -nao chega nem a mach 900 de tao lento 

    rafael acelera mais uma vez e lan apenas pega sua espada e da um corte certeiro no meio do rafael e corta o ioio dele ao meio e antes que rafael pudesse reclamar lan aparece rapido atraz dele e corta sua cabeça em instantes e assim lan e declarado ganhador por cahethel  e na plateia luna fala:

    -ele perdeu mesmo meu desu,eu dont believe

    -perdeu feio-fala pafunsu

    -nao acredito nisso-fala gustavo irritado-ele nao devia ter perdido 

    sim era isso rafael tinha perdido feio e lan havia se tornado o novo guardião do fogo,rafael foi ressucitado,teve seus poderes extraidos e foi mandado para seus pais na terra com a advertencia de nao mexer de novo em fosforos,mas claro cahethel deixou ele se despedir dos amigos afinal as proximas lutas seriam seguidas em elemento:agua,depois espiritual,depois escuridao,depois terra e por ultimo estrela ja era quase certo os vencedores afinal no ataque ja tinha uma da agua,uma da espiritual e uma da escuridão porem terra e estrela foram considerados dificeis de saber afinal havia tres guardioes da terra no incidente e nenhum da estrela,mas apos as despedidas começaram as batalhas da agua e a vencedora foi kamillie orihara da oceania,foi uma luta rapida nao igual a dos guardioes da luz mas tambem tinha seus meritos

    -aposto que foi bem facil ne,kamille ou posso te chamar de kamie-fala luna para a nova guardiã

    -serio querida e a sua-fala kamie

    -eu quase morri-fala luna

    -deveria ter morrido-fala kamie

    -que moça ruim pra eu-fala luna

    pra se ter uma ideia do quao rapido foi cada luitra era aproximadamente 20 segundos por luta depois disso era uma vitoria muito facil

    -nao curti essa moça,,mas curti as outras duas -falou luna

    essas tais garotas eram as duas dos elementos espiritual e escuridão,regendo o elemento da escuridão estava uma garota chamada julie kanam de istambul tinha uma personalidade calma e bem calada e ate alegre porem muito timida e gostava de chamar todo mundo de demonio algo que mostrava seu autismo com força altissima e regendo o elemento espiritual estava giulya kim than essa diferente da ultima ja era mais ativa e animada e gostava de cantar do nada,em especial k-pop (eu tenho uma amiga que gosta dessas musicas e como eu tava sem nada melhor pra colocar presente pra voces) as 2 seriam as mais novas guardiães do grupo 
                                                                            ENTREVISTA UTILITARIA COM LUNA GERLOFF
    -oi,oi,oi tudo bem,tudo bão-pergunta luna

    -tudo bem-fala giu

    julie calada

    -que merda eu to fazendo aqui-falou kamie

    -entrevista,xiu-sussurra luna

    -nao quero ficar no autismo de voces-fala kamie

    -xiu,agora continuando como foi a ultima luta de voces-pergunta luna

    -eu so entupi a mina de agua e explodi ela,como qualquer ser humano normal faria-fala kamie

    luna assustada pergunta:

    -e o que voce mais gosta kamie

    -rola-fala kamie-de varias idades idades,de muitos amores

    luna vermelha finge que nao escutou nada e passa para giu

    -entao giu como foi sua luta-pergunta luna

    -eu basicamente invoquei espiritos do alem e fiz todos atacarem como distraçao e voei por debaixo da terra em forma fantasma e possui o meu oponente por traz enquanto secava seu corpo-fala giu

    -e pior que a primeira-pensou luna desesperada

    e assustada luna pergunta com uma cara de nao me mate:

    -e....doq......do que voc.....do que voce gosta

    -kpop,escuto o dia todo,ate dormindo se possivel-fala giu 

    Luna agarra giu e fala:

    -meu desuuuu nos vamos dar tao bem

    -giu esta assustada com voce apertando ela assim luna-fala gustavo como um cameraman ou algo do tipo

    -ok,ok,ok eu largo,mas agora e sua vez julie-fala luna

    luna ja simpatiza com a garota ser baixinha a ponto de parecer uma versao de mini-chibi baby edition

    -entao como voce venceu-pergunta luna

    julie fica calada

    -fala pelo menos de quem voce gosta

    entao a garota gagueja e fala:
    hu..hu....hu...huinglerson-e some em uma sombra de vergonha 

    todos os presentes ficam calados por um instante e luna com um sorriso encerra a transmiçao

    -bae,bae pessoas-fala luna
                                                                              FIM DO ENTREVISTA COM LUNA GERLOFF
    -o que foi isso perguntou gustavo

    -nem eu sei acho que ela gosta do....-fala luna ate ser interrompida pelo pafunsu

    -quem gosta de quem-pergunta pafunsu

    -eu..eu gosto muito de pãozim-fala luna

    -e eu gosto de assistir a luta,elas sao muito bacanas

    -principalmente as com poderzinho sem a rajada tipo seu ataque na ultima luta-fala luna

    -e eu tambem-fala giu sobrando no canto mas manjando da situação 

    -e a proxima luta parece estar prestes a começar-fala pafunsu

    e julie estava com eles porem calada 

    -ainda bem que voces gostam por que o nick e o juan vao lutar daqui a pouco-fala pafunsu

    -eu avaliei os dois,so iram se encontrar se for na final,mas seu amigo nao tem chance o poder do juan é anormal para um guardião da grama,eles nao passam de curandeiros e protetores,juan de algum jeito serve de ataque e aquele modo dele nao vai ajudar em nada-fala julie

    -ela falou-riu pafunsu-finalmente hahaha

    julie some de novo e pafunsu estranha novamente (ate ai tudo normal)

    -ela ate que ta certa a luta deles vai ocorrer no final,vai ser emocionante-fala luna

    -duvido que esse tal de nick ganhe,nao esqueçam que tiveram 3 guardiões da terra no incidente e pelo jeito ele vai lutar com os 3-fala giu

    -eu confio no moso-fala luna

    -eu tambem-fala gustavo

    -concordo-fala pafunsu

    entao as outras guardioes retrucam

    -vai levar surra-fala kamie

    -chute na butt-fala giu

    -uhum-fala (ou grunge)julie 

    entao alguem vai andando naquela direçao era lan

    -alguem percebeu que o primeiro nome dele e mais japones que o do gustavo-fala pafunsu

    lan vai ate gustavo e da um soco com força na barriga dele que o faz cair,e o arrasta pelo cabelo ate cahethel,entao cahethel ouve o que o garoto tem a dizer e troca umas letras de um crachazinho que esta com cada um

    -o que aconteceu-perguntou luna

    -esse cara no dia que eu cheguei aqui deu um jeito de trocar nossos nomes e nacionalidade pra ele parecer japones,eu sou o unico hikari aqui,Lan Hikari-fala Lan

    -nao tendi nada-fala luna 

    -nem eu-fala pafunsu com gustavo vomitando sangue nos braços tentando ajeitar ele

    -aquele e o amigo de voces indo pro ringue-fala kamie

    -e ele sim-fala gustavo meio tonto

    -e o moso-fala luna

    -parece ter uma rola bacana-fala kamie passando a lingua sensualmente entre o labio 

    -eu mereço-fala luna envergonhada de como caminha a humanidade

    mais todos estavam ansiosos afinal nick iria lutar finalmente contra alguem,afinal apos uma historia com aquela (cap2) era impossivel nao ficar curioso com o treino,entao entram em campo um dos 2 caras do incidente e nick dormindo por que cahethel apenas o lançou pro campo enquanto ele dormia meio ensanguentado

    -prontos-fala cahethel-comecem

    -isso nao e justo o moso ta dormindo-fala luna

    entao no meio do campo o outro cara grita:

    -ninguem te perguntou nada,indiazinha

    luna e seus belos cabelos de india se ofendem e mandam ele se-fu mentalmente

    a luta começa com o adversario apontando-lhe o dedo e falando:

    -renda-se eu sou o mais forte aqui e posso destruir qualquer um

    ele era alto como se tivesse 2m e 10 de altura,mas nick ja esta dormindo no chão,como se estivessem pouco se importasse  e seu oponente considerou isso como uma afronta direta de nick e da um soco no chao causando um terremoto que apenas fez nick ficar rolando pelo chão ate que foi chegando perto de seu adversario rolando pela grama do local e ao tentar esmagalo com um pisao,nick chuta ele no rosto ainda no chao dormindo e afunda o rosto do pobre rapaz que ia esmagar a cabeça de nick com um pisão e ainda racha a barreira media de cahethel,todo destruido pelo chute o guerreiro se levanta porem ja e tarde nick esta em pe em sua frente dormindo e lhe da um soco na barriga que explode tanto o seu estomago quanto o resto da barreira do cahethel,entao cahethel fala:

    -treinamento duro pessoal,vamos fazer magia do tempo no sr.matias pra ver se acorda

    apos tenta usar a magia do tempo cahethel nao consegue e fala:

    -nao acredito,mudança do tempo nao funciona nele

    -o que isso quer dizer-pergunta luna

    -significa que nem se eu mudar o tempo,o nick nao vai ficar parado,nao vai envelhecer mais rapido e nem tentar diminuir a velocidade dele e ainda me proibe de viajar pro passado enquanto eu estiver a 1 galaxia de distancia dele-fala cahethel

    -chega vei,esse cara ta muito apelão-falou pafunsu

    -disse o cara que terminou 3 lutas em 4 milisegundos-fala nick

    -voce nao tava dormindo-falou pafunsu

    -habilidade de fotossintese e so eu estar encostando em terra que eu me recupero mais rapido-fala nick

    -bom mais tirando isso-nick colocando um punho fechado em frente ao rosto so que com um sorriso corajoso-eu vou vencer todo mundo,que esta aqui eu prometo isso pra voces 
    FIM
    __________________________________________________________BONUS_________________________________________________________________

    NOME:Kamille Orihara        APELIDO:Kamie         PAÍS:Australia
    ELEMENTO:Agua        HABILIDADE:Solidificação e Gaseificação
    GOSTA DE:Instrumentos Pessoais Masculinos (IPM)

    NOME:juliane kanam      APELIDO:Julie     PAÍS:Istambul
    ELEMENTO:Escuridão      HABILIDADE:Nuvem escura
    GOSTA DE:Pafunsu (DARK STALKER)

    NOME:Giulya kim than    APELIDO:Giu      PAÍS:Coreia do Sul
    ELEMENTO:Espiritual      HABILIDADE:Necromancia
    GOSTA DE:K-POP

    ________________________ERRATAS__________________
     NOME:Gustavo Santiago  APELIDO:Gusta ou Gustavo  PAÍS:Brasil
    ELEMENTO:Estrela     HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Olhar as estrelas

    NOME:Lan Hikari   APELIDO:Nenhum   PAÍS:Japão
    ELEMENTO:Fogo    HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Não se sabe




  • A passagem Negra

    Capitulo I: A Montanha da Insanidade
    Possuía 30 anos na fatídica ocasião, disso lembrava-se bem por alguma razão, anos bem vividos na opinião de uns. Desperdiçado na visão de outros. A verdade é que nem ele mesmo se importava com isso àquela altura, só o que importava era chegar a seu destino, porém, estranhamente não se recordava de onde estava vindo e para onde estava indo.
    – Estranho. Pensou estupefato, se dando conta de que não fazia a menor ideia de onde estava.
    Tudo era escuridão, estava nu, mas não sentia frio, fome, ou pensando bem, não sentia coisa alguma. Como havia chegado até aquele lugar? Que lugar era aquele?
    Perguntas e perguntas sem fim bombardeavam sua cabeça. – Vamos tente se lembrar de qualquer coisa, vamos…
    Aos poucos pequenos flashes começaram a retornar do fundo de sua consciência.
    – Eu precisava chegar a algum lugar, me lembro ao menos disso. Espere, meu nome, qual era meu nome? – Sem se preocupar com as trevas que o engoliam naquele lugar. E onde era esse lugar. Pensou em seu celular, mas lembrou-se que estava completamente despido e desprovido de qualquer coisa.
    O medo começou a se apossar dele ao passo que escaneava o lugar, ou ao menos tentava. Ficou em pé com dificuldade, como se mal pudesse se manter ereto. Seu senso de equilíbrio estava deturpado, assim como seus outros sentidos percebeu, deixando escapar um guincho de terror.
    Resolveu sentar-se novamente, ou foi forçado? Suas pernas não se sentiam cansadas, porem ficar em pé ali parecia um esforço titânico. Sentou então e tentou se concentrar em sua audição, já que naquela complete escuridão mal podia ver alguns palmos a frente de seu rosto.
    Ele ainda arfava e tentava recuperar a compostura sentado ali, naquele interminável breu. – Ora recomponha-se homem, há uma explicação coerente para isto tudo. Vamos acalme-se. Repetia a si mesmo.
    Então notou também o terrível silencio que o cercava, era capaz de ouvir os batimentos de seu coração de forma muito nítida, parecia também ser capaz de ouvir seu próprio sangue correndo em suas veias. - Bom, ao menos isso significava que ainda estava vivo? - Não sabia dizer, não sabia também se realmente ouvia isso ou se imaginava tudo.
    Não havia cheiro, nem sons que não fossem seus próprios, não podia enxergar muito além de onde estava, não havia brisa ou vento ali, poderia ele estar em algum calabouço ou caverna? Olhou para cima e o negrume de um céu que parecia subir infinitamente, que o oprimiu e o fez sentir pequeno. Percebeu que parecia estar ao ar livre - Mas onde diabos estou? Pensou novamente. - Tentava mais uma vez lembrar-se de alguma coisa.
    Lembrou-se que estava voando em sua moto, o vento em seu rosto. Uma corrente de pavor correu todo seu corpo, sim lembrava-se disso agora, a sinuosa estrada que se abria a sua frente, a luz da lua alta e prateada no céu escuro com poucas estrelas e a fatídica curva. Mas o que tinha acontecido após a curva, não tinha certeza, embora tivesse de alguma maneira a certeza de que agora estava morto.
    -  Não isso é impossível, dizia a si próprio. Tentou com mais afinco lembrar-se de mais alguma coisa e então como uma torrente as coisas começaram a voltar.
    Lembrava-se de seu nome: “Ronald William Bock”, lembrava-se de que havia comemorado o trigésimo ano terreno pouco tempo atrás. Lembrava-se de uma festa com pouco conhecidos, com os quais mal se importava. Não era alguém popular, era um lobo solitário na maior parte do tempo como gostava de pensar a seu respeito.
    Alguma comida, cerveja, um bolo e logo todos haviam ido da mesma maneira que chegaram. E ele estava livre com seus pensamentos novamente.
    Lhe veio à mente a imagem de sua mãe e pai, não possuía irmãos, lembrava-se disso agora. Então uma luz forte e um barulho ensurdecedor vieram à tona, sim, estava morto, podia ver o carro descontrolado vindo em sua direção. No momento uma fração de segundos, agora podia testemunhar como se estivesse fora do espaço e tempo tudo o que aconteceu.
    Esforçou-se um pouco mais e então viu seu corpo sendo lançado ao ar, seu capacete de desmanchando contra o concreto da via. Nesse momento tudo havia ficado escuro e ele acordara aqui.
    - Bom pensou, é isso, estou morto, será esse lugar a vida após a morte? Será que estou no Inferno? Isso não me parece o Céu, se é que há um Céu e um Inferno? Então subitamente ouviu um chamado, não uma voz, uma sensação de que deveria seguir em frente até alguém ou algo que o aguardava.
    Sentiu um súbito frio na espinha, que terrores inimagináveis podiam estar espreitando nessa escuridão infindável. Teve a impressão de ver olhos iridescentes o encarando ao longe. - Estou louco. Pensou. - Até agora mal podia enxergar.
    Tentou levantar-se mais uma vez, cambaleou um pouco mais conseguiu se pôr em pé. Olhou a sua volta com os sentidos turvos e viu que se encontrava sobre algo como a beira de um precipício. Virou-se e olhou para trás e constatou que de fato não podia voltar por aquele caminho. A escuridão não possuía começo nos céus acima de sua cabeça e nem um fundo abaixo de seus pés ao que parecia. Não haviam pedras ou objetos soltos que pudesse jogar para tentar testar o quão fundo era a queda.
    Só Havia um caminho a seguir, pensou, para frente. Começou então a lenta caminhada em direção a frente sem saber para onde estava indo. No caminho teve a sensação de passar por outras almas, as quais mal se moviam e percebeu que elas o encaravam de volta como se olhassem através dele com seus olhares vazios e sem esperança. - A quanto tempo estariam ali paradas, contemplando o caos ou ordem? Não sabia dizer qual dos dois definiria melhor tal local. O que aconteceu a essas criaturas pensava consigo mesmo enquanto ainda caminhava. O tempo passaria ali onde se encontrava? Não sabia dizer, não sabia a quanto tempo estava parado sentado até então.
    Decidiu que tentaria falar com alguma dessas figuras etéreas se tivesse a oportunidade. O que seria essa oportunidade nem mesmo ele sabia. Seguiu seu caminho negro até chegar ao que lhe parecia um aclive com escadas que pareciam feitas da própria noite. Novamente o medo tomou conta de si, e se conteve ao pé das escadas, olhou novamente para trás e percebeu que não fossem pelas escadas, não teria a menor noção de onde era para frente, para trás ou para os lados. Era tudo de um puro breu a não ser pelos espectros que as vezes podia notar lá parados. Absortos vislumbrando o infinito.
    Havia um bem próximo a ele agora, assim como os outros, era impossível dizer se havia sido um homem ou mulher. Pensou em toca-lo, tentou toca-lo, mas como se já soubesse se deu conta de que tal espectro não possuía uma forma solida e suas mão passaram diretamente por ele e uma fria sensação correu por todo seu corpo. Sim já havia sentido esse frio esmagador, mas quando fora... - Quando morri! Pensou. Mas havia mais, era como se estivesse se perdendo dentro da angustia daquela pobre alma.
    Não conseguiu distinguir muito, apenas a tristeza abissal que afligia a aparição. Por que se sentia assim? Por que estava ali parada? Tantas perguntas sem respostas. E em um momento de quase loucura tentou gritar o mais alto que pode: - Não era pra que tudo fosse claro agora?! Ahhhh!
    Pareceu poder ver sua exclamação voar pelo nada e se distanciar cada vez mais. Para nunca cair nos ouvidos de alguém.
    Tentou comunicar-se com ele, mas percebeu que era inútil, a figura pelo que sentiu não possuía qualquer senso de consciência, de eu próprio a não ser por uma vaga ideia de nome que não pôde decifrar, talvez fosse essa a causa da angustia. Será que assim como ele tal criatura havia chegado até lá e não foi capaz de se lembrar de como tinha sido sua vida e sua morte?
    Ou ainda não pudesse aceitar que morrera? Talvez por isso ficasse imóvel ali, contemplando o nada, tentando entender tudo que ocorrera e onde estava. Sentiu-se de certa forma triunfante de que era melhor que esses pobres diabos, havia tido força suficiente para domar o vácuo etéreo que o oprimia e trazer de volta a si suas lembranças. Ainda era Ronald, ainda era um ser pensante e consciente, não se daria por vencido como outros antes dele. Regozijou e não escondeu seu desdém por aqueles que agora considerava fracos. Mais de sua personalidade voltava agora, mais de suas lembranças e experiencias.
    Tinha a natureza desconfiada, sempre fora cheio de si e orgulhoso daquilo que acreditava representar. Amava suas posses terrenas quase ao ponto da avareza. E estava nu agora. Isso o enfureceu. E então o fez rir. - Ora para que de fato iria precisar de coisa alguma aqui de qualquer modo. Disse, e então voltou a sentar-se para tentar lembrar de algo mais. Não admitiria agora estar assustado com o desconhecido. Concentrou-se em seu nome e em aspectos de sua vida que ele acreditava estimar, tentou focar-se agora em pessoas que conhecia. Sim, talvez aqueles que estiveram com ele em seus últimos dias terrenos. E aos poucos mais imagens e sons chegavam até ele e de forma sinistra pode olhar para si mesmo. Estava largado ensanguentado no canto da pista, sua moto uma Kawasaki Ninja verde que amara tanto jazia despedaça a alguns metros de seu corpo moribundo. Seu primeiro pensamento foi em ver quem o havia tomado a vida, se sentia escarnecido por ele, algo que ele compreendia bem quando vivo. - Quero ter um vislumbre ao menos de seu maldito rosto. Pensou em seu íntimo, enquanto era engolido por um ódio que o queimava por dentro.
    Antes porem que fosse capaz de distinguir qualquer coisa se viu novamente envolto pelo breu indiferente e pelo céu opressivo e podia ver agora claramente as escadas e o chão por onde havia caminhado. Pareciam feitos de ônix liso e brilhante, embora não houvesse luz alguma ali.
    Decidiu continuar caminhando pelo tortuoso caminho, sem saber exatamente para onde estava sendo levado. Caminhou pelo que lhe pareceu horas por um caminho que serpenteava o que parecia a encosta de uma imensa montando feita de noite e pedra.
    Menos e menos espectros habitavam os lugares mais altos ao ponto de que ele agora os via muito pouco. Um deles parecia lhe bloquear o caminho, encarando-o com suas orbitas inflamadas parecendo eviscerar lhe o fundo da alma.
    Esse parecia ter sido velho ao chegar aqui, não sabia como podia ter certeza daquilo, ambos ficaram lá imóveis. Ronald perscrutava cada centímetro desse ser em busca de algo que pudesse lhe dar qualquer indicação ou qualquer pista do que o esperava no cume, do que ele agora passara a chamar em seus pensamentos de montanha de Sísifo, aquele velho mito grego do rei que devia galgar a montanha mais alta de Hades enquanto levava uma gigante pedra a seu topo.
    Tentou toca-lo se aproximando, quando o espectro o rechaçou com uma onda tenebrosa cheia de fúria e pesar, fazendo cambalear vários degraus para baixo. Não sentia dor, a não ser o pesar de Moneta... - Espere um pouco. Como sei esse nome. E claro como o dia via também a forma como Moneta havia chegado a seu fim. Como ela era obcecada por esses derradeiros momentos.
    Esfaqueada e estuprada por soldados. Meu Deus pensou, ela está aqui desde os tempos romanos... Nesse momento também lembrou de Deus e do bem e do mal e começou a sentir temor novamente. Seria ele julgado? Ou já teria passado pelo julgamento e não se lembrava? Seria essa a punição pensou horrorizado, cair no esquecimento de tudo e todos que faziam dele quem ele era?
    Não podia se dar ao luxo de entrar em pânico agora pensou: - Não é quente aqui, não acho que estou no Inferno, nem no Céu... Será que... Sim. Devo estar no Limbo entre ambos.
    Fazia todo sentido para si que se encontrava em uma espécie de Limbo, sentia medo, tentou concentrar-se novamente de forma introspectiva para refletir sobre sua vida até aquele momento. Não havia sido uma pessoa bondosa, porem também não havia feito mal demasiado a ninguém, até onde podia se lembrar. Lembrou-se de brigas, discussões, das ocasiões em que ajudou ao próximo. E sentiu que aos poucos sua consciência o levava para outro lugar, como se fosse levado por uma leve correnteza.
    -  Um velório! Exclamou com surpresa, embora já soubesse que seria seu próprio enterro. Viu ali algumas pessoas que conhecera durante sua curta vida, não muitos, tinha a impressão de que alguns lá estavam para simplesmente vê-lo morto. - Já não importa mais, não posso alcançá-los e eles com toda certeza jamais poderão me ver novamente.
    Viu sua mãe junto de seu pai ao lado do caixão, que estava lacrado devido a seu estado. A expressão triste e cansada dominava o rosto de sua mãe. Expressão de alguém que chorara muito. Não podia mais suportar aquilo, tentou concentrar-se e voltar a Sísifo. Antes de obter sucesso pode ouvir sua mãe lhe dizer: - Vá em paz meu filho, você viveu e amou enquanto esteve conosco. Sentirei muito sua falta. Esteja em paz.
    Mal conseguia controlar suas emoções nesse ponto, o pesar, o amor, a raiva e revolta por tudo borbulhavam dentro dele, até que de volta ao negrume da montanha todas elas começavam a dissipar como se se misturando as trevas que o rodeavam. - Parece que aos poucos todos os sentimentos, bons e ruins estão deixando meu ser.
    Como se fosse purificado pela negridão ao seu redor. - Afinal não era isso que as trevas representavam? Indagou a si mesmo. A completa ausência de tudo, de onde nada podia escapar? Continuou:
    -  Não posso deixar que leve meu eu, do contrário ficarei como esses desgraçados perdidos nessa vastidão abissal. Preciso seguir caminhando antes que isso aconteça.
    O caminho como ele próprio esperava foi tortuoso e cheio de obstáculos, com a eventual visão de um ou mais espectros parados olhando através dele. Não sabia dizer por mais quanto tempo estava andando e não pretendia parar até chegar ao cume, afinal ele percebeu que de fato não ficara cansando por andar, porem achava difícil manter-se concentrado na tarefa herculana que possuía diante de si.
    Enfim, após o que considerava dias em sua percepção mortal das coisas, chegou ao fim do último lance de escadas incrustradas na rocha. E então quando pensava que não poderia se surpreender com mais nada que o universo pudesse jogar contra ele, descobriu para seu espanto estar muito enganado.
    Capitulo II: Os Obeliscos e as Estrelas Celestes
    Ali no centro da montanha de trevas e desilusão haviam duas gigantescas colunas como obeliscos paralelas, que assim como o céu pareciam não ter fim, rasgando a abóboda astral e subindo de forma titânica e imponente, prostrando a todos os que punham seus olhos nela.
    Ao centro de cada uma havia uma pequena passagem de mais ou menos duas vezes a altura de um homem alto e delas brotavam luzes de cores que ele jamais vira ou imaginara. Cores que até então eram invisíveis aos olhos humanos, luzes fantasmagóricas mais opressivas que os próprios obeliscos que ali descansavam provavelmente desde o início dos tempos, porém, por alguma sinistra razão se sentia atraído por elas como uma mariposa e atraída até uma lâmpada incandescente na mais densa das noites, inimagináveis para mortais.
    Ao centro entre os dois obeliscos havia uma plataforma circular, onde para seu espanto jazia um monstro humanoide disforme de proporções cinco ou seis vezes o tamanho de um homem adulto. Sentando em um trono de marfim mastodôntico. - Isto é uma estátua? Disse boquiaberto encarando aquela visão nefasta.
    Possuía 3 cabeças conjuntas, uma voltada para direita, outra para esquerda e uma para frente. A cabeça da frente era completamente negra, parecia feita do mesmo material da montanha. Não possuía olhos em suas orbitas, nem nariz, embora houvessem fendas que se pareciam com o nariz de um crânio.
    Sua boca, ou a fenda que se assemelhava a uma boca era aterrorizante, seus dentes, ou se e que eram dentes, lembravam estalactites e estalagmites. O rosto em si era liso como um espelho, já a face da esquerda se assemelhava mais a um animal do que há algo humano, embora não possuísse olhos que ele pudesse distinguir, essa por sua vez era de um branco tão pálido que assim como o magnifico trono se destacava e reluzia em contraste com a eterna noite onde se encerravam seus domínios. A qual animal ou fera mítica aquela coisa se parecia não sabia dizer, mas lhe causava extremo pavor.
    A terceira face possuía enormes chifres que se lançavam do topo de sua testa e se curvavam levemente para baixo para depois alçarem os céus. Esta porem parecia áspera e rustica em sua formação, com protuberâncias em forma de espinhos se pronunciando a partir de seu terrível queixo, sua enorme boca parecia ter sido lacrada. Era uma figura Dantesca, como se fosse um demônio saído do Cócito no nono círculo Infernal.
    O titã possuía um corpo humanoide, todo feito de pedra, com seis longos braços com três articulações cada, com mãos longas com seis dedos pontiagudos cada, seu quadril todo esparramado em seu trono e duas longas pernas que mais se pareciam raízes de arvores retorcidas que se fundiam com o solo pedregoso. - Essa coisa e definitivamente uma estátua. Proclamou em voz alta tentando esconder o temor e se convencer de que aquilo não poderia lhe fazer mal.
    Se aproximou mais, tentando inspecionar o que eram aquelas entradas em cada extremidade no centro dos obeliscos, julgava haver ao menos um quilômetro entre uma outra com a poderosa figura no centro e a encosta montanhosa atrás entre os três.
    Ao tentar se aproximar da entrada a direita, para sua surpresa a enorme figura quimérica pareceu ganhar vida e onde antes haviam apenas orbitas vazias agora se incandesciam com um brilho etéreo e espectral de cores fluorescentes. Então com um ranger ensurdecedor a figura recostou no trono e um barulho ensurdecer saiu da fenda que era a horrenda boca do meio.
    Não era capaz de discernir nenhuma palavra daquele turbilhão de sons, seus ouvidos prestes a estourar, podia sentir a montanha tremer e gemer, como se a própria noite estivesse acordando. Os espectros pelo quais passara agora pareciam em pânico absoluto com o que acontecia.
    Em meio a insanidade do momento, Ronald caiu em si e tentou se concentrar nas vibrações, afinal estava morto, duvidava que seus tímpanos pudessem romper-se. Para sua surpresa imaginava estar agora entendendo o que lhe estava sendo dito: - Somos as estrelas do agora, do que foi e também do que será. Estivemos aqui no início e estaremos também no final, quando Deus e o Vazio tiverem seu último confronto. Nossos nomes para aqueles que aqui chegam são: Minos a Estrela Celeste da Nobreza, Radamanto a Estrela Celeste da Fúria e Eaco a Estrela Celeste do heroísmo.
    Nós somos aqueles responsáveis por encaminhar os mortais que aqui se aventuram para o próximo estágio... Ronald sentia-se tonto, perdido em meio àquela presença colossal. Antes que pudesse dizer ou até mesmo formular uma pergunta racional a voz profunda de Eaco continuava a retumbar: - Abandone sua vida mortal, purifique-se e siga pela passagem. Ao tempo que terminava de falar as coisas voltavam ao seu estado natural ou antinatural como pensava Ronald.
    Enquanto recuperava sua compostura Ronald por alguma razão se enchia de revolta, talvez tenha sido a ordem para abandonar sua vida mortal, não se sentia preparado para abandonar seu eu. E o que isso se quer significava, ele era Ronald, ninguém mais, não podia deixar de ser, nem queria. Não, jamais abandonaria o que lhe tornava ele, único.
    Com a ira crescente dentro de si, imaginou ter visto quem considerava ser Radamanto virar a imensa cabeça em sua direção e subitamente sentiu como se estivesse sendo sugado pela criatura, mas não estava, seu ódio porem diminuía e veio a compreender o que acontecera, aqueles seres tirariam dele tudo o que lhe fazia ele próprio. Em um ímpeto de coragem conseguiu indagar a massiva estatua: - Eu mereço explicações, sempre acreditamos que a morte seria o lugar de verdades e não mais dúvidas. Eu demando saber o que fará comigo, o que são essas almas penadas pelo caminho, e por que devo abandonar o meu eu?
    De repente a cabeça que julgava ser Minos começava a mover-se em sua direção e as outras pareciam deliciadas com a audácia daquele minúsculo e ignóbil mortal.
    - Algo passageiro e ínfimo como você ousa questionar as leis da existência?
    - Sim. Disse ele de forma tímida. - Acho que todos que chegam aqui merecem algumas respostas antes de cruzarem seja lá o que for que se esconde após essa passagem.
    Então a cabeça central voltou-se para ele novamente. E disse: - Você não é digno de saber os mistérios da existência em sua totalidade, mas posso lhe sanar algumas dúvidas antes que faça a passagem.
    Seus pensamentos iam e vinham de forma assustadora, tentou concentrar-se e afastar o medo a opressão que os seres forçavam sobre ele. E então imaginou o que perguntar primeiro. Mas antes que pudesse dizer algo a voz ressoou novamente: - Lhe responderei três perguntas, faça as com cuidado mortal.
    Ronald respirara fundo, engolira a seco e tentara formular a primeira de suas três perguntas que seriam respondidas, mas o que deveria perguntar... Foi então que a primeira delas se materializou em sua mente: - O que são todas essas almas espalhadas por esse local? Refiro-me as que ficam apenas paradas olhando para mim enquanto me dirigia para cá? Suponho que não seja o único a chegar até aqui, porém não via mais ninguém tentando chegar ao cume. O que aconteceu a elas? O que são elas? Repetiu. Ao que Eacos quem supunha ser a cabeça do meio deixou que sua voz gutural se propaga-se pela escuridão daquele abismo sem vida.
    - São mortais, tal como você, que chegaram até aqui após o fim de sua jornada terrena, que assim como você se esforçaram para lembrar quem foram, o que fizeram, a quem amaram, odiaram. Alguns habitam essa montanha estéril a milênios em anos que mortais compreendem. Outros simplesmente não possuem a força ou a vontade para chegarem até aqui, pois ainda se sentem vivos e não conseguem entender que já não vivem mais. Eles ainda se apegam ao seu ego e a sua vida terrena e são incapazes de deixar ir, logo não podem entrar pela passagem e se recusam a desistir de quem foram. E assim presos estão. Esperando um doce esquecimento que jamais virá. Sofrerão para sempre na montanha, incapazes de continuar. Perdendo aos poucos o restante de sua humanidade, até não se lembrarem mais do que não queriam perder. Ficando assim para sempre enclausurados na negridão da montanha.
    Sentiu um nó em seu estomago, estaria ele preso a essa mesmo destino? Não tinha intenções de se separar de quem foi, de quem era. Não entendi a razão para isso, porem também não iria ficar e se entregar a sombria montanha.
    O colosso de pedra novamente recostava em seu trono, seus olhos como sempre penetrando o âmago de Ronald como a luz penetra as sombras. Nesse instante Ronald começou novamente a sentir-se tonto e de repente foi novamente puxado para o dia de sua partida terrena. Estava novamente contemplando o local onde acontecera seu fatal acidente. Dessa vez parecia estar posicionado da perspectiva de seu assassino.
    Uma onda fúria tomou conta de si, enquanto novamente podia observar as coisas em seu próprio tempo, vira que o motorista corria de forma insana pelas sinuosas curvas daquela maldita via. Desta vez pode dar uma boa olhada em no homem que colocou um ponto final em sua jornada.
    O motorista era homem de cabelos cacheados muito pretos, nariz de batata, a pele bronzeada e dentes muito brancos. Possuía um olhar de extremo desespero em seu rosto. - Estranho, ele só vai colidir comigo em duas curvas, mas já parece assustado. Indagou em seus pensamentos. Sentia-se puxado de volta, tentou resistir a força magnética que o chamava, ainda tinha muito o que ver desse sujeito assassino.
    Deu por si novamente de fronte para o monstro abissal. Dessa vez a imensa cabeça branca como perola se voltava para ele. Sabia que devia fazer sua próxima pergunta mesmo antes de que começassem a falar. De fato, não sabia se queria ouvi-los mais uma vez.
    Minos aguardava pacientemente.
    - O que são esses portais que você guarda? O que há após atravessa-los? Por que existem dois deles? Antes que pudesse continuar Minos rugiu com sua voz bestial em resposta. Ronald sentiu como se milhares de raios trovejassem ao mesmo tempo.
    E de novo precisou concentrar-se para que pudesse compreender o que estava sendo dito. Um fluxo de informações se desenrolou em seu cérebro e então era capaz de entender o que lhe era dito mais uma vez.
    -  Essas são as passagens para o próximo passo da jornada mortal, todas as almas devem cruzar essa fronteira no limiar do desconhecido. O que há após a passagem negra você saberá quando as cruzar. Se as cruzar.
    A besta continuou a vociferar:
    - Os obeliscos são portentos que já existiam aqui antes mesmo de toda a criação mortal, são fontes inesgotáveis de poder e transmutações, de criação e de destruição, representam a dualidade da existência, a ordem e ao mesmo tempo o caos. O tudo e o nada, vida e morte.
    Ronald ainda aguardava a resposta para a última parte de sua pergunta, quando novamente teve a sensação de correnteza. Sabia que estava sendo novamente levado a algum lugar. Sabia que as Estrelas Celestes eram as responsáveis por isso. Tentou lutar contra a atração, Minos ainda lhe devia a resposta. Então pouco antes de tudo ficar enegrecido e sombrio novamente exclamou: -Por que são dois?!
    Imaginou ter ouvido ou mentalizado a palavra “Escolha”.
    Estava novamente observando o passado. Dessa vez, não estava na via e nem podia ver seu nêmesis por ali. Mas onde era ali? Quando era ali? Tantas perguntas e tão poucas respostas. Era um quarto branco e iluminado, encostado no fundo da sala havia uma daquelas camas medonhas de hospital. Com uma mulher que não devia ter mais do que trinta e cinco ou quarenta anos. Ela chorava copiosamente.
    Sem entender o que havia se passado ali, Ronald ficou confuso. Seria ele puxado de volta agora, sem nem ao menos entender por que estava vendo isso?
    Então sentiu o tempo dilatar-se e então contrair-se e quando deu por si um médico contava a mulher que assim como as tentativas passadas, essa gravidez lhe trazia perigo. E que não seria aconselhável tentar novamente caso o pior ocorresse. - Quem seria essa mulher? Indagou a si mesmo.
    La estavam novamente um encarando o outro, porem somente um deles lidava com emoções desconcertantes. Ele sabia que a cada viagem dessas, mas de si próprio era drenado pela estatua, sabia disso, sentia isso, mas nem ao menos entendia o motivo de sua última visão.
    Radamanto o observava. Agora podia ver aquela face demoníaca repleta de olhos, algo que ele não pudera perceber antes. Já sabia o que perguntaria desta vez.
    - Por que devemos ser purificados, ahn? Por que devemos abandonar tudo aquilo que somos e fomos? Quando você se diz estar aqui desde o início, deve apreciar lembrar-se de quem é. O que me diz a respeito dos espectros, não são importantes o bastante para serem purificados? Não...
    Antes que pudesse terminar a pergunta sentiu a mão monstruosa do titã agarra-lo e traze-lo bem perto da temível boca que parecia ter sido costurada e aqueles diversos olhos fumegantes focados nele.
    Não ouve estardalhaço desta vez, e sim imagens e sons dentro de sua cabeça. - Para que quando deem o próximo passo, estejam livres do apego de uma aventura passageira e possam seguir em frente. Começou a responder a cabeça da direita. A mais monstruosa delas pareciam ser a mais cordial, pensou Ronald.
    A voz continuou: - De uma forma ou de outra todas as almas são e serão purificadas, o quando e a forma são as únicas coisas que diferem. Aqueles que fazem a passagem são purificados e continuam sua jornada, enquanto os que se recusam e aqui residem também acabam esquecendo tudo que são eventualmente. Porém sem lembrança alguma ou vontade, são incapazes de seguir em frente, pois já não desejam mais nada, já não são mais capazes de escolher.
    Sentiu a mão apertar-se mais em torno de si, e novamente sentia que seria arrastado para algum outro lugar. Lutou violentamente com sua mente contra essa incursão, voltava a via, não precisava mais ver isso pensou e mentalizou, já aceitava estar morto. Concentrou-se o máximo que pode e viu que o cenário mudou drasticamente, assim como o tempo em que se encontrava pareceu mudar. Viu sua mãe, sentada no canto de seu jazigo. O olhar perdido a frente, passando por ele, afinal ele não era corpóreo.
    Não queria mais nada daquilo e em um último ato desafiador ordenou ser trazido de volta, ao que para sua surpresa foi atendido. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Eacos novamente fez a montanha tremer, ao dizer ao mortal que passado, presente e futuro acontecem simultaneamente e que muitos mortais são incapazes de entender o significado dos avisos que recebem. E continuou a falar:
    - Você deve agora abandonar seu passado e passar pelo portal que se encontra a minha direita. Dizia Eacos enquanto três de seus braços apontavam para a passagem, ao mesmo tempo que a outra mão soltava Ronald ao chão.
    - Va agora mortal, ou ficara aqui para sempre.
    A cabeça de Ronald voava com toda a informação que havia recebido. Já não sentia mais medo, talvez por terem tomado isso dele. Em um ímpeto de loucura e insanidade que o tomava agora, sua velha natureza desconfiada passava a frente, então ergue-se desafiador e bradou: - Por que deveria confiar em uma coisa feito você? Por que deveria ir pela porta da esquerda, porque não ir pela porta a minha direita? Quer me mandar para o abismo desgraçado!
    A estátua jazia imóvel sem parecer se importar com a crise de histeria que se desenrolava a sua frente. E então de súbito suas mãos tentaram alcançar Ronald, que novamente ouviu Radamanto em sua cabeça lhe dizendo que era indiferente quais das passagens ele tomasse, mas que iria ser purificado e tomaria uma delas. De uma forma ou de outra.
    Em seu estado de pânico e pura insanidade Ronald conseguiu passar por entre os gigantescos dedos pontudos e chegara até a borda do precipício que daria diretamente de fronte para onde ele acreditava ter acordado no início de toda essa loucura.
    Os três observavam.
    Quando Ronald respirou fundo e disse suas últimas palavras para o colosso: - Você mencionou escolhas certo? Eis aqui a minha escolha sua aberração monstruosa e disforme. Não serei purificado, não abandonarei quem sou jamais e caso não seja capaz de cruzar a passagem mesmo assim me recuso a encontrar um fim tão patético e débil como desses fracos diabos a sua volta.
    - Sou dono de meu próprio destino! Disse isso pouco antes de se jogar do topo de Sísifo.
    Capitulo III: O Ciclo Interminável
    A lua cheia estava alta no céu com sua suave luz prateada iluminando todos os cantos daquela cidade. Não havia muitas estrelas no céu naquele dia e nem muitas pessoas nas ruas. É o que geralmente acontece em feriados naquela pacata cidade. As pessoas costumavam deixar suas casas e irem viajar na véspera, para somente voltarem no dia após a data comemorativa.
    Ronald adorava esses dias, não gostava muito das pessoas preferia ser sua própria companhia principalmente quando decidia voar baixo com sua potente moto, pelas sinuosas e lindas estradas que cortavam os campos verdejantes e imensas arvores que ficavam tão linda ao luar.
    Ronald era um homem alto com mais de um metro e oitenta, de compleição forte, mandíbula quadrada, nariz de tamanho médio e fino. Seus olhos eram de um azul profundo e frio, muitos diziam que não havia vida por trás de seus olhos. Seus cabelos eram castanhos e cortados curtos em estilo militar. Possuía uma personalidade forte, o que na maior parte do tempo fazia com que as pessoas se afastassem dele. - Os fracos temem os fortes. Repetia para todos que quisessem ouvir.
    - Jamais serei um fraco, nem mesmo na morte. Expurgarei o véu da incerteza e olharei Deus em sua face e direi a ele que poderia ter feito melhor, haha haha! Disse a sua mãe certa vez em tom zombeteiro e desafiador. Se dizia um homem único, o qual o molde fora quebrado logo após sua fabricação. Dizia também que o mundo jamais poderia existir sem ele, embora não acreditasse de verdade nisso.
    Ronald sentia-se solitário em feriados porem especialmente triste naquele dia. Já não falava com seus pais havia algum tempo, nem se lembrava da razão pela qual havia se desentendido. Não importava. Decidira sair de casa, olhar para o teto o estava deixando maluco, e uma noite assim não podia ser desperdiçada, as estradas estariam tranquilas, o tempo estava propicio e logo poderia estar voando baixo pelas estradas da mãe Terra. Não sabia por que, porem sabia que seu destino o estava chamando para encontra-lo. Rira sozinho. Acreditava mesmo em destino? - Veremos onde a noite me leva.
    Ao sair para rua uivou para lua, para divertimento de algumas poucas pessoas nas janelas de suas casas. Ainda era cedo, cerca de sete horas da noite. - Uma lua assim nos faz entrar em contato com nosso lado bestial. Dissera sozinho para quem quisesse ouvir.
    Após uns trinta minutos queimando asfalto decidiu parar para beber alguma coisa em uma boate de quinta que ficava ao lado da rodovia e se divertir com as garotas que lhe diriam qualquer coisa por dinheiro.
    Linda Tessario Almeida era uma mulher em seus trinta anos de vida, era baixa e magra, com espessos cabelos castanhos que lhe caiam até a cintura que era fina e bem formada. Seus grandes olhos castanhos passavam a sensação de carinho e bondade a todos a quem ela olhava. Seus lábios eram carnudos e sua boca sempre vermelha sua cor favorita dizia ela.
    Havia se casado há algum tempo atrás com um homem chamado Derick Almeida, ambos se amavam muito e haviam passado juntos por momentos muito difíceis em suas vidas, tanto separados quanto unidos.
    Quando pequena Linda foi uma criança doente que vivia de medico em medico, hospital a hospital. Passou por muitos procedimentos que envolviam radiação e outras coisas que prejudicavam seu diminuto corpo, embora tenha vencido a doença que lhe afligia algumas sequelas a acompanharam por toda sua vida.
    Devido a isso não era uma mulher particularmente forte, mas estava sempre bem-disposta a aproveitar a vida e as pessoas. Seu único pesar era a incapacidade de gerar uma vida, algo com o que sonhava desde que podia se lembrar. Ser mãe, cuidar de outro ser como sua mãe cuidara dela até chegar ao fim de seus dias.
    Havia esperado o filho de Derick por três vezes e em todas as três, sua vida estava em risco por complicações. O primeiro era natimorto e teve que ser removido, no segundo um aborto terrível no sexto mês de gestação e no terceiro não havia passado do terceiro mês e lhe causara uma hemorragia que quase a levara para o outro mundo.
    Essa era sua última chance e o médico lhe advertira no hospital aquele dia, que não seria aconselhável tentar novamente caso o pior ocorresse. Seu marido e ela estavam apreensivos, porém Derick sofria com a possibilidade de desta vez perder tanto seu filho quanto sua esposa.
    O relógio marcava oito e meia da noite, Ronald deixava o inferninho para trás para voltar para sua casa. Quando sentado em sua moto refletia sobre sua vida. Sentiu pesar por ter deixado as coisas com seus pais chegarem aquele ponto, entendia que eles só queriam o melhor, mas ele como sempre era esquentado. Nada como álcool e mulheres com pouca roupa para fazê-lo refletir sobre seus erros.
    Decidira que iria para a casa de seus pais agora na cidade vizinha, afinal era só continuar seguindo essa pista calma e deserta por mais 20 quilômetros e logo estarei lá pensou. E assim começara sua última viagem.
    Derick voltava mais cedo de suas férias com sua esposa mais cedo, algo não estava bem, podia dizer, sua esposa não costuma reclamar ou se queixar das coisas, logo sabia que quando ela o fazia a situação era séria.
    Ronald deitava sua moto em cada curva, cada vez aumentando mais a velocidade e zunindo pelo asfalto. Derick pisava no acelerador, sua esposa agora gritava de dor e começara a sangrar, essa era sua quarta gravidez, já estava no oitavo mês, segundo o médico essa deveria ser sua última chance, do contrário deveriam tentar adotar uma criança dissera ele. Linda não sabia, mas nunca seria mãe.
    Ronald fez uma curva e então na próxima viu aquela luz desgovernada em sua direção, então nunca mais viu coisa alguma. Derick dobrou a via, Linda gritou de dor, Derick olhara para ela, não usava cinto de segurança. Derick deve ser torso destruído pelo volante do carro. Derick jamais foi pai.
    O carro capotou diversas vezes e ficou la parado no canto da estrada. O ceifeiro estava ocupado naquele dia, Ronald jazia destruído a esquerda, Derrick morrera no impacto, seu corpo fora partido em dois. Linda ainda presa ao assento do carro desfalecia de forma rápida, somente capaz de balbuciar algo: - Por favor você precisa sobreviver, mamãe não será capaz de estar com você, mas você precisa viver. O Resgate levaria 10 minutos para chegar até ali.
    Capitulo IV: Vitória
    Ele caia pelas sombras intermináveis daqueles domínios, imaginava que bateria em algo durante a queda, porem ele só caia e caia na penumbra que o consumia. Parecia estar caindo a eras em sua percepção, novamente não saberia dizer.
    Sentia-se triunfante, ainda era Ronald e sempre seria Ronald. Sim jamais passaria pela passagem negra agora, nunca conheceria o próximo estágio, mas ao menos ainda era Ronald e jamais se tornaria um espectro sem vontade. Sentia frio pela primeira vez desde que chegara aquela montanha, não sabia o motivo. Agora se entregara ao êxtase não vazio sobrenatural e escuro, já não pensava em mais nada, somente na paz que experienciava agora., não havia mais ódio, insegurança, amor, só aquela sensação de frio e calmaria enquanto caia para as profundezas abismais do desconhecido.
    Presa ainda no carro Linda agonizava, quando foi capaz de ver um rosto amigo, um enorme homem negro, não um gigante de ébano, lhe tranquilizava com sua voz doce e seus cuidados. Um gigante gentil. - Me chamo Malloy. Vamos ajudar você, estamos preocupados com o bebe, não temos certeza de que irá sobreviver. Mas você precisa ser forte.
    - Corte meu ventre e tire o dali com vida por favor esse é o último pedido que tenho em vida. Disse linda poucos minutos antes de ser abraçada pelo vazio e pela noite. O ceifeiro ali aguardava. Levaria mais uma ou duas almas para o nada?
    Ronald continuava a cair de forma vertiginosa, teve a impressão de ver um minúsculo ponto azul bem lá embaixo que parecia aumentar e aumentar de tamanho. Logo lhe ocorreu que aquela era a Terra. Divertiu-se momentaneamente com isso quando pensou que se tornaria uma alma penada lá. Quantas histórias loucas ouvira durante sua vida e que nunca acreditara e despachara como maluquice?
    Divertir-se-ia mais se não tivesse percebido que já não se lembrava mais de seu nome, nem de quem era e se não houvesse aquela sensação agonizante de estar sendo carbonizado. O fogo brotava de seu corpo como fogo fátuo, e suas memorias queimavam e eram despedaçadas ao mesmo tempo em que continuava a cair e a Terra continuava a se aproximar mais e mais. Sua essência estava sendo reciclada sua forma mudava para algo menor, e não havia nada que pudesse fazer para impedir o que acontecia. Já nem mais se lembrava da montanha ou das criaturas que lá habitavam. E em uma explosão de chamas não havia mais nada.
    De volta ao hospital médicos e enfermeiros corriam de um lado para o outro em um frenesi assustador, a pequena menina foi salva as outras três pessoas envolvidas no acidente brutal da via 666 haviam morrido no local.
    Malloy segurava a pequena criança em seus enormes braços contente de pelo menos terem salvado uma vida. Ele abriu os olhos via tudo branco, seus olhos doíam, a claridade lhe machucava como se nunca tivesse enxergado antes. Não se lembrava de muitas coisas mais sabia que se fechasse os olhos jamais seria o mesmo de novo. O que acontecera, ele não se lembrava, lembrava-se de que possuía um nome, sim, meu nome era Ronal... E então a pequena caiu no sono. - Pequenina você teve uma Vitória hoje. Disse Malloy, veremos se pode conseguir mais uma e ter uma família.
    Quatro anos haviam se passado desde então, e naquela sepultura para qual Malloy olhava jaziam Linda e Derick. -Esses eram meus pais disse Vitoria confusa? - Sim. Replicou O gigante gentil. Agora vamos sua mãe está esperando e logo tenho que voltar para meu plantão.
    - O que ela está fazendo ali? Perguntou de forma inocente a menina.
    - Isso ela deve te contar pequenina. Respondeu.
    E se aproximando de forma acanhada daquele único tumulo no canto da ala, indagou a senhora sentada a beira do tumulo. - Quem é esse homem mamãe?
    - Esse Vitória é seu irmão que morreu no mesmo dia em que seus pais se foram. Se chamava Ronald. Como seu nome do meio. E a senhora sorria de forma doce e gentil para a pequena Vitória Ronald Bock.
  • A Riqueza Salva

    No começo a tecnologia era vista com entusiasmo. O futuro era visto de maneira brilhante com diversos inventos fantásticos, muitos deles estranhamente ligados ao atributo de voar. Parecia algo surreal e mágico substituir as rodas por nada, podendo admirar de maneira simples toda a beleza que um pássaro vê cotidianamente. Mas o pessimismo foi lentamente tomando conta das mentes e o futuro passou a aparecer de maneira sombria.
    Alguns apostavam no aquecimento global, outros em um vírus mortal que é liberado sem querer de algum laboratório, e ainda tinha aqueles que acreditavam que as máquinas iriam adquirir inteligência e dominar o mundo. O grande problema é que tudo isso desconsidera o fator humano. Há muito já se discutia se era a sociedade a responsável pela maldade humana ou se nós já nascemos assim. A resposta, embora importante, só revela que somos maus. E, sendo maus, nós temos que ser o grande protagonista do nosso fim, pois, se não for assim, provavelmente não é o fim.
    Esse pessimismo mostra que, tanto para o pobre como para o rico, o mundo iria acabar num futuro próximo. Talvez não o mundo, mas com toda a certeza pelo menos a existência da raça humana. O grande problema é que os pobres não têm muito poder de ação individualmente e juntar todos a nível mundial para ter alguma mudança é um trabalho muito árduo, difícil e alguns até diriam que impossível. Mas os ricos estão em um número bem menor e o dinheiro deles carrega um poder quase sobrenatural.
    Tudo, como sempre, começa com o medo. Basta uma pandemia para que a venda de bunkers dispare como se fosse um sinal do final dos tempos. Os bilionários acabam desabafando com os seus amigos, que também são bilionários, sobre esse pessimismo e percebem que é um sentimento comum. E, talvez durante uma conversa no balcão de um bar enquanto bebem um whiskey mais caro do que um carro popular, acabe surgindo ideias de como sobreviver a tudo isso sem perder a qualidade de vida. No princípio, as ideias pareciam absurdas, mas vão se complementando. No fim, fica um silêncio constrangedor. Os pensamentos foram longe demais, reais demais e sedutores demais. Afinal, por que não? É só a morte, a velha companheira que está direta ou indiretamente presente em nossas fortunas e em nosso conforto. Por que não pode participar da nossa riqueza e conforto eternos? E não é difícil conseguir gente o suficiente. Basta convencer as 26 pessoas mais ricas do mundo que já terá poder o bastante e os outros terão que vir se quiserem sobreviver. Bilhões de dólares podem se livrar facilmente de bilhões de pessoas.
    A ideia era bem simples na realidade. Bastava continuar desenvolvendo a tecnologia como se nada de diferente estivesse acontecendo, mas lentamente ir acelerando esse ritmo. O foco principal era desenvolver a inteligência artificial para que ela conseguisse chegar ao ponto de criar as suas próprias invenções, além de máquinas que conseguissem substituir o trabalhador humano nas fábricas. Mas esse último era mais simples já que estava em curso há muito mais tempo. Depois disso, o segundo passo poderia ser posto em prática: a aniquilação de todos que não faziam parte do plano. Pode parecer algo complicado à primeira vista, mas só é necessário o caos inicial. É possível fazer isso de diferentes maneiras. Dá para envenenar lotes de sal e açúcar ou até mesmo o sistema de abastecimento de água de um país, sendo escolhido um veneno de ação lenta para que os sintomas fossem confundidos com os de alguma doença. Também dá para simular desastres naturais, como um enorme tsunami, ou diversos ataques terroristas atribuídos a grupos radicais de fachada. Por fim, mas ainda bem longe de terminar uma enorme lista, é possível criar eventos sobrenaturais como boa parte de uma cidade ter morrido eletrocutada durante uma enorme e súbita tempestade formada por uma bomba de pulso elétrico.
    Assim que o caos se instala, gerando a maior (e última) crise do capitalismo, o fim começa a caminhar por si só. As pessoas não veem o inimigo invisível e talvez não ligassem mesmo se o vissem. O mais importante para elas é não passar fome enquanto sonham em voltar ao estilo de vida antigo. Por isso se separam em grupos e começam a brigar entre si pelo mínimo de recursos. Eles mesmos começam a se exterminar para tentar sobreviver. E essa luta se torna ainda mais difícil porque a maioria das pessoas não sabe técnicas de sobrevivência, como produzir alimentos e nem como funcionam as coisas eletrônicas que usamos cotidianamente. Então só resta lutar pelas coisas que já foram fabricadas e, se tiverem sorte, encontrar algum grupo que detenha esses conhecimentos.
    Para os ricos essa fase também é um pouco tensa, pois é crucial. Eles têm que se manter escondidos até a poeira abaixar e proteger os meios de produção, pelo menos o suficiente para que possam reconstruir rapidamente as suas casas e fábricas. Mas essa parte não gerava tanta preocupação já que tinham uma avançada tecnologia e não precisavam chegar ao mesmo ritmo produtivo de antigamente. Cada um era responsável pelo seu esconderijo e os principais eram debaixo da terra, em plataformas marítimas ou até mesmo debaixo do mar em submarinos de luxo. Assim que essa fase acabasse, seria possível deixar que a natureza se recuperasse sozinha devido as reduções drásticas com a super população e do problema da poluição. Na realidade, o próprio fim do capitalismo levaria consigo a maior parte dos problemas. Como os próprios bilionários diziam com suas vozes pomposas e orgulhosas: “Esse é um amargo remédio, mas é a única esperança para a sobrevivência da humanidade e do planeta”.
    No fim dessa fase, a própria inteligência artificial começaria a planificar a economia para decidir o que seria produzido, o local de produção, a quantidade e para quem ia primeiro com base na logística e em qual plano seria o mais rápido para recuperar a luxuosa vida de todos. É claro que ainda havia desafios, afinal alguns sobreviventes, que os ricos apelidavam de baratas, ainda andavam e sobreviviam nas ruínas das cidades. Por sempre andarem escondidos, não havia um censo de quantos ainda resistiam ao domínio mundial dos ricos. Ao todo 15 milhões de milionários foram chamados para participar do plano criado pelos bilionários e logicamente todos aceitaram. Como podiam abrigar a sua família e alguns amigos, o número de sobreviventes ricos deveria rondar os 40 milhões, mas muitos não aguentaram carregar a culpa e acabaram se suicidando. Já outros tentaram sair dos seus esconderijos muito cedo para reconstruir a sua vida normal e acabaram assassinados. E ainda teve aqueles que não se esconderam muito bem, foram encontrados e mortos por baratas famintas. Ao todo devem ter restado uns 25 milhões de ricos espalhados pelo mundo.
    Um desses ricos era Thomas, um homem que fez sua fortuna no mercado tecnológico após criar uma startup de investimentos. Ironicamente o slogan da empresa era “Sobreviva como um rei, invista com a gente e faça a sua fortuna”, mas ele deve ter sido o único ligado ao aplicativo que continuava vivo. Ele tinha uns 25 anos e 1 filho pequeno no momento em que o plano de extermínio foi posto em prática. Quando sua mansão superprotegida estava pronta, saiu do seu luxuoso bunker com um pouco mais de 65 anos e 5 filhos. Mas se alguém o visse na rua em um dia qualquer provavelmente acharia que ele tinha uns 40 anos. As dicas e tratamentos de beleza que a inteligência artificial oferecia eram valiosos, ajudando os ricos a terem uma vida longa e saudável. Além disso, ela criava um belo conteúdo de entretenimento a partir dos gostos dos moradores, o que evitava a culpa e o estresse, influenciando e muito na aparência deles.
    Já o contrário parecia acontecer com Isaac que tinha somente 30 anos, mas aparentava uns 50. Ele nasceu durante a época do extermínio, então era mais fácil lidar com a realidade já que nunca viveu nada diferente do caos. O estresse e a culpa eram sentimentos cotidianos, sempre estando misturados com a raiva e frustração. Ele era negro e seus músculos eram definidos, mas isso acontecia mais pela desidratação e uma dieta irregular do que por uma rotina dedicada a musculação. A barba e o cabelo eram aparados com uma faca sempre que atingiam comprimento o suficiente para puxar e cortar, os deixando com uma aparência de ninho de pássaro. Os cuidados com os dentes eram precários, mas o suficiente para deixá-los lá. Tanto o cheiro do corpo como o das roupas eram azedos, pois ninguém confiava na água dos rios desde o envenenamento em massa. A preferência era sempre pela água das chuvas e somente em épocas de estiagem era que a água do rio era usada, mas sempre com cautela. Embora não tenha vivido a parte mais bruta do extermínio, sempre ouvia as histórias do pai e seguia os seus ensinamentos como se fossem regras canônicas.
    O seu pai, que se chamava Francisco, morreu quando ele tinha apenas 15 anos, enquanto a sua mãe morreu dando à luz. Quando tudo era normal, ele era o mordomo de Thomas que preferia um humano tomando conta de sua casa do que um robô, além de acreditar que ajudaria o seu filho a ser mais empático ao crescer do lado de humanos. Embora fosse constantemente abusado verbalmente, Francisco não poderia se dar ao luxo de pedir demissão já que não tinha muitos empregos lá fora e a maioria das pessoas trabalhavam como autônomas. Ele achava engraçado como elas formavam quase um mercado fechado: autônomo vendendo para outro autônomo e assim todos vivendo de forma apertada, mas sobrevivendo.
    Era bem diferente de como Isaac vivia e, sempre que ele se lembrava das histórias do pai, ficava com uma sensação de que era um conto de fadas impossível de se tornar realidade. Ele vivia com um grupo de 4 pessoas, todas mais jovens do que ele. Eles moravam entre uma pequena floresta, que antes era um parque, e os escombros de um antigo prédio que ainda tinha parte de alguns andares em pé. O verde já tinha recuperado uma boa parte do cinza da cidade e, como o parque já tinha um grande número de árvores antes, nessa área a recuperação foi mais rápida. Eles dormiam em uma pequena cabana feita de lona com duas valas escavadas ao lado. Isso permitia que a água da chuva fosse captada mesmo quando ninguém estivesse no acampamento. Assim, eles conseguiam fazer trocas com grupos que moravam nos esgotos sempre que ficavam sem conseguir caçar alguma coisa no parque. A troca não era agradável, mas aqueles que moravam nos esgotos sempre tinham uma abundante criação de baratas e uma escassa captação de água. Pronto, a troca perfeita estava feita: um pote de água por um de baratas. No começo é nojento comer elas, mas você vai fritando, as observando e pensando em sua fome. De repente, param de ser tão nojentas e passam a ser desejáveis ao pensar na crocância do exoesqueleto sendo esmagado pelos seus dentes, no gosto salgado se espalhando em uma boca que não sente nada a dias e na satisfação de ter alguma proteína no seu estômago. Mas graças a Michelle, que era a responsável pela montagem das armadilhas no grupo, esse canibalismo nem sempre acontecia. Ela aprendeu tudo que sabia com a sua mãe e tentava passar para a sua irmã mais nova Micaella, mas ela sempre esteve mais interessada nas histórias do mundo do passado que Isaac contava. Já Yuri e Regis eram os responsáveis pela segurança e arrumação do abrigo, sempre pensando em jeitos de afastar outros grupos, além de deixar tudo limpo e funcional. Como era o mais velho, Isaac supervisionava todos e sempre preparava as refeições. Era um grupo bem limitado que foi formado pelos pais de Michelle e Isaac, mas que de alguma maneira inexplicável continuava sobrevivendo.
    Antigamente havia mais membros, chegando a ter 15 pessoas em seu auge. Porém, como o acampamento ficava muito perto da mansão de Thomas, muitos eram capturados e outros fugiam com medo de terem o mesmo destino. A última baixa do grupo foi Juan que, enquanto caçava com uma lança, foi visto por um drone que patrulhava os arredores da mansão. Ele tentou correr, mas, com o lançamento de um projétil menor que uma bola de gude e macio como uma pena, ele caiu no chão imobilizado. Logo depois foi recolhido por um robô que voava a poucos centímetros do chão e que era do tamanho de uma van. Alguns diziam que a pessoa capturada era torturada por informações assim que acordava, já outros diziam que virava fertilizante para a plantação de flores dos ricos.
    Na realidade, ninguém sabia o que acontecia dentro da mansão e nem como ela era por causa dos enormes muros que separavam as duas realidades. Era até amedrontador olhar para ele toda noite antes de dormir, pois, mesmo em meio a tanta escuridão, ele ainda se destacava como se fosse um corpo vivo que se aproximaria de você durante o seu sono e te mataria enquanto estivesse indefeso. Já durante o dia, ele perdia um pouco dessa magia. Embora só tenha visto a barragem de uma hidroelétrica em um antigo e acabado livro de geografia, Isaac imaginava que deveria ser muito parecida com esse muro, mas só que ao invés de ter comportas para liberar a água, tinha pequenos buracos por onde saiam drones de vigia e alguns outros robôs. Mesmo de longe dava para perceber a vegetação subindo pelo muro e um musgo verde se formando na base enquanto lutava contra o preto da sujeira. De resto, parecia ser originalmente cinza escuro e totalmente liso, sem nenhuma imperfeição à vista e sem nenhuma chance de ser escalado, pelo menos não antes de ser visto pelos gélidos vigias.
    Isaac pensava muito nesse muro e se lembrava de uma história que o seu pai lhe contou, mas que nunca compartilhou com mais ninguém. Segundo ele, era uma história perigosa demais para ser divulgada e que poderia comprometer a vida de muitas pessoas. Talvez até mesmo se tornando a nova lenda de El Dorado. Era sobre um dia de trabalho comum, bem cansativo como sempre, e ele preparava um chá para levar até a sala de reuniões de Thomas. Logo depois de bater na porta e entrar, ele viu uns engenheiros apresentando um projeto de uma bela mansão com grandiosos muros. Na hora ele achou que o senhor Thomas ia reformar ou se mudar para um outro terreno, então não se importou muito. Mas, graças a sua memória fotográfica, viu os mesmos muros se erguerem no final da fase bruta do extermínio. Isso não seria de grande ajuda se ele não tivesse percebido que a mansão do projeto era exatamente igual e no mesmo lugar que a mansão onde trabalhava. Portanto, deveria ser a mesma ou pelo menos ter a mesma base e, se for assim, provavelmente ainda teria o mesmo túnel de fuga entre o corredor do primeiro andar e o quintal. Ele tinha sido criado na época da 2º Guerra Mundial para ser usado se algum exército inimigo invadisse. Depois foi reformado ao longo dos anos para o caso de haver um golpe comunista. No fim, só foi usado por gerações e mais gerações de adolescentes para fugir de casa, mas mesmo assim ainda deveria estar lá. Isaac se lembrava de um desenho que o seu pai fez para ilustrar o que estava contando e onde mais ou menos deveria ficar cada coisa hoje em dia. E, logo quando terminou a história, pediu para que ele só tentasse usar essas informações no momento em que soubesse que estava sem saída, pois as chances de morte eram muito maiores que as de sucesso. Ele falava que era como apostar na loteria, mas Isaac nunca entendeu muito bem essa expressão.
    Ele guardou esse segredo durante anos, tentando descobrir quando era a hora certa já que havia só uma tentativa antes do boato se espalhar ou se perder para sempre. Guardou até que Micaella foi capturada enquanto verificava se as armadilhas tinham pego algum animal. A sua irmã estava longe e não pôde fazer nada. Michelle ficou chorando durante uns dois dias seguidos, se culpando e imaginando pelo o que a sua irmãzinha estava sofrendo. Via ela em todos os cenários que diziam ser o destino dos capturados, mesmo sabendo que a maioria eram apenas histórias para assustar os mais jovens. Mas talvez alguma fosse verdadeira, não é? Alguma tinha que ser a verdadeira. Talvez não criassem as pessoas como gado para o abate e nem lutavam até a morte entre si para entreter os ricos, mas com toda a certeza morriam. Esse era o final de todas as histórias.
    Nesse momento, Isaac teve que admitir pela primeira vez que estava sem saída. Na realidade, há muito tempo não tinha nem sequer um caminho para o qual poderia seguir. Ver o seu grupo definhar ao longo dos anos e estando mais perto da extinção a cada dia doía como uma ponta de lança presa em sua carne, então Isaac teve que contar a história para o grupo. A decisão não seria dele, mas havia somente duas opções: eles podiam ir para o mais longe possível do muro e esquecer tudo ou podiam ficar, tentar invadir e torcer para não morrer. Houve um pouco de revolta por ter contado isso só agora, mas ele sabia que o tempo faria com que todos entendessem o porquê de ele ter escondido. Mas, como estavam cansados da realidade e do terrível cotidiano, decidiram lutar ao invés de fugir e assim começaram a elaborar o plano para a invasão.
    No dia seguinte, tudo que foi planejado já começou a ser colocado em prática. Eles entraram no esgoto logo após o parque e seguiram por ele até ficarem a mais ou menos uma quadra de distância do muro. Eles sabiam que entrando depois do parque não iam se deparar com nenhuma outra pessoa porque ninguém era tão louco de chegar tão perto daquela muralha amaldiçoada. O cheiro não era o pior do mundo já que não recebia esgoto há muito tempo, mas mesmo assim a sensação de ser algo sujo e nojento ainda prevalecia. Para organizar o trabalho, eles se dividiram em duplas que iam trabalhar por 12 horas seguidas. Isaac e Michele ficaram com o primeiro turno, o que foi um alívio já que ela era a única pessoa com quem conseguia ficar em silêncio sem se sentir constrangido. Com os outros dois, sempre parecia que algo estava errado e precisava ser preenchido com papo furado. Portanto, essa divisão seria ótima já que as conversas somente atrasariam o imenso trabalho que teriam pela frente.
    Em uma escavação todas as partes são difíceis, mas a mais difícil sempre é a que você está fazendo naquele exato momento. E, nesse caso, o começo era a parte mais difícil. Isaac tinha que calcular exatamente o ângulo em que o túnel tinha que seguir para atingir a passagem subterrânea do quintal. Depois de conferir milhares de vezes o mapa e ouvir diversos “não sei” de Michelle quando perguntava se estava certo, marcou com algumas pedras a direção e ficou feliz em perceber que era onde o concreto do esgoto estava cedendo. Ele trabalhou durante uma hora e conseguiu atingir a parte de terra do túnel. Michelle continuou e conseguiu fazer o comecinho da passagem. E assim eles foram se revezando de 1 em 1 hora para que pudessem descansar um pouco. Eles marcavam o tempo com uma ampulheta improvisada a partir de uma antiga garrafa pet e escavavam com pedaços de metal antigo presos em pedaços de madeira que originalmente seriam utilizados em armadilhas. Não eram as melhores ferramentas e quebravam facilmente, chegando inclusive a fazer alguns cortes quando a parte de ferro soltava com um golpe forte, mas era o melhor que podiam fazer.
    Quando acabou o seu turno e pôde voltar para o acampamento para descansar, só queria ficar deitado na terra amaciada pela grama e olhar para o céu enquanto ainda tinha a chance. Logo ele iria cair no sono, acordar e voltar para a escuridão. Ele tinha medo de voltar para lá. Não um medo paralisante, mas um que embrulha o estômago e te deixa trêmulo. O máximo de luz que eles tinham era um pouco de gordura que eles deixavam queimar no meio do caminho. O cheiro de animais em decomposição predominava, se sobrepondo ao cheiro de terra úmida. E, por estar fazendo bastante esforço físico, era obrigado a respirar mais vezes, sentir esse cheiro pútrido invadir as suas narinas e dominar a sua mente. Mas o que o deixava mais irritado era saber que ia demorar e que provavelmente já seria tarde demais para encontrar Micaella viva. E a cada dia que passava, a demora só irritava ainda mais. O problema não era mais a intensidade do trabalho, mas a longa distância que estava se formando. Os turnos tiveram que passar de 1 hora por pessoa para 3 horas porque simplesmente demorava muito para se rastejar até o fim do túnel. As discussões aumentaram e a maioria tinha Isaac como alvo, indo desde o quanto cada grupo estava escavando até questionamentos em relação a direção em que estavam seguindo. Mas todos que discutiam não acreditavam realmente no que falavam, era só uma forma de se livrarem de toda a raiva e frustração que acumulavam. Eles precisavam descontar em alguém porque também tinham medo de ter tomado a decisão errada. Tinham medo de ter escolhido a morte e literalmente estarem cavando o seu próprio túmulo.
    Depois de 1 semana e meia trabalhando 24 horas por dia, Isaac fincou a sua pá na terra e ela quebrou ao se chocar com o concreto. Ele fechou os seus olhos enquanto a sua pupila olhava para cima, respirou fundo e sentiu uma lágrima caindo do seu olho direito. Finalmente tudo estava próximo de acabar, seja de uma maneira boa ou ruim, mas acabar. Os próximos passos já estavam traçados e prontos para serem postos em prática no pôr do sol, logo quando os pássaros começam a cantar. Enquanto Isaac quebrava o concreto e invadia a mansão, o resto do grupo iria se separar em volta do muro e começaria a queimar uma série de bonecos de palha para distrair uma parte dos robôs responsáveis pela segurança. Logo depois disso, os três iriam se reagrupar dentro do parque e esperar o sinal de Isaac. Seria algo simples, talvez até invisível para alguém com olhar desatento. Ele faria uma fogueira dentro dos muros e pela primeira vez todos que estavam lá fora veriam fumaça saindo da fortaleza. A lenha seria os corpos dos ricos que moravam lá. Talvez possa parecer radical, mas o único jeito de uma barata não morrer é quando o exterminador tem medo dela. Ele tinha certeza que essa história se espalharia e faria com que todos os ricos temessem as baratas novamente.
    Logo após o primeiro pássaro piar e chamar todos os outros para o céu numa revoada que passa dançando pelas nuvens, as faíscas começam a surgir em bonecos de palha e os drones se juntam aos pássaros. O som surdo de uma haste de metal sendo golpeada rápida e sucessivamente por uma pedra encoberta de panos ecoa baixinho pelos esgotos. O suor descendo pelo rosto de Isaac como se ele tivesse acabado de sair de uma chuva não negava o esforço que ele fazia na luta contra o concreto. No começo, o seu adversário resistia em ser perfurado, sendo desgastado lentamente, mas, quanto mais era danificado, maiores eram as lascas que caiam. Depois de meia hora, já conseguia ver a luz do outro lado e bastou só mais 20 minutos para que conseguisse passar pelo buraco. Enquanto se espremia para alcançar o outro lado, sentia as lascas de concreto arranharem cada centímetro do seu corpo e o sangue quente brotando com ardência em alguns dos cortes. A primeira parte do corpo a sentir o cimento frio do outro lado foram as suas mãos e logo depois os pés, deixando o buraco para trás.
    Antes de prosseguir, Isaac decidiu ficar sentado por uns cinco minutos no chão para descansar e aproveitar o sorriso debochado que se formou em seu rosto após essa primeira conquista. Estava dentro. Não era um túnel grandioso e requintado, mas era do lado de dentro dos muros. Tudo à sua volta era cinza e escuro. A única iluminação eram pequenas luzes de emergência grudadas na parede separadas por uma distância tão grande que não iluminava todo o túnel. Mesmo assim pareciam grandiosas para alguém que viu somente alguns poucos LEDs no decorrer de sua vida. Chegavam a ser tão fascinantes que até o hipnotizavam por alguns segundos. Mas chegou a hora de se levantar e continuar, então tirou uma faca do cinto e começou a andar silenciosamente. Ele saia da luz de uma lâmpada, entrava na escuridão e seguia o caminho até encontrar outra luz mais adiante. Isso se repetiu umas dez vezes até encontrar uma grande porta de ferro na sua frente com um enorme leme grudado nela e que era usado para trancá-la. Ela estava com limo em algumas partes e já dava para ver sinais de ferrugem lutando contra a sujeira. Isaac sabia que seria difícil de girar e puxar a porta, então deixou a faca no chão, respirou fundo umas três vezes e jogou todo o seu peso contra o leme o forçando a girar no sentido anti-horário. Depois de alguns segundos sem se mover nem um milímetro, um clique foi ouvido e a roda começou a girar lentamente. Quando não conseguia mais girar, puxou a porta com toda a sua força até que tivesse espaço o suficiente para passar. Os rangidos soltados por ela o faziam praguejar em sua mente com todos os palavrões que sabia. Não tinha como fazer silêncio nessa parte, então só podia torcer para que ninguém ouvisse.
    O lado de dentro da porta era mais brilhante. Essa foi a primeira coisa que percebeu quando chegou ao outro lado. Logo depois, pegou a faca e passou um pé de cada vez pela porta. O piso era de uma madeira lisa e o ar, que no túnel era frio, estava em uma temperatura perfeita, nem quente e nem frio demais. A sua direita tinha uma escada com uma porta de madeira no topo e a esquerda havia dezenas de barris na horizontal com torneiras fixadas na tampa. E bem na sua frente tinham fotos em preto e branco de pessoas sorrindo. Demorando um pouco para juntar as letras, viu que em cima delas estava escrito “Mural do agradecimento”. A voz da mãe de Michelle surgiu em sua cabeça falando “Os ricos são pessoas estranhas, cada um tem a sua excentricidade.”. Essa foi a resposta dela quando Isaac perguntou porque existiam drones que tentavam machucá-los. E agora ecoava em sua mente. Talvez por isso decidiu se aproximar e olhar quem eram. Foi passando o olho rapidamente em cada uma das fotos. Como não reconhecia ninguém, pensou que poderiam ser os bilionários que participaram do plano ou dos descendentes de Thomas. No momento em que chegou na última foto, já estava preparado para fazer o movimento de voltar e subir as escadas, mas parou. Os seus músculos paralisaram totalmente e o único movimento que aconteceu nos segundos seguintes foi uma lágrima rolando do seu olho esquerdo. A foto era de Micaella. Ela estava mais limpa e com o cabelo arrumado, mas com o mesmo sorriso que dava quando Isaac contava as histórias do passado. Ele reconheceria esse sorriso em qualquer lugar porque normalmente era a única parte do seu dia que valia a pena. Às vezes era o que o fazia ter esperanças.
    A raiva, que já era grande, só aumentou. Ele fechou os punhos com força e limpou a lágrima. Não queria ver mais nada lá embaixo, só acabar com tudo. O mais rápido possível de preferência. Então subiu as escadas, abriu a porta e seus olhos se fecharam com a luz intensa. Aos poucos seus olhos se acostumaram e começou a identificar o local. Era como um corredor largo e decorado com um papel de parede branco com formas amarelas retorcidas, como se estivessem dançando. Havia três quadros bem coloridos, mas sem nenhum desenho em específico. Mas o que mais o fascinou foi o tapete. Ele era bem peludo e, quando colocou os pés nele, foi como se estivesse sendo absorvido pela areia molhada depois de uma onda. Era acolhedor, mesmo estando em terreno hostil.
    Depois de se acostumar, tinha que decidir se iria pela esquerda ou direita. Não tinha nada que indicasse o caminho certo, então foi para a direita. Os seus passos eram lentos. Bem lentos. Um pé de cada vez. Sem se apressar. E assim chegou perto de uma porta que estava em uma completa escuridão. As palmas da sua mão suavam e molhavam o cabo da faca enquanto o medo aumentava. Respirou fundo e deu um passo para a frente. Poucos centímetros antes do seu pé encostar no chão, viu uma sombra surgindo na sua frente. Em um movimento rápido e puramente instintivo, levantou o braço até a altura do queixo e tentou atingir a sombra com um golpe de faca no peito. A sombra foi mais rápida, golpeou com uma das mãos a articulação do braço e com a outra forçou a faca a se voltar contra o corpo de Isaac que a sentiu perfurando o seu estômago. Uma ardência mortífera se espalhou por onde a faca passou e, mesmo quando a soltou, ela continuava pendurada em sua barriga. A única reação que conseguiu ter foi dar alguns passos para trás e se apoiar na parede. Isso fez com que a sombra andasse para a frente e se revelasse. Ela tinha o rosto de alguém morto. De alguém simplesmente impossível. Enquanto começava a engasgar com o seu próprio sangue quente, via o seu pai com um terno preto e com uma aparência bem mais jovem se aproximando. Era ele que o tinha esfaqueado, mas era impossível que estivesse ali. Isaac o viu morrer em seus braços há 15 anos atrás e, mesmo se não tivesse, ele não o mataria, não o seu pai. Os pensamentos de Isaac já não fluíam de forma ordenada quando aquela coisa se aproximou de seu ouvido e falou com uma voz calma e familiar “O Sr. Thomas não gosta de baratas em sua casa, então vou ter que pedir para se retirar.”. Ele torceu a faca logo depois da última palavra e uma pontada de dor se irradiou pelo seu corpo como se tivesse sido atingido por uma forte corrente elétrica. A última reação de Isaac foi encostar no pescoço de seu pai e encarar os seus olhos enquanto a escuridão se aproximava. Não existiam batimentos em seu pai e logo não existiriam nele mesmo. A sua cabeça caiu pesadamente para frente e os seus olhos ficaram abertos, mas não enxergavam nada além da escuridão.
  • A Vingança

    A história conta a vida uma menina chamada Emily, que sofre bastante por pessoas entre amigos e familiares, em casa e na escola. Ela sempre foi aquela tímida boazinha, santinha e inocente. Mais até que certo dia ela enjoou disso, de ser sempre a bobinha quietinha que tem medo de dizer não.
       Então..Você está pronto(a) para ouvir essa história ? Garanto que não vai se arrepender !
  • Anna

    Capítulo 1 - O Castelo 
    Era uma noite de sexta-feira fria e chuvosa em julho no meio do inverno quando a família Pinheiro estacionou seu velho carro cinza na garagem de sua nova casa, localizada em Santa Catarina. De dentro do carro o pequeno Pedro podia ver toda a estrutura de seu novo lar, era uma casa muito antiga, porém bem conservada. A casa havia pertencido a sua falecida avó por parte de pai, porém essa era a primeira vez de Pedro no local, até mesmo seu próprio pai não visitava a casa desde que havia se mudado para a cidade grande aos 18 anos. Poucos anos depois a velha Senhora Maria ficou muito doente e precisou ir morar junto de seu  filho e netos, até que partiu em paz durante o sono e abraçada por sua família, o pequeno Pedro tinha apenas 1 ano na época.
    A forma como a casa foi construída com sua madeira escura, o enorme número janelas e seu tamanho colossal causavam um arrepio que nunca havia sentido antes mas também despertava sua curiosidade. “Quantos quartos devia ter? Quantas janelas? E passagens secretas como em um antigo castelo assombrado, será que tinha?” Porém todos seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na janela, era seu pai Antônio, ele estava do lado de fora do carro com uma das caixas da mudança e um guarda chuva, olhando para o filho através do vidro  perguntou calmamente :
    — Não vai sair para conhecer nossa nova casa?
    — Vou, só estava um pouco distraído.
    — Você viu alguma coisa que te assustou? Ou alguém?
    — Não, nada por enquanto, só fiquei pensando no tamanho dela e como ela parece aquelas de filmes antigos.
    — É, ela é bem grande mesmo, tem muitos cômodos onde você vai poder brincar, por que não entra e começa a explorar? O seu quarto é o primeiro a direita da escada no segundo andar, era o mais próximo que tinha  do meu quarto.
    — Tudo bem, vou entrar – disse Pedro pegando duas caixas ao lado  – vou levar essas aqui comigo para te ajudar.
    Ao entrar na casa percebeu que o interior era tão grande quanto o lado de fora, porém um pouco mais bonito. Tinha muitas cadeiras, mesas, pinturas, estantes e obviamente poeira, muita poeira. Sua mãe, Carla, estava tirando da caixa todos os utensílios de cozinha e colocando em cima de uma das mesas, ela se assustou com sua presença repentina mas logo em seguida sorriu e foi em sua direção, ela andava com um pouco de dificuldade, estava grávida de 6 meses e o bebê tinha sido o motivo pelo qual eles haviam saído da cidade e ido parar naquela casa afastada e solitária. “Será melhor para o bebê crescer longe da agitação urbana” “ Lá existem muitos quartos e espaço” “ Você é quem deverá cuidar dele Pedro, afinal vai ser o irmão mais velho”. Nada disso fazia sentido para ele, a cidade era legal e tinha muitas outras crianças, sua antiga casa era perfeitamente espaçosa e desde quando um irmão mais velho devia cuidar dos mais novos? Sua irmã Isabela tinha 17 anos  e há muito tempo não dava atenção para ele, apenas queria saber de sair com seus amigos estranhos e metidos. Sua mãe se ajoelhou com dificuldades ao seu lado e perguntou :
    – Tudo certo? Já encontrou seu quarto? Seu pai acabou de levar uma caixa cheia de seus brinquedos lá pra cima e sua cama também está pronta caso queira descansar um pouco.
    – Não quero descansar, quero brincar com alguém, vamos brincar de pique pega ou então pique esconde? Tenho certeza que aqui tem muitos lugares legais para se esconder – disse o pequeno animado.
    – Me desculpa filho, você sabe que eu tenho estado fraca por causa do seu irmão – disse ela tocando em sua barriga – mas eu prometo que mais tarde quando eu e seu pai terminarmos de arrumar tudo, vamos jogar algum jogo de tabuleiro com você.
    – Tudo bem – disse Pedro desanimado – vou para o meu quarto brincar sozinho.
    – Me desculpe mesmo filho, eu prometo que vamos nos divertir mais tarde – disse sua mãe, mas ele já havia saído da cozinha e estava subindo as escadas.
    O caminho até seu quarto foi longo, primeiro pois a escada era longa e segundo pois estava tentando segurar o choro, ele nunca foi de chorar quando era mais novo e agora com 12 anos era mais difícil ainda, porém os últimos meses não tem sido fáceis, com os pais ausentes por conta do trabalho e de seu futuro irmão .
    Quando chegou no andar de cima teve uma visão mais ampla da casa, se saísse da escada em uma direção reta cruzando todo o longo corredor escuro, encontraria o quarto de sua irmã, que já estava fechado e com um som alto de alguma banda adolescente ; localizado a direita do quarto de sua irmã ficava o escritório do seu pai, onde ele no futuro montaria um estúdio de fotos ; logo em seguida vinha o quarto de costura de sua mãe, seria ali onde ela deixaria todos seus projetos, máquinas, roupas e manequins ; o próximo quarto estava lotado com coisas para bebês, um berço, armário, brinquedos presos no teto e um papel de parede imitando um céu estrelado, ele fechou a porta deste e seguiu para seu quarto que ficava logo ao lado, do seu quarto era possível ver o de seus pais que aparentemente era um pouco e maior e também podia ver parte da escada que levava ao andar de cima, ele ainda não tinha ido até o terceiro andar mas sabia  que tinha uma sala de jogos, uma pequena biblioteca, alguns quartos vazios e uma segunda suíte. Também tinha um sótão mas este local ele não ousava investigar sozinho, muito menos a noite.
  • Arqueologia Pop – Blood Crystals

    É com muito prazer — e outro tanto de nostalgia — que, dou início a esse projeto por tanto tempo adiado. Seu adiamento foi devido a condições pessoais. Sanei esses problemas. Resolvi batizar o projeto de Arqueologia Pop.
              A arqueologia, a grosso modo, é uma ciência que estuda a sociedade através de seus vestígios materiais. Foi ofício de muitos aventureiros e, no mundo contemporâneo, renomados cientistas. Com menos romantismo, e o mesmo tanto de trabalho, estarei através de vários textos, escavando, resgatando e trazendo a luz antigas obras esquecidas dos mangás brasileiros. Aquelas que só os fãs embebidos de nostalgia podem se lembrar.
              Estarei dando prioridade àquelas obras descontinuadas, mas tratarei também, futuramente, de títulos já concluídos, logo seja possível a leitura. E como irei proceder? Irei ler o capítulo um de cada obra, ou o seu prólogo. Não sendo possível nenhuma das últimas opções, irei ler o capítulo disponível, seja ele qual for. Estão excluídos dessa lista as obras que deixaram o seu hiato. Esses serão feitas resenhas regulares mesmo. O objetivo é mais analisar as condições de descontinuidade dos títulos, e não culpar o autor, mas não será esquecido os seus erros. Entrarei em contato com os autores sempre que possível.
              O primeiro título que eu escolhi, o conheci na revista Anime dô da Editora Escala. Todo otaku nascido antes de 2010 conheci essa revista, assim como a revista Neo Tokyo. Na seção de fanzines, eu li uma vez uma obra que me chamou bastante atenção. O mangá era Blood Crystals. Na época, o autor vendia até camisa da obra. A venda do fanzines era feito pelo Correio. Custava muito barato, menos de seis reais, fora o correio.
              Atualmente, pesquisando na internet, consegui ler o primeiro Cap. 1: Recordações numa scan. O mangá tem referências diretas da mitologia nórdica, bebe de fontes do RPG japonês como Final Fantasy. Mas, talvez a maior influência tenha sido o manhwa Ragnarök, que veio a influenciar a produção do jogo Ragnarök Online, MMORPG, jogo de representação de papel com múltiplos jogadores em massa online, ufa!
              A obra foi publicada no Brasil pela Conrad (2004-2005), no famoso formato meio-tankohon. A obra, originalmente de 10 volumes, se transformou em 20. Além da história focada na mitologia nórdica, o traço estilizado de Lee Myung-Jin contribuiu em muito para a inspiração da obra, seja esse de modo direito ou indireto. Era impossível ir numa banca e não ver o volume da Conrad.
              A história gira em torno de uma sessão de treinamento entre dois personagens. Asgard é um espadachim bonachão que tenta passar algumas lições a sua pupila Sasha, uma simpática amazona. Durante o treinamento, além de mostrar as suas habilidades e seu bom-humor, Asgard demonstra capacidades sobre humanas, sério gente, o cabra tora uma espada nos dentes?! Êta fida da... adiante, cof-cof. Depois da derrota de Sasha, decidem descansar um pouco, sabe como é, hora da resenha.
              Corta para outro plano. No centro da Terra, existe um Mundo Diagonal, uma espécie de ilha meia-torta que flutua sobre a lava. Lá existem diversas criaturas, dentre elas, seres draconianos. São diversas raças, possivelmente, inimigas dos humanos. Dois personagens conversam, demonstrando alguma intimidade e, ao mesmo tempo, hierarquia.
              Davkas está sentado num trono, e reconhece um recém-chegado mascarado como ausente por dez anos. Atrás dele, embora só apareça em um quadro com o seu rosto de perfil, há um prisioneiro. O mascarado parece estar deixando o local para algum encontro. O personagem Davkas me chamou a atenção, primeiro por possuir um refém — um trunfo, quem sabe —, segundo, por ele ser um drow, um tipo de elfo negro. Seres belos, mas muito perigosos.
              O capítulo imprime dinâmica e tensão. Carrega um bom-humor em todas as suas páginas. Sasha é desenhado em ângulos bem generosos pelo autor, se é que me entendi? Como diria Kazemon “Carino anca”. Nada demais, apenas para prender a audiência. Asgard é um personagem misterioso, e como essa introdução se propõe a nos conduzir a um perigo iminente, não temos muito tempo para descobrir os objetivos desses personagens, embora tenhamos alguns vislumbres, como a referência aos cristais do título. Engraçado que o fato de Asgard ser Guardião dos Cristais está na sinopse, e não no capítulo do mangá, o que me leva a acreditar que ele foi dividido em duas partes.
              Acho que é nisso que o capítulo peca. São poucas páginas para introduzir tantos personagens e conflitos. Mesmo assim, o autor já nos mostra com simples diálogos um pouco dos futuros conflitos e mitologia da história, como o uso dos cristais no cotidiano, até mesmo para produzir alimentos. Os antagonistas têm um bom designer, e ficamos ansiosos por descobrir os seus objetivos.
              O traço do mangá já demonstra um grande profissionalismo. Faz pouco uso de retículas. As cenas de ação têm impacto, e há linhas de movimento e impacto suficiente para promover a tensão. Enquadramento adequado, mas com poucas divisões, fica tudo muito verticalizado. A capa demonstra uma boa colorização, simples, mas instiga a leitura e está de acordo ao título do mangá, nos remetendo ao mote da trama. Apesar da capa do capítulo estar grafado Blood Crystal, o autor a denomina na sinopse como Blood Crystals, preferi tratar a obra por esse último nome.
              Eu lembro de ter entrado em contato com o autor ao menos uma vez. Ele disse que o trabalho, apesar de prazeroso, se tornou inviável por um momento. Por isso, ficou mais vantajoso descontinuar a publicação. Passou a trabalhar como ilustrador de games e livros de RPG, em geral, trabalhando para o mercado estadunidense. Foi, ou ainda é, professor e proprietário da Halftones Escola de Desenho. Não obtive novas respostas até o fechamento dessa resenha crítica.
              O mangá poderia muito bem continuar, e quem sabe, ser fechado em um álbum de 200 páginas. Não é uma obra estilo Dragon Ball, que necessite de um grande elenco e desenvolvimento de muitos capítulos para resolver os conflitos da trama. Isso é especulação minha. Bem, isso é tudo pessoal! Aguardem novas postagens.
             
    Título: Blood Crystals
    Ano de publicação: 2011
    Autor: Frank Willian
    Sinopse: Blood Crystals conta a história de Asgard um dos guardiões dos cristais de sangue que vive em um mundo repleto de gigantes e criaturas estranhas, um mundo dividido entre os seres do mundo exterior e entre o mundo das poderosas forças do núcleo do planeta que almejam conquistar por completo o mundo exterior em posse dos cristais de sangue.
    Cap. 1 – Recordações, nº de pág. 22.

    Próxima expedição: Nova Ventura.
  • As aventuras de Guto: O cachorro mais forte do mundo

    Guto estava no seu emprego novo vendendo comida,junto com seu amigo Charlie
                           - Obrigado por vir vender comida comigo Charlie. Nem acredito que você veio!!! -Disse Guto,muito feliz
                           - Não,eu não quis vir,você me apagou e me sequestrou até a praça principal,não lembra??? - Respondeu Charlie
                     Guto olhou com uma cara de: fica calado,porque isso é um texto para família. Mas respondeu assim:
                           - Tá bom...deixa pra lá.
                       Entraram numa casa,meio misteriosa,com o aviso: Cuidado com o cachorro. vocês podem pensar que eles não viram a placa quando entraram,não,o Guto não sabe ler,mesmo com 12 anos,é a burrice em pessoa.Entraram na casa e foram entregar a comida da senhora,só que Charlie não prestou atenção na placa e percebeu a sua grande burrada.O que a mulher não sabia é que a ração de cachorro foi feita por um cientista maluco que sem querer colocou mutação na ração ou seja...O CACHORRO VIROU MUTANTE e Charlie só descobriu isso vendo:
                       - AAAAAAAAAAAA ESSE CACHORRO ACABOU DE SOLTAR UMA FLECHA...PELA BOCA!!! -Gritou,mas Guto não ouviu.
                                                Só depois do caso ele conseguiu falar com Guto,mesmo muito abalado e assustado:
                           - A gente precisa exterminar esse cachorro,porque ele vai acabar com a raça humana. -Disse ele.
                 Guto sequer estava lá,estava no seu quarto rezando o terço 100 vezes,mas Charlie tinha uma meta a si mesmo:
                           - Eu vou acabar com esse cachorro,nem que acabe comigo mesmo.
              Muitas e muitas tentativas de Charlie por água abaixo até que o carteiro trouxe uma carta de urgência para Charlie:
                                     "Oi Charlie você está vivo??Se não estiver não leia isso.então já que o mundo vai acabar,quero que você fique com os meus bens preciosos: minhas roupas e uma foto nossa no banho até.
          Gu@##@%¨,ou Guto
       Isso foi mais um incentivo para Charlie e na última batalha que podia ser até do mundo, acabou para Charlie em 13 segundos.Encurralado,era o fim para Charlie mas,o carteiro passou bem na hora e como a lógica diz: cachorros gostam de carteiros ele foi atrás dele.
  • As incríveis aventuras dos irmãos Pinheiro edição 1 de 20

    Essa história é real,mas apenas se você acreditar que é.
             Num laboratório,numa noite sombria sem estrelas no céu,havia um cientista vindo muito rápido,sem perceber que estava esbarrando em todo mundo,e o motivo de tanto entusiasmo é que tinha terminado a coisa que daria a qualquer ser humano,o maior poder de todos. Assim,foi falar com seu chefe.
              -Pronto chefe,terminei o que o senhor queria,está aqui nessa maleta. - Disse ele
              - Muito bem,agora eu não precisarei de você. - Respondeu o chefe.
              - Mas...mas senhor???Não foi você que disse que eu sou o seu braço direito???. - Disse o cientista muito surpreso
              - Era,mas tudo tem um fim. - Disse o chefe. - E não só seu trabalho terá fim,mas também sua vida.
        Nessa hora,a maleta começou a brilhar num verde escuro e houve uma explosão. Até hoje,não se sabe o que aconteceu e quem sobreviveu,mas o que eu não sabia era que eu e meu irmão Luca iriamos descobrir.
               Se completava 25 anos do acontecimento no laboratório,e de manhã estava apostando corrida com meu irmão Luca,que mesmo sendo o mais novo era muito alto com um cabelo ruivo e longos,e as vezes tinha expressões vazias. E eu,sou Lucas um garoto baixo,com dentes de coelho,com cabelo social e preto e vivo sendo chamado de ''fofinho'' mesmo com 12 anos. estávamos correndo até que ouvimos uma voz:
         - Bom dia crianças!!! - Disse senhor Fill,um velhinho que diz ter perdido a esposa no acidente no laboratório.
         - Não podemos falar agora,desculpe. - Respondi
       Nós chegamos num beco escuro e sem ninguém lá dento e nos deparamos com uma mala:
          - O que é isso??? - Falei
          - É uma mala,não está vendo??? - Respondeu Luca
          - Não mané,é o que tem dento dela. - Rebati
       Dentro dela tinha duas mascaras,só que fomos curiosos demais e colocamos elas e fomos parar em outa dimensão: 
         - Ei,estava procurando vocês,é hora de vocês baterem as botas!!!!

        
       continua...
  • Assassino Familiar

    Todos estavam festejando e brindando com as suas caras garrafas de champanhe em um pequeno círculo. Era fim de ano e toda a família estava comemorando por estarem bem e juntos em uma bela cobertura de frente para o mar. Não era uma família muito grande, tendo uma esposa e seu marido, que tinham uns 45 anos, e seus 4 filhos: um casal de gêmeos com 20 anos, uma menina com 18 e um menino de 15 anos. Antes mesmo da meia-noite e ainda com vários pratos à disposição para serem devorados, todos estavam dormindo e nem os fogos de artifício que brotavam de todos os cantos foram capazes de acordar essa família.
    O primeiro a acordar foi o jovem de 15 anos. Ele abriu os olhos bem devagar como se as suas pálpebras pesassem dezenas de quilos e percebeu que ainda estava de noite. Ele tentou se levantar jogando um dos braços para a frente para se apoiar no chão, mas não conseguiu e acabou com a cara no chão. Na queda, mordeu a língua e uma dor aguda foi direto para o seu cérebro, fazendo todos os músculos faciais se revirarem. Foi aí que percebeu que os seus braços e pernas estavam amarrados de maneira bem firme, chegando inclusive a doer um pouco. E o cheiro, o cheiro também era forte e confundia os sentidos. Ele vinha de todos os lugares: das roupas, das paredes e da enorme poça em que estava sentado. Finalmente percebeu que estava em uma piscina inflável que nunca tinha visto antes com outras três pessoas ainda desacordadas. Piscou algumas vezes tentando aumentar a velocidade dos seus olhos para fazer com que o seu cérebro pegasse no tranco. Depois de uma dezena de piscadas, percebeu que o cheiro era de gasolina. E que não era pouca, pois parecia que tinha uns três postos à sua volta em um dia bem movimentado de promoção. Sentiu o seu estômago se revirar por causa do cheiro e do medo crescente. Os seus olhos começaram a marejar, mas pouco antes de sua visão ficar encoberta pelas lágrimas identificou que aqueles que estavam ao seu lado eram a sua família com a exceção dos gêmeos.
    Ele não tinha forças o suficiente para voltar a ficar sentado, então foi tentando se virar de barriga para cima para tentar achar os seus irmãos. Quando se virou para o lado oposto, o seu rosto ficou paralisado tentando entender o que estava acontecendo. Ele viu a sua irmã segurando uma faca enquanto encarava o gêmeo que estava amarrado em uma cadeira de madeira. Ela sorria com os seus olhos vidrados no gêmeo, sem desviá-los nem mesmo por um segundo. Ainda deitado no chão, ele tentou falar alguma coisa, perguntar o que estava acontecendo, o porquê disso tudo ou qualquer outra coisa que levasse a algum diálogo, mas só conseguiu balbuciar alguns sons sem sentido. Foi o suficiente para que ela virasse o rosto. Embora os seus olhos parecessem aterrorizados, o sorriso macabro continuava em seu rosto. Ela deu alguns passos em direção a ele e ao resto dos seus familiares amarrados, mas repentinamente e bruscamente parou na metade do caminho. Ficou os encarando por uns 10 segundos antes de começar a falar:
    — Finalmente acordaram para o show! — a sua voz estava trêmula — Não é nada pessoal com nenhum de vocês, só quero me divertir um pouco. Se me deixarem em paz, a vida continuará! — ela voltou a andar na direção deles, levantou o irmão que estava no chão o deixando sentado e depois deu as costas e voltou a encarar o seu gêmeo. Durante toda a fala os olhos dela estavam marejados e assustados, mas o sorriso maníaco não saiu em momento algum.
    Todos da família estavam assistindo atentamente cada movimento que ela fazia sem pronunciar nenhuma palavra. Ela ficou olhando para uma mesa que, pela distância, a sua família não conseguia saber o que tinha nela. Depois de quase um minuto em que ficou quase sem se movimentar, a não ser por uns leves movimentos de não com a cabeça, ela pegou um martelo e um prego de uns 8 centímetros, posicionou o prego no joelho do gêmeo que não parava de repetir a palavra “não”, tomou distância com a mão, disse “sim” e com apenas uma martelada enfiou o prego inteiro bem na articulação do joelho. O gêmeo deu um enorme grito de dor e recebeu um soco por causa disso. Ele chorava como um recém-nascido e, talvez por causa do barulho, ela amordaçou o gêmeo. Os seus pais começaram a implorar para que ela parasse e por isso foram amordaçados também. Os outros dois irmãos não emitiram nenhum som. Eles olhavam, mas não acreditavam. Talvez pensassem que era um pesadelo ou que tinha alguma droga alucinógena no champanhe, aquilo só não podia ser real. Mas para o gêmeo era real e ficava ainda mais a cada minuto que passava e a tortura aumentava.
    Logo quando terminou de amordaçar os pais, voltou para o gêmeo e pregou o outro joelho dele. A família tentava desviar o olhar, mas sempre um acabava vendo alguma parte da tortura. As unhas sendo arrancadas lentamente com alicate ou rapidamente com pedaços de madeira embaixo delas, os diversos cortes feitos pelo corpo, a órbita ocular sendo arrancada com uma colher, a língua sendo arrancada com uma faca quente e as articulações sendo rompidas uma a uma. Essas foram apenas algumas das que eles tiveram estômago para ver. Normalmente elas aconteciam depois de um momento de alívio quando tudo ficava em silêncio. Esse silêncio era a esperança de que o gêmeo tinha morrido e que o seu sofrimento tinha acabado. Mas em todas as vezes ele só tinha desmaiado e em todas elas o gêmeo era obrigado a acordar seja por injeções de adrenalina ou por cheirar amônia, a tortura tinha que continuar.
    Ela só acabou depois de umas duas horas quando ela encharcou o corpo do gêmeo com gasolina e ficou parada na frente de todos com o seu maldito sorriso e com lágrimas saindo dos seus olhos.
    — Todos nos comportamos muito bem e por isso vamos sobreviver. Logo tudo isso irá acabar e poderemos voltar a viver nossas vidas normalmente. — Ela acendeu o isqueiro e ficou com ele no ar de olhos fechados enquanto as lágrimas aumentavam. Depois de uns quinze segundos a sua mão ficou mole e o soltou, caindo em uma poça de gasolina no chão e iniciando um incêndio sobre o corpo do gêmeo. Todos da família assistiam sem acreditar no que os olhos viam, quietos, pasmos. Eles viram o fogo atingir primeiro as pernas do gêmeo, fazendo com que os músculos da panturrilha se contraíssem em meio aos gritos de dor. Quando o fogo atingiu a barriga e o peito, os punhos já estavam fechados, mas os músculos da nuca se enrijeceram forçando o pescoço a virar a cabeça para o alto como se os seus gritos praguejassem contra um deus cruel. Até que um silêncio quase total atingiu a cobertura, a não ser pelos choros e pelo baixo estalar do fogo. O gêmeo agora parecia uma estátua de pedra completamente cinza e sem vida, mas que ainda transmitia a dor e o sofrimento que a artista queria provocar.
    Logo depois que os gritos acabaram, o resto da família foi dopada novamente e posta para dormir. Eles só acordaram quando a polícia chegou e todos esperavam que os policiais dissessem que tinha sido só um pesadelo. Quando era confirmada a realidade, o choro intenso voltava a acontecer. A gêmea também foi encontrada desacordada e quando voltou a consciência não parava de repetir que foi forçada a fazer tudo. Durante os depoimentos da família à polícia, tudo a apontava como culpada, mas ela insistia em sua inocência. Segundo sua versão, ela também foi dopada e acordou um pouco antes de todos. O seu irmão gêmeo já estava amarrado e, por mais que tentasse, não conseguia tirar o sorriso do rosto que parecia pregado na face. Foi aí que começou a ouvir uma voz em seu ouvido direito como se tivesse outra pessoa falando em um ponto nele. Era essa voz que estava ordenando cada ação que ela fazia e, se sequer hesitasse em obedecer, a voz dizia que toda a sua família iria sofrer e morrer por culpa dela. Então ela teve que decidir quantos iriam morrer e ela optou pela opção que tinha menos vítimas.
    Apesar de uma extensa investigação, nenhuma prova que sustentasse a versão dela foi encontrada. Não havia sinal de toxinas em seu organismo que pudessem ter causado o sorriso e nem algum vestígio de qualquer equipamento eletrônico que pudesse justificar as vozes em seu ouvido. Quase toda a sua família acreditava que ela era um monstro, com exceção do seu irmão que se apegava ao terror que viu nos olhos dela no dia do ano novo. Mesmo com o apoio dele, ela foi condenada a quase cem anos de prisão em um hospital psiquiátrico. Será nele onde passará o resto de sua vida como uma vilã sádica para alguns e, para outros, como uma heroína que se sacrificou para que sua família pudesse sobreviver.
  • Azul sempre foi a cor mais quente

    Azul sempre foi a cor mais quente
              Eu já havia lido light novels na internet. Acho esse gênero literário tipicamente japonês adequado ao nosso frenético século XXI. Não vamos confundir com contos ilustrados, pois, cada título é lançado periodicamente, formando um ou vários volumes. Além disso, a narrativa se ampara nos diálogos, e não nas descrições. Períodos curtos, linguagem sintética e acessível. Ótimas para iniciar alguém na leitura.
              No Novembro Negro, eu adquirir alguns títulos na Comix Book Shop, loja que todo leitor de quadrinhos ou otaku deve visitar. Comprei mangás nacionais e uma light novel. Pela primeira vez eu iria ler uma obra desse gênero impressa. A novel é um spin-off da franquia multimídia K. O livro é intitulado K: Side Blue, em volume único. A obra é escrita por Furuhashi Hideyuki (GoRa) e ilustrada pelo Suzuki Shingo (GoHands).
              A obra segue a rotina da organização Scepter 4, que tem seus componentes formados por espadachins com capacidades sobre humanas. O órgão é ligado ao governo japonês, e está sob liderança de Reishi Munakata, “o Rei Azul”. O objetivo desses leais espadachins é combater os denominados “sensitivos”, pessoas que também possuem poderes especiais, os “Betas”.
              O “protagonista” da trama, se é que podemos falar dele assim, é Takeru Kusuhara. Kusuhara era um jovem policial que acabou entrando em contato com “Betas” e de modo inesperado, desenvolveu seus poderes psíquicos. Ele é convidado para entrar na Scepter 4, mas para isso, terá que dominar as suas habilidades e saber manejar o seu sabre. Ao longo de sua trajetória, ele conhece o sombrio Gouki Zenjou, seu misterioso veterano.
              Reishi Munakata parece até pouco na obra, embora estampe a capa. O vemos em ação em momentos decisivos, mas só. Kusuhara opera mais como um alivio cômico, embora tenha destino trágico. Quem rouba a cena da light novel é Zenjou, o espadachim de um braço só. A escolha é interessante. O relacionamento entre os personagens e a virada da trama são excelentes.
              Aparece muitos termos originais, mas todos possuem nota de rodapé. A ação da obra é de cunho intimista, desenvolvendo mais os conflitos internos dos personagens. A obra tem uma história coesa e fechada em seu tomo. Tem bastante humor, e até um pouco de fanservice, nada demais, achei bem leve. As ilustrações são medianas, parecem mais o reaproveitamento dos modelos de personagens do anime de K, mas representam bem as cenas do livro.
              A leitura foi rápida e bem fluída. Achei alguns períodos muito longos, sem vírgulas ou aposto. Eu confio na tradução da Karen Kazumi Hayashida, sei que foi publicada em 2012, mas ela já tinha experiência com tradução. Senti falta mesmo foi de uma melhor revisão, Fábio Sakuda e Patricia Pereira Homsi poderiam ter feito um trabalho de adaptação bem melhor.
              Acho que se você quiser uma leitura descompromissada, leve, se deseja conhecer a narrativa de uma light novel ou se iniciar no mundo da leitura, essa obra é a certa para você. Mas se você quiser conhecer a franquia, eu recomendaria o anime ou mesmo os mangás. Ela se passa antes de alguns acontecimentos da obra original, foca em um lado da história, então não serve como introdução.
              A obra possuí 190 páginas divididos em 6 capítulos. Tem orelhas em capa cartão, capa e contracapa ilustrada. Tem uma galeria de personagens logo no início, cada capítulo tem uma ou duas ilustrações, algumas em páginas duplas, todas preto e branco. O papel do miolo é offwhite e de baixa gramatura. Eu recomendo por ela ser volume único e apresentar uma história que mesmo quem não viu ou leu K pode entender.
    Para adquirir com descontos, acesse aqui:
    Link 1 – https://www.lojanewpop.com.br/k-side-blue
    Link 2 – http://www.comix.com.br/k-side-blue.html
  • Bem-vindo ao Mundo Fantástico

    Minhas produções preferidas na cultura pop são àquelas voltadas para a ficção fantástica. Esse tipo de obra reúne a fantasia, a ficção científica e o terror, somado aos seus mais variados subgêneros. Particularmente, produzo nas três vertentes, mas as que mais me dão prazer é a fantasia e a ficção científica, pois, esses dois me dão maior sensação de maravilhamento, motivo maior pelo qual os lemos.
                A fantasia brasileira nunca esteve tão ema alta como está agora. Desde antes do fim da primeira década desse século, já a partir de 2012, centenas ou até milhares de títulos de fantasia foram lançados no mercado editorial brasileiro pelos patrícios. O RPG de mesa, e outros board games que todos julgavam obsoletos tiveram incríveis mudanças e o ganho de um novo público. O mercado da fantasia se revigora em todas as frentes.
                Quando conheci a Cartola Editora através do site Antologias Abertas, fiquei surpreso e feliz da casa editorial se valer do financiamento coletivo para publicar os seus livros. Método esse que havia não apenas previsto, mas também proposto em artigos sobre escrita e publicação. Assim há maior engajamento dos leitores, desoneração dos autores e o tão esperado financiamento da editora.
                Para uma jovem editora como a Cartola Editora, o financiamento coletivo para além de uma necessidade é uma forma inovadora de produzir livros. Com alta aceitação de ambas as partes, eu incluso. Voltando ao site, reparei que durante o ano de 2019, a editora se propôs a publicar uma antologia por mês. A primeira tinha como tema a fantasia. Jamais perderia uma oportunidade dessa!
                A antologia O Encontro dos Mundos Fantásticos, organizada pela editora e uma das fundadoras, Janaina Storfe, recebeu o meu conto Caon contra o quibungo. Esse conto é uma fantasia que se passa no período Pré-Colonial. Conta o tipo de história que eu gostaria de ler mais: uma tribo indígena chamada Caiang recebe a visita de uma poderosa criatura, o quibungo Notala. Ele rapta o filho de Píriti, o morubixaba e exige um poderoso artefato em troca do garoto. Com a vida de seu filho em risco, ele recorre a Inteligência através da força. Para minha felicidade, meu conto foi aprovado.
                Depois do período dos trâmites legais, financiamos a obra durante um mês. Arrecadamos o dobro da meta, com direito a lançamento e tudo mais. Quando o livro chegou, mal pude acreditar na qualidade gráfica do livro, sem contar a seleção de textos maravilhosos da Janaina Storfe e a capa fenomenal do Rodrigo Barros, mais conhecido como Rodo, um dos editores e fundadores da antologia.
                Como toda coletânea de contos, vemos diversos estilos narrativos e subgêneros de fantasia. Alguns até de realismo mágico, o que também não deixa de ser fantasia. Eu gostei muito do resultado e fico feliz de dividir espaço com tantos escritores talentosos. Nenhum conto sou destoante da antologia. Há contos para todos os gostos, e muitos, assim como o meu, são inspirados no nosso folclore e se passam no Brasil.
                Como sempre faço em resenhas de antologias longas como essa, vou analisar dois contos que eu mais gostei, e dois que eu menos gostei. Esses critérios são subjetivos e visam dar uma dimensão do que o leitor encontrará na obra. Isso reflete apenas a minha opinião e não é uma verdade universal. Bom e que o leitor possa ler o livro e ter sua própria opinião sobre o assunto.
                O primeiro conto que eu mais gostei é A maga na torre, conto da Thaís Scuissiatto. Para mim, foi em termos de roteiro, o mais inteligente. Ada, uma neófita em magia está prestes a cumprir uma última prova para se tornar uma maga de verdade. Um Conselho de três magos a leva para o topo de uma torre e dão um prazo de três dias para ela descer até a campina, usando apenas as suas habilidades e estranhos objetos dispostos numa mesa. Qual dos estranhos artefato ela vai escolher e como ela conseguirá cumprir sua missão antes do prazo se esgotar? Parabéns a essa autora, pois, para além da pirotecnia da fantasia, ela fez uma situação corriqueira algo fantástico, com muito suspense e um tirada genial.
                O segundo conto que mais gostei foi O homem, a moral e a fera, da cartolete Tábatha Gagliera. Esse é o conto que me atraí muito a minha leitura. Jamais poderia ler um texto tão rico em expressões e profundo em significados e ignorar! Com um pé no realismo mágico, vemos uma fantasia em que um certo homem faz uma viagem para dentro de si mesmo e caba se deparando com um cenário ao mesmo tempo comum e distante. Lá, duas entidades o interpelam, a primeira se apresenta como a Moral, a outra, é conhecida apenas como Fera. As duas tentam convencer o homem com diversos argumentos sobre a liberdade. Essa obra mostra que fantasia pode sim explorar e fazer debates mais profundos da nossa realidade e sobre nós mesmos. Fantasia não precisa ser desmiolada, ou non sense, ao contrário, pode filosofar e questionar também.
                Os dois contos que eu menos gostei, não significa depreciar o trabalho do colega, ao contrário, apenas tive menos conexão com Um toque de um mundo fantástico, da autora Fabiane Rodrigues da Silva. Achei a narrativa um pouco infantil e a trama não me trouxe nenhum questionamento mais profundo. Agradará um público mais infante, de fato. Alium do escritor Guilherme de Oliveira não é de todo ruim, mas parece ser um prólogo de algo maior, algo que não dá para ser desenvolvido num único conto. Um grupo de garotos chegam a um mundo fantástico, e são impedidos de voltar, ficamos sem saber quais as consequências práticas de suas vidas nesse lugar. As vezes esses finais em aberto nos dão uma sensação de quero mais, noutras uma sensação de incompletude.
                A antologia conta com 35 autores selecionados, mais um conto do Rodrigo Barros. São ao todo 43 contos, nos mais diversos subgêneros da fantasia, desde a alta fantasia até o dark fantasy, tudo disposto em ais de 200 páginas de ótima literatura. O livro possui orelhas, papel pólen 80 g/m2 e um marcador de páginas exclusivos. A obra possuí pouquíssimos erros, não são nem perceptíveis e uma segunda revisão vai tirar de letra.
  • Caçador de Lendas

    Natal-RN/Brasil.
    Um garoto de nome Harley,estava na escola,e foi desafiado.
    -Eu duvido que você a chame!
    -Pode ser mas...
    -Vai amarelar é?
    -NÃO!
    -então,as dezesseis horas hoje você vai.

    Apos as aulas de português,história, matemática,artes e educação física,se passou exatamente 2 horas.
    -vai lá prima e faz o que te falei.
    -certo.
    Ela entrou,fez coisas que não posso citar.
    Apareceu uma menina loira,de cabelos que tampam o seu rosto,vestido branco com um perfume inexplicável. A prima:
    Gritou BEM alto.
    Chutaram a porta e se deparam com a lenda urbana na escola estadual.
    -E-Essa loura dá...
    -Calafrios!
    Harley,um jovem espadachim,saca a espada para combater tal demônio.
    Conseguiu dar um belo murro na cara, que fez sangrar sangue preto. Apavorante era! Ela (Loira),levanta seu cabelo que encobre os olhos e parte do nariz. O que veram,foi uma menina sem orbita nos olhos,preto,negro.
  • caçadores da meia noite ( capitulo 1 )

    Todos olhavam para um homem que caminhava com uma criança em seu colo . a criança chorava, e seu choro era ouvido por todos . o homem tinha um grande ferida em sua barrica onde ele colocava a mão , caminhava devagar parecia que perderia todas as forças a qualquer momento e aos poucos começara a chover .
    Caia uma chuva gelada e sem vida que espalhava o sangue no chão ,o homem agora estava quase a frente de um orfanato onde colocara um garoto e deixava uma carta manchada com seu sangue , o homem então sussurrou algumas palavras para o garoto e depois se virou , havia um grande platéia parada vendo o esforço dele . uma das pessoas que olhava tentou ajudar mas foi parado por um homem de cabelos castanhos com estranhas vestes cinzas escuras.
    - não – o homem falou como se estivesse preste a chorar a qualquer momento
    O outro homem com uma roupas manchada de sangue apenas observou seu amigo caminhando para longe , parece que não tinha notado todas as pessoas olhando para ele e então com um ultimo suspiro caiu no chão
    O homem com cabelos castanhos caídos ate sua cintura chegou perto dele e fechou seus olhos e falou.
    - bom trabalho – agora se afastava quando varias pessoas gritavam e corriam para velo ali caído , o homem com seus cabelos castanhos molhados pela chuva fria estava segurando suas lagrimas.
    E com um grande barulho o garoto acordará de seu sonho profundo e estranho , seu despertador estava tocando em cima da escrivaninha o garoto desligou ainda sonolento e cansado levantou de sua cama quente e aconchegante , vestiu uma flanela azul por cima de uma camisa preta amassada, abotoou devagar , colocou seus tênis rasgado e velho caminhou pelo o corretor e entrou no banheiro , se olhou pelo espelho e então viu sua própria imagem , um garoto com cabelos bagunçados , olhos escuros , magro .  se olhou por mas um tempo no espelho depois abriu a torneira e lavou seu rosto , desceu as escadas e finalmente estava em uma pequena sala que estava ocupada por varias crianças , que estavam interditas brincados com os poucos brinquedos que tinham . continuou caminhando sem olhar para os lados entrou na cozinha encheu uma xícara com café e pegou um pãozinho , olhou para o relógio e começou a comer o pãozinho e a beber o café mas rápido parecia que estava atrasado para ir a escola . terminou de comer e começou a caminhar tanto os passos apressados abriu a porta e então se lembrou . tinha esquecido a mochila em seu quarto, abriu a porta e começou a correr , subiu as escadas ( quase caiu no ultimo degrau ) caminhou por grande corretor , abriu a porta ferozmente pegou sua mochila que estava jogada em um canto.
    Voltou a descer o mas rápido que pode , correu em direção a porta saiu e começou a correr atravessou duas ruas dobrou três esquinas e ao longe ainda ouviu o som da sineta que indicava que a aula tinha começado , o garoto agora parou de correr e começou a caminhar e chutar uma pedra ate chegar no grande portal fechado que estava impedindo sua entrada . ficara ali por mas de um minuto pensando alguma desculpa para dar ao seu professor e então novamente ouviu o som da sineta mas agora indicava que era o intervalo ouvia se passos vindos das escadas . quanto menos esperou avistou seu professor caminhando em sua direção .
    - atrasado novamente Edward
    - a prof. Gabriel..... 
    Mas  logo foi interrompido pelo professor
    - não venha com desculpas 
    Ed ficou quieto em quanto via o professor mexendo nas chaves colocando as na tranca e tentando abrir , logo mudava para outra e outra  ate que finalmente conseguiu abrir a porta . Edward entrou rápido e ele logo fechou a porta travando a novamente . o homem agora não falou nada apenas fez um gesto para Edward segui lo e foi o que ele fez , caminharam pelo grande pátio onde varias pessoas ficaram olhando e tanto risadas ou cochichando em quanto ele passava . os dois entraram para dentro do colégio e subiram as escadas , caminharam por um corretor , e entraram na ultima porta a esquerda .
    - qual foi o motivo do atraso – falou o prof. Gabriel fechando a porta
    - bom.... eu...
    - tem desculpas – interrompeu o prof. Gabriel
    Edward não falou nada agora baixou a cabeça e se preparou para ouvir o seu professor falar .
    - estou ficando preocupado com você  - falou seu prof. Gabriel caminhando de um lado para outro
    Ficaram ali conversando ate acabar o recreio , o sinal bateu novamente e agora era a hora de todos voltarem  as salas de aula , e logo foram entrando vários alunos na sala e sentando nas cadeiras , o professor chamou a atenção e voltou a explica sobre o romantismo ( aula de literatura ) .
    - O romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que durou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa –  falava o prof. Gabriel andando de um lado para o outro.
    A aula parecia não acabar nunca, Ed ficava olhando o relógio   pendurado na parede la no fundo da sala , e seu professor não parava de explicar e passar atividades no quatro negro . ate que finalmente soou a sineta pela ultima vez naquele dia agora falava que era o final da aula , todos começaram a guardar seus matérias e a caminhar em direção a saída .
    - bom nossa conversa ainda não terminou – falou seu professor olhando para Ed
    Edward parou na frente da porta aberta , virou se para ele e então perguntou
    - não terminou
    Mas antes que pudesse falar mas alguma coisa seu professor o interrompeu  
    - não , ainda não terminou
    Agora se fez um silencio , a sala de aula estava quase vazia , só tinha os dois La dentro e o único barulho que tinha era do relógio pendurado na parede . Prof Gabriel parecia esperar alguma resposta de Ed mas o que ganhou foi apenas o silencio dele .
    - bom , pelo jeito não tem nenhuma desculpa  -  ele se levantou da cadeira e começou a apagar o quadro
    -  prof. Gabriel e que... – Ed parou de falar e começou a ouvir barulhos estranhos vindo de fora sala
    Caminhou ate a porta e olhou para o vasto corredor mas não vira nada
    - e que – continuo seu professor agora arrumando as classes
    Ed voltou sua atenção ao professor e começou a ajuda lo a arrumar as classes silencioso sem fazer nenhum barulho e quanto pensou em falar novamente foi interrompido por outro barulho vindo do lado de fora da sala de aula .
    - pelo jeito você não quer me contar – falou seu professor com os braços cruzados
    Ele caminhou ate sua classe e pegou seu material se aproximou de Ed e então falou
    - bom não vou obriga lo a me falar , mas não chegue atrasado novamente  - ele falava  tanto tapinhas nas costas de Ed
    Eles saíram da sala e seu Professor pegou as chaves para fechar sua sala , um silencio ficou em quanto ele fechava aporta , Ed estava tentando ouvir de onde vira aquele barulho mas testa vez não ouviu nada . O prof. Gabriel fechou a porta e eles caminharam  pelo corretor agora escuro em direção as escadas .
    - bom – falou Ed colocando as mãos no cabelo
    Estava tentando puxar assunto , mas foi a pior coisa que ele já fez 
    - vai me contar o motivos do atraso – falou seu professor com um dom rigoroso
    Ed não respondeu ficou calado em quanto desciam os degraus da escada
    - foi o que pensei
    Seu professor Gabriel era um cara legal , usava um moletom com o símbolo do colégio era gorducho e baixo tinha uma barba falhada e cabelos muito curtos e um homem muito esperto divertido , pelo menos quanto não esta pegando no pé de Edward . ele era o único que se preocupava com ele nem no orfanato as pessoas pareciam se importa. Finalmente desceram o ultimo degrau e agora caminhavam em direção a porta onde deixava Ed muitas vezes para o lado de fora .  agora estavam no lado de fora do colégio Ed observava seu professor fechar a portão e gateado , guardou a chaves em seu bolso e se dirige ao seu carro , ele abriu a porta e então se virou .  
    - você não quer uma carona ate o orfanato
    O garoto se virou e então falou
    - não , prefiro ir caminhando
    - bom tem certeza
    O garoto confirmou com a cabeça
    - então ate amanha , a e não chega atrasado amanha
    O homem entrou no carro ligou , Ed ficou olhando o carro se afastar ate ele desaparecer quanto virou uma esquina . Ed virou se então e começou a caminhar desanimado pois já não agüentava ficar naquele lugar , não agüentava ouvir aquelas mulheres mas ainda faltava muito para ele completar seus dezoito anos , fazia apenas dois meses que completara seus quatorze , caminhava devagar , olhava para baixo a vontade que tinha era de fugir daquele lugar  . a volta ao orfanato sempre parecia ser muito rápido mesmo quanto ele parava no meio do caminho ou diminuísse os passos ao Maximo que podia , fazia todo o dia o mesmo caminho para ir e voltar , ficava a tarde inteira fazendo a mesma coisa era como se ele ficasse preço no mesmo dia.
      Ao longe já tava pra ver o orfanato com seus grande muros e bem no meio havia um grande portão com suas grades enferrujadas , o garoto entrou dentro e ali havia um pequeno parquinho onde muitas crianças brincavam a tarde inteira mas agora estava vazia e isso só significava uma coisa estavam todos almoçando , e era o que ele mas odiava sentava numa mesa cheias de crianças e tentava comer o mas rápido possível , o resto da tarde tentava ficar o mas longe de todos , ou se isolava em seu guardo ,  a única coisa que ele gostava de fazer era ler livros ou desenhar , muitas vezes ficava observando algumas pequenas criaturas , mas o que era mas estranho e que ele era o único que conseguia velas , e quanto contava para alguém falavam que era sua imaginação ou pensavam que era amigos imaginários
    Quanto entrou dentro do orfanato viu o que mas temia a pior parte de seu dia , havia varias mesas e estavam cheias de crianças ali comendo seu almoço alegres , aos poucos elas iam saindo e eram levadas ao banheiro para escovar os dentes , e depois voltavam a brincar . a outra pior parte era quanto vinham pessoas para visitar o orfanato e pareciam se espantar a ver suas condições era um orfanato velho , tinha uma pintura laranja que com o tempo fora desbotando , por dentro era empoeirado , tinha aspecto sujo , nos fundo havia um pequeno jardim cheio de bancos e mesinhas e cobertos com flores que agora estavam murchas e sem graças . muitas crianças eram ato dadas. Mas as crianças maiores que já tinham seus treze anos ou mas eram deixadas de lado , muito adulto tinham a preferência por crianças menores , que tinham seus oito ou nove anos .
    Ed almoçou quanto a maior parte das crianças já tinham saído , e estavam brincado no pátio , na mesa tinha um único prato com um pouco de feijão e arroz , que já estava frio , ele comeu e então subiu as escadas , entrou em seu quarto largou a mochila em um canto puxou um caderno de desenho que agora estava com poucas folhas brancas . sentou se na escrivaninha perto da janela e dali começou a desenhar as pequenas criaturas . eram pequenas tinham cabeções e bem muito chatos . muitas vezes elas derrubavam as crianças e riam  delas . e assim fora sua tarde desenhava , as vezes lia livros , as vezes ficava isolado em um canto do pátio . ate que finalmente ia escurecendo e com isso as crianças eram chamadas para se recolher . o céu agora não era mas claro mas sim escuro estava coberta por nuvens negras e não te morou muito para começar a cair os primeiros pingos de chuva  , que ficavam mas forte , naquele dia  todos foram se recolher muito cedo , todos estavam em suas calmas em voltas das oito em ponto . tendo em minha cama mas não estou com sono , e pelo jeito não vai aparecer tão cedo , não tenho nada para fazer não ser ver a chuva cair e exatamente isso o que irei fazer.
    Levantou se da cama sentou numa cadeira e ficou ali vendo a chuva cair , pátio inteiro estava escuro , e sem graça , as única pessoas felizes eram as pequenas criaturas que dançavam em círculos embaixo de uma grande arvore velha . logo a chuva começou a cair mas rápida e mas grosa e com isso veio os primeiros trovoes que clarearam o pátio por alguns segundos . o garoto continuava a observa as pequenas criaturas com seus sorrisos meio psicopata e assustador , logo veio outro raio fazendo barulho e iluminando o pátio , mas por algum motivo o coração de Edward começou a bater com mas força , tinha avistado naquela mesma arvore a sombra de um homem  , mas não tinha certeza será que seus olhos tinha pregado uma peça nele . esperou outro trovão cair para clarear o pátio e tiram suas duvidas . logo veio outro trovão que clareou todo o pátio por segundos e a mesma arvore onde pensou der visto alguém estava vazia , nem as criaturas estavam mas lá . o garoto suspirou e então decidiu fechar a janela e deitar se e sua cama .
    Estava tirando sua roupa e colocando um pijama azul fraco listrado que fazia conjunto a sua calça . deitou se em sua cama e se tampou com dois cobertores e logo fechou seus olhos . mas não ficou muito tempo com ele fechado , ouvira outro barulho agora vindo de baixo , mas esse ele não conhecia , era um barulho alto que Foi acompanhado por passos vindo da escada que indicava que alguém estava subindo ou desvendo  . por algum motivo subira um arrepio ate sua nuca deixando seus pelos em pé e fazendo seu estomago embrulhar .
    Ficou mas um tempo ali deitado reunindo forças para levantar e ver o que era , esperou mas um tempo e então levantou abriu a porta e caminhou pelo corredor escuro e frio , todas as luzes piscavam como se fossem estourar a qualquer momento , chegou perto da escada , desceu devagar ate chegar ao ultimo degrau e quando chegou parece que levara um soco direto no estomago
    Havia uma mulher caída no chão e em cima dela uma estranha criatura vestida totalmente de vermelha , usava um capuz que cobria totalmente seu rosto , Edward que estava perto da escada parecia ter perdido toda as suas forças só ao olha para aquela terrível cena . se assegurou com força em só um lado da escada fazendo barulho , a criatura olhou para ele , e as luzes apagaram se todas de uma vez só . a única luz agora que tinha era a da cozinha e isso o que o garoto fez caminhou para la fazendo todo seu esforço . mas era tarde demais logo saíra outra daquela criaturas . e começou a flutuar para sua direção o garoto ficou parado sem reação e quanto menos viu estava cercado . viam de todas as direções que ele podia imaginar e só com a presença delas Edward perdeu todas as suas forças  . ele caminhou e se escorou na parede mas próxima para se manter em pé e quanto notou estava sento tocado por todas .
    Seus rostos encapuzados estavam perto dele , varias mãos esqueléticas em constava em seu corpo quente , seu estomago fez um nó , suas pernas começaram a tremer , tudo parecia ter perdido o sentido , toda a vontade de viver parecia ser tirado dele . suas visão começou a ficar embaçada sua mente parou de responde não tinha como escapa . e o único pensamento que via a sua cabeça era ‘‘ me matem de uma vez’’ .
    Mas logo ao longe viu uma luz branca e forte , e vários gritos mas talvez já era tarde demais . tudo ao seu redor tinha escurecido e a única coisa que ouviu antes de apagar foi
    - aguente firme
  • caçadores da meia noite (capitulo 2)

    Um homem caminhava admirando obras de artes tão antiga e raras, seus passos faziam eco no museu vazio, não havia ninguém apenas ele que caminhava tranquilamente sem preocupações. Ate que não muito longe dali ouviu uma voz
    - parece que eu não sou o único
    Ele olhou para trás e ali viu um homem com longos cabelos ruivo penteados para trás, usava uma camisa social com uma gravada e por cima usava um terno, o homem tinha uma barba muito bem feita. O outro homem que parou de observa um relógio velho e enferrujado.
    - o que um homem como você quer – o homem tinha um olhar feroz
    - bom curiosidade – falou o homem arrumando sua gravata
    O outro homem caminhou para frente e colou uma de suas mãos para trás e puxou uma varinha velha e toda arranhada
    - lutar num lugar assim – falou o homem ruivo
    O outro não respondeu apenas apontou a varinha para ele
    - parece que não tenho escolha – falou o homem ruivo tirando sua varinha
    Ele a apontou para o homem que era tão deslumbrante quanto ele, tinha cabelos pretos curtos penteados para o lado, usava uma camisa preta, calças Jean e um tênis velho rasgado. O homem ruivo pareceu admirado ou ate irônico demais ao falar tal palavra, mas mesmo assim não tinha a intenção de lutar.
    - você tem certeza estamos num museu – falou o homem ruivo  
    Mas o outro homem pareceu não dar bolas continuava a segura firme a varinha e em poucos instantes pronunciara uma magia que se fez sair raios da ponta de sua varinha. O homem ruivo esquivou por pouco, se escondeu de atrás de uma estátua.
    - não seria necessário lutar se você, não estivesse aqui – o homem de cabelo preto caminhava contornando a estatua.
    O homem ruivo saiu e pronunciou outra magia tão rápida quanto o outro homem, saiu um grande raio avermelhado de sua varinha, mas errou o alvo acertou uma estatua que agora estava despedaçada no chão. O outro homem não saiu do lugar ficaram ali parados tanto risinhos.
    - nata mal – falou ele irônico
    - eu não riria se fosse você – falou o homem ruivo
    Os dois apontaram a varinha um para o outro e ao mesmo tempo saíram raios vermelhos e pretos que colidiram um com o outro por algum tempo, eles ficara parados com as varinhas tentavam não cair manterá os dois raios que lutavam ferozmente concentrados por horas mas logo saíram do controle , os raios estavam  indo por toda parte , destruía tudo que atingiam , o museu logo ficaria todo destruído . Mas nenhum deles cederia ate que outro raio apareceu atingindo os dois homens.
    - hora, parece que cheguei na hora certa
    Os dois olharam para um canto e da sombra saíram um homem com longos cabelos negros que caia ate sua cintura, estava usando um casaco rasgado que mostrava o corpo magro. Seu rosto era pálido e seus olhos estavam totalmente negros, junto a ele tinham duas criaturas encapuzadas. Ele apontou a varinha para os dois fazendo colidirem numa parede e logo falou.
    - estamos procurando a mesma coisa – tinha um sorriso malicioso
    Os dois homem que travavam uma luta entre si estavam sento enforcados e flutuavam a cinco palmos do chão , um deles sorrira fazendo o outro apertar a varinha com mas força e enforcado mas . Ele caminhou e quanto chegou lá o relógio já não estava ali
    - bom acho que vocês são grandinho demais para brincar de esconder não e – o homem pálido parecia, mas feroz que antes 
    E com um movimento brusco com a varinha fez o dois voarem em direção a outra parede.
    - onde esta – falou ele, mas feroz que antes seus olhos negros estavam agora vermelhos
    O homem de cabelos curtos levantou e então disse
    - nunca vai pega lo sua criatura imunda – seus risos eram dolorosos e sem gloria
    O homem estava feroz apontou sua varinha para ele mas agora era tarde demais ao longe se ouvira o som de um relógio cuco e dali o sonho fora interrompido quanto um garoto abriu seus olhos e acordou com sua respiração ofegante e seu rosto e sua camisa estava encharcada de suor , um suor frio que faria subir calafrios em todo o seu corpo . o garoto demorou para notar mas não estava mas em seu guardo no orfanato  , estava em um lugar diferente onde fora acordado com um relógio cuco que soltava um passarinho .
    - cuco, cuco
    Outro sonho estranho ocorrera ali, mas não estava preocupado com isso, pois pelo jeito não estava, mas no orfanato, não estava em seu quarto, estava deitado numa cama velha onde as paredes pareciam mofadas e sem vida, tinha uma janela aperta mostrando o dia claro e quente que fazia ali fora. O garoto levantou com os pés ainda tremendo e logo caiu no chão todo o seu corpo doía fazendo gemer de dor. Pareceu que tinha sido esfaqueada, mas ao levantou a camisa vira marcas de mão que estavam em todo o seu corpo e logo lembrou as terríveis criaturas. Ed tentou levantar ainda com as pernas fracas, mas logo caira novamente no chão fazendo barulho suficiente para acorda todas as pessoas que talvez estejam vivendo nessa velha casa.
    Ficou ali caído tentando levantar, mas logo pensou em desistir ate que abriram a porta do quarto onde estavam e o viram ali no chão, o garoto se contorceu pra ver quem era e para a sua surpresa viu seu professor, ele ajudo Edward a se levantar e a sentar novamente na cama.
    - você ainda esta fraco – falou seu professor preocupado
    - mas professor. – antes de terminar o que ia falar foi interrompido
    - me chame pelo meu nome
    Edward parou suspirou e recomeçou
    - Gabriel o que eram aquelas coisas – Edward voltou a respirar mas pesado cada vez que lembrava daquelas criaturas mas a resposta que ganhou foi
    - agora não e hora para isso, você tem que descansar
    Gabriel levantou pegou um remédio e deu para Ed tomar por cima tomou um longo gole de água para tirar o horrível gosto do remédio, Ed tentou levantar novamente, mas não consegui , parecia que suas pernas tinham perdido todas as forças.
    - descanse – falou Gabriel caminhando em direção a porta
    - espere
    Ed tentara falar alguma coisa, mas no meio da frase tinha perdido a sua voz, pois ali na porta estava dois olhares curioso , haviam dois garotos iguais olhando para ele  , mas logo saíram junto com Gabriel . Ed ficou um tempo preso no quarto e quanto alguém entrava não falava com ele, pareciam ignora lo, mas logo depois houve barulho vindo das janelas aperta e ali viu os dois garotos que olhavam para ele.
    - hein garoto – falou um deles
    - ah – disse Ed perdido
    - aqui na janela nos ajude – falava os dois garotos agora
    Ed olhou para a janela e viu dois garotos fazendo esforço para entrarem, ele se aproximou ainda fraco, mas com força jogou seu corpo para trás fazendo um dos garotos entrarem para dentro do quarto . o garoto que estava dentro do quarto levantou e puxou o outro para dentro .
    - valeu irmão
    - disponha – falou o outro
    Ed levantou devagar e sentou se na cama, começou a fazer barulho para chamar a atenção dos dois
    - ah e – falou o outro garoto
    Os dois se aproximaram curiosos e tocaram Ed que tentava se esquivar deles
    - cara, como você sobreviveu – falou um dos irmãos curioso
    - que?
    - você sabe aos andarilhos da noite – falou o outro sentando na cama
    - andarilho – falou Ed
    - você não sabe – falou o outro irmão espiando pela porta
    - pelo jeito não – falou o outro olhando para Ed
    Ed nunca ficou tão confuso ao ver os dois garotos olhando para ele e falando , pareciam falar em códigos , e eram iguais .
    - foi perca de tempo vir aqui – falou finalmente o outro irmão
    Ed parou um pouco e então perguntou  
    - há... Quem são vocês – olhava para os dois
    O garoto que estava na porta fechou a e falou
    - eu me chamo Leonardo
    - e eu sou Afonso, somos gêmeos – falou o outro irmão
    - e meio obvio – falou o outro sentando na cama
    Ed suspirou e então falou
    - onde estou
    - boa pergunta – falou Afonso tanto um pulo da cama
    - seja bem vindo ao acampamento de refugiados – falou o outro irmão 
    Finalmente a porta se abriu e Gabriel entrou, cruzou os braços e então falou
    - ai está vocês
    Os gêmeos suspiraram e então ao mesmo tempo falaram
    - não
    Ed não atendeu, mas nada depois teste ocorrido, ficou uma boa parte do dia trancado num quarto sem forças para levantar, parecia que suas pernas tinham abandoando ele. Ficou o resto do dia ali no quarto deitado, mas sua mente estava trabalhando sem parar no como sair dali ou o porquê estava ali, o dia foi se passando e, mas nada aconteceu a não ser por Gabriel entrar e sair toda hora de seu quarto e se Ed perguntar alguma coisa ele ignorava ou falava ‘‘ espere ok’’. Quanto menos viu o dia já estava escuro, sua janela estava trancada e Gabriel agora trouxe o jantar.
    - ate quanto você vai me deixar trancado aqui – perguntou Ed que agora estava bravo    
    Mas não ganhou resposta nenhuma, Gabriel saiu e deixou falando sozinho novamente, mas agora já estava cansado ia sair dali de um jeito ou de outro,
    Levantou mas agora estava mancando suas forças já tinha voltado e ele caminhava agora se apoiando nas coisas. Chegou ate a janela e abriu então. Seu quarto era no segundo andar ou talvez terceiro enfim isso já não importava pelo menos não agora. Voltou para trás e começou a mexer no armário onde estava cheios de cobertas e cortinas pela primeira vez na vida iria fugir, pegou as todas que tinha ali dentro e começou amarrar as pontas umas nas outras agora dento uma grande corta de cortinas.
    Amarrou em uma ponta de sua cama a grande corta de cortinas e tocou janela abaixo e então parou para vela ate aonde ia , parece que estava pelo menos perto do chão e então começou a se preparar sentou se então na janela e começou a descer e ao longo que descia , começava a se reunir pessoas em volta do grande pátio.
    - olhem que louco – gritou alguém la em baixo
    Mas Ed não tinha tempo para ver quem era apenas continuou a descer devagar e com muita cautela, mas logo seus braços foram se cansando de sustentar seu corpo por um monte de cortinas amarradas e suas pernas não davam tão boas como ele achou mas o que deixou ele preocupado fora os ruídos que as cortinas começaram a dar , estavam se rasgando aos poucos e ele ainda não tinha descido tudo estava nem na metade do caminho . E quanto menos viu ouvirá pessoas gritando e outras apostando ate aonde ele iria, mas tudo aquilo era abafado pelos gritos de seu professor que via da janela
    - Ed olha para mim, eu sei que comecei errado
    Ele tentava não olhar para o professor, como se não tivesse tanto bolas para o que ele estava falando, sua mente só estava concentrada na descida, mas agora ele estava imóvel no mesmo lugar ate que ouvira outro barulho e quanto menos viu estava em queda livre. Passou mil coisas pela sua cabeça, mas ele focou em seus sonhos, parecia que alguém falava com ele, mas isso logo fez, mas importância, pois era seu fim. 
  • caçadores da meia noite (capitulo 3)

    No outro dia Edward se acordara na cama como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse tentado fugir pela janela, será que aquilo fora um sonho, não era ele realmente tinha tentado fugir, mas quem o salvou não tinha como ser salvo. Ed finalmente levantou de sua cama e novamente olhou pelas janelas, estava um dia lindo e muitas pessoas olhavam para ele, algumas ate pararam para velo pensando será que ele tentaria novamente . Ele se afastou e então viu testa vez a porta estava aberta, ele caminhou e agora estava num grande corretor com as paredes todas mofadas , ele caminhou ate chegar em uma escadas e desceu devagar e quanto chegou no ultimo degrau se viu numa sala mas estava fazia .
    Então caminhou em direção a um barulho aonde vinha um cheiro realmente delicioso de café da manha. Caminhou e então se encontrou numa cozinha onde estavam varias pessoas sentadas em uma mesa.
    - bom dia – falou um homem
    Edward ficou quieto, não respondeu ninguém, pois estava frustrado demais com que tinha faz ido no dia anterior e era um mistério para ele mesmo saber como não estava morto.
    - bom sente, por favor – falou uma mulher
    Mas ele continuo ali em pé paralisado ate ser empurrado pelos gêmeos que fizeram sentar-se à mesa, e sentaram se ao seu lado .
    - cara você e insano – falaram os gêmeos fazendo coral
    - bom parece que lhe devo explicações – falou a voz de seu professor na ponta da mesa
    Todos agora tomavam café como se fosse algo normal, como se nada tivesse acontecido, como se fosse uma família. Mas não eram, Ed por algum motivo não se sentia a vontade dessa vez ele gostaria de ficar trancado no quarto sozinho pensando no que fez estava tão desesperado assim. Devagar levantou se da mesa e saiu da cozinha onde todos agora pararam de comer e beber para olha lo . Pois tudo aquilo já não fazia sentido para o garoto, parou em frente às escadas e então em vez de subi lãs resolveu sair da casa abrindo a outra porta que estava de atrás dele, mas não muito longe.
    Quanto a abriu ele estava num enorme pátio, onde viam e iam varias pessoas para vários lugares muitas olhavam para ele. O garoto já não sabia para onde devia ir, ou talvez devesse voltar para a casa, não, resolveu sair caminhando pelo vasto pátio sem rumo tinha que colocar as idéias no lugar sem gente por perto e foi o que ele fez saiu caminhando pelos varias barracas de pessoas refugiadas e logo entrou numa floresta. E logo adiante estava seu professor
    - finalmente o encontrei – falou ele caminhando
    Ed não respondeu, ficou ali sentado olhando o riacho
    - devo explicações a você
    - o que eram aquelas coisas – tirou os olhos do lago e olhou para seu professor
    - as criaturas, são chamadas de andarilhos da noite – falou então
    - andarilhos?
    - sim, andarilhos, criaturas que depois de mortas levantam dos seus túmulos para se vingarem
    - se vingar do que – falou Ed levantado se do tronco onde estava sentado
    - e isso que estamos tentados descobrir – falou Gabriel
    Por alguns estantes ficou um silencio ate fora quebrado novamente com Ed perguntando
    - sobre ontem eu... – Ed fora interrompido
    - não precisa explica – falou ele com um sorriso sincero
    Tinham muito que conversar, ficaram um bom tempo na floresta, Gabriel explicou sobre tudo o que Ed perguntou sobre o campo de refugiado, o porquê ele estaria ali. Mas não para seus estranhos sonhos que pareciam tão reais, logo voltaram para o campo onde varias pessoas ainda olhavam para ele depois do que fez onde a noite.
    - a e quem me salvou – tinha ate esquecido
    - a aquilo foi obra do Sauron – falou o professor
    - Sauron?
    - sim um dos últimos grande mago que existi no mundo 
    Finalmente chegaram à velha casa onde agora Ed sentou se na mesa ainda desconfortável, mas não saiu dali, mas tarde teve o prazer de conhecer os gêmeos, mesmo que muitas pessoas ainda olhavam para ele, os gêmeos o ajudava falando que fora muito valente ao fazer aquilo e louco também, que teriam feito a mesma coisa se tivessem acordado em um lugar estranho e ninguém dessem explicações para eles. E logo começou a contar a historia de como chegaram ali, o que era bem confuso, pois cada um contava versões diferentes. Quanto menos viram o dia já estava escurecendo, voltaram à velha casa onde todos comeram um delicioso jantar e depois foram para suas camas
    Ed se deitou e ficou um bom tempo acordado pensando no que significava aqueles sonhos, ficaram, mas freqüente e cada vez, mas estranho, o tempo foi passando e seus olhos agora estava pesado, lutava para mante-los abertos, mas o esforço fora perca de tempo fechou seus olhos e abriu os novamente, mas logo se fecharam de novo e agora estava caminhando em uma rua cheias de pessoas, entrou numa loja e começou a vestir alguns trajes sociais, depois de experimentar tantos comprou um terno preto com uma grande gravata marrom, voltou a caminhar, atravessou três grandes ruas virou se por cinco esquinas e agora estava no centro da cidade onde havia um museu.
    Um museu que estava cheio de pessoas que entravam e saia toda hora, o homem entrou ali e começara a ver os grandes artefatos históricos que tinha ali dentro parou para observar a estatua de Atena. Mas não era por isso que estava ali tava procurando alguma coisa importante e com isso deixou a estátua de lado e voltou a focar para seu objetivo. Caminhou por, mas um tempo fingindo estar distraído por outros objetos que havia ali no museu e aos poucos fora chegando perto do seu objetivo, finalmente estava na frente de um velho relógio que descansava em uma almofada vermelha e era protegida por uma caixa de vidro.
    - lindo não acha
    Ele se virou e então viu que ao seu lado estava um homem bem arrumado com seu cabelo ruivo penteado para trás
    - ah sim... Lindo – então falou
    Estava tão perto do objeto, mas pega lo de dia seria uma tarefa difícil, e então o homem virou se e voltou a caminhar.
    -  já esta indo – falou o homem de cabelo ruivo
    - ah sim tenho muitas coisas para fazer – disse olhando o para ele
    - que pena – o homem ruivo o encarava
    O homem agora ia se afastando lentamente caminhando para longe do velho relógio e há pouco instante não estava dentro do museu, mas sim fora caminhava no meio de varias pessoas e não olhava para trás de jeito nenhum, sabia que estava sendo seguido pelo o homem ruivo, e com isso começou a caminhar, mas rápido e a se misturar no meio da multidão ate que não muito longe entrou num beco e tirou a varinha da cintura de sua calça e então tocou na parede três vezes e ali abriu se uma porta diferente, mas antes de entrar fora surpreendido por dois homens que saíram dali de dentro.
    - desculpe-me senhor, mas você não vai entrar – disse um dos homens
    - venha conosco – falou o outro
    Não tinha como entrar onde queria e agora por ironia a única saída que restou foi bloqueada pelo homem ruivo, e ferozmente os três tiraram suas varinhas e apontaram para ele .
    - bom podíamos sentar e conversar - falou o homem desesperado
    - bom podíamos ter feito isso no museu – falou o homem ruivo
    e com isso homem apontou a varinha para o alto e os outros três conjuraram os primeiros feitiços que vieram a sua mente . Mas logo o resultado ficaria anônimo, pois Ed acordou com o maldito som do relógio cuco que estava na parede, o garoto levantou num pulo com as mãos fechadas e com a barriga doendo, o sol batia em seu corpo, o garoto ficou um tempo em pé sua mente estava longe, mas não demorou muito tempo para voltar ao seu lugar.
    - acordou Ed, você esta bem – disse Afonso olhando curioso para Ed
    Ed olhou para ele e sorrio
    - estou sim
    Os dois desceram as escadas de madeira caminharam pela sala e logo entraram na cozinha que estava cheias de novo, Ed, Afonso sentaram se ao lado de Leonardo que comia torradas com bacons.
    - bom dia
    - bom dia – falou Ed para Leonardo
    Tomaram café fazendo e ouviam historias de Leonardo e Afonso que faziam todos riram
    - uma vez eu e meu irmão estávamos perdidos numa floresta tão escura que mal podíamos ver a luz do sol – dizia Afonso fazendo gestos com as mãos – né Leo.
    - e sim meu irmão, estava tão escuro que parecia ate noite – falava Leonardo com um tão irônico.
    Todos estavam se divertidos com as historias que os gêmeos contavam, eram tão exageradas que não podiam ser verdadeiras. Ed estava tomando seu café ouvindo historias, mas não conseguia achar graça do que eles falavam estava, mas preocupado com seus sonhos, queria saber quem era o homem ruivo e o outro de cabelos pretos curtos, ou por que fora atacado num beco.
    Os gêmeos continuavam a contar suas histórias e foram parados com Ed perguntando.
    - aqui teria uma biblioteca – todos olhavam para ele
    - não – falou Gabriel – por que você quer ir a uma biblioteca- perguntou agora curioso
    - nada não
    Os gêmeos não voltaram a contar sua historia e Ed levando para sair da cozinha, passou pela sala e abriu a porta que levava ao grande pátio, mas ficou ali parado com a porta aberta, ficou impressionado ao ver um homem tão diferente.
    - bom dia jovem garoto – falou o homem com vestes estranhas
    O grande homem esperou ele sair da frente para entrar, mas isso não aconteceu
    - gostaria de entrar – falou agora pegando  um grande cachimbo
    O estranho homem entrou na casa cuidadosamente, pois era tão alto que sua cabeça quase batia no teto quanto menos o notou estava na cozinha deixando para trás duas grandes malas marrons escuras que se mexiam loucamente parecia haver algo preso ali dentro que queria muito sair ou talvez uma terrível criatura como aquela que o atacou no orfanato, e pensando nisso lembrou se o que será que aconteceu com umas das mulheres que fora atacado no orfanato antes dele. Ed entrou em outro pensamento profundo em quanto via a mala freneticamente se mexer em sua frente, mas logo saiu de seu pensamento com uma voz vindo da cozinha.
    - o meu bom jovem me faz o favor de levar essas malas para meus aposentos.
    O garoto que estava perdido nos pensamento voltou à realidade, pegou as duas malas que continuavam a se mexer e cuidadosamente começou a subir as escadas, foi uma tarefa difícil de fazer porque as malas pareciam se mexer, mas quanto foi levantado do chão e ao subir cada degrau notou que elas fora a pior coisa que ele já fez ate o momento. Ao subir finalmente o ultimo degrau subiu o alivio pela espinha do garoto fazendo soltar um suspiro, largou as malas no chão soltou, mas um suspiro e levantou as mais umas vez começou a caminhar, mas logo parou no meio do corredor mofado, o homem o mandou ele levar as malas para seu quarto mas qual era seu quarto e porque ele tava fazendo o que ele mandou .
    Mas isso foi interrompido com o grande homem caminhando pelo corredor
    - esqueci de falar qual era meu aposento – falou ele sorrindo
    Ed não respondeu apenas ficou parado olhando ele caminhar em sua direção, o grande homem tinha uma barba comprida e grandes cabelos castanhos que iam ate sua cintura, tinha olhos azuis e usava uma feste cinza que, mas parecia um grande vestido velho e em cima de sua cabeça havia um velho chapéu pontudo (lembrava o chapéu de uma bruxa) o grande homem caminhou passou por ele e fez um gesto para ele segui lo. Ed pegou as malas dele que se mexiam cada vez, mas e seguiu para seus aposentos por mais curioso que fosse ele não perguntou nada ate que o homem passou por todos os quarto e parou na frente de uma parede onde puxou sua varinha e tocou nela cinco vezes.
    E logo a parede começou a se abrir como se fosse uma passagem secreta, o homem olhou para ele e novamente fez o gesto para ele segui-lo. Ed agora se questionava se realmente deveria ir já viu isso em seus sonhos e não teu muito certo. Ficou ali parado por um tempo ate o grande homem o mandou ele entrar
    - vamos entre – falou ele com um sorriso
    O garoto suspeitou, mas a curiosidade falou mas alto , caminhou cautelosamente  em direção a parede aperta e ao entrar la viu um grande quarto com cama e uma escrivania perto da janela e em volta havia vários quatros de homens e mulheres  que pareciam dormir num sono profundo .
    - coloque em cima da minha cama – falou o novamente com o mesmo sorriso
    Ed colocou cuidadosamente as malas em cima da cama e logo virou para sair do quarto, mas o homem o parou.
    - já esta indo ,fique por favor – ele estava limpando a escrivania
    O garoto parou e então olhou para ele novamente e falou
    - eu não quero incomoda lo senhor
    - não e incomodo nenhum, talvez você queira me fazer algumas perguntas. Ed
    Ed olhou para as malas em cima da cama, que agora parecia haver uma guerra ali dentro
    - que saber o que tem na minha mala – então falou o homem encarando os quatros na parede
    - bom acho melhor não – disse Ed ainda com o olhar fixo na mala
    O homem sentou se então perto da cama e levou a mão numa das malas e olhou para ver se estava tudo em ordem, pegou ela e parecia que ia abri-la, mas logo parou colocou a mão em sua longa barba e começou a alisar parecia que algo estava errado.
    - gostaria muito de mostrar o que tem aqui, mas infelizmente esqueci a senha – falou o homem com um dom preocupado
    - não faz mal senhor – falou Ed
    - por favor, me chame de Sauron – agora levantou
    Ed ia sair to quarto novamente e Sauron perguntou novamente
    - você não quer perguntar nada
    Ed virou se para ele e então falou suavemente
    - não
    - tem certeza – insistiu Sauron, mas ganho a mesma resposta
    -  não , não tenho
    O garoto levantou e então finalmente saiu do quarto, mas aliviado e estava ficando nervoso, caminhou pelo vasto corredor que agora parecia maior por causa da parede aberta e antes de descer as escadas olhou para os lados, e viu o grande homem ainda tentando lembrar a tal senha para abrir a mala. Ele olhou para Ed e apontou a varinha fazendo sair um pequeno brilho lilás dela.
    Ed fechou os olhos e abriu novamente e a parede estava fechada como se nada tivesse acontecido ali. Ed voltou seu olhar para a escada e começou a descer seus degraus sem pressa nenhuma e ao chegar ao ultimo viu ali os gêmeos sentados no sofá vermelho que ficava no meio da sala, ao verem Ed levantaram e foram ao seu encontro, mas antes de perguntarem alguma coisa notaram algo errado com garoto ele estava com umas das mãos na cabeça e logo começou a respirar, mas rápido, ele caminhou sem rumo e caiu no chão sentindo uma dor infernal vindo da cabeça.
    Ed estava caído do chão com as mãos na cabeça e agora se viu presenciando um ataque havia varias criaturas com vestes vermelhas atacando o lugar onde estava e tudo estava pegando fogo junto ao um homem  ruivo com chapéu que usava um terno ele rira de satisfação ao ser Sauron caído no chão , todos estavam em sua volta mas foram afastado pelo grande homem que se aproximou dele e falou .
    - o que você esta vendo – Sauron estava serio
    - este lugar vai ser atacado – pronunciou o garoto sem pensar duas vezes
    - quem atacara – perguntou o novamente
    - um homem de cabelos ruivos – seus olhos estavam branco como neve
     Mas quanto o homem resolveu perguntar, mas alguma coisa viu um grande estrondo vindo não de muito longe dali.
    - eles chegaram – falou Ed no chão seus olhos tinham voltado ao normal
    Mas era tarde demais a primeira coisa que Sauron fez foi pegar Ed e falar.
    - espere aqui tenho algo importante para você fazer
    Ele subiu as escadas e então voltou com uma mala que agora não se mexia, mas, entregou para Ed e falou
    - protege isso
    Ed e os gêmeos foram de atrás, todos estavam com suas varinhas nas mãos prontas para a batalha, Sauro saiu com Ed e os gêmeos para trás parou e então apontou sua varinha para o alto e não muito longe começou a vir um brilho do céu, havia um objeto voando ao encontro da varinha de Sauron ao se aproximar deu para notar que aquilo era um taxi voador, que pousou e ficou dois palmos acima do chão flutuando. Sauron se apresou em colocar todos ali dentro como se tivesse com pressa e logo os gêmeos falaram.
    - aonde vamos
    - Ed sabe a aonde ir – falou o homem sorrindo e tocando sua varinha no colo de Ed
    Sauron se virou e então começou a caminhar para direção de onde vinham todas as explosões e gritos, em quanto isso os garotos ficaram perplexos ao verem Ed sem reação e logo ele falou como se tivesse voltado à vida
    - para o museu – falou Ed
    As duas mulheres se olharam e então deram um leve sorriso fazendo o carro subir, mas para o alto e avançar como se fosse um foguete deixando tudo para trás os três dias que Ed ficou ali foram os, mas estranhos de toda sua vida tudo isso para ele era diferente e sabia que agora tinha que se acostumar com essas coisas, ele olhou para trás e viu o acampamento sendo atacado por varias criaturas usando roupas vermelhas que agora pareciam pequenos pontos a distancia.
  • caçadores da meia noite (capitulo 4)

    Agora estavam viajando pelas nuvens, todos lá em baixo pareciam pequenos pontos minúsculos. O taxi continuava a toda velocidade cortando o céu com seu ronco inquieto e na frente ainda estavam as duas mulheres rindo de alguma coisa, por algum motivo isso meio que incomodava Ed, mas os gêmeos pareciam não se importar, olhavam fixos para a mala no colo de Edward que agora se mexia como se alguma coisa tava socos para puder sair.
    - o que será que tem ai – Afonso parecia ser o, mas curioso
    - uma criatura talvez – falou Leonardo cutucando a mala
    Ed não fazia a menor idéia e nem fazia questão de saber estava preocupado demais em saber o que realmente acontecera quanto saíram de lá e o que significavam seus sonhos (ou visões). Mas seus pensamentos foram parados quanto sem aviso nenhum o carro mergulhou como se estivesse em queda livre fazendo um calafrio subir pela espinha de Ed e fazendo os gêmeos soltarem um grito fino e desesperado como se aquilo fosse seu fim, como se sua vida agora passasse diante de seus olhos, mas quanto menos viram o carro estava parado estacionado quase em cima da calçada, as duas mulheres se olharam e soltaram outra gargalhada fazendo as portas se abrirem e jogando os três para fora do carro , Ed e Afonso caíram em cima da causada enquanto Leonardo caiu no meio da rua . Leonardo levantou e correu ate a calçada desviando dos carros que viam em sua direção em quanto Ed pegava a mala que deslocou ate a entrada do museu e Afonso pegou a varinha que caiu bem ao seu lado, não demorou muito os dois caminharam ao encontro de Ed que olhava a mala (verificando se nada aconteceu) os dois chegaram perto dele e um dos gêmeos falou.
    - e agora – falaram ao mesmo tempo
    Ed olhou para os dois e então soltou um suspiro.
    - não sei
    - legal – falou Afonso em um dom de ironia
    Ed não pensou duas vezes ao entrar o taxi falou o nome do museu, mas não pensou como ia se virar queria saber o porquê todos seus sonhos traziam ele para cá (se aquilo realmente for um sonho) mas sabia o que tinha que fazer , sabia como ia entrar no museu e a onde ir depois só não achou apropriado fala para os gêmeos não agora , não neste momento, não era a hora certa de falar . Ficaram um bom tempo ali parados olhando a mala e o tempo parecia não passar um dos gêmeos já tinha entrado e saído varias vezes do museu mas já estava entediado .
    - quanto tempo, demos que espera aqui – Afonso caminhava de um lado para o outro
    - Ed vamos cara o que fazemos agora – perguntou Leonardo ficando em pé
    - certo vamos fazer alguma coisa, mas temos que voltar logo – pegou a mala e a varinha e colocou no bolso de trás – tenho uma coisa que quero fazer.
    Os dois olhavam Ed como se esperassem uma ordem , mas não receberam , parecia que se fosse esperar por ele ficariam o dia inteiro ali, então um dos gêmeos caminharam em direção a um mapa no centro da praça ao lado do museu e então analisou.
    - bom tem muitos lugares para visitar – colocava uma mão no cabelo deixando ele bagunçado
    -  poderíamos vir aqui – Afonso apontou o dedo para um estabelecimento não muito longe dali
    Os dois voltaram a olhar para Ed esperando alguma sugestão, mas ele estava com os pensamentos longes demais.
    - você e um péssimo líder - Afonso colocou as mãos nos bolsos
    - eu líder teste quanto – falou Ed parecia indignado
    - teste que Sauron lhe confiou essa mala e a varinha dele – estavam com os braços cruzados e olhava serio para ele
    - bom... – Ed ficou sem palavras não esperava que os gêmeos falassem naquele dom com ele
    - poderia pelo menos falar o que quer naquele museu 
    - certo eu falo – não poderia cruzar os braços por causa da mala – meus sonhos sempre me trazem para cá teve der algum significado - Ed agora esperava uma resposta.
    - bom não tem como eu reclamar faria a mesma coisa – Afonso estava calmo e parecia ser o, mas feliz entre os três
    Leonardo olhou fitando Ed por, mas algum tempo e depois falou em um dom, mas calmo e suave
    - pelo menos saímos daquele lugar.
    Ficou um silencio no ar e depois de um tempo resolveram sair para dar uma volta, que logo foi parado por causa da mala que recomeçou a se mexer como se alguma coisa quisesse sair da li de dentro, o tempo foi passando aos poucos e logo começou a escurecer as pessoas começaram a deixar o museu aos poucos e quantos viram não havia, mas ninguém, nenhum ser vivo, mas estava naquela praça a não ser os três que agora estavam na frente do museu pensando em como iam entrar ali dentro.
    - acho melhor deixar pra lá – Leonardo caminhava tentando encontrar alguma entrada
    - eu preciso entrar ai - disse Ed num dom que parecia desperato
    - tente alguma coisa com a varinha - Afonso deu um salto levantando da escada do museu
    Ed tirou a varinha olhou para ela e depois jogou seu olhar para a grande porta fechada do museu pensou em algumas palavras que talvez desse certo, mas acabasse não falando nenhuma. Olhou serio para os gêmeos e então falou
    - não sei nenhuma – seu dom de voz mudou para algo, mas triste
    Os gêmeos olharam para ele como se tivessem perdido todo o seu tempo com algo sem importância nenhuma, mas Afonso teve uma idéia e então falou.
    - o que exatamente aconteceu em seu sonho – falou o garoto com um sorriso inevitável no rosto.
    Ed olhou para os dois e começou a falar aos poucos como foi seu sonho e não demorou muito começou a contar como se estivesse lá olhando de perto como se fosse um Del espectador. E então em sua mente veio as magia como se fosse uma lembrança antiga que tinha se perdido com o tempo, mas elas não ajudariam a entrar ali dentro, Ed virou se e começou a contornar o grande museu dando a volta por ele e desviando dos arbustos, ele finalmente estava ali atrás do museu, deu três passos e começou a alisar a parede como se fosse uma mulher muito sedutora.
    - o que raios ele ta fazendo – Afonso tinha uma expressão em seu rosto diferente como se aquilo fosse nojento e estranho
    Seu irmão apenas ficou observando de longe quanto Ed começou a cutucar a parede com a varinha, mas nada aconteceu, por fim Ed caminhou um pouco para trás como se faltasse algo ficou ali parado deixando a mala no chão e acariciando a varinha como se fosse algum bichinho de estimação.
    - o que você ta fazendo – falou os gêmeos na mesma hora
    - bom ta faltando alguma coisa.
    - sei lá tenda abra kadabra.
    Ed ficou ali parado e talvez tenha que coloca a varinha em algum lugar especifico, pois de acordo com seu sonho o homem não falou nada, apenas tocou a varinha na parede, mas a onde seria este lugar. Ed tentou lembrar, mas alguma coisa mais simplesmente não via nada não conseguia lembrar onde ele tocou com a varinha a única coisa que vinha em sua cabeça era o duelo que vira lá dentro, e então com isso Ed arrastou sua varinha pela parede como se tivesse riscando um fósforo e como resposta ganhou um ruído que pareceu vir de dento to museu fazendo um monte de poeira aparecer e um barulho muito alto em companhia, os três garotos ficaram com a boca aperta impressionado com o que acabou de acontecer, uma parte da parede estava aberta como se fosse uma porta não demorou muito Afonso foi o primeiro a entrar ali dentro puxando Ed e Leonardo pela camisa. Os três pararam e ficaram observando o grande lugar luminoso que agora no meio tinha uma estatua de um homem apodando uma varinha para cima e ta ponta saia água que caia num grande chafariz.
    - nossa – falou um dos gêmeos admirados com a beleza do lugar
    - uau – falou o outro com a mesma expressão
    Ed olhou admirado também o belíssimo museu onde estava agora, mas logo se lembrou de algo importante tinha deixado a mala ali fora, e com isso virou se rápido para pega la mas a porta tinha fechado , soltou um suspiro como se algo estivesse errado e realmente estava tinha deixado a mala que o mago que ele mal conheceu para o lado de fora e talvez agora não tinha como pega la a única saída era sair e voltar e depois abrir a porta novamente mas levou outro puxão dos gêmeos , virou se para xinga lo mas agora suas palavras pareciam fugir de sua boca pois o que vi o fez lembrar de um pesadelo . Ali não tão longe estava uma garota com cabelos branco e não muito longe dela estava uma criatura que parecia cheira la para ver se estava viva ou talvez morta e não muito longe dali avistou uma mala marrom clara exatamente igual a que ele ia procurar . A criatura tinha um grande focinho pequenos olhos vermelhos dois dentes que saiam para fora ( dentes iguais um tigre de sabre ) tinha um corpo magro revestido de pelos negros , tinha também grandes garras avermelhadas e uma longa cauda , a mala estava se mexendo mas freneticamente que antes como se fosse abrir a qualquer momento .
    - faz alguma coisa – falou um dos gêmeos
    - e você esta com a varinha de Sauron – falou Afonso
    A criatura encostava seu longo focinho na garota e continuava a cheira la , Ed já estava com a varinha apontada para a criatura mas sua mão tremia fazendo ele errar sua mira  ate que a criatura parou de cheira la e voltou se cheirando o ar e logo se virou para os três deu grande rugido mostrando toda a sua fúria e começou a correr em direção a eles com sua grande bocarra aberta mostrando seus dentes afiados como se fossem laminas . Os três se separaram correndo por direções diferentes, Afonso correu em direção a um corretor, Leonardo correu em direção a garota e Ed agora tentava enfrentar a criatura apontando a varinha para ela com suas mãos tremulas e sua voz falhava ao tentar pronunciar alguma palavra. Suas pernas tremiam fazendo perde a força, mas a criatura não parava continuava a ir para cima dele tentando arranha lo ou morder, mas por pouco não acertou Ed que se esquivava desesperadamente para os lados e em quanto isso a mala continuava a se mexer agora, mas rápido como se alguém tentasse arrombar uma porta trancada, mas todo o esforço fosse em vão, e Leonardo tentava acordar a garota, mas seu esforço parecia não fazer diferença então começou arrasta La para o corretor, mas próximo onde havia vários quatros em exposição, Afonso ficava olhando todas as tentativas inúteis de Ed lançar algum feitiço na criatura incluindo que ele não sabia nenhum ou estava ocupado demais tentando não ser mordido ou arranhado pela criatura que atacava ele ferozmente. Ed mas se preocupava em esquivar do que atacar e quanto menos via varias estatuas estavam destruídas no chão, continuava a esquivar da terrível fera que ai para cima sem dó nem piedade ate que finalmente se viu encurralado por um canto onde finalmente resolveu apontar a varinha ainda com sua mão tremula e no desespero pronunciou um feitiço que nem ele mesmo sabia que poderia fazer .
    - manipyllus – um grande brilho saiu de sua varinha
    De longe ouvi um grande barulho de uma janela quebrando e quanto viu a mala que estava la fora viu voando em sua direção e batendo com força na cabeça da horrenda criatura  ela se virou ferozmente e investiu atacando a maleta que quebrou a  janela e Ed aproveitou o momento apontou a varinha para a outra maleta e então conjurou o feitiço fazendo a outra maleta bater com força na criatura deixando ela mas furiosa que antes e soltando um rosnado assustador e por fim agora ela mordia umas das malas e arranhava e Ed novamente aproveitou apontou a varinha para uma estatua pequena e então pronunciou o feitiço novamente fazendo a estatua voar e bater com força na cabeça da criatura que cambaleou no chão com a força do impacto e soltou um rosnado de dor , sua cabeça estava sangrando e a criatura agora parecia acuada não atacou mas apenas ficou entre as quatro patas como um cachorro latindo mas não saiu do lugar , Ed continuou com a varinha apontada para a criatura sua mão agora não tremia mas ao conjurar o feitiço o garoto ficou cheio de confiança .
    Os dois irmãos saíram de onde estava e ficaram ao lado de Ed
    - nossa demais – Afonso estava admirado
    - você poderia ter feito isso antes – falou Leonardo
    Ed deixou quieta a ironia de Leonardo e focou na fera ou nas malas que agora pareciam que iam explodir a qualquer momento, elas continuavam a se mexer e Ed notou que era por causa da criatura que estava solta rosnando para os três e caminhando talvez formando uma estratégia para contra atacar e quanto menos esperava a criatura teu um salto em direção a Ed que gritou a primeira palavra que veio na sua cabeça.
    - bala de goma – gritou o garoto protegendo seu rosto
    A mala que estava caída no chão se abriu soltando grandes correntes fazendo a parar no ar e arrastando para dentro da mala, a criatura rosnava e aranhava o chão, mas logo entrou na mala e que fechou tão rápido que parecia que alguém tinha chutado uma porta com força e logo depois começou a se mexer freneticamente como se tivesse levando um choque, mas repentinamente parou, a mala estava parada no chão como se nada tivesse acontecido os garotos se aproximaram dela cuidadosamente como se ela fosse abrir novamente e agarrar um dos três garotos, mas nada aconteceu as duas malas que estavam longe uma da outra ficaram quietas como se tivessem acalmado a fera ali dentro e provavelmente não abri ria tão fácil assim , os gêmeos se olharam e então falaram ao mesmo tempo .
    - era isso o que você ia fazer – falaram ao mesmo tempo curiosos com a mala
    Ed olhou para os dois e com um suspiro de alivio respondeu.
    - acho que não
    Nem ele sabia, mas o que ia fazer ali veio com a idéia de encontrar respostas para seus estranhos sonhos, mas ao invés disso encontrou uma estranha criatura prestes a devorar uma garota, eles ficaram parados ali olhando Ed esperando talvez agora uma resposta, mas satisfatória, mas não ganharam em vez disso um deles saio voando e bateu numa parede e soltou um grito te dor fazendo os olhar para trás e ali estava um homem ruivo com uma barba muito bem feita, ele apontava sua varinha para os dois garotos e não excitava ao mostra um sorriso de satisfação em seu rosto.
    - Sauron não tem vergonha em mandar três garotos para fazer seu dever – falou o homem de uma forma formal como se estivesse sentindo pena deles
    O homem não excitava ao mostrar a varinha para ele e na ponta dela havia um pequeno brilho vermelho e soltava uma fumaça, o homem caminhou de um lado para o outro e começou a falar formalmente para os dois que não pensaram em nem um momento sair do lugar.
    - aquele velho covarde fugiu da luta contra mim e ainda manta criança fazer seu trabalho, meu amo ficara muito feliz em ver vocês três – o homem continuou a caminhar e voltou a falar – bom eu posso evitar tudo isso – ele agora sorria – entregue me o relógio – ele estendeu sua mão perto de Ed .
    Ed não entendeu nada o que estava acontecendo agora à única coisa que fez foi derrotar uma horrenda criatura, e agora lhe apareceu um homem apontando uma varinha ele tentou pensar numa resposta rápida o homem saiu voando rolando pelo museu e a poucos metros estava uma mulher loira de cabelos curtos armados ela olhou para os garotos e caminhou tantos grandes passos.
    - vocês estão bem – a mulher tinha uma voz suave em seu rosto havia um olhar preocupado.
    O homem ruivo levantou soltando uma gargalhada irônica como se fosse falar ‘‘só isso’’ mas não falou levantou e com sua varinha falou.
    - impactuss – saiu um grande brilho vermelho  intenso de sua varinha
    A mulher apontou rápida e conjurou um feitiço também
       - iron shield – saiu um brilho cinza metálico da ponta de sua varinha formando um escudo transparente
    Os dois caminharam pela mesma direção apontando a varinha um para o outro e ao mesmo tempo conjuraram outro feitiço
    - Lighthing plasm – saiu uma luza agora verde da ponta das varinhas de ambos que se colidiram um contra o outro.
    Os dois ficaram um bom tempo mantendo o feitiço que lançaram numa grande colisão e Ed se lembrou de seu sonho o sonho que teve com os dois homens lutando, mas não teve muito tempo para isso se virou e foi ver como estava Afonso que continuava caído no chão gemendo de dor, quanto viram o museu inteiro ficou de outra com o poder que tinham lançando e que colidiam um com o outro e lançavam varias luzes multicoloridas por todo o lugar que lembrava muito fogos de artifício. O garoto caído no chão levantou com a ajuda to irmão e amigo que resolveram sair dali o, mas rápido possível antes que sobracem para ele, começaram a caminhar devagar com Afonso mancando ate o corredor onde estava a outra garota apagada no chão e dali Ed virou se para trás para ver como estava a batalha.
    - temos que ir – Leonard fazia força para sustentar seu irmão  
    - certo – falou ele Ed pegando a garota do chão
    Eles deram meia volta e caminharam aonde Ed tinha aberto a porta antes chegando la ele largou a garota no chão puxou  a varinha e começou a cutuca la na parede fazendo a porta se abrir e tanto cobertura para Leonard levar o seu irmão para fora e depois ajuda lo com a garota que continuava caída no chão . ele voltou e ajudou a levar a garota deixaram ele enconsdatos numa parede e Ed voltou para dentro do museu usou o feitiço e chamou as duas malas para seu encontro . A mulher e o homem ruivo continuavam seu duelo que parecia que não ia muito bem, não para a mulher loira que estava toda machucada e sangrava muito já nesta altura do duelo, sua mente dizia para deixa la para trás mas seu corpo falava ao contrario ‘‘ lute junto com ela’’ Ed puxou sua varinha e novamente usou o mesmo feitiço que fez a grande estatua do homem que segurava a varinha nem se mexer , tentou novamente mas foi o mesmo resultado , ela não se mexia nem um pouco então começou a procurar por algo mas fácil de levitar para assim dar um grande golpe como fez com a criatura , ele observou toda a sala e caminhou para um longo corretor onde entrou numa sala de astronomia aonde haviam vários planetas flutuando no ar apontou a varinha para o menor planeta que viu fez ele passar pelo imenso corredor e arremessou contra o homem de cabelos ruivos fazendo deixar cair sua varinha e fora atingido pelo feitiço verde que acertou em seu peito fazendo ele voar e bater na parede perto onde Ed estava o garoto correu ao encontro da mulher toda machucada e falou .
    - temos que sair daqui rápido antes que ele levante – a adrenalina nesta altura já tinha domado o corpo de Ed
    - ta vamos então – falou a mulher loira
    Eles correram em direção a porta que ainda estava aperta, contornaram a estatua do grande homem com a varinha apontada para o céu e continuaram a correr sem olhar para trás quanto menos viram a mulher loira foi arrevesada para fora do museu , Ed olhou para trás e o homem já estava em pé  caminhando ferozmente em sua direção com a varinha apontada para ele , o homem lançou feitiços sem para em Ed mas ele esquivou correndo em de um lado para outro quanto saiu para fora do museu virou se então e lançou outro feitiço desesperadamente .
    - iron chield.
    O feitiço voltou contra o homem fazendo o pular para um lado, ele rolou no chão e quanto pensou em lançar outro feitiço à porta já estava fechada e o relógio bateu já eram quatro horas da manha, saiu um brilho imenso de dentro do museu e a porta não voltou a abrir, mas. A mulher loira ficou no chão caída se contorcendo te dor , Ed colocou as mãos nos bolsos e puxou um velho relógio enferrujado que nem ele mesmo soube como parou em seu bolso .
    Ed olhou para Afonso e Leonard que estavam escorados na parede e voltou a guardar o relógio em seu bolso, não sabia como foi parar ali, mas sabia que aquele relógio era importante e sabia o que tinha que fazer agora. Ele chegou perto da mulher loira que estava sentada olhando para ele, apontou sua varinha para ela e então disse.
    - você não esta trabalhando para aquele cara.
    A mulher negou com a cabeça e então falou em um dom suave.
    - vim buscar minha Irma
    Ed olhou para a garota caída no chão, os dois levantaram para pega la e a mulher falou então .
    - venha comigo .
  • caçadores da meia noite (capitulo 5)

    Não muito longe dali em meio a uma rua tava para ver um pequeno grupo caminhando, carregava uma garota com os cabelos brancos como a neve, um irmão ajudando o outro a caminhar, pareciam ter travado uma duelo onde vários haviam se machucado, mas por hipótese alguma eles pararam continuaram a caminhar, alguns mancavam outros precisavam da ajuda de um amigo para caminhar, mas ainda assim continuavam a caminhar trilhando seu caminho. Um deles era o, mas curioso carregava duas malas e tinha seus cabelos cacheados, mas bagunçado que o normal parecia suspirar pesado e segurava entre seus tendes um pedaço de pau muito bem polido e cheios de arranhões, eles caminharam ate chegar a um beco a mulher loira retirou sua varinha e bateu três vezes na parede fazendo a se abrir como se fosse um porta e la dentro havia um grande corredor escuro onde entraram em fila ate chegarem em um elevador lá no final .
    Eles entraram e a mulher então fechou as portas e ela bateu, mas três vezes com a varinha fazendo o elevador subir muito devagar ate chegar no ultimo andar mas ele não abriu, fez um estralo e quanto vira o elevador também estava caindo em queda livre fazendo Ed deixar as malas e a varinha cair no chão e os gêmeos  se desequilibrarem se apoiando nas paredes para ficarem em pé e cada vez estava mas rápido ate que teu um outro estralo e um grande brilho lilás   veio a dona fazendo o elevador parar e abrir suas portas em um outro enorme corredor . A mulher se apressou em sair caminhou por alguns estantes e virou se para trás.
    - serio – estava surpresa com o que vira
    Os três garotos estavam vomitando dentro do elevador enferrujado, ainda não estavam acostumados com o fato de tudo cair como se estivesse em queda livre, esperaram um tempo ate os três se recomporem e então voltaram a sua desesperada caminhada. Os três não faziam a mínima idéia aonde iam, mas mesmo assim seguiam a mulher loira de cabelos bagunçados sem fazer perguntas ou questionar, estavam saindo de um grande corredor e finalmente se encontraram em uma rua onde se passava poucas pessoas naquele momento, para falar a verdade parecia que a pequena cidade não tinha muitos habitantes ali e era quase como uma cidade fantasma, tinha um aspecto sujo com casas totalmente em empoeiradas, muitas casas estavam praticamente abandonadas e outras ainda tinham pessoas vivendo la mas o que surpreendia os três garotos era o estilo de faroeste que ela tinha com seus poucos habitantes que ali tinha . Aos poucos estavam se afastando da cidade, caminhava pela uma estrada de areia a mulher ainda carregava sua Irma inconsciente pelos braços. Leonardo ainda ajudava seu irmão a caminhar e Ed ainda levava as duas malas e sua varinha estava guardada em seu bolso traseiro por nenhum motivo eles pararam e todos caminhavam em silencio pela longa estrada de chão.
    Ed olhava muitas vezes para trás e a cidadezinha já tinha sumido, não havia vestígios nenhum delas e não havia placa anunciando quanto quilômetros daria para chegar la na verdade não havia nada e como se estivessem caminhando perdidos em um deserto . O sol estava auto talvez agora já fosse meio dia ou talvez uma hora ou duas, mas isso pouco importava continuavam a caminhar e cada vez, mas Ed ficava para trás cansado e com suas pernas doendo, os gêmeos que estavam a cinco passos a sua frente também reclamavam e logo a mulher parou em meio ao caminho e então disse com sua voz cansada e exausta.
    - e melhor pararmos um pouco – não houve responda os três apenas concordavam com a cabeça
    Caminharam mas um pouco ate que finalmente acharam um estabelecimento velho e empoeirado que fora abandoando há tanto tempo, os três entraram ali e viram o pior, ali dentro tudo estava bagunçado e desorganizado havia milhares de corpos pelo chão e não muito longe na única mesa que continuava arrumada e limpa, estavam vários corpos sentados com taças nas mãos esqueléticas e no centro havia um cadáver peculiar, seu corpo estava com vestes muito elegante e sua cabeça não era de um humano, mas sim de uma fera quase igual a que Ed derrotou no museu e em sua testa havia um bilhete todo amassado.
    Se um dia encontrarem este lugar, este maldito lugar saiba que talvez esteja amaldiçoado, pois aqui estes cadáveres de seres tão inocentes quanto à fera que eu matei
    Ed entendeu talvez o porquê uma fera perdida faminta encontrar um lugar no meio do nada aonde havia vários homem se divertindo, isso talvez fosse ate uma mensagem de alerta de um homem ferido em seus últimos suspiros, o garoto ficou observando o homem sentado no meio com a cabeça da fera em lugar da sua, mas usa atenção voltou se para um outro corpo não muito longe dali , um corpo peludo em decomposição  que infestava o lugar inteiro com seu cheiro . Sim ali estava o corpo da fera que massacrou todos aqueles homens. O dia foi passando aos poucos mesmo com o mau cheiro todos habitaram por ficar ali dentro descansando muitas vezes Ed saia para observar a única arvore que tinha no lugar, estava morda e o chão estava coberto de frutos apodrecidos que alimentavam talvez tenha alimentado vários pássaros que agora estavam mortos no chão . Esse lugar era horrível, mas a curiosidade era o que deixava ele ali, o gêmeo ate reclamavam do lugar e por isso subiram as escadas aonde encontraram quartos vazios onde havia roupas espalhadas por todo o lado, mas era o único lugar limpo aonde não havia cadáveres e o cheiro não era tão forte.
    Quando menos via o dia estava chegando ao fim e agora tava vinda uma enorme lua cheia que clareava a fira noite com seu brilho fraco, Ed agora caminhava dentro de casa subia e descia escadas parecia investigar o que realmente tinha acontecido ali, mas não achava respostas caminhou pelos quartos desceu e subiu as escadas ate que finalmente desistiu e resolveu ir ao quarto onde tinha largado as duas malas e para sua surpresa ao chegar la uma das malas estavam se mexendo e o mas estranho era que saia uma voz dali de dentro .
    - deixe me sair – falava à voz que vinha da mala
    Naquele exato momento o coração de Ed disparou e a primeira coisa que fez foi tirar sua varinha e apontar para ela, soltou um suspiro e então falou .
    - quem este ai – sua voz falhava ao falar
    - tem alguém ai, graças a deus me ajude – falava a voz vinda da mala
    Ed olhou por volta saiu do quarto e então voltou pensou por um momento que talvez os gêmeos estivessem fazendo alguma brincadeira com ele, mas pelo jeito não era, seu coração continuava a bater, mas rápido, mas agora o que tomava sua atenção fora o barulho vindo de fora da casa, ele caminhou e então olhou pela janela e viu vultos rodando pela volta da casa e deduziu por si mesmo que eram as malditas criaturas com capuzes vermelhos. Teste aquele dia que foi atacado no orfanato pareciam que elas o perseguiam o garoto sai de perto da janela suspirou e então tomou um susto ao ouvir a voz vinda da mala.
    - hein ainda esta ai
    Ed teu um pulo que fez barulho e toda a poeira que estava no chão subiu para o ar e quase teve um ataque cardíaco ao ver uma mãos tocando seu ombro que fez ele se virar tão rápido e apontar a varinha para o pescoço do individuo.
    - calma sou eu Afonso – falou tirando a varinha de seu pescoço
    A mala começou a se mexer e então, mas uma vez saiu uma voz dali de dentro
    - pelo amor de deus me ajude
    Os dois se olharam e então Ed falou ignorando a mala
    - você esta melhor – Afonso olhou para ele e sorrio
    - Laura me ajudou a melhorar, ela também fez com a Irma dela, mas o que e essa voz – falou o garoto tão curioso quanto Ed
    Ed não soube responde, mas por fim apontou a varinha e então falou as mesmas palavras que tinha tido no museu.
    - bala de goma
    A mala se abriu no mesmo instante e com um grande desespero saiu um homem que respirava pesado e tinha um aspecto sujo, ele se apoio na janela e ficou ali parado por um tempo e em quanto isso Ed continuava com sua varinha apontada para ele, o homem então olhou para fora e disse.
    - cada vez tem, mas deles
    Estava se referindo ao andarilho da noite, falam ser um homem morto que renasce das sombras em busca de vingança, e se não achar a pessoa que o matou ele mata seus parentes, elas flutuam a cinco palmos do chão e pelo jeito conseguem ir para, mas alto, usam aquelas vestes vermelhas para esconder o corpo em decomposição e também para proteger sua sensível pele do sol que poderia mata La em menos de cinco segundos, mas a pior coisa e o costume de torturar a pessoa se alimentando de sua alma deixando as fracas e com o tempo sua vitima perde a vontade de viver e acaba muitas vezes se tornando um deles. Ed não ficou apavorado ao saber disso por algum motivo alguém tinha falado com ele sobre isso tinha descoberto em seus sonhos e parecia teste aquele ataque que agora todos os viam freqüentemente em todos os lugares.
    - bons vocês devem trabalhar para o Sauron – o homem se virou e agora olhava para Ed
    - trabalhamos, onde você estava
    Ed e Afonso olharam para trás e então viram a mulher loira de cabelos curtos na porta olhando para o homem desarrumado ela não escondia seu sorriso ao ver o homem que caminhou para abraça la , uma abraço tão demorado e talvez ate constrangedor pois o rosto da mulher ficou vermelho ao ganhar o abraço e não demorou muito ela o afastou devagar . o homem não evitou ao observar o lugar e então voltou a perguntar .
    - onde estamos – olhava pelas janelas e caminhava pelos corredores
    - bom ainda não chegamos à ordem – falava a mulher caminhando logo de atrás dele – resolvemos parar aqui para descansar – a mulher teu sorriso descontraído quanto o homem se aproximou das escadas e viu um cadáver
    O homem não perguntou nada apenas desceu as escadas olhou para a única mesa arrumada no centro do bar e então se aproximou para ler o aviso na testa do homem com cabeça de fera, ele sorri e olhou para os garotos ali perto das escadas se aproximou deles estendeu a mão e então falou.
    - peço perdão, mas ainda não me apresentei- Ed apertou sua mão – meu nome e Cornélio – falou o homem
    Todos se apresentaram e então Ed começou com as perguntas sobre o Sauron e o relógio e o, mas importante quem era o homem que atacou eles no museu e Taylor então começou a explicar.
    - bom vamos para cima primeiro – todos subiram as escadas e entraram num quarto que estava limpo – bom e uma longa historia como vocês sabem somo bruxos e vocês também , depois de muito tempo quanto o nosso mundo tinha realmente nascido na sombra do mundo humano vivemos muito tempo em paz sem nos preocupar com seus julgamentos sobre nos  , quero dizer não fomos queimados ou morremos afogados – ele deu uma pausa
    O mundo onde vivemos foi construído nas sombras do mundo humano e com isso não precisamos, mas não preocupar com vocês, viveu muito tempo em paz e harmonia ate que ele veio e destruiu tudo o que construímos e com isso tivemos de nos esconder no seu mundo, muitas de nossas relíquias foram escondidas aqui as pressas e muitas criaturas das trevas acabaram vindo junto. Sauron reuniu vários de nos e então começamos a procurar as relíquias e capturar as criaturas que estão soltas por ai por isso tem muito acidente estranhos acontecendo, pelo jeito você foi um dos que foi abandonado em orfanatos.
    Finalmente havia uma explicação em que Ed e Afonso ficaram em duvida se devessem acreditar, mas antes de falar alguma coisa os dois se olharam e começaram a analisar tudo o que aconteceu ate agora e com isso começaram a fazer suas próprias teorias do que realmente acontecera tentaram tirar, mas informações, mas não conseguiram no final resolveram acreditar, pois de alguma forma fazia sentido ficaram, mas um tempo conversando e então todos foram se deitar estava escuro e ainda tinha muitas coisas para fazer e Ed resolveu então perguntar a Sauron sobre seus sonhos, ele ficou deitado por um bom tempo observava o teto que ficava, mas escuro e a vela que iluminava o quarto estava quase toda derretida o garoto resolveu virar de lado e fechou seus olhos e quanto se viu não estava, mas o no quarto testa vez estava numa caverna, caminhava devagar e cautelosamente para não acordar o que estava la . Ele continuou na trilha onde caminhava e não saiu dela ate escorregar em uma pedra molhada e um de seus pés bateu na água fazendo barulho e pequenas ondas, o homem olhou para todos os lados procurando algumas coisas sua respiração estava pesada e sua mão tremia o bruxo agora estava apavorado sabia que tinha acordado alguma coisa, mas não sabia o que foi ai que seus olhos avistaram um ser no meio da água. A única coisa que tava para ver eram seus olhos vermelhos que estavam para fora da água e logo sumiram com o mergulho que Ela deu.
    O bruxo ficou olhando onde a fera estava e ainda sim pareceu perder suas esperanças seria aquela criatura tão terrível assim, o homem iluminava a caverna com a sua varinha, mas isso não o salvou, pois a criatura deu um salto da água em sua direção e fez ele cair na água junto com ela , o homem agora estava sendo puxado para baixo da água pela horrível criatura que olhava para ele com seus pequenos olhos vermelhos e quanto menos esperava ela puxou sua varinha e com sua imensa mão matou o homem fazendo a atravessar sua barriga .
    Ed acordou naquele dia todo suado pensava que seus sonhos iam parar quanto foi ao museu, mas estava enganado, ele levantou de sua cama e encontraram todos no corredor, todos falavam com uma garota de cabelos brancos que iam ate a cintura e estava abraçado em Laura, Ed se aproximou e então falou.
    - eu sei aonde temos que ir – o garoto ainda estava suado
    Todos olharam para ele e os gêmeos não hesitaram ao falar
    - seus sonhos mudaram – falou os dois ao mesmo tempo
    Ed concordou com a cabeça, mas parecia que Cornélio, Laura e a garota de cabelos brancos não entenderam o que ele quis falar, eles se olharam e então perguntaram.
    - como assim sabe aonde temos que ir – Laura estava curiosa
    Ed suspirou e então começou a explicar os fatos de seus terem levado ele ate o museu e agora numa caverna, mas por algum motivo ele tinha certeza do que estavam procurando ia estar la . O único a perguntar fora Cornélio.
    - qual era a criatura que estava na caverna – falou o homem
    Ed se virou e para pegar a mala e a varinha e antes de entrar no quarto virou e então falou.
    - uma sereia ou algo parecido
    Todos pararam por um bom tempo e então decidiram pesquisar com mapas todos os lugares que haveria uma caverna, ficaram um bom tempo ate Ed sair do quarto e apontar para algum lugar vazio aonde não havia praia nem nada do gênero todos olharam para ele quanto apontou o lugar no mapa com seu dedo e finalmente veio outra pergunta agora vinda da mulher de cabelos brancos.
    - como você sabe – Ed olhou para seus olhos azuis e então respondeu
    - não sei
    Ficaram se encarando por alguns segundo ate Laura levantar e finalmente falar para todos se prepararem, pois seria uma viagem longa e cansativa e foi o que todos fizeram pegaram as malas e suas varinhas e pareciam dar preparados pares a viajem. Mas se surpreenderam ao sair da casas velha e olhar pela longa estrada de chão. Não muito longe dali haveria uma cidade quase deserta aonde haveria poucos habitantes, mas agora a única coisa que daria para ver de longe seria as imensas chamas que viam de la e uma fumaça preta que se espalhava com o vendo . Ed começou a caminhar em direção a cidade, mas foi parado por Laura, o garoto tentou ir, mas foi impedido por todos no grupo.
    - isso e uma armadilha 
    Laura estava tão apavorada quanto ele e desejava fazer o mesmo, mas não poderia, pois era tarde demais, todos deram as costas para a cidade em chamas e voltaram a caminhar pelo seu rumo e Ed ficou olhando por cima do seu ombro as chamas que agora ficavam, mas distantes ate não ver, mas nada apenas a fumaça negra que ficava no ar
  • caçadores da meia noite (capitulo 6)

    Aos poucos a fumaça negra que estava no céu se foi, estavam muito distante para voltar, e voltar não era uma opção não naquele momento onde estavam com suspeitas de seu inimigo estarem o seguindo e destruindo tudo que estava em seu caminho , Laura e sua Irma tinham muitas suspeitas disso pois talvez nesse exato momento eles estejam sendo seguidos a longa distancia , mas não tinham como despistados pois estavam no meio do nada e ia demorar para encontrar seu objetivo , o dia foi passando  e nem sinal de seus inimigos e o dia já estava acabando o sol estava indo embora e não demoraria muito para a lua aparecer na escuridão do céu sem estrelas . Laura por muitas vezes olhava o mapa para ver onde estava a cidadezinha, mas próxima e para a sua surpresa não estava tão longe quando imaginava, a cidade estava num raio de 50 km dali ia demorar ainda para chegarem à noite e então decidiram acampar na beira da estrada, não haveria perigo nenhum, pois raramente passava um carro, todos se reuniram e ajudaram a montaram as barracas e ao terminar Ed e Cornélio se ofereceram a fazer a primeira vigília da noite
    Naquele dia todos foram dormir sem comer ou beber, Ed e Cornélio ficaram de vigia um em cada barraca, mas o objetivo de Ed para ficar na vigília naquela noite era para perguntar, mas coisas ao rapaz que mal conheceu , estava inquieto pela pergunta que ele fazia o tempo todo para ele mesmo e então esperou um pouco puxou assunto e então perguntou em um dom agradável e calmo.
    - o que você fazia dentro da mala- estava tão curioso que quase não conseguiria evitar essa pergunta
    Cornélio olhou para ele e soltou uma risada muito satisfatória para o garoto fazendo o parecer que estava de bom humor, ele ficou rindo por um bom momento e Ed olhava para ele, mas curioso que antes esperando sua desejada resposta.
    - e uma longa historia, mas já que quer saber vou lhe contar – o homem soltou um suspiro de alivio e voltou a falar – estava olhando o que aquele louco do Sauron tinha feito com aquelas malas, você acreditaria que ele fez praticamente uma fauna la dentro – o homem voltou a rir
    Ed olhou para ele e quase se afogou com a própria saliva ao ouvir aquilo, o garoto olhou para dentro da barraca e então olhou a mala em seu colo pegou a varinha e pensou em abri-la, mas não a abriu estava fazendo a primeira vigília e ainda faltava muito para chegar à fez de Afonso fazer a dele, mas o homem olhou para Ed e então falou em um dom suave e responsável.
    - você pode dar uma olhada, mas bem rápida – o homem sorrio para ele e Ed puxou então sua varinha e abriu a mala com frase, mas tosca que Sauron tinha colocado na mala
    A mala estava aperta agora, o garoto a observou, parecia, mas uma mala normal e então decidiu colocar sua mão ali dentro e ela tocou uma coisa muito parecia com um degrau, ele colou o braço um pouco, mas para o fundo da mala e notou que ali dentro tinha uma escada, mas levaria a onde, depois de verificar bem a mala por dentro ele se levantou e colocou um pé ali dentro e depois o outro e foi descendo os degraus devagar para não cair e quanto menos se viu estava num lugar escuro, mas ele continuo a descer as escadas sem parar e quando se viu foi ofuscado por uma luz que vinha de dentro da mal sua visão ficou embaçada por um tempo e quanto seus olhos finalmente se acostumou ele olhou o lugar por toda a parte era imenso e parecia realmente uma fauna cheia de criaturas estranhas e animas que pareciam curiosos com a chegada dele. Ed caminhou e olhou para o céu parecia tão real quando o de fora, e as arvores eram incrivelmente altas, havia um grande lago e o mato era tão alto que ele quase pisou num ovo de prata que estava ali no chão, ele se esquivou e voltou a caminhar pelo lugar que parecia ser um paraíso tudo ali estava em harmonia ate que ouviu gritos vindos não de muito longe dali o garoto se apressou e então testemunhou novamente a terrível fera que ele derrotou caída no chão e era agredida por um centauro que parecia proteger seu filhote.
    Ed chegou, mas perto das duas criaturas e o centauro no velo parou de atacar a fera e olhou para ele, avançou para Ed com fúria o garoto apontou a varinha, mas ele não fez nada apenas parou e levantou o garoto pela camisa no ar e então voltou sua fúria com gritos.
    - O QUE Sauron PENSA QUE ESTA FAZENDO TRAZENDO ESTA CRIATURA PARA CA – o centauro estava enfurecida e coma mesma fúria que o tirou no chão colou novamente
    Ed não soube responder o que estava acontecendo, mas se viu cercado de olhares curiosos de vários tipos de animais diferentes, o garoto olhou por todos os lados e ainda assim o centauro continuou a mostrar sua fúria para Ed, não falava, mas sim gritava.
    - ELE FALOU QUE ESTARIAMOS SEGUROS AQUI – Ed levantou devagar e então falou
    - a culpa e minha e não dele, eu... – mas antes de terminar o que ia fazer o centauro voltou a gritar com ele
    - VOCE NÃO SABE O RISCO QUE COLOCOU TODOS AQUI – ele caminhou de um lado para o outro
    - eu não sabia sou novato nisso – falou Ed elevando sua voz com a dele
    O centauro olhou para ele fazendo uma careta que quem não gostou com o que realmente tinha acontecido, o grande homem com corpo de cavalo respirou fundo e depois soltou, mas ainda sim falou elevando, mas e, mas a sua voz.
    - ENTÃO DA UM JEITO NISSO JÁ QUE VOCE E O GUARDIAO DA MALA – Ed olhou para ele e então falou sem perceber
    - guardião - o centauro olhou para ele com seu olhar de como a qualquer momento pegaria uma faca e esfaquearia ele, mas não respondeu
    Ele saiu caminhado com seu filhote no colo e Ed teve de cuidar da fera toda machucada que estava caída no chão, a fera que estava ali parada não reagiu ao ver Ed se aproximar dela apenas soltou um grito de dor, e em cima de seu corpo peludo haveria uma pequena criatura verde que se parecia muito com um pedaço de pau, Ed a pegou pela a palma da mão e então ela o olhou curiosamente com seus pequenos olhos amarelos, a criatura começou a subir pelo seu braço e deu a sensação de uma aranha subindo mas ele não mexeu seu braço estava  parado e seu olhar acompanhava a criatura que parou em seu ombro e então voltou a observar a fera caída ali no chão , Ed não soube o que fazer com aquela fera caída ali no chão e então pensou em dirá- la dali de dentro antes que acabasse acontecendo outro desastre ou algo parecido o garoto puxou a fera por umas das patas que estava boa ate onde estavam as escadas e então subiu  com a criaturinha em seu ombro , finalmente estava no ultimo degrau mas a mala estava fechada , ele bateu e então gritou pensando que algum tinha fechado a mala sem querer mas ninguém a abriu e então quando pensou em gritar novamente ouviu o centauro logo atrás dele .
    - vai deixá-la ali na frente, ela esta morda – parecia, mas tranqüilo ao falar com Ed
    O garoto se virou e então perguntou o que deveria fazer e ganhou a mesma reposta de antes
    - você e o guardião da mala, você e quem cuida da nossa segurança – o centauro voltou a descer os degraus devagar cuidando para não cair
    Ed não sabia, mas o que fazer se tentava abrir a mala de dentro para fora ou se voltava e então decidia o que faria com a fera morta na frente da escada, o garoto olhou para a pequena criatura que parecia um pequeno pedaço de arvore sem folhas e cheias de pequenos galhos, e então Ed resolveu descer as escadas e pelo menos enterrar a fera, ele desceu os degraus novamente e procurou então um lugar para enterrá-la e decidiu fazer isso ali perto da escada cavou um buraco com as próprias mãos e em meio ao processo parou puxou sua varinha e então pensou em chamar uma pá, ele apontou a varinha para cima e então chamou pela pá, mas não apareceu nada, o garoto ficou um bom tempo falando um monde de palavras que viam de sua cabeça, mas nenhuma delas o ajudou , acabou fazendo um buraco não tão grande e colocou a fera ali dentro e começou coma a mão suja a colocar terra em cima dela e novamente se viu cercado de olhos curiosos, mas não deu bolas estava muito preocupado pelo ato de estar preso ali dentro e a brincadeira te mau gosto que ele tinha certeza que fora os gêmeos que tinham feito não passarinha em branco, ele falaria umas coisas para ele, já estava ate fazendo um discurso cheios de palavrões e ofensas, mas Ed deixou isso para la e resolveu primeiro focar em sair dali subiu os degraus novamente e apontou a varinha para cima e então falou
    - bala de goma – mas não aconteceu nada, mas ele tentou novamente ate ouvir uma voz estranha
    - e inútil – um voz misteriosa e ate reconhecível
    O garoto ficou calado por algum tempo parecia que essa voz já tinha ouvido em algum lugar
    - vocês são muito descuidados ao acompanhar ao lado da estrada – falou o homem com indiferença em sua voz – esperava, mas dos fieis soldados de Sauron – o homem parecia ter balançado a mala fazendo estremecer e Ed ouviu novamente o grito do centauro.
    - O QUE ESTA ACONTECENDO – Ed não respondeu o centauro mas sim fez uma ameaça a pessoa que estava com a mala
    - quanto eu sair daqui você me paga – falou ele se segurando
    O homem deu uma longa gargalhada e então falou
    - e o que vamos ver você acha que esqueci o que aconteceu no museu – o homem soltou outra gargalhada
    Então Laura estava certa eles realmente estavam sendo seguidos, mas como eles conseguiram capturar todos tão rápido assim, eles devem ter lutado bravamente, mas Ed se lembrou que os gêmeos não tinham varinha, e estariam em desvantagem, pois talvez o homem ruivo tivesse vindo com reforços, varias teorias viam ate Ed e ele viu que entrar na mala foi um erro, o homem que carregava a mala tocou ela para algum lugar o fazendo cambalear para trás  todo a fauna parecia ter entrado em caos por segundos ele ouviu centauro gritar e outras criaturas que ali viviam também , então com um estalo em segundos depois a mala se abriu e com um puxão Ed e a pequena criatura em seu ombro saíram para fora da mala o homem ruivo apontava a varinha para ele e estava com um olhar enfurecido e não negava a raiva que estava sentindo naquele momento Ed levantou e apontou sua varinha mas antes de tentar pronunciar alguma magia sal varinha saiu voando de sua mão.
    - ainda quer lutar comigo – o homem pegou sua varinha e então sentou se numa cadeira
    Ed ficou em pe olhando ele e protegendo a pequena criatura em sua mão que se fechou ao pegar ela de seu ombro , o homem ficou admirado ao velo fazer isso e então voltou a falar com a voz mas calma.
    - aonde esta o relógio- falou o homem com a voz, mas calma
    - não vou da lo a você – falou Ed colocando a mão em seu bolso
    O homem não levantou apenas olhou fixo para ele e voltou a falar
    - você sabe pra quem esta trabalhando – ele parecia tentar colocar Ed contra a parede com sua pergunta, mas Ed realmente não sabia o que estava fazendo apenas fazia o que via em seus sonhos
    - foi o que pensei, Sauron continua com a mesma mania de sempre – falou o homem colocando as mãos na barba – sorte a sua que conseguimos alcançá-lo – o homem levantou e abriu a porta e ali estava Cornélio que entrou e caminhou ate Ed
    - você esta bem – Ed não respondeu apenas se encolheu contra a parede
    Ed não dar o relógio, nem a mala para eles e o quarto ficou, mas pequeno com a chegada de Sauron que se aproximou dele e então devolveu sua varinha para e cumprimento a pequena criatura que estava em sua mão, se afastou com as mãos para trás e então falou.
    - temos muito que conversar filho- ele olho para a porta e então o homem ruivo saiu de la acompanhado por Cornélio .
    Sauron se virou e então começou a falar em pe ao lado da porta , Ed não estava mas com a varinha em sua mão só se perguntou porque estava com o inimigo o tempo todo .
    - você esta no lado do inimigo – falou Ed que estava comprometido em descobrir o que seus sonhos significavam
    Sauron sorri para ele e então falou
    - não quem estava com o inimigo era você – o homem sorrio e então sentou se no lado da mala – deixe me explica – Ed não falou nada apensa concordou com a cabeça.
    - bom parece que seus sonhos o deixam confuso – ele levantou deixando a mala na cama e voltou a falar – bom você achava que quem era o inimigo era o homem ruivo mas estava enganado . Não achou estranho toda hora derem andarilho não muito longe de você – pareceu ate convincente, mas Ed notou algo estranho em sua voz, parecia também que alguém estava falando com ele ‘‘ não caia na conversa’’ Ed fechou sua mão e pegou a varinha em cima da cama e notou os olhos negro de Sauron, não era ele ali, mas sim o outro homem que ele viu em seus sonhos, ele apontou a varinha para ele e então falou as mesmas palavras que viam em sua cabeça como se alguém estivesse guiando ele.
    - illumynos – falou ele fazendo sair uma luz forte e brilhante de sua varinha o homem que fingia ser Sauron caminhou para trás revelando sua verdadeira forma, não era, mas humano, mas sim um mostro feito apenas de sombra que tinha um grito ensurdecedor, a terrível criatura saiu do quarto, mas mesmo assim tava para ouvir sua voz como se você o vendo .
    - peguem no
     Ouviam barulhos vindo de vários lugares e a voz falou novamente com Ed ‘‘saia daí rápido’’ o garoto pegou a mala e começou a correr pelos corredores em direção à escada, mas foi cercado pelo o homem ruivo que lançou um feitiço contra ele, Ed pulou para chão e deixou a mala cair la em baixo , apontou a varinha o homem e então falou novamente as mesmas palavras que o homem ‘ ‘‘inpactus’’ .
    Inpactus – saiu um grande impulso de luz que fez o homem ruivo cair escada abaixo, Ed levantou  e então começou a descer também pulando por cima do homem , deslizou pelo chão ao ver o Cornélio lançar um feitiço contra ele . Ed apontou a varinha para um vaso não muito longe e então o chamou com um feitiço que fez o vaso voar na direção de Cornélio batendo em sua cabeça e com o mesmo feitiço fez a mala vorá em sua direção.
    Começou a correr esquivando de todos os feitiços que viam em sua direção e seguia o que a voz que falava mentalmente para ele ‘‘para a esquerda’’ e Ed virou para a esquerda esquivando de vários outros feitiços que foram lançados para acertá-lo. Ed estava indo muito bem já tinha derrubado, mas de cinco homens de seu inimigo e agora estavam descendo escadas que levou ele para uma coisa muito parecida com um porão onde encontrou seus companheiros todos amarrados com correntes. Ele se virou para desprender Afonso, mas foi atingido por um feitiço que vez ele voar para a parede fazendo soltar a mala novamente e a pequena criatura em seu ombro caiu também não muito longe dele, Ed segurou bem a sua varinha e apontou para a criatura que ele tinha expulsado do quarto, ele gritou fazendo Ed colocar as mãos nos ouvido como se seus dimpalos fossem estourar com aquele barulho ensurdecedor, a criatura rio e voou na direção de Ed fazendo ficar contra a parede e dali tirou o relógio que estava no bolso.
    Ela se afastou finalmente dele e apertou nos botões que o relógio tinha, mas nada aconteceu ela olhou para Ed e avançou para ele novamente e com sua voz fria com o vendo falou.
    - use a ou eu mato seus amigos – ela entregou a Ed o relógio, ele apertou no mesmo botão, mas nada aconteceu e a criatura voltou contra ele novamente – tire os feitiços de proteção – ela se afasta, mas umas uma vez tanto espaço para Ed apontar sua varinha para o relógio, mas ele não sabia nada e então a voz em sua cabeça voltou a falar com ele ‘‘abra a mala’’ o garoto fingiu então que ia laçar um feitiço no relógio, mas sussurrou as palavras que fizeram a mala dar um estralo. A criatura olhou para trás e então a mala estava aberta e dali saiu o centauro segurando uma manchado em uma das mãos e na outra um cachado com um imenso brilho branco que ofuscava a visão de Ed.
    Ed viu o centauro avançar contra a criatura fazendo a fugir do local e arrastar Ed com sua longa não branca e esquelética, mas a criatura teu outro grito e quanto a viu ela tinha largado Ed e voado pela escuridão. O centauro chegou perto de dele e ajudou a levantar fazendo sua luz iluminar todo o local fazendo os ver que estavam cercados pelos inimigos e com outra grande criatura vinda de trás se viu outro centauro com um arco na mão umas duas grandes aves com penas vermelhas que pareciam fogo vivo e por fim se viu um vulto descer as escadas e ali atrás estava Sauron com um sorriso ele falou.
    - e melhor vocês desistirem – os homem que faziam um circulo em volta de Ed e dos centauros pareciam de esquecido deles ao ver o grande homem de cabelos castanhos escorrido ate a cintura
    Ele apontaram a varinha e ao mesmo tempo muito lançaram feitiços contra Sauron que estava em desvantagem  mas o homem sorrio para Ed e com sua varinha fez um grande brilho iluminar toda a sala fazendo Ed e os centauros fecharem seus olhos e quando abriram todos estavam no chão . Sauron colocou a mão no ombro de Ed e com outro movimento com a varinha todas as correntes que prendiam seus amigos sumiram, Ed estava confuso, mas os centauros pareciam que não eles se aproximaram de Sauron e então se cumprimentaram como se fosses velhos amigos .
    - continua o mesmo de sempre – falou o centauro voltando para a mala depois de sua mulher descer todos os degraus, mas antes de sumir dentro da mala ele olhou para Ed e falou – nada mal moleque, mas cuidam dessa mala direito nossas vidas dependem de você guardião – ele desceu o degrau e sumiu da vista e de Ed que olhou Sauron confuso e o homem sorrio para ele falando mentalmente com ele.
    - depois eu explico
     Ed ajudou Sauron a reunir todos seus amigos ali preso e com, mas um toque de sua varinha todos sumiu, ele se reuniu com Sauron que ia faze los sumir também, mas ele gritou antes que ele fizesse isso.
    - NÃO - Sauron se assustou e o garoto se abaixou e começou a procurar por algo e quanto o encontro num canto da parede encolhido como se estivesse com medo. Pegou ele com a mão e então falou
    - sou eu Ed – a pequena criatura que parecia um pequeno pedaço de pau olhou para ele com seus olhos amarelos e por um momento parecia der soltado um suspiro de alivio.
    Sauron chegou perto e então falou
    - hora quanto tempo louve – a pequena criatura vez uma referencia educada para Sauron que a fez rir
    Ele pegou no ombro de Ed e com um leve movimento de sua varinha o fezer ele desaparecer. Um frio domou a barriga de Ed e subiu pelo seu corpo seus pelos se arrepiaram e quando ouviu um estralo estava numa rua deserta.
  • caçadores da meia noite (capitulo 7)

    Após aquele terrível conflito que teve com aquela terrível criatura, Ed agora se via em outro lugar, Sauron tinha o salvado, e a questão agora era onde ele estava. Sauron olhou para ele e saiu caminhando por uma rua deserta, não havia uma alma viva ali, os únicos que estavam ali fora eram Ed e Sauron. Ele caminhava olhando para os lados vigiando se ninguém o vigiava, puxou sua varinha, e então começou a surgir uma casa no único pátio vazio, as pessoas pareciam não notar nada o que acontecera ali.
    Sauron olhou para Ed e então entrou ali dentro ainda olhando para os lados, Ed entrou logo após ele, estava dentro de uma casa muito parecida com aquela que foi atacada, tinha paredes pintadas e borradas de verde limão, haveria ali também uma escadaria velha que ao subirem fez rangidos agudos que anunciavam sua chegada. Sauron esperou Ed subir e então encontraram o corredor, mas estranho que, Ed já viu em toda sua vida, não havia portas e a cor verde limão estava se descascando mostrando uma parede com um dom marrom escuro. Os dois caminharam pelo vasto corredor sem portas, naquele momento Ed já não processava, mas nada, pois tinha acontecido tanta coisa em pouco tempo ele apenas seguiu o grande homem de cabelos castanhos, ele parou em meio ao corredor e começou a alisar a parede como se estivesse fazendo uma vistoria ali, como se algo estivesse errado, ele ficou parado olhando a parede e batendo de leve, colocou a mão na barba e então puxou sua varinha, teu exatamente cinco toques fazendo um movimento bruscos com sua varinha, como se tivesse desenhando um circulo nela aparecera símbolos e a parede começou a ringir fazendo barulho e soltando poeira.
    Ed ficou parado vendo o grande homem observar a parede se abrir como se fosse a porta de um elevador, estava serio , algo parecia perturbar ele , quando a parede se abriu completamente parecendo uma porta , uma luz clara veio iluminando o corredor , Sauron entrou sem falar uma palavra , na verdade estava quieto teste que chegaram no lugar . Ed que o acompanhou ainda segurava sua varinha e na outra mão estava à mala a onde habitavam varias criatura nela, ele entrou cautelosamente para dentro e viu ali uma cozinha muito simples a onde havia uma grande mesa de madeira, e ela estava sento ocupada por varias pessoas uma delas eram seu professor, Sauron sentou se na mesa e Ed ao seu lado, mantinha o mesmo olhar aborrecido, ele olhou para Ed e então falou.
    - hoje vamos responder todas as suas perguntas – seu olhar mudou
    Ed não sabia por onde começar, mas sua primeira pergunta foi sobres seus sonhos.
    - os meus sonhos, porque tudo o que sonho parecem tão real – todos olharam para ele e Sauron respondeu
    - você não um ser humano comum, você e um vidente, seus sonhos são visões to que esta acontecendo.
    - que? – Ed estava confuso
    Sauron pegou seu cachimbo acendeu e voltou a falar.
    - você e um de nos, mas não e qualquer bruxo, você tem a rara habilidade de prever o que vai acontecer, na nossa raça isso e muito raro – Sauron colocou o cachimbo na boca e depois tirou e soltou uma fumaça que formava barcos
    Todos continuavam a olhar para ele, como se ele fosse um intruso, mas ainda havia varias pergunta para fazer desviou seu olhar apenas para Sauron e seu professor e então fez outra pergunta.
    - o que era aquela criatura – Sauron soltou, mas fumaça que formava agora pequenos pássaros
    - aquilo se chama necromante, um ser nascido das trevas – Ed novamente deixou escapar um ‘‘que’’ – pensávamos dela destruído, derrotado ela, mas os boatos são verdadeiros ela voltou e esta desesperada por poder – Gabriel levantou de sua cadeira.
    - mas isso não explica o porquê pegaram o Ed – Sauron largou seu cachimbo olhou para Ed e então falou.
    - também não sei, mas isso aconteceu por causa de um traidor entre-nos – todos se olharam, mas Sauron voltou a falar – já descobri quem e – todos olharam para ele e então o nome veio à dona – seu nome e Cornélio – um homem baixo levantou e enfurecido rosnou.
    - aquele traidor maldito- rosnou o homem
    Mas ninguém estava prestando atenção nele, estavam todos olhando para a porta e ali havia olhares curiosos que Sauron mandou entrar, entraram na cozinha Afonso, Leonardo, Laura e sua Irma de cabelos brancos , pareciam aborrecidos com o que aconteceu , sentaram se na mesa para ouvir a conversa de Sauron. Mas foram interrompidos pelos gêmeos perguntando.
    - a onde você estava – Ed olhou para os dois amigos
    - na mala – sua responda parecia não ser o que eles queriam ouvir
    Olharam para ele e então questionaram.
    - mala?
    - sim a mala que estou carregando, tem como entrar nela – falou o garoto que se levantou para abrir a mala
    - mas o que raios você estava fazendo la – Laura estava inquieta e seu olhar fitava Ed
    - bom Cornélio falou para mim vê como que era ali dentro – todos olhou para Ed e ele continuou – falou que Sauron construiu uma fauna aqui dentro – todos deram um sorrisinho para ele, mas não questionaram.
    - não bem uma fauna – falou Sauron – mas e um bom lugar para se viver – concluiu ele com seu humor um pouco melhor.
    Ed olhou para Sauron que parecia piscar para ele e voltou sua atenção para os gêmeos e perguntou.
    - o que aconteceu quanto estive dentro da mala – os gêmeos arregalou seus olhos e Laura respondeu
    - estávamos todos descansando e foi daí que ouvi uma voz curiosa saindo do lado de fora, pensei que fosse você conversando baixinho com Cornélio, mas não era – ela parou de fala e os gêmeos continuaram
    -  aquele homem ruivo espiou para dentro da barraca e eu e Leonardo fomos para cima dele daí não vimos mas nada .
    Tudo agora estava voltando a fazer sentido, mas Ed não se esqueceu de sua ultima visão, ele estava la quanto contou e agora talvez ele já esteja a caminha da relíquia  , ed levantou e então falou .
    - temos que pegar a relíquia – Sauron olhou para ele
    - você contou para ele – Ed confirmou sua resposta balançando a cabeça, Sauron levantou e perguntou.
    - onde você a viu – Ed iri começar a explicar como era o lugar e falar sobre o mostro que viu, mas sua cabeça começou a doer, era como se algum estivesse batendo nela com um martelo.
    Ed estava vendo agora o necromante voando tão rápido quando um pássaro estava indo em direção a onde estava a relíquia, não podiam, mas espera, sua ele estava tão perto, mas tão longe, não podia fazer nada e quanto voltou ele levantou a cabeça e falou alto para todos escudarem.
    - ele esta a caminho, ele quer a relíquia – Sauron que estava em pe saio da cozinha
    Os gêmeos foram de atrás acompanhados por Laura, Gabriel e a garota de cabelos brancos, ele estava subindo, mas escadas junto com os outros ate Sauron parar , olhar para ele puxado-o pelo braço .
    - a onde você viu – falou Sauron novamente seu rosto estava serio, Ed não sabia a onde era, mas sabia a onde mostrar pelo mapa, e uma voz vindo de trás falou .
    - eu sei – Laura chegou ate o topo das escadas, Sauron largou o braço de Ed que estava doendo e subiu os últimos degraus, pegou sua varinha e repetiu os mesmos movimentos fazendo a parede ranger, e abrir, junto com ele entraram Laura e Gabriel, Ed e os outros dentaram, mas foram parados por Sauron que empurrou para trás com a varinha e fez as escadas virarem um grande escorregador, que fez todos deslizarem ate o chão, a garota caiu de costa e os gêmeos em cima dela e por fim Ed que bateu a cabeça em Leonardo.
    O grande elevador que surgiu da parede, agora estava se movendo tão rápido, mas Sauron, Laura e Gabriel ficaram imóveis como se estivessem apreciando um passeio de barco, o elevador se movimentou para a esquerda depois direita, subiu e por fim desceu gerando o grande brilho branco e fazendo um estalo, ele se abriu e Sauron e seus acompanhantes estavam numa praia a onde avistaram dois homem correndo e logo a cima dele aviam uma criatura que falava.
    - vou à frente – e ela começou a voar, mas rápido
    Gabriel apontou sua varinha e então conjurou um feitiço a longa distancia, mas acertara seu adversário mesmo de tão longe , o homem ruivo levantou , virou se então e começou a caminhar na direção contraria, o outro homem parou também e o acompanhou com sua varinha levantada conjurou feitiços, mas errou seu alvo, Gabriel e Laura foram para o encontro de seu duelo, e Sauron passou reto por eles em direção ao necromante que agora fez um buraco se abrir no chão e voou para dentro dele, talvez fosse tarde demais, mas o velho homem de cabelos castanhos não parou, nem olhou para trás avançou o, mas rápido que pode ate chegar perto do buraco, não analisou apenas entrou nele e desceu suas escadas e ao chegar ao ultimo degraus estava numa enorme caverna cheia de rubis e esmeraldas que deixava ela iluminada com uma luz vermelha e verde. Sauron caminhou por volta tentando encontra a criatura talvez, passou pela porta aberta e então a encontrou parada, parecia estar a sua espera.
    Ele puxou sua varinha e começou a disparar feitiços contra Sauron que bloqueio com a varinha sem sair do lugar onde estava o necromante parou e então respondeu.
    - nada mal, mas ainda não e páreo para mim
    Ele voltou a lançar feitiços contra Sauron que desvio de todos e depois lançou um fazendo sair um raio vermelho da ponta da varinha, mas errou a criatura voava e desviava de todos os feitiços, a criatura sem rosto e como seu corpo que não tinha nenhuma expressão humana parou no ar, desceu ate o chão apontou a varinha para Sauron e sussurrou.
    - tormenta – uma bola vermelha saiu de sua varinha e colidiu a com o do Sauron que fez o mesmo feitiço.
    As duas bolas se tornaram raios que disputavam ferozmente uma contra a outra, Sauron segurava sua varinha firme que tremia em sua mão, parecia que estava dominando a situação perfeitamente em quanto o fraco necromante parecia estar quase sucumbindo ao poder de Sauron, o feitiço finalmente virou contra ele e fez a criatura voar para trás e criada de dor.
    - ahahah.
    Sauron não excitou em lançar outro feitiço que fez a criatura se contorcer no chão e gritar, mas ainda, parecia que tudo estava acabado, Sauron se aproximou dela, mas caída logo em seguida, uma criatura pulou do lago e o fez cair nas águas escuras que cobriam a caverna, ela puxava Sauron, mas para baixo tanto tempo do necromante se levantar e pular dentro da água, ele perseguiu um brilho franco que via debaixo da água e a encontrou, a relíquia estava em sua frente, suas mãos ia pega La e ganharia um poder totalmente incrível e indestrutível, ele se aproximou tocou a frágil esfera e voou para fora da água. Sauron ainda lutava para se livrar da criatura apontou sua varinha para ele e conjurou um feitiço fazendo a o largar.
    O necromante não estava, mas na caverna saira dela o, mas rápido possível, estava soltando gargalhadas, e com a esfera na mão a abriu revelando um anel vermelho com verde, ele pos na mão devagar e sentiu uma onda de poder vindo o ate ele, estava poderoso novamente, nada era forte o suficiente contra ele, a terrível criatura ria satisfeita e se virou se para ver Sauron que finalmente saiu da caverna todo molhado, e fraco, ele apontou o anel para ele e então saiu um raio cinza destruindo tudo o que tocava Laura e Leonardo chegaram perto de Sauron levantaram suas varinhas e antes que o poderoso raio de poder o atingissem desapareceram.

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