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Aventura

  • a lenda de Èden/capitulo 4 o poderoso guardião fracassado (P & R)

    -isso foi rápido demais eu não vi quase nada-questiona luna
    -é assim mesmo mosa,guardiões da luz tem sua velocidade elevada desse jeito mesmo-fala pafunsu
    -eu não te dei o direito de me chamar de mosa-fala luna
    -bom vamos focar na próxima luta -fala pafunsu
    -primeiro como foi a sua luta
    pafunsu olha para cima e começa a pensar 
    -Oh não-fala luna 
                                                                 //////FLASH BACK TIME COM COMENTÁRIO EXTRA\\\\\\
    -outro flash back naaaaaoooo-fala luna
    -ja era-riu pafunsu
                                                                               INICIO DO FLASH BACK TIME
    Depois de pafunsu entrar no campo foi anunciada a luta entre ele e um cara desconhecido,quando começam a lutar pafunsu da um chute que afunda o rosto do sujeito e o dito-cujo perde a luta
                                                                                   COMENTÁRIO EXTRA
    -isso foi rápido,até demais-falou luna

    -guardiões da luz tem uma velocidade muito alta,porem uma defesa baixa de mais-falou pafunsu

    -por isso acabou rápido-fala luna

                                                                              CONTINUAÇÃO DO FLASH BACK TIME
    E na outra luta,era um guardião mais lento e com muito mais defesa,porem pafunsu era muito rapido e o outro cara nem chegara perto de sua velocidade e pafunsu o finalizou com facilidade,e por fim a ultima luta,porem esse cara era diferente dos demais 

    -acho que vou aparecer dele e dar aquele baita chute trava coluna nele- falou pafunsu

    ele o faz porem erra,por que seu adversario se defendeu com um outro chute,então tentou dar um soco e seu oponente parou o soco com outro soco ate que pafunsu pensa:

    -vou jogar um trovão nele 

    então pafunsu joga um trovão que errou,porem servia apenas para atrapalhar e atrair o adversário,perto o suficiente para atravessar a sua cabeça com uma mao aberta e eletrificada e assim que atravessa sua cabeça ela explode e ele é declarado vencedor da luta e o primeiro guardião da luz
                                                                                          FIM DO FLASHBACK TIME
    -agora falta a luta de quem-pergunta pafunsu

    -do gustavo-fala luna

    -era,não é mais,agora é a luta do rafael-fala gustavo

    -vai chorar-zoa pafunsu

    -nao,mais to quase-fala gustavo

    entao,finalmente os guerreiros de fogo entram em campo porem o destaque é mais do brasileiro de altura mediana e cabelo escuro e forte,estava sendo destaque por ser um daqueles que ajudou juan com aquela criatura de fogo e estavam em punhos uma luva e uma espada,algo que digamos era meio diferente,afinal pra que usar uma luva,mas ao iniciar a primeira luta que no caso era a dele o rapaz qua agora sabiamos o nome por anuncio de cahethel:lan santiago era seu nome e por coincidencia o outro cara tambem era brasileiro e se chamava edgar

    -isso esta muito estranho o nick falou que cabelos de cores estranhas sao caracteristicas dos descendentes dos guardiões da terra,só que nenhum dos guardiões do fogo tem olhos vermelhos,nem o rafael tem isso-fala pafunsu

    -pafunsu eu quero assistir-fala luna sentada em uma cadeira de rodas comendo um pãozim

    ao começar a luta edgar solta uma bomba de canhão de fogo 

    -esse ataque pode incinerar um planeta inteiro diga adeus aos seus ossos-fala edgar com uma risada alta

    lan apenas poem sua mão com a luva para frente e devolve para seu oponente o ataque como se não fosse nada e incinera completamente todo o seu corpo até reduzi-lo a cinzas

    -isso foi rapido-falou luna

    -luna para de falar so isso,mas realmente foi bem rapido,rapido ate de mais-fala pafunsu 

    porem a proxima pessoa a entrar em luta é seu amigo rafael

    -bom é isso vou conseguir-falou rafael

    no inicio da luta refael lança seus ioios a ponto que ficassem com suas cordas por todo o campo,quase que impossibilitando seu adversario de se mover,entao o adversario tenta queimar as cordas,que apenas ficavam em seu lugar sugando a energia e repassando a força pro ioio que ia ficando maior e deixando as cordas cada vez mais quente e entao rafael mexeu seus fios ate que cortou seu adversario e transformou-o em uma especie de picadinho frito de carne humana e entao rafael e declarado vencedor da luta

    -meu deus(do ceu berg)que nojo ele cortou o cara como picadinho argh-fala luna
     
    -meu deus que merda to com vontade de vomitar-falou pafunsu

    cahethel pede para alguem vir la para ressucitar o rapaz e devolve-lo a terra,afinal o perdedor teria apenas os poderes retirados e depois iria ser mandado para a terra para poder viver normalmente a sua vida na terra 

    -espero que perca logo,esse garoto é um piromaniaco sadico,nao seria uma boa te-lo como guardiao-pensou cahethel 

    a proxima luta sera entre lan e rafael

    -se prepare para ser queimado-falou rafael

    a cara de ridicularizaçao de lan era tao grande que chegou a ser ridiculo pra ele o que rafael falava,entao meio totalmente puto da vida rafael jogou seu ioio em cima de lan que nao apenas segurou como tambem quebrou o mesmo 

    -serio isso nao destroi nem um planeta anão gelo,acha mesmo que pode comigo-sacaneou lan

    tudo isso deixa rafael mais puto e tambem desesperado,ele refaz o ioio com suas chamas e aumenta o tamanho do mesmo a ponto de poder subir em cima do ioio como um carro gigante e tenta atropelar lan que desvia com uma facilidade enorme com se estivesse apenas dando um pulinho pro lado e da uma zoada

    -tao lento que nem chega a mach 1

    rafael putao responde:esse deus aqui chega a mach 36.000 

    -nao chega nem a mach 900 de tao lento 

    rafael acelera mais uma vez e lan apenas pega sua espada e da um corte certeiro no meio do rafael e corta o ioio dele ao meio e antes que rafael pudesse reclamar lan aparece rapido atraz dele e corta sua cabeça em instantes e assim lan e declarado ganhador por cahethel  e na plateia luna fala:

    -ele perdeu mesmo meu desu,eu dont believe

    -perdeu feio-fala pafunsu

    -nao acredito nisso-fala gustavo irritado-ele nao devia ter perdido 

    sim era isso rafael tinha perdido feio e lan havia se tornado o novo guardião do fogo,rafael foi ressucitado,teve seus poderes extraidos e foi mandado para seus pais na terra com a advertencia de nao mexer de novo em fosforos,mas claro cahethel deixou ele se despedir dos amigos afinal as proximas lutas seriam seguidas em elemento:agua,depois espiritual,depois escuridao,depois terra e por ultimo estrela ja era quase certo os vencedores afinal no ataque ja tinha uma da agua,uma da espiritual e uma da escuridão porem terra e estrela foram considerados dificeis de saber afinal havia tres guardioes da terra no incidente e nenhum da estrela,mas apos as despedidas começaram as batalhas da agua e a vencedora foi kamillie orihara da oceania,foi uma luta rapida nao igual a dos guardioes da luz mas tambem tinha seus meritos

    -aposto que foi bem facil ne,kamille ou posso te chamar de kamie-fala luna para a nova guardiã

    -serio querida e a sua-fala kamie

    -eu quase morri-fala luna

    -deveria ter morrido-fala kamie

    -que moça ruim pra eu-fala luna

    pra se ter uma ideia do quao rapido foi cada luitra era aproximadamente 20 segundos por luta depois disso era uma vitoria muito facil

    -nao curti essa moça,,mas curti as outras duas -falou luna

    essas tais garotas eram as duas dos elementos espiritual e escuridão,regendo o elemento da escuridão estava uma garota chamada julie kanam de istambul tinha uma personalidade calma e bem calada e ate alegre porem muito timida e gostava de chamar todo mundo de demonio algo que mostrava seu autismo com força altissima e regendo o elemento espiritual estava giulya kim than essa diferente da ultima ja era mais ativa e animada e gostava de cantar do nada,em especial k-pop (eu tenho uma amiga que gosta dessas musicas e como eu tava sem nada melhor pra colocar presente pra voces) as 2 seriam as mais novas guardiães do grupo 
                                                                            ENTREVISTA UTILITARIA COM LUNA GERLOFF
    -oi,oi,oi tudo bem,tudo bão-pergunta luna

    -tudo bem-fala giu

    julie calada

    -que merda eu to fazendo aqui-falou kamie

    -entrevista,xiu-sussurra luna

    -nao quero ficar no autismo de voces-fala kamie

    -xiu,agora continuando como foi a ultima luta de voces-pergunta luna

    -eu so entupi a mina de agua e explodi ela,como qualquer ser humano normal faria-fala kamie

    luna assustada pergunta:

    -e o que voce mais gosta kamie

    -rola-fala kamie-de varias idades idades,de muitos amores

    luna vermelha finge que nao escutou nada e passa para giu

    -entao giu como foi sua luta-pergunta luna

    -eu basicamente invoquei espiritos do alem e fiz todos atacarem como distraçao e voei por debaixo da terra em forma fantasma e possui o meu oponente por traz enquanto secava seu corpo-fala giu

    -e pior que a primeira-pensou luna desesperada

    e assustada luna pergunta com uma cara de nao me mate:

    -e....doq......do que voc.....do que voce gosta

    -kpop,escuto o dia todo,ate dormindo se possivel-fala giu 

    Luna agarra giu e fala:

    -meu desuuuu nos vamos dar tao bem

    -giu esta assustada com voce apertando ela assim luna-fala gustavo como um cameraman ou algo do tipo

    -ok,ok,ok eu largo,mas agora e sua vez julie-fala luna

    luna ja simpatiza com a garota ser baixinha a ponto de parecer uma versao de mini-chibi baby edition

    -entao como voce venceu-pergunta luna

    julie fica calada

    -fala pelo menos de quem voce gosta

    entao a garota gagueja e fala:
    hu..hu....hu...huinglerson-e some em uma sombra de vergonha 

    todos os presentes ficam calados por um instante e luna com um sorriso encerra a transmiçao

    -bae,bae pessoas-fala luna
                                                                              FIM DO ENTREVISTA COM LUNA GERLOFF
    -o que foi isso perguntou gustavo

    -nem eu sei acho que ela gosta do....-fala luna ate ser interrompida pelo pafunsu

    -quem gosta de quem-pergunta pafunsu

    -eu..eu gosto muito de pãozim-fala luna

    -e eu gosto de assistir a luta,elas sao muito bacanas

    -principalmente as com poderzinho sem a rajada tipo seu ataque na ultima luta-fala luna

    -e eu tambem-fala giu sobrando no canto mas manjando da situação 

    -e a proxima luta parece estar prestes a começar-fala pafunsu

    e julie estava com eles porem calada 

    -ainda bem que voces gostam por que o nick e o juan vao lutar daqui a pouco-fala pafunsu

    -eu avaliei os dois,so iram se encontrar se for na final,mas seu amigo nao tem chance o poder do juan é anormal para um guardião da grama,eles nao passam de curandeiros e protetores,juan de algum jeito serve de ataque e aquele modo dele nao vai ajudar em nada-fala julie

    -ela falou-riu pafunsu-finalmente hahaha

    julie some de novo e pafunsu estranha novamente (ate ai tudo normal)

    -ela ate que ta certa a luta deles vai ocorrer no final,vai ser emocionante-fala luna

    -duvido que esse tal de nick ganhe,nao esqueçam que tiveram 3 guardiões da terra no incidente e pelo jeito ele vai lutar com os 3-fala giu

    -eu confio no moso-fala luna

    -eu tambem-fala gustavo

    -concordo-fala pafunsu

    entao as outras guardioes retrucam

    -vai levar surra-fala kamie

    -chute na butt-fala giu

    -uhum-fala (ou grunge)julie 

    entao alguem vai andando naquela direçao era lan

    -alguem percebeu que o primeiro nome dele e mais japones que o do gustavo-fala pafunsu

    lan vai ate gustavo e da um soco com força na barriga dele que o faz cair,e o arrasta pelo cabelo ate cahethel,entao cahethel ouve o que o garoto tem a dizer e troca umas letras de um crachazinho que esta com cada um

    -o que aconteceu-perguntou luna

    -esse cara no dia que eu cheguei aqui deu um jeito de trocar nossos nomes e nacionalidade pra ele parecer japones,eu sou o unico hikari aqui,Lan Hikari-fala Lan

    -nao tendi nada-fala luna 

    -nem eu-fala pafunsu com gustavo vomitando sangue nos braços tentando ajeitar ele

    -aquele e o amigo de voces indo pro ringue-fala kamie

    -e ele sim-fala gustavo meio tonto

    -e o moso-fala luna

    -parece ter uma rola bacana-fala kamie passando a lingua sensualmente entre o labio 

    -eu mereço-fala luna envergonhada de como caminha a humanidade

    mais todos estavam ansiosos afinal nick iria lutar finalmente contra alguem,afinal apos uma historia com aquela (cap2) era impossivel nao ficar curioso com o treino,entao entram em campo um dos 2 caras do incidente e nick dormindo por que cahethel apenas o lançou pro campo enquanto ele dormia meio ensanguentado

    -prontos-fala cahethel-comecem

    -isso nao e justo o moso ta dormindo-fala luna

    entao no meio do campo o outro cara grita:

    -ninguem te perguntou nada,indiazinha

    luna e seus belos cabelos de india se ofendem e mandam ele se-fu mentalmente

    a luta começa com o adversario apontando-lhe o dedo e falando:

    -renda-se eu sou o mais forte aqui e posso destruir qualquer um

    ele era alto como se tivesse 2m e 10 de altura,mas nick ja esta dormindo no chão,como se estivessem pouco se importasse  e seu oponente considerou isso como uma afronta direta de nick e da um soco no chao causando um terremoto que apenas fez nick ficar rolando pelo chão ate que foi chegando perto de seu adversario rolando pela grama do local e ao tentar esmagalo com um pisao,nick chuta ele no rosto ainda no chao dormindo e afunda o rosto do pobre rapaz que ia esmagar a cabeça de nick com um pisão e ainda racha a barreira media de cahethel,todo destruido pelo chute o guerreiro se levanta porem ja e tarde nick esta em pe em sua frente dormindo e lhe da um soco na barriga que explode tanto o seu estomago quanto o resto da barreira do cahethel,entao cahethel fala:

    -treinamento duro pessoal,vamos fazer magia do tempo no sr.matias pra ver se acorda

    apos tenta usar a magia do tempo cahethel nao consegue e fala:

    -nao acredito,mudança do tempo nao funciona nele

    -o que isso quer dizer-pergunta luna

    -significa que nem se eu mudar o tempo,o nick nao vai ficar parado,nao vai envelhecer mais rapido e nem tentar diminuir a velocidade dele e ainda me proibe de viajar pro passado enquanto eu estiver a 1 galaxia de distancia dele-fala cahethel

    -chega vei,esse cara ta muito apelão-falou pafunsu

    -disse o cara que terminou 3 lutas em 4 milisegundos-fala nick

    -voce nao tava dormindo-falou pafunsu

    -habilidade de fotossintese e so eu estar encostando em terra que eu me recupero mais rapido-fala nick

    -bom mais tirando isso-nick colocando um punho fechado em frente ao rosto so que com um sorriso corajoso-eu vou vencer todo mundo,que esta aqui eu prometo isso pra voces 
    FIM
    __________________________________________________________BONUS_________________________________________________________________

    NOME:Kamille Orihara        APELIDO:Kamie         PAÍS:Australia
    ELEMENTO:Agua        HABILIDADE:Solidificação e Gaseificação
    GOSTA DE:Instrumentos Pessoais Masculinos (IPM)

    NOME:juliane kanam      APELIDO:Julie     PAÍS:Istambul
    ELEMENTO:Escuridão      HABILIDADE:Nuvem escura
    GOSTA DE:Pafunsu (DARK STALKER)

    NOME:Giulya kim than    APELIDO:Giu      PAÍS:Coreia do Sul
    ELEMENTO:Espiritual      HABILIDADE:Necromancia
    GOSTA DE:K-POP

    ________________________ERRATAS__________________
     NOME:Gustavo Santiago  APELIDO:Gusta ou Gustavo  PAÍS:Brasil
    ELEMENTO:Estrela     HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Olhar as estrelas

    NOME:Lan Hikari   APELIDO:Nenhum   PAÍS:Japão
    ELEMENTO:Fogo    HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Não se sabe




  • A passagem Negra

    Capitulo I: A Montanha da Insanidade
    Possuía 30 anos na fatídica ocasião, disso lembrava-se bem por alguma razão, anos bem vividos na opinião de uns. Desperdiçado na visão de outros. A verdade é que nem ele mesmo se importava com isso àquela altura, só o que importava era chegar a seu destino, porém, estranhamente não se recordava de onde estava vindo e para onde estava indo.
    – Estranho. Pensou estupefato, se dando conta de que não fazia a menor ideia de onde estava.
    Tudo era escuridão, estava nu, mas não sentia frio, fome, ou pensando bem, não sentia coisa alguma. Como havia chegado até aquele lugar? Que lugar era aquele?
    Perguntas e perguntas sem fim bombardeavam sua cabeça. – Vamos tente se lembrar de qualquer coisa, vamos…
    Aos poucos pequenos flashes começaram a retornar do fundo de sua consciência.
    – Eu precisava chegar a algum lugar, me lembro ao menos disso. Espere, meu nome, qual era meu nome? – Sem se preocupar com as trevas que o engoliam naquele lugar. E onde era esse lugar. Pensou em seu celular, mas lembrou-se que estava completamente despido e desprovido de qualquer coisa.
    O medo começou a se apossar dele ao passo que escaneava o lugar, ou ao menos tentava. Ficou em pé com dificuldade, como se mal pudesse se manter ereto. Seu senso de equilíbrio estava deturpado, assim como seus outros sentidos percebeu, deixando escapar um guincho de terror.
    Resolveu sentar-se novamente, ou foi forçado? Suas pernas não se sentiam cansadas, porem ficar em pé ali parecia um esforço titânico. Sentou então e tentou se concentrar em sua audição, já que naquela complete escuridão mal podia ver alguns palmos a frente de seu rosto.
    Ele ainda arfava e tentava recuperar a compostura sentado ali, naquele interminável breu. – Ora recomponha-se homem, há uma explicação coerente para isto tudo. Vamos acalme-se. Repetia a si mesmo.
    Então notou também o terrível silencio que o cercava, era capaz de ouvir os batimentos de seu coração de forma muito nítida, parecia também ser capaz de ouvir seu próprio sangue correndo em suas veias. - Bom, ao menos isso significava que ainda estava vivo? - Não sabia dizer, não sabia também se realmente ouvia isso ou se imaginava tudo.
    Não havia cheiro, nem sons que não fossem seus próprios, não podia enxergar muito além de onde estava, não havia brisa ou vento ali, poderia ele estar em algum calabouço ou caverna? Olhou para cima e o negrume de um céu que parecia subir infinitamente, que o oprimiu e o fez sentir pequeno. Percebeu que parecia estar ao ar livre - Mas onde diabos estou? Pensou novamente. - Tentava mais uma vez lembrar-se de alguma coisa.
    Lembrou-se que estava voando em sua moto, o vento em seu rosto. Uma corrente de pavor correu todo seu corpo, sim lembrava-se disso agora, a sinuosa estrada que se abria a sua frente, a luz da lua alta e prateada no céu escuro com poucas estrelas e a fatídica curva. Mas o que tinha acontecido após a curva, não tinha certeza, embora tivesse de alguma maneira a certeza de que agora estava morto.
    -  Não isso é impossível, dizia a si próprio. Tentou com mais afinco lembrar-se de mais alguma coisa e então como uma torrente as coisas começaram a voltar.
    Lembrava-se de seu nome: “Ronald William Bock”, lembrava-se de que havia comemorado o trigésimo ano terreno pouco tempo atrás. Lembrava-se de uma festa com pouco conhecidos, com os quais mal se importava. Não era alguém popular, era um lobo solitário na maior parte do tempo como gostava de pensar a seu respeito.
    Alguma comida, cerveja, um bolo e logo todos haviam ido da mesma maneira que chegaram. E ele estava livre com seus pensamentos novamente.
    Lhe veio à mente a imagem de sua mãe e pai, não possuía irmãos, lembrava-se disso agora. Então uma luz forte e um barulho ensurdecedor vieram à tona, sim, estava morto, podia ver o carro descontrolado vindo em sua direção. No momento uma fração de segundos, agora podia testemunhar como se estivesse fora do espaço e tempo tudo o que aconteceu.
    Esforçou-se um pouco mais e então viu seu corpo sendo lançado ao ar, seu capacete de desmanchando contra o concreto da via. Nesse momento tudo havia ficado escuro e ele acordara aqui.
    - Bom pensou, é isso, estou morto, será esse lugar a vida após a morte? Será que estou no Inferno? Isso não me parece o Céu, se é que há um Céu e um Inferno? Então subitamente ouviu um chamado, não uma voz, uma sensação de que deveria seguir em frente até alguém ou algo que o aguardava.
    Sentiu um súbito frio na espinha, que terrores inimagináveis podiam estar espreitando nessa escuridão infindável. Teve a impressão de ver olhos iridescentes o encarando ao longe. - Estou louco. Pensou. - Até agora mal podia enxergar.
    Tentou levantar-se mais uma vez, cambaleou um pouco mais conseguiu se pôr em pé. Olhou a sua volta com os sentidos turvos e viu que se encontrava sobre algo como a beira de um precipício. Virou-se e olhou para trás e constatou que de fato não podia voltar por aquele caminho. A escuridão não possuía começo nos céus acima de sua cabeça e nem um fundo abaixo de seus pés ao que parecia. Não haviam pedras ou objetos soltos que pudesse jogar para tentar testar o quão fundo era a queda.
    Só Havia um caminho a seguir, pensou, para frente. Começou então a lenta caminhada em direção a frente sem saber para onde estava indo. No caminho teve a sensação de passar por outras almas, as quais mal se moviam e percebeu que elas o encaravam de volta como se olhassem através dele com seus olhares vazios e sem esperança. - A quanto tempo estariam ali paradas, contemplando o caos ou ordem? Não sabia dizer qual dos dois definiria melhor tal local. O que aconteceu a essas criaturas pensava consigo mesmo enquanto ainda caminhava. O tempo passaria ali onde se encontrava? Não sabia dizer, não sabia a quanto tempo estava parado sentado até então.
    Decidiu que tentaria falar com alguma dessas figuras etéreas se tivesse a oportunidade. O que seria essa oportunidade nem mesmo ele sabia. Seguiu seu caminho negro até chegar ao que lhe parecia um aclive com escadas que pareciam feitas da própria noite. Novamente o medo tomou conta de si, e se conteve ao pé das escadas, olhou novamente para trás e percebeu que não fossem pelas escadas, não teria a menor noção de onde era para frente, para trás ou para os lados. Era tudo de um puro breu a não ser pelos espectros que as vezes podia notar lá parados. Absortos vislumbrando o infinito.
    Havia um bem próximo a ele agora, assim como os outros, era impossível dizer se havia sido um homem ou mulher. Pensou em toca-lo, tentou toca-lo, mas como se já soubesse se deu conta de que tal espectro não possuía uma forma solida e suas mão passaram diretamente por ele e uma fria sensação correu por todo seu corpo. Sim já havia sentido esse frio esmagador, mas quando fora... - Quando morri! Pensou. Mas havia mais, era como se estivesse se perdendo dentro da angustia daquela pobre alma.
    Não conseguiu distinguir muito, apenas a tristeza abissal que afligia a aparição. Por que se sentia assim? Por que estava ali parada? Tantas perguntas sem respostas. E em um momento de quase loucura tentou gritar o mais alto que pode: - Não era pra que tudo fosse claro agora?! Ahhhh!
    Pareceu poder ver sua exclamação voar pelo nada e se distanciar cada vez mais. Para nunca cair nos ouvidos de alguém.
    Tentou comunicar-se com ele, mas percebeu que era inútil, a figura pelo que sentiu não possuía qualquer senso de consciência, de eu próprio a não ser por uma vaga ideia de nome que não pôde decifrar, talvez fosse essa a causa da angustia. Será que assim como ele tal criatura havia chegado até lá e não foi capaz de se lembrar de como tinha sido sua vida e sua morte?
    Ou ainda não pudesse aceitar que morrera? Talvez por isso ficasse imóvel ali, contemplando o nada, tentando entender tudo que ocorrera e onde estava. Sentiu-se de certa forma triunfante de que era melhor que esses pobres diabos, havia tido força suficiente para domar o vácuo etéreo que o oprimia e trazer de volta a si suas lembranças. Ainda era Ronald, ainda era um ser pensante e consciente, não se daria por vencido como outros antes dele. Regozijou e não escondeu seu desdém por aqueles que agora considerava fracos. Mais de sua personalidade voltava agora, mais de suas lembranças e experiencias.
    Tinha a natureza desconfiada, sempre fora cheio de si e orgulhoso daquilo que acreditava representar. Amava suas posses terrenas quase ao ponto da avareza. E estava nu agora. Isso o enfureceu. E então o fez rir. - Ora para que de fato iria precisar de coisa alguma aqui de qualquer modo. Disse, e então voltou a sentar-se para tentar lembrar de algo mais. Não admitiria agora estar assustado com o desconhecido. Concentrou-se em seu nome e em aspectos de sua vida que ele acreditava estimar, tentou focar-se agora em pessoas que conhecia. Sim, talvez aqueles que estiveram com ele em seus últimos dias terrenos. E aos poucos mais imagens e sons chegavam até ele e de forma sinistra pode olhar para si mesmo. Estava largado ensanguentado no canto da pista, sua moto uma Kawasaki Ninja verde que amara tanto jazia despedaça a alguns metros de seu corpo moribundo. Seu primeiro pensamento foi em ver quem o havia tomado a vida, se sentia escarnecido por ele, algo que ele compreendia bem quando vivo. - Quero ter um vislumbre ao menos de seu maldito rosto. Pensou em seu íntimo, enquanto era engolido por um ódio que o queimava por dentro.
    Antes porem que fosse capaz de distinguir qualquer coisa se viu novamente envolto pelo breu indiferente e pelo céu opressivo e podia ver agora claramente as escadas e o chão por onde havia caminhado. Pareciam feitos de ônix liso e brilhante, embora não houvesse luz alguma ali.
    Decidiu continuar caminhando pelo tortuoso caminho, sem saber exatamente para onde estava sendo levado. Caminhou pelo que lhe pareceu horas por um caminho que serpenteava o que parecia a encosta de uma imensa montando feita de noite e pedra.
    Menos e menos espectros habitavam os lugares mais altos ao ponto de que ele agora os via muito pouco. Um deles parecia lhe bloquear o caminho, encarando-o com suas orbitas inflamadas parecendo eviscerar lhe o fundo da alma.
    Esse parecia ter sido velho ao chegar aqui, não sabia como podia ter certeza daquilo, ambos ficaram lá imóveis. Ronald perscrutava cada centímetro desse ser em busca de algo que pudesse lhe dar qualquer indicação ou qualquer pista do que o esperava no cume, do que ele agora passara a chamar em seus pensamentos de montanha de Sísifo, aquele velho mito grego do rei que devia galgar a montanha mais alta de Hades enquanto levava uma gigante pedra a seu topo.
    Tentou toca-lo se aproximando, quando o espectro o rechaçou com uma onda tenebrosa cheia de fúria e pesar, fazendo cambalear vários degraus para baixo. Não sentia dor, a não ser o pesar de Moneta... - Espere um pouco. Como sei esse nome. E claro como o dia via também a forma como Moneta havia chegado a seu fim. Como ela era obcecada por esses derradeiros momentos.
    Esfaqueada e estuprada por soldados. Meu Deus pensou, ela está aqui desde os tempos romanos... Nesse momento também lembrou de Deus e do bem e do mal e começou a sentir temor novamente. Seria ele julgado? Ou já teria passado pelo julgamento e não se lembrava? Seria essa a punição pensou horrorizado, cair no esquecimento de tudo e todos que faziam dele quem ele era?
    Não podia se dar ao luxo de entrar em pânico agora pensou: - Não é quente aqui, não acho que estou no Inferno, nem no Céu... Será que... Sim. Devo estar no Limbo entre ambos.
    Fazia todo sentido para si que se encontrava em uma espécie de Limbo, sentia medo, tentou concentrar-se novamente de forma introspectiva para refletir sobre sua vida até aquele momento. Não havia sido uma pessoa bondosa, porem também não havia feito mal demasiado a ninguém, até onde podia se lembrar. Lembrou-se de brigas, discussões, das ocasiões em que ajudou ao próximo. E sentiu que aos poucos sua consciência o levava para outro lugar, como se fosse levado por uma leve correnteza.
    -  Um velório! Exclamou com surpresa, embora já soubesse que seria seu próprio enterro. Viu ali algumas pessoas que conhecera durante sua curta vida, não muitos, tinha a impressão de que alguns lá estavam para simplesmente vê-lo morto. - Já não importa mais, não posso alcançá-los e eles com toda certeza jamais poderão me ver novamente.
    Viu sua mãe junto de seu pai ao lado do caixão, que estava lacrado devido a seu estado. A expressão triste e cansada dominava o rosto de sua mãe. Expressão de alguém que chorara muito. Não podia mais suportar aquilo, tentou concentrar-se e voltar a Sísifo. Antes de obter sucesso pode ouvir sua mãe lhe dizer: - Vá em paz meu filho, você viveu e amou enquanto esteve conosco. Sentirei muito sua falta. Esteja em paz.
    Mal conseguia controlar suas emoções nesse ponto, o pesar, o amor, a raiva e revolta por tudo borbulhavam dentro dele, até que de volta ao negrume da montanha todas elas começavam a dissipar como se se misturando as trevas que o rodeavam. - Parece que aos poucos todos os sentimentos, bons e ruins estão deixando meu ser.
    Como se fosse purificado pela negridão ao seu redor. - Afinal não era isso que as trevas representavam? Indagou a si mesmo. A completa ausência de tudo, de onde nada podia escapar? Continuou:
    -  Não posso deixar que leve meu eu, do contrário ficarei como esses desgraçados perdidos nessa vastidão abissal. Preciso seguir caminhando antes que isso aconteça.
    O caminho como ele próprio esperava foi tortuoso e cheio de obstáculos, com a eventual visão de um ou mais espectros parados olhando através dele. Não sabia dizer por mais quanto tempo estava andando e não pretendia parar até chegar ao cume, afinal ele percebeu que de fato não ficara cansando por andar, porem achava difícil manter-se concentrado na tarefa herculana que possuía diante de si.
    Enfim, após o que considerava dias em sua percepção mortal das coisas, chegou ao fim do último lance de escadas incrustradas na rocha. E então quando pensava que não poderia se surpreender com mais nada que o universo pudesse jogar contra ele, descobriu para seu espanto estar muito enganado.
    Capitulo II: Os Obeliscos e as Estrelas Celestes
    Ali no centro da montanha de trevas e desilusão haviam duas gigantescas colunas como obeliscos paralelas, que assim como o céu pareciam não ter fim, rasgando a abóboda astral e subindo de forma titânica e imponente, prostrando a todos os que punham seus olhos nela.
    Ao centro de cada uma havia uma pequena passagem de mais ou menos duas vezes a altura de um homem alto e delas brotavam luzes de cores que ele jamais vira ou imaginara. Cores que até então eram invisíveis aos olhos humanos, luzes fantasmagóricas mais opressivas que os próprios obeliscos que ali descansavam provavelmente desde o início dos tempos, porém, por alguma sinistra razão se sentia atraído por elas como uma mariposa e atraída até uma lâmpada incandescente na mais densa das noites, inimagináveis para mortais.
    Ao centro entre os dois obeliscos havia uma plataforma circular, onde para seu espanto jazia um monstro humanoide disforme de proporções cinco ou seis vezes o tamanho de um homem adulto. Sentando em um trono de marfim mastodôntico. - Isto é uma estátua? Disse boquiaberto encarando aquela visão nefasta.
    Possuía 3 cabeças conjuntas, uma voltada para direita, outra para esquerda e uma para frente. A cabeça da frente era completamente negra, parecia feita do mesmo material da montanha. Não possuía olhos em suas orbitas, nem nariz, embora houvessem fendas que se pareciam com o nariz de um crânio.
    Sua boca, ou a fenda que se assemelhava a uma boca era aterrorizante, seus dentes, ou se e que eram dentes, lembravam estalactites e estalagmites. O rosto em si era liso como um espelho, já a face da esquerda se assemelhava mais a um animal do que há algo humano, embora não possuísse olhos que ele pudesse distinguir, essa por sua vez era de um branco tão pálido que assim como o magnifico trono se destacava e reluzia em contraste com a eterna noite onde se encerravam seus domínios. A qual animal ou fera mítica aquela coisa se parecia não sabia dizer, mas lhe causava extremo pavor.
    A terceira face possuía enormes chifres que se lançavam do topo de sua testa e se curvavam levemente para baixo para depois alçarem os céus. Esta porem parecia áspera e rustica em sua formação, com protuberâncias em forma de espinhos se pronunciando a partir de seu terrível queixo, sua enorme boca parecia ter sido lacrada. Era uma figura Dantesca, como se fosse um demônio saído do Cócito no nono círculo Infernal.
    O titã possuía um corpo humanoide, todo feito de pedra, com seis longos braços com três articulações cada, com mãos longas com seis dedos pontiagudos cada, seu quadril todo esparramado em seu trono e duas longas pernas que mais se pareciam raízes de arvores retorcidas que se fundiam com o solo pedregoso. - Essa coisa e definitivamente uma estátua. Proclamou em voz alta tentando esconder o temor e se convencer de que aquilo não poderia lhe fazer mal.
    Se aproximou mais, tentando inspecionar o que eram aquelas entradas em cada extremidade no centro dos obeliscos, julgava haver ao menos um quilômetro entre uma outra com a poderosa figura no centro e a encosta montanhosa atrás entre os três.
    Ao tentar se aproximar da entrada a direita, para sua surpresa a enorme figura quimérica pareceu ganhar vida e onde antes haviam apenas orbitas vazias agora se incandesciam com um brilho etéreo e espectral de cores fluorescentes. Então com um ranger ensurdecedor a figura recostou no trono e um barulho ensurdecer saiu da fenda que era a horrenda boca do meio.
    Não era capaz de discernir nenhuma palavra daquele turbilhão de sons, seus ouvidos prestes a estourar, podia sentir a montanha tremer e gemer, como se a própria noite estivesse acordando. Os espectros pelo quais passara agora pareciam em pânico absoluto com o que acontecia.
    Em meio a insanidade do momento, Ronald caiu em si e tentou se concentrar nas vibrações, afinal estava morto, duvidava que seus tímpanos pudessem romper-se. Para sua surpresa imaginava estar agora entendendo o que lhe estava sendo dito: - Somos as estrelas do agora, do que foi e também do que será. Estivemos aqui no início e estaremos também no final, quando Deus e o Vazio tiverem seu último confronto. Nossos nomes para aqueles que aqui chegam são: Minos a Estrela Celeste da Nobreza, Radamanto a Estrela Celeste da Fúria e Eaco a Estrela Celeste do heroísmo.
    Nós somos aqueles responsáveis por encaminhar os mortais que aqui se aventuram para o próximo estágio... Ronald sentia-se tonto, perdido em meio àquela presença colossal. Antes que pudesse dizer ou até mesmo formular uma pergunta racional a voz profunda de Eaco continuava a retumbar: - Abandone sua vida mortal, purifique-se e siga pela passagem. Ao tempo que terminava de falar as coisas voltavam ao seu estado natural ou antinatural como pensava Ronald.
    Enquanto recuperava sua compostura Ronald por alguma razão se enchia de revolta, talvez tenha sido a ordem para abandonar sua vida mortal, não se sentia preparado para abandonar seu eu. E o que isso se quer significava, ele era Ronald, ninguém mais, não podia deixar de ser, nem queria. Não, jamais abandonaria o que lhe tornava ele, único.
    Com a ira crescente dentro de si, imaginou ter visto quem considerava ser Radamanto virar a imensa cabeça em sua direção e subitamente sentiu como se estivesse sendo sugado pela criatura, mas não estava, seu ódio porem diminuía e veio a compreender o que acontecera, aqueles seres tirariam dele tudo o que lhe fazia ele próprio. Em um ímpeto de coragem conseguiu indagar a massiva estatua: - Eu mereço explicações, sempre acreditamos que a morte seria o lugar de verdades e não mais dúvidas. Eu demando saber o que fará comigo, o que são essas almas penadas pelo caminho, e por que devo abandonar o meu eu?
    De repente a cabeça que julgava ser Minos começava a mover-se em sua direção e as outras pareciam deliciadas com a audácia daquele minúsculo e ignóbil mortal.
    - Algo passageiro e ínfimo como você ousa questionar as leis da existência?
    - Sim. Disse ele de forma tímida. - Acho que todos que chegam aqui merecem algumas respostas antes de cruzarem seja lá o que for que se esconde após essa passagem.
    Então a cabeça central voltou-se para ele novamente. E disse: - Você não é digno de saber os mistérios da existência em sua totalidade, mas posso lhe sanar algumas dúvidas antes que faça a passagem.
    Seus pensamentos iam e vinham de forma assustadora, tentou concentrar-se e afastar o medo a opressão que os seres forçavam sobre ele. E então imaginou o que perguntar primeiro. Mas antes que pudesse dizer algo a voz ressoou novamente: - Lhe responderei três perguntas, faça as com cuidado mortal.
    Ronald respirara fundo, engolira a seco e tentara formular a primeira de suas três perguntas que seriam respondidas, mas o que deveria perguntar... Foi então que a primeira delas se materializou em sua mente: - O que são todas essas almas espalhadas por esse local? Refiro-me as que ficam apenas paradas olhando para mim enquanto me dirigia para cá? Suponho que não seja o único a chegar até aqui, porém não via mais ninguém tentando chegar ao cume. O que aconteceu a elas? O que são elas? Repetiu. Ao que Eacos quem supunha ser a cabeça do meio deixou que sua voz gutural se propaga-se pela escuridão daquele abismo sem vida.
    - São mortais, tal como você, que chegaram até aqui após o fim de sua jornada terrena, que assim como você se esforçaram para lembrar quem foram, o que fizeram, a quem amaram, odiaram. Alguns habitam essa montanha estéril a milênios em anos que mortais compreendem. Outros simplesmente não possuem a força ou a vontade para chegarem até aqui, pois ainda se sentem vivos e não conseguem entender que já não vivem mais. Eles ainda se apegam ao seu ego e a sua vida terrena e são incapazes de deixar ir, logo não podem entrar pela passagem e se recusam a desistir de quem foram. E assim presos estão. Esperando um doce esquecimento que jamais virá. Sofrerão para sempre na montanha, incapazes de continuar. Perdendo aos poucos o restante de sua humanidade, até não se lembrarem mais do que não queriam perder. Ficando assim para sempre enclausurados na negridão da montanha.
    Sentiu um nó em seu estomago, estaria ele preso a essa mesmo destino? Não tinha intenções de se separar de quem foi, de quem era. Não entendi a razão para isso, porem também não iria ficar e se entregar a sombria montanha.
    O colosso de pedra novamente recostava em seu trono, seus olhos como sempre penetrando o âmago de Ronald como a luz penetra as sombras. Nesse instante Ronald começou novamente a sentir-se tonto e de repente foi novamente puxado para o dia de sua partida terrena. Estava novamente contemplando o local onde acontecera seu fatal acidente. Dessa vez parecia estar posicionado da perspectiva de seu assassino.
    Uma onda fúria tomou conta de si, enquanto novamente podia observar as coisas em seu próprio tempo, vira que o motorista corria de forma insana pelas sinuosas curvas daquela maldita via. Desta vez pode dar uma boa olhada em no homem que colocou um ponto final em sua jornada.
    O motorista era homem de cabelos cacheados muito pretos, nariz de batata, a pele bronzeada e dentes muito brancos. Possuía um olhar de extremo desespero em seu rosto. - Estranho, ele só vai colidir comigo em duas curvas, mas já parece assustado. Indagou em seus pensamentos. Sentia-se puxado de volta, tentou resistir a força magnética que o chamava, ainda tinha muito o que ver desse sujeito assassino.
    Deu por si novamente de fronte para o monstro abissal. Dessa vez a imensa cabeça branca como perola se voltava para ele. Sabia que devia fazer sua próxima pergunta mesmo antes de que começassem a falar. De fato, não sabia se queria ouvi-los mais uma vez.
    Minos aguardava pacientemente.
    - O que são esses portais que você guarda? O que há após atravessa-los? Por que existem dois deles? Antes que pudesse continuar Minos rugiu com sua voz bestial em resposta. Ronald sentiu como se milhares de raios trovejassem ao mesmo tempo.
    E de novo precisou concentrar-se para que pudesse compreender o que estava sendo dito. Um fluxo de informações se desenrolou em seu cérebro e então era capaz de entender o que lhe era dito mais uma vez.
    -  Essas são as passagens para o próximo passo da jornada mortal, todas as almas devem cruzar essa fronteira no limiar do desconhecido. O que há após a passagem negra você saberá quando as cruzar. Se as cruzar.
    A besta continuou a vociferar:
    - Os obeliscos são portentos que já existiam aqui antes mesmo de toda a criação mortal, são fontes inesgotáveis de poder e transmutações, de criação e de destruição, representam a dualidade da existência, a ordem e ao mesmo tempo o caos. O tudo e o nada, vida e morte.
    Ronald ainda aguardava a resposta para a última parte de sua pergunta, quando novamente teve a sensação de correnteza. Sabia que estava sendo novamente levado a algum lugar. Sabia que as Estrelas Celestes eram as responsáveis por isso. Tentou lutar contra a atração, Minos ainda lhe devia a resposta. Então pouco antes de tudo ficar enegrecido e sombrio novamente exclamou: -Por que são dois?!
    Imaginou ter ouvido ou mentalizado a palavra “Escolha”.
    Estava novamente observando o passado. Dessa vez, não estava na via e nem podia ver seu nêmesis por ali. Mas onde era ali? Quando era ali? Tantas perguntas e tão poucas respostas. Era um quarto branco e iluminado, encostado no fundo da sala havia uma daquelas camas medonhas de hospital. Com uma mulher que não devia ter mais do que trinta e cinco ou quarenta anos. Ela chorava copiosamente.
    Sem entender o que havia se passado ali, Ronald ficou confuso. Seria ele puxado de volta agora, sem nem ao menos entender por que estava vendo isso?
    Então sentiu o tempo dilatar-se e então contrair-se e quando deu por si um médico contava a mulher que assim como as tentativas passadas, essa gravidez lhe trazia perigo. E que não seria aconselhável tentar novamente caso o pior ocorresse. - Quem seria essa mulher? Indagou a si mesmo.
    La estavam novamente um encarando o outro, porem somente um deles lidava com emoções desconcertantes. Ele sabia que a cada viagem dessas, mas de si próprio era drenado pela estatua, sabia disso, sentia isso, mas nem ao menos entendia o motivo de sua última visão.
    Radamanto o observava. Agora podia ver aquela face demoníaca repleta de olhos, algo que ele não pudera perceber antes. Já sabia o que perguntaria desta vez.
    - Por que devemos ser purificados, ahn? Por que devemos abandonar tudo aquilo que somos e fomos? Quando você se diz estar aqui desde o início, deve apreciar lembrar-se de quem é. O que me diz a respeito dos espectros, não são importantes o bastante para serem purificados? Não...
    Antes que pudesse terminar a pergunta sentiu a mão monstruosa do titã agarra-lo e traze-lo bem perto da temível boca que parecia ter sido costurada e aqueles diversos olhos fumegantes focados nele.
    Não ouve estardalhaço desta vez, e sim imagens e sons dentro de sua cabeça. - Para que quando deem o próximo passo, estejam livres do apego de uma aventura passageira e possam seguir em frente. Começou a responder a cabeça da direita. A mais monstruosa delas pareciam ser a mais cordial, pensou Ronald.
    A voz continuou: - De uma forma ou de outra todas as almas são e serão purificadas, o quando e a forma são as únicas coisas que diferem. Aqueles que fazem a passagem são purificados e continuam sua jornada, enquanto os que se recusam e aqui residem também acabam esquecendo tudo que são eventualmente. Porém sem lembrança alguma ou vontade, são incapazes de seguir em frente, pois já não desejam mais nada, já não são mais capazes de escolher.
    Sentiu a mão apertar-se mais em torno de si, e novamente sentia que seria arrastado para algum outro lugar. Lutou violentamente com sua mente contra essa incursão, voltava a via, não precisava mais ver isso pensou e mentalizou, já aceitava estar morto. Concentrou-se o máximo que pode e viu que o cenário mudou drasticamente, assim como o tempo em que se encontrava pareceu mudar. Viu sua mãe, sentada no canto de seu jazigo. O olhar perdido a frente, passando por ele, afinal ele não era corpóreo.
    Não queria mais nada daquilo e em um último ato desafiador ordenou ser trazido de volta, ao que para sua surpresa foi atendido. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Eacos novamente fez a montanha tremer, ao dizer ao mortal que passado, presente e futuro acontecem simultaneamente e que muitos mortais são incapazes de entender o significado dos avisos que recebem. E continuou a falar:
    - Você deve agora abandonar seu passado e passar pelo portal que se encontra a minha direita. Dizia Eacos enquanto três de seus braços apontavam para a passagem, ao mesmo tempo que a outra mão soltava Ronald ao chão.
    - Va agora mortal, ou ficara aqui para sempre.
    A cabeça de Ronald voava com toda a informação que havia recebido. Já não sentia mais medo, talvez por terem tomado isso dele. Em um ímpeto de loucura e insanidade que o tomava agora, sua velha natureza desconfiada passava a frente, então ergue-se desafiador e bradou: - Por que deveria confiar em uma coisa feito você? Por que deveria ir pela porta da esquerda, porque não ir pela porta a minha direita? Quer me mandar para o abismo desgraçado!
    A estátua jazia imóvel sem parecer se importar com a crise de histeria que se desenrolava a sua frente. E então de súbito suas mãos tentaram alcançar Ronald, que novamente ouviu Radamanto em sua cabeça lhe dizendo que era indiferente quais das passagens ele tomasse, mas que iria ser purificado e tomaria uma delas. De uma forma ou de outra.
    Em seu estado de pânico e pura insanidade Ronald conseguiu passar por entre os gigantescos dedos pontudos e chegara até a borda do precipício que daria diretamente de fronte para onde ele acreditava ter acordado no início de toda essa loucura.
    Os três observavam.
    Quando Ronald respirou fundo e disse suas últimas palavras para o colosso: - Você mencionou escolhas certo? Eis aqui a minha escolha sua aberração monstruosa e disforme. Não serei purificado, não abandonarei quem sou jamais e caso não seja capaz de cruzar a passagem mesmo assim me recuso a encontrar um fim tão patético e débil como desses fracos diabos a sua volta.
    - Sou dono de meu próprio destino! Disse isso pouco antes de se jogar do topo de Sísifo.
    Capitulo III: O Ciclo Interminável
    A lua cheia estava alta no céu com sua suave luz prateada iluminando todos os cantos daquela cidade. Não havia muitas estrelas no céu naquele dia e nem muitas pessoas nas ruas. É o que geralmente acontece em feriados naquela pacata cidade. As pessoas costumavam deixar suas casas e irem viajar na véspera, para somente voltarem no dia após a data comemorativa.
    Ronald adorava esses dias, não gostava muito das pessoas preferia ser sua própria companhia principalmente quando decidia voar baixo com sua potente moto, pelas sinuosas e lindas estradas que cortavam os campos verdejantes e imensas arvores que ficavam tão linda ao luar.
    Ronald era um homem alto com mais de um metro e oitenta, de compleição forte, mandíbula quadrada, nariz de tamanho médio e fino. Seus olhos eram de um azul profundo e frio, muitos diziam que não havia vida por trás de seus olhos. Seus cabelos eram castanhos e cortados curtos em estilo militar. Possuía uma personalidade forte, o que na maior parte do tempo fazia com que as pessoas se afastassem dele. - Os fracos temem os fortes. Repetia para todos que quisessem ouvir.
    - Jamais serei um fraco, nem mesmo na morte. Expurgarei o véu da incerteza e olharei Deus em sua face e direi a ele que poderia ter feito melhor, haha haha! Disse a sua mãe certa vez em tom zombeteiro e desafiador. Se dizia um homem único, o qual o molde fora quebrado logo após sua fabricação. Dizia também que o mundo jamais poderia existir sem ele, embora não acreditasse de verdade nisso.
    Ronald sentia-se solitário em feriados porem especialmente triste naquele dia. Já não falava com seus pais havia algum tempo, nem se lembrava da razão pela qual havia se desentendido. Não importava. Decidira sair de casa, olhar para o teto o estava deixando maluco, e uma noite assim não podia ser desperdiçada, as estradas estariam tranquilas, o tempo estava propicio e logo poderia estar voando baixo pelas estradas da mãe Terra. Não sabia por que, porem sabia que seu destino o estava chamando para encontra-lo. Rira sozinho. Acreditava mesmo em destino? - Veremos onde a noite me leva.
    Ao sair para rua uivou para lua, para divertimento de algumas poucas pessoas nas janelas de suas casas. Ainda era cedo, cerca de sete horas da noite. - Uma lua assim nos faz entrar em contato com nosso lado bestial. Dissera sozinho para quem quisesse ouvir.
    Após uns trinta minutos queimando asfalto decidiu parar para beber alguma coisa em uma boate de quinta que ficava ao lado da rodovia e se divertir com as garotas que lhe diriam qualquer coisa por dinheiro.
    Linda Tessario Almeida era uma mulher em seus trinta anos de vida, era baixa e magra, com espessos cabelos castanhos que lhe caiam até a cintura que era fina e bem formada. Seus grandes olhos castanhos passavam a sensação de carinho e bondade a todos a quem ela olhava. Seus lábios eram carnudos e sua boca sempre vermelha sua cor favorita dizia ela.
    Havia se casado há algum tempo atrás com um homem chamado Derick Almeida, ambos se amavam muito e haviam passado juntos por momentos muito difíceis em suas vidas, tanto separados quanto unidos.
    Quando pequena Linda foi uma criança doente que vivia de medico em medico, hospital a hospital. Passou por muitos procedimentos que envolviam radiação e outras coisas que prejudicavam seu diminuto corpo, embora tenha vencido a doença que lhe afligia algumas sequelas a acompanharam por toda sua vida.
    Devido a isso não era uma mulher particularmente forte, mas estava sempre bem-disposta a aproveitar a vida e as pessoas. Seu único pesar era a incapacidade de gerar uma vida, algo com o que sonhava desde que podia se lembrar. Ser mãe, cuidar de outro ser como sua mãe cuidara dela até chegar ao fim de seus dias.
    Havia esperado o filho de Derick por três vezes e em todas as três, sua vida estava em risco por complicações. O primeiro era natimorto e teve que ser removido, no segundo um aborto terrível no sexto mês de gestação e no terceiro não havia passado do terceiro mês e lhe causara uma hemorragia que quase a levara para o outro mundo.
    Essa era sua última chance e o médico lhe advertira no hospital aquele dia, que não seria aconselhável tentar novamente caso o pior ocorresse. Seu marido e ela estavam apreensivos, porém Derick sofria com a possibilidade de desta vez perder tanto seu filho quanto sua esposa.
    O relógio marcava oito e meia da noite, Ronald deixava o inferninho para trás para voltar para sua casa. Quando sentado em sua moto refletia sobre sua vida. Sentiu pesar por ter deixado as coisas com seus pais chegarem aquele ponto, entendia que eles só queriam o melhor, mas ele como sempre era esquentado. Nada como álcool e mulheres com pouca roupa para fazê-lo refletir sobre seus erros.
    Decidira que iria para a casa de seus pais agora na cidade vizinha, afinal era só continuar seguindo essa pista calma e deserta por mais 20 quilômetros e logo estarei lá pensou. E assim começara sua última viagem.
    Derick voltava mais cedo de suas férias com sua esposa mais cedo, algo não estava bem, podia dizer, sua esposa não costuma reclamar ou se queixar das coisas, logo sabia que quando ela o fazia a situação era séria.
    Ronald deitava sua moto em cada curva, cada vez aumentando mais a velocidade e zunindo pelo asfalto. Derick pisava no acelerador, sua esposa agora gritava de dor e começara a sangrar, essa era sua quarta gravidez, já estava no oitavo mês, segundo o médico essa deveria ser sua última chance, do contrário deveriam tentar adotar uma criança dissera ele. Linda não sabia, mas nunca seria mãe.
    Ronald fez uma curva e então na próxima viu aquela luz desgovernada em sua direção, então nunca mais viu coisa alguma. Derick dobrou a via, Linda gritou de dor, Derick olhara para ela, não usava cinto de segurança. Derick deve ser torso destruído pelo volante do carro. Derick jamais foi pai.
    O carro capotou diversas vezes e ficou la parado no canto da estrada. O ceifeiro estava ocupado naquele dia, Ronald jazia destruído a esquerda, Derrick morrera no impacto, seu corpo fora partido em dois. Linda ainda presa ao assento do carro desfalecia de forma rápida, somente capaz de balbuciar algo: - Por favor você precisa sobreviver, mamãe não será capaz de estar com você, mas você precisa viver. O Resgate levaria 10 minutos para chegar até ali.
    Capitulo IV: Vitória
    Ele caia pelas sombras intermináveis daqueles domínios, imaginava que bateria em algo durante a queda, porem ele só caia e caia na penumbra que o consumia. Parecia estar caindo a eras em sua percepção, novamente não saberia dizer.
    Sentia-se triunfante, ainda era Ronald e sempre seria Ronald. Sim jamais passaria pela passagem negra agora, nunca conheceria o próximo estágio, mas ao menos ainda era Ronald e jamais se tornaria um espectro sem vontade. Sentia frio pela primeira vez desde que chegara aquela montanha, não sabia o motivo. Agora se entregara ao êxtase não vazio sobrenatural e escuro, já não pensava em mais nada, somente na paz que experienciava agora., não havia mais ódio, insegurança, amor, só aquela sensação de frio e calmaria enquanto caia para as profundezas abismais do desconhecido.
    Presa ainda no carro Linda agonizava, quando foi capaz de ver um rosto amigo, um enorme homem negro, não um gigante de ébano, lhe tranquilizava com sua voz doce e seus cuidados. Um gigante gentil. - Me chamo Malloy. Vamos ajudar você, estamos preocupados com o bebe, não temos certeza de que irá sobreviver. Mas você precisa ser forte.
    - Corte meu ventre e tire o dali com vida por favor esse é o último pedido que tenho em vida. Disse linda poucos minutos antes de ser abraçada pelo vazio e pela noite. O ceifeiro ali aguardava. Levaria mais uma ou duas almas para o nada?
    Ronald continuava a cair de forma vertiginosa, teve a impressão de ver um minúsculo ponto azul bem lá embaixo que parecia aumentar e aumentar de tamanho. Logo lhe ocorreu que aquela era a Terra. Divertiu-se momentaneamente com isso quando pensou que se tornaria uma alma penada lá. Quantas histórias loucas ouvira durante sua vida e que nunca acreditara e despachara como maluquice?
    Divertir-se-ia mais se não tivesse percebido que já não se lembrava mais de seu nome, nem de quem era e se não houvesse aquela sensação agonizante de estar sendo carbonizado. O fogo brotava de seu corpo como fogo fátuo, e suas memorias queimavam e eram despedaçadas ao mesmo tempo em que continuava a cair e a Terra continuava a se aproximar mais e mais. Sua essência estava sendo reciclada sua forma mudava para algo menor, e não havia nada que pudesse fazer para impedir o que acontecia. Já nem mais se lembrava da montanha ou das criaturas que lá habitavam. E em uma explosão de chamas não havia mais nada.
    De volta ao hospital médicos e enfermeiros corriam de um lado para o outro em um frenesi assustador, a pequena menina foi salva as outras três pessoas envolvidas no acidente brutal da via 666 haviam morrido no local.
    Malloy segurava a pequena criança em seus enormes braços contente de pelo menos terem salvado uma vida. Ele abriu os olhos via tudo branco, seus olhos doíam, a claridade lhe machucava como se nunca tivesse enxergado antes. Não se lembrava de muitas coisas mais sabia que se fechasse os olhos jamais seria o mesmo de novo. O que acontecera, ele não se lembrava, lembrava-se de que possuía um nome, sim, meu nome era Ronal... E então a pequena caiu no sono. - Pequenina você teve uma Vitória hoje. Disse Malloy, veremos se pode conseguir mais uma e ter uma família.
    Quatro anos haviam se passado desde então, e naquela sepultura para qual Malloy olhava jaziam Linda e Derick. -Esses eram meus pais disse Vitoria confusa? - Sim. Replicou O gigante gentil. Agora vamos sua mãe está esperando e logo tenho que voltar para meu plantão.
    - O que ela está fazendo ali? Perguntou de forma inocente a menina.
    - Isso ela deve te contar pequenina. Respondeu.
    E se aproximando de forma acanhada daquele único tumulo no canto da ala, indagou a senhora sentada a beira do tumulo. - Quem é esse homem mamãe?
    - Esse Vitória é seu irmão que morreu no mesmo dia em que seus pais se foram. Se chamava Ronald. Como seu nome do meio. E a senhora sorria de forma doce e gentil para a pequena Vitória Ronald Bock.
  • A Vingança

    A história conta a vida uma menina chamada Emily, que sofre bastante por pessoas entre amigos e familiares, em casa e na escola. Ela sempre foi aquela tímida boazinha, santinha e inocente. Mais até que certo dia ela enjoou disso, de ser sempre a bobinha quietinha que tem medo de dizer não.
       Então..Você está pronto(a) para ouvir essa história ? Garanto que não vai se arrepender !
  • Arqueologia Pop – Blood Crystals

    É com muito prazer — e outro tanto de nostalgia — que, dou início a esse projeto por tanto tempo adiado. Seu adiamento foi devido a condições pessoais. Sanei esses problemas. Resolvi batizar o projeto de Arqueologia Pop.
              A arqueologia, a grosso modo, é uma ciência que estuda a sociedade através de seus vestígios materiais. Foi ofício de muitos aventureiros e, no mundo contemporâneo, renomados cientistas. Com menos romantismo, e o mesmo tanto de trabalho, estarei através de vários textos, escavando, resgatando e trazendo a luz antigas obras esquecidas dos mangás brasileiros. Aquelas que só os fãs embebidos de nostalgia podem se lembrar.
              Estarei dando prioridade àquelas obras descontinuadas, mas tratarei também, futuramente, de títulos já concluídos, logo seja possível a leitura. E como irei proceder? Irei ler o capítulo um de cada obra, ou o seu prólogo. Não sendo possível nenhuma das últimas opções, irei ler o capítulo disponível, seja ele qual for. Estão excluídos dessa lista as obras que deixaram o seu hiato. Esses serão feitas resenhas regulares mesmo. O objetivo é mais analisar as condições de descontinuidade dos títulos, e não culpar o autor, mas não será esquecido os seus erros. Entrarei em contato com os autores sempre que possível.
              O primeiro título que eu escolhi, o conheci na revista Anime dô da Editora Escala. Todo otaku nascido antes de 2010 conheci essa revista, assim como a revista Neo Tokyo. Na seção de fanzines, eu li uma vez uma obra que me chamou bastante atenção. O mangá era Blood Crystals. Na época, o autor vendia até camisa da obra. A venda do fanzines era feito pelo Correio. Custava muito barato, menos de seis reais, fora o correio.
              Atualmente, pesquisando na internet, consegui ler o primeiro Cap. 1: Recordações numa scan. O mangá tem referências diretas da mitologia nórdica, bebe de fontes do RPG japonês como Final Fantasy. Mas, talvez a maior influência tenha sido o manhwa Ragnarök, que veio a influenciar a produção do jogo Ragnarök Online, MMORPG, jogo de representação de papel com múltiplos jogadores em massa online, ufa!
              A obra foi publicada no Brasil pela Conrad (2004-2005), no famoso formato meio-tankohon. A obra, originalmente de 10 volumes, se transformou em 20. Além da história focada na mitologia nórdica, o traço estilizado de Lee Myung-Jin contribuiu em muito para a inspiração da obra, seja esse de modo direito ou indireto. Era impossível ir numa banca e não ver o volume da Conrad.
              A história gira em torno de uma sessão de treinamento entre dois personagens. Asgard é um espadachim bonachão que tenta passar algumas lições a sua pupila Sasha, uma simpática amazona. Durante o treinamento, além de mostrar as suas habilidades e seu bom-humor, Asgard demonstra capacidades sobre humanas, sério gente, o cabra tora uma espada nos dentes?! Êta fida da... adiante, cof-cof. Depois da derrota de Sasha, decidem descansar um pouco, sabe como é, hora da resenha.
              Corta para outro plano. No centro da Terra, existe um Mundo Diagonal, uma espécie de ilha meia-torta que flutua sobre a lava. Lá existem diversas criaturas, dentre elas, seres draconianos. São diversas raças, possivelmente, inimigas dos humanos. Dois personagens conversam, demonstrando alguma intimidade e, ao mesmo tempo, hierarquia.
              Davkas está sentado num trono, e reconhece um recém-chegado mascarado como ausente por dez anos. Atrás dele, embora só apareça em um quadro com o seu rosto de perfil, há um prisioneiro. O mascarado parece estar deixando o local para algum encontro. O personagem Davkas me chamou a atenção, primeiro por possuir um refém — um trunfo, quem sabe —, segundo, por ele ser um drow, um tipo de elfo negro. Seres belos, mas muito perigosos.
              O capítulo imprime dinâmica e tensão. Carrega um bom-humor em todas as suas páginas. Sasha é desenhado em ângulos bem generosos pelo autor, se é que me entendi? Como diria Kazemon “Carino anca”. Nada demais, apenas para prender a audiência. Asgard é um personagem misterioso, e como essa introdução se propõe a nos conduzir a um perigo iminente, não temos muito tempo para descobrir os objetivos desses personagens, embora tenhamos alguns vislumbres, como a referência aos cristais do título. Engraçado que o fato de Asgard ser Guardião dos Cristais está na sinopse, e não no capítulo do mangá, o que me leva a acreditar que ele foi dividido em duas partes.
              Acho que é nisso que o capítulo peca. São poucas páginas para introduzir tantos personagens e conflitos. Mesmo assim, o autor já nos mostra com simples diálogos um pouco dos futuros conflitos e mitologia da história, como o uso dos cristais no cotidiano, até mesmo para produzir alimentos. Os antagonistas têm um bom designer, e ficamos ansiosos por descobrir os seus objetivos.
              O traço do mangá já demonstra um grande profissionalismo. Faz pouco uso de retículas. As cenas de ação têm impacto, e há linhas de movimento e impacto suficiente para promover a tensão. Enquadramento adequado, mas com poucas divisões, fica tudo muito verticalizado. A capa demonstra uma boa colorização, simples, mas instiga a leitura e está de acordo ao título do mangá, nos remetendo ao mote da trama. Apesar da capa do capítulo estar grafado Blood Crystal, o autor a denomina na sinopse como Blood Crystals, preferi tratar a obra por esse último nome.
              Eu lembro de ter entrado em contato com o autor ao menos uma vez. Ele disse que o trabalho, apesar de prazeroso, se tornou inviável por um momento. Por isso, ficou mais vantajoso descontinuar a publicação. Passou a trabalhar como ilustrador de games e livros de RPG, em geral, trabalhando para o mercado estadunidense. Foi, ou ainda é, professor e proprietário da Halftones Escola de Desenho. Não obtive novas respostas até o fechamento dessa resenha crítica.
              O mangá poderia muito bem continuar, e quem sabe, ser fechado em um álbum de 200 páginas. Não é uma obra estilo Dragon Ball, que necessite de um grande elenco e desenvolvimento de muitos capítulos para resolver os conflitos da trama. Isso é especulação minha. Bem, isso é tudo pessoal! Aguardem novas postagens.
             
    Título: Blood Crystals
    Ano de publicação: 2011
    Autor: Frank Willian
    Sinopse: Blood Crystals conta a história de Asgard um dos guardiões dos cristais de sangue que vive em um mundo repleto de gigantes e criaturas estranhas, um mundo dividido entre os seres do mundo exterior e entre o mundo das poderosas forças do núcleo do planeta que almejam conquistar por completo o mundo exterior em posse dos cristais de sangue.
    Cap. 1 – Recordações, nº de pág. 22.

    Próxima expedição: Nova Ventura.
  • As aventuras de Guto: O cachorro mais forte do mundo

    Guto estava no seu emprego novo vendendo comida,junto com seu amigo Charlie
                           - Obrigado por vir vender comida comigo Charlie. Nem acredito que você veio!!! -Disse Guto,muito feliz
                           - Não,eu não quis vir,você me apagou e me sequestrou até a praça principal,não lembra??? - Respondeu Charlie
                     Guto olhou com uma cara de: fica calado,porque isso é um texto para família. Mas respondeu assim:
                           - Tá bom...deixa pra lá.
                       Entraram numa casa,meio misteriosa,com o aviso: Cuidado com o cachorro. vocês podem pensar que eles não viram a placa quando entraram,não,o Guto não sabe ler,mesmo com 12 anos,é a burrice em pessoa.Entraram na casa e foram entregar a comida da senhora,só que Charlie não prestou atenção na placa e percebeu a sua grande burrada.O que a mulher não sabia é que a ração de cachorro foi feita por um cientista maluco que sem querer colocou mutação na ração ou seja...O CACHORRO VIROU MUTANTE e Charlie só descobriu isso vendo:
                       - AAAAAAAAAAAA ESSE CACHORRO ACABOU DE SOLTAR UMA FLECHA...PELA BOCA!!! -Gritou,mas Guto não ouviu.
                                                Só depois do caso ele conseguiu falar com Guto,mesmo muito abalado e assustado:
                           - A gente precisa exterminar esse cachorro,porque ele vai acabar com a raça humana. -Disse ele.
                 Guto sequer estava lá,estava no seu quarto rezando o terço 100 vezes,mas Charlie tinha uma meta a si mesmo:
                           - Eu vou acabar com esse cachorro,nem que acabe comigo mesmo.
              Muitas e muitas tentativas de Charlie por água abaixo até que o carteiro trouxe uma carta de urgência para Charlie:
                                     "Oi Charlie você está vivo??Se não estiver não leia isso.então já que o mundo vai acabar,quero que você fique com os meus bens preciosos: minhas roupas e uma foto nossa no banho até.
          Gu@##@%¨,ou Guto
       Isso foi mais um incentivo para Charlie e na última batalha que podia ser até do mundo, acabou para Charlie em 13 segundos.Encurralado,era o fim para Charlie mas,o carteiro passou bem na hora e como a lógica diz: cachorros gostam de carteiros ele foi atrás dele.
  • As incríveis aventuras dos irmãos Pinheiro edição 1 de 20

    Essa história é real,mas apenas se você acreditar que é.
             Num laboratório,numa noite sombria sem estrelas no céu,havia um cientista vindo muito rápido,sem perceber que estava esbarrando em todo mundo,e o motivo de tanto entusiasmo é que tinha terminado a coisa que daria a qualquer ser humano,o maior poder de todos. Assim,foi falar com seu chefe.
              -Pronto chefe,terminei o que o senhor queria,está aqui nessa maleta. - Disse ele
              - Muito bem,agora eu não precisarei de você. - Respondeu o chefe.
              - Mas...mas senhor???Não foi você que disse que eu sou o seu braço direito???. - Disse o cientista muito surpreso
              - Era,mas tudo tem um fim. - Disse o chefe. - E não só seu trabalho terá fim,mas também sua vida.
        Nessa hora,a maleta começou a brilhar num verde escuro e houve uma explosão. Até hoje,não se sabe o que aconteceu e quem sobreviveu,mas o que eu não sabia era que eu e meu irmão Luca iriamos descobrir.
               Se completava 25 anos do acontecimento no laboratório,e de manhã estava apostando corrida com meu irmão Luca,que mesmo sendo o mais novo era muito alto com um cabelo ruivo e longos,e as vezes tinha expressões vazias. E eu,sou Lucas um garoto baixo,com dentes de coelho,com cabelo social e preto e vivo sendo chamado de ''fofinho'' mesmo com 12 anos. estávamos correndo até que ouvimos uma voz:
         - Bom dia crianças!!! - Disse senhor Fill,um velhinho que diz ter perdido a esposa no acidente no laboratório.
         - Não podemos falar agora,desculpe. - Respondi
       Nós chegamos num beco escuro e sem ninguém lá dento e nos deparamos com uma mala:
          - O que é isso??? - Falei
          - É uma mala,não está vendo??? - Respondeu Luca
          - Não mané,é o que tem dento dela. - Rebati
       Dentro dela tinha duas mascaras,só que fomos curiosos demais e colocamos elas e fomos parar em outa dimensão: 
         - Ei,estava procurando vocês,é hora de vocês baterem as botas!!!!

        
       continua...
  • Bem-vindo ao Mundo Fantástico

    Minhas produções preferidas na cultura pop são àquelas voltadas para a ficção fantástica. Esse tipo de obra reúne a fantasia, a ficção científica e o terror, somado aos seus mais variados subgêneros. Particularmente, produzo nas três vertentes, mas as que mais me dão prazer é a fantasia e a ficção científica, pois, esses dois me dão maior sensação de maravilhamento, motivo maior pelo qual os lemos.
                A fantasia brasileira nunca esteve tão ema alta como está agora. Desde antes do fim da primeira década desse século, já a partir de 2012, centenas ou até milhares de títulos de fantasia foram lançados no mercado editorial brasileiro pelos patrícios. O RPG de mesa, e outros board games que todos julgavam obsoletos tiveram incríveis mudanças e o ganho de um novo público. O mercado da fantasia se revigora em todas as frentes.
                Quando conheci a Cartola Editora através do site Antologias Abertas, fiquei surpreso e feliz da casa editorial se valer do financiamento coletivo para publicar os seus livros. Método esse que havia não apenas previsto, mas também proposto em artigos sobre escrita e publicação. Assim há maior engajamento dos leitores, desoneração dos autores e o tão esperado financiamento da editora.
                Para uma jovem editora como a Cartola Editora, o financiamento coletivo para além de uma necessidade é uma forma inovadora de produzir livros. Com alta aceitação de ambas as partes, eu incluso. Voltando ao site, reparei que durante o ano de 2019, a editora se propôs a publicar uma antologia por mês. A primeira tinha como tema a fantasia. Jamais perderia uma oportunidade dessa!
                A antologia O Encontro dos Mundos Fantásticos, organizada pela editora e uma das fundadoras, Janaina Storfe, recebeu o meu conto Caon contra o quibungo. Esse conto é uma fantasia que se passa no período Pré-Colonial. Conta o tipo de história que eu gostaria de ler mais: uma tribo indígena chamada Caiang recebe a visita de uma poderosa criatura, o quibungo Notala. Ele rapta o filho de Píriti, o morubixaba e exige um poderoso artefato em troca do garoto. Com a vida de seu filho em risco, ele recorre a Inteligência através da força. Para minha felicidade, meu conto foi aprovado.
                Depois do período dos trâmites legais, financiamos a obra durante um mês. Arrecadamos o dobro da meta, com direito a lançamento e tudo mais. Quando o livro chegou, mal pude acreditar na qualidade gráfica do livro, sem contar a seleção de textos maravilhosos da Janaina Storfe e a capa fenomenal do Rodrigo Barros, mais conhecido como Rodo, um dos editores e fundadores da antologia.
                Como toda coletânea de contos, vemos diversos estilos narrativos e subgêneros de fantasia. Alguns até de realismo mágico, o que também não deixa de ser fantasia. Eu gostei muito do resultado e fico feliz de dividir espaço com tantos escritores talentosos. Nenhum conto sou destoante da antologia. Há contos para todos os gostos, e muitos, assim como o meu, são inspirados no nosso folclore e se passam no Brasil.
                Como sempre faço em resenhas de antologias longas como essa, vou analisar dois contos que eu mais gostei, e dois que eu menos gostei. Esses critérios são subjetivos e visam dar uma dimensão do que o leitor encontrará na obra. Isso reflete apenas a minha opinião e não é uma verdade universal. Bom e que o leitor possa ler o livro e ter sua própria opinião sobre o assunto.
                O primeiro conto que eu mais gostei é A maga na torre, conto da Thaís Scuissiatto. Para mim, foi em termos de roteiro, o mais inteligente. Ada, uma neófita em magia está prestes a cumprir uma última prova para se tornar uma maga de verdade. Um Conselho de três magos a leva para o topo de uma torre e dão um prazo de três dias para ela descer até a campina, usando apenas as suas habilidades e estranhos objetos dispostos numa mesa. Qual dos estranhos artefato ela vai escolher e como ela conseguirá cumprir sua missão antes do prazo se esgotar? Parabéns a essa autora, pois, para além da pirotecnia da fantasia, ela fez uma situação corriqueira algo fantástico, com muito suspense e um tirada genial.
                O segundo conto que mais gostei foi O homem, a moral e a fera, da cartolete Tábatha Gagliera. Esse é o conto que me atraí muito a minha leitura. Jamais poderia ler um texto tão rico em expressões e profundo em significados e ignorar! Com um pé no realismo mágico, vemos uma fantasia em que um certo homem faz uma viagem para dentro de si mesmo e caba se deparando com um cenário ao mesmo tempo comum e distante. Lá, duas entidades o interpelam, a primeira se apresenta como a Moral, a outra, é conhecida apenas como Fera. As duas tentam convencer o homem com diversos argumentos sobre a liberdade. Essa obra mostra que fantasia pode sim explorar e fazer debates mais profundos da nossa realidade e sobre nós mesmos. Fantasia não precisa ser desmiolada, ou non sense, ao contrário, pode filosofar e questionar também.
                Os dois contos que eu menos gostei, não significa depreciar o trabalho do colega, ao contrário, apenas tive menos conexão com Um toque de um mundo fantástico, da autora Fabiane Rodrigues da Silva. Achei a narrativa um pouco infantil e a trama não me trouxe nenhum questionamento mais profundo. Agradará um público mais infante, de fato. Alium do escritor Guilherme de Oliveira não é de todo ruim, mas parece ser um prólogo de algo maior, algo que não dá para ser desenvolvido num único conto. Um grupo de garotos chegam a um mundo fantástico, e são impedidos de voltar, ficamos sem saber quais as consequências práticas de suas vidas nesse lugar. As vezes esses finais em aberto nos dão uma sensação de quero mais, noutras uma sensação de incompletude.
                A antologia conta com 35 autores selecionados, mais um conto do Rodrigo Barros. São ao todo 43 contos, nos mais diversos subgêneros da fantasia, desde a alta fantasia até o dark fantasy, tudo disposto em ais de 200 páginas de ótima literatura. O livro possui orelhas, papel pólen 80 g/m2 e um marcador de páginas exclusivos. A obra possuí pouquíssimos erros, não são nem perceptíveis e uma segunda revisão vai tirar de letra.
  • Caçador de Lendas

    Natal-RN/Brasil.
    Um garoto de nome Harley,estava na escola,e foi desafiado.
    -Eu duvido que você a chame!
    -Pode ser mas...
    -Vai amarelar é?
    -NÃO!
    -então,as dezesseis horas hoje você vai.

    Apos as aulas de português,história, matemática,artes e educação física,se passou exatamente 2 horas.
    -vai lá prima e faz o que te falei.
    -certo.
    Ela entrou,fez coisas que não posso citar.
    Apareceu uma menina loira,de cabelos que tampam o seu rosto,vestido branco com um perfume inexplicável. A prima:
    Gritou BEM alto.
    Chutaram a porta e se deparam com a lenda urbana na escola estadual.
    -E-Essa loura dá...
    -Calafrios!
    Harley,um jovem espadachim,saca a espada para combater tal demônio.
    Conseguiu dar um belo murro na cara, que fez sangrar sangue preto. Apavorante era! Ela (Loira),levanta seu cabelo que encobre os olhos e parte do nariz. O que veram,foi uma menina sem orbita nos olhos,preto,negro.
  • caçadores da meia noite ( capitulo 1 )

    Todos olhavam para um homem que caminhava com uma criança em seu colo . a criança chorava, e seu choro era ouvido por todos . o homem tinha um grande ferida em sua barrica onde ele colocava a mão , caminhava devagar parecia que perderia todas as forças a qualquer momento e aos poucos começara a chover .
    Caia uma chuva gelada e sem vida que espalhava o sangue no chão ,o homem agora estava quase a frente de um orfanato onde colocara um garoto e deixava uma carta manchada com seu sangue , o homem então sussurrou algumas palavras para o garoto e depois se virou , havia um grande platéia parada vendo o esforço dele . uma das pessoas que olhava tentou ajudar mas foi parado por um homem de cabelos castanhos com estranhas vestes cinzas escuras.
    - não – o homem falou como se estivesse preste a chorar a qualquer momento
    O outro homem com uma roupas manchada de sangue apenas observou seu amigo caminhando para longe , parece que não tinha notado todas as pessoas olhando para ele e então com um ultimo suspiro caiu no chão
    O homem com cabelos castanhos caídos ate sua cintura chegou perto dele e fechou seus olhos e falou.
    - bom trabalho – agora se afastava quando varias pessoas gritavam e corriam para velo ali caído , o homem com seus cabelos castanhos molhados pela chuva fria estava segurando suas lagrimas.
    E com um grande barulho o garoto acordará de seu sonho profundo e estranho , seu despertador estava tocando em cima da escrivaninha o garoto desligou ainda sonolento e cansado levantou de sua cama quente e aconchegante , vestiu uma flanela azul por cima de uma camisa preta amassada, abotoou devagar , colocou seus tênis rasgado e velho caminhou pelo o corretor e entrou no banheiro , se olhou pelo espelho e então viu sua própria imagem , um garoto com cabelos bagunçados , olhos escuros , magro .  se olhou por mas um tempo no espelho depois abriu a torneira e lavou seu rosto , desceu as escadas e finalmente estava em uma pequena sala que estava ocupada por varias crianças , que estavam interditas brincados com os poucos brinquedos que tinham . continuou caminhando sem olhar para os lados entrou na cozinha encheu uma xícara com café e pegou um pãozinho , olhou para o relógio e começou a comer o pãozinho e a beber o café mas rápido parecia que estava atrasado para ir a escola . terminou de comer e começou a caminhar tanto os passos apressados abriu a porta e então se lembrou . tinha esquecido a mochila em seu quarto, abriu a porta e começou a correr , subiu as escadas ( quase caiu no ultimo degrau ) caminhou por grande corretor , abriu a porta ferozmente pegou sua mochila que estava jogada em um canto.
    Voltou a descer o mas rápido que pode , correu em direção a porta saiu e começou a correr atravessou duas ruas dobrou três esquinas e ao longe ainda ouviu o som da sineta que indicava que a aula tinha começado , o garoto agora parou de correr e começou a caminhar e chutar uma pedra ate chegar no grande portal fechado que estava impedindo sua entrada . ficara ali por mas de um minuto pensando alguma desculpa para dar ao seu professor e então novamente ouviu o som da sineta mas agora indicava que era o intervalo ouvia se passos vindos das escadas . quanto menos esperou avistou seu professor caminhando em sua direção .
    - atrasado novamente Edward
    - a prof. Gabriel..... 
    Mas  logo foi interrompido pelo professor
    - não venha com desculpas 
    Ed ficou quieto em quanto via o professor mexendo nas chaves colocando as na tranca e tentando abrir , logo mudava para outra e outra  ate que finalmente conseguiu abrir a porta . Edward entrou rápido e ele logo fechou a porta travando a novamente . o homem agora não falou nada apenas fez um gesto para Edward segui lo e foi o que ele fez , caminharam pelo grande pátio onde varias pessoas ficaram olhando e tanto risadas ou cochichando em quanto ele passava . os dois entraram para dentro do colégio e subiram as escadas , caminharam por um corretor , e entraram na ultima porta a esquerda .
    - qual foi o motivo do atraso – falou o prof. Gabriel fechando a porta
    - bom.... eu...
    - tem desculpas – interrompeu o prof. Gabriel
    Edward não falou nada agora baixou a cabeça e se preparou para ouvir o seu professor falar .
    - estou ficando preocupado com você  - falou seu prof. Gabriel caminhando de um lado para outro
    Ficaram ali conversando ate acabar o recreio , o sinal bateu novamente e agora era a hora de todos voltarem  as salas de aula , e logo foram entrando vários alunos na sala e sentando nas cadeiras , o professor chamou a atenção e voltou a explica sobre o romantismo ( aula de literatura ) .
    - O romantismo foi um movimento artístico, político e filosófico surgido nas últimas décadas do século XVIII na Europa que durou por grande parte do século XIX. Caracterizou-se como uma visão de mundo contrária ao racionalismo e ao iluminismo e buscou um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa –  falava o prof. Gabriel andando de um lado para o outro.
    A aula parecia não acabar nunca, Ed ficava olhando o relógio   pendurado na parede la no fundo da sala , e seu professor não parava de explicar e passar atividades no quatro negro . ate que finalmente soou a sineta pela ultima vez naquele dia agora falava que era o final da aula , todos começaram a guardar seus matérias e a caminhar em direção a saída .
    - bom nossa conversa ainda não terminou – falou seu professor olhando para Ed
    Edward parou na frente da porta aberta , virou se para ele e então perguntou
    - não terminou
    Mas antes que pudesse falar mas alguma coisa seu professor o interrompeu  
    - não , ainda não terminou
    Agora se fez um silencio , a sala de aula estava quase vazia , só tinha os dois La dentro e o único barulho que tinha era do relógio pendurado na parede . Prof Gabriel parecia esperar alguma resposta de Ed mas o que ganhou foi apenas o silencio dele .
    - bom , pelo jeito não tem nenhuma desculpa  -  ele se levantou da cadeira e começou a apagar o quadro
    -  prof. Gabriel e que... – Ed parou de falar e começou a ouvir barulhos estranhos vindo de fora sala
    Caminhou ate a porta e olhou para o vasto corredor mas não vira nada
    - e que – continuo seu professor agora arrumando as classes
    Ed voltou sua atenção ao professor e começou a ajuda lo a arrumar as classes silencioso sem fazer nenhum barulho e quanto pensou em falar novamente foi interrompido por outro barulho vindo do lado de fora da sala de aula .
    - pelo jeito você não quer me contar – falou seu professor com os braços cruzados
    Ele caminhou ate sua classe e pegou seu material se aproximou de Ed e então falou
    - bom não vou obriga lo a me falar , mas não chegue atrasado novamente  - ele falava  tanto tapinhas nas costas de Ed
    Eles saíram da sala e seu Professor pegou as chaves para fechar sua sala , um silencio ficou em quanto ele fechava aporta , Ed estava tentando ouvir de onde vira aquele barulho mas testa vez não ouviu nada . O prof. Gabriel fechou a porta e eles caminharam  pelo corretor agora escuro em direção as escadas .
    - bom – falou Ed colocando as mãos no cabelo
    Estava tentando puxar assunto , mas foi a pior coisa que ele já fez 
    - vai me contar o motivos do atraso – falou seu professor com um dom rigoroso
    Ed não respondeu ficou calado em quanto desciam os degraus da escada
    - foi o que pensei
    Seu professor Gabriel era um cara legal , usava um moletom com o símbolo do colégio era gorducho e baixo tinha uma barba falhada e cabelos muito curtos e um homem muito esperto divertido , pelo menos quanto não esta pegando no pé de Edward . ele era o único que se preocupava com ele nem no orfanato as pessoas pareciam se importa. Finalmente desceram o ultimo degrau e agora caminhavam em direção a porta onde deixava Ed muitas vezes para o lado de fora .  agora estavam no lado de fora do colégio Ed observava seu professor fechar a portão e gateado , guardou a chaves em seu bolso e se dirige ao seu carro , ele abriu a porta e então se virou .  
    - você não quer uma carona ate o orfanato
    O garoto se virou e então falou
    - não , prefiro ir caminhando
    - bom tem certeza
    O garoto confirmou com a cabeça
    - então ate amanha , a e não chega atrasado amanha
    O homem entrou no carro ligou , Ed ficou olhando o carro se afastar ate ele desaparecer quanto virou uma esquina . Ed virou se então e começou a caminhar desanimado pois já não agüentava ficar naquele lugar , não agüentava ouvir aquelas mulheres mas ainda faltava muito para ele completar seus dezoito anos , fazia apenas dois meses que completara seus quatorze , caminhava devagar , olhava para baixo a vontade que tinha era de fugir daquele lugar  . a volta ao orfanato sempre parecia ser muito rápido mesmo quanto ele parava no meio do caminho ou diminuísse os passos ao Maximo que podia , fazia todo o dia o mesmo caminho para ir e voltar , ficava a tarde inteira fazendo a mesma coisa era como se ele ficasse preço no mesmo dia.
      Ao longe já tava pra ver o orfanato com seus grande muros e bem no meio havia um grande portão com suas grades enferrujadas , o garoto entrou dentro e ali havia um pequeno parquinho onde muitas crianças brincavam a tarde inteira mas agora estava vazia e isso só significava uma coisa estavam todos almoçando , e era o que ele mas odiava sentava numa mesa cheias de crianças e tentava comer o mas rápido possível , o resto da tarde tentava ficar o mas longe de todos , ou se isolava em seu guardo ,  a única coisa que ele gostava de fazer era ler livros ou desenhar , muitas vezes ficava observando algumas pequenas criaturas , mas o que era mas estranho e que ele era o único que conseguia velas , e quanto contava para alguém falavam que era sua imaginação ou pensavam que era amigos imaginários
    Quanto entrou dentro do orfanato viu o que mas temia a pior parte de seu dia , havia varias mesas e estavam cheias de crianças ali comendo seu almoço alegres , aos poucos elas iam saindo e eram levadas ao banheiro para escovar os dentes , e depois voltavam a brincar . a outra pior parte era quanto vinham pessoas para visitar o orfanato e pareciam se espantar a ver suas condições era um orfanato velho , tinha uma pintura laranja que com o tempo fora desbotando , por dentro era empoeirado , tinha aspecto sujo , nos fundo havia um pequeno jardim cheio de bancos e mesinhas e cobertos com flores que agora estavam murchas e sem graças . muitas crianças eram ato dadas. Mas as crianças maiores que já tinham seus treze anos ou mas eram deixadas de lado , muito adulto tinham a preferência por crianças menores , que tinham seus oito ou nove anos .
    Ed almoçou quanto a maior parte das crianças já tinham saído , e estavam brincado no pátio , na mesa tinha um único prato com um pouco de feijão e arroz , que já estava frio , ele comeu e então subiu as escadas , entrou em seu quarto largou a mochila em um canto puxou um caderno de desenho que agora estava com poucas folhas brancas . sentou se na escrivaninha perto da janela e dali começou a desenhar as pequenas criaturas . eram pequenas tinham cabeções e bem muito chatos . muitas vezes elas derrubavam as crianças e riam  delas . e assim fora sua tarde desenhava , as vezes lia livros , as vezes ficava isolado em um canto do pátio . ate que finalmente ia escurecendo e com isso as crianças eram chamadas para se recolher . o céu agora não era mas claro mas sim escuro estava coberta por nuvens negras e não te morou muito para começar a cair os primeiros pingos de chuva  , que ficavam mas forte , naquele dia  todos foram se recolher muito cedo , todos estavam em suas calmas em voltas das oito em ponto . tendo em minha cama mas não estou com sono , e pelo jeito não vai aparecer tão cedo , não tenho nada para fazer não ser ver a chuva cair e exatamente isso o que irei fazer.
    Levantou se da cama sentou numa cadeira e ficou ali vendo a chuva cair , pátio inteiro estava escuro , e sem graça , as única pessoas felizes eram as pequenas criaturas que dançavam em círculos embaixo de uma grande arvore velha . logo a chuva começou a cair mas rápida e mas grosa e com isso veio os primeiros trovoes que clarearam o pátio por alguns segundos . o garoto continuava a observa as pequenas criaturas com seus sorrisos meio psicopata e assustador , logo veio outro raio fazendo barulho e iluminando o pátio , mas por algum motivo o coração de Edward começou a bater com mas força , tinha avistado naquela mesma arvore a sombra de um homem  , mas não tinha certeza será que seus olhos tinha pregado uma peça nele . esperou outro trovão cair para clarear o pátio e tiram suas duvidas . logo veio outro trovão que clareou todo o pátio por segundos e a mesma arvore onde pensou der visto alguém estava vazia , nem as criaturas estavam mas lá . o garoto suspirou e então decidiu fechar a janela e deitar se e sua cama .
    Estava tirando sua roupa e colocando um pijama azul fraco listrado que fazia conjunto a sua calça . deitou se em sua cama e se tampou com dois cobertores e logo fechou seus olhos . mas não ficou muito tempo com ele fechado , ouvira outro barulho agora vindo de baixo , mas esse ele não conhecia , era um barulho alto que Foi acompanhado por passos vindo da escada que indicava que alguém estava subindo ou desvendo  . por algum motivo subira um arrepio ate sua nuca deixando seus pelos em pé e fazendo seu estomago embrulhar .
    Ficou mas um tempo ali deitado reunindo forças para levantar e ver o que era , esperou mas um tempo e então levantou abriu a porta e caminhou pelo corredor escuro e frio , todas as luzes piscavam como se fossem estourar a qualquer momento , chegou perto da escada , desceu devagar ate chegar ao ultimo degrau e quando chegou parece que levara um soco direto no estomago
    Havia uma mulher caída no chão e em cima dela uma estranha criatura vestida totalmente de vermelha , usava um capuz que cobria totalmente seu rosto , Edward que estava perto da escada parecia ter perdido toda as suas forças só ao olha para aquela terrível cena . se assegurou com força em só um lado da escada fazendo barulho , a criatura olhou para ele , e as luzes apagaram se todas de uma vez só . a única luz agora que tinha era a da cozinha e isso o que o garoto fez caminhou para la fazendo todo seu esforço . mas era tarde demais logo saíra outra daquela criaturas . e começou a flutuar para sua direção o garoto ficou parado sem reação e quanto menos viu estava cercado . viam de todas as direções que ele podia imaginar e só com a presença delas Edward perdeu todas as suas forças  . ele caminhou e se escorou na parede mas próxima para se manter em pé e quanto notou estava sento tocado por todas .
    Seus rostos encapuzados estavam perto dele , varias mãos esqueléticas em constava em seu corpo quente , seu estomago fez um nó , suas pernas começaram a tremer , tudo parecia ter perdido o sentido , toda a vontade de viver parecia ser tirado dele . suas visão começou a ficar embaçada sua mente parou de responde não tinha como escapa . e o único pensamento que via a sua cabeça era ‘‘ me matem de uma vez’’ .
    Mas logo ao longe viu uma luz branca e forte , e vários gritos mas talvez já era tarde demais . tudo ao seu redor tinha escurecido e a única coisa que ouviu antes de apagar foi
    - aguente firme
  • caçadores da meia noite (capitulo 2)

    Um homem caminhava admirando obras de artes tão antiga e raras, seus passos faziam eco no museu vazio, não havia ninguém apenas ele que caminhava tranquilamente sem preocupações. Ate que não muito longe dali ouviu uma voz
    - parece que eu não sou o único
    Ele olhou para trás e ali viu um homem com longos cabelos ruivo penteados para trás, usava uma camisa social com uma gravada e por cima usava um terno, o homem tinha uma barba muito bem feita. O outro homem que parou de observa um relógio velho e enferrujado.
    - o que um homem como você quer – o homem tinha um olhar feroz
    - bom curiosidade – falou o homem arrumando sua gravata
    O outro homem caminhou para frente e colou uma de suas mãos para trás e puxou uma varinha velha e toda arranhada
    - lutar num lugar assim – falou o homem ruivo
    O outro não respondeu apenas apontou a varinha para ele
    - parece que não tenho escolha – falou o homem ruivo tirando sua varinha
    Ele a apontou para o homem que era tão deslumbrante quanto ele, tinha cabelos pretos curtos penteados para o lado, usava uma camisa preta, calças Jean e um tênis velho rasgado. O homem ruivo pareceu admirado ou ate irônico demais ao falar tal palavra, mas mesmo assim não tinha a intenção de lutar.
    - você tem certeza estamos num museu – falou o homem ruivo  
    Mas o outro homem pareceu não dar bolas continuava a segura firme a varinha e em poucos instantes pronunciara uma magia que se fez sair raios da ponta de sua varinha. O homem ruivo esquivou por pouco, se escondeu de atrás de uma estátua.
    - não seria necessário lutar se você, não estivesse aqui – o homem de cabelo preto caminhava contornando a estatua.
    O homem ruivo saiu e pronunciou outra magia tão rápida quanto o outro homem, saiu um grande raio avermelhado de sua varinha, mas errou o alvo acertou uma estatua que agora estava despedaçada no chão. O outro homem não saiu do lugar ficaram ali parados tanto risinhos.
    - nata mal – falou ele irônico
    - eu não riria se fosse você – falou o homem ruivo
    Os dois apontaram a varinha um para o outro e ao mesmo tempo saíram raios vermelhos e pretos que colidiram um com o outro por algum tempo, eles ficara parados com as varinhas tentavam não cair manterá os dois raios que lutavam ferozmente concentrados por horas mas logo saíram do controle , os raios estavam  indo por toda parte , destruía tudo que atingiam , o museu logo ficaria todo destruído . Mas nenhum deles cederia ate que outro raio apareceu atingindo os dois homens.
    - hora, parece que cheguei na hora certa
    Os dois olharam para um canto e da sombra saíram um homem com longos cabelos negros que caia ate sua cintura, estava usando um casaco rasgado que mostrava o corpo magro. Seu rosto era pálido e seus olhos estavam totalmente negros, junto a ele tinham duas criaturas encapuzadas. Ele apontou a varinha para os dois fazendo colidirem numa parede e logo falou.
    - estamos procurando a mesma coisa – tinha um sorriso malicioso
    Os dois homem que travavam uma luta entre si estavam sento enforcados e flutuavam a cinco palmos do chão , um deles sorrira fazendo o outro apertar a varinha com mas força e enforcado mas . Ele caminhou e quanto chegou lá o relógio já não estava ali
    - bom acho que vocês são grandinho demais para brincar de esconder não e – o homem pálido parecia, mas feroz que antes 
    E com um movimento brusco com a varinha fez o dois voarem em direção a outra parede.
    - onde esta – falou ele, mas feroz que antes seus olhos negros estavam agora vermelhos
    O homem de cabelos curtos levantou e então disse
    - nunca vai pega lo sua criatura imunda – seus risos eram dolorosos e sem gloria
    O homem estava feroz apontou sua varinha para ele mas agora era tarde demais ao longe se ouvira o som de um relógio cuco e dali o sonho fora interrompido quanto um garoto abriu seus olhos e acordou com sua respiração ofegante e seu rosto e sua camisa estava encharcada de suor , um suor frio que faria subir calafrios em todo o seu corpo . o garoto demorou para notar mas não estava mas em seu guardo no orfanato  , estava em um lugar diferente onde fora acordado com um relógio cuco que soltava um passarinho .
    - cuco, cuco
    Outro sonho estranho ocorrera ali, mas não estava preocupado com isso, pois pelo jeito não estava, mas no orfanato, não estava em seu quarto, estava deitado numa cama velha onde as paredes pareciam mofadas e sem vida, tinha uma janela aperta mostrando o dia claro e quente que fazia ali fora. O garoto levantou com os pés ainda tremendo e logo caiu no chão todo o seu corpo doía fazendo gemer de dor. Pareceu que tinha sido esfaqueada, mas ao levantou a camisa vira marcas de mão que estavam em todo o seu corpo e logo lembrou as terríveis criaturas. Ed tentou levantar ainda com as pernas fracas, mas logo caira novamente no chão fazendo barulho suficiente para acorda todas as pessoas que talvez estejam vivendo nessa velha casa.
    Ficou ali caído tentando levantar, mas logo pensou em desistir ate que abriram a porta do quarto onde estavam e o viram ali no chão, o garoto se contorceu pra ver quem era e para a sua surpresa viu seu professor, ele ajudo Edward a se levantar e a sentar novamente na cama.
    - você ainda esta fraco – falou seu professor preocupado
    - mas professor. – antes de terminar o que ia falar foi interrompido
    - me chame pelo meu nome
    Edward parou suspirou e recomeçou
    - Gabriel o que eram aquelas coisas – Edward voltou a respirar mas pesado cada vez que lembrava daquelas criaturas mas a resposta que ganhou foi
    - agora não e hora para isso, você tem que descansar
    Gabriel levantou pegou um remédio e deu para Ed tomar por cima tomou um longo gole de água para tirar o horrível gosto do remédio, Ed tentou levantar novamente, mas não consegui , parecia que suas pernas tinham perdido todas as forças.
    - descanse – falou Gabriel caminhando em direção a porta
    - espere
    Ed tentara falar alguma coisa, mas no meio da frase tinha perdido a sua voz, pois ali na porta estava dois olhares curioso , haviam dois garotos iguais olhando para ele  , mas logo saíram junto com Gabriel . Ed ficou um tempo preso no quarto e quanto alguém entrava não falava com ele, pareciam ignora lo, mas logo depois houve barulho vindo das janelas aperta e ali viu os dois garotos que olhavam para ele.
    - hein garoto – falou um deles
    - ah – disse Ed perdido
    - aqui na janela nos ajude – falava os dois garotos agora
    Ed olhou para a janela e viu dois garotos fazendo esforço para entrarem, ele se aproximou ainda fraco, mas com força jogou seu corpo para trás fazendo um dos garotos entrarem para dentro do quarto . o garoto que estava dentro do quarto levantou e puxou o outro para dentro .
    - valeu irmão
    - disponha – falou o outro
    Ed levantou devagar e sentou se na cama, começou a fazer barulho para chamar a atenção dos dois
    - ah e – falou o outro garoto
    Os dois se aproximaram curiosos e tocaram Ed que tentava se esquivar deles
    - cara, como você sobreviveu – falou um dos irmãos curioso
    - que?
    - você sabe aos andarilhos da noite – falou o outro sentando na cama
    - andarilho – falou Ed
    - você não sabe – falou o outro irmão espiando pela porta
    - pelo jeito não – falou o outro olhando para Ed
    Ed nunca ficou tão confuso ao ver os dois garotos olhando para ele e falando , pareciam falar em códigos , e eram iguais .
    - foi perca de tempo vir aqui – falou finalmente o outro irmão
    Ed parou um pouco e então perguntou  
    - há... Quem são vocês – olhava para os dois
    O garoto que estava na porta fechou a e falou
    - eu me chamo Leonardo
    - e eu sou Afonso, somos gêmeos – falou o outro irmão
    - e meio obvio – falou o outro sentando na cama
    Ed suspirou e então falou
    - onde estou
    - boa pergunta – falou Afonso tanto um pulo da cama
    - seja bem vindo ao acampamento de refugiados – falou o outro irmão 
    Finalmente a porta se abriu e Gabriel entrou, cruzou os braços e então falou
    - ai está vocês
    Os gêmeos suspiraram e então ao mesmo tempo falaram
    - não
    Ed não atendeu, mas nada depois teste ocorrido, ficou uma boa parte do dia trancado num quarto sem forças para levantar, parecia que suas pernas tinham abandoando ele. Ficou o resto do dia ali no quarto deitado, mas sua mente estava trabalhando sem parar no como sair dali ou o porquê estava ali, o dia foi se passando e, mas nada aconteceu a não ser por Gabriel entrar e sair toda hora de seu quarto e se Ed perguntar alguma coisa ele ignorava ou falava ‘‘ espere ok’’. Quanto menos viu o dia já estava escuro, sua janela estava trancada e Gabriel agora trouxe o jantar.
    - ate quanto você vai me deixar trancado aqui – perguntou Ed que agora estava bravo    
    Mas não ganhou resposta nenhuma, Gabriel saiu e deixou falando sozinho novamente, mas agora já estava cansado ia sair dali de um jeito ou de outro,
    Levantou mas agora estava mancando suas forças já tinha voltado e ele caminhava agora se apoiando nas coisas. Chegou ate a janela e abriu então. Seu quarto era no segundo andar ou talvez terceiro enfim isso já não importava pelo menos não agora. Voltou para trás e começou a mexer no armário onde estava cheios de cobertas e cortinas pela primeira vez na vida iria fugir, pegou as todas que tinha ali dentro e começou amarrar as pontas umas nas outras agora dento uma grande corta de cortinas.
    Amarrou em uma ponta de sua cama a grande corta de cortinas e tocou janela abaixo e então parou para vela ate aonde ia , parece que estava pelo menos perto do chão e então começou a se preparar sentou se então na janela e começou a descer e ao longo que descia , começava a se reunir pessoas em volta do grande pátio.
    - olhem que louco – gritou alguém la em baixo
    Mas Ed não tinha tempo para ver quem era apenas continuou a descer devagar e com muita cautela, mas logo seus braços foram se cansando de sustentar seu corpo por um monte de cortinas amarradas e suas pernas não davam tão boas como ele achou mas o que deixou ele preocupado fora os ruídos que as cortinas começaram a dar , estavam se rasgando aos poucos e ele ainda não tinha descido tudo estava nem na metade do caminho . E quanto menos viu ouvirá pessoas gritando e outras apostando ate aonde ele iria, mas tudo aquilo era abafado pelos gritos de seu professor que via da janela
    - Ed olha para mim, eu sei que comecei errado
    Ele tentava não olhar para o professor, como se não tivesse tanto bolas para o que ele estava falando, sua mente só estava concentrada na descida, mas agora ele estava imóvel no mesmo lugar ate que ouvira outro barulho e quanto menos viu estava em queda livre. Passou mil coisas pela sua cabeça, mas ele focou em seus sonhos, parecia que alguém falava com ele, mas isso logo fez, mas importância, pois era seu fim. 
  • caçadores da meia noite (capitulo 3)

    No outro dia Edward se acordara na cama como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse tentado fugir pela janela, será que aquilo fora um sonho, não era ele realmente tinha tentado fugir, mas quem o salvou não tinha como ser salvo. Ed finalmente levantou de sua cama e novamente olhou pelas janelas, estava um dia lindo e muitas pessoas olhavam para ele, algumas ate pararam para velo pensando será que ele tentaria novamente . Ele se afastou e então viu testa vez a porta estava aberta, ele caminhou e agora estava num grande corretor com as paredes todas mofadas , ele caminhou ate chegar em uma escadas e desceu devagar e quanto chegou no ultimo degrau se viu numa sala mas estava fazia .
    Então caminhou em direção a um barulho aonde vinha um cheiro realmente delicioso de café da manha. Caminhou e então se encontrou numa cozinha onde estavam varias pessoas sentadas em uma mesa.
    - bom dia – falou um homem
    Edward ficou quieto, não respondeu ninguém, pois estava frustrado demais com que tinha faz ido no dia anterior e era um mistério para ele mesmo saber como não estava morto.
    - bom sente, por favor – falou uma mulher
    Mas ele continuo ali em pé paralisado ate ser empurrado pelos gêmeos que fizeram sentar-se à mesa, e sentaram se ao seu lado .
    - cara você e insano – falaram os gêmeos fazendo coral
    - bom parece que lhe devo explicações – falou a voz de seu professor na ponta da mesa
    Todos agora tomavam café como se fosse algo normal, como se nada tivesse acontecido, como se fosse uma família. Mas não eram, Ed por algum motivo não se sentia a vontade dessa vez ele gostaria de ficar trancado no quarto sozinho pensando no que fez estava tão desesperado assim. Devagar levantou se da mesa e saiu da cozinha onde todos agora pararam de comer e beber para olha lo . Pois tudo aquilo já não fazia sentido para o garoto, parou em frente às escadas e então em vez de subi lãs resolveu sair da casa abrindo a outra porta que estava de atrás dele, mas não muito longe.
    Quanto a abriu ele estava num enorme pátio, onde viam e iam varias pessoas para vários lugares muitas olhavam para ele. O garoto já não sabia para onde devia ir, ou talvez devesse voltar para a casa, não, resolveu sair caminhando pelo vasto pátio sem rumo tinha que colocar as idéias no lugar sem gente por perto e foi o que ele fez saiu caminhando pelos varias barracas de pessoas refugiadas e logo entrou numa floresta. E logo adiante estava seu professor
    - finalmente o encontrei – falou ele caminhando
    Ed não respondeu, ficou ali sentado olhando o riacho
    - devo explicações a você
    - o que eram aquelas coisas – tirou os olhos do lago e olhou para seu professor
    - as criaturas, são chamadas de andarilhos da noite – falou então
    - andarilhos?
    - sim, andarilhos, criaturas que depois de mortas levantam dos seus túmulos para se vingarem
    - se vingar do que – falou Ed levantado se do tronco onde estava sentado
    - e isso que estamos tentados descobrir – falou Gabriel
    Por alguns estantes ficou um silencio ate fora quebrado novamente com Ed perguntando
    - sobre ontem eu... – Ed fora interrompido
    - não precisa explica – falou ele com um sorriso sincero
    Tinham muito que conversar, ficaram um bom tempo na floresta, Gabriel explicou sobre tudo o que Ed perguntou sobre o campo de refugiado, o porquê ele estaria ali. Mas não para seus estranhos sonhos que pareciam tão reais, logo voltaram para o campo onde varias pessoas ainda olhavam para ele depois do que fez onde a noite.
    - a e quem me salvou – tinha ate esquecido
    - a aquilo foi obra do Sauron – falou o professor
    - Sauron?
    - sim um dos últimos grande mago que existi no mundo 
    Finalmente chegaram à velha casa onde agora Ed sentou se na mesa ainda desconfortável, mas não saiu dali, mas tarde teve o prazer de conhecer os gêmeos, mesmo que muitas pessoas ainda olhavam para ele, os gêmeos o ajudava falando que fora muito valente ao fazer aquilo e louco também, que teriam feito a mesma coisa se tivessem acordado em um lugar estranho e ninguém dessem explicações para eles. E logo começou a contar a historia de como chegaram ali, o que era bem confuso, pois cada um contava versões diferentes. Quanto menos viram o dia já estava escurecendo, voltaram à velha casa onde todos comeram um delicioso jantar e depois foram para suas camas
    Ed se deitou e ficou um bom tempo acordado pensando no que significava aqueles sonhos, ficaram, mas freqüente e cada vez, mas estranho, o tempo foi passando e seus olhos agora estava pesado, lutava para mante-los abertos, mas o esforço fora perca de tempo fechou seus olhos e abriu os novamente, mas logo se fecharam de novo e agora estava caminhando em uma rua cheias de pessoas, entrou numa loja e começou a vestir alguns trajes sociais, depois de experimentar tantos comprou um terno preto com uma grande gravata marrom, voltou a caminhar, atravessou três grandes ruas virou se por cinco esquinas e agora estava no centro da cidade onde havia um museu.
    Um museu que estava cheio de pessoas que entravam e saia toda hora, o homem entrou ali e começara a ver os grandes artefatos históricos que tinha ali dentro parou para observar a estatua de Atena. Mas não era por isso que estava ali tava procurando alguma coisa importante e com isso deixou a estátua de lado e voltou a focar para seu objetivo. Caminhou por, mas um tempo fingindo estar distraído por outros objetos que havia ali no museu e aos poucos fora chegando perto do seu objetivo, finalmente estava na frente de um velho relógio que descansava em uma almofada vermelha e era protegida por uma caixa de vidro.
    - lindo não acha
    Ele se virou e então viu que ao seu lado estava um homem bem arrumado com seu cabelo ruivo penteado para trás
    - ah sim... Lindo – então falou
    Estava tão perto do objeto, mas pega lo de dia seria uma tarefa difícil, e então o homem virou se e voltou a caminhar.
    -  já esta indo – falou o homem de cabelo ruivo
    - ah sim tenho muitas coisas para fazer – disse olhando o para ele
    - que pena – o homem ruivo o encarava
    O homem agora ia se afastando lentamente caminhando para longe do velho relógio e há pouco instante não estava dentro do museu, mas sim fora caminhava no meio de varias pessoas e não olhava para trás de jeito nenhum, sabia que estava sendo seguido pelo o homem ruivo, e com isso começou a caminhar, mas rápido e a se misturar no meio da multidão ate que não muito longe entrou num beco e tirou a varinha da cintura de sua calça e então tocou na parede três vezes e ali abriu se uma porta diferente, mas antes de entrar fora surpreendido por dois homens que saíram dali de dentro.
    - desculpe-me senhor, mas você não vai entrar – disse um dos homens
    - venha conosco – falou o outro
    Não tinha como entrar onde queria e agora por ironia a única saída que restou foi bloqueada pelo homem ruivo, e ferozmente os três tiraram suas varinhas e apontaram para ele .
    - bom podíamos sentar e conversar - falou o homem desesperado
    - bom podíamos ter feito isso no museu – falou o homem ruivo
    e com isso homem apontou a varinha para o alto e os outros três conjuraram os primeiros feitiços que vieram a sua mente . Mas logo o resultado ficaria anônimo, pois Ed acordou com o maldito som do relógio cuco que estava na parede, o garoto levantou num pulo com as mãos fechadas e com a barriga doendo, o sol batia em seu corpo, o garoto ficou um tempo em pé sua mente estava longe, mas não demorou muito tempo para voltar ao seu lugar.
    - acordou Ed, você esta bem – disse Afonso olhando curioso para Ed
    Ed olhou para ele e sorrio
    - estou sim
    Os dois desceram as escadas de madeira caminharam pela sala e logo entraram na cozinha que estava cheias de novo, Ed, Afonso sentaram se ao lado de Leonardo que comia torradas com bacons.
    - bom dia
    - bom dia – falou Ed para Leonardo
    Tomaram café fazendo e ouviam historias de Leonardo e Afonso que faziam todos riram
    - uma vez eu e meu irmão estávamos perdidos numa floresta tão escura que mal podíamos ver a luz do sol – dizia Afonso fazendo gestos com as mãos – né Leo.
    - e sim meu irmão, estava tão escuro que parecia ate noite – falava Leonardo com um tão irônico.
    Todos estavam se divertidos com as historias que os gêmeos contavam, eram tão exageradas que não podiam ser verdadeiras. Ed estava tomando seu café ouvindo historias, mas não conseguia achar graça do que eles falavam estava, mas preocupado com seus sonhos, queria saber quem era o homem ruivo e o outro de cabelos pretos curtos, ou por que fora atacado num beco.
    Os gêmeos continuavam a contar suas histórias e foram parados com Ed perguntando.
    - aqui teria uma biblioteca – todos olhavam para ele
    - não – falou Gabriel – por que você quer ir a uma biblioteca- perguntou agora curioso
    - nada não
    Os gêmeos não voltaram a contar sua historia e Ed levando para sair da cozinha, passou pela sala e abriu a porta que levava ao grande pátio, mas ficou ali parado com a porta aberta, ficou impressionado ao ver um homem tão diferente.
    - bom dia jovem garoto – falou o homem com vestes estranhas
    O grande homem esperou ele sair da frente para entrar, mas isso não aconteceu
    - gostaria de entrar – falou agora pegando  um grande cachimbo
    O estranho homem entrou na casa cuidadosamente, pois era tão alto que sua cabeça quase batia no teto quanto menos o notou estava na cozinha deixando para trás duas grandes malas marrons escuras que se mexiam loucamente parecia haver algo preso ali dentro que queria muito sair ou talvez uma terrível criatura como aquela que o atacou no orfanato, e pensando nisso lembrou se o que será que aconteceu com umas das mulheres que fora atacado no orfanato antes dele. Ed entrou em outro pensamento profundo em quanto via a mala freneticamente se mexer em sua frente, mas logo saiu de seu pensamento com uma voz vindo da cozinha.
    - o meu bom jovem me faz o favor de levar essas malas para meus aposentos.
    O garoto que estava perdido nos pensamento voltou à realidade, pegou as duas malas que continuavam a se mexer e cuidadosamente começou a subir as escadas, foi uma tarefa difícil de fazer porque as malas pareciam se mexer, mas quanto foi levantado do chão e ao subir cada degrau notou que elas fora a pior coisa que ele já fez ate o momento. Ao subir finalmente o ultimo degrau subiu o alivio pela espinha do garoto fazendo soltar um suspiro, largou as malas no chão soltou, mas um suspiro e levantou as mais umas vez começou a caminhar, mas logo parou no meio do corredor mofado, o homem o mandou ele levar as malas para seu quarto mas qual era seu quarto e porque ele tava fazendo o que ele mandou .
    Mas isso foi interrompido com o grande homem caminhando pelo corredor
    - esqueci de falar qual era meu aposento – falou ele sorrindo
    Ed não respondeu apenas ficou parado olhando ele caminhar em sua direção, o grande homem tinha uma barba comprida e grandes cabelos castanhos que iam ate sua cintura, tinha olhos azuis e usava uma feste cinza que, mas parecia um grande vestido velho e em cima de sua cabeça havia um velho chapéu pontudo (lembrava o chapéu de uma bruxa) o grande homem caminhou passou por ele e fez um gesto para ele segui lo. Ed pegou as malas dele que se mexiam cada vez, mas e seguiu para seus aposentos por mais curioso que fosse ele não perguntou nada ate que o homem passou por todos os quarto e parou na frente de uma parede onde puxou sua varinha e tocou nela cinco vezes.
    E logo a parede começou a se abrir como se fosse uma passagem secreta, o homem olhou para ele e novamente fez o gesto para ele segui-lo. Ed agora se questionava se realmente deveria ir já viu isso em seus sonhos e não teu muito certo. Ficou ali parado por um tempo ate o grande homem o mandou ele entrar
    - vamos entre – falou ele com um sorriso
    O garoto suspeitou, mas a curiosidade falou mas alto , caminhou cautelosamente  em direção a parede aperta e ao entrar la viu um grande quarto com cama e uma escrivania perto da janela e em volta havia vários quatros de homens e mulheres  que pareciam dormir num sono profundo .
    - coloque em cima da minha cama – falou o novamente com o mesmo sorriso
    Ed colocou cuidadosamente as malas em cima da cama e logo virou para sair do quarto, mas o homem o parou.
    - já esta indo ,fique por favor – ele estava limpando a escrivania
    O garoto parou e então olhou para ele novamente e falou
    - eu não quero incomoda lo senhor
    - não e incomodo nenhum, talvez você queira me fazer algumas perguntas. Ed
    Ed olhou para as malas em cima da cama, que agora parecia haver uma guerra ali dentro
    - que saber o que tem na minha mala – então falou o homem encarando os quatros na parede
    - bom acho melhor não – disse Ed ainda com o olhar fixo na mala
    O homem sentou se então perto da cama e levou a mão numa das malas e olhou para ver se estava tudo em ordem, pegou ela e parecia que ia abri-la, mas logo parou colocou a mão em sua longa barba e começou a alisar parecia que algo estava errado.
    - gostaria muito de mostrar o que tem aqui, mas infelizmente esqueci a senha – falou o homem com um dom preocupado
    - não faz mal senhor – falou Ed
    - por favor, me chame de Sauron – agora levantou
    Ed ia sair to quarto novamente e Sauron perguntou novamente
    - você não quer perguntar nada
    Ed virou se para ele e então falou suavemente
    - não
    - tem certeza – insistiu Sauron, mas ganho a mesma resposta
    -  não , não tenho
    O garoto levantou e então finalmente saiu do quarto, mas aliviado e estava ficando nervoso, caminhou pelo vasto corredor que agora parecia maior por causa da parede aberta e antes de descer as escadas olhou para os lados, e viu o grande homem ainda tentando lembrar a tal senha para abrir a mala. Ele olhou para Ed e apontou a varinha fazendo sair um pequeno brilho lilás dela.
    Ed fechou os olhos e abriu novamente e a parede estava fechada como se nada tivesse acontecido ali. Ed voltou seu olhar para a escada e começou a descer seus degraus sem pressa nenhuma e ao chegar ao ultimo viu ali os gêmeos sentados no sofá vermelho que ficava no meio da sala, ao verem Ed levantaram e foram ao seu encontro, mas antes de perguntarem alguma coisa notaram algo errado com garoto ele estava com umas das mãos na cabeça e logo começou a respirar, mas rápido, ele caminhou sem rumo e caiu no chão sentindo uma dor infernal vindo da cabeça.
    Ed estava caído do chão com as mãos na cabeça e agora se viu presenciando um ataque havia varias criaturas com vestes vermelhas atacando o lugar onde estava e tudo estava pegando fogo junto ao um homem  ruivo com chapéu que usava um terno ele rira de satisfação ao ser Sauron caído no chão , todos estavam em sua volta mas foram afastado pelo grande homem que se aproximou dele e falou .
    - o que você esta vendo – Sauron estava serio
    - este lugar vai ser atacado – pronunciou o garoto sem pensar duas vezes
    - quem atacara – perguntou o novamente
    - um homem de cabelos ruivos – seus olhos estavam branco como neve
     Mas quanto o homem resolveu perguntar, mas alguma coisa viu um grande estrondo vindo não de muito longe dali.
    - eles chegaram – falou Ed no chão seus olhos tinham voltado ao normal
    Mas era tarde demais a primeira coisa que Sauron fez foi pegar Ed e falar.
    - espere aqui tenho algo importante para você fazer
    Ele subiu as escadas e então voltou com uma mala que agora não se mexia, mas, entregou para Ed e falou
    - protege isso
    Ed e os gêmeos foram de atrás, todos estavam com suas varinhas nas mãos prontas para a batalha, Sauro saiu com Ed e os gêmeos para trás parou e então apontou sua varinha para o alto e não muito longe começou a vir um brilho do céu, havia um objeto voando ao encontro da varinha de Sauron ao se aproximar deu para notar que aquilo era um taxi voador, que pousou e ficou dois palmos acima do chão flutuando. Sauron se apresou em colocar todos ali dentro como se tivesse com pressa e logo os gêmeos falaram.
    - aonde vamos
    - Ed sabe a aonde ir – falou o homem sorrindo e tocando sua varinha no colo de Ed
    Sauron se virou e então começou a caminhar para direção de onde vinham todas as explosões e gritos, em quanto isso os garotos ficaram perplexos ao verem Ed sem reação e logo ele falou como se tivesse voltado à vida
    - para o museu – falou Ed
    As duas mulheres se olharam e então deram um leve sorriso fazendo o carro subir, mas para o alto e avançar como se fosse um foguete deixando tudo para trás os três dias que Ed ficou ali foram os, mas estranhos de toda sua vida tudo isso para ele era diferente e sabia que agora tinha que se acostumar com essas coisas, ele olhou para trás e viu o acampamento sendo atacado por varias criaturas usando roupas vermelhas que agora pareciam pequenos pontos a distancia.
  • caçadores da meia noite (capitulo 4)

    Agora estavam viajando pelas nuvens, todos lá em baixo pareciam pequenos pontos minúsculos. O taxi continuava a toda velocidade cortando o céu com seu ronco inquieto e na frente ainda estavam as duas mulheres rindo de alguma coisa, por algum motivo isso meio que incomodava Ed, mas os gêmeos pareciam não se importar, olhavam fixos para a mala no colo de Edward que agora se mexia como se alguma coisa tava socos para puder sair.
    - o que será que tem ai – Afonso parecia ser o, mas curioso
    - uma criatura talvez – falou Leonardo cutucando a mala
    Ed não fazia a menor idéia e nem fazia questão de saber estava preocupado demais em saber o que realmente acontecera quanto saíram de lá e o que significavam seus sonhos (ou visões). Mas seus pensamentos foram parados quanto sem aviso nenhum o carro mergulhou como se estivesse em queda livre fazendo um calafrio subir pela espinha de Ed e fazendo os gêmeos soltarem um grito fino e desesperado como se aquilo fosse seu fim, como se sua vida agora passasse diante de seus olhos, mas quanto menos viram o carro estava parado estacionado quase em cima da calçada, as duas mulheres se olharam e soltaram outra gargalhada fazendo as portas se abrirem e jogando os três para fora do carro , Ed e Afonso caíram em cima da causada enquanto Leonardo caiu no meio da rua . Leonardo levantou e correu ate a calçada desviando dos carros que viam em sua direção em quanto Ed pegava a mala que deslocou ate a entrada do museu e Afonso pegou a varinha que caiu bem ao seu lado, não demorou muito os dois caminharam ao encontro de Ed que olhava a mala (verificando se nada aconteceu) os dois chegaram perto dele e um dos gêmeos falou.
    - e agora – falaram ao mesmo tempo
    Ed olhou para os dois e então soltou um suspiro.
    - não sei
    - legal – falou Afonso em um dom de ironia
    Ed não pensou duas vezes ao entrar o taxi falou o nome do museu, mas não pensou como ia se virar queria saber o porquê todos seus sonhos traziam ele para cá (se aquilo realmente for um sonho) mas sabia o que tinha que fazer , sabia como ia entrar no museu e a onde ir depois só não achou apropriado fala para os gêmeos não agora , não neste momento, não era a hora certa de falar . Ficaram um bom tempo ali parados olhando a mala e o tempo parecia não passar um dos gêmeos já tinha entrado e saído varias vezes do museu mas já estava entediado .
    - quanto tempo, demos que espera aqui – Afonso caminhava de um lado para o outro
    - Ed vamos cara o que fazemos agora – perguntou Leonardo ficando em pé
    - certo vamos fazer alguma coisa, mas temos que voltar logo – pegou a mala e a varinha e colocou no bolso de trás – tenho uma coisa que quero fazer.
    Os dois olhavam Ed como se esperassem uma ordem , mas não receberam , parecia que se fosse esperar por ele ficariam o dia inteiro ali, então um dos gêmeos caminharam em direção a um mapa no centro da praça ao lado do museu e então analisou.
    - bom tem muitos lugares para visitar – colocava uma mão no cabelo deixando ele bagunçado
    -  poderíamos vir aqui – Afonso apontou o dedo para um estabelecimento não muito longe dali
    Os dois voltaram a olhar para Ed esperando alguma sugestão, mas ele estava com os pensamentos longes demais.
    - você e um péssimo líder - Afonso colocou as mãos nos bolsos
    - eu líder teste quanto – falou Ed parecia indignado
    - teste que Sauron lhe confiou essa mala e a varinha dele – estavam com os braços cruzados e olhava serio para ele
    - bom... – Ed ficou sem palavras não esperava que os gêmeos falassem naquele dom com ele
    - poderia pelo menos falar o que quer naquele museu 
    - certo eu falo – não poderia cruzar os braços por causa da mala – meus sonhos sempre me trazem para cá teve der algum significado - Ed agora esperava uma resposta.
    - bom não tem como eu reclamar faria a mesma coisa – Afonso estava calmo e parecia ser o, mas feliz entre os três
    Leonardo olhou fitando Ed por, mas algum tempo e depois falou em um dom, mas calmo e suave
    - pelo menos saímos daquele lugar.
    Ficou um silencio no ar e depois de um tempo resolveram sair para dar uma volta, que logo foi parado por causa da mala que recomeçou a se mexer como se alguma coisa quisesse sair da li de dentro, o tempo foi passando aos poucos e logo começou a escurecer as pessoas começaram a deixar o museu aos poucos e quantos viram não havia, mas ninguém, nenhum ser vivo, mas estava naquela praça a não ser os três que agora estavam na frente do museu pensando em como iam entrar ali dentro.
    - acho melhor deixar pra lá – Leonardo caminhava tentando encontrar alguma entrada
    - eu preciso entrar ai - disse Ed num dom que parecia desperato
    - tente alguma coisa com a varinha - Afonso deu um salto levantando da escada do museu
    Ed tirou a varinha olhou para ela e depois jogou seu olhar para a grande porta fechada do museu pensou em algumas palavras que talvez desse certo, mas acabasse não falando nenhuma. Olhou serio para os gêmeos e então falou
    - não sei nenhuma – seu dom de voz mudou para algo, mas triste
    Os gêmeos olharam para ele como se tivessem perdido todo o seu tempo com algo sem importância nenhuma, mas Afonso teve uma idéia e então falou.
    - o que exatamente aconteceu em seu sonho – falou o garoto com um sorriso inevitável no rosto.
    Ed olhou para os dois e começou a falar aos poucos como foi seu sonho e não demorou muito começou a contar como se estivesse lá olhando de perto como se fosse um Del espectador. E então em sua mente veio as magia como se fosse uma lembrança antiga que tinha se perdido com o tempo, mas elas não ajudariam a entrar ali dentro, Ed virou se e começou a contornar o grande museu dando a volta por ele e desviando dos arbustos, ele finalmente estava ali atrás do museu, deu três passos e começou a alisar a parede como se fosse uma mulher muito sedutora.
    - o que raios ele ta fazendo – Afonso tinha uma expressão em seu rosto diferente como se aquilo fosse nojento e estranho
    Seu irmão apenas ficou observando de longe quanto Ed começou a cutucar a parede com a varinha, mas nada aconteceu, por fim Ed caminhou um pouco para trás como se faltasse algo ficou ali parado deixando a mala no chão e acariciando a varinha como se fosse algum bichinho de estimação.
    - o que você ta fazendo – falou os gêmeos na mesma hora
    - bom ta faltando alguma coisa.
    - sei lá tenda abra kadabra.
    Ed ficou ali parado e talvez tenha que coloca a varinha em algum lugar especifico, pois de acordo com seu sonho o homem não falou nada, apenas tocou a varinha na parede, mas a onde seria este lugar. Ed tentou lembrar, mas alguma coisa mais simplesmente não via nada não conseguia lembrar onde ele tocou com a varinha a única coisa que vinha em sua cabeça era o duelo que vira lá dentro, e então com isso Ed arrastou sua varinha pela parede como se tivesse riscando um fósforo e como resposta ganhou um ruído que pareceu vir de dento to museu fazendo um monte de poeira aparecer e um barulho muito alto em companhia, os três garotos ficaram com a boca aperta impressionado com o que acabou de acontecer, uma parte da parede estava aberta como se fosse uma porta não demorou muito Afonso foi o primeiro a entrar ali dentro puxando Ed e Leonardo pela camisa. Os três pararam e ficaram observando o grande lugar luminoso que agora no meio tinha uma estatua de um homem apodando uma varinha para cima e ta ponta saia água que caia num grande chafariz.
    - nossa – falou um dos gêmeos admirados com a beleza do lugar
    - uau – falou o outro com a mesma expressão
    Ed olhou admirado também o belíssimo museu onde estava agora, mas logo se lembrou de algo importante tinha deixado a mala ali fora, e com isso virou se rápido para pega la mas a porta tinha fechado , soltou um suspiro como se algo estivesse errado e realmente estava tinha deixado a mala que o mago que ele mal conheceu para o lado de fora e talvez agora não tinha como pega la a única saída era sair e voltar e depois abrir a porta novamente mas levou outro puxão dos gêmeos , virou se para xinga lo mas agora suas palavras pareciam fugir de sua boca pois o que vi o fez lembrar de um pesadelo . Ali não tão longe estava uma garota com cabelos branco e não muito longe dela estava uma criatura que parecia cheira la para ver se estava viva ou talvez morta e não muito longe dali avistou uma mala marrom clara exatamente igual a que ele ia procurar . A criatura tinha um grande focinho pequenos olhos vermelhos dois dentes que saiam para fora ( dentes iguais um tigre de sabre ) tinha um corpo magro revestido de pelos negros , tinha também grandes garras avermelhadas e uma longa cauda , a mala estava se mexendo mas freneticamente que antes como se fosse abrir a qualquer momento .
    - faz alguma coisa – falou um dos gêmeos
    - e você esta com a varinha de Sauron – falou Afonso
    A criatura encostava seu longo focinho na garota e continuava a cheira la , Ed já estava com a varinha apontada para a criatura mas sua mão tremia fazendo ele errar sua mira  ate que a criatura parou de cheira la e voltou se cheirando o ar e logo se virou para os três deu grande rugido mostrando toda a sua fúria e começou a correr em direção a eles com sua grande bocarra aberta mostrando seus dentes afiados como se fossem laminas . Os três se separaram correndo por direções diferentes, Afonso correu em direção a um corretor, Leonardo correu em direção a garota e Ed agora tentava enfrentar a criatura apontando a varinha para ela com suas mãos tremulas e sua voz falhava ao tentar pronunciar alguma palavra. Suas pernas tremiam fazendo perde a força, mas a criatura não parava continuava a ir para cima dele tentando arranha lo ou morder, mas por pouco não acertou Ed que se esquivava desesperadamente para os lados e em quanto isso a mala continuava a se mexer agora, mas rápido como se alguém tentasse arrombar uma porta trancada, mas todo o esforço fosse em vão, e Leonardo tentava acordar a garota, mas seu esforço parecia não fazer diferença então começou arrasta La para o corretor, mas próximo onde havia vários quatros em exposição, Afonso ficava olhando todas as tentativas inúteis de Ed lançar algum feitiço na criatura incluindo que ele não sabia nenhum ou estava ocupado demais tentando não ser mordido ou arranhado pela criatura que atacava ele ferozmente. Ed mas se preocupava em esquivar do que atacar e quanto menos via varias estatuas estavam destruídas no chão, continuava a esquivar da terrível fera que ai para cima sem dó nem piedade ate que finalmente se viu encurralado por um canto onde finalmente resolveu apontar a varinha ainda com sua mão tremula e no desespero pronunciou um feitiço que nem ele mesmo sabia que poderia fazer .
    - manipyllus – um grande brilho saiu de sua varinha
    De longe ouvi um grande barulho de uma janela quebrando e quanto viu a mala que estava la fora viu voando em sua direção e batendo com força na cabeça da horrenda criatura  ela se virou ferozmente e investiu atacando a maleta que quebrou a  janela e Ed aproveitou o momento apontou a varinha para a outra maleta e então conjurou o feitiço fazendo a outra maleta bater com força na criatura deixando ela mas furiosa que antes e soltando um rosnado assustador e por fim agora ela mordia umas das malas e arranhava e Ed novamente aproveitou apontou a varinha para uma estatua pequena e então pronunciou o feitiço novamente fazendo a estatua voar e bater com força na cabeça da criatura que cambaleou no chão com a força do impacto e soltou um rosnado de dor , sua cabeça estava sangrando e a criatura agora parecia acuada não atacou mas apenas ficou entre as quatro patas como um cachorro latindo mas não saiu do lugar , Ed continuou com a varinha apontada para a criatura sua mão agora não tremia mas ao conjurar o feitiço o garoto ficou cheio de confiança .
    Os dois irmãos saíram de onde estava e ficaram ao lado de Ed
    - nossa demais – Afonso estava admirado
    - você poderia ter feito isso antes – falou Leonardo
    Ed deixou quieta a ironia de Leonardo e focou na fera ou nas malas que agora pareciam que iam explodir a qualquer momento, elas continuavam a se mexer e Ed notou que era por causa da criatura que estava solta rosnando para os três e caminhando talvez formando uma estratégia para contra atacar e quanto menos esperava a criatura teu um salto em direção a Ed que gritou a primeira palavra que veio na sua cabeça.
    - bala de goma – gritou o garoto protegendo seu rosto
    A mala que estava caída no chão se abriu soltando grandes correntes fazendo a parar no ar e arrastando para dentro da mala, a criatura rosnava e aranhava o chão, mas logo entrou na mala e que fechou tão rápido que parecia que alguém tinha chutado uma porta com força e logo depois começou a se mexer freneticamente como se tivesse levando um choque, mas repentinamente parou, a mala estava parada no chão como se nada tivesse acontecido os garotos se aproximaram dela cuidadosamente como se ela fosse abrir novamente e agarrar um dos três garotos, mas nada aconteceu as duas malas que estavam longe uma da outra ficaram quietas como se tivessem acalmado a fera ali dentro e provavelmente não abri ria tão fácil assim , os gêmeos se olharam e então falaram ao mesmo tempo .
    - era isso o que você ia fazer – falaram ao mesmo tempo curiosos com a mala
    Ed olhou para os dois e com um suspiro de alivio respondeu.
    - acho que não
    Nem ele sabia, mas o que ia fazer ali veio com a idéia de encontrar respostas para seus estranhos sonhos, mas ao invés disso encontrou uma estranha criatura prestes a devorar uma garota, eles ficaram parados ali olhando Ed esperando talvez agora uma resposta, mas satisfatória, mas não ganharam em vez disso um deles saio voando e bateu numa parede e soltou um grito te dor fazendo os olhar para trás e ali estava um homem ruivo com uma barba muito bem feita, ele apontava sua varinha para os dois garotos e não excitava ao mostra um sorriso de satisfação em seu rosto.
    - Sauron não tem vergonha em mandar três garotos para fazer seu dever – falou o homem de uma forma formal como se estivesse sentindo pena deles
    O homem não excitava ao mostrar a varinha para ele e na ponta dela havia um pequeno brilho vermelho e soltava uma fumaça, o homem caminhou de um lado para o outro e começou a falar formalmente para os dois que não pensaram em nem um momento sair do lugar.
    - aquele velho covarde fugiu da luta contra mim e ainda manta criança fazer seu trabalho, meu amo ficara muito feliz em ver vocês três – o homem continuou a caminhar e voltou a falar – bom eu posso evitar tudo isso – ele agora sorria – entregue me o relógio – ele estendeu sua mão perto de Ed .
    Ed não entendeu nada o que estava acontecendo agora à única coisa que fez foi derrotar uma horrenda criatura, e agora lhe apareceu um homem apontando uma varinha ele tentou pensar numa resposta rápida o homem saiu voando rolando pelo museu e a poucos metros estava uma mulher loira de cabelos curtos armados ela olhou para os garotos e caminhou tantos grandes passos.
    - vocês estão bem – a mulher tinha uma voz suave em seu rosto havia um olhar preocupado.
    O homem ruivo levantou soltando uma gargalhada irônica como se fosse falar ‘‘só isso’’ mas não falou levantou e com sua varinha falou.
    - impactuss – saiu um grande brilho vermelho  intenso de sua varinha
    A mulher apontou rápida e conjurou um feitiço também
       - iron shield – saiu um brilho cinza metálico da ponta de sua varinha formando um escudo transparente
    Os dois caminharam pela mesma direção apontando a varinha um para o outro e ao mesmo tempo conjuraram outro feitiço
    - Lighthing plasm – saiu uma luza agora verde da ponta das varinhas de ambos que se colidiram um contra o outro.
    Os dois ficaram um bom tempo mantendo o feitiço que lançaram numa grande colisão e Ed se lembrou de seu sonho o sonho que teve com os dois homens lutando, mas não teve muito tempo para isso se virou e foi ver como estava Afonso que continuava caído no chão gemendo de dor, quanto viram o museu inteiro ficou de outra com o poder que tinham lançando e que colidiam um com o outro e lançavam varias luzes multicoloridas por todo o lugar que lembrava muito fogos de artifício. O garoto caído no chão levantou com a ajuda to irmão e amigo que resolveram sair dali o, mas rápido possível antes que sobracem para ele, começaram a caminhar devagar com Afonso mancando ate o corredor onde estava a outra garota apagada no chão e dali Ed virou se para trás para ver como estava a batalha.
    - temos que ir – Leonard fazia força para sustentar seu irmão  
    - certo – falou ele Ed pegando a garota do chão
    Eles deram meia volta e caminharam aonde Ed tinha aberto a porta antes chegando la ele largou a garota no chão puxou  a varinha e começou a cutuca la na parede fazendo a porta se abrir e tanto cobertura para Leonard levar o seu irmão para fora e depois ajuda lo com a garota que continuava caída no chão . ele voltou e ajudou a levar a garota deixaram ele enconsdatos numa parede e Ed voltou para dentro do museu usou o feitiço e chamou as duas malas para seu encontro . A mulher e o homem ruivo continuavam seu duelo que parecia que não ia muito bem, não para a mulher loira que estava toda machucada e sangrava muito já nesta altura do duelo, sua mente dizia para deixa la para trás mas seu corpo falava ao contrario ‘‘ lute junto com ela’’ Ed puxou sua varinha e novamente usou o mesmo feitiço que fez a grande estatua do homem que segurava a varinha nem se mexer , tentou novamente mas foi o mesmo resultado , ela não se mexia nem um pouco então começou a procurar por algo mas fácil de levitar para assim dar um grande golpe como fez com a criatura , ele observou toda a sala e caminhou para um longo corretor onde entrou numa sala de astronomia aonde haviam vários planetas flutuando no ar apontou a varinha para o menor planeta que viu fez ele passar pelo imenso corredor e arremessou contra o homem de cabelos ruivos fazendo deixar cair sua varinha e fora atingido pelo feitiço verde que acertou em seu peito fazendo ele voar e bater na parede perto onde Ed estava o garoto correu ao encontro da mulher toda machucada e falou .
    - temos que sair daqui rápido antes que ele levante – a adrenalina nesta altura já tinha domado o corpo de Ed
    - ta vamos então – falou a mulher loira
    Eles correram em direção a porta que ainda estava aperta, contornaram a estatua do grande homem com a varinha apontada para o céu e continuaram a correr sem olhar para trás quanto menos viram a mulher loira foi arrevesada para fora do museu , Ed olhou para trás e o homem já estava em pé  caminhando ferozmente em sua direção com a varinha apontada para ele , o homem lançou feitiços sem para em Ed mas ele esquivou correndo em de um lado para outro quanto saiu para fora do museu virou se então e lançou outro feitiço desesperadamente .
    - iron chield.
    O feitiço voltou contra o homem fazendo o pular para um lado, ele rolou no chão e quanto pensou em lançar outro feitiço à porta já estava fechada e o relógio bateu já eram quatro horas da manha, saiu um brilho imenso de dentro do museu e a porta não voltou a abrir, mas. A mulher loira ficou no chão caída se contorcendo te dor , Ed colocou as mãos nos bolsos e puxou um velho relógio enferrujado que nem ele mesmo soube como parou em seu bolso .
    Ed olhou para Afonso e Leonard que estavam escorados na parede e voltou a guardar o relógio em seu bolso, não sabia como foi parar ali, mas sabia que aquele relógio era importante e sabia o que tinha que fazer agora. Ele chegou perto da mulher loira que estava sentada olhando para ele, apontou sua varinha para ela e então disse.
    - você não esta trabalhando para aquele cara.
    A mulher negou com a cabeça e então falou em um dom suave.
    - vim buscar minha Irma
    Ed olhou para a garota caída no chão, os dois levantaram para pega la e a mulher falou então .
    - venha comigo .
  • caçadores da meia noite (capitulo 5)

    Não muito longe dali em meio a uma rua tava para ver um pequeno grupo caminhando, carregava uma garota com os cabelos brancos como a neve, um irmão ajudando o outro a caminhar, pareciam ter travado uma duelo onde vários haviam se machucado, mas por hipótese alguma eles pararam continuaram a caminhar, alguns mancavam outros precisavam da ajuda de um amigo para caminhar, mas ainda assim continuavam a caminhar trilhando seu caminho. Um deles era o, mas curioso carregava duas malas e tinha seus cabelos cacheados, mas bagunçado que o normal parecia suspirar pesado e segurava entre seus tendes um pedaço de pau muito bem polido e cheios de arranhões, eles caminharam ate chegar a um beco a mulher loira retirou sua varinha e bateu três vezes na parede fazendo a se abrir como se fosse um porta e la dentro havia um grande corredor escuro onde entraram em fila ate chegarem em um elevador lá no final .
    Eles entraram e a mulher então fechou as portas e ela bateu, mas três vezes com a varinha fazendo o elevador subir muito devagar ate chegar no ultimo andar mas ele não abriu, fez um estralo e quanto vira o elevador também estava caindo em queda livre fazendo Ed deixar as malas e a varinha cair no chão e os gêmeos  se desequilibrarem se apoiando nas paredes para ficarem em pé e cada vez estava mas rápido ate que teu um outro estralo e um grande brilho lilás   veio a dona fazendo o elevador parar e abrir suas portas em um outro enorme corredor . A mulher se apressou em sair caminhou por alguns estantes e virou se para trás.
    - serio – estava surpresa com o que vira
    Os três garotos estavam vomitando dentro do elevador enferrujado, ainda não estavam acostumados com o fato de tudo cair como se estivesse em queda livre, esperaram um tempo ate os três se recomporem e então voltaram a sua desesperada caminhada. Os três não faziam a mínima idéia aonde iam, mas mesmo assim seguiam a mulher loira de cabelos bagunçados sem fazer perguntas ou questionar, estavam saindo de um grande corredor e finalmente se encontraram em uma rua onde se passava poucas pessoas naquele momento, para falar a verdade parecia que a pequena cidade não tinha muitos habitantes ali e era quase como uma cidade fantasma, tinha um aspecto sujo com casas totalmente em empoeiradas, muitas casas estavam praticamente abandonadas e outras ainda tinham pessoas vivendo la mas o que surpreendia os três garotos era o estilo de faroeste que ela tinha com seus poucos habitantes que ali tinha . Aos poucos estavam se afastando da cidade, caminhava pela uma estrada de areia a mulher ainda carregava sua Irma inconsciente pelos braços. Leonardo ainda ajudava seu irmão a caminhar e Ed ainda levava as duas malas e sua varinha estava guardada em seu bolso traseiro por nenhum motivo eles pararam e todos caminhavam em silencio pela longa estrada de chão.
    Ed olhava muitas vezes para trás e a cidadezinha já tinha sumido, não havia vestígios nenhum delas e não havia placa anunciando quanto quilômetros daria para chegar la na verdade não havia nada e como se estivessem caminhando perdidos em um deserto . O sol estava auto talvez agora já fosse meio dia ou talvez uma hora ou duas, mas isso pouco importava continuavam a caminhar e cada vez, mas Ed ficava para trás cansado e com suas pernas doendo, os gêmeos que estavam a cinco passos a sua frente também reclamavam e logo a mulher parou em meio ao caminho e então disse com sua voz cansada e exausta.
    - e melhor pararmos um pouco – não houve responda os três apenas concordavam com a cabeça
    Caminharam mas um pouco ate que finalmente acharam um estabelecimento velho e empoeirado que fora abandoando há tanto tempo, os três entraram ali e viram o pior, ali dentro tudo estava bagunçado e desorganizado havia milhares de corpos pelo chão e não muito longe na única mesa que continuava arrumada e limpa, estavam vários corpos sentados com taças nas mãos esqueléticas e no centro havia um cadáver peculiar, seu corpo estava com vestes muito elegante e sua cabeça não era de um humano, mas sim de uma fera quase igual a que Ed derrotou no museu e em sua testa havia um bilhete todo amassado.
    Se um dia encontrarem este lugar, este maldito lugar saiba que talvez esteja amaldiçoado, pois aqui estes cadáveres de seres tão inocentes quanto à fera que eu matei
    Ed entendeu talvez o porquê uma fera perdida faminta encontrar um lugar no meio do nada aonde havia vários homem se divertindo, isso talvez fosse ate uma mensagem de alerta de um homem ferido em seus últimos suspiros, o garoto ficou observando o homem sentado no meio com a cabeça da fera em lugar da sua, mas usa atenção voltou se para um outro corpo não muito longe dali , um corpo peludo em decomposição  que infestava o lugar inteiro com seu cheiro . Sim ali estava o corpo da fera que massacrou todos aqueles homens. O dia foi passando aos poucos mesmo com o mau cheiro todos habitaram por ficar ali dentro descansando muitas vezes Ed saia para observar a única arvore que tinha no lugar, estava morda e o chão estava coberto de frutos apodrecidos que alimentavam talvez tenha alimentado vários pássaros que agora estavam mortos no chão . Esse lugar era horrível, mas a curiosidade era o que deixava ele ali, o gêmeo ate reclamavam do lugar e por isso subiram as escadas aonde encontraram quartos vazios onde havia roupas espalhadas por todo o lado, mas era o único lugar limpo aonde não havia cadáveres e o cheiro não era tão forte.
    Quando menos via o dia estava chegando ao fim e agora tava vinda uma enorme lua cheia que clareava a fira noite com seu brilho fraco, Ed agora caminhava dentro de casa subia e descia escadas parecia investigar o que realmente tinha acontecido ali, mas não achava respostas caminhou pelos quartos desceu e subiu as escadas ate que finalmente desistiu e resolveu ir ao quarto onde tinha largado as duas malas e para sua surpresa ao chegar la uma das malas estavam se mexendo e o mas estranho era que saia uma voz dali de dentro .
    - deixe me sair – falava à voz que vinha da mala
    Naquele exato momento o coração de Ed disparou e a primeira coisa que fez foi tirar sua varinha e apontar para ela, soltou um suspiro e então falou .
    - quem este ai – sua voz falhava ao falar
    - tem alguém ai, graças a deus me ajude – falava a voz vinda da mala
    Ed olhou por volta saiu do quarto e então voltou pensou por um momento que talvez os gêmeos estivessem fazendo alguma brincadeira com ele, mas pelo jeito não era, seu coração continuava a bater, mas rápido, mas agora o que tomava sua atenção fora o barulho vindo de fora da casa, ele caminhou e então olhou pela janela e viu vultos rodando pela volta da casa e deduziu por si mesmo que eram as malditas criaturas com capuzes vermelhos. Teste aquele dia que foi atacado no orfanato pareciam que elas o perseguiam o garoto sai de perto da janela suspirou e então tomou um susto ao ouvir a voz vinda da mala.
    - hein ainda esta ai
    Ed teu um pulo que fez barulho e toda a poeira que estava no chão subiu para o ar e quase teve um ataque cardíaco ao ver uma mãos tocando seu ombro que fez ele se virar tão rápido e apontar a varinha para o pescoço do individuo.
    - calma sou eu Afonso – falou tirando a varinha de seu pescoço
    A mala começou a se mexer e então, mas uma vez saiu uma voz dali de dentro
    - pelo amor de deus me ajude
    Os dois se olharam e então Ed falou ignorando a mala
    - você esta melhor – Afonso olhou para ele e sorrio
    - Laura me ajudou a melhorar, ela também fez com a Irma dela, mas o que e essa voz – falou o garoto tão curioso quanto Ed
    Ed não soube responde, mas por fim apontou a varinha e então falou as mesmas palavras que tinha tido no museu.
    - bala de goma
    A mala se abriu no mesmo instante e com um grande desespero saiu um homem que respirava pesado e tinha um aspecto sujo, ele se apoio na janela e ficou ali parado por um tempo e em quanto isso Ed continuava com sua varinha apontada para ele, o homem então olhou para fora e disse.
    - cada vez tem, mas deles
    Estava se referindo ao andarilho da noite, falam ser um homem morto que renasce das sombras em busca de vingança, e se não achar a pessoa que o matou ele mata seus parentes, elas flutuam a cinco palmos do chão e pelo jeito conseguem ir para, mas alto, usam aquelas vestes vermelhas para esconder o corpo em decomposição e também para proteger sua sensível pele do sol que poderia mata La em menos de cinco segundos, mas a pior coisa e o costume de torturar a pessoa se alimentando de sua alma deixando as fracas e com o tempo sua vitima perde a vontade de viver e acaba muitas vezes se tornando um deles. Ed não ficou apavorado ao saber disso por algum motivo alguém tinha falado com ele sobre isso tinha descoberto em seus sonhos e parecia teste aquele ataque que agora todos os viam freqüentemente em todos os lugares.
    - bons vocês devem trabalhar para o Sauron – o homem se virou e agora olhava para Ed
    - trabalhamos, onde você estava
    Ed e Afonso olharam para trás e então viram a mulher loira de cabelos curtos na porta olhando para o homem desarrumado ela não escondia seu sorriso ao ver o homem que caminhou para abraça la , uma abraço tão demorado e talvez ate constrangedor pois o rosto da mulher ficou vermelho ao ganhar o abraço e não demorou muito ela o afastou devagar . o homem não evitou ao observar o lugar e então voltou a perguntar .
    - onde estamos – olhava pelas janelas e caminhava pelos corredores
    - bom ainda não chegamos à ordem – falava a mulher caminhando logo de atrás dele – resolvemos parar aqui para descansar – a mulher teu sorriso descontraído quanto o homem se aproximou das escadas e viu um cadáver
    O homem não perguntou nada apenas desceu as escadas olhou para a única mesa arrumada no centro do bar e então se aproximou para ler o aviso na testa do homem com cabeça de fera, ele sorri e olhou para os garotos ali perto das escadas se aproximou deles estendeu a mão e então falou.
    - peço perdão, mas ainda não me apresentei- Ed apertou sua mão – meu nome e Cornélio – falou o homem
    Todos se apresentaram e então Ed começou com as perguntas sobre o Sauron e o relógio e o, mas importante quem era o homem que atacou eles no museu e Taylor então começou a explicar.
    - bom vamos para cima primeiro – todos subiram as escadas e entraram num quarto que estava limpo – bom e uma longa historia como vocês sabem somo bruxos e vocês também , depois de muito tempo quanto o nosso mundo tinha realmente nascido na sombra do mundo humano vivemos muito tempo em paz sem nos preocupar com seus julgamentos sobre nos  , quero dizer não fomos queimados ou morremos afogados – ele deu uma pausa
    O mundo onde vivemos foi construído nas sombras do mundo humano e com isso não precisamos, mas não preocupar com vocês, viveu muito tempo em paz e harmonia ate que ele veio e destruiu tudo o que construímos e com isso tivemos de nos esconder no seu mundo, muitas de nossas relíquias foram escondidas aqui as pressas e muitas criaturas das trevas acabaram vindo junto. Sauron reuniu vários de nos e então começamos a procurar as relíquias e capturar as criaturas que estão soltas por ai por isso tem muito acidente estranhos acontecendo, pelo jeito você foi um dos que foi abandonado em orfanatos.
    Finalmente havia uma explicação em que Ed e Afonso ficaram em duvida se devessem acreditar, mas antes de falar alguma coisa os dois se olharam e começaram a analisar tudo o que aconteceu ate agora e com isso começaram a fazer suas próprias teorias do que realmente acontecera tentaram tirar, mas informações, mas não conseguiram no final resolveram acreditar, pois de alguma forma fazia sentido ficaram, mas um tempo conversando e então todos foram se deitar estava escuro e ainda tinha muitas coisas para fazer e Ed resolveu então perguntar a Sauron sobre seus sonhos, ele ficou deitado por um bom tempo observava o teto que ficava, mas escuro e a vela que iluminava o quarto estava quase toda derretida o garoto resolveu virar de lado e fechou seus olhos e quanto se viu não estava, mas o no quarto testa vez estava numa caverna, caminhava devagar e cautelosamente para não acordar o que estava la . Ele continuou na trilha onde caminhava e não saiu dela ate escorregar em uma pedra molhada e um de seus pés bateu na água fazendo barulho e pequenas ondas, o homem olhou para todos os lados procurando algumas coisas sua respiração estava pesada e sua mão tremia o bruxo agora estava apavorado sabia que tinha acordado alguma coisa, mas não sabia o que foi ai que seus olhos avistaram um ser no meio da água. A única coisa que tava para ver eram seus olhos vermelhos que estavam para fora da água e logo sumiram com o mergulho que Ela deu.
    O bruxo ficou olhando onde a fera estava e ainda sim pareceu perder suas esperanças seria aquela criatura tão terrível assim, o homem iluminava a caverna com a sua varinha, mas isso não o salvou, pois a criatura deu um salto da água em sua direção e fez ele cair na água junto com ela , o homem agora estava sendo puxado para baixo da água pela horrível criatura que olhava para ele com seus pequenos olhos vermelhos e quanto menos esperava ela puxou sua varinha e com sua imensa mão matou o homem fazendo a atravessar sua barriga .
    Ed acordou naquele dia todo suado pensava que seus sonhos iam parar quanto foi ao museu, mas estava enganado, ele levantou de sua cama e encontraram todos no corredor, todos falavam com uma garota de cabelos brancos que iam ate a cintura e estava abraçado em Laura, Ed se aproximou e então falou.
    - eu sei aonde temos que ir – o garoto ainda estava suado
    Todos olharam para ele e os gêmeos não hesitaram ao falar
    - seus sonhos mudaram – falou os dois ao mesmo tempo
    Ed concordou com a cabeça, mas parecia que Cornélio, Laura e a garota de cabelos brancos não entenderam o que ele quis falar, eles se olharam e então perguntaram.
    - como assim sabe aonde temos que ir – Laura estava curiosa
    Ed suspirou e então começou a explicar os fatos de seus terem levado ele ate o museu e agora numa caverna, mas por algum motivo ele tinha certeza do que estavam procurando ia estar la . O único a perguntar fora Cornélio.
    - qual era a criatura que estava na caverna – falou o homem
    Ed se virou e para pegar a mala e a varinha e antes de entrar no quarto virou e então falou.
    - uma sereia ou algo parecido
    Todos pararam por um bom tempo e então decidiram pesquisar com mapas todos os lugares que haveria uma caverna, ficaram um bom tempo ate Ed sair do quarto e apontar para algum lugar vazio aonde não havia praia nem nada do gênero todos olharam para ele quanto apontou o lugar no mapa com seu dedo e finalmente veio outra pergunta agora vinda da mulher de cabelos brancos.
    - como você sabe – Ed olhou para seus olhos azuis e então respondeu
    - não sei
    Ficaram se encarando por alguns segundo ate Laura levantar e finalmente falar para todos se prepararem, pois seria uma viagem longa e cansativa e foi o que todos fizeram pegaram as malas e suas varinhas e pareciam dar preparados pares a viajem. Mas se surpreenderam ao sair da casas velha e olhar pela longa estrada de chão. Não muito longe dali haveria uma cidade quase deserta aonde haveria poucos habitantes, mas agora a única coisa que daria para ver de longe seria as imensas chamas que viam de la e uma fumaça preta que se espalhava com o vendo . Ed começou a caminhar em direção a cidade, mas foi parado por Laura, o garoto tentou ir, mas foi impedido por todos no grupo.
    - isso e uma armadilha 
    Laura estava tão apavorada quanto ele e desejava fazer o mesmo, mas não poderia, pois era tarde demais, todos deram as costas para a cidade em chamas e voltaram a caminhar pelo seu rumo e Ed ficou olhando por cima do seu ombro as chamas que agora ficavam, mas distantes ate não ver, mas nada apenas a fumaça negra que ficava no ar
  • caçadores da meia noite (capitulo 6)

    Aos poucos a fumaça negra que estava no céu se foi, estavam muito distante para voltar, e voltar não era uma opção não naquele momento onde estavam com suspeitas de seu inimigo estarem o seguindo e destruindo tudo que estava em seu caminho , Laura e sua Irma tinham muitas suspeitas disso pois talvez nesse exato momento eles estejam sendo seguidos a longa distancia , mas não tinham como despistados pois estavam no meio do nada e ia demorar para encontrar seu objetivo , o dia foi passando  e nem sinal de seus inimigos e o dia já estava acabando o sol estava indo embora e não demoraria muito para a lua aparecer na escuridão do céu sem estrelas . Laura por muitas vezes olhava o mapa para ver onde estava a cidadezinha, mas próxima e para a sua surpresa não estava tão longe quando imaginava, a cidade estava num raio de 50 km dali ia demorar ainda para chegarem à noite e então decidiram acampar na beira da estrada, não haveria perigo nenhum, pois raramente passava um carro, todos se reuniram e ajudaram a montaram as barracas e ao terminar Ed e Cornélio se ofereceram a fazer a primeira vigília da noite
    Naquele dia todos foram dormir sem comer ou beber, Ed e Cornélio ficaram de vigia um em cada barraca, mas o objetivo de Ed para ficar na vigília naquela noite era para perguntar, mas coisas ao rapaz que mal conheceu , estava inquieto pela pergunta que ele fazia o tempo todo para ele mesmo e então esperou um pouco puxou assunto e então perguntou em um dom agradável e calmo.
    - o que você fazia dentro da mala- estava tão curioso que quase não conseguiria evitar essa pergunta
    Cornélio olhou para ele e soltou uma risada muito satisfatória para o garoto fazendo o parecer que estava de bom humor, ele ficou rindo por um bom momento e Ed olhava para ele, mas curioso que antes esperando sua desejada resposta.
    - e uma longa historia, mas já que quer saber vou lhe contar – o homem soltou um suspiro de alivio e voltou a falar – estava olhando o que aquele louco do Sauron tinha feito com aquelas malas, você acreditaria que ele fez praticamente uma fauna la dentro – o homem voltou a rir
    Ed olhou para ele e quase se afogou com a própria saliva ao ouvir aquilo, o garoto olhou para dentro da barraca e então olhou a mala em seu colo pegou a varinha e pensou em abri-la, mas não a abriu estava fazendo a primeira vigília e ainda faltava muito para chegar à fez de Afonso fazer a dele, mas o homem olhou para Ed e então falou em um dom suave e responsável.
    - você pode dar uma olhada, mas bem rápida – o homem sorrio para ele e Ed puxou então sua varinha e abriu a mala com frase, mas tosca que Sauron tinha colocado na mala
    A mala estava aperta agora, o garoto a observou, parecia, mas uma mala normal e então decidiu colocar sua mão ali dentro e ela tocou uma coisa muito parecia com um degrau, ele colou o braço um pouco, mas para o fundo da mala e notou que ali dentro tinha uma escada, mas levaria a onde, depois de verificar bem a mala por dentro ele se levantou e colocou um pé ali dentro e depois o outro e foi descendo os degraus devagar para não cair e quanto menos se viu estava num lugar escuro, mas ele continuo a descer as escadas sem parar e quando se viu foi ofuscado por uma luz que vinha de dentro da mal sua visão ficou embaçada por um tempo e quanto seus olhos finalmente se acostumou ele olhou o lugar por toda a parte era imenso e parecia realmente uma fauna cheia de criaturas estranhas e animas que pareciam curiosos com a chegada dele. Ed caminhou e olhou para o céu parecia tão real quando o de fora, e as arvores eram incrivelmente altas, havia um grande lago e o mato era tão alto que ele quase pisou num ovo de prata que estava ali no chão, ele se esquivou e voltou a caminhar pelo lugar que parecia ser um paraíso tudo ali estava em harmonia ate que ouviu gritos vindos não de muito longe dali o garoto se apressou e então testemunhou novamente a terrível fera que ele derrotou caída no chão e era agredida por um centauro que parecia proteger seu filhote.
    Ed chegou, mas perto das duas criaturas e o centauro no velo parou de atacar a fera e olhou para ele, avançou para Ed com fúria o garoto apontou a varinha, mas ele não fez nada apenas parou e levantou o garoto pela camisa no ar e então voltou sua fúria com gritos.
    - O QUE Sauron PENSA QUE ESTA FAZENDO TRAZENDO ESTA CRIATURA PARA CA – o centauro estava enfurecida e coma mesma fúria que o tirou no chão colou novamente
    Ed não soube responder o que estava acontecendo, mas se viu cercado de olhares curiosos de vários tipos de animais diferentes, o garoto olhou por todos os lados e ainda assim o centauro continuou a mostrar sua fúria para Ed, não falava, mas sim gritava.
    - ELE FALOU QUE ESTARIAMOS SEGUROS AQUI – Ed levantou devagar e então falou
    - a culpa e minha e não dele, eu... – mas antes de terminar o que ia fazer o centauro voltou a gritar com ele
    - VOCE NÃO SABE O RISCO QUE COLOCOU TODOS AQUI – ele caminhou de um lado para o outro
    - eu não sabia sou novato nisso – falou Ed elevando sua voz com a dele
    O centauro olhou para ele fazendo uma careta que quem não gostou com o que realmente tinha acontecido, o grande homem com corpo de cavalo respirou fundo e depois soltou, mas ainda sim falou elevando, mas e, mas a sua voz.
    - ENTÃO DA UM JEITO NISSO JÁ QUE VOCE E O GUARDIAO DA MALA – Ed olhou para ele e então falou sem perceber
    - guardião - o centauro olhou para ele com seu olhar de como a qualquer momento pegaria uma faca e esfaquearia ele, mas não respondeu
    Ele saiu caminhado com seu filhote no colo e Ed teve de cuidar da fera toda machucada que estava caída no chão, a fera que estava ali parada não reagiu ao ver Ed se aproximar dela apenas soltou um grito de dor, e em cima de seu corpo peludo haveria uma pequena criatura verde que se parecia muito com um pedaço de pau, Ed a pegou pela a palma da mão e então ela o olhou curiosamente com seus pequenos olhos amarelos, a criatura começou a subir pelo seu braço e deu a sensação de uma aranha subindo mas ele não mexeu seu braço estava  parado e seu olhar acompanhava a criatura que parou em seu ombro e então voltou a observar a fera caída ali no chão , Ed não soube o que fazer com aquela fera caída ali no chão e então pensou em dirá- la dali de dentro antes que acabasse acontecendo outro desastre ou algo parecido o garoto puxou a fera por umas das patas que estava boa ate onde estavam as escadas e então subiu  com a criaturinha em seu ombro , finalmente estava no ultimo degrau mas a mala estava fechada , ele bateu e então gritou pensando que algum tinha fechado a mala sem querer mas ninguém a abriu e então quando pensou em gritar novamente ouviu o centauro logo atrás dele .
    - vai deixá-la ali na frente, ela esta morda – parecia, mas tranqüilo ao falar com Ed
    O garoto se virou e então perguntou o que deveria fazer e ganhou a mesma reposta de antes
    - você e o guardião da mala, você e quem cuida da nossa segurança – o centauro voltou a descer os degraus devagar cuidando para não cair
    Ed não sabia, mas o que fazer se tentava abrir a mala de dentro para fora ou se voltava e então decidia o que faria com a fera morta na frente da escada, o garoto olhou para a pequena criatura que parecia um pequeno pedaço de arvore sem folhas e cheias de pequenos galhos, e então Ed resolveu descer as escadas e pelo menos enterrar a fera, ele desceu os degraus novamente e procurou então um lugar para enterrá-la e decidiu fazer isso ali perto da escada cavou um buraco com as próprias mãos e em meio ao processo parou puxou sua varinha e então pensou em chamar uma pá, ele apontou a varinha para cima e então chamou pela pá, mas não apareceu nada, o garoto ficou um bom tempo falando um monde de palavras que viam de sua cabeça, mas nenhuma delas o ajudou , acabou fazendo um buraco não tão grande e colocou a fera ali dentro e começou coma a mão suja a colocar terra em cima dela e novamente se viu cercado de olhos curiosos, mas não deu bolas estava muito preocupado pelo ato de estar preso ali dentro e a brincadeira te mau gosto que ele tinha certeza que fora os gêmeos que tinham feito não passarinha em branco, ele falaria umas coisas para ele, já estava ate fazendo um discurso cheios de palavrões e ofensas, mas Ed deixou isso para la e resolveu primeiro focar em sair dali subiu os degraus novamente e apontou a varinha para cima e então falou
    - bala de goma – mas não aconteceu nada, mas ele tentou novamente ate ouvir uma voz estranha
    - e inútil – um voz misteriosa e ate reconhecível
    O garoto ficou calado por algum tempo parecia que essa voz já tinha ouvido em algum lugar
    - vocês são muito descuidados ao acompanhar ao lado da estrada – falou o homem com indiferença em sua voz – esperava, mas dos fieis soldados de Sauron – o homem parecia ter balançado a mala fazendo estremecer e Ed ouviu novamente o grito do centauro.
    - O QUE ESTA ACONTECENDO – Ed não respondeu o centauro mas sim fez uma ameaça a pessoa que estava com a mala
    - quanto eu sair daqui você me paga – falou ele se segurando
    O homem deu uma longa gargalhada e então falou
    - e o que vamos ver você acha que esqueci o que aconteceu no museu – o homem soltou outra gargalhada
    Então Laura estava certa eles realmente estavam sendo seguidos, mas como eles conseguiram capturar todos tão rápido assim, eles devem ter lutado bravamente, mas Ed se lembrou que os gêmeos não tinham varinha, e estariam em desvantagem, pois talvez o homem ruivo tivesse vindo com reforços, varias teorias viam ate Ed e ele viu que entrar na mala foi um erro, o homem que carregava a mala tocou ela para algum lugar o fazendo cambalear para trás  todo a fauna parecia ter entrado em caos por segundos ele ouviu centauro gritar e outras criaturas que ali viviam também , então com um estalo em segundos depois a mala se abriu e com um puxão Ed e a pequena criatura em seu ombro saíram para fora da mala o homem ruivo apontava a varinha para ele e estava com um olhar enfurecido e não negava a raiva que estava sentindo naquele momento Ed levantou e apontou sua varinha mas antes de tentar pronunciar alguma magia sal varinha saiu voando de sua mão.
    - ainda quer lutar comigo – o homem pegou sua varinha e então sentou se numa cadeira
    Ed ficou em pe olhando ele e protegendo a pequena criatura em sua mão que se fechou ao pegar ela de seu ombro , o homem ficou admirado ao velo fazer isso e então voltou a falar com a voz mas calma.
    - aonde esta o relógio- falou o homem com a voz, mas calma
    - não vou da lo a você – falou Ed colocando a mão em seu bolso
    O homem não levantou apenas olhou fixo para ele e voltou a falar
    - você sabe pra quem esta trabalhando – ele parecia tentar colocar Ed contra a parede com sua pergunta, mas Ed realmente não sabia o que estava fazendo apenas fazia o que via em seus sonhos
    - foi o que pensei, Sauron continua com a mesma mania de sempre – falou o homem colocando as mãos na barba – sorte a sua que conseguimos alcançá-lo – o homem levantou e abriu a porta e ali estava Cornélio que entrou e caminhou ate Ed
    - você esta bem – Ed não respondeu apenas se encolheu contra a parede
    Ed não dar o relógio, nem a mala para eles e o quarto ficou, mas pequeno com a chegada de Sauron que se aproximou dele e então devolveu sua varinha para e cumprimento a pequena criatura que estava em sua mão, se afastou com as mãos para trás e então falou.
    - temos muito que conversar filho- ele olho para a porta e então o homem ruivo saiu de la acompanhado por Cornélio .
    Sauron se virou e então começou a falar em pe ao lado da porta , Ed não estava mas com a varinha em sua mão só se perguntou porque estava com o inimigo o tempo todo .
    - você esta no lado do inimigo – falou Ed que estava comprometido em descobrir o que seus sonhos significavam
    Sauron sorri para ele e então falou
    - não quem estava com o inimigo era você – o homem sorrio e então sentou se no lado da mala – deixe me explica – Ed não falou nada apensa concordou com a cabeça.
    - bom parece que seus sonhos o deixam confuso – ele levantou deixando a mala na cama e voltou a falar – bom você achava que quem era o inimigo era o homem ruivo mas estava enganado . Não achou estranho toda hora derem andarilho não muito longe de você – pareceu ate convincente, mas Ed notou algo estranho em sua voz, parecia também que alguém estava falando com ele ‘‘ não caia na conversa’’ Ed fechou sua mão e pegou a varinha em cima da cama e notou os olhos negro de Sauron, não era ele ali, mas sim o outro homem que ele viu em seus sonhos, ele apontou a varinha para ele e então falou as mesmas palavras que viam em sua cabeça como se alguém estivesse guiando ele.
    - illumynos – falou ele fazendo sair uma luz forte e brilhante de sua varinha o homem que fingia ser Sauron caminhou para trás revelando sua verdadeira forma, não era, mas humano, mas sim um mostro feito apenas de sombra que tinha um grito ensurdecedor, a terrível criatura saiu do quarto, mas mesmo assim tava para ouvir sua voz como se você o vendo .
    - peguem no
     Ouviam barulhos vindo de vários lugares e a voz falou novamente com Ed ‘‘saia daí rápido’’ o garoto pegou a mala e começou a correr pelos corredores em direção à escada, mas foi cercado pelo o homem ruivo que lançou um feitiço contra ele, Ed pulou para chão e deixou a mala cair la em baixo , apontou a varinha o homem e então falou novamente as mesmas palavras que o homem ‘ ‘‘inpactus’’ .
    Inpactus – saiu um grande impulso de luz que fez o homem ruivo cair escada abaixo, Ed levantou  e então começou a descer também pulando por cima do homem , deslizou pelo chão ao ver o Cornélio lançar um feitiço contra ele . Ed apontou a varinha para um vaso não muito longe e então o chamou com um feitiço que fez o vaso voar na direção de Cornélio batendo em sua cabeça e com o mesmo feitiço fez a mala vorá em sua direção.
    Começou a correr esquivando de todos os feitiços que viam em sua direção e seguia o que a voz que falava mentalmente para ele ‘‘para a esquerda’’ e Ed virou para a esquerda esquivando de vários outros feitiços que foram lançados para acertá-lo. Ed estava indo muito bem já tinha derrubado, mas de cinco homens de seu inimigo e agora estavam descendo escadas que levou ele para uma coisa muito parecida com um porão onde encontrou seus companheiros todos amarrados com correntes. Ele se virou para desprender Afonso, mas foi atingido por um feitiço que vez ele voar para a parede fazendo soltar a mala novamente e a pequena criatura em seu ombro caiu também não muito longe dele, Ed segurou bem a sua varinha e apontou para a criatura que ele tinha expulsado do quarto, ele gritou fazendo Ed colocar as mãos nos ouvido como se seus dimpalos fossem estourar com aquele barulho ensurdecedor, a criatura rio e voou na direção de Ed fazendo ficar contra a parede e dali tirou o relógio que estava no bolso.
    Ela se afastou finalmente dele e apertou nos botões que o relógio tinha, mas nada aconteceu ela olhou para Ed e avançou para ele novamente e com sua voz fria com o vendo falou.
    - use a ou eu mato seus amigos – ela entregou a Ed o relógio, ele apertou no mesmo botão, mas nada aconteceu e a criatura voltou contra ele novamente – tire os feitiços de proteção – ela se afasta, mas umas uma vez tanto espaço para Ed apontar sua varinha para o relógio, mas ele não sabia nada e então a voz em sua cabeça voltou a falar com ele ‘‘abra a mala’’ o garoto fingiu então que ia laçar um feitiço no relógio, mas sussurrou as palavras que fizeram a mala dar um estralo. A criatura olhou para trás e então a mala estava aberta e dali saiu o centauro segurando uma manchado em uma das mãos e na outra um cachado com um imenso brilho branco que ofuscava a visão de Ed.
    Ed viu o centauro avançar contra a criatura fazendo a fugir do local e arrastar Ed com sua longa não branca e esquelética, mas a criatura teu outro grito e quanto a viu ela tinha largado Ed e voado pela escuridão. O centauro chegou perto de dele e ajudou a levantar fazendo sua luz iluminar todo o local fazendo os ver que estavam cercados pelos inimigos e com outra grande criatura vinda de trás se viu outro centauro com um arco na mão umas duas grandes aves com penas vermelhas que pareciam fogo vivo e por fim se viu um vulto descer as escadas e ali atrás estava Sauron com um sorriso ele falou.
    - e melhor vocês desistirem – os homem que faziam um circulo em volta de Ed e dos centauros pareciam de esquecido deles ao ver o grande homem de cabelos castanhos escorrido ate a cintura
    Ele apontaram a varinha e ao mesmo tempo muito lançaram feitiços contra Sauron que estava em desvantagem  mas o homem sorrio para Ed e com sua varinha fez um grande brilho iluminar toda a sala fazendo Ed e os centauros fecharem seus olhos e quando abriram todos estavam no chão . Sauron colocou a mão no ombro de Ed e com outro movimento com a varinha todas as correntes que prendiam seus amigos sumiram, Ed estava confuso, mas os centauros pareciam que não eles se aproximaram de Sauron e então se cumprimentaram como se fosses velhos amigos .
    - continua o mesmo de sempre – falou o centauro voltando para a mala depois de sua mulher descer todos os degraus, mas antes de sumir dentro da mala ele olhou para Ed e falou – nada mal moleque, mas cuidam dessa mala direito nossas vidas dependem de você guardião – ele desceu o degrau e sumiu da vista e de Ed que olhou Sauron confuso e o homem sorrio para ele falando mentalmente com ele.
    - depois eu explico
     Ed ajudou Sauron a reunir todos seus amigos ali preso e com, mas um toque de sua varinha todos sumiu, ele se reuniu com Sauron que ia faze los sumir também, mas ele gritou antes que ele fizesse isso.
    - NÃO - Sauron se assustou e o garoto se abaixou e começou a procurar por algo e quanto o encontro num canto da parede encolhido como se estivesse com medo. Pegou ele com a mão e então falou
    - sou eu Ed – a pequena criatura que parecia um pequeno pedaço de pau olhou para ele com seus olhos amarelos e por um momento parecia der soltado um suspiro de alivio.
    Sauron chegou perto e então falou
    - hora quanto tempo louve – a pequena criatura vez uma referencia educada para Sauron que a fez rir
    Ele pegou no ombro de Ed e com um leve movimento de sua varinha o fezer ele desaparecer. Um frio domou a barriga de Ed e subiu pelo seu corpo seus pelos se arrepiaram e quando ouviu um estralo estava numa rua deserta.
  • caçadores da meia noite (capitulo 7)

    Após aquele terrível conflito que teve com aquela terrível criatura, Ed agora se via em outro lugar, Sauron tinha o salvado, e a questão agora era onde ele estava. Sauron olhou para ele e saiu caminhando por uma rua deserta, não havia uma alma viva ali, os únicos que estavam ali fora eram Ed e Sauron. Ele caminhava olhando para os lados vigiando se ninguém o vigiava, puxou sua varinha, e então começou a surgir uma casa no único pátio vazio, as pessoas pareciam não notar nada o que acontecera ali.
    Sauron olhou para Ed e então entrou ali dentro ainda olhando para os lados, Ed entrou logo após ele, estava dentro de uma casa muito parecida com aquela que foi atacada, tinha paredes pintadas e borradas de verde limão, haveria ali também uma escadaria velha que ao subirem fez rangidos agudos que anunciavam sua chegada. Sauron esperou Ed subir e então encontraram o corredor, mas estranho que, Ed já viu em toda sua vida, não havia portas e a cor verde limão estava se descascando mostrando uma parede com um dom marrom escuro. Os dois caminharam pelo vasto corredor sem portas, naquele momento Ed já não processava, mas nada, pois tinha acontecido tanta coisa em pouco tempo ele apenas seguiu o grande homem de cabelos castanhos, ele parou em meio ao corredor e começou a alisar a parede como se estivesse fazendo uma vistoria ali, como se algo estivesse errado, ele ficou parado olhando a parede e batendo de leve, colocou a mão na barba e então puxou sua varinha, teu exatamente cinco toques fazendo um movimento bruscos com sua varinha, como se tivesse desenhando um circulo nela aparecera símbolos e a parede começou a ringir fazendo barulho e soltando poeira.
    Ed ficou parado vendo o grande homem observar a parede se abrir como se fosse a porta de um elevador, estava serio , algo parecia perturbar ele , quando a parede se abriu completamente parecendo uma porta , uma luz clara veio iluminando o corredor , Sauron entrou sem falar uma palavra , na verdade estava quieto teste que chegaram no lugar . Ed que o acompanhou ainda segurava sua varinha e na outra mão estava à mala a onde habitavam varias criatura nela, ele entrou cautelosamente para dentro e viu ali uma cozinha muito simples a onde havia uma grande mesa de madeira, e ela estava sento ocupada por varias pessoas uma delas eram seu professor, Sauron sentou se na mesa e Ed ao seu lado, mantinha o mesmo olhar aborrecido, ele olhou para Ed e então falou.
    - hoje vamos responder todas as suas perguntas – seu olhar mudou
    Ed não sabia por onde começar, mas sua primeira pergunta foi sobres seus sonhos.
    - os meus sonhos, porque tudo o que sonho parecem tão real – todos olharam para ele e Sauron respondeu
    - você não um ser humano comum, você e um vidente, seus sonhos são visões to que esta acontecendo.
    - que? – Ed estava confuso
    Sauron pegou seu cachimbo acendeu e voltou a falar.
    - você e um de nos, mas não e qualquer bruxo, você tem a rara habilidade de prever o que vai acontecer, na nossa raça isso e muito raro – Sauron colocou o cachimbo na boca e depois tirou e soltou uma fumaça que formava barcos
    Todos continuavam a olhar para ele, como se ele fosse um intruso, mas ainda havia varias pergunta para fazer desviou seu olhar apenas para Sauron e seu professor e então fez outra pergunta.
    - o que era aquela criatura – Sauron soltou, mas fumaça que formava agora pequenos pássaros
    - aquilo se chama necromante, um ser nascido das trevas – Ed novamente deixou escapar um ‘‘que’’ – pensávamos dela destruído, derrotado ela, mas os boatos são verdadeiros ela voltou e esta desesperada por poder – Gabriel levantou de sua cadeira.
    - mas isso não explica o porquê pegaram o Ed – Sauron largou seu cachimbo olhou para Ed e então falou.
    - também não sei, mas isso aconteceu por causa de um traidor entre-nos – todos se olharam, mas Sauron voltou a falar – já descobri quem e – todos olharam para ele e então o nome veio à dona – seu nome e Cornélio – um homem baixo levantou e enfurecido rosnou.
    - aquele traidor maldito- rosnou o homem
    Mas ninguém estava prestando atenção nele, estavam todos olhando para a porta e ali havia olhares curiosos que Sauron mandou entrar, entraram na cozinha Afonso, Leonardo, Laura e sua Irma de cabelos brancos , pareciam aborrecidos com o que aconteceu , sentaram se na mesa para ouvir a conversa de Sauron. Mas foram interrompidos pelos gêmeos perguntando.
    - a onde você estava – Ed olhou para os dois amigos
    - na mala – sua responda parecia não ser o que eles queriam ouvir
    Olharam para ele e então questionaram.
    - mala?
    - sim a mala que estou carregando, tem como entrar nela – falou o garoto que se levantou para abrir a mala
    - mas o que raios você estava fazendo la – Laura estava inquieta e seu olhar fitava Ed
    - bom Cornélio falou para mim vê como que era ali dentro – todos olhou para Ed e ele continuou – falou que Sauron construiu uma fauna aqui dentro – todos deram um sorrisinho para ele, mas não questionaram.
    - não bem uma fauna – falou Sauron – mas e um bom lugar para se viver – concluiu ele com seu humor um pouco melhor.
    Ed olhou para Sauron que parecia piscar para ele e voltou sua atenção para os gêmeos e perguntou.
    - o que aconteceu quanto estive dentro da mala – os gêmeos arregalou seus olhos e Laura respondeu
    - estávamos todos descansando e foi daí que ouvi uma voz curiosa saindo do lado de fora, pensei que fosse você conversando baixinho com Cornélio, mas não era – ela parou de fala e os gêmeos continuaram
    -  aquele homem ruivo espiou para dentro da barraca e eu e Leonardo fomos para cima dele daí não vimos mas nada .
    Tudo agora estava voltando a fazer sentido, mas Ed não se esqueceu de sua ultima visão, ele estava la quanto contou e agora talvez ele já esteja a caminha da relíquia  , ed levantou e então falou .
    - temos que pegar a relíquia – Sauron olhou para ele
    - você contou para ele – Ed confirmou sua resposta balançando a cabeça, Sauron levantou e perguntou.
    - onde você a viu – Ed iri começar a explicar como era o lugar e falar sobre o mostro que viu, mas sua cabeça começou a doer, era como se algum estivesse batendo nela com um martelo.
    Ed estava vendo agora o necromante voando tão rápido quando um pássaro estava indo em direção a onde estava a relíquia, não podiam, mas espera, sua ele estava tão perto, mas tão longe, não podia fazer nada e quanto voltou ele levantou a cabeça e falou alto para todos escudarem.
    - ele esta a caminho, ele quer a relíquia – Sauron que estava em pe saio da cozinha
    Os gêmeos foram de atrás acompanhados por Laura, Gabriel e a garota de cabelos brancos, ele estava subindo, mas escadas junto com os outros ate Sauron parar , olhar para ele puxado-o pelo braço .
    - a onde você viu – falou Sauron novamente seu rosto estava serio, Ed não sabia a onde era, mas sabia a onde mostrar pelo mapa, e uma voz vindo de trás falou .
    - eu sei – Laura chegou ate o topo das escadas, Sauron largou o braço de Ed que estava doendo e subiu os últimos degraus, pegou sua varinha e repetiu os mesmos movimentos fazendo a parede ranger, e abrir, junto com ele entraram Laura e Gabriel, Ed e os outros dentaram, mas foram parados por Sauron que empurrou para trás com a varinha e fez as escadas virarem um grande escorregador, que fez todos deslizarem ate o chão, a garota caiu de costa e os gêmeos em cima dela e por fim Ed que bateu a cabeça em Leonardo.
    O grande elevador que surgiu da parede, agora estava se movendo tão rápido, mas Sauron, Laura e Gabriel ficaram imóveis como se estivessem apreciando um passeio de barco, o elevador se movimentou para a esquerda depois direita, subiu e por fim desceu gerando o grande brilho branco e fazendo um estalo, ele se abriu e Sauron e seus acompanhantes estavam numa praia a onde avistaram dois homem correndo e logo a cima dele aviam uma criatura que falava.
    - vou à frente – e ela começou a voar, mas rápido
    Gabriel apontou sua varinha e então conjurou um feitiço a longa distancia, mas acertara seu adversário mesmo de tão longe , o homem ruivo levantou , virou se então e começou a caminhar na direção contraria, o outro homem parou também e o acompanhou com sua varinha levantada conjurou feitiços, mas errou seu alvo, Gabriel e Laura foram para o encontro de seu duelo, e Sauron passou reto por eles em direção ao necromante que agora fez um buraco se abrir no chão e voou para dentro dele, talvez fosse tarde demais, mas o velho homem de cabelos castanhos não parou, nem olhou para trás avançou o, mas rápido que pode ate chegar perto do buraco, não analisou apenas entrou nele e desceu suas escadas e ao chegar ao ultimo degraus estava numa enorme caverna cheia de rubis e esmeraldas que deixava ela iluminada com uma luz vermelha e verde. Sauron caminhou por volta tentando encontra a criatura talvez, passou pela porta aberta e então a encontrou parada, parecia estar a sua espera.
    Ele puxou sua varinha e começou a disparar feitiços contra Sauron que bloqueio com a varinha sem sair do lugar onde estava o necromante parou e então respondeu.
    - nada mal, mas ainda não e páreo para mim
    Ele voltou a lançar feitiços contra Sauron que desvio de todos e depois lançou um fazendo sair um raio vermelho da ponta da varinha, mas errou a criatura voava e desviava de todos os feitiços, a criatura sem rosto e como seu corpo que não tinha nenhuma expressão humana parou no ar, desceu ate o chão apontou a varinha para Sauron e sussurrou.
    - tormenta – uma bola vermelha saiu de sua varinha e colidiu a com o do Sauron que fez o mesmo feitiço.
    As duas bolas se tornaram raios que disputavam ferozmente uma contra a outra, Sauron segurava sua varinha firme que tremia em sua mão, parecia que estava dominando a situação perfeitamente em quanto o fraco necromante parecia estar quase sucumbindo ao poder de Sauron, o feitiço finalmente virou contra ele e fez a criatura voar para trás e criada de dor.
    - ahahah.
    Sauron não excitou em lançar outro feitiço que fez a criatura se contorcer no chão e gritar, mas ainda, parecia que tudo estava acabado, Sauron se aproximou dela, mas caída logo em seguida, uma criatura pulou do lago e o fez cair nas águas escuras que cobriam a caverna, ela puxava Sauron, mas para baixo tanto tempo do necromante se levantar e pular dentro da água, ele perseguiu um brilho franco que via debaixo da água e a encontrou, a relíquia estava em sua frente, suas mãos ia pega La e ganharia um poder totalmente incrível e indestrutível, ele se aproximou tocou a frágil esfera e voou para fora da água. Sauron ainda lutava para se livrar da criatura apontou sua varinha para ele e conjurou um feitiço fazendo a o largar.
    O necromante não estava, mas na caverna saira dela o, mas rápido possível, estava soltando gargalhadas, e com a esfera na mão a abriu revelando um anel vermelho com verde, ele pos na mão devagar e sentiu uma onda de poder vindo o ate ele, estava poderoso novamente, nada era forte o suficiente contra ele, a terrível criatura ria satisfeita e se virou se para ver Sauron que finalmente saiu da caverna todo molhado, e fraco, ele apontou o anel para ele e então saiu um raio cinza destruindo tudo o que tocava Laura e Leonardo chegaram perto de Sauron levantaram suas varinhas e antes que o poderoso raio de poder o atingissem desapareceram.
  • caçadores da meia noite (capitulo 8)

    Depois do conflito na caverna, Sauron caído todo molhado no chão, por algum motivo tudo parecia tão normal, que de alguma forma chegava deprimir Edward, todos os dias ia dormir esperando umas de suas visões, mas elas não viam era como se tivessem abandonado ele, isso de certa forma o deixava frustrado, pois sentia que todos esperavam ele falar alguma coisa, alguma pista, qualquer coisa, mas não tinha nada para falar e nem se lembrava de seus sonhos. O garoto numa certa manha levantou e então abriu sua mala, ficou a manha toda caminhando na vasta fauna cheia de criaturas misteriosas, nunca tinha ido tão longe, estava num campo aonde tinha vários cavalos alados comendo a grama verde e fresca da manha, ele se sentia um fracasso será que sua grande habilidade rara o deixou na mão depois de tantos conflitos para achar as relíquias.
    Muitas vezes ele puxara o velho relógio que ainda não mostrara para ninguém queria saber o que o necromante queria e porque ele não consegue, esse velho relógio enferrujado teria algum valor para Merlin ter escondido ele, sua cabeça novamente tinha se enchido de perguntas e sabia que existia apenas um homem que poderia respondê-las, mas depois da batalha que ele teve, não o viram, mas, havia boatos que o grande mago tinha abandonado eles, ou que ele entrou em depressão com a sua perda. Mas a culpa não seria dele e de, mas ninguém, ou talvez seja apenas de Edward se ele não tivesse falado a onde encontrar, todos falavam que a culpa não era dele, não sabia quem era o traidor. Os dias foram se passando tão devagar e todos os dias Ed fazia lago diferente, às vezes estava dentro da mala, ou na biblioteca, ficava horas la procurando alguma pista nos livros que foram salvos , quando se viu se passou um mês , e a única coisa que tinha eram boatos , e noticias de mortes misteriosas e não era apenas isso , todos estavam pronto para o começo de uma guerra , ficavam de guarde esperando o necromante vir mas ele não via talvez ainda esteja fraco .
    A noite finalmente chegou e o garoto se isolava ainda, mas, lembrava muito o orfanato que ele tanto odiava, todos la olhavam para ele como se fossem uma aberração , não tinha culpa nenhuma de ser um bruxo e eles não , não tinha culpa de der uma habilidade rara , não tinha culpa de conseguir enxergar estranhar criaturas , depois de um tempo refletindo deitou se na sua cama e fechou os olhos com força e mentalmente falou para si ‘‘ vamos , só uma visão’’ mas ela não venho , virou se para um lado e depois para outro e viu que ate o sono tinha abandonado ele , resolveu levantar e ler mas um pouco de um velho livro rasgado sobre relíquias , sentou se na escrivania , abriu o livro e folhou ele devagar passando por varias figuras ate que parou numa espada , cheias de rubis e com uma lamina negra , seu cabo era de prata , nunca viu uma espada assim antes ele a tocou a figura com o dedo e sua mente parecia ter entrado no livro .
    Estava em um corredor escuro e ao longe avistou uma porta, uma enorme porta cheias de símbolos estranhos, ele olhou para trás e não havia nada, virou se para a porta e caminhou lentamente, e ao chegar nela, notou que tinha se afastado, mas, a porta estava, mas longe, caminharam novamente tanto longos passos e ao tentar encosta na porta, ela se afastara novamente, ele parou tirou seu chapéu e começou a coçar sua cabeça, e então notou que tinha longos cabelos brancos, olhou para suas mãos e viu seus dedos enrugados e velhos, isso tudo era estranho, mas sabia o que tinha que fazer, colocou as mãos dentro de seu chapéu e tirou um velho relógio novo em folha.
    Ele observou o relógio e então apertou suavemente no botão do meio, começou a caminhar novamente e por algum motivo a porta ficou no lugar, ele se aproximou finalmente, mas não fez nada, apenas olhou os símbolos e tirou a varinha e fez um movimento como se tivesse desenhando e a porta abriu. Ali dentro era escuro não havia uma luz para iluminar o lugar, ele deu um passo para entrar ali dentro, mas de repenti tudo ficou deformado e ele estava se afastando do lugar. o garoto estava de volta em seu guardo e ao seu lado estava Sauron olhando curioso para ele o velho mago perguntou.
    - você esta bem – Ed sorrio para ele
    -  estou sim , tive uma visão – Sauron olhou para a imagem do livro e então o perguntou
    - qual era a visão.
    - eu estava num corredor, e no final havia uma enorme porta – o garoto parou ao notar, mas, olhos curioso espiando ele e Sauron
    - bom vamos ao meu escritório – Sauron se levantou e Ed saiu de atrás dele
             Os dois saíram do guardo e caminharam pelo vasto corredor, subiram as escadas e finalmente entraram no escritório de Sauron, estava tudo bagunçado, o que era estranho, pois havia saído havia dias e seu escritório estava bagunçado, Sauron fechou a porta deixando os olhares curiosos com a vista da porta marrom, virou se para Ed e então retomou o assunto.
    - qual era sua visão mesmo – Ed sentou na cadeira e começou a contar detalhe por detalhe
    Ele não parecia impressionado com que o garoto tinha lhe contado, mas mesmo assim deu gargalhas, como se aquilo fosse uma piada, ele então levantou e falou o significado de sua visão.
    - algo curioso, desculpe pelas minhas gargalhas – falou o homem – o que você de viu de fato e uma pista importante – ele pegou seu cachimbo – estou procurando aquilo faz tempo.
    De fato nunca pensei que um velho livro poderia realmente fornecer a pista certa, aquela espada não e qualquer, e a espada de Merlin, ele a escondeu aqui também junto com suas relíquias ela tem o poder para destruir, e isso também um fato curioso, você por acaso consegue ver visões do passado. Sauron explicou tudo o que Ed precisava e por fim pediu para não contar a ninguém, pois aquilo era de fato uma pista, mas não ajudaria encontrar o lugar, Ed saiu e foi atacado por Afonso, Leonardo e feure( a garota de cabelos brancos ) o garoto falou sobre a conversa que teve com Sauron , claro que tinha inventado a maior parte , ficaram oras conversando e Ed pareceu voltar a ser social novamente , no dia seguinte foi acordado pelos gêmeos que treinavam feitiços  junco co feure . Ed começou a participa e de fato aqueles seriam seus primeiros amigos que fez, deixou de lado a biblioteca e a mala e começou a acompanhar los em seus afazeres triviais, o garoto que se isolava agora estava em uma mesa comendo junto com os outros.
    Ma dias se passaram e novamente Sauron sumiu do mapa, não havia noticias dele, mas Ed não se importava não teve, mas nenhuma visão começou a visitar a fauna diariamente. Tentou fazer amizade com o centauro chamado durorim, mas seus esforços foram em vão o único que acompanhava ele era a pequena criatura de olhos amarelos que se parecia muito com um graveto, Ed caminhou pela floresta e começou a sentir uma dor de cabeça que ficava cada vez, mas forte, nem notou que tinha saído da floresta, caminhava com a mão na cabeça. Aquela dor parecia que ia mata lo aos poucos, como se alguém pegasse um martelo e batesse na sua cabeça com toda a força que tinha, o garoto caiu no chão e a pequena criatura em seu ombro se apavorou com o desequilíbrio repentino. Ele fechou seus olhos e tudo ficou escuro, vio um homem que não tinha rosto, ele voava junto com um exercido de criaturas encapuzadas ao seu lado, ele destruiu tudo em sua frente, soltava gargalhas pavorosas, ele parava muitas vezes no ar para admirar o anel vermelho com verde. Ele olhou para Sauron sangrando e então o apontou o anel e saio um raio diretamente para ele, mas antes de acerta o garoto que estava caido no chão acordou todo suado, e levantou apavorado, seus pés tremiam como na vez que fora atacado pelas criaturas encapuzadas, ficou ali parado por um tempo, e sorrio , bem em sua frente havia uma porta igual a de sua visão , ela estava aperta .
    Ed não hesitou ao se aproximar e quanto tocou nela nada aconteceu , ela não se afastou , parecia o deixar ele entrar, e foi isso o que ele fez entrou ali dentro caminhou pelo corredor iluminado por tochas e ao longe viu a porta fechada cheios de símbolos estranhos, ele ia caminhado, mas, e por algum motivo inesperado ele parou em meio ao caminho, notou o que Sauron procurava estava bem debaixo de seu nariz o tempo todo , mas como apareceu la nem ele mesmo sabia , ficou em duvida se deveria avançar ou voltar , devia voltar em contar para Sauron e seus amigos ou devia avançar e chegar com a espada em sua mão , veria o sorriso de Sauron , ele o agradeceria , todos bateriam palmas para ele , pela sua descoberta pois estaria com a espada que poderia destruir todas as relíquias que Merlin deixou na terra.
  • Caçadores de emoções... e aventuras

              O Estúdio Armon está se firmando como um dos maiores expoentes do mangá nacional. Sem desconsiderar iniciativas anteriores, e outros quadrinistas independentes, a Revista Action Hiken acabou reunindo uma Geração de Ouro dos mangás brasileiros no século XXI. Digo isso não por preciosismo, mas pelo fato do grupo não apenas publicar de modo impendente, mas manter uma frequência e aumentar sua qualidade e quantidade.
              Um desses mangakás a ganhar uma vaga na publicação é o Israel Guedes. O autor publicava o mangá T-Hunters em um aplicativo online de webcomics, mas quando passou a publicar na Action Hiken n. 43, junho de 2019, aumentou em muito a visibilidade do seu título. Foi uma decisão acertada do autor, e da antologia, que teria mais uma ótima série. O Israel é bem experiente e demonstra ter uma grande maturidade profissional.
              Após a morte de seus pais, Hanako “Hana” Hanajima acaba fugindo de casa para se salvar. O assassino matou seus pais a sangue frio. Não restou nada a jovem, de apenas 10 anos. Em contrapartida, temos o protagonista o Ken’ichi “Ken” Akamatsu. Esse jovem de apenas catorze anos está atrasado para o funeral da sua irmã mais velha. Ambos tinham uma boa relação, mas também um conflito de personalidades, pois, ela era alguém muito altruísta, já o Ken é um pessimista.
              Antes de chegar ao funeral, acidentalmente, acaba em meio a uma luta entre um Treasure Hunter (T-Hunter) e um caçador de recompensas. O T-Hunter o salva, e o caçador foge após ser ajudado por uma misteriosa companheira. A partir desse momento, uma série de acontecimentos irá unir os destinos de Ken e Hana. O personagem irá descobrir uma guerra entre poderosas organizações secretas, magias e cidades misteriosas.
              A primeira coisa que me chamou atenção nesse mangá: o traço. Olhando pela capa, você acha que vai ler algo meio shoujo, mas o autor não poupa em violência gráfica. Nada de autocensura aqui, até me impressionei com a veracidade da violência. O desenho tem boas referências, os traços são grossos, pesados, mas ainda assim dinâmicos. Me lembra mangás mais adultos.
              A página tem muitos quadros, o autor apela para closes e planos detalhes. O traço é seinen, a diagramação é shoujo, o mangá é shonen. Eu achei uma escolha acertada. Em paisagens, ou melhor, ambientes externos, o desenho é pouco detalhado, passando as informações necessárias. Os personagens se destacam muito em relação ao cenário. Já os personagens, sempre são detalhados em cabelos, roupas e adereços. Cada um tem seu próprio visual. O Israel faz bom uso das retículas, agregando em contrastes.
              O volume 1 possui cinco capítulos. Os dois primeiros oferecem alguma ação, os outros três, os quais o mangaká chama erroneamente de “capítulos de transição”, buscam apresentar protagonistas, o mundo e suas possibilidades. Sendo assim, o correto seria dizer que ainda estamos num volume introdutório. Teríamos transição se estivéssemos perto de uma segunda saga ou arco narrativo, o que não se configura.
              Como de praxe em muitos mangás shonen, a idade dos personagens parece destoar do físico deles, sobre o Ken e o Chiru, você até entende, mas o Satoshi só tem oito anos, parece bem mais. A personalidade do Satoshi também parece muito adulta para um personagem de oito anos, achei pouco factível. Já no que diz respeito a Hana, eu gostei do tratamento dispensado. Inclusive, ela tem um ótimo potencial narrativo.
              O autor tem boas referências no CLAMP e Hiroyuki Takei, não só em desenho, mas também no roteiro. Optou por conduzir a trama inicial através de conflitos internos e interpessoais. Uma ação minimalista. O artista empregou muito bem a personalidade de cada um em suas expressões faciais, gestos e modo de falar. A obra possui diversas críticas sociais impregnadas, basta uma leitura cuidadosa e você a verá.
              Entretanto, minha crítica é que depois do capítulo 2, apesar de já termos um conflito anunciado, não senti uma sensação de perigo tão iminente. Parecia que o núcleo principal fazia turismo. É uma série que vai investir em mistério e aventura, conflitos psicológicos e de personalidade, mas esperava que as situações dos capítulos 1 e 2 oferecessem um pouco mais de desconforto aos protagonistas no restante do volume.
              O Israel Guedes fez um ótimo mangá. Se passa totalmente num universo ficcional alternativo, muito semelhante ao atual Japão, talvez para receber uma melhor aceitação do público. Bem poderia acontecer em qualquer lugar através de sua dinâmica e mitologia. Muita coisa a ser abordada. O autor em experiência em desenhar e narrar, é professor na escola Japan Sunset, possui um canal no YouTube chamado Canal do Izu.
              Ele é bem crítico de obras japonesas e faz um estudo de desenho e narrativa deles, mas também é autocrítico e otimista, duas qualidades que admiro muito em qualquer artista. O mangá possui mais de 180 págs., orelhas, galeria de fanarts, making of do desenvolvimento. Veio com marca página exclusivo.
  • Caçadores de Urso - Um Conto Nórdico

    Sonreike já se via na escuridão por tempo demais. Apenas os fogos das chaminés aqueciam os homens, apenas a lua e as estrelas iluminavam o chão. A lua, agente das trevas. As estrelas, mensageiras do Sol. Não se via por todo reino qualquer sinal das belas árvores que enfeitavam os campos e alimentavam os homens de frutas. Como poucos, os pinheiros da Praça Central continuavam verdes e robustos, provendo pinha e beleza a uma visão sem cor e sem vida. O uivo dos lobos para a maldita lua completava a melancolia daquela terra sem luz.

    Os ursos brancos eram o maior símbolo da força no mundo dos homens. Os bearjagare, soldados de elite do Rei, provavam a força dos homens derrotando as grandes bestas brancas. Desde a unificação do Reino, os ursos têm sido os únicos inímigos de Sonreike. Mas nesse Solstício, os guerreiros-deuses terão que enfrentar a própria morte encarnada.
  • Caçando demónios por aí

    Certa vez, enquanto lia a Revista Action Hiken, descobri um shonen de traços bem legais. Mas quando comecei a ler, me deparei com uma linguagem formalista. Um português truncado e de leitura arrastada. Eu achei os diálogos engraçados. Juro, as vezes eu tinha que ler duas vezes para entender. Por um momento, levando em consideração o contexto da história e os personagens, achei que deveria ser um elemento narrativo.
              Pesquisando um pouco mais sobre o mangá Demon Hunter, e o seu autor, o Diogo Cidades, descobri que se tratava de um jovem mangaká português. Aí sim ficou claro aquele modo de escrever tão distante de minha realidade. Convenhamos, salvo raras exceções, somos todos coloquiais. A península Ibérica é um celeiro de mangakás. Espanha e Portugal tem diversos talentos nesse estilo de desenho, o Diogo é um deles.
              Demon Hunter possui caracter designer que se encaixa perfeitamente em sua proposta: entreter. Confesso que os traços me remeteram automaticamente ao autor Hiro Mashima. Um desenho simples, mas dinâmico, caricato e de expressão cômico. Mais que simpático, funcional. É um shonenzão, e isso é bem positivo, levando em consideração a antologia em que está sendo publicado e o público alvo.
              A história se inicia com um acampamento de May Lionheart e um amigo, que estava cheio de más intenções. Infelizmente, naquela floresta e àquela hora da noite, eles acabam se separando. Para piorar de vez a noite de terror, acabam sendo atacados por um capeta dos zinfernos, ou como os portugueses dizem, um demónio. Nesse momento, surge nosso protagonista de cabelos prateados e salva a noite, Mike Seikatsu, o caçador de demónios.
              Depois disso, a May é levada pelo Mike até o mosteiro onde vive. Lá, só habitam ele e o seu avô, o Mayuge Seikatsu, um velhote safado, pra variar. Ao longo dos cinco capítulos, vemos o desenvolvimento da amizade entre ambos os protagonistas. Uma relação cheia de química, com direito a alguns echis, nada exagerado, viu crianças! É um quadrinho sincero em sua violência, afinal, são demónios a serem combatidos.
              Mas, se eu tivesse que tratar de um ladrão de cena, bem, esse é o Steve, o macaquinho cozinheiro. A cena da luta entre Steve e Mike é impagável, e provocaria elevação de ânimos entre ambientalistas. O autor desenvolve bem as personalidades ali presentes, lhes dando profundidade, sem cair na exposição desnecessária de muitos shonen. Ele vai com calma, sabe onde está indo, e isso te empolga a descobrir mais.
              Pouco do universo foi apresentado no vol. 1, mas podemos ver ali uma série de mistérios, que, se bem desenvolvidos, trarão ótimas reviravoltas dentro de seu universo. Por exemplo: qual a origem dos poderes do Mike? Porque os demónios se transformam em pérolas ao morrerem? Quem controla esses seres? Enfim, teremos uma longa saga a ser acompanhada.
              A decisão dos editores de adaptarem alguns termos da escrita do Diogo Cidades, foi uma ótima decisão. Ajudou muito. Os países lusófonos, como Brasil e Angola, falam português oficialmente, mas, possuem uma variação muito complexa. Deve ter dado trabalho adaptar a linguagem para ambos os leitores de ambos os países, deixou a escrita mais fluída sem perder o seu sotaque português.
              Teve só uma coisa que me incomodou no mangá: onomatopeias. Em alguns quadros, são grafadas em caracteres latinos, em outros, em japonês, noutros, aparecem em japonês e latino! Tá meio bagunçado isso aí. Tem que padronizar. Isso gera uma cacofonia visual. Sem contar que deve ser difícil ficar mudando a editoração a cada página ou capítulo, perde-se muito tempo nisso. Embora, não atrapalhe a leitura de ninguém.
              Sobre o desenho do Diogo Cidades, ele tem boas influências e vem de uma boa escola de estilo. Alguns desenhistas evoluem ao longo de anos, outros a cada obra, alguns ainda por capítulo, o Diogo evolui a cada quadro. Sério, o traço do cara evolui proporcionalmente a cada virada de página. Muitas vezes, quadrinistas como os da Action Hiken é o que não encontramos em algumas antologias japonesas semanais.
              Fiquei mais que satisfeito em conhecer esse mangá luso-brasileiro — espero que o autor não veja problema nisso, afinal, é produzido em Portugal, mas é editado e publicado no Brasil. A obra tem mais de 140 páginas, orelhas, galeria de fanarts e curiosidades da produção. Senti falta das páginas coloridas, mas, entendi os motivos, encareceria a produção. E sobre a qualidade gráfica?
              Olha, serei sincero com vocês, se outras editoras tivessem o mesmo esmero em suas publicações como o Estúdio Armon, teríamos HQs melhores produzidas na estante. O projeto gráfico e a impressão estão excelentes. Nada de off white xexelento. A capa, a lombada, a colorização, gente, tá tudo muito bom. O único defeito do negócio, é que ainda não temos previsão do volume 2. Parabéns ao Diogo Cidades e ao Estúdio Armon.
  • Caia sete, levante oito vezes!

                Qual o limite entre autor e obra? Muitas vezes, não vemos determinismo entre “criador” e “criatura”, mas um estranha e até mesmo simpática inter-relação. Masashi Kishimoto com Naruto, representa sua fase inicial de carreira, alguém rejeitado, mas com um grande potencial que só queria se divertir com o que mais gostava. Samurai 8 – Hachimaruden mostra um autor consciente, porém debilitado pelas barreiras autoimpostas, mas que ainda assim se direciona a um sonho.
                As diferenças não param por aí. Naruto é uma fantasia urbana com doses de guerras épicas, que ao longo do tempo desbanca para a alta fantasia. Samurai 8 – Hachimaruden é uma mistura de histórias de samurai, cyberpunk e space opera numa deliciosa excêntrica mistura que só os mangakás sabem fazer. Mas porque comparar? Para que julgar o novo usando as medidas do velho? Vejamos o que esse samurai pode fazer!
                Aconselho a todos a lerem o capítulo zero. Nele teremos a dose de mistério e empatia pelo protagonista. O jovem Hachimaru é uma criança ciborgue que vive conectado a uma unidade de suporte vital, uma grande máquina que impede sua morte. O garoto tem condição debilitada devido as alergias e uso de próteses no lugar do braço e da perna esquerda. Sem contar a sua aicmofobia, medo de objetos perfurantes.
                Suas únicas companhias são um cachorro robótico chamado Hyatarou e seu pai, um inventor e seu “enfermeiro particular”. Logo no capítulo zero, nós temos vários elementos que poderão ajudar o leitor a se decidir se lerá ou não o novo mangá. Mas recomendo que o leitor não seja precipitado, e avance para o capítulo 1. É nessas 72 páginas, algumas delas coloridas, que veremos todo o potencial a série.
                Não espere aqui encontrar protagonistas cheios de energia ou poderosos logo de cara, o desenvolvimento do personagem se dá de modo lento e gradual. Com nuances, camadas de shonen intercaladas com drama e ficção científica. Para Hachimaru, se livrar de suas fraquezas é tão relevante quanto poder ter uma vida normal, mas o seu maior sonho é se tornar um samurai, aqueles que estão acima dos guerreiros.
                No capítulo um, o protagonista aprofunda sua condição degradante ao leitor. Quase pessimista. Chegamos a sentir as limitações de Hachimaru na pele, e como se refugia na tecnologia. É um dos poucos mangás com inserção de pessoas com necessidade especiais que já vi na vida. Sua relação com seu pai é conflituosa, e ele será o estopim da evolução de Hachimaru, claro que de modo inconsciente.
                Um encontro inesperado com um gato robótico chamado Daruma, que já foi humano, revelará os potenciais latentes do pequeno Hachimaru. O antagonista da obra, não direi “vilão” ainda, não tem nome, embora tenha marcado grande presença num primeiro capítulo tanto com sua personalidade e poder de luta. Sua inserção na trama foi eficaz e preparou terreno para muita coisa.
                Samurai 8 – Hachimaruden tem roteiros de Masashi Kishimoto e desenhos de Akira Ohkubo. O traço de Akira difere do traço mais realista e sóbrio de Naruto Shippuden e do traço mais arredondado de Mikio Ikemoto de Boruto – Naruto Next Generation. Seu desenho é limpo e plástico. Confesso que o designer das tecnologias pode causar estranheza, tem algo biotecnológico envolvido, é simples, mas funcional.
                O autor prometeu uns dez volumes da obra. Bem sabemos que promessa de mangaká não se deve levar em conta, principalmente os famosos e os que trabalham na Shonen Jump. Esses dez volumes podem virar mais de 50 exemplares fácil. Vocês acham que para salvar a galáxia atrás de sete chaves é vai levar quanto tempo? Espero que tempo suficiente para Masashi Kishimoto desenvolver uma história sem os vícios de seu mangá antecessor e possamos ver a evolução da bela arte de Akira Ohkubo.
  • CAPÍTULO 1 - Finn

    Uma coluna vertical de fumaça cobria o pôr-do-sol e eu tentava não prestar atenção nela. Não dava atenção aos murmúrios a minha volta apesar de estar ciente de que a qualquer momento meu corpo também poderia responder ao que estava ocorrendo. Respirei fundo e continuei contemplando o brilho alaranjado do sol que se deitava atrás das montanhas. Aquela era a hora perfeita para o que estava acontecendo.
                Olhei de relance para baixo e vi a palha se contorcer e mergulhar nas chamas. Sobre ela, entre vários pedaços de madeira, havia cinco corpos que pouco a pouco se tornavam cinzas e memórias. Eu devia estar de joelhos, meus olhos deviam estar queimando como os olhos de todas as vinte pessoas que estavam a minha volta, mas aquela não era a primeira vez, e com certeza não seria a última, em que eu cremava corpos de pessoas tão jovens.
                O mundo era assim. Todos os dias ouvíamos notícias de mais e mais mortes espalhadas pelo país e pelo mundo. Costumávamos ser uma grande família, eu e todos aqueles que se refugiavam nos campos de Brighton. Hoje não chegávamos sequer a trinta.
                Eu cresci em um mundo diferente. O mundo após o mundo. Pessoas diziam. Nada mais era como costumava ser na época de nossas tataravós. As pessoas na minha época matavam sem motivo, destruíam umas às outras, arruinavam vidas. Tudo havia mudado. O clima não era mais o mesmo, era extremamente quente e sufocante ou cruelmente frio. Em alguns lugares o ar era corrosivo de uma forma que quem o respirasse começava a vomitar sangue em segundos. A terra era traiçoeira, alguma coisa embaixo dela havia crescido, havia relatos de pessoas sendo engolidas sem deixar rastros. Os oceanos agora eram uma zona morta. Nada, nenhuma sonda ou qualquer outra coisa podia mapear os mares e descobrir o que vivia nas profundezas, era como se um tipo de sistema de segurança protegesse a vida marinha da interação humana. Os animais eram ferozes, muitos foram extintos, mas os que surgiram depois fizeram das regiões remotas um lugar inabitável.
                Tudo isso graças ao metal.
                Meu pai um dia me contou sobre a mudança pela qual o mundo passou. Tudo isso ocorreu quando Mercúrio, o Planeta mais próximo do sol, entrou em colapso e milhares de meteoros caíram sobre a Terra.
                Naquele dia o mundo conheceu o apocalipse. Segundo ele, que ainda era criança na época, as maiores potencias do planeta desmoronaram como um castelo de cartas. Os Estados Unidos foram afetados por grande parte dos meteoros, o Canadá foi varrido do globo em minutos, assim como a America do Sul, parte do continente Africano e da Ásia. Cinquenta por cento da Rússia virou uma pilha de destroços e a humanidade por pouco não foi dizimada.
                Dias depois do apocalipse, com o caos que tomava conta do planeta, algumas das potencias que ainda permaneciam intactas: Estados Unidos, Rússia, África, França, Inglaterra e China perceberam que precisavam unir todo seu poder se quisessem salvar o mundo da ruína. Foi com essa união que nasceu o Ristrad. Uma organização que tratou de resgatar todos os que ainda estavam vivos e cuidar para que pudessem recomeçar suas vidas.
                Mas como recomeçariam suas vidas se tudo o que conheciam havia sido destruído? Em que lugar viveriam?
                Foi com essa necessidade que o Ristrad descobriu que aquela chuva de meteoros havia trazido para a Terra um tipo de metal altamente maleável. E havia uma fonte ilimitada dele em cada fragmento de Mercúrio caído na Terra. Foi com esse metal que o Ristrad reconstruiu o mundo. Eles o chamavam de Ciner, um metal indestrutível jamais visto em qualquer lugar do mundo.
                Segundo meu pai, em poucos anos o mundo havia renascido e a humanidade caminhava para um futuro.
                Só que não foi o futuro que imaginavam.
                Havia algo no metal que começou a afetar toda forma de vida no planeta, principalmente os humanos. Pouco a pouco as pessoas começaram a ser tomadas pela ganância, logo em seguida pela ira até chegar a um desejo incontrolável de matar. Nem todos eram afetados, era como se o metal soubesse quais pessoas tinham tendências homicidas e conseguia extrair o pior de todas elas.
                Com o planeta mudando, muitas partes do mundo se tornaram inabitáveis. E com as pessoas matando umas às outras nas ruas o Ristrad precisava tomar providencias.
                Foi neste momento, quando eu tinha seis anos de idade, que o segundo apocalipse ocorreu. Foi quando o Japão surgiu com a promessa de que poderia acabar com o caos. Foi apresentada ao Ristrad uma empresa armamentista conhecida como Amisix, liderada por um americano, Magno Carnalis, ele prometeu acabar com o caos apresentando ao mundo o que o metal Ciner podia desenvolver de melhor: armas.
                Magno apresentou armas e dispositivos criados pela Amisix que podiam conter aqueles que estavam tomados pela demência. Era uma atitude radical, mas para o Ristrad passou a ser a única saída. O Ristrad aprovou o uso das armas da Amisix por aqueles que não haviam enlouquecido, era uma forma de manter as famílias seguras.
                O mundo virou um completo caos. Agora havia pessoas dementes matando umas às outras, máquinas e dispositivos vagando pelo mundo para neutralizar ameaças e as próprias comunidades agora se defendiam com as armas da Amisix e o próprio planeta foi contaminado pelo Ciner.
                Perdi meu pai naquela época. Quando os “dementes”, era assim que chamavam aqueles que se corrompiam, invadiram Brighton, e as máquinas da Amisix, juntamente com aqueles que haviam aderido o uso de armas, combateram os invasores.
                Eu o vi morrer.
               
                Eu podia ver seu rosto se olhasse para as chamas que agora cremavam os corpos daqueles cinco garotos que haviam saído pela manhã para conseguir remédios para os refugiados que haviam chegado de Lewes e foram atacados por dementes.
                Eles estavam ficando piores, os dementes, já haviam atravessado nossos muros duas vezes no último mês e não podíamos fazer nada. A maioria de nós não conseguia matá-los, muitos dos que estavam em Brighton haviam perdido entes queridos para a demência. Alguns chegaram a ser feridos e até mortos por filhos ou irmãos. Era o que o Ciner fazia, ele consumia a alma daqueles que possuíam sombras dentro de si e os tornava maus de uma forma irreversível. E ele estava por toda parte. As ruas eram de Ciner, as casas, os móveis, eletrodomésticos... O mundo havia sido reerguido a partir de uma coisa maldita.
                — Finn! — Eric me chamou ao colocar a mão em meu ombro. — Já vai escurecer — Avisou ele. — Acho melhor voltarmos para a prefeitura.
                Observei o pôr-do-sol mais uma vez. O brilho alaranjado já se tornava apenas uma linha morna no horizonte. Eu olhei para seus olhos castanhos e em seguida para todos aqueles que ainda choravam pela perda. O fogo já estava praticamente extinto e não havia sobrado nada além de uma pilha de cinzas.
                Balancei a cabeça, assentindo. Eric colocou a mão sobre o ombro da mãe de um dos garotos que haviam acabado de ser cremados.
                — Precisamos ir — Disse ele gentilmente.
                A mulher assentiu e se levantou com sua ajuda. Eu segui para o outro lado. Abracei a outra mãe de um dos garotos e os convoquei para voltar. Estava ficando escuro e sabíamos que os dementes costumavam sair à noite. Era o único período em que eles sentiam fome. Se um demente pegasse alguém durante o dia ele apenas mataria e abandonaria o corpo, mas se isso ocorresse após o pôr-do-sol ele também comeria sua carne. Era estranho, mas eu nunca havia parado para pensar no porquê de isso ocorrer.
                Aos poucos todos os refugiados estavam de pé naquela ravina e se dirigiam de volta para a cidade. Alguns levaram consigo um pouco das cinzas, outros, porém, decidiram apenas deixar tudo aquilo para trás.
                As ruas de Brighton costumavam ser iluminadas à noite. Agora tínhamos que manter todas as luzes apagadas do lado de fora. Havia casas abandonadas por toda parte, vestígios de acidentes e tragédias que ocorreram quando as pessoas começaram a matar e tudo virou um caos mais uma vez.  Poucos sobreviveram, e eu não fazia idéia de como o mundo lá fora estava.
                A prefeitura era o lugar onde eu mantinha todos os refugiados à noite. Era um prédio imenso, com paredes bem reforçadas e vários cômodos onde todos ficavam confortáveis. Tínhamos plantações em todos os jardins da cidade, com isso podíamos manter todos alimentados, inclusive aqueles que acabavam vindo parar em Brighton enquanto fugiam de dementes ou de algum animal selvagem.
                Tínhamos todo tipo de pessoa em Brighton. Havia uma mulher, Walery, uma mulher de trinta e oito anos que havia sido médica em Londres alguns anos antes do surto de dementes começar. Era a única pessoa que tínhamos para cuidar dos doentes, eu não sei o que faríamos sem ela. Havia um homem chamado Daniel, que havia trabalhado no Ristrad. Eu não sabia o porquê de ele ter decidido sair, mas ele nunca falava a respeito.
                Tínhamos também algumas crianças, todas órfãs. Minha única amiga de infância que ainda estava viva era responsável por cuidar delas. Ela sempre quisera ser mãe, mas num mundo como o nosso aquilo era impossível.
                — Já pensou no que vamos fazer? — Eric disse baixo. Já estávamos dentro do hall da prefeitura. Ele e eu havíamos acendido uma fogueira no centro, onde sempre acomodávamos os idosos e as crianças. Walery e Max, uma garota órfã que havia chegado há pouco tempo, distribuíam a comida. Eu fitava as chamas estalarem, pensativo.
                — Eu ainda não sei — Sibilei olhando seu rosto parcialmente iluminado pelo calor das chamas. Eric era jovem, tinha vinte e cinco anos, a mesma idade que eu. Ele havia crescido em Londres, e, quando o surto começou havia se separado dos pais durante uma evacuação promovida pelo Ristrad. Ele não sabia onde os pais estavam, nem sequer se estavam vivos. Passamos muitos anos juntos, ajudando um ao outro, acolhendo todos os refugiados que encontrávamos nas proximidades de Brighton.
                — Precisamos de medicamentos — Sussurrei. — Mas não estou disposto a perder mais ninguém para o que têm lá fora.
                — Eu poderia tentar ir — Sugeriu ele.
                — Não — Minha respiração ficou alterada. — Eu disse que não perderia mais ninguém.
                — Não temos outra escolha — Disse ele.
                — Está errado — Me movimentei para longe. Passei pelas pessoas que estavam deitadas em colchões espalhados pelo hall e me direcionei para a porta de entrada. Além de mim e de Eric havia apenas mais três pessoas em Brighton que sabia usar armas de fogo. Essas pessoas nos auxiliavam todas as noites mantendo a prefeitura segura.
                Me aproximei de Grant, era um homem de meia idade. De cabelos grisalhos, bigode branco e olhar cansado. Ele havia perdido todos os filhos dez anos atrás durante um surto. Desde então havia dedicado a vida a caçar e matar dementes.
                — Olá Finn — Ele disse quando me aproximei.
                — Como estamos? — Perguntei olhando as ruas escuras da cidade em ruínas.
                — Até agora estamos seguros — Ele disse com os olhos fixos nos muros que circundavam as ruas logo à frente. — Posso ouvi-los lá fora, na floresta. Malditos!
                — Tenho ouvido sobre mais e mais ocorrências nos últimos dias — Eu disse. — Soube de uma pequena cidade, não muito longe daqui, que foi dizimada algumas noites atrás.
                Grant olhou a escuridão, pensativo, em seguida seus olhos se voltaram para mim e depois para todas as pessoas no Hall.
                — Sabe que não pode manter essas pessoas aqui para sempre, não sabe? Eles estão mudando, Finn, os dementes. Esses que vejo hoje não são os mesmos que mataram meus filhos anos atrás. Eles costumavam ser descontrolados e irracionais. Atacavam qualquer pessoa como se fossem movidos pelo ódio. Mas, hoje, eles mudaram. Tornaram-se frios e articulados. Eles sabem que não vamos conseguir ficar aqui muito mais tempo, e eles estão esperando.
                — Eu sei disso — Respondi. — Mas não sei o que fazer. Eu não posso simplesmente tirar essas pessoas daqui sem ter para onde levá-las. A não ser que viajemos para Londres.
                — Não! — Disparou Grant. — Você não pode fazer isso. Sabe o que dizem sobre a Amisix e sobre o que ela faz com as pessoas.
                — Eu sei o que a Amisix faz — Retruquei. — Foi por causa da Amisix e das armas dela que eu perdi meu pai. Todo o caos apenas piorou depois que Magno Carnalis surgiu com seus armamentos e suas máquinas estúpidas prometendo salvar a humanidade de uma coisa da qual não temos salvação, mas pode não haver saída melhor. Talvez o Ristrad...
                — O Ristrad e a Amisix estão juntos, sempre estiveram — Garantiu Grant. — Não sei como o Ciner não os corrompeu até hoje.
                — Talvez já estejam — Sussurrei com amargor. — Talvez tenham se transformado em um tipo diferente de demente.
                — Um tipo bem psicótico — Riu Grant.
                — Vou fazer uma ronda — Disse ele descendo as escadas de mármore rumo à escuridão.
                — Não quer que eu vá com você?
                — Eu agradeço, Finn. Mas, preciso pensar um pouco e você me conhece, só consigo pensar direito quando fico cara a cara com a morte — Grant riu antes de caminhar pelas ruas.
                Logo depois que Grant desapareceu desci as escadas e caminhei pelas calçadas. Eu fazia aquilo todas as noites depois que todos estavam acomodados e seguros na prefeitura. Fazia meu caminho através das ruas frias. Aquilo me fazia bem, me lembrava de quando saia com meu pai nas manhãs de inverno.
                Fiz meu caminho para longe do centro. Dez minutos de caminhada e eu estava em uma rua com pequenas casas de madeira, uma coisa que era rara diante de um mundo onde tudo era feito de Ciner. Três casas para frente, à esquerda, havia uma pequena casa abandonada, cujas paredes e parte do telhado já haviam cedido. Era um risco entrar ali, mas eu não me importava. Aquela era a casa onde eu crescera e vivera por seis anos antes de pessoas começarem a matar umas as outras e empresas ambiciosas tirarem proveito da dor e do sofrimento daqueles que não tinham como se defender. Foi ali que meu pai morreu. O pedaço mais feliz da minha infância, e o mais triste.
                Passei pela abertura que havia no lugar da porta de entrada e caminhei sobre a madeira podre. Havia chovido nos últimos dias, a água da chuva havia deixado um cheiro de mofo que se misturava com o cheiro das rosas que meu pai cultivava. Eu havia cultivado dezenas delas nos últimos anos fazendo do interior da casa um jardim secreto.
                Caminhei me desviando das flores, me direcionei para a lareira que ficava no canto de uma sala que agora estava aberta permitindo que a luz da lua entrasse e iluminasse todo o recinto. Me sentei sobre uma cadeira e observei as flores em contraste com a lua. Eram tão delicadas e frágeis quanto as pessoas que eu tentava manter vivas todos os dias. Não estava sendo fácil, desde que comecei a trazer refugiados para Brighton, ao lado de Eric. Eu não imaginava que tantas pessoas procurariam ajuda. Havia muitas pessoas, assim como eu, que não confiavam na segurança prometida pela Amisix e pelo Ristrad e preferiam sobreviver por conta própria a ficar nas metrópoles sob o governo das duas empresas.
                As metrópoles eram grandes cidades. Como Londres, Nova York, Moscou, Paris... Cidades que haviam sobrevivido a tudo graças às armas da Amisix e a corrupção do Ristrad. Estas cidades permaneciam imaculadas sem a interferência dos dementes ou de todas as outras mudanças mortais pelo qual o planeta passou nos últimos anos. Elas estavam lotadas de máquinas inteligentes criadas pela Amisix, dispositivos e programas que previam a aproximação de ameaças além do fato dos próprios moradores poderem usar armas para se defender.
                Ali dentro era como se nada nunca tivesse ocorrido. As pessoas viviam seguras; trabalhavam, estudavam, constituíam família e viviam em paz.
                Uma verdadeira utopia.
                Mas, nem tudo podia ser um mar de rosas. Grant havia me contado sobre pessoas em Londres que estavam sendo corrompidas pelo metal e matando as próprias famílias. Era o que acontecia quando o uso de armas era legalizado. Com a morte vinha a corrupção e era onde o metal agia transformando a pessoa em Demente.
                Para esconder da população, a Amisix recolhia os Dementes e suas famílias mortas e as levava para um de seus laboratórios onde os transformava em experimentos.
                “A Amisix é má”. Dizia Grant, havia morte e corrupção em suas instalações. O presidente da Empresa, Magno Carnalis, queria algo com o metal e não era descobrir a cura.
                Eu não podia levar aquelas pessoas para Londres. Acabariam mortas e virariam experimentos. Precisava encontrar um lugar para levá-las. Um lugar onde ficariam mais seguras.
                Enquanto pensava olhei para a lareira. Me levantei e fiquei de joelhos diante dela. Passei a mão sobre a base de tijolos. Havia um compartimento abaixo do assoalho onde eu guardava minha única herança. Ao abrir o compartimento havia uma caixa de madeira comprida onde meu pai havia guardado uma de suas criações. Ele havia sido engenheiro em vida e havia trabalhado com Ciner.
                O conteúdo daquela caixa me deixava aterrorizado. Eu não conseguia olhar para dentro dela por muito tempo.
                Coloquei a caixa novamente em seu esconderijo e fechei o compartimento. Me pus de pé e caminhei para fora. Minha cabeça agora focava na breve conversa que eu havia tido com Eric naquela tarde. Havia pessoas doentes em Brighton. Elas precisavam de remédios, mas eu havia perdido cinco pessoas na tentativa de trazê-los para a cidade. Não podia perder mais ninguém.
                Eu sabia o que precisava ser feito.
                Parei diante de uma caixa de correio ao lado da calçada. Tirei a tampa para encontrar uma bolsa com alguns mantimentos e armas. Depois disso caminhei pela noite na direção dos muros.
               
                Caminhei para fora dos muros e avancei pelas ruas da cidade. Havia um ambulatório há alguns quilômetros onde alguns garotos haviam visto medicamentos semanas atrás. Eles não puderam pegá-los, entretanto, pois o local estava tomado por Dementes. Apressei o passo quando comecei a ouvir grunhidos vindos das casas abandonadas ao redor e da floresta que circundava o local. Em geral, Dementes comuns atacavam qualquer pessoa que vissem em sua frente, apenas para matá-la, mas eles estavam diferentes, assim como Grant havia falado. Estavam me observando e aguardando o melhor momento para me atacar.
                Segurei uma das armas que havia na bolsa e caminhei pelo centro das ruas. Alguns metros depois, o primeiro Demente saltou para fora de uma casa vazia. Era uma mulher de meia idade. Estava com as roupas rasgadas, a pele estava enrugada e com um tom escuro e sujo. Os olhos dela estavam tingidos com um tom vermelho escarlate de ódio.
                Com as unhas longas e afiadas ela tentou acertar meu pescoço. Me desvie com facilidade e segurei seus pulsos. A empurrei para longe e atirei com o silenciador em sua barriga. Ela cambaleou para trás e caiu com as mãos no estomago.
                Olhei ao redor com o corpo ainda paralisado de tensão. Sabia que ela não estava sozinha.
                Voltei a caminhar. Não estava longe, podia ver a entrada do ambulatório a poucos metros. Uma brisa fria atravessou meu corpo quando me aproximei. Naquele instante percebi o risco que teria ao entrar. Não haveria outra saída senão a porta da frente. Eles estavam esperando que eu fizesse isso. Quando entrasse estaria cercado. Ainda assim, eu não havia escolha. Precisava voltar com medicamentos.
                Avancei. A porta dupla da entrada era de vidro e estava quebrada. Passei sobre os cacos e em seguida atravessei o balcão que ficava na entrada. Estava tudo destruído. Havia corpos completamente decompostos pelos corredores, catres impediam a passagem em alguns pontos. Havia sangue seco.
                Procurei pela enfermaria, ouvi grunhidos nas salas por onde passei e do lado de fora também. Eu precisava ser rápido. Encontrei a enfermaria depois de alguns corredores. A maioria das prateleiras estava vazia, mas havia alguns frascos de antiinflamatórios em uma gaveta, analgésicos em outra e alguns curativos também.
                Peguei uma sacola. Coloquei tudo que poderia ser útil e me preparei. Peguei duas armas com silenciador e me virei para a porta. Havia um Demente parado no corredor aguardando a minha saída. Ele estava em um estado parecido com o da mulher, porém havia sangue escorrendo de sua boca.
                Apontei a arma e atirei quando ele veio na minha direção. Usei seu corpo como escudo e saí pelo corredor. Não havia outros a vista, mas eu podia senti-los se aproximando.
                Corri para a entrada a tempo de sair antes que três dementes surgissem na recepção e tentassem me pegar. Havia mais quatro me esperando na entrada como eu havia previsto. Continuei correndo na direção deles. O segredo para sobreviver era não pensar muito. Dementes geralmente eram movidos por impulso, sendo assim eram sujeitos a falhas. Se eu fosse mais rápido do que eles eu podia matá-los sem dificuldade.
                Acertei os dois que estavam mais próximos no peito. Eles caíram para trás deixando os outros dois incertos por um instante; Tempo suficiente para eu acertá-los. Corri um pouco mais. Os três que saíram do ambulatório ainda me perseguiam. Puxei um cartucho da bolsa e recarreguei o silenciador. Me virei, os três estavam a menos de quatro metros de mim. Tive tempo de acertar o que estava mais próximo. Ao cair ele atrapalhou os outros dois e eu pude economizar munição acertando a cabeça de um com um chute e quebrando o pescoço do outro.
                Não olhei para a pilha de corpos no caminho. Continuei seguindo de volta para a prefeitura. Eu tinha conseguido os remédios e ainda estava vivo. Não era muito, mas ajudaria a tratar alguns dos doentes e feridos de Brighton.
                Me esgueirei pelos arbustos para cortar caminho até o muro. Queria voltar o quando antes e entregar o que havia conseguido para Walery. Quando estava chegando perto percebi que alguma coisa estava errada. Foi quando vi que o muro havia sido atacado e parte dele havia cedido permitindo a entrada de Dementes.
                Meu corpo ficou paralisado, de repente meus pulmões ficaram sem ar e meu coração ficou histérico. Escalei o muro para não chamar atenção, quando cheguei ao topo meus joelhos quiseram ceder e me jogar para baixo quando eu vi.
                A cidade havia sido atacada. Havia dementes correndo pelas ruas, furiosos. Pude ver a prefeitura algumas quadras a frente, estava escancarada com um aglomerado de criaturas correndo, desesperadas por carne. Meus olhos arderam e eu não sabia o que fazer. Obriguei meu corpo a se mover e desci do muro, entrando na cidade. Me esgueirei silenciosamente pelos arbustos para não ser visto. Precisava voltar para a prefeitura e encontrar os refugiados. Talvez estivessem escondidos em algum lugar. Eu precisava checar.
                Mas de repente eu ouvi um assobio. Eu estava próximo de uma casa abandonada e alguma coisa dentro dela me chamava. Tentando não ser visto me aproximei devagar até ouvir uma voz conhecida que acalmou meus nervos.
                — Finn! — A voz de Grant me chamou.
                Olhei ao redor para checar se era seguro correr. A rua estava silenciosa então corri para dentro da casa em ruínas. Grant estava encostado em uma parede no canto da sala. Ele estava ofegante, suava e estava com as mãos nas costelas, de onde escorria sangue.
                — Grant — Eu disse em desespero. — O que aconteceu?
                Me coloquei de joelhos diante dele. Seu rosto molhado brilhava em contraste com a luz da lua. Ele soluçava.
                — A... — Ele gaguejou — Amisix.
                Minha testa franziu.
                — O quê? Amisix, aqui?
                Grant balançou a cabeça positivamente.
                — Vieram atrás de seu pai.
                Sacudi a cabeça confuso.
                — Como...
                — Vieram atrás do que seu pai criou — Continuou Grant. — Escute, ouvi boatos há um tempo, de coisas que o Ciner poderia fazer se fosse manipulado da maneira correta. Obviamente nós não o fizemos e por isso tudo virou um caos, mas ouvi sobre pessoas que conseguiram estudar o Ciner a um nível elevado. Capaz de revelar as verdadeiras propriedades dele. Ouvi até sobre pessoas que conseguiram combinar o Ciner a coisas comuns e transformá-las em algo extremamente superior, acima da compreensão humana. A Amisix nunca conseguiu isso. Manipular o metal a ponto de ser capaz de obter um poder imensurável, mas essa é a maior ambição do presidente da Amisix.
                Respirei fundo e pestanejei, confuso.
                — Eu ainda não estou entendendo — Sussurrei, frustrado. — O que meu pai tem a ver com isso?
                — Seu pai foi uma dessas pessoas. Ele conseguiu usar o melhor do Ciner para criar uma coisa nova. Uma coisa que ele deixou para você dentro daquela caixa que você guarda embaixo da lareira. Eles querem aquilo, rastrearam até aqui e mataram todos na prefeitura para achar.
                Meus olhos arderam. As lágrimas escorreram sobre meu corpo trêmulo.
                — Escute Finn. Eu tenho um irmão, ele se chama Backin. Ele vive em Lewes, em uma fazenda. Eu quero que procure ele. Ele entende disso melhor do que eu e vai saber te ajudar. Eles voltarão atrás de você e vão te encontrar se ficar por aí sozinho.
                Grant tossiu e se contorceu. Retirei depressa os curativos da bolsa. Preparei uma seringa com remédio. Quando fui expor o ferimento para tratá-lo a mão ensanguentada de Grant me deteve.
                — Não, guarde para você — Ordenou ele. — Eu não vou aguentar muito mais tempo e se for com você vou te atrasar.
                — Eu não posso te deixar aqui — Retruquei.
                — Não se preocupe — Grant riu. — Eu vou encontrar meus filhos. Eu não poderia estar mais feliz.
                Algumas lágrimas escorreram de seus olhos. O mesmo aconteceu comigo.
                — Você precisa ir antes que te encontrem — Disse ele. — Escute, você não pode deixar que a Amisix ou o Ristrad coloquem as mãos no que seu pai criou. Eu não sei o que eles pretendem com isso, ma sei que vindo de Magno Carnalis não pode ser bom. Não confie em ninguém daquela empresa.
                Eu assenti. Levei uns minutos para me levantar. Grant começou a respirar mais devagar. Ele fechou os olhos sorrindo.
                — Adeus, Finn — Ele sussurrou entre lágrimas. — Foi um prazer lutar ao seu lado por todos esses anos.
                E então Grant deixou de respirar.
                Saí da casa quando percebi que as ruas estavam vazias. Os Dementes estavam rondando a prefeitura em busca de carne. As lágrimas escorriam pelo meu rosto quente. Enquanto eu caminhava para minha casa os rostos de todos aqueles que estavam sob minha responsabilidade pairavam sobre mim. Me lembrei de todos eles. O último foi o rosto de Eric, a primeira pessoa que eu encontrei quando comecei a ajudar pessoas em perigo. Ele estava comigo há tanto tempo. Eu nem sequer pude me despedir.
                Quando entrei na casa em ruínas, atravessei as rosas e me ajoelhei sobre a lareira. Retirei a tampa do compartimento e puxei a longa caixa de madeira. Eu havia aberto apenas uma vez. Não conseguia colocar minhas mãos no que havia ali. Era um sentimento indescritível. Eu tinha medo. Muito medo. Do que poderia acontecer comigo. Nunca havia entendido no que meu pai estava pensando quando deixou aquilo para mim, mas algo me dizia que eu iria entender.
                Abri a caixa sobre uma pequena e velha mesa que ficava no centro da sala. O conteúdo ainda estava ali, imaculado. Duas katanas (espadas japonesas) repousavam sobre almofadas vermelhas. O cabo era dourado e vermelho e as lâminas eram brilhantes, feitas de Ciner.
                Respirei fundo e coloquei minha mão direita sobre o cabo de uma delas. Levantei a espada lentamente e analisei a lâmina, eu podia ver meus cabelos curtos e prateados sendo refletidos ali. Em seguida peguei a outra katana e as segurei pelo cabo com firmeza. Eu não sabia o que faria com aquilo, nunca havia tido nenhum treinamento. Não sabia como usá-las.
                De repente alguma coisa se desprendeu do cabo das duas espadas. Duas argolas prateadas desceram pelos meus punhos e se fixaram em torno dos meus pulsos.
                Dois braceletes prateados que emitiam uma luz vermelha que piscava. Era estranho, mas eles pareciam estar estabelecendo algum tipo de conexão entre mim, eles e as duas lâminas, pois eu me senti diferente e de repente eu sabia exatamente como usá-las.
                De repente a luz vermelha ficou verde e uma gravação começou a falar:
                “Transmitindo última mensagem”
                “Finn” Era a voz do meu pai.
                “Eu sei que deve estar confuso e que a essa altura o mundo que eu conhecia se tornou um verdadeiro caos. Sei que você deve estar lutando contra pessoas corrompidas e tentando manter o maior número de pessoas vivas possível. Eu sei disso porque conheço meu filho. Finn me perdoe por tê-lo deixado fazer isso sozinho, eu sabia com o que estava lidando. Sabia que um dia eles viriam atrás de nós por conta do que eu estava fazendo. Estas duas espadas que você está segurando agora são a prova de que o Ciner não é o culpado por tudo o que ocorreu com o mundo. Você deve ter ficado com medo ao segurá-las, mas não fique. Esse metal está puro e não fará mal a você ou a qualquer pessoa que as segurar. Existe algo que está mudando as pessoas e o planeta, mas não é o Ciner. Suspeito de que a Amisix saiba o que é e esteja escondendo da humanidade para benefício próprio. Eles têm caçado todas as pessoas que conseguem fazer o que eu fiz. Estas pessoas estão desaparecendo, você precisa encontrá-las e lutar contra a Amisix junto com elas. Você precisa abrir os olhos da humanidade para o que está havendo. Por favor, Finn. Sei que não tenho o direito de te pedir nada disso, mas neste momento você é a única pessoa capaz de descobrir o que está havendo com o planeta e expor isso para todos.”
    “Eu não sei como, mas eu encontrei uma forma de estudar esse metal e descobri uma das muitas qualidades que ele possui. Elas são únicas e possuem habilidades que vão te ajudar daqui em diante.”
    “Eu as chamo de Harin e Horan, espadas da vida e da morte, dei esse nome devido às habilidades que elas possuem, você vai descobrir quando chegar a hora.
     “Eu quero que saia de Brighton e descubra o que há com o planeta. Preserve o que restou da humanidade. Ela ainda pode ser salva. Acredite nisso.”
    “Queria poder ver seu rosto agora.”
               
                Aquelas foram as últimas palavras que eu ouvira de meu pai. Com emoção e com certo receio eu segurei as duas lâminas. Elas costumavam ser um pesadelo para mim, mas naquele momento elas eram parte de mim. O último fragmento da memória de meu pai.
                Sai da casa ainda confuso. Se não era o Ciner, o que estava arruinando o planeta?
                Onde e como eu encontraria outras pessoas que fizeram o que meu pai fez com o Ciner?
                Eu não ia desistir, é claro. Eu encontraria um jeito. Eu ia expor a Amisix.
                Quando comecei a caminhar para o muro me lembrei de Grant. Ele estava em uma casa não muito longe. Não era certo deixar o corpo dele lá.
                Retornei para a casa onde ele estava. Por sorte havia uma pá nos fundos da casa com a qual eu pude cavar uma cova. Peguei o corpo de Grant ainda quente e o arrastei para a cova. Depois que o havia enterrado retornei para minha casa e colhi algumas rosas e as coloquei sobre seu tumulo.
                “Eu devia fazer isso pelos outros também” Pensei.
                Deixei o tumulo e voltei para as ruas. Caminhei na direção da prefeitura. Estava cheia de Dementes por toda parte. Devia ser mais de meia noite e estava muito escuro. Eu seria morto se me aproximasse, mas eu não podia deixar o corpo de Eric e de todos os outros lá para serem devorados.
                Quando em aproximei um grupo de Dementes me viu e começou a correr na minha direção. Quando coloquei a mão na cintura para pegar uma arma de repente as duas espadas, que estavam nas minhas costas se deslocaram tão rapidamente que eu só pude ver os corpos caírem em pedaços. As duas permaneceram fincadas sobre a cabeça de dois Dementes.
                Fiquei espantado com o que havia acabado de ocorrer, mas não tive tempo para absorver a informação. Outros Dementes ouviram o barulho e saíram da prefeitura. Uma horda se posicionou diante de mim. Estavam sedentos por carne e seus olhos ferviam com um ódio fora do comum.
                Pensei em como recuperaria as duas katanas antes que me atacassem. Quando pensei nisso os dois braceletes em meus pulsos piscaram e as duas lâminas retornaram paras as minhas mãos. Percebi que havia uma conexão entre nós, como eu havia pensado. Rapidamente movimentei as duas mãos para frente e lancei as duas espadas mentalizando o que elas teriam que fazer. As duas cortaram os dementes de todas as formas possíveis. Em instantes todos haviam caído. Ordenei então que as duas circulassem a área e eliminassem qualquer Demente que se aproximasse. As lâminas obedeceram e desaparecem na escuridão.
                Subi as escadas da prefeitura depressa. Embora eu tivesse uma esperança de que alguém ainda estivesse vivo eu sabia exatamente o que encontraria. Pilhas de pessoas mortas e esquartejadas. Vi o corpo de Walery bem no centro, ela fora morta com tiros. Devia estar tentando proteger as crianças quando foi atingida.
                As lágrimas corriam pelo meu rosto enquanto eu agrupava os corpos. Reuni todos eles no centro da prefeitura enquanto ouvia as duas lâminas deceparem cabeças do lado de fora. Peguei um pouco de álcool e fósforos embaixo do balcão e ateei fogo. Precisava queimar os corpos. Havia pessoas extremamente desesperadas no mundo em que eu vivia. Pessoas capazes de fazer qualquer coisa para sobreviver, isso incluía canibalismo e se um humano comia carne contaminada por Dementes isso resultaria em sua própria corrupção.
                Era de manha quando eu havia queimado o último corpo. Espalhei rosas pela prefeitura e então chamei Harin e Horan. As duas retornaram para mim banhadas em sague. Fui para as ruas e ateei fogo em todos os corpos que encontrei. Em seguida retornei para a prefeitura. Fui para um dos cômodos onde havia roupas e suprimentos. Arrumei uma mochila com tudo o que precisaria para chegar a Lewes. Precisava encontrar o irmão de Grant e pedir ajuda a ele.
                Fui para um dos banheiros. Estava coberto de sangue e precisava de um banho. Quando enfim estava pronto sai da prefeitura. O sol marcava oito da manhã. Olhei para a prefeitura uma última vez antes de deixar a cidade.
    Não importava onde eu fosse sempre haveria um pedaço de Brighton comigo.
  • Como eu estou escrevendo?

    Então aqui vou deixar um pouco do que sei escrever e quero que avaliem de 0 a 10, fiquem a vontade para dar opniões sobre o texto abaixo. Eu vou apresentar dois tipos diferentes do que eu escrevi o 1° tipo é uma história com descrição e o 2° tipo é uma sem descrição.
    Mark Krieger um garoto jovem de 17 anos com cabelos castanhos escuros e olhos castanhos claros que era um espadachim e tinha uma espada comum e morava em uma vila chamada Carmine, estava em casa ajudando sua mãe Mafalda Krag uma mulher dona de casa com cabelos castanhos e olhos castanhos com uma idade de 44 anos, quando de repente seu amigo Noah Shideki um jovem da mesma idade de Mark, Loiro e de olhos azuis e que tinha um costume de usar uma faixa na cabeça e que é um lutador de artes marciais, chega e entra dentro da casa de Mark, em seguida olha para Mark com uma cara de preocupação e começa a conversa.
    Noah: Mark preciso da sua ajuda no dojo agora. – Falava Noah preocupado
    Mark olha para Noah com atenção.
    Mark: O que aconteceu? – Falava Mark com duvida
    Noah: Alguns goblins invadiram o dojo e estão saqueando tudo que estão vendo pela frente. – Falava Noah preocupado
    Mark: Ue, mas seu avô não consegue dar conta deles, o veio é forte o suficiente para dar uma surra em um exercito de goblins e de olhos fechados ainda.
    Noah: Eu sei que o velho é forte, mas ele me deixou tomando conta do dojo e me disse: Noah tome conta do dojo enquanto eu saio pra comprar chá, se os goblins saquearem o dojo ou invadirem ele, hoje você ira dormir com hematoma em formato de bastão no meio das costas.
    Mark repara na situação de Noah e começa a rir e zuar seu amigo.
    Mark:  Hahahahahaha! Mal posso esperar para ver o Noah dormir com hematoma em formato de bastão nas costas HAHAHAHAHA! – Mark ria e zuava com a cara de Noah
    Noah: É mais tem um porem que o meu avô me disse: Se acontecer algo e seu amigo Mark recusar a ajudar, eu vou fazer questão de deixar um hematoma em formato de bastão no meio das costas dele também. – Dizia Noah olhando seriamente para Mark
    Mark fica sério e começa a refletir o que Noah disse.
    Mark: “Que droga, tomar uma surra do velho não deve ser nada bom, imagina só dormir com as costas pelando de fogo por causa da paulada que o veio vai dar nas costas, o pior ainda vai ser quando eu for tomar banho, ah mas que velho maldito”. Então vamos lá Noah não quero tomar uma surra do velho. – Falava Mark com medo de tomar uma surra do avô de Noah
    Noah: Eu também não quero tomar uma paulada nas costas, então vamos rápido antes que os goblins fujam. – Falava Noah também com medo de tomar uma surra de seu avô
    Em seguida os meninos saem daquela casa, enquanto os meninos saiam de casa a mãe de Mark olha para ele e diz.
    Mafalda: Mark não volte muito tarde para casa, e juízo nessas cabeças. – Falava mãe de Mark sorrindo
    E Mark enquanto saia de casa olha para sua mãe e dizia em voz alta.
    Mark: OK MÃE, TCHAU – Falava Mark saindo de casa
    Noah e Mark vão correndo até o dojo do clã Shideki um lugar onde os membros do clã Shideki treinam artes marciais, chegando lá encontram 5 goblins, sendo 4 deles armados com uma adaga e o outro armado com um arco e flecha, eles estavam roubando as coisas do lugar, Noah assim que se depara com aquela cena fala em voz alta com os goblins.
    Um goblin são criaturas geralmente verdes que se assemelham a duendes.
    Noah: EI SEUS IDIOTAS PAREM O QUE ESTÃO FAZENDO AGORA!!! – Dizia Noah um pouco furioso
    Os goblins olham para o Noah e começam a rir da cara dele e o goblin que estava com arco e flecha começa a falar com Noah.
    Goblin arqueiro: Acha mesmo que vamos parar o que estamos fazendo só por que um pirralho disse? –Falava o Goblin arqueiro tirando sarro da cara de Noah com seus companheiros goblins. “Garoto insolente acha mesmo que vamos parar de roubar esse dojo só por que ele quer, vou ensinar uma lição a esse moleque” – Pensava o Goblin arqueiro.
    O goblin arqueiro aponta o dedo para o Noah e Mark e ordena os outros 4 goblins.
    Goblin Arqueiro: Vamos rapazes ensinem uma lição a esse garoto. – Falava o goblin enquanto apontava o dedo para Noah e Mark
    Goblin com adaga: Sim chefe, vamos ensinar a esse garoto a não se meter com a gente. – Falava um dos goblins que estavam armados com uma adaga.
    Os 4 goblins vão em direção ao Mark e Noah, Noah na hora começa a sussurrar com Mark sobre um plano
    Noah: Mark presta atenção, você fica com os dois goblins que estão vindo pela esquerda que eu pego os outros dois que estão vindo pela direita. – Sussurrava Noah.
    Mark concorda com a ideia de Noah fazendo um sinal positivo com o polegar, e em seguida Mark avança pela esquerda e Noah pela direita, em seguida Mark desembainha sua espada e vai em direção dos dois goblins e executa uma técnica em um deles.
    Mark: GOLPE CONCENTRADOOOO!!! – Dizia Mark ao concentrar realizar um golpe especial.
    Mark consegue acertar o goblin bem no meio do peito com seu golpe concentrado, em seguida o outro goblin vem em sua direção  e grita em voz alta.
    Goblin com adaga: MORRA SEU PIRRALHO MALDITO!!! – Gritava o goblin com Mark
    Mark enxerga o movimento do goblin e consegue desviar rapidamente, e em seguida Mark realiza um golpe normal no primeiro goblin que ele atacou, e logo depois o goblin desmaia por não resistir aos golpes que sofreu, em seguida o goblin arqueiro mira em Mark e o acerta com uma flecha na perna direita na região da coxa, e Mark sente uma dor bem forte na sua coxa direita devido a flechada e grita.
    Mark: CARALHO VELHO, ISSO DÓI PRA PORRA MANOOO!!! –Gritava Mark sentindo muita dor
    No momento em que Mark se distrai devido a dor que sente na sua coxa direita o goblin vai para cima dele e tenta realizar um ataque, só que Noah chega a tempo e consegue realizar uma técnica especial.
    Noah: SOCO CONCENTRADO!!! – Dizia Noah ao efetuar sua técnica de combate para acertar o goblin
    O goblin fica atordoado devido ao golpe forte que ele levou na cabeça e quase desmaia, em seguida o goblin arqueiro com medo da uma ordem aos outros goblins
    Goblin arqueiro: Vamos embora rapazes esses pirralhos são demais para nós.
    Em seguida todos os goblins se levantam e vão embora deixando as coisas que eles iam roubar. Enquanto os goblins fugiam Mark gritava de dor e pedia para Noah ir ajuda-lo
    Mark: EI NOAH SERÁ QUE VOCÊ PODERIA MEU AJUDAR, CARA EU TÔ COM UMA FELCHA ENFIADA NA MINHA COXA DIREITA ME AJUDA PORRA!!! – Gritava Mark sentindo muita dor
    Noah: Calma Mark vou olhar se aqui no dojo tem o kit de primeiros socorros que meu avô guarda – Procurava Noah um kit de primeiro socorros
    Mark: VAMOS LOGO CARA EU NÃO TENHO O DIA TODO – Gritava Mark enquanto Noah procurava o kit de primeiros socorros
    Noah: Achei, esse aqui deve servir – Falava Noah quando achou o kit de primeiros socorros
    Em seguida Noah vem em direção de Mark e começa a fazer os curativos
    Mark: Vai doer muito? – Perguntava Mark com um pouco de preocupação
    Noah: Acho que vai, mas você já passou pelo pior então não vai doer tanto assim – Dizia Noah enquanto preparava os curativos para fazer em Mark.
    Mark: Nossa cara olha como esse dojo ta uma bagunça, o velho vai bater na gente será? “Imagina só a força que aquele velho tem, uma paulada de bastão nas costas deve doer até na alma” – Perguntava Mark e em seguida pensava, enquanto Noah fazia os curativos.
    Noah: É só a gente arrumar isso aqui rapidinho que o velho nem vai saber o que aconteceu – Dizia Noah sorrindo e finalizava a frase com um sinal positivo com o polegar
    Mark e Noah começaram a arrumar a bagunça que estava do dojo enquanto conversavam
    Mark: Noah cadê o pessoal que treinava aqui no dojo? – Perguntava Mark
    Noah: Eu não sei para onde eles foram exatamente, pois alguns foram até a capital da região e outros foram pra Nagasun fazer o teste para se tornar samurai e alguns para se tornar monge ou melhorar as artes marciais.
    Nagasun é uma região que fica ao extremo norte, uma cidade com uma cultura e visual oriental, onde também é realizado o teste para se tornar samurai,ninja e monge. Há também outros tipos de testes que guerreiros vão atrás para se tornar, mas a maioria que vai para a capital de Nagasun procura sempre se tornar as 3 classes citadas.
    ==========================================================================================================
    Agora irei colocar um sem descrição
    Mark Krieger um garoto jovem de 17 anos com cabelos castanhos escuros e olhos castanhos claros que era um espadachim e tinha uma espada comum e morava em uma vila chamada Carmine, estava em casa ajudando sua mãe Mafalda Krag uma mulher dona de casa com cabelos castanhos e olhos castanhos com uma idade de 44 anos, quando de repente seu amigo Noah Shideki um jovem da mesma idade de Mark, Loiro e de olhos azuis e que tinha um costume de usar uma faixa na cabeça e que é um lutador de artes marciais, chega e entra dentro da casa de Mark, em seguida olha para Mark com uma cara de preocupação e começa a conversa.
    Noah: Mark preciso da sua ajuda no dojo agora. – Falava Noah preocupado
    Mark olha para Noah com atenção.
    Mark: O que aconteceu? – Falava Mark com duvida
    Noah: Alguns goblins invadiram o dojo e estão saqueando tudo que estão vendo pela frente. – Falava Noah preocupado
    Mark: Ue, mas seu avô não consegue dar conta deles, o veio é forte o suficiente para dar uma surra em um exercito de goblins e de olhos fechados ainda.
    Noah: Eu sei que o velho é forte, mas ele me deixou tomando conta do dojo e me disse: Noah tome conta do dojo enquanto eu saio pra comprar chá, se os goblins saquearem o dojo ou invadirem ele, hoje você ira dormir com hematoma em formato de bastão no meio das costas.
    Mark repara na situação de Noah e começa a rir e zuar seu amigo.
    Mark:  Hahahahahaha! Mal posso esperar para ver o Noah dormir com hematoma em formato de bastão nas costas HAHAHAHAHA! – Mark ria e zuava com a cara de Noah
    Noah: É mais tem um porem que o meu avô me disse: Se acontecer algo e seu amigo Mark recusar a ajudar, eu vou fazer questão de deixar um hematoma em formato de bastão no meio das costas dele também. – Dizia Noah olhando seriamente para Mark
    Mark fica sério e começa a refletir o que Noah disse.
    Mark: “Que droga, tomar uma surra do velho não deve ser nada bom, imagina só dormir com as costas pelando de fogo por causa da paulada que o veio vai dar nas costas, o pior ainda vai ser quando eu for tomar banho, ah mas que velho maldito”. Então vamos lá Noah não quero tomar uma surra do velho. – Falava Mark com medo de tomar uma surra do avô de Noah
    Noah: Eu também não quero tomar uma paulada nas costas, então vamos rápido antes que os goblins fujam. – Falava Noah também com medo de tomar uma surra de seu avô
    Em seguida os meninos saem daquela casa, enquanto os meninos saiam de casa a mãe de Mark olha para ele e diz.
    Mafalda: Mark não volte muito tarde para casa, e juízo nessas cabeças. – Falava mãe de Mark sorrindo
    E Mark enquanto saia de casa olha para sua mãe e dizia em voz alta.
    Mark: OK MÃE, TCHAU – Falava Mark saindo de casa
    Noah e Mark vão correndo até o dojo do clã Shideki um lugar onde os membros do clã Shideki treinam artes marciais, chegando lá encontram 5 goblins, sendo 4 deles armados com uma adaga e o outro armado com um arco e flecha, eles estavam roubando as coisas do lugar, Noah assim que se depara com aquela cena fala em voz alta com os goblins.
    Noah: EI SEUS IDIOTAS PAREM O QUE ESTÃO FAZENDO AGORA!!! – Dizia Noah um pouco furioso
    Os goblins olham para o Noah e começam a rir da cara dele e o goblin que estava com arco e flecha começa a falar com Noah.
    Goblin arqueiro: Acha mesmo que vamos parar o que estamos fazendo só por que um pirralho disse? –Falava o Goblin arqueiro tirando sarro da cara de Noah com seus companheiros goblins. “Garoto insolente acha mesmo que vamos parar de roubar esse dojo só por que ele quer, vou ensinar uma lição a esse moleque” – Pensava o Goblin arqueiro.
    O goblin arqueiro aponta o dedo para o Noah e Mark e ordena os outros 4 goblins.
    Goblin Arqueiro: Vamos rapazes ensinem uma lição a esse garoto. – Falava o goblin enquanto apontava o dedo para Noah e Mark
    Goblin com adaga: Sim chefe, vamos ensinar a esse garoto a não se meter com a gente. – Falava um dos goblins que estavam armados com uma adaga.
    Os 4 goblins vão em direção ao Mark e Noah, Noah na hora começa a sussurrar com Mark sobre um plano
    Noah: Mark presta atenção, você fica com os dois goblins que estão vindo pela esquerda que eu pego os outros dois que estão vindo pela direita. – Sussurrava Noah.
    Mark concorda com a ideia de Noah fazendo um sinal positivo com o polegar, e em seguida Mark avança pela esquerda e Noah pela direita, em seguida Mark desembainha sua espada e vai em direção dos dois goblins e executa uma técnica em um deles.
    Mark: GOLPE CONCENTRADOOOO!!! – Dizia Mark ao concentrar realizar um golpe especial.
    Mark consegue acertar o goblin bem no meio do peito com seu golpe concentrado, em seguida o outro goblin vem em sua direção  e grita em voz alta.
    Goblin com adaga: MORRA SEU PIRRALHO MALDITO!!! – Gritava o goblin com Mark
    Mark enxerga o movimento do goblin e consegue desviar rapidamente, e em seguida Mark realiza um golpe normal no primeiro goblin que ele atacou, e logo depois o goblin desmaia por não resistir aos golpes que sofreu, em seguida o goblin arqueiro mira em Mark e o acerta com uma flecha na perna direita na região da coxa, e Mark sente uma dor bem forte na sua coxa direita devido a flechada e grita.
    Mark: CARALHO VELHO, ISSO DÓI PRA PORRA MANOOO!!! –Gritava Mark sentindo muita dor
    No momento em que Mark se distrai devido a dor que sente na sua coxa direita o goblin vai para cima dele e tenta realizar um ataque, só que Noah chega a tempo e consegue realizar uma técnica especial.
    Noah: SOCO CONCENTRADO!!! – Dizia Noah ao efetuar sua técnica de combate para acertar o goblin
    O goblin fica atordoado devido ao golpe forte que ele levou na cabeça e quase desmaia, em seguida o goblin arqueiro com medo da uma ordem aos outros goblins
    Goblin arqueiro: Vamos embora rapazes esses pirralhos são demais para nós.
    Em seguida todos os goblins se levantam e vão embora deixando as coisas que eles iam roubar. Enquanto os goblins fugiam Mark gritava de dor e pedia para Noah ir ajuda-lo
    Mark: EI NOAH SERÁ QUE VOCÊ PODERIA MEU AJUDAR, CARA EU TÔ COM UMA FELCHA ENFIADA NA MINHA COXA DIREITA ME AJUDA PORRA!!! – Gritava Mark sentindo muita dor
    Noah: Calma Mark vou olhar se aqui no dojo tem o kit de primeiros socorros que meu avô guarda – Procurava Noah um kit de primeiro socorros
    Mark: VAMOS LOGO CARA EU NÃO TENHO O DIA TODO – Gritava Mark enquanto Noah procurava o kit de primeiros socorros
    Noah: Achei, esse aqui deve servir – Falava Noah quando achou o kit de primeiros socorros
    Em seguida Noah vem em direção de Mark e começa a fazer os curativos
    Mark: Vai doer muito? – Perguntava Mark com um pouco de preocupação
    Noah: Acho que vai, mas você já passou pelo pior então não vai doer tanto assim – Dizia Noah enquanto preparava os curativos para fazer em Mark.
    Mark: Nossa cara olha como esse dojo ta uma bagunça, o velho vai bater na gente será? “Imagina só a força que aquele velho tem, uma paulada de bastão nas costas deve doer até na alma” – Perguntava Mark e em seguida pensava, enquanto Noah fazia os curativos.
    Noah: É só a gente arrumar isso aqui rapidinho que o velho nem vai saber o que aconteceu – Dizia Noah sorrindo e finalizava a frase com um sinal positivo com o polegar
    Mark e Noah começaram a arrumar a bagunça que estava do dojo enquanto conversavam
    Mark: Noah cadê o pessoal que treinava aqui no dojo? – Perguntava Mark
    Noah: Eu não sei para onde eles foram exatamente, pois alguns foram até a capital da região e outros foram pra Nagasun fazer o teste para se tornar samurai e alguns para se tornar monge ou melhorar as artes marciais.
    ===========================================================================================================
    Bem isso é tudo, se alguém puder me ajudar como escrever isto melhor ou avaliar para mim eu ficaria muito grato
  • Contos de Argalia

    Em minha historia contarei sobre Argalia,um reino majestoso, diversificado , cheio de controvérsias , magia , sabedoria e também muito disputado.Repleto de origens,conspirações e acontecimentos vastos. Marcado especialmente por uma disputa central de dois irmãos que buscam administrar o poder e governar tal terra de riquezas e mistérios e também de personagens admiráveis e fantásticos que buscam desenrolar seus destinos em meio a tantaos acontecimentos,conspirações e façanhas.
    De um lado a sobrevivente herdeira de Argalia Hemileia que almeja conseguir por direito sua parte no trono,do outro Arigann seu irmão um rei tirano que após o falecimento de seus pais,ordenou um massacre a todos os seus irmãos para governar sozinho.Desconhecendo entretanto,por pouco tempo, que sua irmã ainda criança havia sobrevivido,e se tornado uma grande maga guerreira.
    Aqui irei contar a historia acompanhada dos personagens,suas origens,poderes e ambições através de detalhada e épica narração.
    Hemileia A Maga Guerreira - Imagem adaptada por Ramile Veras via Rinmaru games-acension
  • Crack in the Sky

    “Eu me lembro da primeira vez que olhei dentro de um anel. Na mensagem do Whatsapp estava escrito bem assim: ‘O Junior disse que dá pra ver lá da casa dele. Ele tem um telescópio de 60 mm.’ Escrito como se alguém soubesse a importância de ser de 60 milímetros ou não.
    Ok.
    Vamos à casa do Junior.
    Sabe... Quando passou no plantão da globo a primeira vez já deu medo. Todo mundo sabe que se passou lá só pode ser sério. Ninguém falava de outra coisa. Os anéis que surgiram no céu eram o assunto do momento. Mais que Stranger Things, mais que a última temporada de Game of Thrones, mais que vídeos de gatos tocando teclado (isso é famoso ainda?) e mais que The Walking Dead (acho que esse último nem é tão falado mais, não sei. Não sou tão ligado nisso.)
    Cada um tinha sua própria interpretação do que eram os anéis. De verdade? Acho um nome bem idiota! Mas todo mundo chama assim. O Rafael chama de cus do céu. Eu finjo que é babaca, mas por dentro dou risada. Cus do céu é ótimo. Bom nome.
    Então... Quando surgiu o assunto dos anéis a primeira vez todo mundo ficou especulando. Mas não parecia nada de extraordinário. Talvez algum fenômeno meteorológico ou algo parecido. Parecia um anel feito de nuvens. Uma circunferência perfeita, inabalável e impassível. Talvez fosse uma forma embrionária. Eram vários e de vários tamanhos e só. Sem novidade alguma por exatos 7 dias.
    Daí veio o primeiro plantão da globo. Talvez esse tenha sido o evento de comoção global mais abrangente que já existiu. Estava pensando nisso outro dia. O Léo disse que era a copa do mundo e eu até concordei por um segundo. Depois voltei atrás. Eu mesmo não gostava de futebol. Copas não me comoviam. Mas com os anéis não tinha essa de gostar ou não. Eles estavam ali pra quem tivesse olhos que enxergassem e pescoços que inclinassem para trás possibilitando uma visão clara do céu. Acho que a parcela da população mundial que se enquadra nesses requisitos é maior que a parcela que gosta de futebol.
    Enfim... Na TV estavam dizendo que era possível ver o outro lado dos anéis. Alguns eram bem grandes e eu realmente não sei se conseguia enxergar algo. Parecia tudo muito borrado. Mas com toda a certeza não eram halos gasosos ou círculos de nuvem como outrora pensei. Havia algo no meio dos anéis no céu. Lembro que religiosos ficaram em polvorosa e dizeres apocalípticos viraram trending topics no twitter num misto macabro de memes e pessoas verdadeiramente assustadas. Tudo isso durou mais 7 dias.
    Quando veio o segundo plantão houve uma dicotomia emocional. Uma mistura de excitação científica por parte de uma galera mais racional (que andava sumida diante da irracionalidade dos acontecimentos) junto com os mesmos arautos do capeta que bradavam o fim do mundo em coro uníssono. Nos anéis maiores eu realmente consegui ver algumas coisas. Uma graminha, um oceano talvez, umas casinhas.
    Na TV disseram que cada anel mostrava exatamente o que estava acontecendo em outra parte do mundo. Exatamente! Alguns amigos da Universidade não conseguiam conter a adrenalina em posts de facebook e afins. Pipocavam teorias acerca de buracos de minhoca e similares. Foi bem legal! Confesso. Eu tenho agonia de voos longos. Quando apresentaram a possibilidade de uma viagem de 20 horas passar a ter menos da metade porque iriam cortar caminho por um anel assim que mapeassem todos eu realmente fiquei feliz!
    Se eu que sou totalmente ignorante na arte das manjadas saquei que o ciclo de ação desses anéis é de 7 em 7 dias, com certeza isso já havia sido percebido pelo alto escalão que estava pesquisando os anéis.
    Pois bem. De 7 em 7 dias parecia que a nitidez dentro dos anéis aumentava. Começou como um borrão e em 49 dias veio o terceiro plantão na TV. Basicamente alertando para o fato de que os anéis pareciam telas 4k de setenta bilhões de polegadas suspensas por mágica. No meio desse tempo fomos à casa do Júnior pra olhar para os anéis por um telescópio. Era sinistro! Você olhava pra cima, mas parecia que estava olhando pra baixo. Vimos pessoas, casas, florestas, oceanos, montanhas. Tudo! Perfeitamente! Era incrível à noite também, porque os anéis dos locais no mundo onde era dia iluminavam completamente a noite desse lado do mundo! Mas não chegava a parecer dia. Só iluminava muito bem. Um espetáculo visual! Fiquei viajando pensando que se todo mundo tivesse telescópios seria fácil se comunicar em tempo real, daí lembrei que tem a internet.
    De qualquer maneira... Acho que era para ter acontecido um quarto plantão na TV. No sexagésimo quarto dia. Mas nem rolou. Aqui desse lado do mundo estava de noite e, parafraseando o meu amigo Márcio, parece que a terra rachou no meio. Eu nunca ouvi um barulho tão alto. Já faz 6 dias e eu ainda não escuto nada do lado esquerdo. Acredito ter perdido a audição de maneira permanente. Doeu muito e sangrou. Todos os vidros de casa quebraram. A tela das TV’s também. Os vidros dos carros também. Celular, notebook, tudo. Fiquei sabendo que uns 8 cachorros na rua morreram depois. Ta todo mundo bem assustado. Ainda tem luz, mas está bem fraca. Internet não tem mais, nem telefone. A gente tentou ir ao shopping lá na capital, mas a BR tava bloqueada hoje. A mãe do Júnior trabalha na esplanada e disse que liberaram todo mundo no dia depois do barulhão. Ninguém tem contato com ninguém. Nem telefone, nem internet em lugar nenhum lá.
    Depois do barulho vários anéis ficaram negros. Não negros como a noite. Sei lá... Nem como a noite mais escura que já vi. Não sei explicar. Tentei tirar uma foto, mas não funciona. O Rafael disse que jura que viu um pássaro voando perto de um anel que ficou negro e foi chupado pra dentro. Achei que ele tava viajando, mas faz sentido. Porque desde ontem todas as nuvens tão meio que em espiral. Como se os anéis fossem ralos de uma pia e as nuvens a água caindo pra dentro do ralo. Nos anéis que não estão negros tem um monte de coisa. Em muitos tem uma galera junta como se fosse uma manifestação. O Junior disse que olhou pelo telescópio um anel e tinha muita gente com placas com KONIEC SWIATA bem grande nelas. Ele anotou pra procurar quando a internet voltar.
    Faltam uns 2 minutos pra chegar o próximo sétimo dia.
    Vou só comer e volto a escrever aqui. Eu não como já faz uns...”
    Fim.
  • Crônicas de Clisiéia - Capítulo 1

    Tinha acabado de entrar na estalagem onde havia combinado de se encontrarem horas antes, estava coberta de lama e não queria encontrá-lo daquele jeito decadente, espiou toda a extensão da pequena estalagem até ter certeza de que ele não estava por ali ainda, não havia muitas pessoas naquele horário, dois casais no canto ao lado esquerdo que lhes dera um olhar de soslaio ignorando-a imediatamente ao ver seu estado deplorável, um brutamontes próximo à sua direita que nem se deu ao trabalho de levantar os olhos para observá-la e ninguém no canto direito, então, ele não deveria estar mesmo por ali, afinal ela tinha chego duas horas antes do combinado; expirou aliviada e se dirigiu para o balcão da estalagem onde trocou poucas palavras com a senhora sorridente que, ignorando toda a sujeira e fedor que vinha dela, lhe entregou gentilmente uma chave, a chave do quarto onde se lavaria e limparia suas coisas e talvez com sorte estaria apresentável para reencontrar a pessoa.
    Subiu as escadas calmamente ajeitando a bolsa pesada em suas costas doloridas enquanto a dona da estalagem não pôde deixar de notar o bracelete reluzente em ambos pulsos e todas as cinco adagas que carregava no cinto preso à cintura, três em cada um dos cintos presos em ambas as coxas e mais duas em cada bota de couro e metal que ressoava a cada pisada pesada que ela dava para subir as escadas, a dona se espantou ao ver que até mesmo em ambas braçadeiras a mulher, que agora terminava de subir as escadas desaparecendo acima, carregava mais três adagas, todas elas com cabos vermelhos e pedras mágicas no botão dos punhos.
    Enquanto andava pelos corredores de madeira maciça da estalagem, ela atraiu os olhos dos empregados que limpavam o estabelecimento, afinal de contas não eram nem dez da manhã, mas é o estabelecimento deveria estar apresentável para o almoço e também para o resto do dia. Ignorando os olhos arregalados dos empregados que tapavam suas bocas ou narizes conforme ela passava olhando atentamente a numeração de cada porta, olhou para a numeração da chave que recebera e não era nenhum deles, mas estava chegando perto, 90 e acabara de olhar para o número 40, devia ser o quinto quarto à sua direita, pois a numeração das portas pulava de 10 em 10. Ouviu o burburinho que se iniciou no corredor atrás de si quando ela finalmente colocou a chave na fechadura da porta para abri-la, os empregados começaram a cochichar sobre o que tinha acontecido para ela estar naquele estado ou porque ela carregava tantas adagas.
    De certa forma ela parecia uma celebridade, mesmo assim, não se importou quando finalmente fechou a porta atrás de si e observou seu quarto pequeno, uma cama de casal forrada com uma colcha de cetim, uma mesa de madeira maciça assim como o chão do quarto, uma poltrona surrada, mas que ainda parecia confortável o bastante para se deixar cair e relaxar, um espelho de frente para porta do banheiro e a pequena sacada com duas cadeiras de madeira reclinadas e disposta uma de frente para outra, a paisagem lá fora lhe lembrava sua cidade natal, os campos floridos e lá ao longe as Serras das Árvores Azuis, porém de outro ângulo.
    Se dirigiu para o banheiro à sua esquerda e deixou sua bolsa cair no chão agora de pedra, ao mesmo tempo que começou a se despir, lavaria suas roupas ali mesmo na banheira e depois as colocaria na sacada, se a bolsa de couro mágico realmente fosse boa o bastante, teria cumprido seu papel de proteger suas roupas finas e caras mantendo-as limpas, secas e cheirosas.
    Abriu a bolsa e lá estava a sacola plástica intacta, protegendo suas roupas, ela tirou todos os outros itens que estavam na sacola, outra bolsa pequena e dois cantis de água, uma pochete e por fim seu caderno de anotações, jogou a bolsa dentro da banheira, abriu a torneira e deixou a banheira se encher enquanto ela se despia.
    Levou algum tempo até ela tirar toda a lama fétida de suas roupas e da bolsa, mas quanto percebeu que já estava tudo perfeitamente limpo e cheirando ao shampoo que ela trouxera dentro da pochete, decidiu se lavar. Nada de água quente para relaxar, não podia relaxar ainda, apesar de ter passado a noite em claro tentando não ser engolida pelo pântano, tinha de lavar seu cabelo o mais rápido possível para dar tempo de secar apropriadamente e não queria se atrasar para o encontro, tinha esperado muito tempo por aquele dia e não era um importuno incidente que destruiria seu momento.
    O tempo vou até ela conseguir secar o cabelo sem se queimar, pois ainda tinha dificuldades de controlar o fogo que podia fazer emanar do bracelete, pegou o relógio de bolso de dentro da mesma pochete e notou que em mais quinze minutos deveria descer e aguardar até que encontrasse aquele elfo de cabelos prateados, soltou um suspiro só de se lembrar, mas ainda tinha que se vestir e... Mas que droga!! Onde tinha parado seu perfume? De todas as coisas importantes e supérfluas que trouxe, foi esquecer justo aquele perfume? Revirou o restante de coisas que tinha trazido, a bolsa mágica que estava dentro da outra bolsa, ela olhou, vasculhou com as mãos, não ia querer retirar tudo o que tinha ali dentro para no fim perceber que tinha de fato esquecido de trazer seu perfume, não, aquela bolsa tinha tanta coisa acumulada que mesmo se ela quisesse tirar tudo o que tinha ali dentro não caberia no quarto, a bolsa mágica que ganhara de sua amiga, quando ainda eram amigas.
    Não, não faria isso, não retiraria tudo o que tinha lá dentro, já estava mais do que perfumada com o cheiro do seu shampoo preferido e do creme para o corpo que tinha deixado sua pele branca devido ao exagero dela, dane-se o perfume, vestiu o vestido que havia comprado em na cidade portuária quando atracou por lá, há cinco dias, ela se encantou pelos detalhes das pequenas flores bordadas em toda sua extensão, um vestido coral simples com decote ombro a ombro e manga curta que cobria até o joelho, tinha sido difícil decidir qual sapado comprar para combinar com o vestido, mas ela levou em consideração as orientações da vendedora e comprou uma sandália de mesma cor de salto baixo, pois sabia que seus pés e pernas não suportariam tanto tempo em cima dele.
    E ali estava ela, terminando de ajustar o cabelo solto, era tão grande, liso e negro que por alguns minutos ela pensou que seria melhor trançá-los como sempre fazia e amarrá-los para diminuir o volume, mas sabia que não deveria fazer isso, afinal de contas aquele elfo adorava o cabelo dela solto, então ela o deixaria solto, tão estranho, mas sim, ela o deixaria solto. Colocou uma tiara dourava para impedir que o cabeço lhe atrapalhasse cada vez que inclinasse a cabeça para baixo.
    Não tinha certeza se deveria usar um pouco de maquiagem, sua pele morena estava perfeita, mas alguns retoques poderiam melhorá-la ainda mais, porém, quase nunca usará isso em sua vida e sempre que tentava, o resultado era um palhaço de circo, mas só de lembrar já a fez desistir.
    Estava quase pronta, só faltava seu chapéu, para se proteger do sol escaldante, se tinha algo que ela jamais sentira falta durante o tempo que esteve fora, foi do calor insuportável de sua terra natal.
    Pegou sua bolsa mágica que de certa forma combinava com seu visual, só por ser pequena o suficiente para parecer um livro de capa de couro, passou a alça pelo pescoço apoiando no ombro o que a fez uma marca vertical sobre seu tronco, não que ela se importasse, mas isso deixaria mais evidente o tamanho pequeno que seus seios tinham, deu uma última espiada no espelho e contente com o resultado acenou um ok para si mesma deixando o quarto logo em seguida.

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