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Aventura

  • Soullumière

    Vila de Calm, às 22:39, noite...
    Diante dos céus tomados pelas nuvens e devastados pela escuridão do espaço, misturado com as estrelas que pouco apareciam, em meio a uma pequena vila, localizada no reino, um jovem pai colocava seu filho para dormir, na pequena casa de barro e madeira.
    — Pai... —, o pequeno garoto coça os olhos com sono, enquanto continua com a frase — [...] conte-me uma pequena história para que eu durma. O jovem pai coça a barba enquanto cobre o filho com a pequena manta de couro, dizendo — Feche seus olhos e imagine comigo. Ele cobrirá o corpo do garoto aproveitando a brisa natural com os galhos que se moviam da árvore para fazer a criança adormecer rapidamente.
    — Há um tempo atrás em uma taverna da capital, enquanto todos bebiam e comiam exuberadamente, as portas abriram-se com um homem comum, mas que carregava uma armadura pesada e uma espada e um escudo reluzente, o que chamou a atenção do dono e dos clientes.
    Taverna do pônei bêbado, capital de Arstotzka às 19:13, final da tarde, semi-noite.
    — E então ele disse para mim ''Ou você me dá três moedas de bronze ou eu uso sua mulher como quarta.'', então eu lhe golpeei tão forte com a inchada que ele desmaiou na primeira. Disse o homem gargalhando junto com seus acompanhantes e conforme o homem de armadura reluzente adentra a porta, todos olham por alguns segundos mudando o assunto e com o devido respeito sentando nas cadeiras, e conversando mais baixos, cochichos de lá e de cá diziam — Será que esse é o paladino? Aquele o último? — disse o jovem trabalhador e junto disso retrucou o velho que bebia com ele — Não..não pode ser, eu sei que nossas colheitas estão péssimas, mas isso? Não mandariam para cá ele, já não basta a quantidade de guardas e soldados perambulando pela rua.
     De tal forma o homem se aproximou do balcão, sentou-se e com um braço apoiado na mesa o outro na bainha disse ao balconista com uma voz suave, mas forte. — Conceda-me nobre taberneiro uma caneca de vinho, por favor. Ao terminar a frase todos gargalharam, menos o taberneiro, que o fez. Um homem que não tinha consciência de suas ações por causa da bebida se aproximou como podia. — Sr.nobre, poderia me conceder a honra de beber ao seu lado? — o homem sorriu olhando de canto e disse. — Claro, que tal fazermos uma aposta? Quem beber mais sem desmaiar, pode ficar com tudo que o outro tem, vamos lá, o que me diz, você parece um homem inteligente. O jovem bêbado analisa o homem retirando o saco de moedas de ouro e mostrando apenas a ele que retira rapidamente duas moedas de bronze colocando sobre a mesa e dizendo ao sentar-se — Obviamente, então quem beber mais sem desmaiar vence! — Gargalhou o jovem enquanto pensava nas moedas — Não ache que por quê bebi um pouco, não irei lhe acompanhar. Taverneiro conceda-me a garrafa mais forte do que tiver. O homem pediu então. — Pelo contrário, dê a ele o mais leve para que aguente bastante, e dê a mim o mais forte. Neste momento o homem olhou estranho, mas com essa garantia de vitória encheu seu primeiro copo enquanto todos olhavam, e parecia não ter efeito em nada, logo o homem tomou do mais forte um copo, e assim foi, dois copos de cada, três, quatro... quando chegou no quarto copo o homem olhou sorrindo para ele e disse. — Você me parece cansado, taberneiro dê a ele um copo de água, se ele conseguir tomar esse copo sem desmaiar, eu lhe darei todo o meu ouro, inclusive as armaduras e espada. O jovem bêbado cresceu os olhos quando o copo apareceu diante d'ele e quando o mesmo tomou o copo d'água...
    Vila de Calm, às 23:10, noite.
     — Ah...criança...já adormeceu?  — o pai do garoto beijou-lhe a testa e saiu do quarto apagando as velas, virando o corredor do quarto para seu quarto e escutou do filho mais velho.  — E o que acontece quando ele bebe o copo d'água?  —, o pai diz de costas  — O homem golpeia com um soco tão forte quanto o da inchada fazendo o jovem bêbado desmaiar, e diz no final pegando as duas moedas de bronze.  — É parece que você não conseguiu. — Então um outro bêbado o questiona e ele diz.  — Ele não me deu termos.  —, o pai então adentra seu quarto e deita-se para dormir.
  • #0 Cidade Fantasma

    Após uma longa ressaca, Taylor, se vê em uma situação completamente estranha e assustadora. A caminho de seu trabalho, percebe a solidão nas grandes avenidas da grande cidade litorânea de Perth, Austrália. Ao decorrer da história, a garota descobre que após o surto de um vírus, a população ainda saudável foi deslocado para os países mais perto do continente Oceânico. Por conta de seu passado, derrubou deus e mundo atrás de uma cura ao lado dá última pessoa que imaginava estar, seu ex-namorado.

    Será que o ex casal problemático conseguirá salvar o pais ou deixará que todo o mundo se contamine? O destino dos seres humanos estão nas mãos deles e eles não tem muito tempo.
  • #1 Cidade Fantasma

    TAYLOR CARTER P.O.V 

    Minha cabeça latejava.

    Nunca mais iria beber.

    É o que eu sempre falava, e realmente nunca aconteceu.

    O sol brilhava lá fora, já eram quase nove da manhã e eu ainda não havia levantado. Até tentei, mas meu corpo implorava para não ser mexido. Porém, era preciso. Tinha trabalho.

    Um banho não foi o que realmente ajudou, após algumas pilulas consegui ficar de olhos abertos sem sentir minha cabeça latejar. Minhas roupas da noite passada ainda estavam jogadas no chão do banheiro. Chutei o salto enquanto me arrastava até o armário e pegando a blusa branca, como era novata ainda precisava esperar meu uniforme chegar. Este povo demora demais.

    Uma maça foi o suficiente para não vomitar durante o caminho. Mas havia algo de errado. Naquela hora todos os dias as ruas eram lotadas de carros, motos e pessoas ignorantes que não sabiam respeitar as leis de trânsito. Mas agora, estava completamente vazia.

    Meu celular estava no porta luvas, havia deixado ali antes de entrar na boate na noite passada e desde então não o mexi. Haviam algumas ligações da emissora, eu estava completamente ferrada. Seria demitida, com toda certeza.

    Estacionei meu carro em frente a emissora como todos os dias. Quando chegava nunca sobrava vaga por isto, acabava deixando o carro do lado de fora, por sorte nunca tinha sido assaltada, ainda.

    Ao passar pelas enormes porta de vidro não encontrei ninguém pela recepção, muito menos nos grandes corredores, percorri todo o prédio e não havia nenhuma alma. O sinal lá dentro não funcionava, a internet muito menos, e todos os televisores não ligavam. Algo de estranho estava acontecendo.

    Deixei o prédio e fui atrás de alguém, mas a única coisa que encontrava eram animais perdidos nas vazias estradas. O que diabos aconteceu?

    Naquele momento havia dado uma pausa, estava em um supermercado, ele aparentava ter sido arrombado, haviam muitas coisas jogados no chão. Peguei alguns salgadinhos e água. Deitei o banco do carro e liguei o ar no máximo. Estava morta de fome e calor.

    Remexi algumas vezes no radio do carro até conseguir algo.

    " Sydney está servindo como refugio" Com certeza algo aconteceu, pensei.

    Apenas uma rádio funcionava porém estava cortando e apenas ouvia coisas que não conseguia entender direito, era sobre Sydney, o tal refúgio e a população do continente.

    _ Isso que dá ficar de ressaca.- disse para mim mesma._ Não posso mais beber, definitivamente.

    Estava entretida com meu salgadinho até me lembrar de algo. Toda capital continha um transmissor via satélite. Com certeza deve funcionar. A sede estava vazia como já esperado. Alguns papeis estavam jogados no chão e estava na mesma situação do super mercado, foi tudo tão rápido que provavelmente não deu tempo de ninguém pegar absolutamente nada.

    _ Cadê você.- revirava a gaveta da sala principal do prédio._ cadê você......hmn, um cofre.

    Colei meu ouvido na porta do cofre e então usei minha mágica. Senha estupida, pensei. A-P-1729.

    ( Austrália- Perth - 1729 ano de fundamento.)

    Lá estava, um celular via satélite. Nele continha apenas um numero.

    _ Alo?- disse ao ligar._ Tem alguém ai?

    _ Quem está falando?- uma voz grossa me fez dar um pulo, não esperava por isto._ Como conseguiu este telefone?

    _ Sou Megan , foi a única coisa que achei que fosse funcionar e veja só, funcionou. Agora pode me dizer, o que está acontecendo?

    _ Megan , onde você está?-perguntou novamente o homem, ele estava de sacanagem comigo?

    _ Perth, agora pode me explicar o que diabos está acontecendo? Cadê todo mundo?

    _ Um vírus contaminou a maior parte do continente Oceanico.- ele explicou, agora sim._ O que você está fazendo em Perth? Está área foi evacuada a dois dias.

    _ Dois dias?- disse assustada._ Que dia é hoje?

    _ Onze de Abril.- Droga, pensei. Havia dormido por quase dois dias._ Você pode me dizer qual é a sua situação? Você foi infectada?

    _ Acabei de acordar, não sabia o que estava acontecendo. Pelo que percebi, ainda estou bem.

    _ O que aconteceu com você?- uma voz feminina adentrou pelos meus ouvidos.

    _ Quem são vocês?-perguntei estranhando.

    _ Sou a agente 059, serviço secreto dos Estados Unidos da América.

    _ Estados Unidos?

    _ O governo Australiano juntou forças com os Estados Unidos e outros países para tentar descobrir uma cura e tentar conter o surto. Agora que já disse quem somos, diga você quem você é.

    _ Deixa eu adivinhar, investigou meu nome?- Ri._ Vocês não perdem o costume.

    _ Então?

    _ Taylor Carter, você provavelmente já deve ter ouvido meu nome.

    _ Com certeza, só não imaginava que seria você quem iria tentar o primeiro contato.

    _ Sempre sou a primeira.- me gabei. _ Agora pode me dizer para onde devo ir para não me infectar?

    _ Infelizmente não.

    _ Como assim não?-perguntei irritada._ Vocês simplesmente vão me deixar aqui para morrer?

    _ Precisamos de sua ajuda.

    Ótimo, três anos longe das agências e já estão pedindo minha ajuda novamente. Odiava todo esse povo.

    _ Já imaginava.- bufei entrando em meu carro e então fechando todos os vidros ligando o ar novamente._ Para que precisam de mais uma pessoa?

    _ Na realidade, apenas temos um agente nosso nesta região, não podemos arriscar mais uma pessoa.

    _ E querem me usar já que estou aqui, certo?

    _ Sim, então, irá nos ajudar?- Taylor, não fala isso!

    _ Do que precisam? - DROGA.

    _ Encontre nosso agente e ele explicará udo.

    _ Onde ele está? - Perguntei bufando.

    _ Alice Springs.

    _ Ótimo, quase dois dias de viagem.

    _ Nos estamos contando com vocês, são nossas únicas esperanças.

    A ligação foi finalizada.

    Ótimo Taylor, primeiro você flagra seu namorado transando com sua melhor amiga, depois você se embebeda, acorda dois dias depois com uma puta de uma ressaca e descobre que todo o continente onde você vive foi devastado por uma merda de um vírus, agora toda a raça da humanidade está contando com você para fazer sei lá o que com sei lá quem. Tem como piorar? E eu devo calar a boca, antes que realmente piore.

    Antes de começar minha incrível viagem de quase dois dias enchi o tanque, não paguei, para que pagar? Todos se mandaram mesmo. Peguei algumas coisas na conveniência do posto e joguei tudo no banco de trás do meu maravilhoso Mazda3 Hatchback branco. E então, finalmente peguei a estrada e a melhor parte, podia correr o quanto eu quisesse, ninguém me repreenderia ou me impediria de fazer o que eu quiser, até por que, de acordo com os americanos, sou a única esperança.


  • A cachoeira

    cruz machado cachoeira

    Um dia belo
    Na cachoeira a felicidade

    Um dia
    Do salto a queda

    Lá de cima vem o primeiro
    Lá de baixo olha o segundo

    E se o segundo sobe
    O primeiro lá embaixo está

    E se o segundo pula
    O de baixo vê

    Um dia belo
    Na cachoeira que mostra

    As quedas
    As subidas e decidas que a vida nos dá

    E em troca pede-nos:
    -Aproveite viva!

    31245885
    Esta aqui é a cachoeira no RN.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 12 FINAL

    Capítulo 12 (Final)
         Uma velhinha termina de ler para o neto e fecha o livro: -Esta é a história de um vampiro em nossa família.
         -Você não quis ser vampira? Parece tão legal, seria incrível. Ela sorri e diz:
         -Meu pai era um vampiro bom! Cara já com idade contava das suas histórias e da família para o filho de Laischi, seu neto.
         -E lobisomens? Ela perguntou a fazendo cocegas e ouviu:
         -Deste eu tenho medo! Cara lembra-se das histórias que sua mãe contava sobre seu pai, de como ele tinha sido mordido por um vampiro e se tornado um vampiro sem querer. Dos momentos que teve com ele, de ser salva das explosões de sua casa quando tudo pegava fogo. Voltando ao neto:
         -Esta é a história de meu pai. Salvou este lugar do mal. O garoto pergunta se ela sente falta dele e ouve: -Sim, se ele estivesse ainda conosco poderíamos passear juntos, mas só pela noite. Ela sorriu e continuou: -Vampiros ainda não podem andar sobre a luz do sol, talvez algum dia possam, mas até lá.
         -Deixa a janela aberta! Pede o menino e Cara vai abri-la. Abre e olha para as estrelas pensando no pai. No momento em que se cortou num prego e teve que fugir dele, coisa que o deixou preocupado, mas tudo acabou bem, como ela tinha o dito. Disse para si mesma:
         -Pai, fui e sou feliz como você tanto lutou para que isto acontecesse. Cara tinha se casado de novo e vivia com um homem que era muito bom para ela e para família. Ele não era nem vampiro nem lobisomem, sorriu. Um humano normal a quem compartilha a vida. Como o conheceu? Não tinha sido em uma situação de perigo como conheceu o pai, e sim num momento de comemoração. Laischi estava muito bem, morava em uma casa própria um pouco longe dali, o neto tanto quanto a filha visitavam-na muito, por isso o tinha a seu lado para contar lhe tantas histórias. Para fazê-lo dormir como um vampiro fez a neta nos dias em que estiveram juntos ali.
         O vento entrou forte fazendo um friozinho. Ela agarrou-se braço a braço tentando esquentar-se. Voltou à cama do neto.
         -Você tem a quem puxar tendo medo de lobisomens! O neto sorriu dizendo:
         -Quando eles viram cachorros o medo diminui. Foi a vez de Cara sorrir. Lembrou-se da mãe, tinha fé que ela também foi feliz, e também aproveitou os últimos dias como uma grande loba.
         -Por hoje as histórias terminaram, é hora de dormir, você não é vampiro pra passar a noite acordado!
         Por fim o garoto pergunta o que aconteceu com ele e a vó responde: -Diz a lenda dos livros que se uma fada for no fim de um livro e entrar junto ao destruidor deste no portal negro, que eles vivem felizes para sempre. E a velha senhora vai novamente à janela e conclui olhando a lua cheia: - E como meu pai era vampiro ele se renderia fácil aos encantos de uma fada! Volveu para o neto: -Bom, é hora de dormir. Cara olha para o neto que finge já ter pego no sono. Então cutuca seu calcanhar:
         -Esse menino dormiu?
         -Ainda não, ainda não. Repetiu rindo com cocegas em baixo do pé onde a vó passou a fazer lhe cocegas.
         -Durma bem! O deu um beijo na testa, ajudou-o a cobrir-se.
         -Bom descanso pra você também. Cara sai e apaga a luz. Deixa a porta meio fechada, entrando um feche de luz. O neto fecha os olhos. Em seguida este tem impressão de ter duas pessoas perto dele, da cama:
         -Vó, mãe? Olha e pensou ver vulto, diz: -Ah, não é ninguém! Agarra-se ao pano e volta a dormir.
         Lá fora uma estrela cadente passa pela frente da lua cheia.
         Fim.
    Este é o fim! Agradeço a leitura.
  • A fé 2 O fim para história de um vampiro capítulo 7 de 12

    Capítulo 7
         O dia se faz, Cachie se queimou por um mínimo momento até que chegaram ao destino, foi para o porão da igreja. Antes olhou os detalhes desta renovada que foi senário para a partida dele para outra dimensão. Mas Carlais havia escolhido tal lugar por ter internet e conhecer o padre que pode lhes emprestar o notebook para que ela use o Pendrive para em fim saber quem são os sequestradores.
         O sol quente, as nuvens passavam por este e sorriam ao fazer sombra em um ou outro lá em baixo. O padre não estava, só estava quem arruma a igreja, este disse que o padre voltaria pouco antes do anoitecer. O garoto que limpa tudo ali não tinha notebook, apenas celular e ela tinha o dela ao qual recebeu uma ligação. É a irmã de Bernar dizendo que estaria ali somente à noite e que ela rezasse pelo irmão, estava a avisar o restante dos familiares. Tendo que esperar até a noite era bom porque Cachie poderia sair da escuridão em que estava para a escuridão em que vive.
         Cachie tinha pego o livro que tinha deixado na casa da filha, já Carlais com a correria e a ligação para irmã do ex marido esqueceu que tinha que olhar os arquivos do Pendrive, esquecendo de pegar o notebook da filha, esta que estava dando toda atenção a filha que chorava muito, até que se acalmou.
         -Eu tenho fé que minhas meninas vão serem felizes quando tudo isto for resolvido. Dizia Carlais de si para consigo, saindo um momento da igreja, se perguntou se o vampiro ali teria fome e logo foi saber e soube que talvez tivesse na noite de amanhã.
         Carlais conversou com a filha e a neta:
         -Vocês perderam a quem acreditavam erroneamente que lhes amava e agora tem a quem esta cheio de amor para lhes dar. Lamentavam a morte de Claus e os sentimentos ruins que ele guardava no peito.
         -Eu o amava, o guardarei como algo bom, mesmo sendo como foi. E mudava de opinião: -Como aquele maldito pode fazer isto, fingir por tanto tempo e como não pude perceber que ele não me amava, não nos suportava. Praguejou-o e ouvia a mão dizer que tudo ficaria bem.
         O padre chegou, perguntou se estava tudo bem, Carlais acrescentou que encontrou a neta, o padre ficou feliz e Carlais ao pegar o notebook correu para o porão.
         -Vamos fazer isso! Dizia o livro para Cachie que desviou os olhos que viam o livro parar de brilhar, a pouco brilhava intensamente, para dar atenção para os que ali chegaram.
         -Vamos em fim saber quem são os envolvidos no sequestro. Disse Cara enquanto a mãe já ligava o notebook.
         O Pendrive não funcionou.
         -Como assim, tem que funcionar.
         -Tenta de novo. Foi o que Carlais fez após ouvir Cachie e Cara.
         Desta segunda vez funcionou e ela abriu a única pasta onde tinha dois documentos, o primeiro estava escrito que o principal envolvido no sequestro é Claus.
         -Aquele desgraçado! Cara e Cachie soltaram estas palavras de raiva juntos. O segundo arquivo foi aberto e neste constava um segundo envolvido, um homem de cabelos brancos que nenhum conhecia.
         -Temos que encontrar este homem para segurança de Laischi! Os mandantes estavam definidos. Mas para Cachie já não importava, pois ele tinha a ideia que segue:
         -Não importa mais, não dá mais para vocês viverem aqui, vou levá-las para a dimensão em que estive por muito tempo! Antes que questionassem sobre a magia ele acrescentou: -Antes não se podia levar familiares, mas esta regra foi quebrada já fazem 7 anos.
         Elas achavam que tinham que pensar, mas preocupadas disseram um positivo, foi então que Cachie falou um detalhe:
         -Só podem entrar 3 pessoas no portal, ou seja, eu fico! Estas palavras não soaram boas.
         -Não, nós daremos um jeito de vivermos aqui, vamos para o mais longe possível. Cara sabia que poderiam viver bem em algum lugar, porem para o pai este lugar era único, a outra dimensão.
         -Já está decidido!
         -Vô, você tem que ficar conosco! Laischi queria aquele vampiro que por muito tempo foi apenas uma história contada por sua vó.
         -Entendam o que quero é a felicidade de vocês e está acontecendo eu estarei feliz onde estiver. Carlais também sabia disso, e para ela também o que importava era a felicidade das garotas. O livro falou:
         -Já iniciamos o pedido magico da abertura do portal, acontecerá em 7 dias. Se vocês não forem terão de dar oportunidade a outras pessoas, qualquer pessoa.
         -Elas vão! Cachie estava decidindo por elas.
         -Você não pode ficar longe de nossas garotas.
         -Será como se eu não tivesse voltado, estarão em suas vidas normais, só que em um mundo melhor. Falou prosaicamente como se estivesse tudo bem.
         Não tinha jeito a escolha era partir e partiriam! Carlais pensou nas garotas e disse decidida:
         -Nós vamos!
    Fim do capítulo 7, em seguida o capítulo 8.
    Você que ainda não leu os capítulos anteriores, leia nas paginas do meu perfil. E se quer ler o livro que deu origem a esta serie, este se chama A fé A triste história de um vampiro. Já está postado completo no meu perfil. Ótima leitura continue lendo.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 10 de 14

    Capitulo dez

         Ergue-se uma mão, saindo de um tumulo no cemitério da cidade grande. Já passou do meio dia, o sol já está no alto e um corpo consegue sair da cova. Segundos atrás:
         -Está escuro, estou cega? Uma batida: - Me falta ar! Outra batida: - Estou presa! E começa a bater desesperadamente.
         -O ar me veio quando consegui erguer a mão. Uma mulher sai coberta de areia, sentiu uma breve dor na cabeça que a fez voltar a si, em suas memorias. Olhou seu nome na taba e ao ver o anel o pegou e o colocou: - Mãe!
         -Carlais, filha?! Outra mulher olhava-a incrédula.
         -Sou eu!
         -Mas Cachie disse que para salvar sua alma do mal atirou em seu peito!
         -Ele não acertou meu coração!
         -Você é um monstro agora, terá que sair dessa cidade! E Carlais pensou depois falou:
         -Se Cachie não acertou meu coração o fez de proposito, para que eu vivesse! Será que por gostar dela, amá-la?
         -O que pretende fazer agora?
         -Preciso encontrá-lo!
         -Mas ele a deixou ao te enterrar aqui!
         -Agora nós dois somos monstros e podemos fugir juntos, continuar juntos!
         -Pra sempre? A mãe se perguntou e disse: - Precisa ir antes que te cassem! Orientando-a e completou após Carlais a dar ouvido: - Boa sorte em sua vida de monstro! Carlais correu rapidíssimo. Sentiu-se como se sentisse agora o que seu namorado sentiu, o que ele passou, as decisões que tomou, entendia em parte o que aconteceu com seus sentimentos, sua vontade e obrigação de partir, para proteger-se e a quem amava. Era uma nova vida e ela acreditava que poderiam viver juntos em paz em algum lugar:
         -Eu tenho fé!
         Na casa de Cachie, uma mãe chorava ao arrumar a cama do filho que teve que partir e partiu seu coração ao se tornar um vampiro. Candelária saiu e fechou a porta do quarto de Cachie, mantinha todas as coisas dele nos devidos lugares, não pela esperança de ele voltar, mas para lembrar como ele deixou e teve que sair de sua vida. Saiu levando uma caixa que pretendia deixar no tumulo ao qual deveria estar seu filho e a namorada, pois ficou sabendo pela mãe de Carlais que Cachie havia a enterrado em sua cova. E de certa forma para Candelária os dois estavam realmente enterrados ali.
         O pai de Cachie estava em casa e ligou o aparelho de som como de costume deixava o som nas alturas:
         -Baixa este som! Candelária gritou, a vida deles seguia, foi nessa hora que Carlais saltou quebrando a janela e entrando, invadindo o quarto não sendo discreta, mas sem ninguém perceber da mesma forma.
         Começou a pegar as roupas de seu namorado, jogá-las na cama e depois começou a cheirá-las:
         -Preciso de seu cheiro, sentir seu cheiro, sei que vou te encontrar! Estava desesperada: - Tenho que encontrá-lo! Será que ele fez o que fez sabendo que eles se veriam outra vez? Enquanto ele tinha o objetivo de ir a outra dimensão onde todos são felizes, ela tinha a intenção de encontrá-lo, a todo custo e serem felizes juntos.
         Candelária ouviu um barulho vindo do quarto, após ela mesma baixar o som e o ouvinte não se importar, foi ver o que era e deu de cara com Carlais:
         -Você, não está morta?!
         -É Cachie fez por mim o que Carlos fez por ele!
         -É o que parece, agora que te vejo vivinha, o que está fazendo, procurando algo? Ela disse um nome:
         -Cachie!
         -Nessa bagunça? Ele não está aqui, partiu com Carlos!
         -O cheiro dele, é o que preciso! Sendo mulher loba o encontrará fácil.
         -Não vá agora, tenho uma coisa pra você! Candelária pegou a caixa e disse que era para Carlais que perguntou curiosa:
         -O que é isto?
         -Abra! Ela abriu e tirou de dentro um lindo colar: - É o presente que meu filho ia te dar antes de morrer, ele me mostrou e agora pouco o encontrei e ia levá-lo ao tumulo de vocês já que foram enterrados juntos. E estando Carlais ali ela resolveu entregar: - Deixe que eu coloque em você!  Ela coloca e ouve:
         -Obrigada, agora tenho que ir!
         -Sim, encontre meu filho e sejam felizes se possível.
         -É possível, será! Afirmou Carlais antes de sair por onde entrou deixando também um adeus.

    Veja em seguida o capitulo onze.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 11 de 14

    Capitulo onze
         Ao anoitecer saíram no caminho e chegaram a uma casa:
      -Deve ser aqui que o vampiro que procuramos mora. Disse um deles. É uma casa velha com alguns vidros de suas janelas quebrados, talvez por pedras que foram atiradas ali.
      -Ou ele passou por aqui, ou está aqui, vamos entrar!
         -Olá! Disse outro.
         -Parece não ter ninguém. Cachie falou antes de gritar: - Alguém aí? Será que encontraram o que procuram?
         -Será que tem magia a protegendo? Carlos como um bom caçador de monstros perguntou. - Parece abandonada, talvez ele só tenha passado aqui para pegar algo. E completou: - Vamos entrar!
         A porta esta trancada e foram ver as janelas que também estão.
         Os três ouviram um som que um deles provocou:
         -Tá maluco, arrombou a porta. Carlos se assustou por isto disse o que disse e Cachie que abriu a porta com um chute perguntou:
         -Você queria ficar fora?
         Quando entraram morcegos saíram da árvore ao lado da casa fazendo barulho e a fada disse que estava com medo e mesmo assim entrou seguindo os dois. Cachie apertou o interruptor da luz e este fez acender foram velas em vários pontos da casa a iluminando.
         -Que espaçosa. Carlos notou.
         -Ele não está aqui, mas vamos pegar um de seus livros de magia, com ele, por ele usar magias dele eu posso usar a minha para encontrá-lo e dessa vez irmos direto a ele!
         -Bom, vamos fazer isto deve estar no quarto! Cachie entrou e cassou um livro ao encontrar voltou e ao voltar se deparou com Carlos e Moná rendidos por dois vampiros e um homem que aparentava ser caçador, este o surpreendeu e o bateu na cabeça com um pedaço de madeira, mesmo assim ele pensou em reagir, mas logo ouviu:
         -Se renda e não ferimos seus amigos! E logo estavam os três presos amarrados sentados em três cadeiras juntos, Carlos ao lado de Moná e Cachie de costas para Moná.
         -Já dissemos que estamos à procura do mesmo que vocês, o vampiro!
         -Jefrei! Um dos vampiros o especificou e disse: - Se vocês não são especiais para ele então não precisamos de vocês pra nada.
         -Somos sim, sou sobrinho dele! Carlos se apressou a dizer, mentindo e ouviu:
         -Um sobrinho humano, interessante. Carlos se sentiu melhor ao ouvir as ultimas palavras, sinal de que sua mentira funcionou.
         -O que querem com ele? Outro vampiro perguntou e a fada desta vez respondeu:
         -Magias!
         -E vocês? Cachie perguntou com um ar de raiva.
         -Ficamos sabendo que ele levará pessoas a outra dimensão e estamos preparados para forçá-lo a sermos estas pessoas. Explicou o caçador agressor.
         -Vamos procurar por pistas dele, vasculhem a casa! O caçador ordenou e ouviu de um dos vampiros:
         -Podem ir, um de nós tem que ficar aqui vigiando estes três antes de resolvermos apagá-los. O vampiro se expressou e os outros foram cada um para um lado. Ao ouvir isto Carlos disse:
         -Mate a nós dois, mas deixe-o ir. Se referindo a Cachie e concluindo: - Ele é um de vocês! Isto fez apenas os que saíram rirem.
         -Não o deem ouvidos! Cachie disse e estava preocupado, pois se eles descobrissem que Moná é fada a matariam na hora, sem pestanejar.
         O vampiro pegou o livro que Cachie tinha pegado e se distraiu o folheando e os três prisioneiros conversaram:
         -Vira fada, assim você se solta e nos salva! Carlos tinha esta ideia quebrada por sua remetente:
         -Não posso, eles me matam, não consigo lutar contra eles. E jogou a ideia a Cachie:
         -Vai você Cachie vira morcego e se livrando das cordas o ataque!
         -Mas eu não sei como fazer isto!
         -Eu te ajudo por instinto você sabe e com minha ajuda, um toque de magia vou te fazer ter êxito! Dá-me a mão! Eles afastaram as cadeiras e deram as mãos de costas. - Por ser magia sua transformação quando você voltar voltará com suas roupas. A fada explicou pintando um climinha. Após um brilho em suas mãos Cachie de um piscar virou morcego e ficou a bater as asas voando sobre as cadeiras.
    vetor do bastão do vampiro 1232195-Conseguiu! O vampiro o olhou e disse:
         -Como não imaginei isto? Mas disse ter a solução, pegou uma estaca. Cachie desvirou morcego para enfrentá-lo. - Você é um morcego morto! Disse o vampiro e a fada perguntou:
         -Vai matá-lo com o que?
         -Com esta estaca, logico. E ao olhar para mão viu que estava segurando uma flor. A jogou aos pés de Cachie e disse:
         -Vai ao mano a mano! Cachie pegou a flor e ouviu: - Vai me matar com uma flor?
         -Sei muito bem como matar um vampiro! Então Cachie esclareceu: - É uma estaca! Avançou e o acertou no coração, o vampiro caiu morto.
         -Porque ele pensou ser a estava uma flor? A fada explicou dizendo que fez magia e mexeu com a mente dele o confundindo.
         -Vamos sair daqui antes que os outros cheguem! Cachie os desamarrou e antes de irem Moná pegou um detalhe o livro e saíram. Os outros inimigos voltaram e viram o amigo morto depois saíram dizendo que eles pagariam.
         Um detalhe Cachie viu no céu ao sair, era lua cheia. Esta brilhava no céu e na casa onde estavam o corpo do vampiro estava lá e foi puxado e arrastado por algo que o devorou.
    Veja em seguida o capitulo doze.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 12 de 14

    Capitulo doze
         Na tarde seguinte está acontecendo o julgamento de Javá. Muitas pessoas estão presentes e se ouviu e ouviu:
         -Ele é culpado!
         -Ele passa informações aos inimigos!
         -Planejou e liderou o ataque que matou a família Tomasson. Um irmão do casal morto da família Tomasson esta presente e o julga culpado e está ali para ter a resposta, o veredito certo, assim não o julgaria errado, como pode estar a pensar.
         -Se uniu a vampiros! Javá questionou esta afirmação dizendo que sempre viu os vampiros como igualmente vê os humanos e isto não vinha ao caso. Nesta hora a mãe de Cachie pensou se esta errada ao imaginar a partir da transformação do filho que ele estava morto e em paz, ao invés de vivo e procurando a paz.
         Testemunhas, defesa, acusação. Candelária falou:
         -Ele tinha planos de me matar! E continuou: - Meu filho descobriu isto antes de morrer! Alguém gritou:
         -O filho dela virou vampiro eu os vi de papo na praça da igreja. Então foi perguntado:
         -Esta afirmação é verídica? Candelária fez uma pausa alimentando o silencio depois respondeu:
         -Não, meu filho está morto e enterrado! E após ouvir discórdia de Javá ela se levantou bateu na mesa e gritou: - Você pretendia me matar e vai ser preso por isto!
         Javá foi investigado e então o juiz disse às palavras que todos esperavam:
         -Javá é culpado! Batendo o martelinho e se assombrou quando viu uma arma nas mãos do homem da família dos Tomasson e ouviu:
         -É isto que eu esperava saber para te matar de uma vez! E atirou acertando o peito, o coração do inimigo. Após ser pego pelos guardas ele disse: - É bala de prata caso você seja o lobisomem que está aterrorizando pela cidade e morrerá mesmo assim!
         Candelária ficou assustada com o que ocorreu, mas saiu feliz por agora estar livre da ameaça de morte que corria contra ela. Perguntou-se como num lugar tão seguro um Tomasson conseguiu entrar com uma arma e imaginou que alguém dali ajudou. Em breve teriam um novo julgamento.
         Uma nuvem cobria a lua que não estava cheia.
         -É uma igreja! Moná disse e eles entraram:
         -É, mas não tem imagens e nenhuma cruz. Cachie se sentia desconfortável, mas conseguiu entrar:
         -Jefrei!
         -Como sabe meu nome? Não importa eu estava os esperando! Ele esta no altar e uma mulher se aproximou surpreendendo a uns ali presentes:
         -Carlais! Carlos disse e a fada assemelhou, juntando o que sabia:
         -Então esta é Carlais a que deveria estar morta.
         -Ela me mostrou uma foto no celular e eu contei os planos que tenho para você que é o namorado dela. Cachie os olhava atento.
         -Você vai me levar?! Ela meio que afirmou e continuou: - Você só pode levar a mim!
         -Não posso estou em divida com ela! E apontou para Moná que disse:
         -Euzinha querida! Jefrei se surpreendeu e disse:
         -Vejo que tem um confronto de pensamentos e duvidas, saiba que os outros que também convidei chegarão às proximidades das 12 horas, pois o portal será aberto às 12 em ponto, no bater deste grande relógio. E só então os que haviam chegado notaram o grande relógio que além de mostrar logicamente as horas era a única coisa que enfeitava a igreja. Jefrei concluiu: - Esteja pronto! E detalhou: - Os dois que irão!
         Carlais o olhou com olhos tristes, eles se olharam e Cachie disse com firmeza:
         -Moná quem vai comigo! Baixou a cabeça e quando levantou viu: - Você está usando o colar! Carlais se aproximou:
         -É sua mãe me deu dizendo que você me daria! Ele o tocou e perguntou:
         -Como chegou até aqui?
         -Não importa o que importa agora e você desistir de levar a ela. Ele não se explicou:
         -Não dá, já fiz minha escolha! Carlais gritou para Moná:
         -Você não vai! Mostrou os dentes:
         -Você é uma fera fique calma! Maná disse e se afastou com medo.
         Jefrei quis saber:
         -Uma fera?
         -Ela é uma mulher loba.
         -Sorte dessa aí que não é lua cheia. Disse se referindo a Moná colocando uma pitada de humor.
         -Você fez como eu fiz por você, por ela! Disse Carlos chegando a uma conclusão e com medo, pois isto poderia significar perdê-lo mesmo sem o portal.
         Cachie tinha três opções, mas já tinha sua escolha e apesar disto se sentia confuso. O que cada uma dessas pessoas significava para ele? Deveria pensar em algum critério e só depois escolher? Sua escolha estaria errada? Um vampiro ao sentir por muito tempo uma fada por perto ele começa a se atrair por ela, por isto quando resolveram matá-las eles fazem o mais rápido possível, para não cair em seus encantos que podem ser fatais.
         Moná está feliz e Carlais e Carlos estão tristes por terem que dar adeus a Cachie.
    Veja em seguida o capitulo treze.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 13 de 14

    Capitulo treze

         Cachie fez a pergunta mais obvia do momento:
         -Onde está o grande feiticeiro?
         -Aqui! Disse Jefrei apontando para o livro que esta no altar.
         -Ele é um livro? Moná se impressionou.
         -Olá! Disse o livro.
         Jefrei deu detalhes:
         -Ele se tornou um livro para que não fizesse magias para seu próprio feito. Apenas aqueles que leem tem seu poder, eu o tendo pude criar o portal juntando a magia dele e a minha, nossas sabedorias vão nos levar a uma dimensão de paz e prosperidade.
         -E a nós você também quis dizer! Disse um intruso e Cachie os identificou:
         -Vocês de novo. Dessa vez o caçador estava acompanhado de sete vampiros:
         -Dessa vez você não tem saída. E apontou para eles, e parou em Carlais dizendo: - Você primeiro, venha aqui! Cachie disse:
         -Não! E entrou na frente de Carlais, onde um dos vampiros se aproximou e deu um golpe em sua barriga.
         -Mudei de ideia, você! Apontou para Carlos e Cachie disse se intrometendo outra vez:
         -Não! E levou outro golpe no estomago, dessa vez foi o caçador que se aproximou e o golpeou. A fada fez algo sem pensar, ou pensando em proteger Cachie, ela acabou se entregando ao lançar uma magia que jogou o caçador longe se chocando contra parede.
         -É uma fada! Todos a olharam, dois vampiros jogaram uma faca contra ela, uma Carlais a pegou e a outra Cachie foi segurado pelo vampiro que estava próximo e Moná tentou desviar-se, mas a faca a atingiu e ela caiu. Carlos apenas gritou:
         -Cuidado! Mas foi tarde demais.
         Cachie tomou a frente do vampiro que dessa vez o deixou passar e ele tomou Moná aos braços e dizia repetidamente:
         -Não! E também: - Você tem que ir comigo!
         -Obrigado por ter tido fé em mim! Ela disse em suas ultimas palavras.
         -Como vamos vencer sete vampiros? Carlos perguntou e Carlais se adiantou dizendo:
         -São seis! E enfiou uma estaca no peito do que estava próximo a eles e este morreu e os outros mostraram os dentes.
         -Ataquem, mate-os! Disse o caçador e Jefrei se pronunciou:
         -Cachie e Carlos venham comigo para aquele quarto, menos você Carlais! Deu tempo de eles se trancarem e Carlais ficou cercada.
         -Agora! Disse o livro que estava em sintonia mental com Jefrei.
         -O que você pretende fazer, ela vai morrer, vamos ajudá-la! Cachie disse querendo sair e sendo segurado por Jefrei que executaria um plano:
         -Ela não vai morrer, nenhum deles tem uma bala de prata.
         -Mas não é lua cheia, como humana ela morrerá fácil.
         -Saiam! Gritou o caçador batendo na porta e o livro brilhou.
         As batidas na porta pararam e Cachie olhou pela brecha na porta enquanto Carlos perguntava o que está acontecendo.
         -É uma bola saindo do livro! Disse Cachie e viu Jefrei concentrado e concluiu: - Jefrei e o livro estão fazendo uma magia, estão criando uma lua cheia!
         Uma grande bola surgiu brilhando, depois ficou igual à lua sobre o altar. Então Carlais se transformou e eles ouviram vários gritos, pancadas, e Cachie via pouco pela brecha e notou após instantes que era Carlais quem batia na porta. Neste momento o livro disse:
         -É hora de parar! E a lua sumiu as batidas na porta pararam e Jefrei caiu nos braços de Carlos que o segurou perguntando:
         -Você está bem?
         -Sim! Ele respondeu e se recompôs.
         Cachie abriu a porta e viu todos os vampiros e o caçador mortos, ensanguentados. Carlais está no centro da igreja deitada cobrindo os seios com o braço e mão. Cachie pegou um pano que estava debaixo do livro e a cobriu com ele perguntando:
         -Você está bem?
         -Sim estou, fui eu quem fez isto com eles?
         -Sim! Cachie respondeu.
         -Está dando a hora! Disse Jefrei e eles olharam o relógio.
         Os outros chamados chegaram, eram um casal e mais duas mulheres.
         -Todos estão prontos, agora que você não tem mais Moná para ir contigo, quem você vai levar? Jefrei perguntou, mas esta foi a pergunta de Carlais e Carlos que o olharam.
         -Me leve, você não atingiu meu coração com a bala de prata porque me ama! Carlais tentou o convencer e Carlos se aproximou e pegando no ombro dele disse:
         -Me leve! E Cachie decidiu:
         -Carlos quem me deu esta vida é a oportunidade de vivermos juntos eu o escolho! E o beijou na boca, coisa que surpreendeu a todos e que Carlos tanto esperava, ansiava.
         O relógio bateu às 12 horas, zero hora e o portal se abriu. Com aquela demonstração foi uma despedida não teve palavras, os que deveriam entrar no portal entraram e em seguida o portal se fechou.
         Carlais chorou por uns instantes e coberta se dirigiu a saída da igreja que é a porta da frente.

    Veja em seguida o capitulo quatorze (Final).
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 14 de 14 (Final)

    Capirulo quatorze (Final)

         Em pé na porta da igreja esta uma pessoa, um homem que se aproxima e Carlais o identifica:
         -Padre! Então ele diz:
         -Venha minha filha. Disse como um pai, para todos seus fieis e concluiu: - Vou te ensinar a ser uma boa mulher lobo! Então Carlais caiu nas mãos do homem a quem antes estava caçando e com ele aprenderia, teria um caminho, novo.
         Uma velha, senhora, lia para sua neta e fechou o livro:
         -Esta foi minha história com seu vô!
         -Meu avô era mal? Perguntou a neta que ouviu em seguida:
         -Ele não abandonou sua mãe, apenas ele não sabia, nem eu sabia que estava gravida na época. Porque achou que ele era mal?
         -Ele a deixou com um filho na barriga e saiu para uma outra felicidade.
         -Ele era um homem bom!
         -Então não era mal?! A garotinha quis saber de novo e a senhora respondeu:
         -Não! Olhou para as estrelas lá fora e sorriu.
         -Mãe foi feliz sem um pai, eu tenho um pai!
         -Você tem sim! A velha senhora disse a abraçou e a fez um pouco de cocegas e depois respondeu: - Sim, acredito que ela é feliz, tem um bom marido. Mas teve a ausência do pai e isto não a impediu de crescer e ser uma boa mulher.
         -Mãe é filha de um vampiro com uma mulher loba?
         Carlais maio que desabafava para sua querida neta e teve que explicar:
         -Não, seu avô não era vampiro quando eu engravidei e nem eu era uma mulher loba.
         -Já sei por isto minha mãe é normal!
         -É os efeitos do ferimento que o lobisomem me fez não chegou a atingir a ela e ela nasceu como humana, igual a você! Carlais disse dessa vez cobrindo a neta para que ela dormisse bem. Foi então que viu que ela estava com o colar que Cachie a deu e disse para que ela tirasse para não a incomodar no sono. E a ajudou a tirar. O olhou bem, trazendo lhe lembranças e o guardou num portas joias que esta sobre a escrivaninha. Lembrou-se dos pais de Cachie, da mãe que a deu a joia em nome do filho. Lembrou que eles morreram numa casa em chamas, ninguém soube o que provocou o incêndio. Também se lembrou de sua mãe que morreu de morte natural. Já seu pai ela só o conheceu em fotos, morreu quando ela ainda era bebê, morreu caçando como um grande caçador da época, ela tinha esta descendência.
         Quando saiu de seus pensamentos olhou para neta que já dormiu, a cobriu direito e ela a olhou sorrindo, estava fingindo que tinha dormido e perguntou outra pergunta:
         -Você pensa em vovô?
         -Sim, talvez se ele soubesse que eu estava gravida teria me escolhido. Deu uma pausa e concluiu: - Espero que ele tenha aproveitado a felicidade.
         Dessa vez a neta dormiu mesmo e ela a cobriu direito, depois foi fechar a janela. Sentiu o vento e disse para si:
         -Cheguei até a ter fé que um dia ele voltaria para nós! E fechou a janela, olhou para o dedo ao fechar, esta usando o anel que é de família e o tirou e colocou na portas joias da neta, depois foi até a porta deu uma nova olhada para neta, apagou a luz e por fim soltou o trinco da porta a deixando parcialmente aberta.
         Lá fora, a passos de distancia sobre uma casa vizinha estava um homem, com sua super audição escutou tudo e a viu apagar a luz e sair e disse:
         -Eu vivi feliz com Carlos até ele morrer a dois anos e fiquei na solidão, então resolvi voltar! Ele morreu primeiro!
         A lua brilhava, mas não era cheia, as nuvens estavam espeças.  Após voltar ele a procurou por um tempo e a encontrou. No telhado da casa ninguém o notou. A brisa trazida pelo veto fazia um singelo friozinho da noite. As estrelas estavam se mostrando, com seu brilho encantador.
         Cachie respirou fundo:
         -Eu tenho uma filha e uma neta!
         Olhos abertos e os fechou deixando cair lágrimas.

    Este foi o fim deste conto, deixe seu comentário.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 2 de 14

    Capitulo dois

         -Nós estamos investigando o padre que acreditávamos que era um lobisomem.
         -Sim, lembro. Ela hesitou, mas continuou:
         -Fomos à igreja em noite de lua cheia, pessoas corriam do lugar.
         -A igreja do centro? Católica?
         -Você não lembra? Ele disse que não, isto significava que ela poderia mentir. As duas trocaram olhares. Carlais é o nome da namorada dele, ela dizia com os olhos:
         -Minta. E a mãe dele entendia.
         -Chegamos à igreja e o padre não estava lá, tinha saído quebrando uma das janelas. Parou e continuou: - Encontramos você morto lá. E pensou: - Não posso continuar. Ele notou nisso um ar de mentira:
         -Como assim, caçamos lobisomens e eu me tornei um vampiro? Tem algo errado, fale a verdade!
         Ela se levantou e quando ia contar a verdade Carlais se levantou e disse:
         -Você não pode contar a verdade a ele! A mãe dele questionou com um “mas” e ele se irritou:
         -Porque não?
         Ela se levantou e o abraçou, beijando-o no rosto, ele a puxou quando ela chegou em sua boca:
         -Eu te amo! Ela disse e ele perguntou:
         -Porque esta demonstração de afeto?
         A mãe dele disse com objetivo de contar a verdade:
         -Na igreja fomos atacados por um vampiro! Carlais tomou a frente do assunto:
         -Pare!
         -Não podemos esconder a verdade.
         -Um vampiro!? Cachie disse para elas e para si e Carlais concluiu:
         -Se vamos contar a verdade então Carlos deve estar presente, pois só ele pode nos explicar esta situação.
         -Mas porque ele? Então ela disse sem pestanejar:
         -Foi ele quem te matou! Ele ficou surpreso, pois os dois eram grandes amigos, a amizade deles estava acima de tudo e a mãe dele o defendeu:
         -Não, mas você está certa, só ele poderá te dizer a verdade. Ela o olhou pela primeira vez como ele é agora, como um vampiro e ele notou nos olhos dela uma pitada de ódio, a família odiava vampiros e outros monstros, só não as fadas, mas até as bruxas sim. E não eram só eles, a cidade é um lugar onde não aceitam monstros. Então ele percebeu que está em perigo de vida, morto, mas com perigo de morte.
         -Vou ligar para ele! Carlais disse, mas ele quis decidir dizendo, sobrepondo as palavras dela:
         -Não, vamos nos encontrar daqui a duas horas, nós três na casa de Carlos.
         -Por quê? Lá pode ter magias protegendo a casa. Carlais disse e ele explicou-se:
         -Não tem, vampiros não são alvo de bloqueios mágicos e eu conheço Carlos muito bem! A mãe dele questionou:
         -São 10 minutos até a casa dele, porque você quer 2 horas? E ele disse antes de se levantar e sair:
         -Tenho que me alimentar para não machucá-los. As duas sentiram um alivio no peito, sentiram que ele ainda se preocupava com elas, ele parecia o mesmo, e Cachie ouviu antes de sair pela janela:
         - Porque decidimos o que decidimos, foi errado! E porque deu errado? Era Carlais se lamentando de algo que ele não entendeu.
         O pensamento delas estava se alterando, estaria elas pensando errado sobre vampiros? Os monstros também amavam? Elas estavam em debate com a maneira que viviam, a caçar monstros. Toda a cidade estaria errada? E a mãe dele que se chama Candelária se perguntou:
         -O que será de meu filho agora? Significando que ela o adorava como ele a adorava, ainda adora as duas, foi o que pareceu.
         Ele ficou a pensar em cima de uma casa, ao lado de uma antena:
         -A quem eu vou matar? Alimentar-me-ei de que vida? Isso era novo para ele, e ele não queria matar humanos, a quem acreditava ser a raça perfeita.
         Caminhou e saltou por sobre as casas sem ser notado e viu o hospital e disse para si mesmo:
         -Sangue! Entrou para roubar bolsas de sangue e conseguiu, derrubou portas e disfarçado de medico andou por entre humanos e quebrou cadeados para pegar bolsas de sangue nos armários. Ninguém o notou e ao sair e beber do sangue em uma das praças da cidade ele pensou:
         -Já matei um homem, agora roubei sangue, mas até quando vou consegui ficar sem matar? O sangue que roubou logo foi bebido e ele definiu:
         -Logo terei que matar novamente para sobreviver!



    Veja em seguida o capitulo três.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 3 de 14

    Capitulo três
         Cachie estava a olhar a lua deitado num dos bancos da praça, então um homem se aproximou e disse:
         -Você fez um estrago no hospital, mas se sente melhor agora?
         -Quem é você, como sabe disto? Achei ter feito sem ninguém notar.
         -Acalme-se eu também sou um vampiro! Ele mostra as presas.
         -O que quer de mim? Perguntou curioso:
         -Você é novo e não irá sobreviver muito tempo nesta cidade revoltada contra nós dentuços. Cachie se assusta, pois sabe que o que ele disse é verdade:
         -Está me oferecendo ajuda? Como você consegue viver aqui? O homem revela:
         -Ofereço mais que ajuda, um grupo de vampiros está com um mago super poderoso e estes vampiros vão para uma dimensão onde o mal não existe, todos vivem juntos e bem e estou te oferecendo um lugar comigo.
         -Por quê? O que irá querer em troca?
         -Nada, estou sozinho a anos e tenho que levar alguém e este alguém pode levar alguém, seja que monstro ou humano for, é isto, te escolhendo, como sou um líder te dou o direito de levar alguém, mas não pode ser de sua família. Ele questiona:
         -Por quê?
         -Porque são as regras que nós os lideres criamos!
         Surgem dois humanos caçadores de monstros e o cara diz:
         -Estes estão na minha cola, fuja! Eu te encontrarei depois de alguma maneira te farei a seguinte pergunta: Você vem comigo?
         O homem joga um dos caçadores contra um balanço. Cachie corre, mas um homem aparece e ele ergue alho contra Cachie que se afasta, mas tem uma ideia, arranca o banco do chão e joga contra o caçador que cai e ele consegue fugir.
         Ele para sobre uma casa e é surpreendido por alguém que bate na cabeça dele e ele cai do alto da casa. Lá em baixo outro homem o rende e prende suas mãos e pés:
         -Você vem conosco!
         -O que querem comigo?
         -Você vai saber! Ele é levado a um seleiro e lá dois homens conversam com ele:
         -Morrerá queimado ao amanhecer!
         -Eu sou como vocês, não se lembram de mim, você é um do grupo ligado a minha família eu te vi numa das reuniões! O cara finge não saber e apenas conclui:
         -Esta conversa não passa de um aviso e já foi dado! Eles saem, antes de amanhecer ele é amarrado sobre o teto de uma casa.
         Cachie se esforça e consegue se soltar caindo dentro da casa ao quebrar o telhado, os caçadores só depois veriam que ele conseguiu fugir. Ele vai se refugiar no deposito do cemitério, esperando anoitecer para rever sua família. Nessa espera ele vê Carlos ir deixar flores em seu tumulo.
         Um homem chega perto do tumulo e sorri ao ver que está tudo bagunçado, repara que algo saiu dali, este é Carlos e ele ouve seu nome e quando olha vê Cachie no deposito e pergunta ao chegar perto:
         -Posso entrar ou você vai me matar? Cachie se surpreende e pergunta:
         -Como sabe que posso te matar, falou com mãe e Carlais?
         -Não é que vi teu tumulo destruído. Ele tenta se explicar e Cachie apenas não liga pro que ele diz e pergunta:
         -O que você tem haver com tudo isto que está me acontecendo?
         -Sua família não te contou?
         -Não, disseram que deveríamos estar eu você, Carlais e mãe, juntos para que eu vinhesse a ter respostas
         Cachie ataca sem querer o amigo, que diz:
         -Me mate, mas saiba antes que eu te amo! Cachie o larga e diz:
         -Fuja! Ele consegue sair, Cachie sai para seguir e matar o amigo, mas é queimado pelo sol e recua. O amigo sabendo que está seguro volta e diz:
         -Você tem que sair dessa cidade já que não é mais um de nós. E conclui: - Revelarei tudo, nos encontre na praça da igreja às 8 horas e não se preocupe não entraremos na igreja e escolho lá por os caçadores acreditarem que nenhum vampiro goste de lá. Ele sai correndo com pretensão de chamar as mulheres da vida de Cachie e informá-las, coisa que a família dele não fez para com Carlos, elas marcaram na casa dele e Cachie nem sabe se realmente foram, mas acredita que ficaram o esperando fora e como ele não apareceu ficaram se perguntando o que tinha acontecido e voltaram pra casa sem falar com Carlos.
    Veja em seguida o capitulo quatro.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 4 de 14

    Capitulo quatro
        Cachie vai atrás de se alimentar quando anoitece, vai atrás dos caçadores, assim matará a quem não gosta para ele esta era uma boa escolha. Ao chegar os ouve:
        -Quem era aquele vampiro que diz ter te conhecido?
        -Era o filho de Candelária, aquela que não tem a mínima ideia de que nós caçadores estamos traindo o clã por estas lindas pedras preciosas.
        Ele derruba as pedras após segurá-las com a mão, deixa cair sobre uma caixa. Ele então continua ouvindo e vê que eles têm o plano de matar a sua mãe.
        Cachie ataca os três caçadores que estavam desprevenidos, mata dois e rende o outro a quem tem interesse de arrancar informações:
        -Quem está no comando? Ele não diz e Cachie insiste: - Vou beber seu sangue e atirar seu corpo na praça!
        -Não me transforme em um de você, por favor, não! Cachie percebeu que ele era como ele a ultima coisa que queria, desejava era virar um monstro, um de seus alvos.
        Após insistir um pouco mais ele disse:
        -É Javá quem tem tudo planejado! E diz mais, após Cachie tirar lhe sangue da mão com seus dentes: -Ele planeja tudo a ser executado no sábado! Faltavam dois dias e Cachie não o perdoou dizendo:
         -Sou um vampiro agora, agora sou um pecador! E mordeu o pescoço do traidor dos caçadores, se alimentou dos três assim não iria tentar ferir os queridos a quem veria logo. –Tenho que contar a minha mãe para ela ficar alerta e entregar Javá que é um bom e inspirador caçador de monstros da região, o próprio Cachie tirava sua inspiração do que ouvia dele.
         Não era noite de lua cheia, o padre suspeito de ser um lobisomem dava a sua missa normalmente. A praça estava movimentada pelos fieis entre eles três pessoas em especifico a quem Cachie se dirigiu ao chegar.
         A água no enfeite da praça era jogada para cima por bombas de água e enfeitavam o lugar.
         -Bom, estamos todos aqui, antes de vocês falarem eu quero falar! Ele recebeu um abraço choroso da mãe depois da namorada e por fim o amigo se aproximou, o olhou nos olhos e quando eles apertaram as mãos ele o puxou para si e Cachie aceitou seu abraço que foi prolongado até ele se afastar.
         Ele começou:
         -Mãe descobri que tem traidores no nosso grupo, ex grupo, você entendeu, e este você não vai acreditar, ninguém vai, será uma tarefa difícil para você, mas você tem que convencer a todos, pois ele tem planos de te matar!
         -Você está falando de quem filho?
      -Javá! Todos os três o olharam incrédulos: - Eu matei aquele caçador que nos ajudou no fim do ano passado e a dois amigos dele e foi por ele que descobri os planos de Javá!
         -É inacreditável, mas acredito em suas palavras!
         -Tenha cuidado, não sabemos quem ou quantos estão envolvidos nessa traição.
         -Terei cuidado e seu pai vem amanhã, ou seja, estarei protegida e entregarei Javá aos nossos superiores.
         Um garoto passou e falou para a mãe dele que estava a seu lado:
         -Mãe olha ele tem aparência de um morto! Ele virou o rosto e a namorada dele disse para mulher sorrindo:
         -É maquiagem!
       -É filho aqui próximo à igreja seria o ultimo lugar onde um vampiro se divertiria ou passaria seu tempo! O garoto olhou nos olhos de Cachie que dessa vez o encarou com a cara feia e o menino saiu com medo enquanto a mãe dele saiu sorrindo.
       -Agora que estamos todos que devem estar presentes aqui é hora de começar a me contarem o que tanto quero saber, porque acordei debaixo da terra e como um vampiro?
       -Antes de tudo você tem que acreditar em nossos sentimentos, nós o amamos! Disse a namorada.
       -Eu tive fé! Disse Carlos que perguntou após: - Quem irá contar?
       -Eu falo! Respondeu a mãe dele.
       -Porque tanta cerimônia para dizerem o que pode ser simples, eu fui atacado e me transformei!? A namorada disse:
       -Foi isto! E a mãe a desmentiu:
       -Não foi bem assim. E ela tocou o rosto de Cachie ao iniciar a história.
    Veja em seguida o capitulo cinco.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 5 de 14

    Capitulo cinco

         -Estávamos atrás do padre e ele fugiu, mas fomos atacados por um vampiro que conseguiu entrar na igreja, estava fraco, podíamos e íamos vencer, mas ele estava acompanhado, humanos nos renderam e disseram que era para nós vermos que todos são iguais. E a namorada prosseguiu:
         -E o vampiro lhe mordeu com a intenção de torná-lo vampiro, o mordeu na nossa frente.
         A memoria veio aos poucos:
         -Lembro que gritei me matem!
         -Nos perdoe, e foi isso que fizemos! E elas olharam para Carlos e concluiu:
         -Achávamos que tínhamos feito. Carlos continuou a história:
         -Eles nos deram a estaca para decidirmos se o mataríamos ou teríamos que deixar você se tornar vampiro.
         -Seu pai foi o primeiro a dizer, mate-o! Carlos pegou a estaca e disse que faria isto! Deram uma pausa e seguiram:
         -Nenhum de nós hesitou.
         -Talvez eles tenham nos amaldiçoado por termos matado tantos monstros. A mãe tentou explicar.
         -Sim, vocês deveriam ter me matado, mas o que ouve?
         -Eu tive fé, eu tenho fé! Disse Carlos.
         -Porque você não o matou? A namorada perguntou e ele respondeu em fim:
         -Eu tenho fé e estou certo, você continua sendo você, mesmo morto!
         -Não, ele é um monstro agora! A namorada disse.
         -Vocês decidiram me matar ao eu ser vampiro!
         -Sim filho, foi pro seu bem! A rejeição estava no olhar das duas e Carlos concluiu:
         -Eu fingir ter acertado seu coração com a estaca!
         -Você não acertou meu coração, por isto estou aqui!
         -Eu te amo! Carlos disse e a mãe dele irritada também comentou:
         -Nós o amamos! Cachie ficou sem saber o que pensar:
         -Se fosse por nós você tomaria a mesma decisão! A namorada disse e gritou para Carlos: - Porque você fez isto?
         -Eu já respondi! Cachie e Carlos trocaram olhares. –Eu vou para outra cidade com você, farei tudo por você! Disse Carlos e Cachie ficou calado depois disse:
         -Agora eu vejo que apesar de pecadores, vampiros também tem uma vida.
         -Pecadores por matarem humanos! A mãe dele declarou.
         Eles repensavam sobre sua maneira de vida, na real eles também matavam porem acreditavam que eram monstros e não passavam disso. Tudo era muito para eles, principalmente para Cachie que teria que viver como um de seus antigos inimigos, o que seria deles agora? Aliados? E elas não sabiam o que fazer só, queriam ser perdoadas, mas criticavam Carlos do fundo do peito, chegando a desejar que ele morresse por ter feito o que fez.
         -O que você vai fazer? A mãe perguntou e ele disse que não sabia.
         -Já disse que vou com você, pois eu decidi por todos ao escolher que te deixaria se transformar. E incluiu: - Já disse que fiz por amor.
         -Eu não sei o que dizer. A namorada disse tentando explicar que ainda o amava ou amava o morto que deveria estar debaixo da terra.
         Finalmente ele falou:
         -Vou e volto amanhã neste mesmo horário para me despedir de vocês todos e sairei sem rumo certo, é o que farei!
         -Nós podemos escondê-lo! A mãe tentou, mas ele concluiu as palavras dela:
         -Até quando? Ele disse até amanhã e antes de sair ouviu de sua mãe:
         -Amanhã seu pai estará aqui para se despedir!
         Carlais se aproximou de Carlos e o deu uma tapa na cara e disse:
         -Isto é o que acho de seu amor por meu namorado! Carlos apenas tocou seu rosto machucado, não reagiu, nem teve impulso de devolver de alguma forma.  Carlos estava triste por Cachie não demostrar alguma reação a seu amor, talvez pensasse que este seria muito para ele pensar, já que tinha problemas maiores, ou ele apenas tinha para com ele o que sempre tiveram uma grande amizade.
         -Tenho que reencontrar o vampiro que disse que existe outra dimensão, talvez nesta eu possa ser feliz. Ele já não estava preocupado com a mãe, estava tão perdido que já não se lembrava de que aquela que o queria morto poderia ser morta. Será que o amor ainda existia nestes quatro? Talvez enfraquecido.

    Veja em seguida o capitulo seis.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 6 de 14

    Capitulo seis
         Cachie ouve uma voz que parece vim de sua própria mente:
         -Eu vi o vampiro lhe oferecer um lugar bom para nós monstros.
         -Quem é você? Apareça!
         -Ainda não, pode ser perigoso!
         -Não vou te machucar!
         -Como pode garantir? Ele cansado desiste de uma possível insistência e vai ao ponto: - O que quer?
         -Quero ser a pessoa escolhida por você!
         -O que terei em troca? A voz é feminina e ela foi direta:
         -Eu te levarei ao vampiro certo!
         -Você sabe onde ele esta?!
         -Não, mas juntos o encontraremos em breve!
         -Como juntos se você nem aparece?!
         -Tenha fé! Ela disse e ele se lembrou das palavras de Carlos.
         -Vou pensar se precisarei da sua ajuda!
         -Diga sim, eu não voltarei aqui, estou de passagem, por favor.
         -Apareça!
         -Você sabe, deve saber que os vampiros estão matando fadas por nós ajudarmos humanos.
         -Eu odeio vampiros! Após segundos em silencio começa a chover ela surge de um brilho com um guarda chuva rosa e fica ao lado dele se protegendo e a ele da chuva.
         -Olá está é minha forma humana.
         -Você é linda, como dizem que todas as fadas são!
         -Como dizem?
         -Primeira vez que vejo uma e em fotos quando vocês apareciam só surgem brilhos, não dá pra ver que são tão belas.
         -Vai querer minha ajuda? Vamos ser uma equipe jamais vista.
         -Sim, perdi tudo que tinha ao virar vampiro e você por ser fada já merece meu respeito, pois fui por muito tempo humano, mais que vampiro.
         -Por eu ser fada?
         -Gostei de você logo de cara, vamos sim juntos a este paraíso que o vampiro me ofereceu.
         -Ah que bom! Comemorou a fada sorrindo.
         -Me encontre sobre o edifício verde ao lado da praça da igreja às 9 horas. E dali dará inicio uma jornada ele disse.
         -Sim, claro! A fada falou antes de se transformar em fadinha e sair brilhando, voando com suas asas.
         Cachie tinha tido uma revira volta em sua vida, perderá tudo creia, mas aos poucos foi vendo que estava construindo algo novo. Viverá como algo que odiava, já agora odiava o que era também, ao ver que os caçadores planejavam matar sua mãe.
         A fadinha saiu pensando que ele deveria ter um pouquinho mais de fé. Ela tinha fé e fugia de vampiros que estavam contra humanos, haviam destes que se revoltaram contra fadas.
         Cachie ficou na chuva perdido em seus pensamentos até o sol nascer e ele se esconder. Ficou em uma casa, de desconhecidos, percebeu, viu que os moradores não estavam, ficou lá. Na hora do almoço estes chegaram. Um garoto subiu para o quarto que ficava na primeira porta acima e deu de cara com Cachie:
        -Você, o que faz aqui, homem vampiro?
        -Você, logo uma criança. Cachie se deteve até que o menino gritou:
        -Mãe, pai! Eles logo subiram e o homem da família perguntou com ar de agressividade:
        -O que quer conosco, como entrou aqui? Cachie mostrou os dentes sem querer e a mulher disse mantendo a calma ao filho:
        -Querido vá para casa de seus avós e só volte amanhã, diga a eles que nós tivemos que sair, mas não volte hoje aqui, nem com eles nem com ninguém! O pai apressou-se:
        -Corra! Ele obedeceu.
        -Eu não quero matar vocês só preciso me controlar! Cachie não se controlou e matou o homem, já a mulher ele se controlou, estava aprendendo e tinha melhorado, mas se ela saísse iria chamar os caçadores, então para sua proteção, pois não podia sair ele se alimentou do sangue dela, já não precisava mais de sangue e poderia ao anoitecer ver sua família.
         Após um belo crepúsculo Cachie ainda matou uma pessoa, e sabia que estes incidentes todos só trariam caçadores e ele tinha que sair da cidade o mais breve possível. Às 8 horas a igreja estava cheia de fieis, a praça pouco movimentada, já que todos estavam dentro da igreja, mas tinham dois detalhes: Primeiro o padre era outro e segundo era dia de lua cheia.
    Veja em seguida o capitulo sete.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 7 de 14

    Capitulo sete
         A lua cheia pintava no céu. Uma brisa era trazida pelo vento. As pessoas pareciam felizes, mas havia três que não, pois se despediriam de alguém especial neste dia. Um terceiro infeliz chegou.
         -Porque as armas? Todos se olharam assustados e a mãe dele explicou:
         -Ainda estamos caçando o padre, ninguém ainda acredita que ele é lobisomem, mas nós vamos provar quando matá-lo! Cachie os avaliou com os olhos. Carlais com uma arma que certamente está carregada com balas de prata. A mãe largou a espada e olhou o seu marido desesperada, ele tinha tirado uma estaca da jaqueta e foi atacá-lo e para proteger o filho ela fez o que pode, gritou o alertando, então Cachie conseguiu se afastar se não fosse ela, ele teria sido morto, mas o pai dele não desistiu e continuou o ataque gritando:
         -Você é um monstro! A mãe caiu sobre o marido e o segurava ouvindo: - Ele é um monstro, agora, temos que matá-lo!
         -Pai!? Cachie o olhou incrédulo. - Sou eu! Disse com a voz mansa. Carlais que também estava chocada prestou atenção em outra coisa e anunciou:
         -Ouviram isto? Todos prestaram atenção e nada:
         -É o vento agitando os galhos. Carlos tentou explicar, pois tinha uma mata que pegava um dos lados da praça. Primeiramente um vulto apareceu em frente a eles, em meio a eles, só depois perceberam ser um lobisomem.
         Carlais mirou e atirou, mas errou o tiro e o monstro primeiramente golpeou a mão que ela erguia com a arma a jogando longe e em seguida ela assustada o olhou e ouviu alguém dizer:
         -Façam alguma coisa! Não reparou quem foi, mas ouviu em seguida de Cachie:
         -Vocês sabem que eu odeio vampiros e tenho medo de lobisomens, não posso fazer nada, não consigo me mexer. E terminou com um grito: - Carlais!
         O lobisomem deu um golpe na barriga dela que a cortou em quatro unhas, listras que sangraram e o povo saíram da igreja e o pai de Cachie tirou o isqueiro e acendeu uma das tochas que Carlos levava como proteção e espantou o lobisomem que logo saiu pela mata adentro.
         -Se afastem! Dizia o pai esquecendo-se de Cachie e este estava a dizer repetidamente:
         -Não! Assustado Carlos disse:
         -Vocês sabem o que vai acontecer com ela! Foi um lobisomem líder e ela irá se tornar um deles, um monstro. Carlais estava desmaiada nos braços de seu namorado ao chão que a segurava. Neste momento Cachie não se importou com o sangue, Carlais era mais importante. Ficou com as mãos cheias de sangue.
         -Eu decidi, vou com você para outra cidade, que o aceite. Carlos disse o que pensou por horas antes em dizer a Cachie que chorava. Candelária ainda em frente ao marido para proteger o filho apoiou a decisão de Carlos e completou:
         -É o certo filho, vá com ele!
         -Eu posso te machucar! Cachie estava preocupado com o que poderia fazer e Carlos disse aguentar as consequências que ele disse que ele mesmo criou ao decidir não acertar seu coração.
         -Eu imploro me deixe estar ao seu lado! Cachie deixou lagrimas caírem de seus olhos e disse:
         -Está certo! Todos da família ficaram aliviados e Carlos também. Mas agora tinham que decidir se deixavam Carlais virar uma mulher loba ou matá-la. Cachie disse: - Se ela decidiu me matar, eu acredito que o que ela queira para si, é o mesmo que desejou a mim!
         -Nós decidimos que você está certo! Disse a mãe dele que o viu se levantar. Cachie caminhou até a arma com balas de prata que Carlais deixou ao chão, à pega e diz:
         -Eu faço isto! E gritou: - Vão embora todos!
         As pessoas saíram uma a uma e o pai dele ainda meio que rendido pela esposa disse:
         -Boa sorte em sua vida de monstro! A mãe correu. Beijou o filho e disse:
         -Denunciei o Javá como traidor, ele será levado a julgamento, será investigado e julgado, eu e os investigadores seremos a acusação. E completou com: - Adeus filho! E quando ficaram apenas Cachie, Carlos e Carlais, Cachie apontou a arma ao peito de sua namorada, respirou fundo e após um adeus, atirou!
    Veja em seguida o capitulo oito.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 8 de 14

    Capitulo oito

         Um brilho às 9 horas sobre um edifício verde significava que certa pessoa esperava Cachie. Mas não foram as nove em ponto que ele chegou a fada teve paciência e coragem para continuar ali tendo fé ao acreditar que tudo daria certo.
         -Desculpe a demora, é que fui enterrar uma pessoa muito querida!
         -Enterrar?! A fada se assustou, ele explicou e contou com a ajuda dela para irem avisar a família de Carlais. Tinham a enterrado no mesmo tumulo de Cachie e avisariam a família para ir fazer orações a sua querida.
         Ao chegarem, já disseram ter uma noticia ruim. A mãe de Carlais os recebeu primeiramente a Carlos e a fada que se apresentou primeiramente a eles quando estava no alto do edifício verde e agora a mulher que os recebia se identificando como Moná.
         Antes a fada tinha enviado uma magiazinha em uma carta que dizia que a filha dela tinha morrido e após a fada ver que a destinatária leu e chorou Cachie resolveu que deveriam fazer isto pessoalmente.
         E quando a mãe de Carlais viu Cachie entrar seguindo atrás dos outros dois ela se assustou:
         -Todos nós fomos ao seu enterro. Chateado Cachie disse:
         -É eu me tornei vampiro! O que ninguém queria.
         Com pressa deram a triste noticia a mãe de Carlais que chorou junto a Cachie que disse:
         -Não fui capaz de protegê-la.
         Tinham planos de seguir em frente. Já era 1 da manhã quando chegaram a praça onde em fim Carlos perguntou:
         -O que uma fada faz ao lado de um vampiro?
         -Vamos ao paraíso. A fada resumiu o que foi explicado por Cachie:
         -Um vampiro me ofereceu um lugar de paz para viver e posso levar alguém, me desculpe por não ter pensado em você, pois imaginei que nossa relação de amigos tinha acabado como acredito que minha relação com minha família acabou.
         -Você vai levá-la!?
         -Sim, ou seja, sua intenção de viver comigo, estar comigo se fará apenas até encontrarmos este vampiro a quem vamos atrás a partir de agora!
         Cachie virou-se para fada e perguntou:
         -O que viemos fazer aqui? Moná esclareceu:
         -Posso sentir a presença do vampiro que procuramos aqui e vamos seguir seu rastro, sua sombra. Com magia parecia que tudo estava acontecendo naquele momento, o vampiro matou seus inimigos, eles viram entre brilhos e seguiu: - Por ali! Disse Moná e uma fina estrada de flores, rosas brilhantes se formaram por onde o vampiro foi. O caminho estava feito e eles o seguiram.
         -Será que vamos sobreviver a esta aventura? Cachie se perguntava e Carlos estava triste por não poder ir com Cachie ao possível paraíso. Mas percebia que ele estava certo, tinha perdido tudo e encontrado uma linda fada para curar suas dores e encontrar assim um novo caminho, literalmente cheio de flores e magias.
         -Tenho fé que você viverá bem, meu querido! Falou para si mesmo se referindo ao amigo.
         -Estou com minhas malas prontas! Maná disse e as fez aparecer.
         -Vamos ter que levá-las? Carlos criticou e ouviu:
         -Não, minha magia as leva comigo! Sorriu para os dois e correu para caminhar sobre as flores, num caminho que só eles podiam ver.
         Maná está feliz, finalmente estava no caminho de paz e de certo seria feliz a partir de então, sem se preocupar em ser morta por um vampiro qualquer em uma situação qualquer. E se sentia protegida ao lado de Cachie, que apesar de ser um vampiro, era bom para ela.
         Os três seguiam num caminho onde dois seriam felizes, será que Carlos estava realmente contente com isto? A felicidade do amigo amado acima de tudo? Os desejos? Para onde ele voltaria, após esta aventura? Será que encontrariam o destino que procuravam? Será que ele terá um bom destino após cumprir essa razão de encontrar um vampiro?
         No caminho Cachie o explicou as intenções do vampiro, o que ele tinha, e o super feiticeiro que os levariam ao lugar de paz. Disse que o feiticeiro disse encontrá-lo futuramente, mas com a ajuda da fada a razão dele era não esperar e encontrá-lo rápido de uma vez.
         -Vamos, temos que ir antes que o sol nasça. Disse a fada.
    Veja em seguida o capitulo nove.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap. 9 de 14

    Capitulo nove
        O sol nasce no horizonte, umas sete pessoas de preto quase cercam um tumulo. No horizonte as nuvens em frente aos raios solares são belas. Lá em baixo uma solidão.
        -Filha! A mãe de Carlais fala baixinho. Ela se abaixa coloca uma flor sobre a areia e troca o nome de Cachie para o da filha, sobrepondo-o com uma taboa.
        Já fazia um tempinho que estavam ali e ela falou e falou para a filha, entre as palavras estas:
        -Cachie não conseguiu te defender e eu nem estava quando tudo aconteceu, mas nada poderia ter feito, ou talvez morrer em seu lugar. Ela via Cachie como um ótimo genro, o achava divertido, a filha tinha escolhido um companheiro maravilhoso. Mas agora que ele é vampiro se perguntou se a filha conseguiria viver sem ele. Chorosa ela saiu para junto aos outros que se encaminhavam para saída. Antes colocou o anel que tanto a filha gostava ao lado da flor, era uma herança de família.
        O vento girava um cata-vento e o sol o iluminava já forte, das 12 horas. Cachie e Carlos estavam com os rostos próximos eles seguravam as mãos um do outro e falavam:
        -Tenho fé que vamos conseguir, mas me leve com você! Carlos pediu e ouviu:
        -Mas e a fada?
        -Esqueça ela! Cachie pensou um pouco e respondeu:
        -Não posso, já fiz a promessa de irmos juntos, eu e ela, como o vampiro disse e mais ninguém.
         Não se soube qual dos dois soltou a mão primeiro e eles se largaram.
         -Tudo bem por aqui? Maná quis saber e Cachie respondeu prolongada mente:
         -Sim, meu apetite, minha fome não é mais a mesma de quando acordei, eu acho que só preciso matar três pessoas ao mês, hoje estou me sentindo satisfeito ainda.
         -Se isto mudar esteja longe de nós! A fada sorriu ao dizer.
         -Só por precaução você deveria comer algum dos animais daqui, não precisa matar ninguém. Carlos disse. Eles estão num celeiro de uma fazenda com tudo fechado e escuro como Cachie agora gosta e estavam cercados por alguns cavalos.
         -Então está certo, vou ver que gosto tem sangue de cavalo! Nenhum deles sorriu e Carlos disse por ele e a fada:
         -Vou dar uma voltinha, já volto você vem Moná?
         -Sim, não quero ver isto, a sena que a de seguir.
         Caminhando ao lado do riacho Carlos tenta convencer Moná a esquecer do trato que fez com Cachie: - Porque você não desiste?
         -De que?
         -Dessa ideia de ir para outra dimensão.
         -Porque eu desistiria? Carlos não soube o que falar e falou a primeira coisa que lhe veio à mente:
         -Pode ser perigoso viajar num portal.
         -Não pense que só porque você está apaixonado por Cachie que eu devo ou vou esquecer o que consegui que ele me oferecesse. A fada virou fadinha e saiu ouvindo os gritos de Carlos:
         -Eu quem mereço! Volte aqui ainda não terminamos nossa conversa. Ele não sabia se se irritou por ela não desistir ou porque ouviu dela a verdade. Cachie tinha matado mais de um cavalo, após o primeiro não teve como resistir. A fada entrou brilhando e do brilho se fez na forma humana e eles conversaram:
         -Será que o vampiro estava com o super feiticeiro, prontos para irmos para outra dimensão?
         -Espero que sim, ou que não demore. E ela mudou de assunto:
         -O que acha de Carlos?
         -Como assim? Nós somos grandes amigos, há muito tempo.
         -Você gosta dele?
         -Gostar? Moná percebeu que não queria ouvir a resposta, tinha medo de ele levá-lo no lugar dela e mudou o assunto outra vez: - A moça que morreu era sua namorada? Porque decidiu matá-la?
         -Não quero falar sobre isto! Ele desta vez disse: - Você não tem medo de o vampiro que está me oferecendo esta vaga seja como muitos e assim sendo contra fadas, já pensou nesta opção?
         -Tem este risco, mas eu tenho fé, tudo vai dar certo!
         Carlos entrou meio que apavorado.  -Chegaram pessoas e entraram na casa!
         -Se acalme eles não vão vim até aqui! Cachie tentou acalmá-lo e a fada:
         -Tenho fé que não! Eu fico de vigia, daqui a pouco você faz este papel. Disse apontando para fada que apontou para Cachie sorrindo e ele para ela dizendo:
         -Tá você pode ser a ultima. O perigo rondava apenas Cachie que não teria para onde fugir, estava praticamente ali preso, por falta de opção e necessidade. Tinham que ficar ali até o sol se pôr e torcer para ninguém ir até lá, assim evitando confrontos e mortes. Mas Cachie estava calmo e fechou os olhos para dar um cochilo e dos olhos fechados de um dormindo para os olhos abertos de uma que acordou!
    Veja em seguida o capitulo dez.
  • A fé. A triste história de um vampiro Cap.1 de 14

    Como não consegui colocar este conto todo de uma vez, então resolvi colocar capitulo por capitulo, sendo 14 no total.
    Este conto já está postado por completo no meu perfil, os 14 capítulos.

    Capitulo um

         Ergue-se uma mão, saindo de um tumulo no cemitério da cidade grande. São quase amanhecer e um corpo consegue sair do tumulo e areia que o cobria. Segundos atrás:
         -Está tudo escuro, estou cego? Uma batida: - Estou sem folego! Outra batida: - Estou num lugar fechado! E começa a bater desesperadamente.
         -Não sei se eu tinha folego, mas o ar me veio depois que consegui erguer a mão. Um homem sai coberto de areia, cambaleando ele cai sentado.
         -Quando eu me ergui, minha memoria voltou, ou parte dela, eu fiquei tonto. Olha-se no espelho que tem pregado ao lado do possível seu nome na escritura do tumulo.
         -Não me vejo. Olhou para o lado: - Reside aqui, Cachie, 2016, este sou eu!
         O sol nasce Cachie olha para o horizonte e sente sua mão queimar: - Que droga, o sol está me queimando! Tem um deposito ao lado ele desesperado tenta abrir, sua pele queimando
         -Tá fechado! Ele segura o cadeado e o puxa, em seguida de novo, desta vez o cadeado quebra e ele abre o portão e entra, após abrir a porta, que não estava trancada.
         Tinha uma janela aberta e ele a fecha senta e com as mãos na cabeça reflete: - Estas coisas só acontecem com vampiros, até onde sei, não sou um, me tornei? E conclui:
         -Claro que sim!
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         O submundo se uniu ao mundo real, a ficção se fez real, depois de tempos sendo oculta, ou seja, seres mágicos se misturaram com a realidade natural.
         -Faz 100 anos que está inclusão ocorreu, será que ainda estou em 2016? Acredito que sim, pois a mutação, a transformação de um mordido se faz em horas.
         Um confronto mundial fez as pessoas veem humanos e submundanos de uma mesma forma. Ainda existem confrontos, mas a luta foi ganha por aqueles que veem todos os seres com igualdade.
         Dá a hora de trabalho e um funcionário do cemitério surge, vê o cadeado quebrado, estranha, entra e vê Cachie ali:
         -O que você está fazendo aqui? Cachie nem o ouve e pula em seu pescoço.
         -O que estou fazendo? Estou sem controle.
         Um corpo no chão e as horas passando, quando anoitece Cachie vai para sua casa entra pela janela em seu quarto:
         -Está tudo no mesmo lugar. Pegou um relógio digital e olhou a data, 2016.
         -Cachie!? Diz uma mulher ao entrar:
         -O que você está fazendo aqui? Cachie pergunta e a mulher com aparente olhar de surpresa responde:
         -Sua mãe me disse para pegar o que eu quiser.
         -Já que eu estou morto! Num é?!
         Ela gaguejou um “é” e correu para cozinha Cachie foi atrás e se depararam com a mãe dele, que diz com medo e surpresa no olhar:
         -Querido você está vivo. Cachie responde:
         -Não, só posso sair à noite e você sabe o que é isto! Ela pergunta:
         -Você se lembra de tudo que aconteceu?
         -Não, vou sentar e lhes ouvir!
         -Podemos te abraçar? Diz à mulher que na verdade é a namorada dele e continua: - Sabe que somos, éramos namorados?!
         -Não pode, não sei se condigo me controlar, então sejam rápidas na história que vão contar! Ela se senta ainda abalada ao vê-lo e a namorada também, todos se sentam ao redor da mesa de cozinha.
         -Maldito Carlos. Ela pensa e Cachie consegue ler sua mente de alguma forma e pergunta:
         -O que o Carlos tem haver com está história? Ela se surpreende:
         -Como? Ele diz:
         -Não importa, comece a contar, e cheguem onde eu me tornei num ser que nós sabemos que nós odiamos, ou estou errado? A namorada dele pensa, mas sem ele ouví-la:
         -Não podemos contar tudo, Será que ela vai abrir a boca e acabar falando demais?
         Eles são uma família de humanos caçadores de monstros, era para isto que Cachie se lembra de que se esforçava a ser o melhor. Já havia caçado bruxas e lobisomens, ele não se lembra de ter caçado vampiros, mas era de seu gosto um dia matar um. Parece que a magia se voltou contra o feiticeiro:
         -Vamos comece!
         A mãe dele começou a falar, iniciando o resumo que o levaria a uma resposta.

    Veja em seguida o capitulo dois.
  • A fé. A triste história de um vampiro Sinopse

    Vampiros ultimamente estão acompanhados ou sendo gays. Esta é uma história que trás este tema. Um caçador que odeia vampiros. O que será dele ao se tornar um? Acordar como num pesadelo, onde tem que descobrir o que realmente aconteceu que fez seu mundo virar de cabeça para baixo.
         Perder tudo? Encontrar um caminho a seguir!
         Cachie é um caçador, eficiente, prestativo, mas num certo dia acorda como um daqueles ao qual tanto se acostumou a matar. Ódio será que sua percepção, seus sentimentos para com vampiros irá mudar ao se tornar um? Como tudo pode acontecer assim tão rápido?
         Até que ponto uma amizade pode chegar a se tornar algo mais? Mais que bons amigos ou amigas?
         Em um mundo onde o submundo, as magias se tornaram realidade. Vampiros, lobisomens, fadas tudo veio a se misturar. Humanos e vampiros juntos e separados.
         Onde a fé dos que lhe rodeiam pode chegar a influenciar sua vida?
         Porque ter fé? A fé move montanhas, já diziam alguns.
         Cachie acorda no escuro fechado, começa a tentar sair desta escuridão e sai, percebendo ao ver que está em um tumulo, o seu certamente e que não dormiu, não esteve morto por muito tempo, foram horas. Agora ele tem que se proteger do sol, este queima sua pele. Conclui que se tornou um vampiro, se pergunta como e não lhe vem na memoria. Então se esconde até escurecer, só então sai atrás de resposta. Revê sua namorada e sua mãe ao ir para casa. Elas dizem que o amigo Carlos tem que estar presente para a verdade ser contada então quando todos que devem estar presentes estiverem ele saberá o que aconteceu.
         É a vida de um vampiro que ele tem para viver agora e terá que aprender a ser assim verdadeiramente o que era para ele um monstro.
         Veja a aventura de Cachie, a triste história de um vampiro! Espero que vocês gostem. Um abraço, a todos boa leitura!

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  • A Grande Rocha da Vida

    Quando a Terra Média ainda era dividida entre homens e criaturas, existiam os reinos dos humanos, o território dos gigantes, as cavernas dos elfos, o reino das fadas, o reino das nuvens dos deuses, e o misterioso reino dos pesadelos, habitado pelos demônios.
    Entre eles existia uma rocha mágica que podia curar quem a absorvesse, nem que fosse um pouquinho de seu poder de doenças e feridas, A Grande Rocha da vida. Todas essas nações podiam usar o seu poder, moderadamente, para que não houvesse conflitos ou guerras por posse dela, tanto que cada nação tinha um dia específico da semana para usar o poder da Grande Rocha, a menos que fosse emergência.
    Havia um segredo sobre a Rocha que só os deuses e os demônios tinham em conhecimento, que se alguém absorvesse todo o seu poder, obteria vida eterna e poder ilimitado, o suficiente para derrotar qualquer um, e segundo as Runas dos Tempos dos Profetas, apenas quem tivesse o sangue de demônios ou deuses podia absorver toda a Rocha, mas “lá se sabe se isso é verdade”.
    Um dia os demônios tentaram tomar a Rocha só para eles no objetivo de que Helldron, Rei dos demônios, absorvesse-a e destruísse as outras nações, dominando o mundo, mas falharam porque todos se uniram e os selaram junto ao portal proibido que dava acesso para o Reino dos Pesadelos. Muitos morreram, pois os demônios eram muito poderosos. Quando tudo estava se estabilizando os deuses fizeram um comunicado pacífico, dizendo que iriam pegar a Rocha e leva-la aos céus para que eles decidissem quem usaria ou não o seu poder, mas não aceitaram e obrigaram os deuses a se exilarem nos céus. Os deuses são pacíficos e inteligentes então para manter a ordem eles aceitaram seu exílio, pois sabiam que depois desse comunicado poderia haver desconfiança. E assim terminou o que eles chamaram de “A Guerra Centenária”, pois pode não parecer, mas a guerra contra os demônios durou 200 anos.
    Os demônios não eram muito amigáveis. Eles tinham três corações e viviam 700 anos. As fadas eram fascinantes porque eles voavam sem ao menos ter asas e mantinham um corpo jovem mesmo estando a poucos dias da morte. Vivem 300 anos e quando morrem seus corpos demoram 50 anos para se decompor. Os humanos viviam uma vida normal, sua expectativa de vida era cerca de 90 anos. Os gigantes, bem, eles não eram maus, mas alguns eram brutos demais, outros eram amigáveis, e uns eram travessos, pois pregavam peças nos humanos se fantasiando de demônios e assustando-os dizendo que “nós, os demônios voltamos para tomar a Grande Rocha e destruir todas as nações”, e por isso os gigantes eram mal interpretados por alguns humanos, pois achavam que os gigantes queriam a volta dos demônios... “será que é verdade?”. Os elfos também eram pacíficos, assim como os deuses, mas também eram misteriosos. Pesquisavam segredos do mundo, mas não diziam para os outros. Os deuses não eram como divindades, eram nomeados de deuses por serem muito sábios, tentavam evitar conflitos, procuravam jeitos de beneficiar a todos. Eles não são eternos, mas vivem 300 anos a mais que os demônios. Antes dos deuses serem exilados, alguns se relacionavam com humanos, e a junção dos dois originou uma nova espécie, que rapidamente virou uma nação também, e ficaram conhecidos como druidas. Os druidas têm duas diferenças dos humanos, uma, é que eles nascem com os olhos muito amarelados e brilhantes, e outra é que eles têm um poder de cura parecido com a da Grande Rocha da Vida, só que um druida pode curar apenas feridas, pois envenenamentos, doenças, essas coisas eles não conseguem curar. Havia um, porém no nascimento de um druida, pois alguns nasciam como humanos normais, mas eles não eram mandados para os outros reinos, pois os anciões ensinavam técnicas de cura com ervas e outras coisas que eles encontravam na floresta dos druidas. E também não podem absorver tanto da Grande Rocha. Todos aceitaram o surgimento dos druidas, as fadas se aliaram a eles, e os dois agiram por gerações como “unha e carne”.
    Muitos anos depois da Guerra Centenária, na floresta dos druidas, havia 200 anos que humanos não nasciam, e acharam que tal coisa não iria mais acontecer, até que uma menina nasceu só que ela nasceu com muitas doenças, meio fraca, e por alguma razão, a Grande Rocha não curava suas doenças. Ela sempre admirou a Rocha, mesmo não podendo ajuda-la. Ela cresceu, conheceu um humano por quem se apaixonou, eles casaram-se e um ano depois tiveram a noticia de que ela estava gravida. Numa expedição aos Montes de Gelo, seu marido morreu num acidente. Quando o bebê estava pronto para nascer, numa mesa de parto, ela não tinha forças para fazer com que o bebê saísse, e sentia muita dor. Mesmo estando ciente de que não funcionava, levaram ela até a Rocha, pois era uma emergência, e, por incrível que pareça, a mesma a deu forças para deixa-lo sair. Ela sabia que ia morrer, mas antes de morrer viu que era um menino, e o nomeou como Seikatsu, que do japonês para o português significa “vida”.
    O Avô de Seikatsu não gostava dele, pois dizia ele que Seikatsu matou a própria mãe, então o menino foi criado por todos os druidas. Ele não guardava rancor de seu avô e não se sentia muito triste quando falavam de sua mãe, pois para ele ela era uma heroína por viver tantos anos no estado em que estava, e deixou ele como prova de sua força, e como ela, ele também admirava a grande Rocha.
    Quando completou maior idade decidiu iniciar uma jornada pela Terra Média para conhecer todas as criaturas das outras nações, indo primeiro para o reino mais próximo dos humanos, pois ele queria conhecer a cultura do povo do qual seu pai fazia parte.
    Chegando lá ele se encantou com o jeito dos humanos, seu jeito de comemorar o deixava impressionado. Com o dinheiro que ele havia guardado por anos para quando chegasse sua jornada, ele pretendia comprar várias coisas do reino humano, mas descobriu que no dia seguinte teria um festival que os humanos celebravam para comemorar a vitória contra os demônios na Guerra Centenária, então guardou suas economias para o tão esperado evento. No dia do festival, todos cantavam e dançavam juntos, e o rei propôs irem todos até à Grande Rocha para admirá-la enquanto celebravam, e como ele chegou atrasado não conseguiu comprar nada, então só podia aproveitar a longa caminhada até a Rocha. Chegando lá, todos se espantaram, pois, metade da Rocha tinha sumido, como se alguém tivesse a cortado e levado embora, e seu poder estava enfraquecido, incapaz de curar qualquer um.
    Não demorou muito pra todas as nações ficarem sabendo. Os humanos convocaram uma reunião para saber o que houve, mas o atual estado da Grande Rocha começou a causar discórdia, pois os druidas e as fadas acusaram os humanos de roubar o poder da Rocha por terem sido vistos por perto, e os gigantes não estavam do lado de ninguém, só sabiam que alguém havia roubado a Grande Rocha e que estavam prontos para qualquer batalha para encontrá-la, e os elfos não reagiram de nenhum modo, o que era muito suspeito. Seikatsu não conseguiu engolir o fato de que a Grande Rocha não estava em seu estado normal, e que isso causaria guerra. Usou todas as suas economias para comprar uma espada, e um equipamento básico para sair numa jornada, e dessa vez não era para conhecer seres e lugares novos, e sim para descobrir o que aconteceu com a Grande Rocha. Ele falou com o rei sobre sua jornada, e pediu que alguns homens fossem com ele, mas o rei não pensava em nada além de se preparar o possível começo de outra “Guerra Centenária”, e os únicos que conseguiam ajudar a restaurar a ordem e resolver os conflitos sem violência eram os deuses, mas eles haviam sido exilados, e não estavam mais interessados em deixar seu exílio e intervir na Terra.
    Seikatsu andou por três dias até chegar perto do reino dos gigantes. Chegando lá, viu alguns homens com pedras nas mãos, atirando-as em um buraco bem fundo, onde tinha um gigante com uma cara ameaçadora. Ele espantou aqueles homens com sua espada, chamou ajuda de alguns gigantes, e tiraram aquele brutamonte do buraco. O gigante agradeceu, e perguntou o que trazia um bravo humano até o território dos gigantes. Seikatsu explicou a situação, e o gigante, conhecido como Smasher, jurou que o guiaria até completar seu objetivo de descobrir o que aconteceu com a Grande Rocha da Vida. Eles fizeram uma pesquisa em metade do território dos gigantes, falaram inclusive com o comandante deles, e todos negaram que não sabiam nada sobre o atual estado da Grande Rocha, então eles partiram.
    Dois dias depois, eles chegaram num bosque, onde encontraram um enorme golem de planta, que expeliu um gás roxo que os envenenou e os fez cair de sono.  Quando acordaram, deram de cara com um monte de crianças flutuando, e perceberam que estavam no Reino das fadas.  As fadas explicaram a situação, foi um mal entendido, pois o golem de planta era só um guardião, mas ele não ataca a menos que cheguem perto do Reino das fadas sem avisar com antecedência. Enquanto Smasher estava fazendo a pesquisa sobre o desaparecimento da metade da Rocha, Seikatsu estava explorando aquela linda cidade, e enquanto passava por um recanto com plantações de uvas, ele se deparou com uma linda fada, e os dois ficaram por um longo tempo se encarando, como se nunca tivessem visto algo tão especial na vida. Eles se cumprimentaram, o nome dela era Hana. Ela ouviu falar sobre o que ele estava fazendo, e perguntou se ele gostaria de passar mais um dia pelo reino das fadas. Ele aceitou, e ela mostrou a ele como era a cidade à noite. Perto de um lago, meio embaraçados, explicaram o que sentiram um pelo outro quando se viram, pareciam sincronizados, um só, e no dia seguinte, ela o acompanhou em sua jornada.
    Seikatsu não tinha noção por onde começar a procurar uma passagem para as cavernas dos elfos, mas por sorte, Hana sabia onde era, porque quando mais nova, acompanhava sua mãe em entregas de flores para os elfos, pois por algum motivo eles adoravam comer pétalas de flores. Chegando lá n hesitaram em ir direto falar com a chefia. Os elfos disseram que descobriram que o rei dos demônios conseguiu um jeito de escapar antes de ser selado, e que ele estava habitando um corpo humano, e que foi ele que absorveu a Rocha, só que seu corpo humano era fraco, então só conseguiu absorver metade da Rocha, e a outra metade está fraca, e a mesma podia se destruir a qualquer momento. Seu plano era absorver os demônios do selo do portal proibido, reconstituir seu corpo original e terminar de absorver todo o poder da Grande Rocha da Vida.
    Saindo de lá, eles partiram em direção à Grande Rocha, no objetivo de dizer a todos o que realmente estava acontecendo, e chegando lá se deparou com os druidas caídos no chão próximos à Rocha, e um homem que aparentava estar com más intenções. Eles diziam que era seu pai. Então, o “pai” de Seikatsu começou a se decompor e surgir um demônio enorme de dentro dele, sendo esse Helldron, o Rei dos demônios. Helldron explicou que não houve nenhum acidente, e que Helldron matou e tomou o corpo do pai de Seikatsu, e matou todos os outros que estavam com ele. Smasher tentou um ataque surpresa, mas foi ludibriado, pois Helldron o pegou de surpresa, e o lançou contra a Grande Rocha. Smasher não aguentou tal impacto e teve alguns de seus ossos quebrados, impossibilitando-o de lutar. Os humanos temeram o poder de Helldron, e alguns deles recuaram, mas os gigantes, as fadas e os elfos, ficaram e lutaram bravamente, mas “a que preço?” Muitos foram mortos, Helldron estava invencível. Seikatsu partiu rapidamente para cima dele, e assim, num chute com poder suficiente pra abrir uma cratera, Helldron o lançou até a Rocha, fazendo com que seu corpo a perfurasse, e por alguma razão, ela não estava curando ninguém. Por alguns instantes, todos pensaram que era o fim. Helldron gargalhava comemorando sua vitória, e quando ia se aproximando da Rocha para absorvê-la, uma incrível luz surgiu de dentro dela, sua estrutura começou a se partir em pedaços, e de dentro dela, surgira um corpo emitindo luz, era Seikatsu. Helldron se perguntou o porquê, e como ele absorveu a Rocha, e um velho druida entendeu em fim que, Seikatsu e talvez até sua mãe não tivessem poderes de cura porque haviam herdado poder dos deuses, e na teoria, os deuses tinham mais controle sobre o poder da Rocha do que os demônios. Seikatsu absorveu em um estalar de dedos, toda a energia da Rocha tirada por Helldron, e, num soco estrondeante, reduziu Helldron em poeira. Seikatsu curou a todos, reviveu alguns mortos, despediu-se de Hana e dos druidas, e, emitindo uma incrível luz verde que iluminava toda a Terra Média, transformou-se em um incrível cristal, que se parecia com a Grande Rocha da Vida. Seu corpo virou uma estatua de pedra dentro daquele cristal. Sua Historia foi contada por gerações. Festivais celebrando sua vitória sobre Helldron, e todos o chamavam como, O Menino da Vida.
  • A HISTÓRIA DO BOI SUICIDA

    Este é um fato curioso
    História de um ruminante
    Um valente boi baiano
    Com um sonho alucinante
    De viver solto na serra
    Num lugar lindo e distante

    Foi criado na fazenda
    Era de um porte nobre
    Tinha raça e beleza
    Mas por dentro era pobre
    Sabia que cedo ou tarde
    Lhe passariam no cobre

    Conhecia o destino
    De antepassados e amigos
    Que viviam como ele
    Sem correr nenhum perigo
    Com o bom e o melhor
    Sem sofrer nenhum castigo

    No final da sua sina
    Encontraria um carrasco
    E exposto em prateleiras
    Num cenário de fiasco
    Terminaria no molho
    Ou na brasa pra churrasco

    A sua oportunidade
    Deu-se numa ocasião
    Com todo o preparativo
    Para uma exposição
    Ele iria concorrer
    A um lugar de campeão

    Fizeram os preparativos
    A mando do criador
    De Teodoro Sampaio
    Para a feira em salvador
    O Boi ficou matutando
    Serei um gladiador

    A viagem foi tranquila
    Com uma vista bacana
    Tudo bem organizado
    Uma equipe veterana
    Rodaram pela estrada
    Chegaram fim de semana

    Na hora do desembarque
    O Boi ficou preparado
    Na primeira bobeada
    Aquele animal sarado
    Desembestou pra saída
    Como tinha planejado

    Agora sozinho e livre
    Fazia o que bem queria
    Caminhava por aí
    Tudo novo conhecia
    Gente, casa, automóveis
    Praia, campos, rodovia

    Como passeou bastante
    Começou logo a pensar
    Vou pro Rio de Janeiro
    Ter história pra contar
    Passou pelo aeroporto
    Mas não conseguiu entrar

    Escutou muita conversa
    Por onde ia passando
    Tinha uma equipe montada
    Que estava lhe procurando
    E a policia militar
    Sua rota ia traçando

    Pensou, antes que me peguem
    Eu vou me realizar
    Vou caminhar por aí
    Até me localizar
    Aproveitar a viagem
    Quero conhecer o mar

    Convocou a natureza
    Sentiu a brisa e o vento
    Observou os turistas
    Focou no seu pensamento
    Vou tomar banho de praia
    Nem que for por um momento

    Depois de caminhar muito
    Escapando do resgate
    Sentiu a brisa do mar
    Tinha vencido o combate
    Que exposição que nada
    Não existiria abate

    Sentiu-se realizado
    Entrou na água salgada
    Estava se refrescando
    Não pensava mais em nada
    Curtia a água e a praia
    Eita vida desejada

    As pessoas estranhavam
    A sua felicidade
    Onde já se viu bovino
    Como gente da cidade
    Comunicaram à patrulha
    A sua localidade

    Ele pensou não me engano
    Não terei vida de rei
    Mas não vou facilitar
    Para lá não voltarei
    Vou me afundar nesse mar
    Minha história contarei

    Tinha um grupo de pessoas
    Na praia naquele dia
    Fizeram um ajuntamento
    Para ver se acudia
    Mas não era seu destino
    Pro curral não voltaria

    O mutirão se esforçou
    Trabalharam com grandeza
    Arrastaram para a praia
    O bovino da esperteza
    Mas não tinha o que fazer
    O fim chegou com certeza

    Eu contei essa história
    Do valente boi de elite
    Que ficará na memória
    Pra que o mundo inteiro grite
    Quem puder se realize
    No seu sonho acredite.
  • a lenda de Èden/capitulo 4 o poderoso guardião fracassado (P & R)

    -isso foi rápido demais eu não vi quase nada-questiona luna
    -é assim mesmo mosa,guardiões da luz tem sua velocidade elevada desse jeito mesmo-fala pafunsu
    -eu não te dei o direito de me chamar de mosa-fala luna
    -bom vamos focar na próxima luta -fala pafunsu
    -primeiro como foi a sua luta
    pafunsu olha para cima e começa a pensar 
    -Oh não-fala luna 
                                                                 //////FLASH BACK TIME COM COMENTÁRIO EXTRA\\\\\\
    -outro flash back naaaaaoooo-fala luna
    -ja era-riu pafunsu
                                                                               INICIO DO FLASH BACK TIME
    Depois de pafunsu entrar no campo foi anunciada a luta entre ele e um cara desconhecido,quando começam a lutar pafunsu da um chute que afunda o rosto do sujeito e o dito-cujo perde a luta
                                                                                   COMENTÁRIO EXTRA
    -isso foi rápido,até demais-falou luna

    -guardiões da luz tem uma velocidade muito alta,porem uma defesa baixa de mais-falou pafunsu

    -por isso acabou rápido-fala luna

                                                                              CONTINUAÇÃO DO FLASH BACK TIME
    E na outra luta,era um guardião mais lento e com muito mais defesa,porem pafunsu era muito rapido e o outro cara nem chegara perto de sua velocidade e pafunsu o finalizou com facilidade,e por fim a ultima luta,porem esse cara era diferente dos demais 

    -acho que vou aparecer dele e dar aquele baita chute trava coluna nele- falou pafunsu

    ele o faz porem erra,por que seu adversario se defendeu com um outro chute,então tentou dar um soco e seu oponente parou o soco com outro soco ate que pafunsu pensa:

    -vou jogar um trovão nele 

    então pafunsu joga um trovão que errou,porem servia apenas para atrapalhar e atrair o adversário,perto o suficiente para atravessar a sua cabeça com uma mao aberta e eletrificada e assim que atravessa sua cabeça ela explode e ele é declarado vencedor da luta e o primeiro guardião da luz
                                                                                          FIM DO FLASHBACK TIME
    -agora falta a luta de quem-pergunta pafunsu

    -do gustavo-fala luna

    -era,não é mais,agora é a luta do rafael-fala gustavo

    -vai chorar-zoa pafunsu

    -nao,mais to quase-fala gustavo

    entao,finalmente os guerreiros de fogo entram em campo porem o destaque é mais do brasileiro de altura mediana e cabelo escuro e forte,estava sendo destaque por ser um daqueles que ajudou juan com aquela criatura de fogo e estavam em punhos uma luva e uma espada,algo que digamos era meio diferente,afinal pra que usar uma luva,mas ao iniciar a primeira luta que no caso era a dele o rapaz qua agora sabiamos o nome por anuncio de cahethel:lan santiago era seu nome e por coincidencia o outro cara tambem era brasileiro e se chamava edgar

    -isso esta muito estranho o nick falou que cabelos de cores estranhas sao caracteristicas dos descendentes dos guardiões da terra,só que nenhum dos guardiões do fogo tem olhos vermelhos,nem o rafael tem isso-fala pafunsu

    -pafunsu eu quero assistir-fala luna sentada em uma cadeira de rodas comendo um pãozim

    ao começar a luta edgar solta uma bomba de canhão de fogo 

    -esse ataque pode incinerar um planeta inteiro diga adeus aos seus ossos-fala edgar com uma risada alta

    lan apenas poem sua mão com a luva para frente e devolve para seu oponente o ataque como se não fosse nada e incinera completamente todo o seu corpo até reduzi-lo a cinzas

    -isso foi rapido-falou luna

    -luna para de falar so isso,mas realmente foi bem rapido,rapido ate de mais-fala pafunsu 

    porem a proxima pessoa a entrar em luta é seu amigo rafael

    -bom é isso vou conseguir-falou rafael

    no inicio da luta refael lança seus ioios a ponto que ficassem com suas cordas por todo o campo,quase que impossibilitando seu adversario de se mover,entao o adversario tenta queimar as cordas,que apenas ficavam em seu lugar sugando a energia e repassando a força pro ioio que ia ficando maior e deixando as cordas cada vez mais quente e entao rafael mexeu seus fios ate que cortou seu adversario e transformou-o em uma especie de picadinho frito de carne humana e entao rafael e declarado vencedor da luta

    -meu deus(do ceu berg)que nojo ele cortou o cara como picadinho argh-fala luna
     
    -meu deus que merda to com vontade de vomitar-falou pafunsu

    cahethel pede para alguem vir la para ressucitar o rapaz e devolve-lo a terra,afinal o perdedor teria apenas os poderes retirados e depois iria ser mandado para a terra para poder viver normalmente a sua vida na terra 

    -espero que perca logo,esse garoto é um piromaniaco sadico,nao seria uma boa te-lo como guardiao-pensou cahethel 

    a proxima luta sera entre lan e rafael

    -se prepare para ser queimado-falou rafael

    a cara de ridicularizaçao de lan era tao grande que chegou a ser ridiculo pra ele o que rafael falava,entao meio totalmente puto da vida rafael jogou seu ioio em cima de lan que nao apenas segurou como tambem quebrou o mesmo 

    -serio isso nao destroi nem um planeta anão gelo,acha mesmo que pode comigo-sacaneou lan

    tudo isso deixa rafael mais puto e tambem desesperado,ele refaz o ioio com suas chamas e aumenta o tamanho do mesmo a ponto de poder subir em cima do ioio como um carro gigante e tenta atropelar lan que desvia com uma facilidade enorme com se estivesse apenas dando um pulinho pro lado e da uma zoada

    -tao lento que nem chega a mach 1

    rafael putao responde:esse deus aqui chega a mach 36.000 

    -nao chega nem a mach 900 de tao lento 

    rafael acelera mais uma vez e lan apenas pega sua espada e da um corte certeiro no meio do rafael e corta o ioio dele ao meio e antes que rafael pudesse reclamar lan aparece rapido atraz dele e corta sua cabeça em instantes e assim lan e declarado ganhador por cahethel  e na plateia luna fala:

    -ele perdeu mesmo meu desu,eu dont believe

    -perdeu feio-fala pafunsu

    -nao acredito nisso-fala gustavo irritado-ele nao devia ter perdido 

    sim era isso rafael tinha perdido feio e lan havia se tornado o novo guardião do fogo,rafael foi ressucitado,teve seus poderes extraidos e foi mandado para seus pais na terra com a advertencia de nao mexer de novo em fosforos,mas claro cahethel deixou ele se despedir dos amigos afinal as proximas lutas seriam seguidas em elemento:agua,depois espiritual,depois escuridao,depois terra e por ultimo estrela ja era quase certo os vencedores afinal no ataque ja tinha uma da agua,uma da espiritual e uma da escuridão porem terra e estrela foram considerados dificeis de saber afinal havia tres guardioes da terra no incidente e nenhum da estrela,mas apos as despedidas começaram as batalhas da agua e a vencedora foi kamillie orihara da oceania,foi uma luta rapida nao igual a dos guardioes da luz mas tambem tinha seus meritos

    -aposto que foi bem facil ne,kamille ou posso te chamar de kamie-fala luna para a nova guardiã

    -serio querida e a sua-fala kamie

    -eu quase morri-fala luna

    -deveria ter morrido-fala kamie

    -que moça ruim pra eu-fala luna

    pra se ter uma ideia do quao rapido foi cada luitra era aproximadamente 20 segundos por luta depois disso era uma vitoria muito facil

    -nao curti essa moça,,mas curti as outras duas -falou luna

    essas tais garotas eram as duas dos elementos espiritual e escuridão,regendo o elemento da escuridão estava uma garota chamada julie kanam de istambul tinha uma personalidade calma e bem calada e ate alegre porem muito timida e gostava de chamar todo mundo de demonio algo que mostrava seu autismo com força altissima e regendo o elemento espiritual estava giulya kim than essa diferente da ultima ja era mais ativa e animada e gostava de cantar do nada,em especial k-pop (eu tenho uma amiga que gosta dessas musicas e como eu tava sem nada melhor pra colocar presente pra voces) as 2 seriam as mais novas guardiães do grupo 
                                                                            ENTREVISTA UTILITARIA COM LUNA GERLOFF
    -oi,oi,oi tudo bem,tudo bão-pergunta luna

    -tudo bem-fala giu

    julie calada

    -que merda eu to fazendo aqui-falou kamie

    -entrevista,xiu-sussurra luna

    -nao quero ficar no autismo de voces-fala kamie

    -xiu,agora continuando como foi a ultima luta de voces-pergunta luna

    -eu so entupi a mina de agua e explodi ela,como qualquer ser humano normal faria-fala kamie

    luna assustada pergunta:

    -e o que voce mais gosta kamie

    -rola-fala kamie-de varias idades idades,de muitos amores

    luna vermelha finge que nao escutou nada e passa para giu

    -entao giu como foi sua luta-pergunta luna

    -eu basicamente invoquei espiritos do alem e fiz todos atacarem como distraçao e voei por debaixo da terra em forma fantasma e possui o meu oponente por traz enquanto secava seu corpo-fala giu

    -e pior que a primeira-pensou luna desesperada

    e assustada luna pergunta com uma cara de nao me mate:

    -e....doq......do que voc.....do que voce gosta

    -kpop,escuto o dia todo,ate dormindo se possivel-fala giu 

    Luna agarra giu e fala:

    -meu desuuuu nos vamos dar tao bem

    -giu esta assustada com voce apertando ela assim luna-fala gustavo como um cameraman ou algo do tipo

    -ok,ok,ok eu largo,mas agora e sua vez julie-fala luna

    luna ja simpatiza com a garota ser baixinha a ponto de parecer uma versao de mini-chibi baby edition

    -entao como voce venceu-pergunta luna

    julie fica calada

    -fala pelo menos de quem voce gosta

    entao a garota gagueja e fala:
    hu..hu....hu...huinglerson-e some em uma sombra de vergonha 

    todos os presentes ficam calados por um instante e luna com um sorriso encerra a transmiçao

    -bae,bae pessoas-fala luna
                                                                              FIM DO ENTREVISTA COM LUNA GERLOFF
    -o que foi isso perguntou gustavo

    -nem eu sei acho que ela gosta do....-fala luna ate ser interrompida pelo pafunsu

    -quem gosta de quem-pergunta pafunsu

    -eu..eu gosto muito de pãozim-fala luna

    -e eu gosto de assistir a luta,elas sao muito bacanas

    -principalmente as com poderzinho sem a rajada tipo seu ataque na ultima luta-fala luna

    -e eu tambem-fala giu sobrando no canto mas manjando da situação 

    -e a proxima luta parece estar prestes a começar-fala pafunsu

    e julie estava com eles porem calada 

    -ainda bem que voces gostam por que o nick e o juan vao lutar daqui a pouco-fala pafunsu

    -eu avaliei os dois,so iram se encontrar se for na final,mas seu amigo nao tem chance o poder do juan é anormal para um guardião da grama,eles nao passam de curandeiros e protetores,juan de algum jeito serve de ataque e aquele modo dele nao vai ajudar em nada-fala julie

    -ela falou-riu pafunsu-finalmente hahaha

    julie some de novo e pafunsu estranha novamente (ate ai tudo normal)

    -ela ate que ta certa a luta deles vai ocorrer no final,vai ser emocionante-fala luna

    -duvido que esse tal de nick ganhe,nao esqueçam que tiveram 3 guardiões da terra no incidente e pelo jeito ele vai lutar com os 3-fala giu

    -eu confio no moso-fala luna

    -eu tambem-fala gustavo

    -concordo-fala pafunsu

    entao as outras guardioes retrucam

    -vai levar surra-fala kamie

    -chute na butt-fala giu

    -uhum-fala (ou grunge)julie 

    entao alguem vai andando naquela direçao era lan

    -alguem percebeu que o primeiro nome dele e mais japones que o do gustavo-fala pafunsu

    lan vai ate gustavo e da um soco com força na barriga dele que o faz cair,e o arrasta pelo cabelo ate cahethel,entao cahethel ouve o que o garoto tem a dizer e troca umas letras de um crachazinho que esta com cada um

    -o que aconteceu-perguntou luna

    -esse cara no dia que eu cheguei aqui deu um jeito de trocar nossos nomes e nacionalidade pra ele parecer japones,eu sou o unico hikari aqui,Lan Hikari-fala Lan

    -nao tendi nada-fala luna 

    -nem eu-fala pafunsu com gustavo vomitando sangue nos braços tentando ajeitar ele

    -aquele e o amigo de voces indo pro ringue-fala kamie

    -e ele sim-fala gustavo meio tonto

    -e o moso-fala luna

    -parece ter uma rola bacana-fala kamie passando a lingua sensualmente entre o labio 

    -eu mereço-fala luna envergonhada de como caminha a humanidade

    mais todos estavam ansiosos afinal nick iria lutar finalmente contra alguem,afinal apos uma historia com aquela (cap2) era impossivel nao ficar curioso com o treino,entao entram em campo um dos 2 caras do incidente e nick dormindo por que cahethel apenas o lançou pro campo enquanto ele dormia meio ensanguentado

    -prontos-fala cahethel-comecem

    -isso nao e justo o moso ta dormindo-fala luna

    entao no meio do campo o outro cara grita:

    -ninguem te perguntou nada,indiazinha

    luna e seus belos cabelos de india se ofendem e mandam ele se-fu mentalmente

    a luta começa com o adversario apontando-lhe o dedo e falando:

    -renda-se eu sou o mais forte aqui e posso destruir qualquer um

    ele era alto como se tivesse 2m e 10 de altura,mas nick ja esta dormindo no chão,como se estivessem pouco se importasse  e seu oponente considerou isso como uma afronta direta de nick e da um soco no chao causando um terremoto que apenas fez nick ficar rolando pelo chão ate que foi chegando perto de seu adversario rolando pela grama do local e ao tentar esmagalo com um pisao,nick chuta ele no rosto ainda no chao dormindo e afunda o rosto do pobre rapaz que ia esmagar a cabeça de nick com um pisão e ainda racha a barreira media de cahethel,todo destruido pelo chute o guerreiro se levanta porem ja e tarde nick esta em pe em sua frente dormindo e lhe da um soco na barriga que explode tanto o seu estomago quanto o resto da barreira do cahethel,entao cahethel fala:

    -treinamento duro pessoal,vamos fazer magia do tempo no sr.matias pra ver se acorda

    apos tenta usar a magia do tempo cahethel nao consegue e fala:

    -nao acredito,mudança do tempo nao funciona nele

    -o que isso quer dizer-pergunta luna

    -significa que nem se eu mudar o tempo,o nick nao vai ficar parado,nao vai envelhecer mais rapido e nem tentar diminuir a velocidade dele e ainda me proibe de viajar pro passado enquanto eu estiver a 1 galaxia de distancia dele-fala cahethel

    -chega vei,esse cara ta muito apelão-falou pafunsu

    -disse o cara que terminou 3 lutas em 4 milisegundos-fala nick

    -voce nao tava dormindo-falou pafunsu

    -habilidade de fotossintese e so eu estar encostando em terra que eu me recupero mais rapido-fala nick

    -bom mais tirando isso-nick colocando um punho fechado em frente ao rosto so que com um sorriso corajoso-eu vou vencer todo mundo,que esta aqui eu prometo isso pra voces 
    FIM
    __________________________________________________________BONUS_________________________________________________________________

    NOME:Kamille Orihara        APELIDO:Kamie         PAÍS:Australia
    ELEMENTO:Agua        HABILIDADE:Solidificação e Gaseificação
    GOSTA DE:Instrumentos Pessoais Masculinos (IPM)

    NOME:juliane kanam      APELIDO:Julie     PAÍS:Istambul
    ELEMENTO:Escuridão      HABILIDADE:Nuvem escura
    GOSTA DE:Pafunsu (DARK STALKER)

    NOME:Giulya kim than    APELIDO:Giu      PAÍS:Coreia do Sul
    ELEMENTO:Espiritual      HABILIDADE:Necromancia
    GOSTA DE:K-POP

    ________________________ERRATAS__________________
     NOME:Gustavo Santiago  APELIDO:Gusta ou Gustavo  PAÍS:Brasil
    ELEMENTO:Estrela     HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Olhar as estrelas

    NOME:Lan Hikari   APELIDO:Nenhum   PAÍS:Japão
    ELEMENTO:Fogo    HABILIDADE:Escudo Estelar
    GOSTA DE:Não se sabe




  • A passagem Negra

    Capitulo I: A Montanha da Insanidade
    Possuía 30 anos na fatídica ocasião, disso lembrava-se bem por alguma razão, anos bem vividos na opinião de uns. Desperdiçado na visão de outros. A verdade é que nem ele mesmo se importava com isso àquela altura, só o que importava era chegar a seu destino, porém, estranhamente não se recordava de onde estava vindo e para onde estava indo.
    – Estranho. Pensou estupefato, se dando conta de que não fazia a menor ideia de onde estava.
    Tudo era escuridão, estava nu, mas não sentia frio, fome, ou pensando bem, não sentia coisa alguma. Como havia chegado até aquele lugar? Que lugar era aquele?
    Perguntas e perguntas sem fim bombardeavam sua cabeça. – Vamos tente se lembrar de qualquer coisa, vamos…
    Aos poucos pequenos flashes começaram a retornar do fundo de sua consciência.
    – Eu precisava chegar a algum lugar, me lembro ao menos disso. Espere, meu nome, qual era meu nome? – Sem se preocupar com as trevas que o engoliam naquele lugar. E onde era esse lugar. Pensou em seu celular, mas lembrou-se que estava completamente despido e desprovido de qualquer coisa.
    O medo começou a se apossar dele ao passo que escaneava o lugar, ou ao menos tentava. Ficou em pé com dificuldade, como se mal pudesse se manter ereto. Seu senso de equilíbrio estava deturpado, assim como seus outros sentidos percebeu, deixando escapar um guincho de terror.
    Resolveu sentar-se novamente, ou foi forçado? Suas pernas não se sentiam cansadas, porem ficar em pé ali parecia um esforço titânico. Sentou então e tentou se concentrar em sua audição, já que naquela complete escuridão mal podia ver alguns palmos a frente de seu rosto.
    Ele ainda arfava e tentava recuperar a compostura sentado ali, naquele interminável breu. – Ora recomponha-se homem, há uma explicação coerente para isto tudo. Vamos acalme-se. Repetia a si mesmo.
    Então notou também o terrível silencio que o cercava, era capaz de ouvir os batimentos de seu coração de forma muito nítida, parecia também ser capaz de ouvir seu próprio sangue correndo em suas veias. - Bom, ao menos isso significava que ainda estava vivo? - Não sabia dizer, não sabia também se realmente ouvia isso ou se imaginava tudo.
    Não havia cheiro, nem sons que não fossem seus próprios, não podia enxergar muito além de onde estava, não havia brisa ou vento ali, poderia ele estar em algum calabouço ou caverna? Olhou para cima e o negrume de um céu que parecia subir infinitamente, que o oprimiu e o fez sentir pequeno. Percebeu que parecia estar ao ar livre - Mas onde diabos estou? Pensou novamente. - Tentava mais uma vez lembrar-se de alguma coisa.
    Lembrou-se que estava voando em sua moto, o vento em seu rosto. Uma corrente de pavor correu todo seu corpo, sim lembrava-se disso agora, a sinuosa estrada que se abria a sua frente, a luz da lua alta e prateada no céu escuro com poucas estrelas e a fatídica curva. Mas o que tinha acontecido após a curva, não tinha certeza, embora tivesse de alguma maneira a certeza de que agora estava morto.
    -  Não isso é impossível, dizia a si próprio. Tentou com mais afinco lembrar-se de mais alguma coisa e então como uma torrente as coisas começaram a voltar.
    Lembrava-se de seu nome: “Ronald William Bock”, lembrava-se de que havia comemorado o trigésimo ano terreno pouco tempo atrás. Lembrava-se de uma festa com pouco conhecidos, com os quais mal se importava. Não era alguém popular, era um lobo solitário na maior parte do tempo como gostava de pensar a seu respeito.
    Alguma comida, cerveja, um bolo e logo todos haviam ido da mesma maneira que chegaram. E ele estava livre com seus pensamentos novamente.
    Lhe veio à mente a imagem de sua mãe e pai, não possuía irmãos, lembrava-se disso agora. Então uma luz forte e um barulho ensurdecedor vieram à tona, sim, estava morto, podia ver o carro descontrolado vindo em sua direção. No momento uma fração de segundos, agora podia testemunhar como se estivesse fora do espaço e tempo tudo o que aconteceu.
    Esforçou-se um pouco mais e então viu seu corpo sendo lançado ao ar, seu capacete de desmanchando contra o concreto da via. Nesse momento tudo havia ficado escuro e ele acordara aqui.
    - Bom pensou, é isso, estou morto, será esse lugar a vida após a morte? Será que estou no Inferno? Isso não me parece o Céu, se é que há um Céu e um Inferno? Então subitamente ouviu um chamado, não uma voz, uma sensação de que deveria seguir em frente até alguém ou algo que o aguardava.
    Sentiu um súbito frio na espinha, que terrores inimagináveis podiam estar espreitando nessa escuridão infindável. Teve a impressão de ver olhos iridescentes o encarando ao longe. - Estou louco. Pensou. - Até agora mal podia enxergar.
    Tentou levantar-se mais uma vez, cambaleou um pouco mais conseguiu se pôr em pé. Olhou a sua volta com os sentidos turvos e viu que se encontrava sobre algo como a beira de um precipício. Virou-se e olhou para trás e constatou que de fato não podia voltar por aquele caminho. A escuridão não possuía começo nos céus acima de sua cabeça e nem um fundo abaixo de seus pés ao que parecia. Não haviam pedras ou objetos soltos que pudesse jogar para tentar testar o quão fundo era a queda.
    Só Havia um caminho a seguir, pensou, para frente. Começou então a lenta caminhada em direção a frente sem saber para onde estava indo. No caminho teve a sensação de passar por outras almas, as quais mal se moviam e percebeu que elas o encaravam de volta como se olhassem através dele com seus olhares vazios e sem esperança. - A quanto tempo estariam ali paradas, contemplando o caos ou ordem? Não sabia dizer qual dos dois definiria melhor tal local. O que aconteceu a essas criaturas pensava consigo mesmo enquanto ainda caminhava. O tempo passaria ali onde se encontrava? Não sabia dizer, não sabia a quanto tempo estava parado sentado até então.
    Decidiu que tentaria falar com alguma dessas figuras etéreas se tivesse a oportunidade. O que seria essa oportunidade nem mesmo ele sabia. Seguiu seu caminho negro até chegar ao que lhe parecia um aclive com escadas que pareciam feitas da própria noite. Novamente o medo tomou conta de si, e se conteve ao pé das escadas, olhou novamente para trás e percebeu que não fossem pelas escadas, não teria a menor noção de onde era para frente, para trás ou para os lados. Era tudo de um puro breu a não ser pelos espectros que as vezes podia notar lá parados. Absortos vislumbrando o infinito.
    Havia um bem próximo a ele agora, assim como os outros, era impossível dizer se havia sido um homem ou mulher. Pensou em toca-lo, tentou toca-lo, mas como se já soubesse se deu conta de que tal espectro não possuía uma forma solida e suas mão passaram diretamente por ele e uma fria sensação correu por todo seu corpo. Sim já havia sentido esse frio esmagador, mas quando fora... - Quando morri! Pensou. Mas havia mais, era como se estivesse se perdendo dentro da angustia daquela pobre alma.
    Não conseguiu distinguir muito, apenas a tristeza abissal que afligia a aparição. Por que se sentia assim? Por que estava ali parada? Tantas perguntas sem respostas. E em um momento de quase loucura tentou gritar o mais alto que pode: - Não era pra que tudo fosse claro agora?! Ahhhh!
    Pareceu poder ver sua exclamação voar pelo nada e se distanciar cada vez mais. Para nunca cair nos ouvidos de alguém.
    Tentou comunicar-se com ele, mas percebeu que era inútil, a figura pelo que sentiu não possuía qualquer senso de consciência, de eu próprio a não ser por uma vaga ideia de nome que não pôde decifrar, talvez fosse essa a causa da angustia. Será que assim como ele tal criatura havia chegado até lá e não foi capaz de se lembrar de como tinha sido sua vida e sua morte?
    Ou ainda não pudesse aceitar que morrera? Talvez por isso ficasse imóvel ali, contemplando o nada, tentando entender tudo que ocorrera e onde estava. Sentiu-se de certa forma triunfante de que era melhor que esses pobres diabos, havia tido força suficiente para domar o vácuo etéreo que o oprimia e trazer de volta a si suas lembranças. Ainda era Ronald, ainda era um ser pensante e consciente, não se daria por vencido como outros antes dele. Regozijou e não escondeu seu desdém por aqueles que agora considerava fracos. Mais de sua personalidade voltava agora, mais de suas lembranças e experiencias.
    Tinha a natureza desconfiada, sempre fora cheio de si e orgulhoso daquilo que acreditava representar. Amava suas posses terrenas quase ao ponto da avareza. E estava nu agora. Isso o enfureceu. E então o fez rir. - Ora para que de fato iria precisar de coisa alguma aqui de qualquer modo. Disse, e então voltou a sentar-se para tentar lembrar de algo mais. Não admitiria agora estar assustado com o desconhecido. Concentrou-se em seu nome e em aspectos de sua vida que ele acreditava estimar, tentou focar-se agora em pessoas que conhecia. Sim, talvez aqueles que estiveram com ele em seus últimos dias terrenos. E aos poucos mais imagens e sons chegavam até ele e de forma sinistra pode olhar para si mesmo. Estava largado ensanguentado no canto da pista, sua moto uma Kawasaki Ninja verde que amara tanto jazia despedaça a alguns metros de seu corpo moribundo. Seu primeiro pensamento foi em ver quem o havia tomado a vida, se sentia escarnecido por ele, algo que ele compreendia bem quando vivo. - Quero ter um vislumbre ao menos de seu maldito rosto. Pensou em seu íntimo, enquanto era engolido por um ódio que o queimava por dentro.
    Antes porem que fosse capaz de distinguir qualquer coisa se viu novamente envolto pelo breu indiferente e pelo céu opressivo e podia ver agora claramente as escadas e o chão por onde havia caminhado. Pareciam feitos de ônix liso e brilhante, embora não houvesse luz alguma ali.
    Decidiu continuar caminhando pelo tortuoso caminho, sem saber exatamente para onde estava sendo levado. Caminhou pelo que lhe pareceu horas por um caminho que serpenteava o que parecia a encosta de uma imensa montando feita de noite e pedra.
    Menos e menos espectros habitavam os lugares mais altos ao ponto de que ele agora os via muito pouco. Um deles parecia lhe bloquear o caminho, encarando-o com suas orbitas inflamadas parecendo eviscerar lhe o fundo da alma.
    Esse parecia ter sido velho ao chegar aqui, não sabia como podia ter certeza daquilo, ambos ficaram lá imóveis. Ronald perscrutava cada centímetro desse ser em busca de algo que pudesse lhe dar qualquer indicação ou qualquer pista do que o esperava no cume, do que ele agora passara a chamar em seus pensamentos de montanha de Sísifo, aquele velho mito grego do rei que devia galgar a montanha mais alta de Hades enquanto levava uma gigante pedra a seu topo.
    Tentou toca-lo se aproximando, quando o espectro o rechaçou com uma onda tenebrosa cheia de fúria e pesar, fazendo cambalear vários degraus para baixo. Não sentia dor, a não ser o pesar de Moneta... - Espere um pouco. Como sei esse nome. E claro como o dia via também a forma como Moneta havia chegado a seu fim. Como ela era obcecada por esses derradeiros momentos.
    Esfaqueada e estuprada por soldados. Meu Deus pensou, ela está aqui desde os tempos romanos... Nesse momento também lembrou de Deus e do bem e do mal e começou a sentir temor novamente. Seria ele julgado? Ou já teria passado pelo julgamento e não se lembrava? Seria essa a punição pensou horrorizado, cair no esquecimento de tudo e todos que faziam dele quem ele era?
    Não podia se dar ao luxo de entrar em pânico agora pensou: - Não é quente aqui, não acho que estou no Inferno, nem no Céu... Será que... Sim. Devo estar no Limbo entre ambos.
    Fazia todo sentido para si que se encontrava em uma espécie de Limbo, sentia medo, tentou concentrar-se novamente de forma introspectiva para refletir sobre sua vida até aquele momento. Não havia sido uma pessoa bondosa, porem também não havia feito mal demasiado a ninguém, até onde podia se lembrar. Lembrou-se de brigas, discussões, das ocasiões em que ajudou ao próximo. E sentiu que aos poucos sua consciência o levava para outro lugar, como se fosse levado por uma leve correnteza.
    -  Um velório! Exclamou com surpresa, embora já soubesse que seria seu próprio enterro. Viu ali algumas pessoas que conhecera durante sua curta vida, não muitos, tinha a impressão de que alguns lá estavam para simplesmente vê-lo morto. - Já não importa mais, não posso alcançá-los e eles com toda certeza jamais poderão me ver novamente.
    Viu sua mãe junto de seu pai ao lado do caixão, que estava lacrado devido a seu estado. A expressão triste e cansada dominava o rosto de sua mãe. Expressão de alguém que chorara muito. Não podia mais suportar aquilo, tentou concentrar-se e voltar a Sísifo. Antes de obter sucesso pode ouvir sua mãe lhe dizer: - Vá em paz meu filho, você viveu e amou enquanto esteve conosco. Sentirei muito sua falta. Esteja em paz.
    Mal conseguia controlar suas emoções nesse ponto, o pesar, o amor, a raiva e revolta por tudo borbulhavam dentro dele, até que de volta ao negrume da montanha todas elas começavam a dissipar como se se misturando as trevas que o rodeavam. - Parece que aos poucos todos os sentimentos, bons e ruins estão deixando meu ser.
    Como se fosse purificado pela negridão ao seu redor. - Afinal não era isso que as trevas representavam? Indagou a si mesmo. A completa ausência de tudo, de onde nada podia escapar? Continuou:
    -  Não posso deixar que leve meu eu, do contrário ficarei como esses desgraçados perdidos nessa vastidão abissal. Preciso seguir caminhando antes que isso aconteça.
    O caminho como ele próprio esperava foi tortuoso e cheio de obstáculos, com a eventual visão de um ou mais espectros parados olhando através dele. Não sabia dizer por mais quanto tempo estava andando e não pretendia parar até chegar ao cume, afinal ele percebeu que de fato não ficara cansando por andar, porem achava difícil manter-se concentrado na tarefa herculana que possuía diante de si.
    Enfim, após o que considerava dias em sua percepção mortal das coisas, chegou ao fim do último lance de escadas incrustradas na rocha. E então quando pensava que não poderia se surpreender com mais nada que o universo pudesse jogar contra ele, descobriu para seu espanto estar muito enganado.
    Capitulo II: Os Obeliscos e as Estrelas Celestes
    Ali no centro da montanha de trevas e desilusão haviam duas gigantescas colunas como obeliscos paralelas, que assim como o céu pareciam não ter fim, rasgando a abóboda astral e subindo de forma titânica e imponente, prostrando a todos os que punham seus olhos nela.
    Ao centro de cada uma havia uma pequena passagem de mais ou menos duas vezes a altura de um homem alto e delas brotavam luzes de cores que ele jamais vira ou imaginara. Cores que até então eram invisíveis aos olhos humanos, luzes fantasmagóricas mais opressivas que os próprios obeliscos que ali descansavam provavelmente desde o início dos tempos, porém, por alguma sinistra razão se sentia atraído por elas como uma mariposa e atraída até uma lâmpada incandescente na mais densa das noites, inimagináveis para mortais.
    Ao centro entre os dois obeliscos havia uma plataforma circular, onde para seu espanto jazia um monstro humanoide disforme de proporções cinco ou seis vezes o tamanho de um homem adulto. Sentando em um trono de marfim mastodôntico. - Isto é uma estátua? Disse boquiaberto encarando aquela visão nefasta.
    Possuía 3 cabeças conjuntas, uma voltada para direita, outra para esquerda e uma para frente. A cabeça da frente era completamente negra, parecia feita do mesmo material da montanha. Não possuía olhos em suas orbitas, nem nariz, embora houvessem fendas que se pareciam com o nariz de um crânio.
    Sua boca, ou a fenda que se assemelhava a uma boca era aterrorizante, seus dentes, ou se e que eram dentes, lembravam estalactites e estalagmites. O rosto em si era liso como um espelho, já a face da esquerda se assemelhava mais a um animal do que há algo humano, embora não possuísse olhos que ele pudesse distinguir, essa por sua vez era de um branco tão pálido que assim como o magnifico trono se destacava e reluzia em contraste com a eterna noite onde se encerravam seus domínios. A qual animal ou fera mítica aquela coisa se parecia não sabia dizer, mas lhe causava extremo pavor.
    A terceira face possuía enormes chifres que se lançavam do topo de sua testa e se curvavam levemente para baixo para depois alçarem os céus. Esta porem parecia áspera e rustica em sua formação, com protuberâncias em forma de espinhos se pronunciando a partir de seu terrível queixo, sua enorme boca parecia ter sido lacrada. Era uma figura Dantesca, como se fosse um demônio saído do Cócito no nono círculo Infernal.
    O titã possuía um corpo humanoide, todo feito de pedra, com seis longos braços com três articulações cada, com mãos longas com seis dedos pontiagudos cada, seu quadril todo esparramado em seu trono e duas longas pernas que mais se pareciam raízes de arvores retorcidas que se fundiam com o solo pedregoso. - Essa coisa e definitivamente uma estátua. Proclamou em voz alta tentando esconder o temor e se convencer de que aquilo não poderia lhe fazer mal.
    Se aproximou mais, tentando inspecionar o que eram aquelas entradas em cada extremidade no centro dos obeliscos, julgava haver ao menos um quilômetro entre uma outra com a poderosa figura no centro e a encosta montanhosa atrás entre os três.
    Ao tentar se aproximar da entrada a direita, para sua surpresa a enorme figura quimérica pareceu ganhar vida e onde antes haviam apenas orbitas vazias agora se incandesciam com um brilho etéreo e espectral de cores fluorescentes. Então com um ranger ensurdecedor a figura recostou no trono e um barulho ensurdecer saiu da fenda que era a horrenda boca do meio.
    Não era capaz de discernir nenhuma palavra daquele turbilhão de sons, seus ouvidos prestes a estourar, podia sentir a montanha tremer e gemer, como se a própria noite estivesse acordando. Os espectros pelo quais passara agora pareciam em pânico absoluto com o que acontecia.
    Em meio a insanidade do momento, Ronald caiu em si e tentou se concentrar nas vibrações, afinal estava morto, duvidava que seus tímpanos pudessem romper-se. Para sua surpresa imaginava estar agora entendendo o que lhe estava sendo dito: - Somos as estrelas do agora, do que foi e também do que será. Estivemos aqui no início e estaremos também no final, quando Deus e o Vazio tiverem seu último confronto. Nossos nomes para aqueles que aqui chegam são: Minos a Estrela Celeste da Nobreza, Radamanto a Estrela Celeste da Fúria e Eaco a Estrela Celeste do heroísmo.
    Nós somos aqueles responsáveis por encaminhar os mortais que aqui se aventuram para o próximo estágio... Ronald sentia-se tonto, perdido em meio àquela presença colossal. Antes que pudesse dizer ou até mesmo formular uma pergunta racional a voz profunda de Eaco continuava a retumbar: - Abandone sua vida mortal, purifique-se e siga pela passagem. Ao tempo que terminava de falar as coisas voltavam ao seu estado natural ou antinatural como pensava Ronald.
    Enquanto recuperava sua compostura Ronald por alguma razão se enchia de revolta, talvez tenha sido a ordem para abandonar sua vida mortal, não se sentia preparado para abandonar seu eu. E o que isso se quer significava, ele era Ronald, ninguém mais, não podia deixar de ser, nem queria. Não, jamais abandonaria o que lhe tornava ele, único.
    Com a ira crescente dentro de si, imaginou ter visto quem considerava ser Radamanto virar a imensa cabeça em sua direção e subitamente sentiu como se estivesse sendo sugado pela criatura, mas não estava, seu ódio porem diminuía e veio a compreender o que acontecera, aqueles seres tirariam dele tudo o que lhe fazia ele próprio. Em um ímpeto de coragem conseguiu indagar a massiva estatua: - Eu mereço explicações, sempre acreditamos que a morte seria o lugar de verdades e não mais dúvidas. Eu demando saber o que fará comigo, o que são essas almas penadas pelo caminho, e por que devo abandonar o meu eu?
    De repente a cabeça que julgava ser Minos começava a mover-se em sua direção e as outras pareciam deliciadas com a audácia daquele minúsculo e ignóbil mortal.
    - Algo passageiro e ínfimo como você ousa questionar as leis da existência?
    - Sim. Disse ele de forma tímida. - Acho que todos que chegam aqui merecem algumas respostas antes de cruzarem seja lá o que for que se esconde após essa passagem.
    Então a cabeça central voltou-se para ele novamente. E disse: - Você não é digno de saber os mistérios da existência em sua totalidade, mas posso lhe sanar algumas dúvidas antes que faça a passagem.
    Seus pensamentos iam e vinham de forma assustadora, tentou concentrar-se e afastar o medo a opressão que os seres forçavam sobre ele. E então imaginou o que perguntar primeiro. Mas antes que pudesse dizer algo a voz ressoou novamente: - Lhe responderei três perguntas, faça as com cuidado mortal.
    Ronald respirara fundo, engolira a seco e tentara formular a primeira de suas três perguntas que seriam respondidas, mas o que deveria perguntar... Foi então que a primeira delas se materializou em sua mente: - O que são todas essas almas espalhadas por esse local? Refiro-me as que ficam apenas paradas olhando para mim enquanto me dirigia para cá? Suponho que não seja o único a chegar até aqui, porém não via mais ninguém tentando chegar ao cume. O que aconteceu a elas? O que são elas? Repetiu. Ao que Eacos quem supunha ser a cabeça do meio deixou que sua voz gutural se propaga-se pela escuridão daquele abismo sem vida.
    - São mortais, tal como você, que chegaram até aqui após o fim de sua jornada terrena, que assim como você se esforçaram para lembrar quem foram, o que fizeram, a quem amaram, odiaram. Alguns habitam essa montanha estéril a milênios em anos que mortais compreendem. Outros simplesmente não possuem a força ou a vontade para chegarem até aqui, pois ainda se sentem vivos e não conseguem entender que já não vivem mais. Eles ainda se apegam ao seu ego e a sua vida terrena e são incapazes de deixar ir, logo não podem entrar pela passagem e se recusam a desistir de quem foram. E assim presos estão. Esperando um doce esquecimento que jamais virá. Sofrerão para sempre na montanha, incapazes de continuar. Perdendo aos poucos o restante de sua humanidade, até não se lembrarem mais do que não queriam perder. Ficando assim para sempre enclausurados na negridão da montanha.
    Sentiu um nó em seu estomago, estaria ele preso a essa mesmo destino? Não tinha intenções de se separar de quem foi, de quem era. Não entendi a razão para isso, porem também não iria ficar e se entregar a sombria montanha.
    O colosso de pedra novamente recostava em seu trono, seus olhos como sempre penetrando o âmago de Ronald como a luz penetra as sombras. Nesse instante Ronald começou novamente a sentir-se tonto e de repente foi novamente puxado para o dia de sua partida terrena. Estava novamente contemplando o local onde acontecera seu fatal acidente. Dessa vez parecia estar posicionado da perspectiva de seu assassino.
    Uma onda fúria tomou conta de si, enquanto novamente podia observar as coisas em seu próprio tempo, vira que o motorista corria de forma insana pelas sinuosas curvas daquela maldita via. Desta vez pode dar uma boa olhada em no homem que colocou um ponto final em sua jornada.
    O motorista era homem de cabelos cacheados muito pretos, nariz de batata, a pele bronzeada e dentes muito brancos. Possuía um olhar de extremo desespero em seu rosto. - Estranho, ele só vai colidir comigo em duas curvas, mas já parece assustado. Indagou em seus pensamentos. Sentia-se puxado de volta, tentou resistir a força magnética que o chamava, ainda tinha muito o que ver desse sujeito assassino.
    Deu por si novamente de fronte para o monstro abissal. Dessa vez a imensa cabeça branca como perola se voltava para ele. Sabia que devia fazer sua próxima pergunta mesmo antes de que começassem a falar. De fato, não sabia se queria ouvi-los mais uma vez.
    Minos aguardava pacientemente.
    - O que são esses portais que você guarda? O que há após atravessa-los? Por que existem dois deles? Antes que pudesse continuar Minos rugiu com sua voz bestial em resposta. Ronald sentiu como se milhares de raios trovejassem ao mesmo tempo.
    E de novo precisou concentrar-se para que pudesse compreender o que estava sendo dito. Um fluxo de informações se desenrolou em seu cérebro e então era capaz de entender o que lhe era dito mais uma vez.
    -  Essas são as passagens para o próximo passo da jornada mortal, todas as almas devem cruzar essa fronteira no limiar do desconhecido. O que há após a passagem negra você saberá quando as cruzar. Se as cruzar.
    A besta continuou a vociferar:
    - Os obeliscos são portentos que já existiam aqui antes mesmo de toda a criação mortal, são fontes inesgotáveis de poder e transmutações, de criação e de destruição, representam a dualidade da existência, a ordem e ao mesmo tempo o caos. O tudo e o nada, vida e morte.
    Ronald ainda aguardava a resposta para a última parte de sua pergunta, quando novamente teve a sensação de correnteza. Sabia que estava sendo novamente levado a algum lugar. Sabia que as Estrelas Celestes eram as responsáveis por isso. Tentou lutar contra a atração, Minos ainda lhe devia a resposta. Então pouco antes de tudo ficar enegrecido e sombrio novamente exclamou: -Por que são dois?!
    Imaginou ter ouvido ou mentalizado a palavra “Escolha”.
    Estava novamente observando o passado. Dessa vez, não estava na via e nem podia ver seu nêmesis por ali. Mas onde era ali? Quando era ali? Tantas perguntas e tão poucas respostas. Era um quarto branco e iluminado, encostado no fundo da sala havia uma daquelas camas medonhas de hospital. Com uma mulher que não devia ter mais do que trinta e cinco ou quarenta anos. Ela chorava copiosamente.
    Sem entender o que havia se passado ali, Ronald ficou confuso. Seria ele puxado de volta agora, sem nem ao menos entender por que estava vendo isso?
    Então sentiu o tempo dilatar-se e então contrair-se e quando deu por si um médico contava a mulher que assim como as tentativas passadas, essa gravidez lhe trazia perigo. E que não seria aconselhável tentar novamente caso o pior ocorresse. - Quem seria essa mulher? Indagou a si mesmo.
    La estavam novamente um encarando o outro, porem somente um deles lidava com emoções desconcertantes. Ele sabia que a cada viagem dessas, mas de si próprio era drenado pela estatua, sabia disso, sentia isso, mas nem ao menos entendia o motivo de sua última visão.
    Radamanto o observava. Agora podia ver aquela face demoníaca repleta de olhos, algo que ele não pudera perceber antes. Já sabia o que perguntaria desta vez.
    - Por que devemos ser purificados, ahn? Por que devemos abandonar tudo aquilo que somos e fomos? Quando você se diz estar aqui desde o início, deve apreciar lembrar-se de quem é. O que me diz a respeito dos espectros, não são importantes o bastante para serem purificados? Não...
    Antes que pudesse terminar a pergunta sentiu a mão monstruosa do titã agarra-lo e traze-lo bem perto da temível boca que parecia ter sido costurada e aqueles diversos olhos fumegantes focados nele.
    Não ouve estardalhaço desta vez, e sim imagens e sons dentro de sua cabeça. - Para que quando deem o próximo passo, estejam livres do apego de uma aventura passageira e possam seguir em frente. Começou a responder a cabeça da direita. A mais monstruosa delas pareciam ser a mais cordial, pensou Ronald.
    A voz continuou: - De uma forma ou de outra todas as almas são e serão purificadas, o quando e a forma são as únicas coisas que diferem. Aqueles que fazem a passagem são purificados e continuam sua jornada, enquanto os que se recusam e aqui residem também acabam esquecendo tudo que são eventualmente. Porém sem lembrança alguma ou vontade, são incapazes de seguir em frente, pois já não desejam mais nada, já não são mais capazes de escolher.
    Sentiu a mão apertar-se mais em torno de si, e novamente sentia que seria arrastado para algum outro lugar. Lutou violentamente com sua mente contra essa incursão, voltava a via, não precisava mais ver isso pensou e mentalizou, já aceitava estar morto. Concentrou-se o máximo que pode e viu que o cenário mudou drasticamente, assim como o tempo em que se encontrava pareceu mudar. Viu sua mãe, sentada no canto de seu jazigo. O olhar perdido a frente, passando por ele, afinal ele não era corpóreo.
    Não queria mais nada daquilo e em um último ato desafiador ordenou ser trazido de volta, ao que para sua surpresa foi atendido. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Eacos novamente fez a montanha tremer, ao dizer ao mortal que passado, presente e futuro acontecem simultaneamente e que muitos mortais são incapazes de entender o significado dos avisos que recebem. E continuou a falar:
    - Você deve agora abandonar seu passado e passar pelo portal que se encontra a minha direita. Dizia Eacos enquanto três de seus braços apontavam para a passagem, ao mesmo tempo que a outra mão soltava Ronald ao chão.
    - Va agora mortal, ou ficara aqui para sempre.
    A cabeça de Ronald voava com toda a informação que havia recebido. Já não sentia mais medo, talvez por terem tomado isso dele. Em um ímpeto de loucura e insanidade que o tomava agora, sua velha natureza desconfiada passava a frente, então ergue-se desafiador e bradou: - Por que deveria confiar em uma coisa feito você? Por que deveria ir pela porta da esquerda, porque não ir pela porta a minha direita? Quer me mandar para o abismo desgraçado!
    A estátua jazia imóvel sem parecer se importar com a crise de histeria que se desenrolava a sua frente. E então de súbito suas mãos tentaram alcançar Ronald, que novamente ouviu Radamanto em sua cabeça lhe dizendo que era indiferente quais das passagens ele tomasse, mas que iria ser purificado e tomaria uma delas. De uma forma ou de outra.
    Em seu estado de pânico e pura insanidade Ronald conseguiu passar por entre os gigantescos dedos pontudos e chegara até a borda do precipício que daria diretamente de fronte para onde ele acreditava ter acordado no início de toda essa loucura.
    Os três observavam.
    Quando Ronald respirou fundo e disse suas últimas palavras para o colosso: - Você mencionou escolhas certo? Eis aqui a minha escolha sua aberração monstruosa e disforme. Não serei purificado, não abandonarei quem sou jamais e caso não seja capaz de cruzar a passagem mesmo assim me recuso a encontrar um fim tão patético e débil como desses fracos diabos a sua volta.
    - Sou dono de meu próprio destino! Disse isso pouco antes de se jogar do topo de Sísifo.
    Capitulo III: O Ciclo Interminável
    A lua cheia estava alta no céu com sua suave luz prateada iluminando todos os cantos daquela cidade. Não havia muitas estrelas no céu naquele dia e nem muitas pessoas nas ruas. É o que geralmente acontece em feriados naquela pacata cidade. As pessoas costumavam deixar suas casas e irem viajar na véspera, para somente voltarem no dia após a data comemorativa.
    Ronald adorava esses dias, não gostava muito das pessoas preferia ser sua própria companhia principalmente quando decidia voar baixo com sua potente moto, pelas sinuosas e lindas estradas que cortavam os campos verdejantes e imensas arvores que ficavam tão linda ao luar.
    Ronald era um homem alto com mais de um metro e oitenta, de compleição forte, mandíbula quadrada, nariz de tamanho médio e fino. Seus olhos eram de um azul profundo e frio, muitos diziam que não havia vida por trás de seus olhos. Seus cabelos eram castanhos e cortados curtos em estilo militar. Possuía uma personalidade forte, o que na maior parte do tempo fazia com que as pessoas se afastassem dele. - Os fracos temem os fortes. Repetia para todos que quisessem ouvir.
    - Jamais serei um fraco, nem mesmo na morte. Expurgarei o véu da incerteza e olharei Deus em sua face e direi a ele que poderia ter feito melhor, haha haha! Disse a sua mãe certa vez em tom zombeteiro e desafiador. Se dizia um homem único, o qual o molde fora quebrado logo após sua fabricação. Dizia também que o mundo jamais poderia existir sem ele, embora não acreditasse de verdade nisso.
    Ronald sentia-se solitário em feriados porem especialmente triste naquele dia. Já não falava com seus pais havia algum tempo, nem se lembrava da razão pela qual havia se desentendido. Não importava. Decidira sair de casa, olhar para o teto o estava deixando maluco, e uma noite assim não podia ser desperdiçada, as estradas estariam tranquilas, o tempo estava propicio e logo poderia estar voando baixo pelas estradas da mãe Terra. Não sabia por que, porem sabia que seu destino o estava chamando para encontra-lo. Rira sozinho. Acreditava mesmo em destino? - Veremos onde a noite me leva.
    Ao sair para rua uivou para lua, para divertimento de algumas poucas pessoas nas janelas de suas casas. Ainda era cedo, cerca de sete horas da noite. - Uma lua assim nos faz entrar em contato com nosso lado bestial. Dissera sozinho para quem quisesse ouvir.
    Após uns trinta minutos queimando asfalto decidiu parar para beber alguma coisa em uma boate de quinta que ficava ao lado da rodovia e se divertir com as garotas que lhe diriam qualquer coisa por dinheiro.
    Linda Tessario Almeida era uma mulher em seus trinta anos de vida, era baixa e magra, com espessos cabelos castanhos que lhe caiam até a cintura que era fina e bem formada. Seus grandes olhos castanhos passavam a sensação de carinho e bondade a todos a quem ela olhava. Seus lábios eram carnudos e sua boca sempre vermelha sua cor favorita dizia ela.
    Havia se casado há algum tempo atrás com um homem chamado Derick Almeida, ambos se amavam muito e haviam passado juntos por momentos muito difíceis em suas vidas, tanto separados quanto unidos.
    Quando pequena Linda foi uma criança doente que vivia de medico em medico, hospital a hospital. Passou por muitos procedimentos que envolviam radiação e outras coisas que prejudicavam seu diminuto corpo, embora tenha vencido a doença que lhe afligia algumas sequelas a acompanharam por toda sua vida.
    Devido a isso não era uma mulher particularmente forte, mas estava sempre bem-disposta a aproveitar a vida e as pessoas. Seu único pesar era a incapacidade de gerar uma vida, algo com o que sonhava desde que podia se lembrar. Ser mãe, cuidar de outro ser como sua mãe cuidara dela até chegar ao fim de seus dias.
    Havia esperado o filho de Derick por três vezes e em todas as três, sua vida estava em risco por complicações. O primeiro era natimorto e teve que ser removido, no segundo um aborto terrível no sexto mês de gestação e no terceiro não havia passado do terceiro mês e lhe causara uma hemorragia que quase a levara para o outro mundo.
    Essa era sua última chance e o médico lhe advertira no hospital aquele dia, que não seria aconselhável tentar novamente caso o pior ocorresse. Seu marido e ela estavam apreensivos, porém Derick sofria com a possibilidade de desta vez perder tanto seu filho quanto sua esposa.
    O relógio marcava oito e meia da noite, Ronald deixava o inferninho para trás para voltar para sua casa. Quando sentado em sua moto refletia sobre sua vida. Sentiu pesar por ter deixado as coisas com seus pais chegarem aquele ponto, entendia que eles só queriam o melhor, mas ele como sempre era esquentado. Nada como álcool e mulheres com pouca roupa para fazê-lo refletir sobre seus erros.
    Decidira que iria para a casa de seus pais agora na cidade vizinha, afinal era só continuar seguindo essa pista calma e deserta por mais 20 quilômetros e logo estarei lá pensou. E assim começara sua última viagem.
    Derick voltava mais cedo de suas férias com sua esposa mais cedo, algo não estava bem, podia dizer, sua esposa não costuma reclamar ou se queixar das coisas, logo sabia que quando ela o fazia a situação era séria.
    Ronald deitava sua moto em cada curva, cada vez aumentando mais a velocidade e zunindo pelo asfalto. Derick pisava no acelerador, sua esposa agora gritava de dor e começara a sangrar, essa era sua quarta gravidez, já estava no oitavo mês, segundo o médico essa deveria ser sua última chance, do contrário deveriam tentar adotar uma criança dissera ele. Linda não sabia, mas nunca seria mãe.
    Ronald fez uma curva e então na próxima viu aquela luz desgovernada em sua direção, então nunca mais viu coisa alguma. Derick dobrou a via, Linda gritou de dor, Derick olhara para ela, não usava cinto de segurança. Derick deve ser torso destruído pelo volante do carro. Derick jamais foi pai.
    O carro capotou diversas vezes e ficou la parado no canto da estrada. O ceifeiro estava ocupado naquele dia, Ronald jazia destruído a esquerda, Derrick morrera no impacto, seu corpo fora partido em dois. Linda ainda presa ao assento do carro desfalecia de forma rápida, somente capaz de balbuciar algo: - Por favor você precisa sobreviver, mamãe não será capaz de estar com você, mas você precisa viver. O Resgate levaria 10 minutos para chegar até ali.
    Capitulo IV: Vitória
    Ele caia pelas sombras intermináveis daqueles domínios, imaginava que bateria em algo durante a queda, porem ele só caia e caia na penumbra que o consumia. Parecia estar caindo a eras em sua percepção, novamente não saberia dizer.
    Sentia-se triunfante, ainda era Ronald e sempre seria Ronald. Sim jamais passaria pela passagem negra agora, nunca conheceria o próximo estágio, mas ao menos ainda era Ronald e jamais se tornaria um espectro sem vontade. Sentia frio pela primeira vez desde que chegara aquela montanha, não sabia o motivo. Agora se entregara ao êxtase não vazio sobrenatural e escuro, já não pensava em mais nada, somente na paz que experienciava agora., não havia mais ódio, insegurança, amor, só aquela sensação de frio e calmaria enquanto caia para as profundezas abismais do desconhecido.
    Presa ainda no carro Linda agonizava, quando foi capaz de ver um rosto amigo, um enorme homem negro, não um gigante de ébano, lhe tranquilizava com sua voz doce e seus cuidados. Um gigante gentil. - Me chamo Malloy. Vamos ajudar você, estamos preocupados com o bebe, não temos certeza de que irá sobreviver. Mas você precisa ser forte.
    - Corte meu ventre e tire o dali com vida por favor esse é o último pedido que tenho em vida. Disse linda poucos minutos antes de ser abraçada pelo vazio e pela noite. O ceifeiro ali aguardava. Levaria mais uma ou duas almas para o nada?
    Ronald continuava a cair de forma vertiginosa, teve a impressão de ver um minúsculo ponto azul bem lá embaixo que parecia aumentar e aumentar de tamanho. Logo lhe ocorreu que aquela era a Terra. Divertiu-se momentaneamente com isso quando pensou que se tornaria uma alma penada lá. Quantas histórias loucas ouvira durante sua vida e que nunca acreditara e despachara como maluquice?
    Divertir-se-ia mais se não tivesse percebido que já não se lembrava mais de seu nome, nem de quem era e se não houvesse aquela sensação agonizante de estar sendo carbonizado. O fogo brotava de seu corpo como fogo fátuo, e suas memorias queimavam e eram despedaçadas ao mesmo tempo em que continuava a cair e a Terra continuava a se aproximar mais e mais. Sua essência estava sendo reciclada sua forma mudava para algo menor, e não havia nada que pudesse fazer para impedir o que acontecia. Já nem mais se lembrava da montanha ou das criaturas que lá habitavam. E em uma explosão de chamas não havia mais nada.
    De volta ao hospital médicos e enfermeiros corriam de um lado para o outro em um frenesi assustador, a pequena menina foi salva as outras três pessoas envolvidas no acidente brutal da via 666 haviam morrido no local.
    Malloy segurava a pequena criança em seus enormes braços contente de pelo menos terem salvado uma vida. Ele abriu os olhos via tudo branco, seus olhos doíam, a claridade lhe machucava como se nunca tivesse enxergado antes. Não se lembrava de muitas coisas mais sabia que se fechasse os olhos jamais seria o mesmo de novo. O que acontecera, ele não se lembrava, lembrava-se de que possuía um nome, sim, meu nome era Ronal... E então a pequena caiu no sono. - Pequenina você teve uma Vitória hoje. Disse Malloy, veremos se pode conseguir mais uma e ter uma família.
    Quatro anos haviam se passado desde então, e naquela sepultura para qual Malloy olhava jaziam Linda e Derick. -Esses eram meus pais disse Vitoria confusa? - Sim. Replicou O gigante gentil. Agora vamos sua mãe está esperando e logo tenho que voltar para meu plantão.
    - O que ela está fazendo ali? Perguntou de forma inocente a menina.
    - Isso ela deve te contar pequenina. Respondeu.
    E se aproximando de forma acanhada daquele único tumulo no canto da ala, indagou a senhora sentada a beira do tumulo. - Quem é esse homem mamãe?
    - Esse Vitória é seu irmão que morreu no mesmo dia em que seus pais se foram. Se chamava Ronald. Como seu nome do meio. E a senhora sorria de forma doce e gentil para a pequena Vitória Ronald Bock.

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