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auto biográfico

  • Ensaio auto analítico sobre Id e não Poder – ou “Nietzsche, Freud e Sócrates entram em um bar...”

    As ideias vêm, vão e voltam; mas a impotência é a mesma. A vitória do Superego sobre o Superman. Quanto esforço é necessário para tornar-te quem tu és? Como saber se é o isso ou o ego falando? As ideias vêm e vão – isso é mais forte do que eu! Mas se penso, não falo, não faço, logo não existo, desisto... E se insisto, me vejo perdido entre a Vontade (de Potência) e a inabilidade que me estapeia a cara.
              A resposta: Conformismo ou esforço? Trabalho ou inércia? Negativo, Reativo, Passivo ou Ativo; de que adianta, se o pé não encontra chão onde pousar? Esforço compensa ignorância? O que vale mais: a intenção ou a atenção? Ser dedicado não significa ser hábil, tão pouco hábil significa ser sábio. (Ouço uma voz: “Eis que te apanho, niilista!”). As artimanhas da linguagem – velha embusteira! Me convêm, me confortam, me iludem a ponto de não querer mais ser o que tendo à me tonar; o que já sou agora, basta. O jogo de palavras, pois, é a expressão linguística da razão inadequada.
              Detesto admitir que me entreguei... E apelei covardemente à retórica, o botão vermelho dos fracos. O Escravo transvestido de Senhor. Sou um anão na terra de gigantes, escalando seus membros montanhosos, fincando minhas garras em migalhas de Poder. Finalmente, no cume do colosso, a vista é melancólica; pois evidentemente nunca a conquistarei. A não ser que... Me atrevo? E se esta vista, que tanto seduz, não fosse a real? O segredo para ser o rei do mundo, é moldá-lo – por exemplo – do tamanho ideal para um anão e inconveniente para um gigante. Quanto mais gênios, menos gênios – o extraordinário ordinário. A verborragia é mascara, não aquela que cobre a cara, mas a cada momento fala – sem palavras...
              Não me tente – exclamo ao superego – com esses valores superiores fantasmagóricos. O fato é que estou fraco, mas não sou escravo de ninguém (isto vale para você, Ego corrompido). A afirmação virá. Sim! Triunfante. Não obstante, não me resta apenas ambicionar esperançoso. É na guerra que se encontra a paz – existe o poder de curar mesmo no ferimento... AMOR FATI.
  • Ensaio sobre a terapia na escrita introspectiva

    "Minha escrita é análoga ao espasmo dos membros ao despertar de um sonho intenso, é o ato de segurar um cigarro fantasma entre os dedos – sequela de um vício passado. Escrevo como quem diz 'eu amo você' pela enésima vez, como quem se desculpa ao pisar no rabo do cachorro acidentalmente. Escrevo, não por que preciso, apenas faço sem julgar. Escrevo por impulso.
              Palavras e palavras e palavras perdidas entre a rota de colisão da criatividade com a autocrítica, findadas pela revisão algoz. Letras assombrando minhas noites insones, dando fruto a ideias desconexas fadadas a serem palavras não lidas ou lixo eletrônico. Textos abandonados, vítimas da procrastinação e intervenção de outros textos, que se misturam formando uma grande avalanche de conceitos mal explorados, inacabados e esquecidos. Minha escrita é análoga à um ciclo vicioso, meus hábitos são hábitos de um viciado.
              Escrevo até atingir o narciso orgasmo literário contido em cada ponto final e, não obstante, não me orgulho disto. Meu sonho é algum dia escrever algo à alguém, pois, apesar de todos os esforços, no fundo todas a palavras são minhas e para mim. Literatura é atividade solitária e a comunicação por meio dela é uma mentira. Tudo escrito vem de dentro para dentro, numa espécie de introspectiva metalinguística.
              Contudo, é inevitável o dilema do escritor. Figura que vaga num deserto de vaidade em busca de olhos em sua direção, de mentes engajadas em suas opiniões. O leitor é um pequeno, porém imprescindível, intermediário entre aquele que escreve e o que é escrito. Apenas com a leitura por parte de terceiros é possível concretizar a satisfação que a escrita promove. Em outras palavras: a escrita é o diálogo entre o escritor e seu texto e o leitor é como um psicanalista silencioso – ele se acomoda num canto e aguarda até o escritor encontrar um modo de se encontrar dentro das próprias palavras.
              Escrevo como quem faz terapia. A ilusão de estar sendo ajudado é proveitosa para o doutor e cogente para mim. Escrevo para me salvar. Escrevo por escrever..."
  • Imperio

    minha mente é um império, onde tudo que se possa valer tem espaço, imagens aparecem sem dor nem critério, e entre linhas me refaço
  • Muito Além da Razão

    Na escuridão profunda muito além da razão,

    Olho para o fim do túnel onde as luzes estão distantes parecendo luzes negras...

    Tateio no paredão procurando um corrimão...

    A vida tem sido difícil na escuridão da vida, tenho vivido como em um campo de batalha nos últimos momentos sentindo a derradeira hora.

    Aquele levante que vem do Sul só me traz o cheiro daquelas paixões desvairadas,

    Esta sensação me traz um vazio incontrolável,

    Esse longo inverno só me vai trazer a lembrança daquele velho amor,

    A saudade é uma muralha de lagrimas desabando sobre nós,

    O amor é um sentimento sombrio que não precisa de nossas falsas aparências de pessoas felizes, mas também não irá restar muito além destes dias escuros de minha alma medieval...

    São dias sombrios e visões cinzentas de dias repetidos de onde não se pode se libertar,

    É como se nunca acordasse, sempre em direção do Sul que é uma longa descida,

    Uma alma medieval existencialista,

    Tudo isso são só sequelas...

    Sequelas de uma queda sentimental, as 08h34min PM, como se fosse um filme ou algo de um livro escrito em poucas páginas, um livro de quatrocentas páginas!

    Talvez sejas não sei!

    Vejo letras fosforescentes na escuridão que dizem sobre um manifesto dos fascistas da década de quarenta, algo linear ao ódio entre os homens!

    Percebo que já não estou na idade média, nome dado levianamente pelos renascentistas, estou longe disso tudo, talvez o que eu escreva possa se classificar como neo-romantismo! Talvez...

    Mas a faceta da realidade do século 21 seja o depressivo excessivo, ou o romantismo cômico...

    O amor perdeu sua identidade em tempos idos e tempos vindouros, e a cada dia a inspiração acaba de forma triste e decadente, e nas palavras de um doente nos mostra que o amor é coisa de demente!

    Um poeta ou um escritor, talvez um filósofo sem idéias e sem pensamentos, como alguém que almeja a razão possa amar, possa querer sentir algo tão abstrato...

     
     
  • MYSTICA STATERA por Lux Burnns O tomo para iniciantes

    Sumário
     Agradecimentos..........................3
     Introdução......4
     Capítulo 1- O nascer e o torna-se.....5
     Capítulo 2-Realizando a magia.......12
     Capítulo 3- A magia é vida, mas não é um ser 
    vivo....20
     Capítulo 4- O mundo sem o véu..........26
     Capítulo 5- O fanatismo, o grande o veneno mágicko......33
     Capítulo 6 - A verdade liberta, mas é dolorosa....39
     Capítulo 7 - DIY mágicko.............47
     Capítulo 8 - A bruxa que vive entre os santos e os pecadores............ 54
     Capítulo 9 – Os Deuses, e o Fim da farsa da Realidade Dualística...... 59

    Agradecimentos
    Minha gratidão é voltada para o meu companheiro Soul, que me apoiou desde o início desta caminhada, me ajudando a melhorar ainda mais como ocultista, e jamais desistir das minhas convicções, mesmo quando o mundo inteiro, parecia discordar das mesmas. Também deixo minhas graças aos meus amigos: Lua Negra, Srtoa Gamab, Milliato, Rivendell, Srta Rabbith, Mandy, Tha, a Witch born on fire, e Isa, que me ajudaram a perceber quê este tomo poderia ser útil as próximas gerações. Por fim reconheço também o auxílio de minha mãe Silvana, que apesar dos pequenos atritos pelas crenças diferentes, sempre acreditou em mim e nos meus ideais. Obrigado a todos vocês, que me deram ânimo para chegar até aqui, e terminar este projeto. Não sei o quê me aguarda depois disso, mas certamente é um feito e tanto, e me orgulho por plantar esta semente, que vocês com carinho e paciência regaram.

    Introdução 
    É válido mencionar, que jamais tive a intenção de escrever um livro voltado para o aprendizado dos demais. Afinal há muitos autores, infinitamente melhores do quê uma velha bruxa, em um corpo não tão jovem. 
    Mas devido ao grande número de desinformados, que se acham conhecedores do mistério, e tudo o quê mesmo representa, vejo que é hora de assumir o meu manto de ocultista outra vez, e trazer-lhes algumas verdades nada convenientes. 
    Não estou aqui para lhes ensinar fórmulas, que vão mudar as suas vidas num estalar de dedos. Muito menos sobre como devem adorar seus deuses, ou o quê é o certo e o errado. Não sou uma bússola moral para tomar tal partido, apenas viajo de mundo em mundo, para libertar aqueles que aceitam o preço da liberdade. A ignorância pode ser uma benção, mas é a coragem que determina quem tem a chave do tudo. O inimigo é astuto, logo devemos ser justos, mas isto não significa dissociar, e se abster, e sim que devemos está preparados. Você pode não compreender estas palavras no momento, mas logo entenderá o quê cada frase significa.
     Se escolheu decifrar este livro, é porquê ouviu o chamado, mas não estou falando dos filhos do sol, e sim de algo mais amplo e intrigante.
    Há memórias de um mundo que querem te fazer acreditar que não existe. Há poderes que um ou nenhum dos seus parentes consegue explicar. Há mistérios em teu íntimo, que quer desvendar.
    As respostas estão presentes aqui, mas está pronto para ouvir o quê a primeira causa tem a dizer? Não será um caminho fácil, por isso é necessário que esteja pronto para esta jornada, que saiba no mínimo o quê é a espada e o escudo, e como usá-los. Do contrário será devorado pelos teus demônios, antes mesmo de ouvir a palavra da força geradora.
    Eu sei, parece o roteiro de algum filme de ficção científica bizarro, porém tudo o quê for mencionado aqui, será focado na minha experiência real como bruxa, e no aprendizado que isto me trouxe no decorrer do tempo. Está preparado? Então vire a página, pois a aventura o aguarda jovem peregrino.
    Capítulo 1
    O Nascer e o Tornar-se 
    Vivemos numa sociedade cheia de liberdade, que acredita bastante no ideal de igualdade, e que todos podem entrar no mundo da magia, sem discriminações de espécie. 
    Não estou aqui para me impor sobre tal coisa, porém acredito -e é o quê devia ser ensinado- que há aqueles que nascem com a predisposição para a magia, e os que infelizmente, não foram agraciados pelas divindades.
    Isso faz com que estes sejam mais fracos? Não. Eles devem ser escorraçados, e friamente criticados ? Também não. Apenas devem ter consciência de quê a sua busca, certamente será mais trabalhosa e longa – ou não se souber usar os meios certos, mas não vem ao caso – Por isso jamais devem se comparar aos que possuem habilidades naturais, pois tal atitude culmina em desencontro com o propósito inicial, de descobrir-se neste caminho.
    Não pense em nenhum momento, que o fato de ser somente humano te faz inferior, isso não significa muita coisa, quando você sabe que há meios de melhorar as suas habilidades.
    Já os predispostos, deveriam entender que o fato de terem recebido dons da natureza, não os faz automaticamente deuses, apenas lhes dá alguma vantagem em relação aos outros. Mas uma vantagem, não significa uma vitória garantida, portanto devem estudar e se preparar, tanto quanto os que não foram agraciados, para superar suas limitações, que sim existem.
    Não importa o quê são capazes de fazer - se levitam, se incendeiam, se preveem, manifestam, projetam, e tudo mais-  isto não os faz bruxos, apenas são detentores de habilidades especiais. Tanto o filho de um deus, quanto o filho do homem, precisam de treinamento, e conhecimento, para poder serem dignos de tal alcunha.
    É nos ensinado desde o começo, que precisamos andar em grupos, para poder obter o grau de bruxo, mago, ou feiticeiro. A sociedade mágica insiste em seguir essa premissa, mesmo nos tempos atuais, e isso atrasa bastante a vida de um novato.
    Grupos, como: Ordens e Covens, Podem até servir para ajudar no entendimento de certos assuntos, mas a realidade é que se queres realmente o poder, não deve seguir com ninguém mais, além de ti mesmo.
    Afinal de contas, o ocultismo no fim é apenas uma forma de encontrar-se, e não é no meio da multidão, com suas ideias diversificadas, que conseguirá te achar, no máximo ficará ainda mais confuso e perdido.
    Você se encontrará apenas quando não houver ninguém por perto, quando estiver sozinho num quarto escuro ou claro, questionando-se sobre o quê é, como, e o porquê das coisas.
    Por isso não acredite em líderes, que fazem questão de impor que precisa deles, acredite em ti mesmo, e naquilo que vai de acordo com a tua personalidade, e o quê tu consideras certo ou errado.
    E este tópico nos leva a outra questão. A magia tem se tornado um grande alvo do entretenimento. Para onde olhar  há “bruxos” ou “seres místicos”. O quê é uma coisa boa, mas somente para a diversão, pois tudo o quê se encontra nos filmes, seriados, desenhos e afins, são apenas fragmentos de textos ocultistas, e qualquer um de bom senso sabe, que não dá para entender o texto com apenas um verso, pois o mesmo pode servir para expressar diversas possibilidades, e se apenas escolher ler tal parte, jamais entenderá o contexto para que foi criado, por isso não use tais meios para aprender sobre o caminho. 
    A verdadeira magia, influencia o ambiente, mas o ambiente não influencia a magia. Logo uma obra midiática pode ser inspirada em algo oculto, só o quê o oculto, não pode advim de uma obra midiática, do contrário todo o entendimento se perde, e em vez de formar a sua inteligência divina, apenas a degrada e a transforma em loucura vã.
    Um bruxo de verdade- homem ou ser mágico- Sabe disto por instinto próprio. Entretanto com tantos jovens adotando posturas erradas, por conta do quê assistiram, é sempre bom frisar tal fato.
    Como disse antes são verdades inconvenientes, por isso não espere que eu vá apoiar uma conduta tão inapropriada para o ocultista.
    Queres ser um bruxo? Então leia, pesquise, estude, questione-se, e faça-se um. 
    Não espere que apenas porquê mudou o caminho, e deixou de seguir com as ovelhas, tudo será mais fácil. Verdade seja dita, se quer conforto, e evitar desafios que podem te fazer desmoronar, seu lugar não é aqui. Não importa se tem o sangue, sem essência jamais conseguirá sair do lugar.
    A magia não é um caminho simples, nunca foi. Apenas os que se encantam por sua versão comercializada de luzes e pó brilhante, acreditam nesta falácia.
    O agraciado deve aprender a controlar seus dons, para não ferir os que não merecem receber tal castigo, e o humano deve procurar meios, de melhorar seu espírito, ou DNA cósmico, para garantir que conseguirá manifestar alguma habilidade.
    Só que ambos precisam passar pelo mesmo processo árduo e cansativo. O agraciado, que nasceu com poderes sobrenaturais, precisa torna-se aquele que tem controle de si, e o humano que tem o controle da sua mente, precisa destruir todas as barreiras impostas, para então nascer como um ser sobrenatural.
    Ambos são como a metade um do outro, mas precisam focar em suas limitações, pois o primeiro poderá sofrer consequências desagradáveis, e o segundo precisa achar meios, de fazer-se tão forte quanto o outro, mas no fim os dois se encontram no mesmo patamar, por isso seus caminhos, ou o quê são , não interessa.
    É dito que para ser um bruxo, é necessário uma iniciação, canalizada por sacerdotes e sacerdotisas, que receberam o chamado dos deuses, e toda aquela parafernália, que estamos cansados de ouvir.
    A iniciação é um processo necessário sim, mas não precisa vim das mãos de alguém que diz ter sido “tocado” pelos deuses. 
    Haverão aqueles que certamente discordarão de mim, pois são tão tradicionalistas quanto os cristãos ortodoxos, contudo esta é uma verdade inegável.
    Não estou dando pontos a favor de rituais de meia tigela, encontrados na vasta rede, que fique claro. Apenas acho justo mencionar, que tais postos – sacerdotes- não torna os homens e as mulheres detentores da verdade, pois para aqueles que podem ver, a mesma   é revelada dia após dia, fora dos templos “sagrados”. 
    Aliás creio que o grande segredo, é apenas um pedaço de papel vazio, que nada diz, pois o axioma está no vento, na água, na terra e no fogo, não nas palavras ditas por um mestre.
    Você é o quê acredita ser, não o quê os outros impõem sobre ti.
    A iniciação nada mais é que um processo psicológico, no qual você condiciona o teu cérebro, para se abrir a possibilidades, que por anos foram lhes ensinadas como impossíveis.
    É importante pois o poder, embora se manifeste em nossos genes, vem da mente. 
    É um fato científico, pois por mais que muitos duvidem, a magia é sim ciência, pois pode ser estudada, verificada e comprovada.
    Os neurônios são responsáveis por tudo o quê fazemos, seja bom ou ruim. Assim se você acredita firmemente, que ao chegar do outro lado de uma rua, vai acabar caindo, esses impulsos químicos captam a mensagem, e fazem com quê sofra o acidente, porquê os manipulou para isso.
    Este é um caso simples, mas há situações ainda mais “inexplicáveis”, nas quais as pessoas sofrem de males mentais, que podem provocar sintomas físicos, mesmo que não haja aparentemente nada para causar dor, são as chamadas doenças psicossomáticas.
    É por isso que um bom bruxo, precisa ter um ótimo preparo mental, ou a sua magia não obterá resultados.
    Não adianta nada você nascer com a predisposição, ou procurar pela essência sem acreditar nelas, pois em ambos os casos, não conseguirá despertar suas verdadeiras habilidades.
    Já viu que pode levitar, ou incendiar as coisas por exemplo, só que na hora de provar os teus poderes, há um bloqueio.
    Sozinho chega ao teto, queima a toalha da mesa. No entanto na presença de amigos, é visto como louco, pois seus pés não saem do chão, ou acreditam que usou o isqueiro, para forjar provas.
    Isso te faz achar que enlouqueceu, que os outros estão certos, e que é melhor evitar as suas “habilidades imaginárias”. Não é?
    Esse certamente é o caminho mais fácil, mas como disse antes o caminho é difícil, não adianta fugir no primeiro obstáculo.
    Esta é apenas a prova, de quê precisa tornar-se aquele que controla a si mesmo, para poder provar aos outros, do quê realmente é capaz.
    É a evidência de quê a predisposição, não é o suficiente, se em nada acredita – Principalmente se duvida de si.
    Já no caso dos humanos, a situação é um pouco diferente, pois este ainda não manifesta nada, mas precisa se desamarrar das correntes de concreto da sociedade, na qual foi inserido.
    De outra maneira, achará apenas os que lhe oferecem um lugar, servindo aos deuses, mas jamais um acento do lado dos mesmos.
    O ser humano, está acostumado a ter tudo nas mãos, e a seguir sempre aquilo que o torna o maior dos maiores, e é isso que tem que acabar.
    Há uma hierarquia no mundo mágicko, que deve ser respeitada. Só que o fato de hoje ser apenas homem, não implica que amanhã também será, então é preciso que aprenda a aceitar as suas limitações, e a conhecer melhor as possibilidades.
    Seu mundo é pessimista demais, ou exacerbadamente otimista, você não tem equilíbrio, vive mergulhado em caos, engolindo os ideais daqueles que supostamente estão acima de ti, sem nunca levantar a voz.
    É preciso que entenda que você tem sim voz, que o quê sente importa, que há muito mais do quê somente um planeta abrigando a vida, e -comprovado por Galileu Galilei- A Terra não é o centro do Universo.
    Desse modo, quase tudo o quê lhe ensinaram até o momento, pode ser mentira, ou uma verdade mergulhada em mentiras, ou seja há fatos que são claramente falsos, e outros embora pareçam como tais, são verdadeiros.
    É preciso que entendam suas limitações, ou a magia nunca funcionará.
    A iniciação além de expandir a sua mente e elevá-la, é também o  desenvolvimento de uma conexão mental do seu eu e o cosmos, e por isso deve ser considerada “sagrada.” 
    Assim sendo quando for realizá-la, não vá procurar por “receitas de bolo” prontas, como se houvesse alguma nova bruxa, que fosse a Ana Maria Braga da Magia, pois não há - se houvesse todos teriam poderes e entendimento, e não é o que acontece.
    Somos todos mestres e aprendizes de nós mesmos, mas devemos sempre procurar sermos a melhor versão. - É importante frisar, porquê se tu é o teu mestre, logo irá crer que pode fazer o quê quiser, como se ser um mestre, significasse que é Deus, e pode mandar e desmandar. Mas não é bem assim.
    Ser o teu próprio mestre, significa melhorar-se nos aspectos necessários. Crescer, e desenvolver-se, para alcançar os teus objetivos, não interessa se são bons ou ruins, pois bem e mal é relativo -O quê é bom para mim, pode não servir para ti.
    A iniciação, mesmo que realizada por tuas mãos, ainda é um ritual, e por isso dependendo do Deus que escolher seguir, deve respeitá-la como tal.
    Se queres obter sucesso e expandir teus pensamentos, é preciso que ouça a tua voz interior. Mas esta voz não nasce do nada, ela não é uma ideia absurda que lhe vem ao pensamento, e tu executas, isso se chama criatividade, não o chamado interno.
    Para realizar uma iniciação de sucesso, é necessário, que conheça os cultos anteriores dedicados ao Deus com o qual escolheu aprender. É uma forma de honrá-lo, e a ti mesmo também, para quê não passe vergonha entre os outros ocultistas, e consiga calar a boca dos iniciados.
    Eu escolhi aprender com Satã, logo me utilizei de velas negras,  símbolos profanos, e materiais de corte, para realizar a minha auto-iniciação.
    Sou uma predisposta, nasci numa família, que embora hoje sirva a Yaweh sob a luz, um dia serviram ao seu lado negro, conhecido como Adonai.
    Por isso consegui aprender muita coisa, sem a interferência de mestres e iniciados. Já tive a oportunidade de andar com grupos. Mas os “mestres” que apareceram em meu caminho, mais me atrasavam, do quê me ajudavam a entender a minha verdade.
    Entendo muitos conceitos místicos, por intermédio dos deuses do abismo. Eles me ensinaram a ser mais forte, e me indicaram o quê procurar, para achar as respostas, por isso sou muito grata a eles, e defendo minha versão da veras mística. (Ou verdade mística)
    É significativo mencionar que os deuses, embora nos guiem pelo caminho, eles jamais podem andar por nós, sendo assim não espere que o Deus escolhido, te entregue todo o material, que precisa para alcançar o teu objetivo, eles te darão a chave, mas a porta quem procura é você.
    Outra coisa, se teus caminhos se abrem com facilidade, há apenas duas explicações: O teu papel é pequeno, logo suas limitações são fáceis de superar, ou já sofreu o suficiente, para entender como alcançar aquilo que mais deseja.
    Após passar pela iniciação, e receber sinais – isso mesmo sinais, e não sinal- de quê o Deus escolhido te acolheu entre os seus, você agora vai definir como deve estudar, e mensurar o teu aprendizado, por isso precisará de um caderno, e uma caneta, para registrar, cada coisa incomum que te ocorreu, com data, hora, condições mentais, respostas plausíveis, e tudo o quê for necessário, para provar que teu relato é verídico.
    Se é um predisposto, poderá medir a melhora do controle de teus dons, se é o primeiro da tua linhagem, poderá transmitir isso para o próximo que colocar o manto, que certamente vai aparecer, podendo ser um filho seu, ou algum outro parente.
    Coisas incomuns vão acontecer, é inevitável, faz parte da jornada. Como lidarão com elas, é que vai definir se são ou não bruxos, magos, ou feiticeiros de verdade.
    Ou acreditaram mesmo que bastava um ritual, para se tornarem algo?
    Não, não é tão simples. Se fosse, se chamaria cristianismo, e não paganismo.


    Capitulo 2 – Realizando a magia

    Poderia encher as páginas com vários sistemas mágickos, como: Herméticos,  Satânicos, Caoístas, Streghes, Célticos, Gregos, Egípcios etc. Alguns conheço a fundo, outros apenas de maneira superficial, mas não o farei. 

    Se queres conhecer cada um deles, sugiro que faça uma pesquisa, extensa e detalhada, para entender o conceito apresentado, por estas filosofias de maneira profunda.

    Como disse antes não estou aqui para ensiná-los, como adorar os seus deuses, até porquê o ato de “adoração”, é algo que me dá nó estômago, mas vai de cada um.

    Então você escolhe com o quê quer trabalhar, minha função é apenas te ensinar, a realizar o ato mágicko. (Note que há um k extra, é proposital, para separar magia de ilusionismo, e foi proposto por um famoso ocultista.) 

    Primeiramente lembre-se sempre: O poder vem da mente, e com a linguagem certa pode programá-la. Sendo assim os resultados mágickos (como respostas, questões, ou atos) são genuínos, mas o processo para se realizar o ato, pode ser provocado pela mídia. 

    Não estou me contradizendo, a magia sempre influencia, mas a mídia não deve fazê-lo, pois faz do entendedor um tolo. No entanto, se souber usá-la, pode ser bastante benéfica, na hora de preparar a sua mente, para desbravar a Terra Oculta e suas maravilhas.

    Você Não deve aceitar a verdade escrita no roteiro, pois é uma meia verdade, e toda meia verdade é uma mentira.

    Todavia se for esperto o suficiente, fará bom uso de tais artifícios, e em vez de acabar mergulhado nas trevas da insanidade, será um exímio ocultista.

    O tolo irá ouvir a música milhares de vezes, e se deixará ser controlado por ela, tornando-se mais dos zumbis da cultura popular. O astuto utilizará a mesma música, para domar a si mesmo, pois tem conhecimento dos seus efeitos e que a própria serve para controlar a mente, por isso sabe como programar a canção, para atingir o seu objetivo.

    O ingênuo assistirá um filme, e criará diversas histórias em sua mente, acreditando que aquela é a sua realidade, sem de fato ser. O desperto verá na mesma obra, aspectos que condizem com a sua jornada, e os quê também contradizem seu aprendizado. – A magia estará presente ali mas o verdadeiro ocultista, saberá sobre o quê se trata o seu contexto.

    O hipócrita utilizará lendas urbanas, para validar as suas experiências “mágicas”, e recuará quando for abordado. O consciencioso saberá que a verdade sobre as lendas urbanas, é tão pequena que passa despercebida, por isso fará o possível para detalhar o seu relato, de maneira que coincida com o quê tal criatura realmente é, pois tem o entendimento de quê lendas nascem da má interpretação dos povos sobre determinados seres. Lobisomens por exemplo podem ser criaturas provindas de Sirius B, Vampiros podem ser membros da constelação de Alfa Draconis, e por aí vai.

    A voz do coletivo precisa ser ignorada, até que se faça necessário ouvi-la, ou seja o conhecimento empírico tem de ser esquecido, até que haja uma explicação científica para o mesmo, ou uma forma de validá-lo de maneira, que não seja uma experiência pessoal.

    Encontrar-se a si mesmo é importante, contudo depois de achar-se, deve focar-se em descobrir se realmente é o quê acredita ser, pois é a mente é uma caixinha de surpresas.

    No mundo em que vivemos, o ceticismo doentio é louvado, por isso devemos dançar de acordo com a música, para poder criarmos nossos passos. Isto é necessitamos abraçar o conhecimento concreto, antes de realizar a magia. Porquê embora o espírito preceda ao corpo, a mente funciona como nossa alma, e quando a mesma é atingida, nossos resultados mágickos podem falhar.

    Não adianta tentar empregar a magia pela magia, numa sociedade que te obriga a ter respostas para tudo. 

    Foi-se o tempo que não havia explicações para os fatos naturais, e bastava curva-se para os deuses para conseguir as suas graças.

    Não é mais a Era de Ouro, os Deuses não estão mais entre nós, eles abandonaram este planeta há muitos anos, e até os seus filhos estão por conta, por isso conectar-se com os mesmos não é tão simples.

    É imprescindível que o predisposto tenha consciência disto, pois muitos filhos dos deuses, acreditam do fundo de seus corações, que nossos pais cuidam de nós, por 24 horas, como se fossem como os humanos que nos acolheram em suas casas, mas a realidade é outra.

    É, eu lamento, lamento de verdade. Mas os deuses tem seus próprios afazeres, e embora nos visitem algumas vezes, deixando rastros incontestáveis de sua presença, eles não ficam ao nosso lado todo o tempo.

    Novamente estou ciente de quê muitos tentarão me “apedrejar” por isso. Só que como disse antes, as verdades são inconvenientes, e trago a liberdade para os que aceitam o seu preço, e neste caso o preço é abandonar a carência de seus coraçõezinhos, e aceitar que o pai, a mãe, ou ambos nem sempre podem ficar presentes.

    Se vocês os veem, ou os ouvem constantemente, é porquê ainda estão acordando, e as memórias da vida passada, estão se manifestando, de acordo com a forma com a qual eles se comportavam com vocês, no outro mundo.

    Eles nunca aparecem por nada, sempre há uma motivação para realmente virem ao nosso encontro, e quando vem, fazem com que saibamos que estiveram conosco.

    Lúcifer e Lilith são meus pais, sou a primeira de sua linhagem, e isso pode ser confirmado no meu site antigo, que disponibilizarei no fim deste livro. Por quê digo isto? Bem uma famosa série, retratou tal fato recentemente, só que antes do mesmo acontecer, já havia escrito no meu site, que esta primeira era eu. Então pode ir conferir na prática, que o oculto influencia mídia mas a mídia não interfere no aprendizado místico.

    Quando Lúcifer me visita, sempre há todo um contexto por trás disto, ou é para me dá um alerta, como em 2013 quando me mostrou que Belzebu é um traidor, que quer o seu trono. Para me proteger de alguma criatura nociva, que tentou me destruir, enquanto caminhava pelo mundo inferior. Ou me convocar para alguma reunião importante. - Eu sei parece cômico, mas já fui chamada uma vez, para ir com o mesmo no conselho celestial.

    Como sei que de fato era ele? Eu jamais tinha visto Belzebu como um traidor. Mas após este sonho e outros nos quais fui perseguida pelo Senhor das Moscas,  fiz uma extensa pesquisa, e encontrei relatos de pequenos ocultistas, que defendiam a mesma teoria. Alguns que falavam que Belzebu se opõe a rebelião de Satanás, outros que ele era como um exorcista, mencionado na bíblia.  Mas pareciam tão dissociados da realidade, que me desanimei e aleguei insanidade.

    Contudo algo em meu interior, me levou a pesquisar ainda mais, e acabei encontrando um belo artigo dedicado ao mesmo, no site da Penumbra Livros, onde faço grande parte dos meus estudos esotéricos atualmente, devido a enorme fonte de conteúdo gratuito disponível ali.

    De fato não só Belzebu era traidor, como já tinha conquistado o trono do Inferno uma vez, fazendo com quê 49 dos 72 demônios que caminhavam com Lúcifer o servissem, e isto já tinha até se tornado o roteiro de uma revista em quadrinhos da Vertigo inclusive.

    Até aquele momento eu nada sabia, mas Lúcifer veio e me mostrou um fato, que não era uma fantasia, e podia ser comprovado.

    Além disso no dia do dito sonho, ocorreu um evento quase cataclísmico em minha cidade, ligado ao vento, que é um dos elementos que o representa, e minha mãe literalmente viu um anjo dentro do nosso lar, muito bonito segundo a mesma.

    Já na outra vez, foi como se ele enviasse uma mensagem através de uma médium, na qual me mandou tomar cuidado, pois coisas terríveis iriam acontecer em breve. 

    É claro que duvidei, para mim a possessão, é apenas um processo psicológico, no qual o “possuído”, na verdade é um predisposto, que desconhece seus dons, e acaba manifestando habilidades sobre-humanas, que fazem com os quê os padres interpretem de maneira errônea, e na época, achava que se tratava de uma insanidade maior que a minha, só que ainda sim, é no mínimo suspeito tudo o quê aconteceu depois.

    Minha casa foi saqueada, e levaram todo o meu material de registro de eventos sobrenaturais, os homens reviraram o meu quarto todo, e deixaram o da minha mãe arrumado. Procuraram pelo notebook, onde tinha fotos, teorias, e vídeos, sobre a minha caminhada oculta, levaram a minha câmera, e até o quê eu usava para me distrair do mundo, o meu playstation 2, que já não valia muita coisa na época, e acreditei ser o disfarce perfeito, para o quê realmente fizeram.

    Foi como se declarassem guerra a mim, e a minha sanidade, pois eu analisei os fatos, bati cabeça dando explicações para mim mesma, e a verdade é que até hoje não consigo ver como um mero assalto, pois o mesmo começou, segundo a perícia no momento do incêndio da rua debaixo, que havia começado por causas naturais, e não por intervenção humana.

    Isso não foi a única coisa, naquele ano e até o inicio do outro fiquei muitas vezes a beira da morte. Escapando de acidentes por muito pouco, ou sobrevivendo as tentativas de suicídio, mesmo sem querer continuar de pé, porquê não suportava mais o fardo de ser filha de Lúcifer e Lilith. – Ou achou que somente o não agraciado sofreria? 

    Não foi fácil, e depois que tudo o quê era meu foi levado, fiquei isolada do mundo, e saiu a notícia de quê as contas estavam sendo vigiadas pelos americanos, e como se isto não bastasse, a minha página com apenas 150 curtidas, tinha sido apagada da rede, como se o link estivesse quebrado. O quê convenhamos, é no mínimo suspeito.

    Mas Lúcifer havia me avisado, e eu não dei ouvidos.

    Já Lilith sempre foi mais sutil, aparecia em corpos bonitos, e transmitia mensagens de importância sentimental, que me impediriam de me meter em furadas - Entretanto eu não ouvia, e por isso me machucava sem necessidade.

    No meu primeiro contato com a mesma, esta me revelou que o meu namorado na época, não era digno, nem me pertencia, e que era um erro tomar posse do mesmo, pois este era infantil e malévolo, e não era o quê tinha escolhido para mim.

    Duvidei de imediato, pois a moça que me disse, parecia ter sentimentos pelo rapaz. Só que anos mais tarde, vim saber que as suas predições estavam corretas, e que o cara era realmente um traste.

    Não haviam sinais plausíveis, que nos ligassem de fato, somente aqueles que vinham da sua capacidade de me estudar, para saber o quê eu queria - como um sociopata adolescente - e que o fato de me juntar a ele, não trouxe nada mais que:  Desentendimento, culpa, tristeza, e desespero. Como se o mesmo tivesse sido colocado na minha frente, somente para atrasar a minha descoberta, sobre quem e o quê de fato era, pois tal informação certamente tinha grande valia, e lá na frente falarei sobre isto.

    Por estas e outras que digo, eles só vão se manifestar em casos de extrema importância, por isso não espere que apareçam apenas por quê é a tua vontade.

    É preciso entender que a linha da realidade e a ficção por vezes se cruzam, mas a ficção é apenas uma expressão exagerada da realidade. Se não compreender isso, certamente não vai suportar os desafios, e acabará por enlouquecer. – Foi o quê quase aconteceu comigo, depois de 6 anos no caminho.

    Por isso use os artifícios midiáticos apenas para controlar a ti mesmo, para atingir o teu objetivo, ou por diversão. Mas jamais faça uso dos mesmos, para o teu aprendizado. Eu sei deve ser a 3° ou a 4° vez que repito, mas é para que entre em suas cabeças.

    O preparo mental é o primeiro e mais importante nível, porquê é através deste que vai destravar todo o teu potencial oculto, e trazê-lo para a luz.

    Por isso é necessário cuidar da tua mente, como se fosse o teu corpo, absorvendo somente aquilo que é capaz de suportar, e que favoreça o teu entendimento, ou a realização do teu propósito.

    Dias antes de fazer o ritual, faça uma boa playlist de músicas, que te ajudem a se sentir mais forte e capaz, de filmes que te façam crer no mundo oculto, de games e quadrinhos que seguem o mesmo roteiro, e quebram o padrão do impossível, tornando-o possível.

    Pois assim é criada a atmosfera mística mental, e isto te ajuda a ficar pronto para realizar o teu ato místico.

    Feito isto, agora é hora de seguir para o segundo nível.

    A atmosfera mental já foi desenvolvida, você se sente pronto para fazer o seu primeiro ritual, e não há nada que te faça duvidar de suas capacidades.

    Então agora deve expressar isso de maneira física, desenhando símbolos em teu altar, utilizando as velas certas, o incenso necessário, e o ambiente favorável ao teu rito.

    Por isso precisará conhecer cada símbolo que for utilizar em teu ritual, do contrário pode acabar libertando uma coisa, que deveria ficar no outro mundo- Falo por experiência, passei 9 anos sob a influência de Carreau, por ter o libertado em um dos meus rituais, e só há pouco tempo me livrei do mesmo. Então tome muito cuidado, com os símbolos que vai utilizar, pois cada um tem significado específico, e não é o teu desejo de alterá-lo, que vai promover a mudança de uma egrégora que está presente neste planeta há anos.

    Feito isto, agora é colocar em prática o teu aprendizado, então vá adiante.

    Já estudou, já conheceu os símbolos, e leu tudo a respeito dos cultos dedicados ao deus que tu escolhestes, então porquê não se arriscar com um rito próprio? 

    Você já aprendeu a respeito do ser escolhido, sabe o quê pode, ou não fazer, o quê o honra ou desonra, então dê asas a tua imaginação, pois uma imaginação sem recursos é criatividade, mas quando a mente foi preenchida com conteúdo, a imaginação pode abrir as portas, para quê consiga ouvir a tua voz interna. Quer dizer que se você apenas fizer um ritual, seguindo a tua imaginação por nada, pode falhar e cometer erros graves, mas se souber moldá-la, pode servir de ponte entre você e o deus que te aceitou entre os seus.

    Os predispostos precisam está preparados, pois quando a sua voz interna surgir, vários fatos intrigantes vão acontecer, inclusive coisas de origem sobrenatural, que parecem obra de um poltergeist, mas provavelmente virão deles mesmos. 

    A forma de saber se vem de si mesmo, é medindo sua temperatura corporal, pois o excesso de energia, fará com quê a mesma suba bastante, independente do seu elemento, mesmo os que tem afinidade com o gelo, poderão sentir a sensação de calor intenso.

    Ou tentando mensurar o seu comportamento psicológico, pois se estiver sob o estado de muita adrenalina, também poderá acabar por influenciar o ambiente com a tua força oculta.

    Já os humanos não precisam se preocupar, também podem empregar a sua energia oculta num ato mágico, sem ter alcançado o poder divino. É claro que no caso dos mesmos, coisas sobrenaturais serão raras, e provavelmente se acontecer, dificilmente virão dos mesmos. Contudo isso não significa que não há nada que possam fazer.

    O poder dos homens está em sua mente, um pouco mais que no caso dos predispostos, e os humanos podem usar a sua força, para realizar sonhos típicos da espécie, como: Ganhar muito dinheiro, um bom emprego, atrair o amor de suas vidas, melhorar a aparência etc.

    Não será algo instantâneo pois são limitados, por serem a imagem de seu Deus Jeová, mas mesmo assim, com o método certo, e os 2 níveis mental e físico, eles certamente atingirão as suas metas.

    Pois há uma energia oculta poderosa, que está disponível para todos, inclusive os humanos, e é através desta que podem inclusive, abandonar a condição de homens, para se tornar algo mais próximo dos predispostos, ou ainda mais poderosos que alguns.

    Capitulo 3- A Magia é vida, mas não é um ser vivo.

    A magia não é feminina, nem masculina, ela está acima de teorias tão mundanas.

    Atualmente vemos constantemente que a magia é algo especificamente feminino, que a mulher é detentora de uma enorme energia oculta, porquê somente a mesma é capaz de produzir a vida, e todo aquele blá, blá, blá feminista, do qual até mesmo Lilith já está por aqui.

    Ou pior ainda que o homem, por conta de seu intelecto voltado para o modelo mais racional da realidade, é naturalmente aquele que manifesta as forças de um verdadeiro deus, ou outras besteiras machistas que nos fazem entender, porquê o feminismo existe para se opor a tal pensamento.

    Nem o homem ou a mulher são os provedores de tal energia. Não separados pelo menos. Pois a mulher embora tenha o ambiente perfeito para gerar a vida, não pode fazê-lo sem a semente que existe dentro do homem.

    É totalmente desnecessário provar a sua superioridade através do seu sexo. Isto não é coisa de um bruxo real, mas sim de alguém que tem sérios problemas consigo, e precisa validar-se pelo quê tem no meio das pernas.

    No caso das mulheres, é como adotar uma postura semelhante ao machismo, que supostamente desprezam. No caso dos homens é apenas seguir sendo como os outros, quando, como ocultista , deveria ser melhor que os demais.

    Baphomet representa a união do feminino e masculino, e é uma das figuras mais poderosas do ocultismo, pois não expressa apenas a dualidade, mas a totalidade, que é o uno. A união  do céu e o inferno, do sagrado e o profano, e provavelmente é a imagem perfeita, de como a primeira causa seria, se a mesma se manifestasse em forma física, portanto aprenda a lição mostrada por esta imagem.

    A Magia não tem Religião.

    Muitos defendem abertamente que bruxaria cristã não existe, porquê a igreja perseguiu inúmeros bruxos na santa inquisição. – Até os 16 anos acreditava no mesmo, mas hoje tenho 24 anos, e sou obrigada a desiludi-los mais uma vez.

    O conceito amplamente defendido é que a magia pertence ao paganismo, e logo não pode ser praticada dentro das igrejas, ou por seus fiéis.

    Quem faz tal defesa, provavelmente se encontra no inicio da caminhada- Mas se já passou vários anos, e ainda acredita nisso, precisa urgente deixar de seguir a “massa mística” (O quê é irônico, pois nem deveria haver uma.) e conectar-se  com os deuses, pois apesar do quê imaginam, não estão nem os servindo, nem caminhando com os mesmos.

    Eles sentem como se a nossa cultura estivesse sendo saqueada dos templos sagrados, e entregues aos cristãos.

    E não estão errados, pois isto é o quê de fato aconteceu, antes da chegada de Cristo. – A bíblia sagrada cristã é um mosaico de textos ocultistas de outras culturas.

    Portanto o “roubo” já aconteceu há muito tempo, não é algo novo, e desta forma muitos fiéis já tiveram tempo suficiente para desenvolver os seus cultos. Existe até mesmo uma linha do cristianismo, voltada para os misticismos, então a bruxaria cristã não é algo novo, aceite isso.

    Além disto os grandes ocultistas conhecidos, estudaram as mesmas filosofias criadas por estes fiéis, antes de fundar as suas escolas de pensamentos. É o caso de Aleister Crowley - conhecido como “To Mega Therion”, a  “Besta 666”, “O homem mais cruel do mundo” - que ingressou na Ordem da Aurora Dourada, antes de criar seus Libers. Porém o quê poucos sabem, é que embora o mesmo tenha sido expulso da escola dominical, a Ordem que o recebeu, foi fundada através do ensinamentos distorcidos de Agrippa, que era um grande homem, e devoto do divino.

    Então não há necessidade de espancar e cuspir naqueles que descobriram tal possibilidade, pois pode até servir para contribuir em alguma coisa.

    Há tanta coisa que merece mais tal ódio, que realmente me dói a vista, ler tanto desgosto voltado para os que resolveram seguir um caminho diferente do nosso.

    Do momento em quê erguemos nossa espada para os homens apenas por conta da sua religião, estamos sendo tão sujos e hipócritas, quanto os inquisidores, que apenas apontavam o dedo para aqueles que discordavam da sua versão do mundo. – E eu sei que você não quer ser comparado com o teu rival, então não haja como tal.

    É importante frisar, que a magia supostamente foi trazida aos homens por aqueles que desceram dos céus, por isso a mesma não pertence a humanidade, e logo não deve ser julgada como se fosse.

    Lúcifer e os caídos ensinaram as mulheres, e lhes deram o poder, para realizar os próprios intentos. Mas de onde Lúcifer veio e onde a magia residia antes? Isso mesmo no plano celestial, ou a Deusa Desceu a Terra para ensinar os humanos a praticar a magia, e os guiar para o seu mundo. Quando não mais pôde ficar enviou a sua filha, para continuar o seu trabalho. Mas é sempre seguindo a premissa de quê a magia foi transportada de outro reino, que não é o quê vivemos.

    Então por favor, pare de usar esse contexto absurdo, de quê a magia pertence somente a um grupo, pois até nos textos antigos, pode ser comprovado, que “não é assim que a banda toca”. Hermes Trismegisto já dizia: O quê está acima, é o quê está abaixo. Entenda de uma vez por todas este conceito.

    A magia não tem política.

    Se você é de : direita, esquerda, liberal, fascista, socialista, ou qualquer outro partido conhecido, não importa.

    Novamente é algo mundano, que deve ser deixado em seu devido lugar.

    Não traga suas convicções partidárias para dentro da sociedade ocultista, pois não é bom misturar as coisas.

    Hitler e o Vrill estão aí para provar. 

    Ele obteve um grande sucesso ao realizar a sua missão, mas a sua mensagem real jamais foi ouvida, e pior ainda acabou por ser distorcida, com o decorrer dos anos. Sendo tratada como um massacre desnecessário, ou desumano, ou o grito de horror de inocentes, que nem eram tão inocentes assim. – A sua luta não era contra os judeus, e sim os sionistas, que supostamente queriam dominar o mundo, mas conseguiram fazer parecer que esta era a vontade de Adolf.

    Esta é a versão da verdade que conheço e acredito, pois a filosofia sionista e illuminati, em muito coincidem.

    Mas é algo em quê Eu acredito. Não significa que você é obrigado a crer no mesmo. Por isso saiba que há um espaço para a magia, e outro para a política, não é porquê um influencia o outro, que devemos misturá-los.

    O Tudo é o Todo, e o Todo é Um. Só que é preciso compreender suas metades, para poder entender como se complementam.

    A Magia não tem etnia.

    Não importa se tu és negro, branco, hispânico, índio, ou qualquer outra raça conhecida. Todos são humanos, ou ao menos meio-humanos, no caso dos predispostos. Assim sendo devem respeitar uns aos outros.

    Se o branco quer fazer parte da gira, deixe-o entrar. O mesmo vale para o negro que anseia entrar num sistema mais elitista como o luciferianismo ou o satanismo.

    Salvo apenas exceções para filosofias voltadas para o racismo como a Skull and Bones por exemplo. Porém creio que tais ideais são como feminismo e machismo, e precisam ser abolidos da face da Terra, pois só servem para validar a vontade, de gente tão pequena que se define por sua cor ou sexo.

    A magia não tem estilo.

    Vocês encontrarão gente de todo tipo no caminho. Mulheres com roupas provocantes, homens maquiados, moças de turbante, rapazes de dread, gente de preto, gente de branco, e isso não significa absolutamente nada.

    A roupa que a bruxa veste, não representa o seu poder, apenas expressa a sua mais forte emoção, aquilo que mais gosta, e tem alguma afinidade.

    Ou seja não é porquê uma bruxa veste preto, que ela trabalha para Satã, ou porquê uma bruxa usa vestes coloridas, que esta serve a deusa e o deus.

    A diversidade neste meio é muito grande, logo nem tudo o quê aparentemente é, de fato é. Quer dizer há casos de bruxos que se vestem como anjos, mas trabalham com energias bem densas, e o mesmo ocorre com aqueles que se vestem como demônios, mas praticam magias menos pesadas, pois é o quê podem suportar.

    Há bruxos que pouco estudam, mas conseguem obter grandes resultados. – Embora mais tarde acabem achando que o hospício é o lar doce lar.

    Há ocultistas que procuram estudar mais do quê necessário, e quê embora criem barreiras no seu desenvolvimento, se sentem mais confortáveis, em suas limitações.

    Então não adianta ditar que a magia é um estilo de vida, pois cada um é livre para encontrar o tipo de vida que o mais o agrada. – É claro que adotar a prática diariamente, certamente vai te ajudar a obter bons resultados, pois condiciona o cérebro a destruir o empecilho do impossível. Entretanto isso não é uma obrigação, nem uma regra. Você decide o quê se adequa a tua condição. - Até porquê há aqueles que compartilham seu lar com outras pessoas, que não apoiam as suas práticas, e por isso precisam de outros meios, de gerar uma boa atmosfera mágica, que não implique em desrespeito aos que lhe oferecem um teto, e seja viável para executar.

    A magia é uma energia.

    A magia é formada de átomos de energia positiva e negativa, e você é o nêutron que rege tais forças. 

    A magia não tem voz, ela apenas te ajuda a encontrar a sua. A magia não pode ser um corpo, mas te ajuda a moldar o teu. A magia não ouve, mas te faz ouvir. A magia não vê, mas te ilumina para enxergar. A magia não sente, mas te impulsiona a sentir. A magia não pensa, só que intervém em teus pensamentos.  

    A magia é uma força gigantesca, que se bem canalizada, pode criar ou destruir a vida, mudar ou colocar as coisas no lugar, alterar o fluxo ou mantê-lo, incendiar ou apagar o incêndio. É a mais perfeita expressão da linguagem divina, proveniente da Primeira Causa. É a matriz de onde tudo nasce, da qual pode beber de sua energia.

    A magia é vida, pois é movimento, e ausência do mesmo, é luz, é sombra, é claro e escuro, é impulso, é neutra, é causa e efeito, mas não é um ser vivo.

    Consequentemente não pode ser tratada como tal. A vista disto não lhe atribua as características de um humano, fazendo-a ter: sexo, política, etnia, ou estilo, pois esta é muito maior que tais convicções.

    Capitulo 4- O Mundo sem o véu.

    Já trabalhamos em cima da atmosfera mística , e a importância do aspecto mental, para criar tais condições, e portanto aplicar a energia mágicka. Mas como é que o mundo se torna, após quebrar a barreira do impossível? 

    Primeiramente o mundo de concreto, continuará o mesmo, são seus olhos e o olhar que se tornarão diferentes. 

    Provavelmente deve ver diariamente a batalha entre os céticos e os ocultistas. “Só confie na ciência pois há como comprová-la e a magia é apenas crendice.” Dizem os apaixonados pela ciência. “Abra seus olhos, há um mundo mágico por trás deste, e somente a fé nele é o suficiente para manifestá-lo. A ciência é uma tolice, um insulto as forças divinas.” Dizem os aficionados a magia.

    Você pode de imediato concordar com a segunda visão, mas ambas estão erradas. – Embora a parte do conceito metafísico (o mundo por trás do mundo) seja correta.

    Quando se encontra de fato com o oculto, você percebe que magia e ciência, servem para dar as mãos e não se destruírem, como se fossem inimigos velados.

    Essa rivalidade trivial, não é digna de um ocultista, pois o mesmo tem consciência, de quê muito do quê temos hoje antes era visto como místico.

    Imagine-se em 1500 com um celular em suas mãos, certamente as pessoas do tempo, ficariam maravilhadas, e depois iriam temê-lo, ao ponto de queimá-lo vivo, sob a declaração de prática de bruxaria. – Mas nos tempos em que vive, sabe que se trata de ciência, e isto o faz rir.

    Essa perspectiva a princípio pode deixá-lo desnorteado, só que é um fato. Eles nem parariam para estudar a respeito, pois naquela época a Terra era movida pelo medo.

    Muitos cientistas foram tidos como hereges no seu tempo, e jogados no fogo purificador dos santos, então tentar separar o inseparável é bobagem. – Todavia é significativo que saiba que não basta compreender as metades, é necessário entendê-las a fundo.

    A ciência é um meio de comprovar se um fato é real ou falso. Embora seus métodos, pareçam servir somente para desbancar a existência de seres maiores que a humanidade. Eles também podem ser usados, para por exemplo separar, quem realmente viveu uma experiência sobrenatural, e os que apenas precisam de tratamento psiquiátrico. – Lembrando que alguns eventos de natureza mística, podem ser tão devastadores, que causam este efeito de estresse pós-traumático.

    Logo se a ciência serve para medir o evento, o esoterismo é o evento– Uma manifestação nua e crua da natureza, que para muitos foi esquecida, e que tem mistérios a serem desvelados.

    Desta forma o primeiro ponto é esse: A inexistência de um padrão dualista, e percepção de que o universo é realmente um, cujas as metades unidas, o fazem completo.

    Além disso, quando você se conecta de fato com o cosmos, ele também se junta a ti, e assim desenvolve o quê é conhecido como inteligência divina. – Não que vá conseguir resolver cálculos matemáticos complicados em segundos, como no filme Transformers, mas certamente libertará uma sabedoria, bem diferente da dos demais, e que vai te ajudar a se compreender melhor.

    No caso daqueles que tem a predisposição, poderão descobrir mais sobre a linhagem, através das memórias dos deuses, que vão lhes transmitir informações sobre a sua missão, e o nível dela. – Se será fácil ou cheia de obstáculos.

    Já os humanos, terão como resolver as suas grandes questões, a respeito de quem são, e de onde vieram de fato, podendo inclusive conhecer o criador da sua espécie, e lhe pedir a dádiva divina. – Mesmo que tenha um preço alto a se pagar.

    E este é o segundo ponto: Saberá sem ter visto nada antes. – Mentalize a seguinte situação: Você é um estudante de médio conhecimento sobre a Deusa Afrodite. Tudo o quê sabe é que é a Deusa do Amor, e que seu par é Hefestos, o ferreiro do Olímpo, e outras pequenas coisas. Do nada seu corpo se desliga, e você tem a visão de Afrodite na cama de Ares, o Deus da Guerra dos Gregos, e Hefestos quer provar a sua traição. Você retorna, acha aquilo estranho, e decide pesquisar sobre isso, então lá está o quadro que retrata a sua visão. É o quê vai acontecer, quando libertar este tipo específico de aprendizado.

    Novos mundos irão se apresentar a ti, mas eles não serão físicos. Sempre que meditar, terá visões do teu verdadeiro lar, que não é este planeta, e ao fazer a viagem astral irá sentir, como  são as outras civilizações.

    Há chances de prestigiar o mundo, em que o Deus que te acolheu habita, e assim receber dele algumas direções, para te ajudar a cumprir o teu propósito.

    É quando começará a entender a teoria de Giordano Bruno, sobre os milhares de planetas, que existem além da Terra, e a diversidade presente nos mesmos.

    Deixará de crer em filosofias como criacionismo ou evolucionismo, e aceitará o design inteligente, que lhe parecerá a resposta mais plausível, para a origem das espécies existentes.

    Verá que a panspermia cósmica, é uma ideia incompleta, pois a vida não se forma do nada, é preciso de uma causa que a gere, e esta é ninguém menos que o próprio Uno, que você conhece como Universo.

    Ao entrar no plano invísivel , começará a duvidar se está vivo, ou preso em um sonho, do qual acorda todas as noites, e retorna para casa. – É lindo, porém se você criar afinidade com apenas o outro lado, esquecerá que não habita nele, e isto te trará consequências terríveis, como buscar o abraço gélido da morte por exemplo, e ao fazê-lo, se levará a dimensões sombrias, que deram origem ao termo adotado como Inferno, o quê atrasará ainda mais a sua volta.

    É preciso que se lembre sempre, de quê embora a sua casa seja a anos luz daqui, há pessoas que precisam de você, e tu tens uma missão a cumprir, antes de retornar para aquele lugar que te faz tão bem. – Quando fizer a projeção, tenha ciência de quê está fazendo uma visita, e não se mudando pra lá.

    Alguns rapidamente encontram o caminho de volta para as estrelas, outros demoraram, pois não estão prontos para aceitar, que aquele canto maravilhoso, o aguarda, mas ainda não é o momento certo. – Ou pior, devido as espécies superiores e inferiores, que vem se aniquilando há milênios, não há pra onde ir, e só pode aprender com o quê restou, da sua civilização materna.

    Outra coisa, é importante também ter conhecimento de quê, tudo o quê tem no outro mundo, não pode trazer para o físico. O máximo que conseguirá, é uma versão fantasma da coisa em questão.

    Portanto se atravessar o mundo dos dragões para este, montando em um deles, o mesmo não vai se materializar em teu quarto, como se fosse um animal comum, e somente os que desenvolveram A Visão, poderão enxergá-lo, (ou nem isto, pois há os que escolhem com quem interagir).

    Há muitas críticas no meio sobre o quê os bruxos já viram ou experimentaram.  Qualquer magista que tenha  visto duendes ou dragões, e se juntado a estes numa experiência mística, é friamente julgado. Então mesmo que adentre no outro lado, é preciso que não fale isto para quem não presenciou o mesmo, pois dificilmente vão compreender. – Salvo exceções aos que se dizem ocultistas, mas precisam de substâncias alucinógenas para adentrar no outro mundo. Estes realmente possuem pouca credibilidade sobre o quê presenciaram, pois as drogas não te ajudam a conhecer a outra dimensão, no máximo consegue refletir o teu interior. Isto não significa que me oponho ao seu uso, pois cada cabeça tem uma sentença, e sabe o quê é melhor para si. No entanto quando se trata de experiências extra-sensoriais, o uso de tais artifícios pode lhe ofuscar A Visão.

    Não estou falando da visão física, mas sim do terceiro olho, o olho que tudo vê, o olho que não enxerga somente o concreto, mas os átomos que o compõem, e vibram na mais baixa frequência, para torná-lo pesado.– É o olho que desmembra a realidade, para que conheçamos cada um dos seus mais profundos mistérios, e certamente você não querer perder essa capacidade. Pois uma vez que encontra o plano místico, os seres do plano místico te encontram também, e nem sempre isso é algo positivo, pois a maioria detesta os seres esquecidos na Terra, e anseia destrui-los, para que não retornem ao mundo deles, com medo de serem “infectados” por ideias humanas.

    E aqui é que a situação piora, pois os seres que odeiam os meios- terrestres, e terrestres em sua totalidade, fazem de tudo para que  os bruxos, não consigam atravessar a ponte do astral, para o Etérico – O plano acima do astral, (que também pode ser reconhecido como o Consciente Coletivo de Jung) terão as respostas necessárias, para evoluírem suas consciências, sobre quem são.

    Eu sei parece o roteiro de algum RPG, e se quer saber a realidade, o mundo invisível não é tão diferente do mesmo. Então se anseia entender a respeito, sugiro que comece a jogar, e estude todo o sistema, para quê saiba de suas limitações.

    Aliás creio que quando disseram que Deus jogava com dados, se referiam a isto, pois tudo depende das circunstâncias. Deus lhe oferece alternativas, e você no início, quer seguir adiante, e derrotar o monstro com um golpe de misericórdia. Contudo Ele no poder de mestre do jogo, prefere que lute contra o monstro, da forma mais humilhante que há, e perca teus braços e pernas. Ambos atiram seus dados no tabuleiro. O resultado dele é 7 o seu é 2, sua vontade é alterada para que a dele seja atendida, e você nobre peregrino, acaba por perder teus membros na batalha contra o gigante.

    Pois não importa o quanto digam que A Tua Vontade é A Lei, seus artigos podem ser alterados pela diretoria, que foi gerada pela Lei Imutável dos Antigos. 

    A sua vontade, não é o suficiente para alterar algo monumental, principalmente quando se trata do seu encontro com o Mestre do plano Superior. Pois naquele lado há uma egrégora poderosa, que foi alimentada por milhões, e a diferença do milhão para um é muito grande.

    Você certamente deve está pensando, se é assim que graça tem em praticar magia? A mesma de jogar. Pois quando você segue dentro dos padrões sociais, apenas está sendo parte do cenário, e não tem controle das próprias ações.

     Mas quando modifica o rumo, ao menos tem a chance de escolher, ou seja está pegando os seus dados, e se preparando para alcançar a glória do verdadeiro livre- arbítrio.

    Porém assim como para jogar um RPG, você precisa muito do quê o dado, na magia não é diferente. É necessário escolher um personagem, ou no caso do ocultismo, uma vertente, como a magia draconiana por exemplo.

    Feito isto, não basta apenas manter o personagem, é preciso fortalecê-lo, para encarar o mundo que o aguarda. No RPG com armaduras, joias, e outros apetrechos. Na magia com sigilos, círculos, linguagens desconhecidas, etc.- E mesmo que seu personagem esteja no nível máximo, sempre haverão aprimoramentos, para torná-lo cada vez mais capaz de alcançar os objetivos, que lhe são apresentados na jornada.

    Portanto antes de adentrar de vez no mundo translúcido, ou tentar remover o véu do mundano, se prepare devidamente, pois nem sempre o mestre vai com a cara do seu personagem, e no seu caso essa potência é ninguém menos que o próprio Deus. - Não o Deus dos Ocultistas, que é a força ilimitada e geradora. Mas sim o quê foi criado por uma egrégora de humanos ambiciosos, e mal intencionados, que conheceram um ser, que achou que poderia tomar a coroa cósmica de quem o gerou, e o fortaleceram o suficiente para ser aquele que hoje comanda muitos mundos. É, eu sei parece a história de Lúcifer, mas este é um clássico caso, em quê o vilão se denuncia pela sua versão deturpada dos fatos, e quem tem o bom senso consegue perceber as entrelinhas. – Leia o Antigo Testamento, como um livro comum, e verá que o Deus do Amor, é na verdade uma expressão do mais puro Ódio. 

    Além destas alegorias, há muitas outras, então fique atento, e aprenda a jogar, ou siga como a massa permitindo que o mestre controle o seu destino, sem jamais se opor a tudo o quê te acontece, e ficando grato pelo pão e o vinho na mesa, assim como pela morte dolorosa de toda a sua população, porquê este quis assim.

    Capítulo 5 - O fanatismo, o grande veneno mágicko.

    No capítulo 4, abordei sobre o outro mundo, mas primeiro expliquei sobre o maior dos empecilhos para chegar lá, pois é importante que esteja ciente, de quê nem tudo são flores.

    Posso ter passado a impressão de quê estou em cima do muro, sobre Deus e o Diabo. Mas o fato é que, quando se conhece ambos os lados, fica claro que a ideia do preto e branco, não serve para nada.

    É claro Jeová é cruel, é o Deus dos homens, dos pecadores. Contudo é um verdadeiro Ares da religião judaico-cristã, não há quem duvide da eficácia de suas estratégias, e isto é admirável. – Apenas discordo de algumas metodologias dele.

    O mesmo ocorre com Lúcifer, ele é meu pai, e certamente me orgulho disto. Porém não concordo em evitar a massa. Apesar de não pertencer a ela, seus tipos de entretenimentos são bem agradáveis.

    Então é aqui que se percebe, a razão para não apoiar fanatismos. Se fosse obcecada por Lúcifer, concordaria com tudo o quê dissesse, mesmo que fosse contra aquilo que gosto, somente para ser o quê ele supostamente espera de mim.

    Isso é errado. Além da grande falta de amor próprio, há também o risco de ser manipulado por entidades maléficas, que não caminham nem com a luz, nem com as trevas, apenas servem a si mesmos. – O quê não é errado, mas do momento que atrapalha a vida do outro, se torna prejudicial.

    São seres que passaram grande parte da sua vida, sob a sombra dos senhores, e que jamais conseguiram ascender como eles, e por isso na primeira oportunidade, os apunhalaram pelas costas, e assim foram jogados num mundo caótico, de onde vez ou outra saem para atormentar, sob a forma de fantasmas, que sussurram coisas em nossos ouvidos. – É como se fossem os empregados que se dedicaram a empresa, sem terem recebido uma proposta de aumento, e mesmo assim esperaram subir de cargo, e quando nada aconteceu, começaram a destruir o prédio para que ninguém mais trabalhasse. 

    Uns os chamam de demônios, mas isto é um insulto aos seres do mundo inferior. Então prefiro seguir com o conceito da umbanda, de espíritos obsessores, e embora grande parte diga que se tratam apenas de seres humanos, poucos sabem que não são apenas os homens, que tem problemas para evoluir.

    São criaturas que em vez de terem visto alguma oportunidade, abraçaram as limitações como desculpa, para concentrar a sua ira em algum foco.

    E porquê estou falando nelas? É bem simples na verdade. Porquê tais seres encarnados ou desencarnados, costumam se aproveitar da fé alheia, para que cumpram seus objetivos atrozes, de destruir a base das filosofias, que supostamente os abandonaram.

    Portanto quando você se entrega demais a fé, não consegue perceber as armadilhas dos mesmos.

    Imagine duas situações: Primeiro há um padre de uma cidade pequena, cheia de gente analfabeta, mas com muita fé em compensação.

    Eles acreditam que apenas a palavra de Deus, proferida por seu padre, é a verdade imutável da vida.

    Contudo tal líder, pouco se importa com as palavras divinas, apenas as estudou, para ter poder sobre as pessoas, e assim usá-las como bem entender.

    Ele tira das mesmas: o seu dinheiro, os seus filhos, a sua liberdade, e os faz segui-lo cegamente, em rumo a completa perdição, pois sabe que está condenado, e quer levar quem puder junto.

    Como se não bastasse, para garantir-se, diz que é a vontade de Deus, toda vez que o questionam, e pior ainda, faz com que seus seguidores, repudiem qualquer figura pública, que pode desmistificar a sua falácia. – E se a tática funciona, mostra as suas garras, é quando por exemplo reúne os mais devotos, e os influencia a matar alguém, alegando que a pessoa está sob possessão demoníaca. (Não que discorde da existência da mesma, mas creio que eu, que o quê parece palhaçada para quem entende, é assustador para o ignorante, e o medo, sempre gera caos, se mal empregado) 

    No segundo caso, a mentira é um pouco mais articulada. O sacerdote diz que você é livre, que não precisa mais seguir nenhuma regra do “Nazareno”, que a vida começa agora, e os pecados não passam de uma bobagem.

    No início nenhum centavo é tirado, eles apenas promovem festas de orgia. – O quê não é ruim se for solteiro, mas o verdadeiro preço, que vem depois sim.

    Você se envolve nas palavras do sacerdote: Não há Céu, Não há Inferno, somente o aqui e agora, então façam valer a pena do jeito que o diabo gosta!

    Assim como o padre, tal sacerdote não está interessado no crescimento do seu grupo, somente quer arrastá-los para o fundo do poço, para que precisem dele, e é aqui que o golpe se torna mais evidente.

    Pois toda vez que a pessoa quer sair da tristeza por sua vida vazia, surge um novo motivo para deixá-la em tal estado. – É, o sacerdote, não carrega tal acunha, sem ser praticante de magia.

    Após fazer com que a vítima de seu magnetismo ( e alguns espíritos), comece a enlouquecer, vem as ofertas absurdas. “Mate um bebê para Satã, e ele te libertará destas correntes.” Diz o mesmo. Mas convenientemente, esquece de contar que a criança escolhida, é filha da ex com o atual - que percebeu o bosta que ele era, e o deixou.

    Eu sei parece inacreditável, mas a situação somente se agrava, pois no fim das contas, o padre e o sacerdote, se encontram longe dos olhos de todos, e assumem que suas jogadas, estão sendo bastante eficazes. Pois se os cristãos ficarem longe da magia, que os levam a questionar, e os satanistas evitarem o sentido de certo e errado, nunca conseguem atingir o estado da iluminação, para descobrirem a quem de fato servem, e que não é nem ao Diabo, nem a Deus.

    Estas criaturas são ainda mais inescrupulosas que Jeová, pois enquanto o mesmo ainda recompensa os seus, estes seres apenas fazem os demais afundarem, e nunca reconhecem os seus esforços, porquê como disse antes, sentem-se injustiçados, e que todos merecem a sorte que tiveram, por serem tão tolos ao acreditarem neles.

    Então não deixe que a sua fé te domine, mesmo que seja parte do plano superior. – Ela pode abrir portas, mas se não souber onde pisa, acabará indo para uma selva, e mergulhará em areia movediça.

    Somente a fé, nos faz ficar cegos. Da mesma forma como seguir somente a ciência, nos faz deixar de perceber, o tamanho da plenitude do universo, e que nem tudo se resume ao que é “concreto”. – A verdade mística não pode ser medida por filosofias dualistas da humanidade, pois esta se perdeu há muito tempo.

    Então como nos impedir de chegar a esse ponto? 

    Não há um método certo, e que tenha 100% de eficácia. Mas após várias pesquisas de campo, com base em observação, percebi algumas formas, que listarei a seguir:

     Evite defender a sua fé com paixão. – Não estou dizendo que não deve amar o quê faz, mas sim que precisa saber a diferença, entre o amor e a paixão. Amor é uma chama pequena, que serve para nos aquecer numa caverna. Paixão é um incêndio, que se alastra, destruindo toda a floresta, e se não ficou claro Paixão é um caso de amor intenso, impulsivo, e descontrolado. Amor é quando duas pessoas completas, compartilham uma vida juntas, sem desistir de quem são, pois escolheram andar com o par, e não dominá-lo.

     Estude tanto o seu opositor, quanto aqueles a que apoia. – Não estou dizendo que precisa se tornar um cdf de magia. Todavia é preciso sim ter conhecimento do quê faz. Então antes de julgar o inimigo, tente descobrir sobre as suas motivações para agir de tal forma. Concordar ou não, está fora do caso, mas é importante ver até onde o boato relatado é real.

     Haja como cético. – Apesar da correlação com o item anterior, é importante nos focarmos no fato, pois ser cético, é duvidar bastante da história, antes de aceitá-la como verdade, e é esta postura que deve tomar, sempre que uma coisa, que desconhece, surge na tua porta.

     Procure informações imparciais – Se o bruxo diz que a sua deusa é santa, e a religião a condena como “demônio”, é bom evitar ouvir ambos, e buscar por uma voz, que trabalha todos os aspectos da deusa, desde os puros, aos mais pecaminosos.

     Não fale sobre sua filosofia com eles. – Um fanático não tem nada para acrescentar na sua busca por conhecimento, a não ser, que queira estudar sobre transtornos de personalidade, ligados a estresse pós- traumático. Mais terrível ainda, pode te levar pro fundo do poço junto com ele, pois te faz crer no mesmo mundo maravilhoso, em que os seus superiores o colocaram. Então se tem um(a) amigo(a) que sofre disto, fale sobre qualquer assunto, menos deste.

     Rejeite as palavras do fanático – Não precisa humilhar a pessoa, por conta do seu fascínio. Afinal o fanático em si, é apenas uma pessoa apaixonada, sendo controlada por terceiros. Então sempre que notar os traços de fanatismo, lembre-se de que ela é apenas o papagaio repetindo o quê ouviu, e não sabe o quê fala.

     Conheça os traços de fanatismo. – Um ser tomado por esta paixão doentia, manifesta alguns sintomas como: 

    Palavras vazias. – O(a) sujeito (a) fala como se entendesse do assunto, mas ao ser confrontado, e obrigado a defender os interesses, com ideias próprias, fica mudo, ou tenta alterar o rumo da conversa. Fingem sensatez e calmaria. – Frases como “O mundo é injusto, por causa de...” são bem comuns no seu vocabulário, pois estes conhecem o Uno, mas são incapazes de entendê-lo.

    III. São agressivos. – Se mudar o rumo da conversa, não funcionar, eles começam a se irritar bastante, e por isso se tornam violentos.

    Não suportam a verdade. – Diga-lhes que Satã é bom, ou que Deus é engenhoso, e verás o fanático demonstrar, a escuridão mais profunda daquilo a que serve. São iludidos. – Não conseguem extrair a verdade de um material fabricado para entretenimento, e pior ainda, tomam para si o todo como verdade absoluta. (Depois saem matando hereges ou sacrificando virgens porquê o programa ensinou.) Veem sinais onde não há nada. – Que há sinais no universo, todos nós sabemos, porém achar que tudo é sinal de alguma coisa, sem antes avaliar os aspectos psicológicos, entorno de tal possibilidade, é sim um erro. Se você sonha com um homem te perseguindo, após ter assistido um filme de terror, ou vários, isto certamente comprova que no fundo, não suportou tão bem quanto pensava. Agora se você sonha com anjos te ajudando, quando a sua vida, é totalmente voltada pro satanismo, é bom avaliar o quê significa.

    VII. Carregam olhos vazios, e parecem está sob efeito de drogas pesadas. – Eles podem tentar forçar o riso, para demonstrar que estão 100% satisfeitos, mas se olhar bem, verá sinais físicos, que denunciam a sua infelicidade como: Olhos de quem foi vítima de hipnose, sorriso que não condiz com os mesmos, magreza ou gordura extrema, tremedeira, e fala lenta, cheia de pausas excessivamente longas, (mesmo que não condiga, com a sua regionalidade) ou discurso caloroso e agitado demais.

    VIII. São ativistas do templo. – Que há fiéis enjoados dentro das igrejas voltadas para o culto cristão, já estamos cansados de saber. Mas sim, também há fanáticos no templo pagão. São bruxos e bruxas, que vivem querendo impor a sua crença, mesmo que isto não seja bom para a própria imagem.

    Não tem noção do quê fazem – São como crianças de 3 anos, que repetem os gestos dos líderes. Nunca questionam os seus superiores. – Nem conseguem, pois a lavagem cerebral intensa, os tornou submissos.  Te amam, somente enquanto concorda com eles. – Discorde de uma ideia sobre a sua conduta, e eles te queimam vivo (literalmente ás vezes).

    Em algum momento da vida, podemos apresentar, alguns destes sinais, já que independente do caminho que seguimos, nós o amamos, não importa o quão complexo seja. Mas é bom lutar contra tais atitudes, pois elas só servem para nos envergonhar, e também nos distanciam dos deuses, e consequentemente do quê é real e falso.

    Capítulo 6 – A verdade liberta, mas é dolorosa

    É, nobre forasteiro, se a vida tem sido fácil, e as verdades que descobriu até o momento, não lhe trouxeram nenhum problema, ou representaram tudo aquilo que sempre quis, sem algum esforço, e nem sangue ou suor foi derramado. – Significa que a parte boa está acabando, e é melhor está preparado, ou você é vítima da sua própria mente.

    No segundo caso, é algo muito comum atualmente. É o quê chamo de iluminação de holofote. Trate-se de uma pessoa, que sai dizendo que é superior aos demais, ou força transparecer que já atingiu o nível máximo da evolução cósmica. – Mas antes dos beijos de luz, deixa subentendido que te quer “queimando no inferno”.

    A verdade nunca é aquilo que serve para compensar uma perda, mas sim confrontar a existência do ser, por ter sido pré-estabelecida há muito tempo, e isso nos leva a um tópico interessante: Os bonecos que pensam ser filhos dos deuses.

    Hoje em dia tem muitos filhos de Lúcifer e Lilith por aí. Se for contar nos grupos de magia do Brasil, há mais ou menos “mil” deles. – Razão pela qual, prefiro me manter em silêncio a respeito disto, pois me sinto envergonhada.

    Assim como há também as crianças Percy Jackson – Jovens entre 11 e 18 anos, que se encantaram pelos programas, que são focados na visão etérica (e distorcida) do mundo, e saíram mundo a fora, batendo no peito, e dizendo eu sou um (a) semideus!

    Em ambos os casos é algo bastante incômodo, pois se for falar com tais seres, muitos são vítimas do fanatismo midiático, e não só não possuem habilidades, como também mentem, para dar a impressão de quê são “especiais.”

    Chego a sentir dó dessas crianças, pois o tempo que gastam tentando provar o quê não são, poderiam usar para adquirir conhecimentos, que os levassem a encontrar os deuses, e dependendo do contexto, serem abençoados por eles, ao ponto de desenvolverem algum dote.

    Não seriam semideuses, mas e daí? Quantas lendas maravilhosas serão necessárias, para que entendam, que nascer humano, não significa morrer como tal?

     Olhem o exemplo do conde Vlad III, o turco, que empalava os seus inimigos vivos, e deu origem ao vampiro mais famoso das décadas. Ele iniciou como humano, mas hoje, para muitos, é visto como um Deus Noturno.

    Então novamente o quê você é no momento não importa, o quê pode vim a se tornar, após a caminhada sim, portanto pare de perder tempo, forçando ser o quê não é, e abrace quem é de fato.

    A verdade, não é aquilo que deseja, e sim o quê necessita.

    Você pode morrer gritando aos 4 ventos, que é filho (a)  de um deus (a) mas se não for, sempre haverão ausências de sinais legítimos, e a magia não vai se manifestar, mesmo que a sua fé seja grande, pois haverá um forte bloqueio em teu caminho.

     Porém quando realmente é algo, até as coincidências, serão ligadas ao deus com o qual sente a conexão.

     É o meu caso. Quando me foi revelado que era filha de Lúcifer, me opus a isso, com toda fibra do meu ser. – Tinha acabado de ler Lex Satanicus, e via Lúcifer e Satã como seres distintos. Sendo Lúcifer, o belo e inteligente, que tem repulsa ao mundano, e Satã um charmoso nerd, que se divertia em qualquer lugar.

    Jamais pensei em Lúcifer, como sequer meu semelhante, pois apesar de ter problemas para me socializar, não desprezava a sociedade, como ele, e isso foi um grande baque para mim.

    Como se não bastasse, além de ser filha do ser mais inteligente e cheio de conquistas, também me foi revelado que eu era um anjo, e foi a gota d’água, porquê detestava celestiais, e todo o plano superior na época. – Tinha 17 anos, e os hormônios agiam com grande potência em meu organismo.

    Não foi da noite  para o dia, que consegui aceitar. Receber a notícia de que era filha de Lilith foi fácil, pois já tinha notado traços de personalidade, bem semelhantes aos da deusa antiga, que ao contrário do quê a maioria pensa, não nasceu de um mito Judeu, mas sim Sumério, sob o nome de Kiskill-Lila, a filha legítima da deusa Terra, ou Antu, também conhecida como Tiamat, pelos Babilônicos. – Então sei que Lilith não é a deusa suprema, e também que não foi criada para o Adão.

    Lilith era uma deusa lasciva, hipersexualizada, que seduzia os homens, para torturá-los. Tinha ódio da humanidade, por ter sido substituída, por uma mulher inferior. Gerava abortos, para não mandar suas crianças sagradas, para este buraco conhecido como planeta Terra.

    Eu a admirava, me sentia como ela, sentia seu poder em minhas veias, e gostava muito da sensação. Mas como disse antes a verdade não é algo que tapa buracos, por isso tinham aspectos negativos, sobre ter o seu sangue.

    Meu impulso agressivo era muito forte, meu desejo sexual também, ás vezes manipulava as pessoas para o benefício próprio e nem percebia, e pior fui inclinada a uma vida pecaminosa de traição, que por muito esforço, não foi física. – Com exceção ao homem com o qual sou casada, mas ele era meu amante, e não o traído.

    Além disto, como carrego duas naturezas divinas em meu DNA cósmico, tenho peso de consciência sempre que pratico atos de maldade, com aqueles que não deveriam receber a escuridão de mim. – Mas os que a merecem, ou esqueço, ou me vanglorio da vitória.

    Saber destas e outras coisas, foi um enorme desafio, principalmente porquê não entrei no caminho, achando que era um ser celestial ou demoníaco. Apenas o fiz para entender, porquê minha família toda, possuía um passado de histórias fantásticas ou sombrias, e coisas estranhas aconteciam comigo desde criança.

    Quando bebê, meu andajá  se ligava sozinho de madrugada, e isto causou tamanho pavor nos meus pais, que estes queimaram o objeto. Já um pouco mais velha, quando me irritava as coisas caíam sem tocar, se sentia muito ódio, os eletrônicos pegavam fogo perto de quem me magoou, ouvia passos há metros de distância, encontrava objetos perdidos através de sonhos, e literalmente deslocava  meu espírito de um mundo para o outro. – Na infância entrava numa espécie de transe, que me levava para uma dimensão, onde os belos eram maus, e os seres horrendos me protegiam, mas não sabia o porquê. Assim como costumava dizer que o bicho papão era meu amigo, muito antes de lançarem filmes sobre o tema ( quando o entretenimento era voltado para bom é bonito, e mal é feio.) Tal capacidade assustava a minha avó materna, que me pegava falando “sozinha”, e acusava que eu conversava com demônios.

     Como se isso não fosse o suficiente, quando estava na quarta série, e estudava numa escola de esquina para o cemitério, chamada Guanabara, cheguei a me deparar com o mundo sobrenatural, e creio eu que a própria morte, pois era um ser de mortalha negra, que apareceu em meio a penumbra, iluminada por pequenos raios de sol, depois de ter me encontrado com torneiras, que se abriram sem o auxílio de mãos alheias. Não fiquei lá para conversar, tinha 10 anos na época, por isso sai correndo, e ao entrar em contato com meus colegas, tentei não parecer que tinha medo, ou visto algo. Dentre outras histórias, que vieram depois, mas que se eu citasse seria difícil de crer, então vou parar por aqui.

    Quando me abri para o satanismo, não tinha a intenção de ser uma das filhas de Satã, ansiava apenas por ser uma soldada, que guiaria as pessoas para os seus devidos caminhos.

    Por isso ao ser confrontada com visões, e gente muito mais surtada do quê eu mesma, acabei por duvidar de tudo. – “Ah tah eu sou filha de Lúcifer e Lilith, e a herdeira do Inferno, Aham, acredito” ou “Este é o cúmulo da infâmia”. “Tanta gente lá fora, querendo isso, e eu aqui apenas seguindo a minha jornada sem acreditar que sou eu.” “Por quê Lúcifer e não Satã?” – Relembrando que na época via-os como gêmeos negros, não uma totalidade de opostos complementares.

    Não foi algo simples, e pra piorar fiz uma cota de inimigos, que achavam que eu não era digna. – E não ligava muito, pois também concordava com isso, só brigava quando se tratava de mim, não da minha suposta “herança”.

    Até hoje sigo duvidando, mesmo que bem lá no fundo, saiba que é verdade, e que aceitar isso é o melhor caminho. Só que sou muito cética, para abraçar tal fé sem provas mais consistentes, e outra eu nunca quis sentar no lugar de Lúcifer, só de está na sua presença, com meus dragões, e meus aliados, já me sentiria feliz. –Apesar das reservas, que tenho, por ele ter interferido para que soubesse, como era ser a ovelha negra da família, e iniciar uma conquista, com apenas as asas e a essência. Todavia há sinais de quê sou da sua linhagem, e vou citá-los, para quê fique claro, quando alguém é um filho, e quando não é. São eles: 

     Nascimento que parece milagroso, mas é maldito: Quando minha mãe engravidou, ela teve rubéola, e o caso foi tão grave, que o médico mandou-lhe me abortar, mas ela se opôs a isto, e fez promessa a uma santa, para garantir minha segurança, e vim saudável. — A igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, quase pegou fogo em 2013, quando houve um incêndio de grandes proporções em Macapá- AP, que foi inclusive noticiado no jornal nacional, mas a causa por muito tempo, foi um mistério insolúvel.

     O meu número da sorte ligado a data do meu aniversário: 15/02/1995 foi quando nasci, e 15 é o meu número da sorte desde criança. – Afinal ganhava festas e presentes. O mesmo dígito é considerado o número do Diabo no Tarot. Além disto se somar todos os algarismos de maneira cabalística, resultará em 5, que lembra o pentagrama, um símbolo bastante comum na magia, e o 1,5 é uma das partes presentes da Deusa Babalom, de Aleister Crowley, representada em sua totalidade por 156.

     Os fenômenos de 15/02: O dia é marcado por grandes eventos históricos, ligados a Nova Era, e ao mesmo a antiga. É no dia 15 por exemplo, que comemora-se a Lupercália, o “dia dos namorados pagão”, em que se celebra Lupercos – que é tido como uma das faces de Lúcifer na Itália – e o dia da fundação de Roma. Foi também no dia 15, que logo após o Papa renunciar, um meteorito caiu na Rússia, e muitos acharam que era um sinal apocalíptico. Desde então no mesmo dia: O exército de fanáticos, chamados de gladiadores do altar se levantou – Estes são responsáveis pela destruição ilegal de terreiros.  Até o material midiático foi direcionado para o caos do fim do mundo. Procure pela série mais assistida por quase um mês: The Umbrella Academy que foi baseada na HQ da Dark Horse, e Doom Patrol, um dos poucos sucessos da DC comics. – Que a propósito, fazem parte do meu gênero favorito de programação, e soou como um presente. Mas você já deve saber, afinal o oculto influencia a mídia... e o resto já deve ter gravado não é?

     Sinais físicos: “Os olhos são a janela da alma”, já dizia o ditado popular. – Embora tenha nascido sem uma alma, meu espírito segue me precedendo. Portanto vez ou outra, os olhos se alteram de maneira expressiva, (quase inumana em alguns casos).

     A minha descendência física: É evidente que carrego uma grande herança Africana, mas o quê poucos percebem, é que a minha forte ligação é com a Itália, inclusive meu sobrenome é dessa origem, e tenho parentes originalmente italianos. Por quê é um sinal? Lá é único lugar onde as bruxas cultuam, e aceitam que Lúcifer teve uma filha enviada a Terra, e também o primeiro local do mundo, onde ouviu-se o nome do Deus Romano. – E eu não sabia disto até 2016. Quando tive um sonho, sobre ter ficado adormecida por 500 anos, que me levou até um conflito na terra da minha descendência de sangue, onde até mesmo encontrei, uma música relevante ao meu nome secreto em 2013. Mas nunca tinha pesquisado mais a fundo, até aquele dia, quando tive o estalo “E se eu focasse na minha magia hereditária para me desenvolver?”.

     A falta de empatia satânica: Lúcifer não é aquele que se diverte entre os demônios, é o quê os mantém na linha, então é normal, que muitos demônios, ou espíritos perturbados, tenham aversão a mim, pois sou filha do “carcereiro da prisão cósmica”.

     Poderes, que podem ser terríveis ás vezes: Odeio ferir pessoas inocentes, mas por vezes a minha ira, se manifesta de tal forma, que consigo interferir neste plano. – Se você é um de nós ou dos nossos, sabe bem a que me refiro.

     A ausência de Lúcifer e Lilith: Eles são deuses, tem seus afazeres, não podem ficar me mimando a cada 24 horas, só porquê vim deles. – A não ser que eu necessite exclusivamente de sua proteção. No entanto é mais fácil enviarem guardiões, antes de tomarem partido, pois querem filhos fortes e dispostos a lutar.

     Loucura racional: Não pertenço a um lado, estou ligada ao todo. Conceitos separativos pertencentes a humanidade, me parecem antiquados. “Magia não pode se unir a Religião” é o tipo de frase que me faz rir por exemplo.– Mas sigo respeitando cada crença, assim como quero, que a minha seja respeitada.

     Relatos autênticos: Devido ao conhecimento sobre os grimórios – e a grande quantidade de gente cética sobre quem sou – registrei tudo datado num site, que serviu como meu diário por um tempo. O nome do mesmo é: Os pensamentos infernais de Carry Manson. – Tenha em mente que na época eu tinha 18 anos, havia acabado de aceitar que era a primeira filha de Lúcifer, e meus textos soavam completamente insanos (e até vergonhosos.) Além disso há os livros Sobre mim de 16/05/2018 e The Angel In Earth de 28/05/2019 no site da Autores, onde podem ler melhor sobre a minha história, e tirarem as suas conclusões. – Os conceitos apresentados acima, são apenas para diferenciar a fantasia do verdadeiro.

    Queria dizer que a verdade é o máximo, um conto de fadas, ou tudo o quê aparece na TV, em quê do nada os esquisitos se tornam legais, e imediatamente são reconhecidos como os maiorais da história da Terra. Mas não é assim que funciona.

    Diga que é filho de um Deus, e prepare-se para as risadas, insultos, e pessoas que imediatamente se acham melhores que você.

    Levante-se contra aqueles que não tem consciência, e eles vão apontar o dedo, achando que surtou, e se por acidente acabar os machucando, farão a tua caveira.

    Estou revelando sobre mim, não para que venham tirar satisfações mais tarde. – Mas se quiserem tenho muito mais material para provar quem sou.  – E sim para lhes mostrar, que há sim semideuses entre os humanos, e que nem todos pertencem ao 90% dos mergulhados em mentiras, somente para aparecer.

    Vocês não estão sozinhos. Eu posso ouvi-los, e acreditar em suas histórias, se forem sinceros sobre o quê houve. – Quem realmente é, percebe as inconsistências dos fatos, por isso é mais fácil saber, quem carrega a mesma dádiva ou maldição.

    Cada de nós tem uma missão, seja ela grandiosa, ou parte de um grande plano, e seria bom que nos apoiássemos, pois o universo é grande o suficiente para quê todos consigamos, alcançar a merecida glória. – E isso vale para humanos e predispostos.

    Acham que apenas por ser filha de Lúcifer e Lilith, sou uma criatura suprema e imbatível? Não, não é por aí. Há os filhos que nasceram da própria Tiamat ou de Apsu, e outros Titãs, que são muito mais poderosos. – No entanto ter muita energia, não significa  automaticamente, que sabe usá-la.

    Capítulo 7 – DIY MÁGICKO

     DIY é um conceito em inglês que significa Do it Youself, ou Faça você mesmo, e foi adotado por alguns grupos dos E.U.A que preferem fabricar seus materiais, e se abstém do uso das grandes marcas conhecidas. É claro que tal ideal parece implícito para muitos, e embora haja uma corrente chamada Magia do Caos,  que foi desenvolvida Austin O. Spare, e trabalha com isso de maneira bem expressiva, é importante que saiba como praticar.

    Você pode naturalmente criar feitiços, rituais, e cerimônias, para cultuar o teu deus, e lhe mostrar a sua devoção. Mas infelizmente há leis que por hora são permanentes.

    Não adianta por exemplo usar um baphomet para fechar um portal, quando o mesmo é usado a décadas por diversas seitas satânicas, para invocar os príncipes infernais.

    Assim como não adianta tentar invocar um demônio, atribuindo energias negativas ao pentagrama, que há muito tempo é considerado pelas bruxas, como um símbolo de proteção. – Pode até funcionar devido o grande descaso da sociedade, que segue achando que é o símbolo do Diabo, mas a entidade em questão vai rir de você.

    Sempre crie meios de se proteger, mesmo que seja na hora de criar um servidor – No caso da Chaos Magic. – Você pode ter a linhagem dos demônios, sem saber, e atrair um ser de luz, que tenta te destruir, somente porquê tu nascestes como determinado herdeiro. – E vá por mim, luz não significa ausência de combate violento.

    Verifique as condições ideais para realizar a prática mágicka. – Não só a atmosfera mística, como a física também.

    Se a lua é negra, e não condiz com o teu objetivo, evite-a, ou vibre de acordo com o instrumento, de onde saiu o acorde.

    Se o tempo está ruim, (e você não foi responsável), vivem te perturbando, e tudo parece dá errado no dia em questão, já tem a resposta para o teu intento, que é: Não. O universo está se manifestando contra, então fica por sua conta e risco. – Caso queira ir adiante.

    Procure conhecer os presságios. O chamado do universo é comum, por seguir um padrão lógico de repetições, que foge do binário computacional 0 e 1, e passa a ser 0,0,0 ou 1,1,1 – Quanto mais frequente, mais chances há de ser o Cosmos falando de maneira silenciosa. – Será um alerta, se Todos os itens estiverem presentes:

     Números: Números iguais, são portais de consciência – e energia mágicka – se abrindo. Mas quando surgem várias vezes, em conceitos diversos, é bom avaliar o quê significam através do estudo da numerologia, cabala, e gematria em geral.

     Sonhos : O plano onírico é um dos mais interessantes, pois revela sobre o mundo, que há dentro do ser. – Freud estudava os sonhos, para compreender melhor seus pacientes, e você também pode, embora o método não seja recomendado, pois dificilmente será objetivo para ter resultados plausíveis. Além disto, se o indivíduo está conectado com o oculto, tem a capacidade, de prever as linhas dos próximos acontecimentos. Assim sendo deve-se avaliar, quando um sonho, é apenas sonho, ou um sinal. 

    Por ex: Se você tem tido sonhos com elementos semelhantes isolados. Como: a presença constante de pregos em evidência. O resto do contexto se aplica a ti, mas a presença dos pregos é um comunicado. – Como se fosse um código morse do Universo.

     Frases incomuns: Sejam de ameaças, ou que transmitam segurança. – Devem ser avaliadas, se sentir algum tipo de calafrio na espinha, quando as ouvir. Não importa se é da boca de um estranho, na tela do pc, ou em uma canção, pesquise sobre a questão, e tente decifrar o quê significa.

    É relevante salientar que o Padrão Ressoante é a chave, e que embora tenha citado apenas 3 exemplos, o fato de o presságio acontecer 3 vezes, não é o suficiente para se definir como um sinal. Será um sinal, se houver persistência do oculto em te mostrar a mesma mensagem, do contrário pode ser somente uma bela coincidência. A(o) Bruxa (o) saberá intuir a partir disso, e definirá se quer seguir tal caminho, ou optar por outro.

    Respeite as Leis Antigas, apenas atribua algo condizente a tua personalidade no Culto a teu Deus.

    Se lá no teu grimório diz que deve usar a violeta, use a violeta, não o  eucalipto – Com exceção a sacrifícios humanos e de animais, sem razão lógica. Como por ex: Mate um carneiro para o deus, e se livre do cadáver. (Se for para matar um bicho, que seja para deleitar-se da sua carne, ou trazer alívio para alguma dor.)

    Siga os antigos, estude-os, respeite-os, mas adore somente aos deuses. – Não trate grandes nomes da vertente da magia, como se fossem a entidade a que te dedica. – Por ex: Aleister Crowley Não É Um Deus Supremo. Em vista disso não haja como se fosse. ( Leia seus escritos, mas sempre com a consciência crítica, do quê condiz com a tua realidade.)

    Você pode imitar alguns rituais, feitiços, e poções. Mas o ocultismo é o campo da criatividade, então quando estiver pronto, inove, entregue-se, e DIY (Faça você mesmo) – Não é porquê fulana usa sempre os métodos 100% tradicionais, que tu devas utilizar também, afinal para ela pode ser fácil, arrancar a cabeça de um cervo, e para ti não.

    Como é errado falar de um ideal, sem aplicá-lo na vida, a experiência que lhes trago é a minha própria língua, que batizei de Lovlicos, pois me baseei em escritos de H.P Lovecraft, e nos sinais da linguagem cósmica, e ela consiste em: 

    Alfabeto tradicional  português- BR. 3 Palavras abreviadas com 3 siglas no total.

    III. Formação de frases, com no máximo 3 sentenças.

    Dicção forte, com acentos ocultos, que somente 

    quem já presenciou os mistérios do universo, 

    consegue aplicá-los.

    Timbre doce para o uso benéfico, timbre

    sombrio, beirando o demoníaco para o

    maléfico.

    Ex: 

    Em português é: 

    A lua brilha sem parar

    Em Lovlicos é: 

    Alub separ

    Em português é:

    Sim e não, talvez

    Em Lovlicos é:

    Sie nata

    Em português é:

    Não vou

    Em Lovlicos é:

    Navo

    Parecem palavras de uma raça antiga de alienígenas – ou com os Enn’s demoníacos que conheci ano passado. Mas é apenas um sistema simples, que apliquei aos meus rituais, e até agora rendeu bons resultados. – Ainda que alguns fatos tenham me assombrado, pois apesar de não ter uma egrégora forte (por ser minha criação) é uma expressão muito poderosa. – A melhor explicação, é que o cérebro se impressiona com coisas estranhas, e o uso das mesmas, intensifica o poder mágicko.

    A intenção aplicada nela pode variar, mas pelo que percebi com as minhas experiências e análises, é uma força que mexe com a ordem mundana, e traz a tona o quê é considerado impossível. – Tanto pro bem, quanto pro mal.

    Fora a Lovilicos, também realizo meus próprios rituais, baseados na filosofia com a qual tenho mais afinidade. – Uma qualidade, que me fez inclusive criar uma seita chamada Sees- Seguidores da Estrela, que obviamente representava Lúcifer, mas para acessá-la bastava acreditar em algo. -  Através dela introduzi algumas pessoas no mundo místico, após comprar-lhes a sua alma. – Quando acreditava em tais falácias.

    O Sees tinha um propósito comum: Realizar desejos, sejam eles nobres ou atrozes. Assim como também gerava consequências, para aqueles que traíssem o círculo.

    No total formávamos 4 componentes. Todos os membros eram femininos, e a nossa crença no poder oculto, era tão grande, que quando nos tornamos A constelação – O quê uma sente, as outras também. – O efeito foi imediato.

    Da mesma maneira que quando uma das moças, escolheu um homem, em vez do círculo. Acabou possuída, e tentou matar o seu amado, diante dos familiares. – Tinha 16 anos na época, e até chorei, me sentindo culpada, por um demônio tomar-lhe posse. – Nem sempre ter poder, é um sonho, na maioria das vezes parece mais um pesadelo. (Ao menos para mim.)

    Nossos rituais incluíam derramamento de sangue, como prova de lealdade, e devorar as doces frutas do cemitério, onde nos reunimos para realizar nossas práticas ocultas. – Que fique claro, não tolerava sacrifício de animais, o fluído da vida, vinha das moças, que faziam parte do círculo.

    Era pura brincadeira de criança, como uma versão da vida real de jovens bruxas. – Mas não cheguei a me tornar uma maníaca como a Nancy, apesar de me vestir como tal.

    Tivemos poucas reuniões, pois após chegarem as consequências, duas garotas, queriam pular fora. Uma perdeu o namorado, e a outra começou a ver as sombras, e isso lhe fez ter medo de onde colocava o pé. Então só restou eu e outra garota, que me apoiou por um bom tempo. – E até me ajudou quando minha vida ficou em risco, após romper o círculo de vez.

    Lembro-me do nosso último encontro. Foi o mais marcante de todos, pois ali tive o primeiro vislumbre da vida passada. – Fomos até o cemitério, e lá um estranho homem de chapéu branco, e camisa vermelha nos recebeu, fazendo perguntas interessantes, a respeito de estarmos ali para passeio ou trabalho, e nos avisou para tomar cuidado com as visagens (termo para espíritos) minha companheira riu, disse temer só os vivos, e eu disse que a morte era uma escapatória para os covardes, frase esta que não saia da minha cabeça.

     Ao ouvir a minha resposta, ele fez uma reverência, e sumiu no meio do matagal. Após a sua partida, as sombras começaram a ganhar forma, e tanto eu, quanto a menina vimos coisas. Primeiro vi uma mulher enforcada no topo de um pinheiro, por um cipó cheio de espinhos, e logo deduzi que era uma bruxa. Em seguida seu corpo sem vida caiu, e um ser de chifres meio homem meio touro, veio para recolhê-lo. Tão grande foi a minha surpresa, ao ver como ele a pegava nos braços. Não a arrastava para o inferno, nem levava como um pedaço de carne, parecia mais que era a sua noiva, e tinha um aparente carinho por ela. – Conseguia sentir que aquela imagem, era um retrato da minha vida passada, e aquela conexão era fantástica. – Ambos desapareciam na névoa, e 7 ou 8 rostos, não lembro ao certo, apareceram, sendo 5 femininos e os restantes masculinos. Nós voltamos para a causa da minha amiga, e acabei por desmaiar sem razão aparente.

    Mais tarde a noite, quando estava sozinha em meu quarto, vi que haviam várias sombras chifrudas ao meu redor, e as mesmas pareciam que iam sair das paredes. – Isso me deu um calafrio tão grande, que naquela noite, resolvi dormir no sofá. – Neste tempo nem imaginava que era a herdeira de Lúcifer, então não tem como ser algo influenciado por tal descoberta, que veio acontecer no ano seguinte, e só foi aceita, quase 2 anos depois, pois precisei analisar toda a gama de fatores, para poder aceitar tais fatos.

    Então tome muito cuidado com o quê aplica no seu DIY mágico, pois tudo o quê fizer, expressará a sua real natureza. – É por isso que estou lhe dando estes conselhos de maneira direta, pois apesar de ser uma conhecedora dos mistérios, com grandes saberes, por ter estudado sempre sozinha. Queria que alguém tivesse me dito estas palavras, para evitar todos os desastres que aconteceram.

    A magia independente do quê faça, sempre trará consequências. Mas não é como colher o quê plantar, e sim por causa do valor que atribui a tua responsabilidade pelos atos. Portanto sempre pratique, somente aquilo que a sua consciência é capaz de suportar, do contrário além de ser taxado como louco pela sociedade, vai realmente acabar como um. – Ouça esse conselho de quem foi recentemente diagnosticada com transtorno de personalidade, após inúmeras tentativas de suicídio e agressão, antes de conhecer formas de lidar com a própria escuridão.

    Capitulo 8 – A bruxa que vive entre os santos e os pecadores.

    Viver em sociedade é uma tarefa difícil para um bruxo. Sabemos de tantas coisas maravilhosas, e verdades indizíveis, que nos sentimos criaturas superiores, que precisam interferir na jornada dos demais, para que experimentem de toda a beleza ou conhecimento que adquirimos. – Isso é inegável, mesmo que sirva a luz da magia, e diga que acredita que todos são iguais, a igualdade não é a resposta para o quê quer.

    Imagine que todos no mundo são lagartas, e que algum dia se tornarão lindas borboletas. – Se você interferir no processo, eles certamente morrerão, antes de conseguirem sair do casulo. Este é um exemplo que li em Lex Satanicus, e achei algo absurdo na época, mas hoje percebo que é o melhor a ser feito.

    Assim como as pessoas, podem ser simbolizadas como insetos majestosos, também podem ser descritas como música, e cada uma tem um ritmo ou melodia própria, que pode ou não agradar os nossos ouvidos. – Portanto procure sempre andar, com aqueles que tem um ideal em comum contigo.

    É lindo abraçar as diferenças, mas uma coisa é aceitar o outro, outra bem diferente, é querer ser como ele. – A verdadeira beleza do mundo, não está em rostos padronizados e iguais. Mas sim em suas peculiaridades. O quê quero dizer com isso? Seja fiel a ti mesmo, e se aceite acima de tudo, não tente se adequar aos demais, somente porquê eles não te aceitam. Procure pelo teu próprio nicho, pois não importa qual seja, sempre há um espaço para ser ouvido. 

    Evite se expressar em sociedade, se não aceitam a tua crença mística. – Não é porquê você respeita os outros, que eles farão o mesmo por ti. – “Mas Lux você falou para não me adequar aos demais!” Sim, e não se adequar, significa ser leal aos teus ideais, não importa o ambiente em que se encontra. – Eu sou bi, e mesmo em meio aos héteros, continuarei sendo, não importa o quê digam. E se encontrar aqueles que me apoiam, me abrirei e direi a verdade, se não, seguirei em silêncio, pois o mundo é um lugar perigoso, e há aqueles que em seu fanatismo, apenas precisam de um “A”, para virem para cima. – E não quero mais responsabilidades por danos aos outros. É uma questão de sobrevivência.

    Enfiar nossas crenças na goela alheia, é como forçar a pessoa a aceitar nossas filosofias. – Eu sei que funcionou para os cristãos, mas o medo é tão eficaz, que hoje os fiéis se uniram a outras crenças, por não aceitarem a intolerância religiosa. Então o temor, embora funcione, não se compara a força do amor pelo quê se faz. Por isso se quer mesmo trazer, alguém para o seu lado – Vá na mãe de santo mais próxima, e coloque o nome da pessoa numa roda. Brincadeira!

    Tente explicar-lhes sobre a sua fé, e quando for confrontado, apenas faça comparações, que o ajudem a perceber que no fim seu amor pela divindade, não é tão diferente, do quê o quê sentem por Cristo. – Sua vida está tão difícil por quê não larga dessa tal magia e abraça o nosso senhor? Já me disseram e respondi Da mesma forma que você ama o seu senhor, apesar das dificuldades, eu também amo a Lúcifer, e assim como tu se identificas com Cristo, eu me sinto mais confortável andando com o deus romano. Foi o suficiente para seguir em paz, nunca mais tocou-se no assunto, e a amizade seguiu  a mesma.

    Não tente humilhar ninguém, a não ser que a pessoa realmente mereça tal castigo. – Eu pessoalmente odeio “lacrações”, porquê é algo desnecessário para sociedade, e trata-se de gente, que quer “arrasar” apenas repetindo o discurso alheio, como se fosse uma verdade absoluta. A pessoa aparentemente refletiu sobre algo, mas no fundo não se deu o trabalho de questionar, e apenas uniu a ideia do autor, a coisas que ouve no cotidiano. Chega a ser – me perdoe pela expressão – Patético, pois a preguiça intelectual se torna mais do quê evidente. – Por isso fica a seu critério Expor a sua ideologia ou não–  Mas lembre-se Bruxos (a) de verdade, não tomam os problemas da sociedade como seus. – Eu sei soa frio, todavia é assim que funciona, pois devido a enorme gama de poder, que um ser desses possui, se ele coloca as suas emoções em jogo, certamente isso traz consequências, que dificilmente são agradáveis. Hoje destrói um ditador, amanhã impede o seu país de prosperar, e todos acabam na miséria por exemplo.

    Não estou dizendo,  que não deve defender aquilo em quê acredita, estou apenas esclarecendo, que precisa ter noção do quê defende, antes de ir as ruas ou redes sociais. – Não seja mais um papagaio da fé, e somente parta para a guerra, se o conceito do outro, realmente te ferir, de uma forma, que precisa colocar todo o ácido para fora. – Este livro não é para passivos, ou atacados, mas sim guerreiros que sabem quando devem erguer a voz.

    Isto nos leva a um tópico interessante. Não ataque a tudo e todos, apenas porquê não te aceitam. Aprenda a si amar, e não ligar para opiniões repulsivas. – Não ligar mesmo, ou seja ouvir, e entrar por um lado e sair pelo outro, sem sair por aí dizendo “Eu não ligo! Não adianta tentar me atingir! Pois não vai conseguir!” já que se o fizer, estará claramente agindo de maneira contrária, ao que disse.

    Aprenda a controlar a sua raiva, ou ela te controlará. – Não haja por impulsos, pois isto pode custar muito caro para você, ou os seus colegas. – A ira nos faz ter pensamentos num segundo, cuja responsabilidade pesa por uma década.

    Haverão muitos grupos, que exaltarão a fúria, e te dirão para destruir tudo e todos. Mas não te falarão, que você pode ferir alguém gravemente, ou até mesmo matar o alvo escolhido. – Porquê a maioria que venera estas forças, não se dá ao trabalho de conscientizar os seus do perigo.

    Aprender a controlar a sua raiva interior, não te fará mais fraco. Mas sim capaz de realmente arrancar o coração, de um inimigo velado, sem sequer se importar se isto pesa ou não na consciência, pois terá ciência, de quê se chegou a tal ponto, foi algo necessário, e será mais difícil de se arrepender. Só que se o fizer, apenas por causa de um segundo de raiva, a culpa mais tarde vai te consumir, e caso isto não aconteça, sugiro que vá urgente ao psiquiatra, pois a sua falta de empatia, é algo assustador.

    Aceite a natureza, e a proteja, não tente modificar a ordem das coisas. – Nós somos carnívoros, está no nosso DNA, desenvolvemos caninos para devorar carne. Se você quer cuidar da natureza, comendo apenas frutas e vegetais, tudo bem, mas não venha tentar obrigar os outros a seguirem a tua doutrina. – Cada um em seu nicho lembra?.

     “Um leão pode devorar um ser humano, mas o ser humano não pode devorar o leão”? A onde isto é natural na cadeia alimentar? Por quê o leão tem que ser superior ao homem, em vez de haver um termo de igualdade entre ambos? A ciência não tem dito a anos, que o homem tem parentesco com os primatas, e logo é um animal também? – Eu sei isso pode ser desagradável, mas o natural não se baseia em veados e leões, andando lado a lado como amigos, da mesma forma, não pode acontecer com os humanos e os seus irmãos animalescos. Não importa se é racional. A falta do instinto caçador, nos torna dóceis, e mais fáceis de sermos manipulados por entidades obsessoras. – É claro esta é a minha opinião, escolher seguir ou não é de você, mas antes de sair levantando bandeiras a favor do meio-ambiente, pelo menos conheça o quê defende.

    Isto significa que eu, Lux Burnns, sou um monstro, a favor da caça por diversão, e outros meios de entretenimento humano, que humilham os animais? Não, o preto e branco, não se encaixa a mim. Uma coisa é respeitar a natureza, outra é usá-la como posse, da maneira que bem entender. – Por mim as fábricas de comida, deveriam promover o abate misericordioso, semelhante aos dos banquetes de festividades africanas.

    Sempre respeite a crença alheia. Você ama Odin e seu parceiro a Lúcifer. Mas e daí? Cada um segue a divindade que desejar, e aprende com a mesma. – Novamente lembre-se da metamorfose da borboleta, se mexer no casulo, ela morre.

    O mesmo vale para os seus pais. Se você vive com eles, lhes deve muito, por te darem um teto, comida, e as vezes até roupa lavada. Então não os desafie, ou os desmereça por causa de crenças diferentes. Vocês são de tempos diferentes, foram colocados juntos, para aprenderem uns com os outros, não se destruírem. – Seja maduro, saiba argumentar, e lutar como um nobre, pelo seu ponto de vista. Se agir assim, eles provavelmente verão, que a tua filosofia está te tornando alguém melhor, e que não precisam se preocupar. Agora se sair berrando, quebrando os móveis da casa, batendo a porta do quarto, mesmo que eles só queiram conversar, tudo o quê vai ganhar com isso, é mais abordagens, que demonstrem medo do caminho que está tomando. – Falo por experiência. Iniciei minha vida mágica da pior forma, e só depois que adotei esta postura, por causa de Anton Lavey, a guerra em casa acabou. Rebeldia com causa é algo louvável, mas rebeldia por rebeldia, nada mais é que tolice. – Se eles  ainda sim, não permitirem que faça os cultos dentro de casa, vá para fora, se for ruim, procure algum canto seguro, onde possa praticar, sem causar problemas em seu lar. – Nem sempre será um método efetivo, mas é melhor ter aliados dentro de casa, do quê inimigos.

    Por fim sempre tenha em mente, que sentir-se superior, não significa ser superior. Para torna-se assim, terá que ter atitudes que condizem com tal postura. – Não me mande beijos de luz, se a sua única intenção é me queimar. GsolitaryDevil.

    Capitulo 9 – Os Deuses e o Fim da farsa da realidade dualística.

    Este é o fim da sua jornada comigo, e o ínicio de algo ainda maior. Como disse lá no início, há autores infinitamente melhores, e não estou aqui para me apropriar dos seus cargos ou teorias. – Apenas estou apresentando-as com uma linguagem mais direta, para que saibam exatamente o quê praticam, de acordo com a interpretação aceita por outros ocultistas. 

    Até aqui temos trabalhado sobre as grandes causas sociais, que afligem a comunidade mística, e muitas vezes defendi que a realidade não é dualística. Mas para fechar este pequeno guia, me aprofundarei nesta questão com uma explicação mais extensa. – É neste ponto que você vai decidir, se quer continuar sendo ocultista, ou prefere tomar o caminho mais simples, adotando alguma religião por exemplo.

    Desde que éramos jovens, nos ensinaram a dividir o mundo entre homens e mulheres, bem e mal, fogo e gelo, guerra e paz. Nossos pais – na maioria das vezes – nos diziam “No mundo há Deus que é o bem, e há Satanás que é o mal. Deus é luz, Satanás escuridão. Deus é água, Satanás é chamas.” 

    Apesar de não discordar, dos conceitos acima apresentados – com exceção a Deus ser luz, mas é pessoal – creio continuarmos a segui-los é errado. Já aprendemos muito sobre as duas metades, então por quê deveríamos continuar trabalhando-as de maneira separada? 

    Está certo, a iluminação é importante, mas as sombras também são. É preciso que haja um ou o outro, para quê o todo exista. Não adianta tentar tirar um dos números da equação, senão dificilmente encontrará o valor de X ou Y.

    Devido a minha conexão cósmica, estudei não somente astrologia, como astronomia, física, e biologia. Pensei a príncipio, como muitos magos, que era apenas uma imposição social, para nos manter ignorantes perante a verdade do universo. Mas foi então que percebi, que a culpa da divisão não era dos cientistas, em sua maioria religiosos, e sim dos novos filósofos da internet, que empregam o conhecimento científico, apenas para atender os seus próprios conceitos mesquinhos.

    “Deus não existe.” Dizem todos os ateus, que esqueceram-se de questionar, adotando uma conduta massificada, e muitas vezes tomam como prova inconstetável, as palavras de grandes pensadores, que foram queimados como hereges. Oras meus amigos, se Deus não existe, naturalmente nada mais do mundo místico é real também. Inclusive Lúcifer, Odin, Hel, Osíris, Ísis, Seth, Zeus, Deméter, Amon, Baal, Krishina, e vários outros deuses, pois se o suposto supremo não é real, o resto dificilmente pode ser considerado como tal. O velho barbudo de sandálias que conhecemos, nada mais é do quê uma imagem criada por homens, que compilaram antigos escritos, num livro chamado bíblia sagrada. – Então quando se entrega a crença, de adorar o Deus do impossível, você indiretamente está se conectando com alguma destas divindades do velho mundo, por isso o uso de versículos, para atingir determinados objetivos.

    Espera Lux Burnns, filha de Lúcifer e Lilith, neta da gigante Tiamat, você está sugerindo que devo me converter? Calma! Não, isso jamais. Alimentar a ideia de quê este deus é supremo, é o quê torna ainda mais forte, não lembra? 

    Só que também não se pode descartar o inegável, de quê esse grande mosaico mal feito, também é parte da nossa cultura, e que desprezar alguns dos seus fatos, é o mesmo que massacrar a própria doutrina. – Por isso se prender ao lado A ou B, é errado. 

    “Ah mas a deusa x é maior que o deus y.” ou “O deus y é maior que a deusa x” Já chega de se prender a isso. Queres realmente acessar o poder máximo, nesta realidade limitada? Então pare de abraçar apenas a causa que te convém, e aceite que o quadrado é feito de dois triângulos, ou o círculo é formado pela união dos mesmos. – O quê isto significa? Que a realidade não se resume, a deuses C e D, e que não é necessário comprar as suas brigas, para que adquira o seu respeito, ou realizem os seus objetivos.

    Nem mesmo estes deuses são originários do príncipio feminino ou masculino, mas sim da união de ambos, que nasceram do verdadeiro ser supremo, que não é Jeová, Cerridween, ou nem mesmo Tiamat, apesar do quê muitos acreditam.

    Se você é iniciante, será um choque, mas a realidade precisa mostrada desde aqui, para que entenda a perda de tempo, que é lutar apenas de um lado. Então prepare-se, pois a origem do universo, de acordo com os antigos, lhe parecerá absurda, se ainda continua abraçado apenas a positivos e negativos:

     Mitologia súmeria

    Cosmogonia

    “Antes de todos os antes, nada existia, a não ser Nammu, o abismo sem forma. Um dia, Nammu resolveu espreguiçar-se, e novamente voltou a enrolar-se. Com esse gesto, ele criou Ki e Anu, respectivamente a Mãe Terra e o Firmamento. Deles nasceriam todos os demais deuses, o tempo e, no futuro, o homem, que seria feito de argila.”

    Superinteressante 28/05/2019

     Mitologia Egípcia: 

    Cosmogonia 

    Neterus Primordiais:

    São os deuses mais importantes os quais estão associados com o mito de criação (origem do universo):

    • Nun (Nu ou Ny): simbolizava a água ou o líquido cósmico que deu origem ao Universo.• Atum (Atum-Rá, Tem, Temu, Tum e Atem): representa a transformação de Nun, sendo considerado aquele que deu origem a explosão do Universo (semelhante ao Bing Bang) e que gerou os diversos corpos celestes, separando assim, o céu e a Terra.• Amon (ou Amun): esposa de Mut, ele é considerado o rei dos deuses.• Aton (Aton ou Aten): relacionado ao sol, ele foi o deus do atomismo que estava relacionado com o disco solar.• Rá (ou Ré): deus da criação, sendo um dos principais deuses do Egito.• Ka: força mística que representava a alma dos deuses e dos homens.• Ptah: marido de Sekhmet e de Bastet, representava o deus criador e protetor da cidade de Mênfis. Além disso, era considerado deus dos artesãos e arquitetos.• Hu: representava a palavra de criação do Universo.

    Toda Matéria 28/05/2019

     Mitologia Hindu

       Comosgonia 

    A Mitologia Hindu está fundada nos Vedas, que são os livros sagrados dos hindus. Segundo a crença, o próprio Brahma os  escreveu. Brahma é o Deus supremo da tríade hindu. Seus atributos são representados pelos três poderes: criação, conservação e destruição, que formam a Trimuri ou trindade dos principais deuses: Brahma, Vishnu e Shiva, respectivamente, da criação, da conservação e as destruição.

    Brahma é o deus criador de todo o universo e de todas as divindades individuais e por ele, todas serão absorvidas. Ele se transformou em várias coisas, sem nenhuma ajuda externa e criou a alma humana que, de acordo com os Vedas, constitui uma parte do poder supremo, como uma fagulha pertence ao fogo.

    Infoescola 28/05/2019

     Mitologia Grega

    Cosmogonia

    No princípio de todos os mitos, houve um tempo em que nada existia no Universo além do Caos – a mais antiga, a mais inexplicável, a mais absurda das divindades. Nenhum poeta e nenhum filósofo grego imaginava o que teria existido antes dele: era o primeiro dos deuses, a sombra de loucura e confusão que está nas profundezas de tudo o que existe.

    O Caos ocupava todo o espaço do Universo. Nele, estavam misturadas as sementes de todas as coisas futuras: mas não havia ordem alguma, apenas um turbilhão sem sentido e sem fim. No poema As Metamorfoses, escrito no século 1 a.C., o poeta romano Ovídio descreve assim a terrível divindade que deu origem a tudo: “Antes que a terra, o mar e o céu tomassem forma, a natureza tinha apenas uma única face, chamada Caos: uma massa crua e desestruturada, um conglomerado de matéria composta por elementos incompatíveis… Nenhum elemento estava em sua forma correta, e tudo estava em conflito dentro de um mesmo corpo: o frio com o quente, o seco com o molhado, o pesado com o leve”.

    O Sol não iluminava o dia, e a Lua não brilhava à noite. Não havia chão para firmar os pés, nem mar para se nadar – todos os elementos estavam misturados num caldo primitivo. E as coisas, embora sempre em convulsão, não saíam do lugar: pois não havia sequer direita e esquerda, em cima ou embaixo, Norte ou Sul, dentro ou fora. O Caos era tudo e, ao mesmo tempo, nada.

    Superinteressante 28/05/2019

     Mitologia Nórdica

    Cosmogonia

    A narrativa das Edas conta que, no princípio, não havia nem céu nem terra, apenas uma enorme abismo sem fundo e um mundo de vapor, no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte surgiram doze rios que, após longa viagem, congelaram-se e com o acúmulo das camadas de gelo umas sobre as outras, o abismo se encheu.

    Ao sul desse mundo de vapor, havia um mundo de luz, que soprando vapores quentes, derreteu o gelo que havia se formado. Esses vapores, ao elevarem-se no ar, formaram nuvens e destas surgiu Ymir, o gelo gigante e sua geração. Surgiu, também, a vaca Audumbla, que alimentou o gigante com seu leite e alimentava-se da água e sal contidos no gelo. Certo dia, quando a vaca lambia o gelo, surgiu o cabelo de um homem; no segundo dia, a cabeça e no terceiro, todo o corpo, com grande beleza, força e agilidade.

    O novo ser era um deus e dele e de sua esposa surgiram Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir. Com o corpo do gigante morto, fizeram a terra, com o sangue, os mares, com os ossos ergueram as montanhas, dos cabelos fizeram as árvores, com o crânio fizeram o céu e o cérebro tornou-se as nuvens carregadas de neve e granizo. A moradia dos homens foi formada pela testa de Ymir e ficou conhecida como Midgard ou terra média.

    Infoescola 28/05/2019

    Notou uma semelhança? É novato, e A e B nada mais são que A+B, que resulta em AB, que é a resposta sobre o quê o cosmos é. Eu detesto matemática, mas é um cálculo aceitável. Só que esta presença de uma força, que é a soma de partes, não se encontra presente apenas no misticismo, ou em algebra.

    Na física por exemplo um átomo, é formado por prótons e elétrons, que significa respectivamente o positivo e o negativo trabalhando juntos. Isto é algo caiu para mim na sexta-série, mas estava tão focada em renegar o aprendizado mundano, que não pude perceber, o quanto isto podería me ser útil.

    Na biologia há os casos de partogênese, quando uma espécie assexuada, gera uma prole. Mas isto só é possível, porquê as mesmas carregam tanto os genes xx quanto o xy. 

    Esta é a natureza meu caro, esfregando em sua face, que as espécies não são definidas por machos ou femêas, e sim por aqueles que são dotados de capacidades, para dominar o reino em quê habitam. – No reino dos insetos a louva deus fêmea, fica no poder, porquê o ambiente a tornou capaz. No reino felino, especificamente dos leões, é o leão quem comanda, e assim por diante.

    Os humanos, pré-dispostos ou não, continuam sendo animais, por isso também são livres, para definir quem é apto ou não para determinado cargo, desde que estejam cientes, de quê os gêneros feminino e masculino, atuam como formas da valor equivalente, não desigual. Já que novamente, um sem o outro, tem poder, mas os dois juntos, geram a perfeita união que representa o nosso Universo.

    Portanto não se entregue a falácias dualístas, que só agregam valor a determinado grupo. Abrace o todo, entenda-o, e perceba que a união de muitos, é o quê realmente faz a força.

    Por fim guarde isto em sua mente: Bem e mal é relativo sim. Mas uma conduta, realmente correta, pode ser alvo de piada entre os demais. Não importa, se tu segues a luz ou as trevas. Sempre que resolver pensar fora da caixa, haverão aqueles que tendem a te “apedrejar” ou “queimar na fornalha ardente”, por sua postura nobre.

    Um satanista pode sim ser amigo de um cristão. Um bruxo pode sim ser amigo de um mundano. A única coisa que me parece imperdoável, é que ambos continuem, a tentar se destruir, por comprar a briga de seres, que claramente andam de mãos dadas.

    Sem o Inferno não há quem puna os criminosos pelos seus pecados terríveis, da mesma maneira que sem o Paraíso não tem recompensas maravilhosas. Sem a Guerra, não há razão para o Amor existir. Sem a luz não dá para ver na escuridão, assim como sem um pouco escuro, é impossivel enxergar na luz. Sem o fogo para aquecer, o frio nos congela. Sem o frio para nos aliviar, o calor nos queima. Sem a lança para atacar, o escudo pode não ser mortal. Sem o escudo, não há como se defender da espada. A magia branca nos ajuda a alcançar nossos objetivos, mas a magia negra, nos ajuda a sobreviver. O tudo é o todo, e o todo é a junção de todas as metades.

    Agora a sua jornada se encerra comigo, nobre peregrino, e espero ter te ajudado a encontrar o teu cálice dourado. Pegue-o, encha-o do vinho do saber, e embriague-se de conhecimento, pois como pôde ter notado, não importa o caminho que tomares, o destino sempre será o mesmo, mas é a perspectiva do conceito, que te trará paz ou desespero.

    Com muito carinho, Lux Burnns.

  • Não quero mais ser você

    Estou cansada de sofrer pelos outros, por causa dos outros, quando irei sofrer por mim mesma ? Quando deixarei de de ligar para os sussurros inquietantes e alheios aos meus ouvidos ? Eu tenho medo do que dirá agora por que o silêncio está lhe dando liberdade, e meu coração não aguentará ouvir outra falsa verdade, prefiro ficar só, mas não aprecio ser solitária, estou assim por que meus "amigos" me deixaram, eles estão me machucando e a ponta afiada de suas palavras estão atravessando e rasgando meu cerébro.
     Por isso estou aqui no fundo, próxima a escuridão e distante da luz insidiosa que eles emanam, admito anonimamente, não quero ser eu, não quero continuar sendo o que sou agora, problemática, estranha, mentirosa e só. Na verdade, não quero ser alguém de qualquer forma, querendo ou não sofrerei pelos outros e isso está me quebrando em pedaços, sou a escuridão, sou a minha solidão, sou meu vazio, e quando me olhar posteriormente no espelho, direi "não quero mais ser você."
  • Nunca foi sobre nós.

    Nos conhecemos em novembro de 2017, naquele aplicativo de namoro que você morria de vergonha de falar que usou. Nos encontramos na faculdade, você perguntou se eu gostava de vitamina de abacate e quando eu vi já estava segurando o copo e me oferecendo. Eu odeio vitamina de abacate, mas bebi, por você.
    Nessa época eu estava numa fase de viver a vida, queria sair e conhecer pessoas diferentes após uma frustração sentimental muito grande. Você sabia disso, mas, disse que estaria ao meu lado mesmo que fosse para curtir. Você conversava comigo o dia todo e disse que eu poderia te ligar quando precisasse. Eu odiava falar por ligação, mas falei, por você.
    Comecei a me apaixonar pelo seu cuidado e carinho, como no dia que soube que eu estava muito doente com gripe e apareceu na porta do meu prédio com uma sacola cheia de remédios. Eu detestava ficar conversando na porta do prédio, mas conversei, por você. 
    Conheci seus pais e você conheceu parte da minha família, experiência pela qual eu nunca tinha passado. Eu morria de vergonha desse contato, mas eu fui, por você.
    Alguns dias depois você começou a ficar estranho comigo. Sumia. Não me respondia. Neste meio tempo fiquei doente, e você ainda sim não me dava atenção. Em janeiro de 2018 você me mandou uma mensagem e disse que queria terminar. Eu questionei, tentei entender, você disse "não estou bem". Eu não queria aceitar, mas aceitei, por você. 
    Sofri. Achei que nunca ia passar.
    Conheci alguém. Fiquei com este alguém. 
    Mas eu não te esquecia. Por mim. 
    No começo de 2019 você me procurou na faculdade, disse que precisava explicar o que aconteceu naquela época. Falou que estava doente e não sabia, que agora fazia terapia e tomava remédios e que nunca havia se perdoado pelo o que fez comigo. Eu falei que há muito já o havia perdoado, mas que não podíamos ser nem amigos porque eu estava com outra pessoa. Eu ainda gostava de você, mas te pedi pra ir embora, por mim.
    Em outubro de 2019, alguns dias antes do meu aniversário, você pediu para um dos seus melhores amigos mandar uma mensagem pra mim falando que você nunca me esqueceu e que sempre falava de mim quando estava triste ou bêbado. Que se arrependia demais de ter desperdiçado a chance de ficarmos juntos. Eu xinguei seu amigo e disse que não era justo o que você estava fazendo comigo, que eu estava com outra pessoa e que você não me valorizou. Eu queria você de volta, mas disse que não, por mim.
    Em dezembro de 2019 terminei meu relacionamento e, como que por mágica, você veio falar comigo neste dia. Na mesma noite nos encontramos e você me jurou não só estar diferente, mais equilibrado, mais certo, mas que ainda me amava. Sempre me amou. Eu ainda te amava, mas eu tinha medo, por mim.
    Você passou as semanas de dezembro me dizendo que não iria apenas falar que mudou, mas ia me provar. Eu deixei você provar. Fui dura e inflexível. Até aparecer bêbada na sua casa às 3h da manhã daquele dia e te beijar como se 2017 fosse logo ali e o término nunca tivesse existido. Eu queimei, por amor, por nós.
    Passamos natal e ano novo juntos e eu achei que nunca pudesse haver tanta felicidade destinada a uma única pessoa neste mundo. Eu sorri, chorei de alegria, ganhei presentes seus e da sua família e, pela primeira vez na vida senti pertencer a um lugar. A alguém. Eu me entreguei, por nós.
    Viajamos na primeira semana de janeiro e eu pude sentir, naquele dia 03, todo o poder de um amor que nunca tinha morrido. Eu chorei, abraçada com você, e senti que nada no mundo era grande demais para mim, para nós. Nossa união, de corpo e alma, naquele momento me fez sentir que minha vida se resumia àquele calor do meu peito e as nossas lágrimas de felicidade que se misturavam enquanto nos olhávamos e sabíamos que mais do que sexo, ali havia uma conexão antiga e mais forte que nós dois. Fui intensa, por nós.
    Após algumas semanas, você começou a se distanciar, as brigas começaram a surgir e eu comecei a me lembrar que 2017 estava logo ali, há meros 03 anos de distância. Você foi frio. Mantivemos a viagem de carnaval como planejado, mas lá eu vi que estávamos nos perdendo, distanciando. Eu disse que te amava, você não me respondeu. Na segunda você dormiu comigo. Na terça de manhã você terminou, no carro, chegando na minha casa. "Não estou bem", de novo. Você disse que precisava de um tempo. Eu não estava acreditando que a história se repetia, mas aceitei, por você. 
    Sua vida está seguindo. Você foi ao nosso show, sem mim. Você fez o show que te ajudei a marcar, sem mim. Você saiu, sem mim. 
    Eu fiquei.
    Eu estou aqui. 
    Sozinha, perdida.
    Por mim? 
    Não. Por você.
    É sempre por você.
  • Nunca Sozinha

    Te  ouço no silêncio 
    da minh'alma angustiada.

    Sou frágil,mas sou forte
    minha fé não está abalada .

    Te busco em oceanos
    de lágrimas a cair .

    Te dou o meu coração 
    e sei que posso insistir. 

    Certa estou,
    Estás comigo!

    Pois,Aquele que me amou
    também é Meu Melhor Amigo.
  • O Escritor

    Eu caminhava constantemente nas ruas da metrópole, parecia nômade, um morador dos discursos, eu entrava e saia dos bares como as vírgulas, eu me fazia presente nas exclamações e ausente nas interrogações, eu estava delirando e aceitava isso finalmente, aceitava a loucura de braços abertos. Já estou na humanidade, na realidade eu nunca saí dela, assim como o caos que sempre andou presente nas mais diversas manifestações e personificações. Quanto mais devo escrever? Onde é o limite? Quando isto estará bom? Quando valerá a pena ser lido por mais alguém? Vocês sabem quantas vezes é necessário pular da janela para recomeçar? Eu havia trocado os horários de sono, meu relógio biológico estava alterado, isto podia ser um sinal se eu fosse supersticioso, mas não, estou tão apegado a realidade que qualquer ato metafísico perde o sentido. E assim tomo para mim o final da sentença, do ato, da obra, como tomei o final da vida, minha vida de escritor, este desejo sem pé nem cabeça que atormenta como os delírios atormentam os esquizofrênicos, como a sentença atormenta o réu e melhor ainda, como a criança teme a chegada de seus país. 
     
  • O Menino Abandonado



    menino abandonado 

     
     
    Para C. A.,
    e seu osso formado por três ou quatro vértebras situado na extremidade inferior da coluna vertebral.
    (Aguardando você "Querida Amiga". Que sua recuperação seja rápida e plena!).



    Eu o deixei. Deixei sozinho e sem ninguém, abandonado, esquecido. Deixei sem prestar atenção no onde, não olhei para trás. Talvez uma vala, um buraco qualquer. Na verdade, quando o deixei, não sabia o mal que estava fazendo, que estava cometendo um crime.
    Segui assim, culpado e condenado por mim mesmo. Réu e ao mesmo tempo meu próprio juiz, sem advogado de defesa. A cada lembrança do que havia feito, arrancava um pedaço de mim, como se me mordesse. Um vampiro faminto que suga o próprio sangue.

    Conforme caminhava pela vida, tentando fazer dela algo normal, cada vez mais me convencia de que sem ele seria impossível. Até que, em certo ponto, caí na real.

    E se já estivesse morto? Tanto tempo passou! Como voltar para buscá-lo? Onde estaria agora?
    No lugar que era dele dentro de mim, pelo vazio deixado, alguém entrou, se instalou, se apossou. Entrou sem perguntar, uma invasão. Não foi alguém, mas, algo. Algo escuro e sem corpo, algo frio e sem vida. Assim, pude ver com maior clareza a falta que faz um pedaço de nós, uma parte importante de si, quando deixada esquecida, abandonada.
    Primeiro perdi as forças, a vontade, o ímpeto. Perdi as pernas, as mãos, os braços. Perdi as mãos que não eram minhas, perdi os amigos. Perdi o juízo, perdi a cabeça.

    Só me restou a esperança de quem sabe um dia, reencontrá-lo e me refazer.
    Na minha busca, perambulei pelos lugares menos habitados, passei por vales, subi montanhas, caí, despenquei. Levantei, continuei caminhando. Quando senti que estava no fim, no limite das minhas forças que já não tinha. Quando estava desistindo, quando já tinha desistido e decidido me entregar, procurando um lugar, onde encostar e morrer. 
    Numa noite escura e chuvosa, me arrastando pelo chão em lama e lodo, meus últimos metros de vida na direção de um poço, eis que vi! Lá no fundo, num cantinho, enrolado em si mesmo, encolhido, cabeça entre as pernas, joelhos dobrados, costas na parede úmida e gelada do poço. Com algumas folhas no cabelo e nos ombros, com frio, com sede, com fome, não me viu.

    Meu pedaço.

    Estiquei o braço, o corpo inteiro o mais que pude. Minhas costelas, meus ossos todos estalaram, peguei-o. Trouxe de volta pra mim. Envolvi seu corpo pequeno maltratado, por mim e pelo tempo, pelo clima. Um aperto forte, sincero e verdadeiro.
    Enquanto chorava em soluços, suas lágrimas barrentas misturavam-se com a água da chuva que escorria dos seus cabelos pretos face abaixo. Prometi nunca mais abandoná-lo. Voltamos pra casa. Voltei pra casa completo. Voltei, com a minha parte que faltava.

    Voltar nem sempre é fácil. Enfrentar todo o caminho de volta, o caminho que foi feito na busca até ali. Mesmo sabendo por onde vim, por onde passei, não é fácil. Não existem atalhos.
    No caminho de volta, dei-lhe afeto, dei carinho, atenção. Todo amor que havia e que cabia em meu coração, eu dei.
    Ele sorriu, me perdoou e acendeu meu céu.

    Hoje, com minhas pernas, braços e mãos de volta, tento e luto para trilhar um caminho melhor, para nunca mais esquecer. Mas sei que não é fácil pra ninguém. Hoje sei mais do que nunca, da importância de todos em nossas vidas. Sei da importância dos amigos, dos parentes e familiares. Do parceiro, da parceira.

    Mas sem dúvida nenhuma, a pessoa mais importante na minha vida, é aquele garotinho. Aquele garotinho que um dia abandonei e deixei sozinho à própria sorte. Aquele menino pequenino e frágil, que nada mais é, que meu amor-próprio. Minha garra, minha coragem, o mais de mim. Minha força, minha fé, minha autoestima.
    Eu sou ele; ele, eu. 






  • o que é ser escritor?

    Todo mundo pode ser escritor, mas na hora certa, é preciso sofrer um pouco antes, é preciso se apaixonar, perder amores, beber até vomitar e continuar bebendo, mas sobretudo é preciso morrer um pouco, só um pouco e ter a paciência para superar suas barreiras. 
             Era muito comum também, me pegar escrevendo algum poema em folhas ou até mesmo em guardanapos nas mesas de bares, alguns eu deixava ali mesmo, outros eu dava de presente para algumas gurias, mas raramente eu os levava para casa, assim talvez o fardo fosse menor, compartilhar a escrita é uma forma de não enlouquecer de fato, ainda sim tem um jeito certo para se compartilhar. As horas passavam, as pessoas começavam a deixar as mesas, apenas sobravam os bêbados de verdade e as garotas de programa que respiravam entre um cliente e outro. Há tantos países que ainda não visitei, mas sinto que não dá mais tempo meu fim está a chegar depressa, a morte se torna vizinha e logo logo baterá em minha porta para pedir um pouco de açúcar. Era tão patético, mas precisava dançar mais um pouco. 
  • o que me resta

    só me havia isso.. algumas cervejas, uma cachaça... a saudade daquela buceta... uma alma de sonhador, minha fala francesa... nessa geração que não escrevem mais que 140 caracteres, onde andará o amor? por onde vieres?
  • Os sonhos de um anjo Ano Negro

    “Pesadelos constantes, podem representar
    o perigo a vista. Estamos no Ano Negro, e agora
    qualquer um está em perigo, pois a cada esquina
    há um inimigo, e não importa por qual lado
    lute.Eles sempre te perseguem”




    Carry Manson




    Introdução




    Este foi o pior ano da minha vida, pois tive perdas e mais perdas,
    era como um ciclo interminável, que eu não conseguia parar. Quando
    pensava que, tudo daria certo, a situação só piorava cada vez mais, e por
    isso cheguei a vivenciar momentos de depressão.Mas não guardo essas
    lembranças com mágoa, pois foi depois da tempestade, que o arco-
    íris se manifestou no céu, e assim pude ver a mais linda das
    paisagens.

    Como foi um ano bastante rígido e tortuoso, fui obrigada a crescer
    mesmo não desejando isso. Graças á esses terremotos, que transformaram
    o meu mundo em ruínas, eu agora entendo coisas, que antes era incapaz
    de aceitar, e por isso é justo separar um arquivo, apenas para falar
    dos sonhos, que tive naquele tempo.




    Alguns significados ainda estão em aberto, outros me parecem bastante
    claros. Sem mais delongas...Entrego em suas mãos, o meu diário dos
    sonhos.










    O Primeiro Sonho...(Antes de 14 de agosto)






    Não sei se daqui á um tempo, me
    lembrarei de todos os meus sonhos.Mas
    sei que devo relatá-los. -Luciféria.




    11/08/2013

    Era um prédio abandonado, onde haviam vários gatos, de
    diferentes cores, que corriam para longe de mim. Em seguida,
    eu estava na cozinha, que fica no quintal de minha avó, tomando
    um filhote de gato da sua mãe, que ficava enfurecida, e me
    perseguia junto de outros felinos, até eu afundar o pé
    na lama, e cai na chuva.

    Agora estava em uma casa, de altos e baixos, feita de madeira,
    e tinha que descer mais não queria, por causa do gato, que estava
    deitado em meu ombro, e a quem chamava de “meu filho”.Tudo
    escureceu...

    Dessa vez estávamos em um pátio de madeira, eu colocava o
    filhote no assoalho.Ele então se transformava, em uma esfera de
    luz, da qual saia um menino, que era semelhante a mim, e queria
    ir para a chuva, mas eu não permitia, e ele escapava dos meus
    braços.

    Minha avó aparecia no pátio, e me mandava desligar a fiação
    elétrica.Assim eu partia em direção a entrada da fábrica, onde se
    localizavam os controles centrais.

    Ao entrar na sala, eu estava ao lado de um empregado da família,
    chamado Agenor, que abria uma passagem para nos levar até a alavanca
    principal.Ao passarmos pela porta, o subordinado sem dizer nada, abria
    uma porta, que dava em uma casa na ponte.Animado, ele conversava
    com a dona do casebre, enquanto eu apenas observa em
    silêncio.

    Depois de alguns minutos...Um raio atingia o piso, e um Deus, com

    uma armadura pesada de prata, com tecido vermelho.De longos cabelos louros,
    olhos azuis, e pele clara surgia, perguntando a mulher onde estava a filha da água,
    pois ele deveria eliminá-la, antes de caçar a filha da Luz.Desesperada, eu corria para
    a sala da alavanca principal, e Agenor segurava em meus ombros, mandando-me

    fugir.

    Para que pudesse ganhar algum tempo, pois tinha sido escolhido a

    dedo para me proteger.

    Antes de correr me apresentava como Luciféria, rainha do Caos, e a filha da Luz
    e das Trevas.Ele sorria com compaixão, e dizia já saber disso, desde o momento em
    que me viu, partindo em direção ao grande senhor, sabendo que poderia em suas
    mãos, mas o que importava, é que tinha cumprido a sua tarefa.
    Fui até um quarto abandonado, onde me reunia com alguns amigos, há algum
    tempo. Lá encontrei um rapaz, de corte reto, pele branca e olhos azuis, vestido de

    luto, como um agente especial soviético.(Com quem a propósito já sonhei uma
    vez, no início desse ano. Como o namorado, que a minha família não desejava
    para mim, e que se denominava Samael em homenagem ao “Veneno
    de Deus”)
    Juntos saíamos para lutar, e no caminho eu discutia com ele, pois estava
    apaixonada, e uma amiga minha dizia que o destino dele estava ligado ao dela,
    e não ao meu. Como ele era o único que estava comigo, me sentia insegura, e
    infelizmente ele confirmava o que ela dizia, não podíamos ficar juntos
    pois eu pertencia a Asmodeus.
    No fim do sonho, me via em uma montanha ao ar livre, lutando com
    um príncipe de aspecto arrogante que dizia “Eu só não te jogo daqui de
    cima” porquê me pertence.




























    Os sonhos de 14 de agosto em diante...

    14/08/2013




    Tudo começa em um hospital abandonado, onde está ocorrendo uma
    série de assassinatos. Meus pés surgem correndo no piso, eu estou fugindo
    do serial killer, que se parece com o John do filme Jogos mortais, e ele está
    com uma seringa em sua mão direita.
    Eu escapo para fora do prédio, e descubro que o mesmo é parte de uma
    fábrica abandonada, que fora construída no lugar da casa, da minha vizinha
    de frente.

    Desesperada eu corro para o quintal, e pulo o muro, caio no solo árido da
    casa ao lado, de onde saio correndo para a rua. Amedrontada, procuro por ajuda,
    mas o malfeitor, me pega pelo pescoço, dando-me uma estocada na vagina, que
    me faz jorrar sangue, mas eu não sinto nenhuma dor, e começo a
    desparecer.




    15/08/2013




    Sonhei que acordava no quarto de minha avó, e ia até o espelho no
    banheiro, onde encontrava uma marca de mordida violenta em meu
    lábio inferior, que não parava de sangrar.




    16/09/2013




    Dessa vez, sonhei que uma família rica me acolhia, em uma casa,
    como se eu fosse um membro deles. Em seguida apareci uma residência
    toda de vidro, discutindo com Liar, por alguma causa que desconheço.

    Depois o dia ficou nublado e chuvoso, havia uma reunião, em um
    prédio todo esverdeado de amplas janelas de vidro, onde eu aparecia
    no terraço, rodeada pelos exs, dos quais fugia, indo até a borda para
    me atirar, na intenção de me matar, mas eles me impediam.





    Era tudo uma ilusão, o prédio e a reunião eram reais, e embora meus
    exs estivessem ali, eles não procuravam por mim, mas eu procurava por
    algo, que não sabia o que era, e Liar não estava ali.




    17/08/2013




    Sonhei que estava na sessão de terror, de uma locadora muito bem
    estruturada, e não achava o filme, que estava procurando, então eu ia
    para a minha casa.Ao chegar me recostava no sofá e mudava de canal

    várias vezes, pois só haviam bandas, do estilo emo tocando, até que
    decidia deixar em um, que tocava o refrão “I can't save me and
    take you”
    Surgia então em uma cozinha escura, bastante ampla, e bem-feita,
    toda de prata com uma espécie de marfim negro, onde encontrava
    uma mulher, com quem lutava, usando as panelas e os talheres
    como armas, para me defender.

  • Passagem da Vida

    Faça valer a pena, pois mumca se sabe quando estará bebada jogada na sarjeta.
    Entre essa fumaça do cigarro que consumo, tento não pensar num passado...
    Pois agora sou jovem e ainda existe beleza feminina, mas me pergunto..
    Até quando meninas?
  • Pássaros

    Uma das coisas que mais gosto é de escrever sem ter um tema pré-definido. Tudo passa a fluir naturalmente, como uma folha que é carregada pelo vento ou cai no curso de um rio. Aqui estamos, no ar ou na água. Resta saber o que será carregado.
    Há muitas coisas para serem faladas. Não sei sobre qual delas vou falar agora. Poderia ser sobre a morte. Não, acho que não. Vida? Minha vida? Talvez sobre outra vida. O legal de escrever é poder imaginar como seria a vida de outro ser, outra pessoa. Em algum lugar por aí deve haver... um pássaro. Um pássaro bem bonito, de penas azuis que brilham com a luz do sol. Será que ele tem filhotes? Acho que ele já teve muitos, mas agora está voando sozinho. Seus filhotes são agora crescidos e podem se virar sozinhos.
    Esse pássaro tem uma linda voz. Ele canta de uma forma tão majestosa que até seus predadores ficam maravilhados. Sim, ele tem predadores. Muito ferozes, como águias e gaviões. Mas ele consegue driblar todos porque é mais rápido. No entanto, já imagino o dia em que ele não será tão rápido, em que não cantará tão lindamente como agora. Será que ele vai morrer no ninho? Ou no campo de batalha da vida? Pássaros cometem suicídio?
    De qualquer forma, seria mágico acompanhar os detalhes da vida desse pássaro azul. A propósito, eu amo azul, é minha cor preferida. Azul do céu, azul do mar (que por acaso é reflexo do céu). Não estou tão inspirada hoje como outros dias. Estou ouvindo Sia. Amo a voz dela. Ela é como um pássaro, mas um pássaro branco. Um pássaro grande e gracioso. Como um cisne, talvez.
    Eu? Não sei que pássaro eu seria. Talvez algum pequeno e medroso. Não teria cores tão bonitas, não cantaria tão bem. Desculpe se te assusto com minha visão pessimista de mim mesma. Não foi a intenção. Talvez eu pudesse ser um pássaro azul. Ou preto. Como o Blackbird dos Beatles. Eu sei que eu gostaria de voar. Pássaros não tem medo de cair como eu. Eu poderia confiar nas minhas asas. Seria maravilhoso. Um dia ainda vou voar como os pássaros. Por enquanto, vou voar como uma folha carregada pelo vento. Ou cair num rio. Nunca se sabe.
  • Pássaros I

    O gosto amargo do café quando toca minha língua,
    provoca-me a escrever de assuntos que no dia a dia desconheço.
    Não sinto mais a felicidade ou prazer em uma foda,
    isso não me torna mais feliz como era de costume,
    tornei-me: velho, solido e só...
    pausa  pra buscar mais café para a língua inquieta.
    Como cheguei a ser o que sou hoje? Não sentir mais prazer em algo carnal é comum?
    - sou filosofo de fim de filme, apenas frases de efeito e nada mais.
    Não é culpa do mundo, nem de (mon parents) é apenas o tempo. Nem minha poesia falha me salva.
    Só por opção, ou por descontentamento?
    É tão perverso viajar nessa maquina do tempo,
    poderia eu ter ido ao teatro por divertimento,
    ver velhos amigo, mas não, sou sólido.
    Escutei canto de pássaros esses dias, dois belos pássaros,
    são livres, são gotas d’agua, são simples,
    fornecem alegria a vidas alheias, mas (moi).. Sou outro.
    Magnifica maquina do tempo, clara, intensa, transparente,
    nem esse prazer me trás, tendo eu lido Platão, Dante e Freud,
    lido Pessoa, Balzac, Drummond, Moraes, Baudelaire e tantos outros
    [poetas que o mundo vivo não suporta mais.
    Eu escrevo a poesia morta, cada letra dessa caligrafia é por sua vez,
    [um ultimo suspiro de uma poesia que não existe mais.
    Um sopro a cada frase e a maquina apita..
    Puxo pra trás e continuo,
    Ao lembrar do famoso (Naked Lunch), ó meu inglês medíocre.
    A Olivette que hoje se tornou amiga, estática comigo, passado,
    Presente e futuro...
  • Poço

    Há pouco mais de 9 anos Deus me deu o maior presente que alguém pode receber. Ter segurado em meus braços uma vida, proveniente de mim mesmo, me trouxe uma sensação incrível, amor incondicional, responsabilidade e felicidade, que se propagam todos os dias desde então... a cada sorriso, cada atividade aprendida, cada palavra... Junto disso, porém, nasceu em mim, em virtude do contexto (explicado adiante), um corrosivo sentimento de culpa e falha constante.
    Ser pai durante a faculdade não é fácil. Apesar do infinito apoio de todos que me cercavam e que realmente importavam, o fardo a se carregar é grande. A sensação de não poder errar, não perder tempo, é sufocante... mas foi ela que me inspirou a sempre seguir em frente, a buscar o diploma, o trabalho, nem que isso me custasse 18 horas de trabalho por dia, incontáveis finais de semana, e o mais doloroso, a participação direta na rotina e desenvolvimento da pessoa mais importante da minha vida, a minha filha.
    Meu objetivo era claro durante a faculdade: me formar, conseguir um emprego com estabilidade... assim poderia estar com minha filha, amparar minha família, poder dar todas as oportunidades para ela, assim como meus pais fizeram comigo e meu irmão, por meio de muito sacrifício (sempre admirado por mim, meus pais são minha inspiração). Enfim, com muito estudo consegui realizar esse sonho, mas ele não veio barato. O custo disso era ficar ainda mais afastado da minha filha, e com isso cresceram muitas coisas além de saudade...
    Esses seis anos passaram rápido, voando, e o que pude absorver deles não foi nada animador... minha carreira estagnada... nem em meus piores pesadelos de recém-formado eu poderia me imaginar acorrentado a burocracias e decisões confusas de um sistema gestor antiquado, somado a minha ineficiência em achar uma solução, o que me fizeram ponderar a respeito da carreira por mim escolhida, desde cedo, e sempre tida como um sonho. A decepção profissional se soma, e se embola, com a situação pessoal, a qual me deparo todos os dias, da hora em que acordo até a hora que vou dormir... O sentimento de estar longe de quem amo é insuportável, e supera qualquer dor física. Pensar que privo minha filha da companhia de um pai, e que outras pessoas (avo, mãe) tem de fazer esse papel, enquanto estou aqui, estagnado, parado, é ruim demais... Conversar com ela todos os dias, seja por telefone ou chamadas de vídeo, é como jogar um copo d’agua em um incêndio... Por mais que fiquemos horas no telefone, e que eu deseje sempre saber, minusciosamente, como foi o dia e etc, não é o ideal, não substitui o afeto do toque, do olhar, do carinho. E ela sabe disso, ela está aprendendo isso, da pior maneira possível... O que corta o coração é ver que, mesmo ausente, eu faço falta... o que implode o coração é ouvir ela me pedir para ficar perto dela, é ouvir seus soluços e notar suas lágrimas escorrendo, por vezes sem poder enxuga-las... Essa tortura é comum, esse nó na garganta é diário. Esse monstro do fracasso, tanto como pai quanto como profissional, me engole com cada vez mais frequência. Não são poucas as tentativas de superar, seja por meio de altas doses de cursos, estudos, seja por meio de esporte, que é efetivo, pelo menos durante a prática.
    Mas, sinto que estou caindo... odeio admitir, mas não aguento mais. O fardo é muito grande, a cruz é muito pesada, ou talvez eu que esteja mais fraco. Peço ajuda constante a Deus, pois creio que só Ele possa me ajudar. Já fui aconselhado a procurar psicólogos, mas não acredito nisso... nada contra esse profissional, mas não creio que alguém, que está sendo pago, vá me falar algo que irá me fazer mudar de idéia quanto a mim mesmo, ou quanto ao que faço ou deixo de fazer. Rogo a Deus que me faça enxergar a resposta, peço a Ele que me ilumine, que me de fé suficiente. Preciso de um caminho, uma luz, preciso saber que estou trilhando o rumo correto, preciso de um empurrão, de um “seu otário, é isso aí!... você não é tão ruim quanto acha que é... você poderia fazer isso!”.
    Minha vida passou de um final feliz de conto de fadas para um grande poço num piscar de olhos... não vi a hora que caí, só me dei conta quando estava embaixo, e sei que não estou olhando para o céu , mas sim com a cara na lama... eu preciso de ajuda para abrir os olhos, eu preciso de força para ficar de pé, eu preciso de coragem para começar a subir.
  • Quem Sou Eu?

    Um lago congelado. Petrificado. Perigoso. Atrativo. Não venha visitar, não toque. Nem pense em arriscar caminhar pelas camadas gélidas do lago.
    Se tentar, pode até conseguir atravessar. Porém, se o gelo partir, o lago te engole e você afunda na escuridão molhada e gelada do lago.
    A primeira sensação é calor, o medo faz teu coração bater mais forte e você tenta escapar.
    A segunda, dor. É como diversas agulhas entrando por todas as partes da sua pele. E você já perdeu o fôlego que trancou no momento em que caiu.
    A terceira, nada. Você já está tão gelado que já não sente. Seus movimentos de vida vão se acalmando e você começa a abraçar seu destino congelado.
    Na quarta sensação, seu coração já congelou e você se vê no fundo do lago, imóvel, sem expressões, sem reações, sem sensações.
  • reflexão simples

    a humanidade tem um gosto amargo.
  • Rejeição

    Não tenho mais vontade de nada, estou emocionalmente destruída, juro, nunca imaginei que fosse passar por isso na minha vida, ainda mais por alguém, por alguém que ficou tão pouco, que fez tão pouco de mim... Não tenho mais rumo, mais perspectivas, estou só sofrendo calada, suportando a dor de ter sido rejeitada.

  • Renascerei.

    Eu amo você, mas eu me amo mais.
    Amo cada palavra que você disse, aquelas meias verdades banhadas de carência e maldade, que me prendiam cada vez mais ao que você chamava de "nosso amor".
    Fala que ama sussurrando ao meu ouvido, mas fala olhando nos meus olhos? Fala que ama em várias mensagens que me enviou, mas ama quando não estou perto?
    Fala que ama mas, meu bem, você não sabe o que é amor. A boca que me beijou, que me levou a loucura, que me jurou o para sempre, é a mesma que destila ódio sobre mim.
    Você me teve, em cada respiração, em cada sorriso, em cada lágrima, em cada eu.te.amo. Você me teve não porque merecia, mas porque o meu amor era só teu. Você me teve. Mas meu bem, você não sabe amar.
    Fala que me ama, mas meu amor, você se ama? Eu respondo para você: você ama o que tem para si. Você ama o controle emocional que exerce, a dependência afetiva. Você ama me ter, mas não me ama porque, meu bem, você não sabe amar.
    Olha aqui nos meus olhos. Você acha mesmo que vai encontrar esse brilho, essa paz, esse amor verdadeiro que eu tenho por você, esse cuidado por aí? Nas festas, nos bares, nas esquinas? Você não sabe amar, mas sabe que eu sei. Você sabe.
    Hoje, longe de você, eu sofro. Amar é um verbo que fica ótimo completo, recíproco. Mas, meu bem, por que você não sabe amar?
    Hoje, o amor que te florescia é o mesmo que me seca. É o que me fere. Mas serei forte. Pegarei cada gota de amor que meu coração derrama por você e irei me regar. Regar minha mente, para que ela pare de pensar em você. Regar meu corpo, para que ele pare de pedir pelo seu. Regar meus olhos, para que ele não procure seu sorriso no meio da multidão. Hoje, sou pó. Mas eu sei amar. Renascerei.
  • Rotina

    Acorda todos os dias
    Toma teu banho e seca-te
    Pepita tua chávena e reconsidera

    Anda pelas mesmas ruas
    Pega o ônibus que te conduz ao trabalho
    Observa as velhas faces daqueles ao teu lado

    Faz o teu rotineiro serviço
    Realiza teus ofícios criteriosos
    Termina tuas planilhas, teus relatórios

    Volta para tua casa
    Mesmo horário, mesma rua
    Coma tua comida sempre requentada

    Beba teu uísque
    Acenda o teu cigarro
    Alimenta teus vícios desesperados

    Tua história é tua maldição
    Teu legado é tua miséria
    Uma mente brilhante não compensa
    A ausência de um coração sensato
  • Sobre mim

    Sobre mim....




    A história de uma garota perturbada.










     




























    “Há muita escuridão há minha volta. Tanto que não conseguia ver, mas agora sei que posso encaixar as peças do quebra-cabeça que é minha vida, e que as respostas irão interferir em muitas outras histórias.” Thaís Mariano




    Essa história é baseada em fatos reais.




    Se não está preparado para mergulhar no mundo, de uma

    mente insana, pare agora, ou

    certamente irá se arrepender.













    Introdução 










    Tudo começou quando era muito nova...Como toda criança vivia dentro do meu mundo mágico, mas diferente do sentimento que muitos tem, acreditava mesmo que a magia era real, e estava disposta a lutar para achar algo que provasse isso. Aos 11 anos , estava na 5° série, e após viver uma das histórias mais bizarras de minha infância, precisava de respostas. Certo dia quando estava a fazer um de meus rabiscos, coisa em que era viciada, percebi que sempre pegava, o mesmo livro azul para servir de apoio para os meus papéis. Como se houvesse um imã poderoso, que me puxava para ele, em vez de os outros livros que haviam na biblioteca de minha avó. E então me perguntei por quê, e resolvi me aventurar na leitura do mesmo. Minha avó disse que era muito jovem, para entender seu conteúdo tão “pesado”, e me proibiu de voltar a pegá-lo. É claro que como todo bom curioso, não me contive, e as escondidas o li. Não foi difícil, pois minha família vivia ocupada com os negócios, e por uma tarde inteira, ficava fora de suas vistas. O conteúdo era bastante sombrio, haviam : feitiços de São Cipriano para o bem ou o mal,  profecias de Nostradamus, rituais sanguinários, como criar a própria varinha mágica, ver o futuro com a conhecida bola de cristal, vodoo, e superstições Seu nome? Era Ciências Ocultas da Iavisa, e o volume que tanto me fascinava era o IV da coletânea. Haviam outros que tratavam de: Cartomancia, quiromancia, grafologia, significado dos sonhos, hipnose...Enfim diversos assuntos de interesse ocultista. Mas por alguma razão, desde que nem me entendia por gente, era levada para o quê se aprofundava em magia negra. Após ler toda a história da magia, e seus segredos obscuros, me interessei por hipnose. No entanto o volume II desapareceu antes mesmo que pudesse ver a sua capa. No começo, fiquei fascinada pelo poder, e ainda mais pelas possibilidades de pertencer a uma família de bruxos, e no ano seguinte me joguei de cabeça na ideia de me tornar uma bruxa. Naquela época não era tão simples quanto é hoje, era necessário ter o verdadeiro poder de mudar o mundo a sua vontade. E pelo que li, todos precisavam de um mestre, e este chegaria se você fosse o escolhido para fazer parte deste mundo. O meu nunca chegou, mas não desisti, e aprendi tudo o quê pude por conta própria. No ano seguinte, estava na 6°, havia acabado de perder alguém que eu gostava, para uma suposta amiga que sempre conseguia tirar de mim, tudo com o quê me importava. Ninguém respeitava meu sofrimento, pelo contrário todos riam, e ainda fofocavam sobre o meu fracasso. Já cansada de sempre ser tratada como fraca, resolvi usar meus recursos para mostrar que o melhor a se fazer, era "não se meterem comigo", e então peguei o meu livro, e espalhei seu conteúdo em sala de aula. Criando a minha frase de efeito que só viria usar no ano seguinte: É melhor não fazer nada contra mim, se não vou te fazer ficar doente, e nem os melhores médicos poderão encontrar a cura. O engraçado é que ninguém ficou com medo, estavam curiosos demais por verem um livro de magia real, para o temerem, e por um tempo todos seguiram a risca seu conteúdo, quando se tratava de evitar malefícios. Mas apesar de ser divertido no começo, depois isso me trouxe revolta, porquê meus coleguinhas sempre me viam como uma santa, incapaz de praticar os ritos de Cipriano, e ser uma garota boa, para mim se tratava de pura fraqueza. Detestava esta imagem, pois meus segredos obscuros, provavam o contrário. Era hora de lhes mostrar o meu verdadeiro eu, e assim o fiz. Com 13 anos...abandonei os cachos naturais, e alisei o cabelo para me tornar um digno fantasma. O batom rosa, foi substituído pelo preto, algo que caiu bem para minha pele anêmica, e fiquei conhecida como a aluna mais vaidosa da classe, aquela que jamais saia da frente do espelho. Ainda não era o suficiente, e devido a acontecimentos que só serão revelados no devido momento, criei gostos estranhos, e me entreguei as trevas. Num dia era apenas a aluna que dormia em sala de aula, no outro era uma automutiladora, que desenhava cruzes na pele, com cacos de vidro, e batia fotos, assustando a maioria das pessoas ao meu redor. Era divertido, não sentia dor, apenas prazer, e o sabor do sangue, me fazia sentir viva. É claro que para os professores e orientadores, minhas práticas eram abomináveis. Por isso muitas vezes ia para diretoria, e lá mentia sobre ter um acompanhamento psicológico,  lhe entregando números falsos, quando tentavam entrar em contato com meus pais. Minha mãe até tentou me levar ao psicólogo naquela época, mas fui uma vez e decidi não voltar, pois não queria ir parar na camisa de força, se no fundo não me sentia tão anormal, quanto queriam que eu acreditasse. Só que me aprofundarei mais nisso, quando chegar a hora. Aprontei bastante, e não são apenas dois ou três parágrafos que poderão servir para elucidar esta biografia.





































    Capítulo I 

    Meu mundo




    Queria dizer que minha vida é feliz, e só possuo coisas mágicas e maravilhosas para compartilhar, mas seria mentira. Isso aqui não é um conto de ninar, mas sim uma história repleta de lições, que por hora nem eu mesma consigo compreender.




     A criatura que aqui escreve, sempre foi estranhamente diferente, como? É o quê mostrarei agora...Toda criança tem um amigo imaginário certo? Mas eu não tive, bom pelo menos não apenas u. No seu lugar criei um mundo, cheio de criaturas bizarras de bom coração, e seres belos com almas sujas. Não me leve a mal, tinha 6 anos, e vivia trancada num terreno com um muro gigante, precisava de amigos, só que não podia sair de casa, pois minha mãe temia os perigos que a rua podia oferecer. Mal sabia ela que estas coisas terríveis se encontravam na minha escola, e até mesmo dentro de casa. No entanto, ainda não é hora de falar deste assunto. Bem, retomando...Sem amigos, e com uma família sempre ocupada, usei minha criatividade, e não fiquei sozinha. Toda tarde depois da escolinha, ia para o fundo do enorme quintal da casa da minha avó, e lá me comunicava com minha amiga Layla. Uma moça ruiva de pele clara, que carregava uma coroa de flores no topo da cabeça, e vivia de branco. Só eu a via, mas ela me levava para um reino, onde seres aparentemente malignos como: o bicho papão, lobisomens, morcegos, e sapos me protegiam, dos ataques da elite, contra quem lutava bravamente para salvar meus amigos da morte. Eram inúmeras batalhas, só que o foco permanecia sendo o mesmo: Nem todos que são belos são bons, e nem todos os que por fora parecem monstros, o são. Não sei ao certo, quando abandonei este universo em particular, mas me recordo perfeitamente das tantas vezes que mencionei a Layla. Eu nem sabia se este era o seu verdadeiro nome, todavia sabia que quando algo é sua criação, tem o direito, ou o dever de lhe nomear. Layla, era o nome da minha segunda Winx favorita, a primeira era a Bloom, com quem me identifiquei desde o primeiro episódio, por ser uma humana que ia estudar no colégio das fadas, e minha personalidade era bastante parecida na época. Só que por alguma razão, preferi lhe chamar de Layla, mesmo sem minha criação se parecer com a personagem. Com o tempo, fui me desvinculando deste mundo, e passei a desenhar enquanto vivenciava as aventuras de minhas novas criações, inspiradas em outros desenhos de fantasia e ficção. Ficava sentada no sofá, e após desenhar algo, mergulhava na página, e dava voz aos meus personagens. Muitas vezes fui pega por meus familiares paternos, que me olhavam com repulsa, e fingiam não ter visto nada, como se quisessem dizer “Não, não temos uma aberração entre nós, e se for o contrário vamos ignorar o fato”, e pela minha avó materna, que dizia que estava me comunicando com demônios. Eu não me importava, era feliz sendo solitária, e aqueles olhares não me serviam para nada mesmo. Só que de alguma forma, esse mundo interferia no meu, e por isso acabei vivenciando meus primeiros momentos sobrenaturais. Sempre que ia aprontar algo, saia ilesa do local antes que me percebessem, pois conseguia ouvir passos a uma distância tão grande, que antes mesmo do barulho chegar a dimensão física, eu já havia saído dali. Até hoje não consigo explicar, mas creio que há  teorias científicas, que possam fazê-lo, ao descrever a audição infantil. Tudo seria muito lindo e perfeito, se minha infância se resumisse apenas a esta parte, porém infelizmente não termina aqui, e é agora que meu mundo se torna sombrio. Como já mencionei antes, passava muito tempo sozinha, e apesar de não ser tão bela, este era um prato cheio para os predadores... Algumas vezes quando ia para o fundo do quintal, meu avô me fazia companhia, me carregando de um lado para o outro pelo nosso galinheiro, e quando ninguém estava olhando, o quê ocorria com frequência, colocava seus dedos de unhas grandes, por dentro de minha calcinha, pegando em minhas partes íntimas, e mais tarde me entregava algumas notas de dinheiro, como se o papel compensasse seu crime. Não que me machucasse, mas dentro de mim, sabia que algo estava errado, só não tinha ideia do quê, já que na idade em que isso aconteceu tinha 3 para 5 anos. Hoje há estudos que supostamente comprovam, que nossas memórias antes dos 6 anos são falsas, então não sei se estou certa ao culpar meu avô de abuso, mas minha lembrança do fato é muito nítida para duvidar, talvez seja porquê não sou normal. Infelizmente não para por aí, e desta lembrança me recordo com exatidão. Era de tarde, como sempre meu pai tinha esquecido me buscar na escola, e já ia da 1 hora. Foi quando resolvi ir para sala de TV escola, onde as outras crianças estavam vendo desenho, e me sentei perto do meu amável professor de balé, em quem minha mãe após muito vigiar, agora confiava. Quando me sentei com as pernas cruzadas, na frente dele, este colocou uma pasta cor de rosa de plástico, diante da minha coxa, cobrindo-a, e ali no meio de tanta gente, este sussurrou em meu ouvido: “Pensa numa coisa bem boa” e então colocou sua mão dentro da minha calcinha, e começou a massagear meu pequeno grelinho. Não me recordo de quando parou, contudo assim que o fez me levantei, e sai correndo. Nunca mais quis ir ao balé, pouco a pouco fui inventando desculpas, até que deixei de comparecer aos ensaios. Pra ser sincera, nunca gostei das aulas de dança, sempre fui fã de luta, mas meus pais nunca quiseram me colocar numa academia, porquê achavam que : 1-Não era para meninas e 2-Não tinha mente para ser lutadora. Pelos argumentos nem preciso dizer que o primeiro vinha de minha mãe, e o segundo do meu pai. Poderia ter sido pior, hoje tenho a consciência disso, mas dentro de mim, preferia que não tivesse acontecido, pois isso liberou minha sexualidade e maturidade cedo demais, e não pude ser criança. No maternal, já tinha tido experiências de masturbação em grupo, e beijo homossexual, até hoje me pergunto com quem foi meu primeiro beijo, porquê esse momento que devia ser importante, não teve significado algum. E pior, como se já deve saber, o agredido repete os atos do agressor, por isso fui responsável por diversas iniciações sexuais de garotos e garotas mais jovens, quando tinha apenas 9 anos. Na época me sentia bem ao praticar o mal, roubando de inocentes o mesmo que me foi roubado, seus primeiros beijos, sua ingenuidade, e até a virgindade das  meninas. Antes de praticar certos atos, ia para frente de qualquer espelho, e sorria para mim mesma, com gosto. Aqui sim, admito que fui um monstro, tão cruel, quanto os que me fizeram assim, e hoje de certa forma me arrependo, pois tenho ciência, de que aquelas crianças não tinham culpa, e não mereciam esse destino. Por conta de meu sofrimento, criei uma dupla face: Uma que apresentava para os que queriam me conhecer, e outra que só as vítimas de minha perversão conheciam.  Isso associado ao fato de que tinha um pai, quase ausente, que pouco tinha apreço por mim, uma mãe sempre presa no trabalho, que lutava para estar comigo, e me dar o quê não teve, e amigos que só estavam por perto, por causa da minha mesada proibida, e outros bens materiais. Fez de mim, uma pessoa amargurada, sem simpatia pelo próximo, e quando vieram me forçar a ir para a igreja, eu simplesmente disse não. Pois apesar de errar constantemente, e cometer muitos pecados, sempre pedi perdão com o coração pesado, mas Deus nunca me ouviu, e me abandonou quando mais precisei de proteção. É claro que como bons católicos, meus pais não entenderam, e por isso me obrigaram a estudar a bíblia, todo sábado com uma testemunha de jeová. O cômico é que antes de fazer tais estudos, era temente ao Diabo, e só o chamava por seus diversos nomes, em momentos de raiva, mas depois de descobrir o significado do nome, e estudar sobre as origens do mais famoso anjo caído, passei a ficar fascinada por ele, sentindo-me como se fosse a encarnação do mesmo, por sermos parecidos. E é aí que minhas outras antigas experiências paranormais, se tornam mais significativas. Enquanto sofria com a falsidade humana, e o trauma do abuso que suportei calada, evitando o agressor de todas as maneiras possíveis, também vivi duas experiências magníficas, que jamais poderei esquecer. A primeira ocorreu na escola Guanabara, que se localizava no canto do cemitério do centro, e a segunda no pátio da casa de minha avó. Era uma tarde como qualquer outra, e como em todo canto próximo as lápides, falava-se de um fantasma no banheiro feminino.  Como todo bom estudioso, preferia não crer em tais ladainhas, todavia no fundo queria saber se o fato era verídico, e por isso fui desvendá-lo. Certo dia, fui ao banheiro, apenas para averiguar, e provar que aquele medo era bobagem. Peguei minha coragem e entrei no local assombrado, para lavar as mãos, e foi quando fui surpreendida. Todas as torneiras giraram juntas, como se minhas mãos as controlassem. Tomada pela adrenalina, fui até o vaso sanitário para ver se o mesmo agora continha a água da cor do sangue, só que isso sim era falso, e quando sai a luz se apagou. Não ficou tudo escuro, ainda podia se ver algumas coisas, devido ao reflexo da luz solar, e por esta razão fui capaz de vê-lo. Um ser, todo coberto por uma mortalha negra, que não tocava os pés chão, estava parado no fundo, e antes que fizesse algo para me ferir, eu sai as pressas do seu caminho. Se pensa que fiquei conhecida como a “louca que via vultos”, por ter gritado de medo, está muito enganado, eu corri sem olhar pra trás, mas quando me aproximei da sala, respirei fundo e fingi que nada tinha acontecido. Cheguei a comentar com alguns coleguinhas, sem muito entusiasmo, e terminou aí. A escola era estranha, sempre se ouvia vozes detrás dela, que não se sabia de onde vinham, então o fato de existir um fantasma ali não era nada incomum. Essa experiência paranormal, foi a mais marcante de  minha vida, só que não foi a primeira. Quando menor, não me recordo da idade, via as sombras tomarem formas de pessoas, antes de dormir, e dormia pensando em quem eram aqueles homens e mulheres nas paredes. Além disso tinha sonhos que previam o futuro, não de forma significante, mas que me servia de maneira útil, ao tentar achar objetos perdidos, era realmente fascinante. E por falar em sonhos, há um do qual não conseguirei esquecer, o muro dos mortos. Não sei quando aconteceu, só me lembro do quê houve, em alguma noite, tive acesso ao terreno dos meus avós , de forma onírica, e vi que atrás do pequeno muro, que nos separava do vasto mato, tinham várias lápides. Não me assustei, naquela época tinha uma coragem de ferro, apenas achei esquisito, e quando fiz 15 anos se tornou ainda mais, pois minha mãe me disse que o nosso antigo lar, era um cemitério de índios. Talvez por isso Layla, fosse tão parecida com os índios norte- americanos, pensei, contudo este era um mistério que só viria a ser resolvido mais tarde. O segundo grande e inacreditável fato sobrenatural, não foi tão obscuro. Na verdade, eu diria que é mais digno de uma ficção-científica, do quê do terror. Mas para me aprofundar nisso teremos que falar de uma das motivações, para ter determinado, que há mais chances de encontrar um ser humano ruim, do quê alguém que me queira bem, e parte de minha desconfiança se resume a uma pessoa, uma garota que claramente tinha problemas de personalidade, pois adorava imitar minhas frases e projetos criativos, e tal coisa seria adorável, se ela não agisse como se o quê inventei era seu. Seu nome é Claudiane, e os que são próximos de mim, saberão a quem me refiro. É, querida, não me esqueci do quanto foi oportunista, assim como também me recordo, que mesmo te conhecendo bem, preferi que não se afastasse. Porquê meus familiares gostavam de você, e bem era a minha primeira amiga, após uma amiguinha do maternal ter se juntado a detestável Carla Ivana, me levando a me misturar com os meninos, e as promiscuas mirins que iniciaram minha descoberta da  sexualidade. Não queria te perder, apesar de você sempre competir comigo sem razão alguma, roubar os meus pretendentes, só porquê o seu cabelo era melhor, era mais magra, e todos me achavam baranga, e ainda sim mesmo detonando, no fim eu era a vencedora desta batalha mortal. Porquê com o meu jeito de ser, tinha muito do quê você queria: Pais liberais, para quem apresentei o meu novo namorado, coisa com a qual você nem podia sonhar, senão sua mãe te esganava. Poder contar de verdade sobre o meu dia, tinha uma mesada, que esta altura era apenas a forma do meu avô se desculpar, por sua doença. Sair, pra onde eu quisesse. E sobre o namorado, ainda que eu fosse pior que você, ele te largou para ficar comigo, e eu o larguei porquê me apaixonei por outro garoto, então isso fala por si só. Você lembra que não quis ir para a mesma escola no último ano? Bem foi por isso, por isso, e ter dito a todos que o tema “Água” era ideia sua. Sendo que nós duas sabemos a quem pertencia, pois ao contrário de você, quando se tratava de salvar o mundo, as aulas tinham toda a minha atenção. Porém apesar de tudo, foi com você que esse episódio aconteceu, e a nossa competição, se tornou a chave para destrancar a porta dos limites físicos. Num final de semana, resolvemos colocar as roupas de banho, e fomos brincar com o balão cheio d’água. O jogo era simples, quem o deixasse cair perdia, e de tanto ser derrotada por ti, não iria entregar a vitória de bandeja. A luta se iniciou, cada uma dando o seu melhor para não perder. Logo atiramos com mais velocidade que o normal, e quase nos tornamos vultos, dentro dos limites do possível. Só que algo fugiu do controle, e o tempo ficou tão lento, que quase parecia está se congelando. A bexiga rasgou no ar, e vimos a água cair como se fosse uma cachoeira, como se cada momento tivesse sido cronometrado. Falamos muito daquele momento, e ambas achamos fantástico, foi um dos poucos momentos em houve amizade verdadeira entre nós, e já se dizia o velho ditado: Tudo que é bom dura pouco. Naquele mesmo ano, uma de nossas colegas deu uma festa do pijama, para qual todos foram convidados, e a maioria ficou, infelizmente meu pai não deixou, e fez pior disse que da próxima vez diria sim. Por quê ele usou aqueles termos? Por quê?! É o quê me pergunto hoje. Houve sim a tão esperada chance, mas preferia não ter que não tivesse acontecido, pois apenas eu fui, e isso se fez o momento perfeito, para ser pega numa armadilha. Numa tarde de sexta-feira, a mãe dessa colega veio buscar a filha, então conversou com meu pai, que ligou para minha mãe, e todos acertaram que eu poderia ir dormir na casa dela. Meu pai proprois que fôssemos a Top Game, a minha locadora favorita, para pegarmos as fitas, mas eu disse não, insistir para ir, porquê todos ficaram naquele dia, e eu não, e então fui para a casa da menina. No caminho a mãe desta fez uma pausa no supermercado Fortaleza do bairro Laguinho, e falou que não tinha dinheiro para mais nada além do necessário. Eu entendi a mensagem, só que a filha não, e foi assim que o desastre aconteceu. Ao entrar no lugar, Manuela (A minha colega de classe) teve a brilhante ideia de roubar a barra de chocolate, e assim o fez, passou pelo caixa na frente do guarda, pegou uma barrinha de chocolate, de marca pouco popular, e me puxou pelo pulso ao correr para o banheiro. O vigia bateu na porta em poucos segundos, e nos levou para fora. A menina me implorou para não dizer que tinga culpa, e como toda idiota, tomei a responsabilidade para mim. As pessoas me olhavam com repulsa, como se eu tivesse matado alguém. Eu chorei, disse que pagaria depois, porquê dinheiro não me faltava, e ninguém acreditou em mim, porquê andava sempre como uma mendiga, já que grifes e sapatos bonitos não me atraiam, era como a Hanover do filme Meninas Malvadas 2. Ao chegar na casa dela, sua mãe, uma mulher que parecia viver de drogas e álcool, me deu vários sermões, como se eu fosse a má influência. Entrei em desespero, e cheguei ao ponto de dizer que sofria de cleptomania, por causa da novela das 9, só para proteger aquela garota. Alguns dias se passaram, e a mãe da menina que descobrir se chamar de Edna, foi falar tudo ao meu pai, que é claro não duvidou dela nem por um minuto. Afinal de contas vivia pegando as coisas de minha avó sem permissão, quebrava objetos, e era a maior fofoqueira, uma cobra como ele mesmo dizia, então só podia ter roubado mesmo. Ouvi muito naquele dia, até meu pai se calar, e agir com frieza, só que foi a noite que não pude suportar a mentira, não quando ele falou a minha mãe, que fazia de tudo por mim. Contei-lhes a verdade, e logo o drácula (apelido que dei ao papai, por ter o cabelo igual ao do vampiro) mudou sua postura, e tudo teria acabado bem se Manuela, não continuasse com sua versão falsária, e falasse a todos da escola. Discutimos muito sobre isso, e os outros apenas riram, dizendo que aquilo era uma verdadeira novela. Novamente, ninguém acreditou em mim, e talvez por isso tenha perdido a cabeça. Numa tarde qualquer, as meninas foram para a casa de minha avó, e todas ficaram do lado inimigo na hora de outra discussão. Me enfureci tanto, que fui ao fundo do terreno, e soltei os cachorros para devorarem-nas. Não senti pena de seus gritos, nem tive compaixão, só desejei destruí-las, meu pai veio socorrê-las, e me deu aquele olhar de “Você é uma aberração”. Mas não me senti como errada, só tive a sensação de mostrar minha força. Este não foi o primeiro episódio de traços psicopatas, acho que a solidão me fez monstruosa, pois nem minha prima escapou. Só que para retratar melhor essa história, teremos que esclarecer como era a minha relação com os parentes. Antes de minha prima nascer, achava que era hábito da família de meu pai serem tão frios, e pouco afetuosos, interessados apenas no quê se podia ganhar, e sempre negarem a derrota, e os sentimentos mais profundos.  Frases como “Você tem que colocar o dinheiro na frente do amor” e a “Família e a amizade acima de seu companheiro” eram bastante repetidas por minha família de sangue. Então achava compreensível, que sempre exigissem muito de mim, e não houvesse uma gota de reconhecimento, por tudo que alcançava. Até que um nascimento, mudou a minha opinião a respeito deles. Das migalhas que recebia, o pão de amor e atenção era todo da minha prima, que viera depois de mim. Dizem que o primeiro é sempre mais paparicado e querido, mas hoje estou aqui provando o contrário. Se tirava uma nota boa, havia apenas o mais gélido parabéns, só que se a menina aprendia a amarrar os sapatos, tinha de haver um almoço para comemorar. Se surgia uma personagem feia, gorda e nariguda, minha avó fazia questão de enfatizar que “era a minha cara”, mas se tinha uma atriz bela, ela dizia que era igual a Menara, a sua favorita. Como se não bastasse, eu tinha que lavar a louça, arrumar a casa, e servir de empregada para as visitas, enquanto a princesa ficava vendo TV, sendo que ali tinha muitas empregadas, era humilhante. Para piorar a “mimadinha”, adorava entregar meus planos, e nem mesmo com meus dons, podia sair ilesa quando aprontava algo. Ao chegar na sala, trocava os programas , para por desenhos estúpidos sobre como contar  “1,2, e 3”, e a maioria aprovava suas tolices. Minha vida era um inferno, como se não fosse o suficiente, não ter amigos na escola, não tinha paz em casa, nem isso, nem carinho. Era sempre culpada por tudo de errado, e a minha mãe, a única pessoa que me amava e me apoiava, estava sempre presa no trabalho, e eu só a via a noite. Era horrível, sim, eu tinha inveja do amor, que minha família paterna direcionava inteiramente a aquela garota, e tal coisa me consumia tanto, que chegava a desenhar a todos que machucavam, morrendo esquartejados, pelas minhas próprias mãos. Quando não, pegava velas, e ia para o galpão onde desenhava no escuro, pois em meio a tanta solidão, me sentia melhor ao ficar isolada. Porém houve um tempo, que acabei explodindo, e sobrou para ela. Tinha 12 anos, e havia acabado de chegar  da aula, com a mochila nas costas, e uma rejeição cravada no peito. Como de costume, coloquei na Playtv, o melhor canal de entretenimento na época, e então aumentei o volume, pois como num passe de mágica, só estavam tocando músicas sobre amor platônico. Estava devastada, era rejeitada pelas amizades, pelos meus familiares e pelo amor, não tinha paciência para as asneiras de uma criança, que tinha tudo o quê queria. Mas ao contrário de mim, Menara estava animada, feliz, radiante, e como poucos lhe diziam não, ficou pulando no sofá, e puxou a folha do meu caderno. Acho que perdi a noção depois disso, já que tudo do quê me recordo em seguida, é das minhas mãos no seu fino pescoço, pressionando-o sem parar, pronta para cortar o mal pela raiz, e eliminá-la para sempre. No entanto, quando tive um momento de lucidez, pensei que poderia ir parar na cadeia, e só por este motivo, não fui até o fim. Ela contou ao meu pai, que novidade, me tratou como um monstro, só que naquela altura após ser tão maltratada, nem ligava mais, e menti com gosto, alegando não ter feito nada. O mesmo veio a acontecer, quando tinha 14 anos, desta vez com um gato que tentei sacrificar, só que ao ver seus olhos azuis, fiquei tocada, e decidi que não mataria nenhum animal doméstico, eles não mereciam essa tortura gratuita. Com o tempo cansei das migalhas dos Mariano, e passei a ir direto para casa dos meus pais, onde ficava sozinha o dia todo, mas livre daqueles lobos devoradores de alma. Foi nessa época, que fiz minha primeira amizade que valeu a pena, pois foi com ela, que aprendi o significado das minhas experiências paranormais, e com quem pude ter a segurança, de compartilhar sobre os garotos de quem gostava, sem ter medo dela me tomar um deles. Seu nome era Vanessa, e ela era bem diferente das patricinhas hipócritas, com quem tentei desenvolver a amizade, e dos nerds inocentes que levei a perdição, por ser um pouco pervertida para a minha idade. Meus pais não gostavam da nossa amizade, minha mãe porquê qualquer uma que se afastasse de ser uma Barbie, era malvista, e meu pai, porquê éramos de classes sociais diferentes, o quê na sua visão implicava em ser só uma interesseira. Mas eu preferia ter alguém digna de compartilhar as minhas coisas, do quê uma enchedora de saco, que era uma pedra enorme no meu sapato, e ele não entendia isso. Aliás ele nunca entendia nenhuma das minhas escolhas, como quando terminei meu namoro com o garoto dos seus sonhos, e ficou falando para voltarmos. Pouco antes de conhecer quem viria a ser a minha melhor amiga, eu andava com os veteranos do colégio, junto ao povo da 6° série, minha turma com quem tentava ter uma boa relação, apesar de tudo. Adorava ir pra sala deles na hora do recreio, pois sempre me dava bem com os mais velhos. Todo dia íamos comprar tip-top, um chopp, ou  sacolé como alguns conhecem, que era vendido por alguns centavos na época. Catávamos moeda por moeda e íamos até a loja, com as nossas bandanas amarradas na testa, uma marca registrada do grupo, que fora inspirada no anime Naruto, e por isso nosso nome era  “Naruteiros”. Enfim...Pouco a pouco todos iam para casa, e ficava apenas eu e Caio, um nerd veterano, muito bonito, que lembrava o Fred do programa ICarly, amigo de minhas duas amigas Ariane, uma Naruteira nata, e Luane, uma quase anti-anime, que estava no grupo pelas conversas de meninas. Ele era um cavalheiro, que fazia questão de me esperar, para poder partir. Conversávamos bastante, sobre os interesses em comum, e as minhas tristezas, que se resumiam a rejeição do seu melhor amigo, um idiota, que só teve minha atenção porquê tive um péssimo pai. Ao vê-lo todos dias, meu pai sempre brincava que o rapaz estava interessado em me namorar, e eu achava que não. Até que ele revelou gostar de mim, e começamos a namorar, com direito a ir conhecer sua família, e tudo mais que é importante, para provar que o relacionamento é sério. Muitas meninas ficaram chateadas, pois por ele ser bonito, era bastante popular entre as garotas. Eu não ligava, o achava legal, por ser parte do grupo, e como tal me conhecia bem. Sabia até que eu era a responsável por mostrar aos Naruteiros, a versão erótica do anime que nos uniu, e não me tratava como uma vadia por isso, então tinha motivo para me orgulhar. Só que por mais que eu tentasse, não conseguia gostar dele, tanto quanto ele gostava de mim, tinha dificuldades em expressar meus sentimentos, porquê eram quase nulos, e por isso na primeira besteira terminei nosso relacionamento. Por alguma razão, ele quis voltar, mas eu não, e pior o humilhei perante seus amigos, ao gritar que gostava de outro, e esse outro era o seu melhor amigo. Sim, fui uma idiota, e hoje me arrependo, não porquê acabou, mas sim pela forma que o tratei, ele era um cara legal, e não merecia que eu despejasse todo meu ódio interno nele. Apesar de saber tudo isso, meu pai nunca aceitou o fim, e até hoje anos depois diz que aquele era o cara certo, assim como acredita que minha amiga, foi má influência. 

    Capítulo II

    Conhecendo o oculto




    “Portas se movem com o vento, não se sabe o quê há lá dentro. Palavras rimadas, podem ter consequências desastrosas. Cuidado com o anjo que agora virou o demônio”




    Após terminar com Caio, e levar outro fora do babaca, que por pouco não apanhou da Vanessa. Vivi uma das épocas mais felizes de minha adolescência, pois finalmente tive com quem compartilhar minhas dores e segredos. Nós duas sempre levávamos foras, só que tendo o  ombro uma da outra, qualquer fato ruim se tornava alegre. Mas minha vida com minha amiga, não era tão comum, ela tinha uma amiga fantasma chamada Laura, e sem querer fiz uma amiga também, que se chamava Samara. Algo que no começo me deixou com muito medo, porquê ela escreveu seu nome na parede, e havia um filme de terror de sucesso denominado de “O chamado” no qual a personagem Samara Morgan saia de dentro da TV, para matar todos os que viam a fita da sua morte. Detestava aquele filme, pois como ficava muito tempo só, a TV era a minha única companhia, e temia que algo acontecesse comigo. Inicialmente,  fugi de casa com medo da fantasma, e fui pra casa da minha amiga, que ficava há uma rua de distância da minha. Nós tentamos confrontá-la, só que parecia pior, faltava luz a noite, as rajadas de vento eram intensas, e víamos pessoas nos quadros de paisagens. Exatamente como num filme de terror, ela riscava as paredes, escrevendo mensagens bem agressivas. Eu chorava de medo, pois via muitos programas sobre assombrações, e o fim era sempre trágico. Não queria morrer tão cedo, até que um dia, Vanessa me ensinou  a fazer o tabuleiro oija, usando o meu fio de cabelo, papel e caneta, e me comuniquei com a visagem. Ela não era um espírito da casa, tinha vindo comigo de nossas andanças pelos cemitérios. Apesar de zombeteira, não queria me machucar, só queria companhia tanto quanto eu, e logo nos tornamos amigas. Minha família não aprovou nossa amizade, tinham medo demais dela, e só me criticaram pelo laço estabelecido. Como estavam enganados, ter a Samara por perto foi a melhor coisa, pois sabendo que tinha uma amiga do outro mundo, me sentia mais segura, quando voltava para casa, ou andava pela rua. E tudo deu certo até que um dia, num domingo adormeci no sofá, e vi uma esfera de luz branca vindo até mim. Era a minha amiga se despedindo, disse que nossa amizade havia lhe levado de volta para a luz, e agora precisava partir, nunca mais a senti desde então. O quê me levou á procurar por uma nova amizade, mas isso não acabou tão bem, um espírito nada gentil se apresentou no tabuleiro. Ele tinha 37 anos, não fazia questão de ter novos amigos, e após o chamado, coisas terríveis começaram a acontecer. Facas caíram de dentro do armário, sempre que íamos pegar algum utensílio. Vultos passaram a nos assombrar, e a segurança se reverteu em medo. No entanto apesar do perigo eminente, algo nos protegia, pois quando a lâmina chegava perto do pescoço, desviava para o lado oposto, evitando um acidente. Pra ser sincera, mesmo assustada, aquilo era incrível, e me motivava a estudar e pesquisar sobre o mundo paranormal. Todo dia lia livros espíritas, e ia para a lan house, uma casa de acesso a internet, e perguntava a amigos como proceder, para comprovar a teoria dos fatos, e foi assim que realizei meu primeiro banimento. O processo foi simples, a casa era minha, e nela o espírito não podia habitar, sem permissão. Então eu literalmente o expulsei do meu lar. Nesta época, estava num relacionamento conturbado, com um suposto mago, que me achava “trevosa demais”, por ter ideias bem distantes do moralismo. Este sempre me criticava, aliás o conheci numa discussão, por ter vindo brigar comigo em um chat, nem sei como isso se tornou um namoro virtual. É, eu era solitária, e como toda pessoa sem autoestima, vivia na internet, a procura do par ideal, pois acreditava que ninguém da cidade, poderia ser o homem dos meus sonhos. Bobagem, eu sei, mas tinha 14 anos, nada sabia sobre a vida, apesar de achar que sim. Entrei nessa onda, depois que minha tentativa de conhecer o par perfeito, por um cadernos de perguntas, pareceu ser a maior farsa de todos os tempos, e aí que se inicia outra parte da história... Certo dia, as meninas começaram um jogo em sala de aula, no qual faziam várias perguntas, num caderno, e entregavam para os outros assinarem. Assim se fazia novos amigos, ou encontrava-se um par, e como eu era tímida demais, vi que esta era a oportunidade perfeita, para conhecer as pessoas. De alguma forma, o meu caderno foi parar nas mãos de um amigo de Vanessa, que se chamava Karlos, e este havia lido as minhas respostas, e supostamente teria se interessado por mim. Começamos a escrever cartas, estilo romeu e julieta, e marcamos de nos encontrar em vários lugares, mas em nenhum deles ele foi, e a única vez que acho que o vi, foi no show da Pitty, que teve na minha cidade natal Macapá-Ap. Só que como estava sem comer pra ficar em forma, acho que foi parte de um delírio. Após algum tempo, comecei a duvidar de sua existência, podia ser muito bem a minha melhor amiga escrevendo as cartas, já desgastada de tanto de me ver chorar, por babacas que me faziam sofrer. Foi quando conheci Dante, o pseudônimo do tal mago, e acabei por “trair” esse fantasma, uma boa razão para terminar, contudo segundo minha amiga, ele vivia o mesmo dilema, dizendo que fora inventada, e após o termino com o ocultista da luz, queria voltar, só que eu temia que se vingasse e me deixasse, por isso recusei a proposta. Depois do fim com Dante, por causa do meu conto incestuoso, que era na sua visão, terrivelmente grotesco, me envolvi com um fantasma, que se chamava Yuri, e acredite em mim, foi o fim da picada levar um fora de um espírito! O engraçado é que com tantos fracassos no amor, sempre me recuperava rapidamente de um término, num dia chorava, e no outro voltava a luta. Todavia, há um dia que merece ser lembrado, não me lembro com quem terminei, só de ter ido até o fundo do quintal da casa de minha avó, onde me sentei numa construção de madeira, e a mesma se encheu de pássaros negros, que ficaram envolta de mim em plena 18 horas, sob o céu parcialmente nublado. Foi estranho, e não consigo me esquecer desse dia. Mais tarde, por sugestão de um amigo, comecei a conhecer o satanismo moderno de Anton La vey, e adorei cada página da bíblia satânica, porquê suas regras se tratavam de responsabilidade, e não obrigações como a Wicca, religião para qual anos antes tentei entrar , mas não deu certo, porquê parecia uma forma de cristianismo disfarçada com magia, e não me manteve atraída. Por conta disso, aos 15 anos  passei a procurar por um parceiro adepto do satanismo, e assim passei a andar com o namorado de minha amiga Gláucia, que me garantia que ia me encontrar alguém. Seu nome era Rodrigo, e o cara se considerava o maior satanista da cidade. Era um babaca completo, falava mal dos que pouco compreendiam Satã, e adorava zombar, principalmente dos que se diziam “filhos de Lúcifer”. Por ser conhecido como “sinistro” se achava o tal. Uma vez, me apresentou a um amigo, mas este se encontrava abaixo das minhas expectativas, bem abaixo por sinal.  Certa vez, me chamou para sair, e eu aceitei, porquê fazia tempo que Gláucia, o jogava para mim, criando situações para nos deixar a sós. Desta saída, virou um namoro, que para a minha surpresa, foi um choque para Gláucia, e quando o mesmo não deu certo, porquê Rodrigo mentiu para mim, fiz o meu primeiro ritual de magia negra. Era halloween, meu namorado idiota, disse que estava doente para ir a festa comigo, mas mais tarde, uma amiga veio alegar que ele foi ao evento, e isso me deixou furiosa. Ás 5:00 da manhã respirei fundo, e pensei na minha vingança. Quando deu 6:00, peguei um papel e caneta, e escrevi com detalhes, canalizando minha ira que algo terrível lhe aconteceria. Selando o papel queimado nas beiras, com meu nome escrito com sangue, junto dos nomes dos príncipes do inferno, na ordem de seus elementos. Naquele mesmo dia fui visitá-lo, este estava “quebrado”, mal conseguia andar, seus olhos amarelados e murchos, tinha ido ao médico, e este atestara suspeita de pneumonia. Contei-lhe sobre o quê havia feito, e este implorou para que eu desfizesse meu ritual,  assim o fiz, tinha lhe dado uma lição e isso bastava. É claro que o relacionamento não durou, um dia brigamos, e eu joguei o anel que me dera na sua cara, diante dos amigos. Mas este não foi o único  motivo para dar um basta. No mesmo ano, entrei no jogo dos espíritos, e fui ameaçada de morte, para terminar com ele, no dia 10 de uma determinada data, acho que era outubro ou novembro, do ano de 2010. Se foi em 10/10/10 é uma enorme coincidência, pois só vim saber dos chamados portais, em 11/11/11, no entanto, não posso afirmar nada, pois não tenho certeza. Retomando, após receber a tal ameaça, mantive o relacionamento, apenas para irritar as entidades, e a Glaucia, que vivia me atacando com paus e pedras , através de mensagens na rede social Orkut. A vida era minha, e um bando de gente morta, e uma garota, não devia se intrometer. Mas isso aconteceu após fundar a minha própria seita chamada Sees, então eu e as componentes do grupo quase morremos, aliás em um dos  encontros, nós 4 quase fomos atropeladas, e para acabar com as “quase mortes”, tive de largar o canalha, a pedido das meninas. Não foi difícil, há semanas vivia sonhando que ele e Gláucia voltariam, e como minhas previsões oníricas, quase nunca erravam, preferi deixar pra lá. Ele já tinha cumprido seu propósito, tirar minha virgindade, e ficar uns meses comigo, para não ser como as outras otárias, que o cara desvirgina, e no dia seguinte some. Eu não o amava, só dizia isso pra iludi-lo, meu “amigo”( cara em quem fui interessada por um tempo, mas não deu em nada, por me muito vadia) Midaní sabia disso. Tudo o quê eu gostava nele, era o fato de ser satanista, fora isso nada mais lhe era atraente. Falava errado, não era elegante, se misturava com qualquer um, e ainda se achava no direito de comandar, as diretrizes de um verdadeiro satanista. Quando acabou foi libertador, nunca me senti tão bem por me  ver longe de um fardo. Na mesma semana, fui atrás de um encontro, e mudei meu pseudônimo para Carry Manson, dizendo a mim mesma que seria diferente, e finalmente acharia alguém digno de mim. Era sábado a noite, fui a uma casa de acesso, enquanto minha mãe estava no trabalho, lá entrei na rede do MSN, onde fui bater um papo com um garoto, que desde a época das cartas do garoto misterioso, me chamava para sair, e eu dizia sim, mas não ia, temendo que fosse um maníaco, ou pior, alguém que não me atraísse. Seu nome na rede era Nightmare BK, havia o conhecido, por ser um dos amigos de Vanessa, ele não tinha foto, mas um motivo para não confiar, e sempre que conversávamos, mandava exclamações, o quê me levava a crer que era um rapaz alegre, e eu sempre preferi os solitários aos palhaços. Mas pensei: Quem sabe não tenha um amigo que faça o meu tipo? É claro que só quer sair comigo, por me achar bonita, não tô ferindo os sentimentos de ninguém. Enviei a mensagem, e perguntei se a gente tinha brigado , porquê realmente eu me focava tanto no satanismo, e nas minhas desilusões, que mal lembrava do porquê a gente não se falava mais. Ele disse que não, então fui direto ao ponto. Falou-me que tinha um amigo e ia ver, depois voltou e disse que não dava, mas que ele estava disponível, por alguma razão aceitei e peguei seu número. Ficou claro que ele estava interessado, e tinha inventado um amigo, então por quê não? Até onde sabia podia ser minha alma gêmea. Realmente não sei, como o pensamento de “ele é um louco” foi para “Minha nossa é o meu futuro ex-namorado”(Depois explico) mas aconteceu. No domingo a noite, liguei para ele, e rapaz como me enganei! A sua voz era melancólica e profunda, bastante séria. Me apaixonei, mas para saber se seria amor, ele precisaria responder as mesmas questões do meu caderno de perguntas da 8° série. Eram 100 questões, com tudo o quê eu queria agora de alguém, e ocorreu que ele era compatível comigo em 99%, algo que nos rendeu uma ótima conversa de horas, antes do nosso encontro na segunda-feira, para o qual iria com Vanessa e Claudiane, só por precaução. Que garoto fascinante, acreditava em eventos paranormais, tinha histórias com fantasmas para contar, era um satanista nato, que ainda desconhecia sua vocação diabólica, não gostava muito de peixe, rock era o seu estilo favorito, mas não menosprezava os outros, e arrancar um sorriso seu era complicado. Ele era perfeito! Tão perfeito, que naquela noite fui dormir pensando nele, e sonhei que namoraríamos, e isso seria motivo de grande festa, entre minhas amigas. Aliás no sonho, eu estava feliz e tinha o olhar de realizada, dizendo: Eu tô namorando o Nightmare! (essa parte cantava que nem o início da música Nightmare do Avengend Sevenfold) Fui ao encontro, de botas dizendo que levaria a “Death people” escondida na mesma, minha faca de estimação, e o conheci. Nos apresentamos, e fomos andar pela Fortaleza de São José, o antigo  point jovem da pequena cidade. Segurei sua mão logo de cara, e conversei com ele, estava de boné, e usava os fones de ouvido, me senti um pouco tímida e desajeitada. Nos sentamos, e ele me deu um dos fones, ouvimos a Hollywood Worm do Papa Roach, e ele me contou sobre o clipe, de como o rosto da moça se despedaçava neste. Só que o danado, gesticulou, tocando meu rosto, e fiquei corada. O encontro foi bom, mas não durou muito, meu pai, agora separado de minha mãe,  queria “me ver”, e nos interrompeu. Ficou furioso ao saber que estávamos no morrinho escuro, mas minha felicidade era tanta, que nem me importava. Já me via namorando ele, só faltei ter dito “acho que tô apaixonada por você”, quando mandei um SMS, mas ele achava cedo demais, e por isso lhe dei um gelo, e fui dormir. No dia seguinte tinha algumas mensagens suas, respondi com frieza em dobro, se seria só um fica , eu nada mais queria. Foi então que marcamos o segundo encontro, agora na praça da bandeira, neste definimos o quê queríamos, e porquê queríamos. Juntos cometemos o mesmo erro, falamos dos ex’s para enfatizar as razões dos términos, e tínhamos a mesma opinião: Queríamos algo sério. Como ele mesmo disse “eu não gosto de relacionamentos de 1 segundo” e eu gostava menos ainda. Após nos resolvermos, fomos para um banco, e ali ele me roubou um beijo. Foi o meu primeiro beijo roubado, eu acho, não consigo me lembrar de mais ninguém fazendo isso comigo, antes dele. Deve ser por isso que foi tão mágico, e ao mesmo tempo cheio de tesão. Ele tinha uma pegada na cintura, que ficava entre safado e santo, na medida certa. Depois disso fui pra casa, outra vez feliz da vida, finalmente alguém que era exatamente o meu tipo, estava comigo, e isso era o máximo. Agradecia aos deuses, mentira, somente a Satã, pelo tal amigo dele não poder ter ido. Naquele ano... Passamos o natal juntos, foi a primeira vez que não estive com aqueles abutres dos Mariano, ou com os santos dos Cavalcante, e isso me deixou super feliz. Fui logo para o quarto dele, e lá nos “pegamos” e as coisas foram esquentando, pois estava com um sexy vestido de veludo. Numa hora estava por cima o beijando, outra por baixo, e sentia seu corpo colado ao meu. Mas apesar do evidente fogo, decidi que só iria pra cama com ele, depois de 1 mês, para garantir seu interesse em mim por algum tempo. O quê tá pensando que é só vim e me levar pra cama? Era uma vadia mas não a esse ponto. No natal perguntei se podia mudar o meu status do Orkut para " namorando", sim fui bem direta, e a resposta foi sim, e mudamos o status, era oficial estávamos namorando, só que segundo ele na sua visão nosso namoro começara no segundo encontro. Certa vez ele foi na minha casa, e eu o enrolei até não ter mais ônibus, fazendo-o ficar para dormir. Desgraçada como só eu sou, coloquei a camisola mais curta que tinha, e dormi de costas para ele.  Faltava pouco para fazer um mês, e eu queria deixá-lo louco para nossa primeira vez. E quando a hora chegou foi um desastre, achei que tinha deixado de ser virgem, e quando o senti, parecia que não. Ele logo parou, não forçou a barra, até que no dia seguinte, estávamos vendo TV, e começou a tocar a Sweet Dreams na versão do Marylin Manson, fiquei excitada na hora, e tentamos de novo, desta vez deu certo. O engraçado é que na minha suposta primeira vez, tive de parar tudo, para colocar essa música. Enquanto que com o Nightmare, foi tudo tão natural, que quase parecia surreal. Após a nossa primeira transa, houve uma intensa maratona de sexo proibido, já que meu pai nem sonhava que eu não era mais virgem, e vivia no quarto com minha mãe, naquele lenga lenga de volta ou não volta. Quando lhe contei sobre, culpou o Nightmare, dizendo que eu tinha dito que era o outro, para protegê-lo, mas me senti super responsável, e fiquei tranquila, era o mínimo que podia fazer, estava quase completando 16 anos. O tempo foi passando, e cada vez mais estava perdidamente apaixonada por Nightmare, cujo o nome real era Brendo Araújo. Mesmo com toda a minha insegurança, ele estava lá, apesar de tentar me matar, ele me queria, ele me parava, ele me fazia sorrir, e não era tão bom moço, para querer me afastar da magia, o quê o tornava ideal. Aliás ele foi o meu escolhido, o único que poderia ser chamado de rei no Sees. Ah o Sees, o meu primeiro grande fracasso mágico, como poderia esquecer? Seu nome era uma sigla para “Seguidores da Estrela”. É claro que a estrela a qual me referia era Lúcifer, a famosa estrela da manhã, e tinha escolhido este nome de madrugada, enquanto estudava a bíblia satânica, exatamente as 3 horas da manhã. Alguns anos mais tarde, vim descobrir que a sigla SEES, também servia para identificar ao “ Senhores da escuridão”, um livro espírita  pertencente a trilogia Reino das Sombras, da qual só me interessara o livro “A marca da besta”, por ter lido um breve artigo numa revista do mesmo tema. Isso me interessou bastante, pois depois de estudar em artes sobre mensagens subliminares, fiquei obcecada por conspirações, e toda conspiração tinha um cunho religioso. Mas foi apenas um acaso, o Sees, não servia para dominar o mundo, e sim atingir metas pessoais, apesar de que no fundo acreditava que seríamos grandes, (não fomos). Mesmo sem conhecer a fundo a maçonaria, nela se  aceitava todos os tipos de religião, tudo o quê bastava era crer em algo. Já que após estudar muito e testar, havia concluído que: A fé era como uma chave, que destrancava o potencial da mente humana, gerando assim efeitos incríveis, que podiam mudar o ambiente, criando o quê se entende por “Magia”. Tínhamos algumas regras, naturalmente, mas a principal era “jamais destruir o círculo”, senão do contrário, espíritos iriam nos atormentar.  Como em todo bom culto diabólico, instituir um contrato, no qual os membros ofereciam suas almas a Lúcifer, e eu me responsabilizaria de guardá-las. O quê? Pensou que eu iria realizar ambições de graça? Não era agora chamada de “o demônio” ou “a bruxa” a toa. Apesar do pacto explícito, consegui 3 membros, (Vanessa, Rose, e Claudiane) de quem bebia o sangue, por saber que eram saudáveis naquele tempo. Não foi complicado, separadamente iniciei cada uma, e as fiz ler o contrato em voz alta, que as impedia de voltar atrás. Foi maldoso de minha parte, e me senti revigorada por minha astúcia demoníaca. Nosso símbolo, era uma maçã com um pentagrama dentro, representando o caos, e o conhecimento proibido. Nossas reuniões, eram cheias de carne ,doces, e bebidas, representando o oposto do jejum cristão. Tivemos poucas reuniões, pois pouco a pouco o grupo foi se desfazendo, mesmo depois de termos unido o nosso sangue, por causa da regra de que “cada uma era uma estrela.” Que dizia: Cada uma é uma estrela, mas juntas formam uma constelação. O quê significava que o quê uma sentir, a outra sentirá, até alcançar todas, formando um efeito dominó”. Apesar de ter funcionado bem no começo, o quê quase nos quase nos destruiu, pois fui ameaçada de morte, no fim cada uma seguiu o seu caminho. Afinal de contas, sempre colocamos o coração no lugar da razão, e foi assim que tudo desandou. Vanessa se afastou do Sees, porquê seu namorado era contra. Claudiane, porquê começar a ver sombras lhe assustava. Rose, porquê se sentiu incomodada, com a nossa queda, e eu porquê não teve jeito mesmo de continuar sozinha. Todas pagamos o preço, mas chegarei lá. Num de nossos encontros, eu e Rose vimos algo que bem, drogas serviriam para explicar, mas não usávamos isso. Fomos para o cemitério do bairro Santa Rita, o lugar onde mais me encontrava com meus amigos. (Sim agora tinha amigos) Ao chegarmos lá um homem saiu do mato, coberto por um chapéu e nos perguntou: Estão aqui a passeio ou a trabalho? Respondemos a passeio, que tínhamos ido visitar nossa tia, o sujeito riu, e falou “cuidado com as visagens” antes de partir. Rose logo retrucou: “Tenho medo dos vivos, não dos mortos” e eu bradei com satisfação “A morte é só uma escapatória para os covardes” (O quê houve com essa garota?! Sinto falta dela.) O estranho pareceu contente com a resposta, e se foi dentro do mato. Começamos a nos sentirmos tontas, e as sombras das árvores, ganharam forma de pessoas. Vimos os rostos de 5 mulheres e 2 homens, ou 3 homens, isso até hoje é incerto. Era como se o representasse o Sees, em outra época, dava para perceber pelas vestimentas. Mas isto não foi o mais impressionante, naquele dia tive uma visão da minha outra vida, ou pelo menos é o quê parecia. Vi uma dama enforcada por cipós cheios de espinho no topo de uma árvore, prática comum na eliminação de bruxas no século XV, tempo ao qual suas roupas se remetiam. Teria sido eu uma bruxa? Não tinha certeza, afinal de contas até ali, nunca tinha tido um mestre, para me ajudar a desvendar este mistério, no seu lugar, só vieram guias. Pessoas que não me conheciam, e diziam coisas enigmáticas, e as vezes pessoais. Como: “Você é especial sabia? Não desista do quê tanto quer, você vai conseguir, um dia vai brilhar” (Vai por mim, não parecia clichê de autoestima, principalmente porquê esse guia sofria de problemas mentais) ou “Quando te vi, sabia que você mudaria este lugar”. Foi então que a imagem se tornou ainda mais tenebrosa, o meu corpo caiu, e um ser meio homem, meio besta, de chifres de touro, veio recolher o meu corpo. Ele não arrastou minha alma a força, como dizem que seres assim fariam. Pelo contrário, me pegou no colo, como se fosse sua noiva, e desapareceu comigo numa névoa densa. Ao chegar na casa da Rose, eu desmaiei na sua rede, mesmo sem está cansada, e quando entrei no meu quarto, me vi rodeada de seres chifrudos, tão reais, que cheguei a ver um próximo do meu rosto. Quando contei ao Brendo, este achou interessante, mas não era um ocultista, para entender a profundidade da visão, uma realidade que fazia questão de mudar. Com ele não trapaceei, lhe disse exatamente como era o contrato, e ainda sim este fez o pacto. O pacto era diferente do das meninas, com ele me uniria para ser alma e carne. Tornando-o uma alma gêmea sintética, com a qual uni o meu espírito, através do sangue e o meu primeiro sexo mágico. No qual nós invocamos os 4 príncipes do inferno, para concretizar nossa união. E assim foi feito, ele se tornou o meu rei, e eu sua rainha no tabuleiro da magia. Após a entrada do primeiro dos 2 ou 3 homens, que completariam minha visão da vida passada, me animei para chamar mais integrantes, até consegui alguns, porém nunca mais houve uma reunião desde então, e o Sees acabou. No entanto, não era porquê tinha se findado, que eu desistiria de saber sobre porquê coisas estranhas ocorriam comigo. Precisava de respostas, e iria obtê-las, nem que para isso tivesse de ir ao Inferno.(Sério, cadê essa garota?!) Como? Através de viagens astrais, coisa que dentro de uma semana, já conseguia realizar. Mesmo que algumas vezes perdesse a consciência, quando falava que ia viajar ao mundo astral, minha mãe sempre via um vulto de uma garota correndo na casa, onde realizava os meus testes. Era tão simples, bastava me concentrar, que ia exatamente para o lugar que desejava. Desta forma, acreditava que seria fácil ir ao Inferno e voltar. Certa vez, cheguei em casa, exausta, porém pronta para a minha viagem. Tirei o uniforme, e fiquei apenas de calça jeans e sutiã, adormeci centrada em ir até o lar de Satã, e acordei na escola em que estudava, o Tiradentes. (Seria a escola o meu Inferno?) Estava chovendo, comecei a caminhar por ali, até que Carol, outra satanista declarada do Tiradentes, me viu e disse: “Ele quer falar com você, está lá na frente.” E sem entender nada, fui até o local por curiosidade. Foi quando um ser de chifres e asas de morcego, humanoide de rosto belo, veio até mim e ergueu sua mão, eu a segurei, e este me carregou em seu colo, levantando voo para longe, enquanto uma tempestade se aproximava, e vinha destruindo tudo pelo caminho. Ao passar ao lado de Carol, esta me olhava furiosa por ser deixada para trás, dentro de um carro que iria se desfazer com facilidade, ao se esbarrar no enorme tornado. Foi um sonho e tanto, que me levou a pesquisar sobre quem era aquele demônio, e tudo indicava que era o próprio Satã. Fiquei surpresa,  com quem tinha vindo me visitar, e fui em todos os grupos do Orkut, procurar por alguém, que pudesse me explicar, o quê de fato isso significava. Porquê o maior dos demônios, estava a me proteger, eu era uma soldada do inferno? Não sabia dizer, e as coisas se tornaram ainda mais estranhas. Na noite seguinte sonhei com uma pop up, que me fazia várias perguntas, mas a única da qual me lembro é você perdoaria a traição de um amigo? Na qual cliquei que me vingaria, e depois surgiu uma congratulação, por ter passado no teste, e me vi no meio de um rancho, onde se via a imagem de Jesus Cristo, sendo puxada para ser erguida, e mostrada aos fiéis, mas eu cortava a sua corda, impedindo-a de chegar ao topo. Este ocorrido me fez pensar que, havia sido convocada para o exército do Inferno, e agora era uma soldada infernal. Na escola, por onde passava com meus trajes extravagantes, causava o fascínio e o temor nas pessoas, uns faziam o sinal da cruz, outros me chamavam de Dark Barbie, e uma pessoa não parecia nada feliz com minhas descobertas, e esta era Carol. Ela se aproximou de mim do nada, até hoje não sei o porquê, provavelmente era uma amiga de Gláucia, mas quando aconteceu, isso nem se passou por minha cabeça, quer dizer já tinha terminado com o Rodrigo, e se era isso o quê queria, o quê ganharia me perturbando? Ela era jovem, me contava as suas histórias sobre o oculto, e eu lhe contava as minhas. Se declarava poderosa, tendo o dom da palavra, ou seja o quê dizia se realizava, e eu era só uma mera aprendiz. Certa vez ela me contou sobre os filhos dos demônios, e quando lhe perguntei se eu também poderia ser, dado a algumas semelhanças entre nossas experiências, esta disse com agressividade: Não! Você não! Aceitei aquilo, porém isso desencadeou uma suspeita, se eu não poderia ser, porquê responder de forma tão abrupta? Será que a realidade era que ela não queria que eu fosse? É uma dúvida que ficou a pairar. Certa vez fui visitá-la em sua sala, apesar dos atritos, era bom poder falar com alguém sobre satanismo sem ser julgada. Mas a jovem começou a se afastar de mim, alegando que minha energia a deixava com dor de cabeça. Não achei que poderia ser mentira, pois depois de sua resposta hostil, ficava sempre com o sentimento de desconfiança, e como não sabia me controlar, acabava lhe atingindo. Aliás, isto não era incomum, toda vez que me chateava muito, provocava dores no corpo das pessoas. Minha mãe era a maior vítima, pois quando me rebelei contra o seu cristianismo, ela tentou me matar alegando que eu era um demônio, e nunca a perdoei por isso. Não sei exatamente se era um ataque astral dessa menina, ou se eram entidades, mas todas as noites batalhava contra algo e vencia. No mundo dos sonhos, era atormentada por pessoas me perseguindo, como quando era criança, e lutava ao lado dos monstros imaginários. Só conseguia vencer, porquê neste plano meus poderes eram

    maiores, e assim podia gerar tempestades e raios, fortes o suficiente para destruir meu oponente. Certo dia , essa garota veio até mim, e contou-me sobre um pesadelo que tivera comigo. Segundo a mesma, eu havia assassinado várias pessoas numa casa de altos e baixos, e saia do pentagrama para ir atrás dela, deixando-a assustada. Todavia para ter utilizado o termo "pesadelo", é porquê com certeza o final não lhe agradou. Talvez sua seita particular estivesse mesmo em guerra comigo, e isso se tornaria mais suspeito mais tarde...Antes do Sees se desfazer, houve uma notícia que nos deixou boquiabertas. Justo no cemitério onde praticávamos nossos ritos, foi encontrado um bode morte, túmulos destruídos, e alguns outros itens que fizeram as pessoas desconfiar de magia negra. É claro que um lugar assim, seria utilizado para tal fim. No entanto, foi muita coincidência acontecer, quando passamos a ir com mais frequência a aquele lugar. Era como se algo quisesse nos impedir de prosperar, (e conseguiu) já que devido a este fato, a vigilância se tornou maior, e assim ficou difícil de entrar lá. O quê me trouxe muita tristeza, porquê costumava ir com meu melhor amigo Bruno, e Rose (uma das minhas melhores amigas) para lá.  Aquele espaço, era fúnebre, mas cheio de lembranças doces de pequenas coisas erradas que fizemos como: A primeira vez que Bruno bebeu. Quando Claudiane cuspiu num túmulo, e o morto disse a Vanessa para lhe passar o recado. Quando fizemos o jogo dos espíritos, após muito tempo. Os roubos das doces frutas dos mortos. As reuniões do Sees. Enfim essas preciosidades, na vida de uma garota demoníaca. Lembra que eu disse que agora tinha amigos? É hora de apresentá-los, creio eu que não será tão absurdo quanto parece. A primeira continua sendo a Vanessa. A segunda é a Rose, que sempre me acompanhou nas minhas loucuras, e foi minha namorada de plástico, para afastar alguns carinhas no colegial, e após os 18 anos. O terceiro é o Bruno, um garoto que conheci na 6° série, por dizerem que "queria me conhecer", mas só veio se tornar meu melhor amigo mais tarde, quando ingressei no ensino médio. O quarto é o Midani, um baixinho sagaz, que despertava meu interesse, por entender bastante do mundo obscuro, mas foi uma amizade que durou por pouco tempo. A quinta é a Adriana, alguém que chegou de mansinho, e conseguiu um lugar no meu coração. A quarta é a Nicole, mas falarei dela lá na frente, então fica o spoiler. E o sexto e último é o Renan, um ex-evangélico, que pegava no meu pé por ser satanista, e dizia ter aulas de exorcismo. Rose foi alguém que conheci por intermédio de Vanessa, já que ambas estudavam juntas. Era no começo uma amizade por associação, que logo virou uma amizade para todas as horas. Foi a amiga que mais vivenciou meus dramas, e minhas atitudes loucas. Com ela dancei no meio de uma multidão, andei tranquilamente de preto. Faltei algumas aulas, apenas para andar pelos corredores, fugindo dos monitores, conheci novas pessoas. E apesar de meus pais desaprovarem-na naquele tempo, foi quem salvou minha vida, quando cheguei perto de um coma alcoólico. Ainda no colegial, me casei com o Brendo, e fui viver por algum tempo na casa de sua mãe, um mês ou mais, isso não vem ao caso. Um dia implorei para não ir a aula, apesar de ter amigos, ainda detestava aquele lugar, mas ele sabia, o quanto era importante pra mim terminar, então insistiu para eu ir. Fui furiosa, sentindo que algo daria errado, e quando cheguei lá, não teve aula, e Claudiane me chamou para beber. Aceitei, não perdia a oportunidade de encher a cara, e chamei Rose para vim comigo, porquê era outra papuda. No caminho, nos separamos, eu e ela sentimos que algo daria errado, e fomos por um caminho diferente. Ao chegarmos no puerão, compraram Vodka, detestava essa bebida, preferia vinho, mas sendo o quê tinha não reclamei. Havia muita gente lá, que nem se quer conhecia, e começaram a ouvir funk, para se animarem, odiei está ali, e gritei para tocar Lady Gaga, pois na época, era a única cantora pop, que ouvia. ("Porquê será?") Rose rebolou até o chão, não tinha tanta frescura quanto eu, então bebi meia garrafa sozinha, só virando sem parar, e fiquei tonta. Comecei a ver anjos ao meu redor, e me desesperei, porém em vez de pedir "Socorro", gritei algo como "Eu vou matar vocês!". O dia que estava ensolarado, sem qualquer sinal de chuva,  nublou, e a água pingou do céu. Todos foram embora, com exceção de Rose, que ficou comigo, enquanto eu vomitava espuma, na minha primeira camisa de banda, que o meu marido tinha me dado. Não me lembro de muita coisa, só de ter encontrado Tayane, uma conhecida do colegial, que me comprou água, e ter ido parar num bar, onde ligaram para o SAMU. Dali só me vem a mente, ter bancado a boazinha, e ter agradecido pela ajuda a  uma paramédica, enquanto Rose segurava minha mão, e ligava para o meu marido, pois a beira da morte, ele era a última pessoa que precisava ver, e que eu não parava de perguntar se havia o traído, pois este era o meu maior medo. No banco do hospital desmaiei, e tudo ficou preto, só me lembro de ver de longe aos meus pais chegando, muito mais chateados que preocupados, antes do meu corpo pesado cair. Fiquei furiosa com o Brendo, mas mais tarde vim descobrir, que ele tinha tentado chegar lá de bicicleta, sendo que eram 30 minutos até de ônibus, e não demorei tanto, por isso o perdoei por não está lá. Algum tempo depois, graças a esse fato, me usei como um exemplo de "ética amoral “numa apresentação de Ética, que fiz com o Bruno. Não tinha vergonha, e todos sabiam do quanto eu tinha bebido naquele dia, porquê era a maior má influência daqueles corredores. E por causa deste dia, minha amizade com Rose, se tornou ainda mais forte, ao ponto de dizer que eu, ela, e Vanessa formávamos um trio.Com o Bruno conversava todos os dias, sobre todas as coisas, mas principalmente magia, que era a minha grande paixão. Foi a pessoa que por mais quieta, e calada que fosse, me ajudou muito no decorrer do meu caminho no colegial,  não apenas nas provas e trabalhos, como também em coisas pessoais, pois sempre estava por perto, quando a linha entre a realidade e o místico se misturava. Uma vez tentei salvar a vida de um inseto, mandando-o para fora de nossa sala, e para a minha surpresa, o enviei para morte, pois devorado por um passarinho, e ele viu tudo, aliás foi até quem brincou sobre meu dom fatal. Além disso, com ele testei se tinha o dom da palavra,   falei que num determinado dia ele morreria, e no dia seguinte, o pobre chegou pálido, e assustado, pois um caminhão quase o atropelou ao voltar para casa. Não sei se tenho algum "dedo" envolvido nisso, mas quando lhe conheci ia para igreja, festejar com os jovens corretos, e mais tarde entrou para a wicca, a religião mágica que mais o agradou, por ser mais distante das trevas satânicas, e graças a isso, me conseguiu uma pista importante, para a definição de minha identidade futura. Interessado em magia wiccana, ele procurou uma amiga de sua mãe, que fazia parte de um coven, e lhe contou sobre mim, e a bruxa disse-lhe que no meu caso tinha de fazer uma escolha, e no dele ainda precisava estudar bastante. É na magia, eu era a aluna universitária, enquanto que na escola mesmo, parecia pertencer a 4° série. Só ia por obrigação, e passava, quando sozinha, apenas por ter um espírito muito forte, capaz de me dá as respostas certas, mesmo sem prestar atenção. Ele foi o amigo que esteve mais presente, em minhas aventuras absurdas. Com Midani a amizade não durou muito, porquê fiz a besteira de transformá-lo em um dos meus interesses, antes de me casar, e isso gerou um clima estranho entre nós, que perdurou até o último ano, quando já tinha seguido em frente, e estava feliz com a pessoa certa para mim. Acho que em seu mais alto grau de arrogância, uma qualidade que compartilhávamos, ele acreditou que aquilo duraria para sempre, e preferiu se afastar. No entanto no inicio era a melhor amizade do mundo, pois ambos tínhamos atração pelas trevas, e sempre trocávamos curiosidades, a respeito de coisas que para os outros eram bizarras, e assim nos apoiávamos, na luta contra a hipocrisia do mundo normal. Era divertido, e aprendi muito sobre a literatura proibida, despertando assim minha atenção aos autores hereges, iniciando minha leitura através de Edgar Allan Poe. Além de que nos meus piores momentos, ele esteve lá para dizer "Levanta essa cabeça e acaba com eles!" quando estava mergulhada em lágrimas. Não acho ruim que tenha se findado, pois graças a isso, passei a ficar mais perto do Bruno, alguém que só teve o meu interesse num dia, e foi no desespero mesmo. Não que não fosse bonito, ele era, mas não era nada o meu tipo, o quê colaborou para a amizade durar por anos, e jamais se quebrar.  Com Adriana tive uma amizade comum de garotas. Sempre que podia falava com ela, sobre tudo o quê me afligia, já que era o tipo que lhe faz querer confiar nas pessoas outra vez, sendo assim nos sempre nos apoiamos em tempos difíceis. No entanto apesar de ser bastante normal, ela sabia como eu era, e o quê fazia, por isso não precisava lhe esconder minhas anormalidades. Uma vez os meninos da minha sala, fizeram uma algazarra, que terminou com a janela quebrada, um deles sangrou, e ao ver aquele líquido escarlate me deu muita sede, comecei a me morder, porquê parecia está em abstinência, enquanto a Diana (como a chamava, para me destacar dos outros) me dizia "Calma. Se controla. Você consegue!" Além disso dois desses mesmos meninos, vieram a praticar bullying comigo mais tarde, e como resultado lançei-lhes uma maldição, apenas com o olhar, de que algo terrível iria lhes acontecer. Estava furiosa, e sem paciência para aturar gente comum, que tem a mente fechada, e não respeita o estilo dos outros, por isso não me contive, e canalizei meu ódio neles. Algum tempo depois, Diana veio me contar que a mãe de um faleceu, e o pai do outro também, tornando-os orfãos, e estranhamente aconteceu de eles pararem de mexer comigo após esse fato. Ela e eu sabíamos quem era a culpada, mas preferimos acreditar que foi coincidência, e até nos dias atuais, é melhor deixar assim. A ela influenciei com minhas músicas favoritas, animes, livros, filmes enfim tudo o quê me deixava mais feliz, e hoje ela é uma das madrinhas de minha amada filha Ravenna. E por fim vem o Renan, que completa a cota dos 6 amigos para a vida toda.(6 com Nicole que será apresentada lá na frente, com Midani perdi o contato) Com Renan a amizade parecia impossível, ele era evangélico, e ainda dizia ter aulas de exorcismo, sempre pegava no meu pé por ter orgulho de ser satanista, e algumas vezes suas brincadeiras me deixavam para baixo. Todavia

    era a única pessoa com quem conversava muito, já que diferente das outras meninas, não tinha vergonha de piadas impróprias, ou mesmo fotos de garotas nuas, e como se dizia parte do exército da salvação, era interessante dialogar, com alguém que tinha o pensamento diferente do meu, e descobrir mais sobre o lado inimigo. Graças a ele e seu grupo, fui muitas vezes salva de ser reprovada de vez. Já que na época que o conheci, estava mergulhada numa depressão profunda, após ter passado por um término, com um sanguessuga que me afastou todos, e desta forma preferia passar mais tempo trancada no quarto, do quê fora de casa. Era um amigo para quem podia contar, e que fazia da sala menos sombria, com suas histórias infames. Embora muitas vezes, acreditasse que algumas delas fossem falsas, por causa de nosso colega Jackson que sempre gesticulava, que era mentira, quando ele contava suas façanhas.  O colegial foi uma época conturbada mas teria sido pior, se não os tivesse conhecido. Outra de minhas grandes memórias mágicas, ocorreu quando era jovem e rebelde, porém esta não tinha a ver com a escola, mas sim com meu marido. Num sábado qualquer este resolveu sair, mesmo demonstrando que era totalmente contra, e para o seu azar, era casado com uma neurótica, que também era bruxa. Furiosa dancei a canção Mother Earth do Winthin Temptation, com toda minha desenvoltura e ira, concentrando-me nele. Quando chegou, ele me contou que quase não achou a casa de evento, e ao achá-la quase foi morto na hora da roda punk. Não satisfeita, ainda me centrei em seu coração, e imaginando-o bater, comecei a apertá-lo lentamente, deixando-o com uma sensação de frio no peito, mesmo que minha mão estivesse vazia. Novamente não fui até o fim, parei porquê só queria lhe dá uma lição, não acabar com ele para sempre. Ainda sim, mesmo com meus surtos, e as capacidades ocultas mortais, Brendo nunca deixou de me amar, já eu sempre tive o sentimento de que me abandonaria, porquê ninguém me suportava por muito tempo, hora ou outra as pessoas me deixavam, e foi assim que nosso relacionamento afundou. Numa noite também de sábado, combinamos de nos vermos, mas já era tarde demais, e o último ônibus havia passado, por isso não daria para ele ir me ver. Fiquei desolada, como se fosse o fim do mundo, porquê se passou pela minha mente que este era o sinal de que ia acabar, e seria mais um relacionamento fadado ao fracasso. (Neurótica lembra?)  Por esta razão, antes de me magoar, fiz o encantamento para esquecer um amor impossível, e o entoei com todas as minhas forças. Mais tarde...Brendo apareceu, tinha vindo andando de seu bairro até o meu, e eu fiquei feliz em vê-lo. O efeito não foi instantâneo, como pensei, então acreditei na frase dos Padrinhos mágicos "A magia não pode interferir em amor verdadeiro",(Qual é, se usam a mídia para nos doutrinar, por quê não seria real?) e o abracei com todo meu amor. Pouco a pouco a chama foi arrefecendo, o fato dele sempre está ali para mim, já não era o bastante, e com sua mãe, e meu pai tramando para nos separar, a situação estava cada vez mais difícil. Quando chegava em casa, e o via alegre, lembrava-me das palavras de meu pai. "Você quer alguém que caminhe contigo, ou que tenha de carregar nas costas?" E isso me chateava. Todo dia era o mesmo inferno na minha cabeça, e eu enfrentava todos por ele, porquê me achava forte o suficiente, para valer por dois, e que poderia mudar a situação. Então sempre antes de dormimos, lhe explicava que tinha de ir atrás de um emprego, já que não queria estudar, por considerar o diploma apenas um pedaço de papel, ao qual era atribuído muito valor, e me minha mãe já não suportava mais sustentar a nós dois, e era justo, porquê não éramos crianças. Mas em vez de me ajudar, ele só se levantava para ir procurar emprego, quando já não tinha opção, e se tornava muito cansativo, viver pedindo por seu auxílio. Assim como era um moleque, preferia deixá-lo, e colocava a culpa no meu pai, por me pressionar ao extremo.  E eu ouvia minha figura paterna, pois algumas vezes, parecia possuído pelo próprio Satã. Não de forma cruel, mas sim de maneira que me fazia questionar, qual espírito estava em seu corpo. Uma vez lhe disse que haviam me dito para não ingressar na magia, por não ser boa o suficiente, e ele respondeu irado: "Quem ousou dizer isso?!" Como se estivesse totalmente enfurecido. Sendo que meu pai Alessandro, nunca foi a favor da magia, pra ele quanto mais eu estivesse longe do caminho esotérico melhor, já que meu tio Thales havia falecido muito jovem, por ter se envolvido com os mortos. Então se o meu DeuS, era contra meu relacionamento, deveria ouvi-lo, por mais que algumas vezes parecesse mesmo ser obra do Sandro, e não de Satã. O problema foi logo resolvido, pela mãe do meu marido, que lhe conseguira um emprego em outra cidade, que ficava a horas de distância da minha. Não era fácil arranjar trabalho em Macapá, mas outra cidade? Isso não me agradava nem um pouco, só que era tudo o quê tínhamos, então tive de engolir e aceitar. Toda quarta-feira de folga Brendo vinha me visitar, se deslocava de uma cidade para outra, apenas para me ver, e ainda sim meu amor por ele só ia diminuindo. Eu queria mais da vida, queria alguém poderoso e sedutor, não apenas um apaixonado, sendo forçado a trabalhar, por não ter ambição. A relação estava desgastada, e para piorar ele ainda veio me dizer que numa semana passada, tinha conversado com sua Ex Amanda, que fez referência ao fato dos relacionamentos de Brendo terem o prazo de validade de um ano. Eu odiava essa garota, tinha sido sua primeira namorada, era a favorita de sua mãe, a qual vivia trocando nossos nomes de propósito, para defender sua queridinha, que era cristã, então isso me subiu a cabeça. Após ele partir, me envolvi com uma pessoa na internet, e tive um caso virtual, que durou uma semana, porquê não era tão vadia, quanto pensava. Sim, foram só palavras, mas para mim ter dito tais coisas, significava o mesmo que ter a coragem de fazê-las. Significava que já não tinha mais amor, e logo cometeria uma terrível traição, ainda maior que esta. Era hora de dar um fim a tudo. Na outra visita de meu marido, este me contou que em uma das suas visões, me via trocando-o por uma pessoa da internet. O quê era estranho, pois sabia bem como apagar meus rastros, e não tinha deixado evidências. Passava no máximo 1 hora online, quando estava em sua presença, então não tinha como desconfiar. Foi quando me certifiquei de que ele era mesmo um vidente, como havia me dito na nossa primeira conversa. Neste mesmo dia, ele teve uma espécie de surto psicótico, ao me ver diante da tela do notebook, saiu para a cozinha, e começou a bater as portas dos armários, sem parar. Depois voltou para o quarto, retirou o Soul,(seu canivete de estimação) e colocou a ponta do mesmo, sob a minha garganta, com um sorriso macabro, alegando que as vozes lhe diziam para me matar. Entrei em pânico na hora, e abracei o computador portátil, até que o larguei, e comecei a me forçar a chorar, para alcançar alguma parte sua que estivesse sã, da mesma maneira que impedi minha mãe, de me matar a facadas aos 14 anos. Isso pareceu tocá-lo, por alguma razão me sentia muito mais segura no escuro, e isso me levou a apagar luz, e lhe dá as costas. "Se essas vozes te ordenam a me matar, é porquê não são boas para nós" disse-lhe lamuriada, até que me abraçou, e dormimos. Na madrugada me levantei, e lhe contei sobre o caso que estava tendo, ele para minha surpresa, me perdoo logo de cara, e quis continuar comigo, mas eu quis terminar, não achava justo permanecer com ele, depois de enganá-lo. O tempo passou, terminamos, e voltamos, porém agora estava comprometida com uma garota, chamada Letícia, que apesar da distância, era a minha namorada, e não mentia para ela, e nem para ele, estando ambos cientes de suas existências aceitaram os termos, mesmo que para Brendo, fosse triste, já que agora não podia dizer sua frase favorita "Minha. Só minha". Leeh foi uma amiga a distância, de São Paulo, por quem me apaixonei, devido a sua personalidade cativante, e seu jeito doce de lidar comigo. Era a melhor namorada que alguém podia ter, e por ela quase fui expulsa de casa, já que minha mãe ficou furiosa ao me ouvir que agora namoraria meninas. Chamou-me de aberração, monstros, e vários outros insultos. O quê me levou a terminar com a Leeh, bem no dia que a pobre sofreu um acidente, mas ela era tão doce e perfeita, que entendeu minhas razões para findar o nosso relacionamento. 









































































    Capítulo III

    Novas frustrações




    “Verdade, mentira não sei dizer, antes achava ser real. Hoje acredito

    que não passa de uma fábula.”




    Brendo e eu fomos nos afastando. Toda vez que vinha me encontrar, estava namorando uma pessoa diferente, porém nem assim conseguia o deixar ir. Não importava quantos novos "amores" tivesse, não estava pronta para vê-lo sair da minha vida, mesmo sabendo que estava errada. Até que um dia veio alguém, que me ajudou a mandá-lo para bem longe mim.  Seu nome era Diogo, e eu o conheci por obra do acaso. Ele realmente não fazia o meu tipo, pois chorava o tempo todo, era doce, e educado, como um príncipe da Barbie, o único desenho de menina que não suportava. Mas por trás de tanta falsidade, havia alguém que não aguentava mais ser pisado, e estava prestes a explodir, e eu queria muito puxar o pino dessa mina. Não me leve a mal, naquele tempo estava obcecada com psicologia, e ver alguém tão vulnerável, me fez querer estudar a sua condição, e entender o quê se passa na mente de um louco. Precisava de algo novo na minha vida, após cometer um grande erro, e por esta razão, deixei que o único homem que me amava fosse embora. Ele o fez sem pestanejar, e até me ajudou a me conectar com esse estranho, mesmo com todos os sinais indicando que devíamos nos 

    afastar. Pois quando esse garoto começou a demonstrar sentimentos por mim, meu computador parou de funcionar, e como esta era a única maneira de nos falarmos, isso significava que os astros estavam dizendo "não" para o quê viesse. No entanto Brendo era tão bom comigo, que fazia qualquer coisa para me ver feliz, e por isso ia até contra o universo, mesmo que lhe machucasse mais, do quê lhe trouxesse alegria. Um estranho relacionamento se iniciou entre esse garoto e eu, baseado em passar a maior parte do tempo, tentando trazer o seu pior lado a tona, porquê o seu estado normal me entediava. Ele era sempre gentil demais, e gente assim não é digna de confiança, porquê sua bondade é obrigatória, e não genuína, e eu preferia falar com o seu pior lado, porquê me parecia mais sincero. Quando explodia, podia perceber o quanto estava insatisfeito, e falar abertamente sobre qualquer assunto, para entender melhor sua mente tão perturbada. Entretanto quando estava sob controle, parecia um robô, programado para dizer "eu te amo", quando tinha vontade de dizer "eu te odeio". Com o tempo, fiquei tão fascinada pela insanidade de sua mente, que acabei gostando dele, mas de acordo com o próprio, por mais que estivéssemos juntos, ainda estava apaixonada pelo meu ex-marido. Ele acreditava nisso provavelmente, porquê quando se tratava de Brendo, sempre pensava nos melhores momentos, e falava que seu único ponto contra era não ter ambição. Sempre fui o tipo de garota, que só mencionava as razões do término dos relacionamentos, mas com o Brendo, era diferente, pois tinha sido a única pessoa, com que estive por um ano, e ele tinha me dado os melhores momentos, apesar de toda a escuridão em que vivíamos. Não conseguia esconder, o quanto era especial para mim, e isso o deixava furioso, só que eu não sabia o quanto. Até que um dia, ele me fez bloqueá-lo, e eu o fiz mesmo contra minha vontade, para respeitar o código de ética do namoro. Não satisfeito, me fez crer que ele podia ser um demônio, que utilizava suas coisas para me atormentar, e por isso tinha de destruir e me livrar de tudo o quê fora dele, e agora estava comigo. Já deve saber que o fiz, com bastante relutância, não é? E me pergunto até hoje, porquê diabos não deixei aquele babaca, e voltei para o meu grande amor. Como já disse antes, alguém como ele não era digno de confiança, e após alguns meses de namoro tive certeza disso. Pouco 

    a pouco, ele foi me afastando de todos que se importavam comigo, só porquê eram meninos. Primeiro foi o Brendo, depois foi o Bruno, e quando vi fiquei totalmente sem amigos, e não entendi porquê. Com Bruno, ele usou uma manobra diferente, em vez de dizer que era um demônio, me fez crer que estava se aproveitando de mim, e ganhando em cima das minhas costas. Lembra que Bruno escrevia sobre minhas aventuras no mundo mágico? Aconteceu que ele transformou-as numa web série, na qual eu era uma das personagens principais, e assim ganhou grande destaque, tornando-se um sucesso nos blogs de séries. O problema é que antes dele escrever, eu já o fazia, e também estava criando a minha própria estória naquele tempo. Mas se assemelhava mais a American Horror Story, do quê Charmed, então era bem mais difícil de agradar o público. Isso então o fez parecer um oportunista como Claudiane, que sempre roubava minhas ideias, e levava o crédito. Vendo isso os chifres de diabo, cresceram na  cabeça de Diogo, e ele intensificou meu sentimento de desgosto, até me fazer explodir, e afastar Bruno da minha vida de vez. Tudo isso por quê? Por ter ficado uma vez com o meu melhor amigo, logo depois de ter terminado meu casamento. Também tinha um amigo chamado João naquele tempo, e ele era um aspirante a maçom, não só isso, tudo indicava que estávamos ligados pela alma, e este jurava que a ligação era romântica. Meu namorado o detestava, tanto quanto ao Brendo e o Bruno. Só que este era muito mais difícil de tirar do seu caminho, porquê de alguma forma, ele via o seu espírito podre, e por esta razão não queria me deixar em suas mãos. Como se não bastasse todo esse drama, nesta época estava sendo bombardeada por informações do mundo místico, e todo mundo que se comunicava comigo, parecia ficar possuído. Como sabia? Lembra do surto psicótico de meu ex-marido? Ele na verdade foi caracterizado como possessão, por uma bruxa satânica, que me elogiou por ter sabido lidar com isso, e me deixou um enigma, que levei tempo para responder. “Agora entendo. Sua mãe foi apenas o ovo, você sempre pertenceu a Satã.” Ao falar com os possuídos sempre vinham novos enigmas, uns simples, outros não, mas alguns deles chamaram a minha atenção. “Você tem um futuro extraordinário na magia”, “Você é filha de Lilith e Lúcifer”, “Você é a herdeira do Inferno”, “Você é forte por ter luz e trevas”, “Você nunca vai conseguir reinar”, “Você tem o dom de manipular mentes”, coisas assim. É claro que duvidei de ser possessão, acreditava mais que aquelas pessoas tinham sérios problemas mentais. Mas o fato de não terem ligação entre si, e dizerem o mesmo texto, me fez acreditar que podia ter um fundo de verdade, por isso fui até o único bruxo que acreditou em mim. Seu nome era Agnes Farias, um senhor de idade, que estudava magia há muito tempo,  e havia criado uma nova vertente do Satanismo, o Satanismo real, que era destinado a abrir a mente das pessoas, para a verdade de Satã. Ele tinha sido quase como um mestre para mim, e foi o primeiro que deu significado ao meu sonho com Satã. Ele confirmou, o quê estava acontecendo, e isso me mostrou que sim era filha de Lúcifer. Tal coisa me trouxe alegria? Não, nenhuma na verdade, pois a primeira coisa na qual pensei foi “Isso é o ápice da poseragem satânica, serei uma piada se falar nisso.” E depois, filha de Lúcifer? Sério? O CDF do ocultismo, que detesta a massa e seu conteúdo?! Por quê não de Satã? Ele sim é um exemplo de como sou, um nerd descolado, cheio de si! Eu não tenho nada a ver com Lúcifer. Talvez você não entenda o contexto, mas li no manual do Satanista de Lex Satanicus, que Lúcifer e Satã são os gêmeos negros. Então embora muitos confundam e digam que Lúcifer e Satã são o mesmo ser, esta é uma alegação distante da verdade. Aquilo era horrível, e para piorar ainda vivia tendo visões estranhas sobre o paraíso, conhecido como Éden. Via um anjo e uma mulher transando na copa de uma árvore, com paixão e furor, e não sabia o porquê. Também via o inferno, como um reino semelhante a Terra, com a diferença de que continha magia, e estava anos luz a sua frente. E via como minha vida tinha sido lá. Diferente da minha vida neste mundo, ali era querida, popular, e um sucesso na escola de magia, tinha vários amigos, e “pegava” tantos demônios, que fazia jus ao meu título de mini Lilith. Todos diziam que era a cópia perfeita de minha mãe, e que assim como ela seduzia a quem quisesse. Até que um dia me apaixonei, e abri mão desta vida descarada, da mesma maneira que ocorreu com ela, quando se encontrou com Lúcifer. Naquele tempo dava minha cara a tapa, de que estava eternamente casada com aquele mentecapto, e isso me deixava sem reação. Mas apesar de achar tal coisa, uma possuída, irmã por parte de Lilith  chamada Mayara me disse que estava enganada. Só que não a ouvi, porquê achava que ela era afim do meu namorado, e só queria me tirar do jogo. Não tardou para confirmar minhas desconfianças, pois mais tarde essa mesma irmã, me disse que ele era seu noivo infernal, e que eu o tinha roubado na outra vida. Se casamos ou não, eu não sabia, todavia como o desgraçado que ele era, me fez acreditar que sim. De alguma maneira, depois de confirmar que era filha de Lúcifer, fui de mortal inútil para “você é o amor da minha vida”. (O quê uma coroa não faz) Após ser bombardeada com informações, sobre quem era no meio de toda essa loucura. Vieram vários rapazes alegando amor por mim, e tudo no quê pude pensar foi “Só me querem, para subir na hierarquia infernal”. Minha vida virou um inferno, e não tive para quem correr. Foi quando Brendo apareceu na minha porta, o único com quem tinha me juntado, de uma maneira, que jamais poderia se separar. Eu não sabia como reagir, mas também não tinha certeza se o Diogro era ou não, o ser com quem estive por tanto tempo, o demônio que me pegou nos braços em minhas visões. Por isso apenas fui fria, e fiz o possível para que meu ex-namorado fosse embora. Aquilo me destruiu, ainda tinha sentimentos por ele, mas alguém tão conformista como ele, não podia ser o meu marido das visões. É claro que um relacionamento abusivo desses, não durou tanto tempo, em novembro soube que meu lindo namorado tinha me traído com sua amiga, e ainda usou sua insanidade para justificar o ato. Fiquei furiosa e paguei na mesma moeda, porquê sempre lhe avisei, que se fizesse algo assim pra mim, iria me vingar. Só que no momento que beijei o outro cara, quase fui estuprada, e por isso entrei em pânico depois. Por mais chateado que tivesse, e o quanto babaca fosse, ele foi atrás do cara e o ameaçou de morte, e isso me fez lhe dá algum crédito. Nos preparamos então para nos conhecer, mas algumas semanas antes, tive um desmaio, e isso trouxe mais uma revelação. No sonho fui parar em um cemitério, e ali fiquei rodeada de espíritos histéricos, que repetiam sem parar “Morte, dinheiro, e falsidade”. Não entendi o porquê daquela viagem astral, até que aconteceu. Nunca fui boa em lidar com o fantasma traição, como bem sabem, deixei o homem mais perfeito para mim, porquê tinha lhe traído. Então quando estive do outro lado da moeda, só pensava numa coisa: Terminar. Todo dia era a mesma choradeira, seguida de outra tentativa de suicídio, que já não me comovia mais. Só me vinha a mente voltar para Brendo, que tinha sido a melhor pessoa que conheci em toda minha vida, e ouvir as músicas do cd que deixou pra mim, não ajudava nem um pouco. Sentia apenas raiva de Diogo, raiva por tudo o quê me fez passar, e ainda ter que suportar o fato de receber seus chifres, por isso na noite de natal, 2 dias antes de viajar para minha cidade, eu lhe dei um fora, sem pensar duas vezes. Na noite seguinte, sonhei com ele muito magro, me abraçando no escuro, enquanto dizia “por quê está fazendo isso comigo?” e fiquei preocupada. Fui procurá-lo, querendo conversar, não podia deixar tudo o quê passamos, para acabar assim, mas foi como se eu não existisse para ele, e no mesmo dia, meu avô faleceu. Não fiquei chocada com aquilo, estava triste demais, por ser ignorada por alguém que dizia preferir a morte, do quê me perder. Pensava no que tinha feito de errado, para que agora nem lembrasse de mim, e não viesse me socorrer, num momento tão delicado. Cheguei até a acreditar que havia sido vítima de um despacho astral, e ele estava enfeitiçado, assim como no romance Os imortais, que estava lendo, mas nem assim voltou a falar comigo. Me senti sozinha, abandonada, sem suas milhares de SMS por dia, e assim entrei numa depressão profunda, na qual as minhas tentativas de suicídio, se tornaram diárias. Eu não tinha mais ninguém, nem amigos, nem namorado, e os que ficavam por perto, pareciam torcer pelo meu sofrimento. Parece que estava perdidamente apaixonada certo? É aí que se engana, ele criou condições para isso, e o quê me fazia sofrer, não eram os sentimentos, e sim a dependência que se fez ter. O ano de 2012 terminou assim sombrio, e o de 2013 se iniciou ainda pior. Em 15 de Fevereiro, fiz 18 anos, e apesar de ter muitos motivos para comemorar, nesse dia estava desanimada. Parte de mim sentia-se feliz por chegar a maior idade, e a outra parte torcia para que tudo se ajeitasse, e como não era de perder uma festa e bebedeira, resolvi comemorar no sábado, e tratei aquele dia como outro qualquer. O Papa já havia renunciado recentemente, e um raio tinha caído na basílica, no mês que atingiria a maior idade, então nada mais poderia acontecer certo? Errado, como em 11/11/2011, algo veio a tona. Ah não contei? Bem, não é tarde demais! Em 11 de novembro de 2011, sabia que algo grande ia acontecer, já que devido ao meu fascínio por conspirações, tinha lido sobre a importância do número 11 para elite, que significava 1 número a frente de Deus, e minha melhor amiga Vanessa concordara comigo, só que concluiu, que o fato passaria despercebido pelos leigos. Naquela noite adormeci, e então tive um sonho. Era de noite, e havia uma enorme passarela de granito, acima de uma cachoeira cristalina, com um pilar no final. Eu estava com uma túnica ritualística preta, e caminhava descalça em linha reta, até o final da ponte de pedra. Ao chegar no meu destino, encontrava um painel, com símbolos exóticos que pareciam de outro mundo, e de alguma forma eu os entendia. Ajeitava-os em ordem, passando os dedos entre eles, e então olhava para o céu, e via um cometa sair do vazio e voar por ali. No dia seguinte, contei sobre este sonho para a minha mãe, e esta me falou que saiu no jornal, que um astro passou mesmo no céu aquela noite, e não só isso, segundo os estudiosos, este tinha sido igual ao meteoro, que passou pela Terra,  antes do dilúvio bíblico no passado.  Isso sim me deixou surpresa, e me fez questionar, se de alguma forma eu tinha causado aquilo. Como disse antes, esta não foi a única experiência que tive, e foi no meu aniversário que a outra veio a acontecer. Em pleno dia 15/02/2013, data em que fiz 18 anos, um meteorito caiu na Rússia, deixando vários feridos, e servindo como um dos sinais do Apocalipse. Por conta deste fato, alguns satanistas defenderam que eu era mesmo filha de Lúcifer, e de fato o anticristo destinado a reinar na Terra. Isso me deixou animada, era uma prova, quase incontestável do meu suposto destino grandioso, e mesmo que não tivesse ninguém, imaginava que minha vida iria melhorar, pois estava no caminho pelo qual devia seguir, e a mão esquerda logo me reconheceria. No dia que comemorei meus 18 anos, tirei uma foto com os metaleiros, e o brilho dos meus olhos saiu verde, algo quase inumano. Como se isso não bastasse, em março daquele ano fui surpreendida com uma aparição, bem peculiar. Sai com os meus “amigos” para o formigueiro, uma pracinha que ficava atrás da igreja São José, onde os roqueiros se reuniam para beber. Como sempre me sentei num canto afastado dos demais, e fiquei conversando com a Rose. O céu estava nublado, haviam muitas pessoas, e eu estava com o ar de soberania, que só uma princesa infernal tem, pois tinha certeza de que era filha de Lúcifer. A primeira, a inabalável, a princesa das sombras, o anjo que servia o inferno, entre outras bobagens. Um homem de idade, todo vestido de preto se aproximou, usando um hexagrama, e carregando um livro preto. Cumprimentou a todos, com um sorriso, simpático e gentil, enquanto ouvia-se o boato de que era um pedófilo. Por razões mais do quê óbvias, eu realmente odeio esse tipo, mas ainda sim dancei sua música, e fui cordial com ele. Ao tocar minha mão, ele alegou que eu fosse do signo de leão, por ter um espírito muito forte, esta não era a primeira vez que ouvia sobre meu poder espiritual, mas o erro do signo me fez sorrir com pura arrogância. E no momento que meus dentes foram expostos, este largou minha mão, assustado como um cordeiro que acabara de ver um lobo. Por trás das lentes negras de seus óculos, pude ver o pânico se instalar, era como se soubesse quem estava ali, e por não ser uma mortal frágil, ele decidiu fugir. Sem dizer nada, e a passos rápidos, se afastou dali, como quem viu o olho de Sauron, deixando de cumprimentar os demais. Eu ri e me gabei para Rose que viu tudo, mas a aventura não terminou aí. Quando deu 17 horas, o grupo decidiu mudar de lugar, e saímos para a praça da bandeira, quando 3 frades da entidade Capuxinhos chegaram ali. Ao passar por mim, estes evitaram olhar em meus olhos, pareciam temorosos, e seguiram para a igreja com rapidez. Não liguei, afinal de contas eram religiosos, é claro que ficariam assustados, com qualquer um, que não fosse o sinônimo do divino, então segui o meu caminho. Quando escureceu, uma das meninas avistou novamente o grupo de frades, mas desta vez não eram apenas 3, e sim 12 ou 13, que marchavam pela rua como se fossem soldados caçando algo, e este algo certamente era eu. Após este fato me tornei paranoica, pois era muita coincidência, ter muitos frades, no mesmo lugar em que se encontrava a filha do inimigo deles não? E por medidas de segurança, comecei a postar “Se eu desaparecer, me procurem no Vaticano!” Por quê? Oras todos dizem que anjos não fazem mal, ou que as entidades católicas, são apenas para a caridade, mas isso é um fato quase falso. Pois em 1500, quando muitos se recusaram a seguir a fé em Cristo, estes foram jogados na fogueira, sem dó, nem piedade, por entidades que pertenciam a santa fé, ou quando Sodoma e Gomorra caíram no pecado, todos foram aniquilados pelos anjos. O quê significa que eles só não matam e torturam, quem segue as suas regras, e como eu não só não as seguia, como carregava o sangue demoníaco, certamente seria um alvo, numa guerra que estava prestes a começar. Por conta de tudo o quê sabia, e sentia ser real, vivia tendo pesadelos, nos quais um anjo de olhos brancos me perseguia, tentando me destruir a qualquer custo, como se de fato fosse a chave do Armagedom, do qual Agnes havia me falado, mas enquanto um anjo tentava me matar, outro descia dos céus para me defender, assim como quando sonhava com cobra, uma avançava em mim, e a outra me protegia. Nessa época passava muito tempo dormindo, era melhor que viver rodeada de gente, que torcia pra eu me acabar em depressão, por isso tive todo tipo de sonho bizarro, que se possa imaginar, mas isto fica para um próximo livro. Em 13 de julho de 2013, fui ao dia do rock com Rose, ela estava caindo de bêbada, e como cuidou de mim lhe devia uma. Nesse dia, por alguma razão Diogo mandou mensagem, algo que era bem comum naquela época, pois após o término e fingir que eu não existia, passou a aparecer de vez em quando, só para me atormentar. A gente ficou discutindo, não me lembro porquê , mas por causa disso, fiquei tirando e colocando o celular de dentro da bota, até que um moleque veio e o roubou de mim. Mas já era de se esperar, estava longe da multidão, numa construção deserta, porquê Rose não queria vomitar em público. No começo ri, não acreditei que aquilo estava acontecendo comigo, e quando fui ameaçada de morte, corri atrás do assaltante, mas este foi mais rápido naturalmente. Ao contar para a policial, esta me olhou com desdém, como se eu fosse uma menor, que estava infringindo a lei. Não aguentei e gritei com ela, foi preciso que o grupo de meninos com o qual Rose viera, me segurasse, para me acalmar, e no meio da confusão, ainda haviam dois meninos brigando para ver quem me consolava. Mas estava com tanta raiva na hora, que nem liguei. Senti meu corpo pulsar, como se meus pés não tocassem a sola da bota, e fiquei com medo de flutuar ali na multidão, por isso abracei um dos rapazes. Ao chegar em casa, fiquei fora de mim, e gritei com um rugido de leão, sobre ser fraca, chutando tudo ao meu redor. Estranhamente, na hora que surtei, os cães e gatos ficaram loucos, latindo sem parar, como se eu estivesse possuída, e esta foi a mesma conclusão da vizinhança, que mais tarde vim saber, que acreditavam que eu estava com o satanás no coro. Ainda naquele ano houve mais um fato, eram 6 horas da manhã, noutros tempos estaria indo para a escola, mas naquela época tinha me formado no ensino médio, então só estava vagando na internet, procurando por respostas como “qual era meu nome infernal” e se haviam mais pessoas que acreditavam na minha existência. Sim a esta altura, tinha embarcado no trem da loucura, e não ia descer na estação da razão. Pra piorar haviam muitos fanáticos de diversas igrejas, que não só acreditavam na existência da filha de Satanás, como também a temiam. Uns diziam que hoje em dia era velha por ter habitado a Terra, muito antes do homem caminhar por ela. Outros alegavam que era uma jovem, e que quem se casava com ela, trilhava o caminho da escuridão. Mas a que me deixava de queixo caído, era a que falava sobre ela ter sido expulsa do paraíso, pelo próprio Deus, que não queria dividir suas glórias. Por quê me deixava assim? Devido a minha visão do anjo e a mulher copulando no paraíso. Além disso consegui desvendar qual era o meu nome, mas isto será explicado adiante. Em meio a todo este turbilhão de ser ou não ser, algo ainda mais fantástico aconteceu. Numa manhã qualquer, estava diante do meu computador, falando com uma das milhares filhas de Lúcifer, que ao contrário de mim, eram super bem recebidas pelo público satânico, sem muito ânimo, porquê vi que o fato de ser da realeza infernal, não mudaria nada na minha vida, poucos acreditavam em mim, e minha popularidade continuava baixa então de que adiantava ter uma coroa?. De repente a luz começou a piscar, como em um filme de terror, e pensei “ah ótimo, lá vem uma assombração encher o saco!”, mas com um pouco de animação, resolvi falar sobre. Foi quando o sinal caiu, e ouvi o barulho de algo no lado de fora de casa, parecia uma nave especial, e por isso corri para abrir a janela do meu quarto. Para a minha tristeza, não tinha nada lá fora, mas o barulho permaneceu, e me lembrei do O galinho Chiken little, onde as naves podiam se disfarçar entre as nuvens. Se havia ido parar no cinema, é porquê queriam que  a humanidade soubesse, do potencial das naves extraterrestres não? Entrei para o cômodo, e me deparei, com uma esfera dourada flutuando diante de meus olhos. Por incrível que pareça, não surtei, apenas fiquei fascinada pelo fato e sorri. N9 entanto, assim que percebeu que estava sendo vista, a bolha de energia foi rapidamente para a parede, e então desapareceu, deixando tudo normal outra vez.Na semana seguinte, fui para o meu primeiro estágio, pois precisava de dinheiro, para ajudar na casa. Era 14 de agosto de 2013, e o dia foi estranho do começo ao fim, naquela noite sonhei que fugia de um lugar semelhante ao cenário do primeiro jogos mortais, e ao escapar me deparava com a rua de minha casa, onde recebia uma facada no útero, mas não sentia dor, apenas me dissolvia em energia até desaparecer. Acordei sem vontade de ir para o trabalho, e como minha mãe na maioria das vezes dizia sim, para o quê eu pedia, pensei que fosse me deixar ficar em casa. Para minha surpresa, ela não deixou, e fui para o escritório do jornal, do qual o amigo de meu pai era o dono. Lá foi interessante, até divertido, e senti que devia voltar, pois queria seguir a área do jornalismo, para expor estes fatos estranhos na mídia, e abrir os olhos dos mais céticos. Só que quando cheguei em casa veio o abalo, logo que entrei na ladeira, vi que houve um incêndio, e brinquei com minha mãe dizendo "Desta vez não fui eu.", já que neste tempo, toda vez que ficava furiosa, algo pegava fogo do nada, o quê fazia eu me sentir uma verdadeira mutante da geração X. Todavia da mesma forma que o sorriso brotou, ele foi derrubado, quando notei que a janela de casa estava aberta, até briguei com minha mãe, lhe dizendo que tinha esquecido, mas esta percebeu logo, que sofremos um assalto. Outra vez fiquei fora de mim, sai chutando a porta, e quando o marginal do meu vizinho passou por mim com o ar de satisfação, quase lhe desferi um golpe. A porta foi fechada por dentro, e quando abrimos, apenas o meu quarto estava revirado, totalmente bagunçado cheio de sacolas, e vazio. Meu primeiro pensamento foi "levaram meu notebook! Justo onde estava digitando o meu livro, e onde tinha metade da minha vida!" Fiquei em choque, e quando fomos a polícia registrar o roubo, tudo se tornou ainda mais esquisito, pois eles pareciam zumbis, programados para agir de uma maneira robótica, sem qualquer consciência. Citei sobre o tal incêndio da casa de baixo, e a única resposta que tive foi que ele não foi criminoso, e quando a perícia chegou, concluiu que o roubo ocorreu sim, na hora que a residência da vizinha pegou fogo. Minha fé em Lúcifer foi totalmente abalada, me senti só e desprotegida, como nunca antes, e isso me deixou mergulhada em trevas. Naquela tarde, tentei entrar na minha conta Carry Manson do Facebook, onde tinha uma página, que estava a crescer, tanto pelos meus contos, quanto por minha vida real, mas a senha foi alterada, e me tornei um fantasma virtual, como se nunca tivesse existido. Sim, tudo no mesmo dia. Após perder tudo, tive de recomeçar do zero, e passei a ler mais, tentando usar o fato da forma mais positiva que pudesse. Criei uma nova conta, e continuei a expor minhas visões, porém parte de mim ficou temerosa, pois tinha me envolvido com algo muito sério pelo visto, e provavelmente sabia mais do quê deveria, e queriam me calar. Pouco tempo depois minha fé foi restaurada, porquê ás 19:15 da noite, o meu professor de balé foi preso, com exatas 11 acusações de abuso, e mandado para o pior presídio do Estado, e assim soube que Lúcifer ainda estava ali por mim, pois me trouxe a justiça, que o povo de Deus, passa anos e anos esperando, mas nunca vem, e as vezes o cara ainda é perdoado por se converter. Ainda neste ano, tentei realizar meus sonhos, e comecei indo para a aula de canto, pensando ser a rainha soprano, até ser descartada e taxada de mezzosoprano lírico. Por quê é relevante? Bem porquê quando voltei da aula, minha mãe viu fantasmas. Era sábado a tarde, e ela me pediu para comprar pão, fui até a padaria, e quando voltei, esta me disse que tinha visto um homem torturando uma mulher, na janela da cozinha, e achava que isso se dava, porquê meu professor impôs que cantássemos um hino de igreja, mas ignorei. Até que no domingo a noite, passamos por um carro, e este ligou os faróis , admito que fiquei com medo, e deduzi que tinha alguém no carro, até que minha mãe me empurrou, e vimos que não havia ninguém ali. Pouco tempo depois de ter sido transformada num pó virtual, saiu nos jornais que os E.U.A estavam vigiando o Brasil, e todos ligados a presidente Dilma, o quê era estranho, pois vivia tendo sonhos com ela, nos quais esta vinha na forma do cavaleiro guerra e conversava comigo, e eu contava a minha mãe, que ficava de queixo caído, e acreditava em mim, o quê me dava forças para evitar remédios, apesar de achar que estava a beira da loucura. E o quê me fez duvidar ainda mais da minha sanidade, foi esse fato que contarei a seguir. Eram 18:30 da tarde, meu quarto estava todo escuro, quando me deitei, e ouvi o Apocalipse sendo recitado por várias vozes, de forma tão perfeita que não parecia vim de mim, eles mencionavam sobre a Marca da Besta, e eu não sabia porquê, até que contei a uma amiga, e esta me mostrou a imagem de um contrato, assinado pelo Barack Obama, onde este aceitava o chip 666 mondex no país, que era um apetrecho tão pequeno que servia para colocar na mão ou na testa exatamente como nos textos bíblicos. Foi quando passei a me dedicar aos estudos da bíblia, percebendo que estávamos mais longe do quê eu pensava. Achava que o Apocalipse se iniciaria logo, não que já estava acontecendo. Não sei porquê ouvi essas coisas, justo quando a marca foi instalada, mas sei que tem alguma razão para isso, e não é a loucura. Neste ano me perdi de vez, não via com quem contar, não tinha bons amigos que me entendessem, e os que ficavam ao meu redor, sempre "curtiam" ao meu sofrimento. Por isso me tornei cruel e dura, e desta maneira quase perdi para todo o sempre, o amor da minha vida. Estava tão entorpecida pelo veneno destilado por Diogo, que nem sequer via, que tinha alguém que de fato me amava. Era um dia de maio, quando eu e Brendo voltamos a nos ver, e dormimos juntos, mas o clima não foi de romance no fim das contas, pois no dia seguinte lhe disse a seguinte frase: "isso não quer dizer que te amo, nem que vamos voltar!" e este partiu sem dizer nada. Não achei que o machucaria tanto, porquê para mim, ele já tinha aceitado o nosso fim, e aquilo era uma recaída, mas hoje acredito que foi o pivô de sua destruição. Dando continuidade aos fatos, lembra-se do ódio mortal que senti do menino que roubou meu celular? Bem, ele foi tão grande que me fez lhe ameaçar de morte por sms, deixando

    claro que não sabia com quem estava se metendo. E alguns meses depois em outubro

    daquele ano, cheio de fatos incríveis, houve o grande incêndio do maior ninho de bandidos

    de Macapá, o bairro Perpétuo Socorro. Lugar que por coincidência se localizava a igreja favorita de minha mãe, e foi nesta que ela fez a promessa, de me colocar um sobrenome

    ridículo, por causa de um "milagre". É, minha vida tem mais eventos paranormais ainda, e estes ocorrem desde que nasci. Enfim praticamente o bairro inteiro pegou fogo, e as chamas eram tão intensas que teve uma repercussão nacional. O quê me deixou por um lado feliz, pois me senti vingada, e temerosa porquê alguém estava atraindo os holofotes exatamente para onde eu morava, e eu não queria ser descoberta, não pelo inimigo, não sem guardas demoníacos para me ajudar. Depois desse fato houve outro, eu e minha mãe brigamos por religião, porquê esta uma vez puxou uma faca de carne para mim. É impossível esquecer, era véspera da  véspera de natal, eu tinha 14 anos, e estava animada para a data, imaginando como seriam os cartões virtuais dos meus amigos obscuros. Seus olhos ficaram  amarelos, bem claros, e ela pulou em cima de mim, sem eu sequer lhe provocar, me chamando de monstro, de demônio, e tentou me matar. Eu só sobrevivi, por ser muito boa em manipulação de pessoas, que são excessivamente emocionais, além de ter tido tanta adrenalina, que fui capaz de lhe imobilizar com facilidade. Do contrário hoje não estaria aqui, contando a história, como resultado houve um desastre num evento religioso da nossa cidade, e alguns se

    foram.  Como sempre, toda vez que eu estava por perto, ou remotamente envolvida, algo bem devastador acontecia.  O ano de 2013 terminou com todas as desgraças, e o ano de 2014 se iniciou diferente dos outros. Em janeiro daquele ano, sai com um rapaz, que era tão conspiracionista quanto louco, e logo nós começamos a namorar. Nosso primeiro encontro foi inesquecível, porquê mais uma vez fui assaltada, mas desta vez foi ainda melhor, porquê enfrentei o assaltante, e se meu pretendente Reginaldo não me puxasse, teria tomado uma facada na garganta. Mas o relacionamento não durou nem uma semana, porquê o idiota do meu único amigo Raphael, que estava tão na pior quanto eu, porquê tinha magoado a minha melhor amiga Magnólia, resolveu se declarar, e como eu já estava gostando dele desde novembro de 2013, fiz o quê meu coração mandou, fui sincera com o meu par, e terminamos numa boa. Meu coração era burro, ele não gostava tanto assim de mim, e já era de se esperar. Viramos amigos porquê depois de tanto pegar no meu pé, por eu dizer a Maggy que ele devia respeitá-la, viu a chance de se reaproximar da ex maravilhosa que perdeu, mas infelizmente na mesma época nós perdemos o contato, porquê devido a minha obsessão com o fato de ser filha de Lúcifer, acabei brigando com Maggy por ter mais destaque que eu, mas antes  fiz de tudo para que voltassem, achando que ele tinha mudado, e estava pronto para um recomeço, com a melhor pessoa do  mundo. Como não restou mais ninguém, a

    gente se aproximou, e com ele conheci umas novas bandas bem legais de rock, além de conhecer o autor literário mais perfeito do universo Howard Philips Lovecraft, o

    autor de O chamado de Cthulhu. Aquele que deu origem a ficção científica, envolvendo aliens, com uma obra que influenciou na criação do filme Doom a porta do Inferno, e muitos outros que seguiam a mesma temática. Fora isso, era um tremendo babaca, dava em cima de todas, e vivia tirando onda comigo, então foi outro relacionamento curto. Como tudo deu errado em 2013, não vi outra escolha senão entrar na faculdade, e escolhi Ciências Biológicas e Enfermagem, mas só passei para o primeiro, em 11° lugar. As aulas começaram, e logo no primeiro dia, me deparei com um nerd, que de imediato me atraiu, mas como não sabia qual era a dele, evitei seus olhares. Na hora de responder o porquê da escolha do curso, eu disse logo que estava ali, para estudar a vida alienígena, sem me importar se viraria a "louca dos ets" afinal de contas, não conhecia ninguém, então não tinha nada a perder. A minha resposta foi a melhor na qual pensei, pois seria pior dizer que graças a panspermia cósmica, não cometi suicídio. A esta altura tinha novos problemas para resolver, como provar que não só filhos de demônios e anjos existiam, como também podiam ser encontrados através dos genes, e enquanto lutava para ter sucesso, minha nova irmã de Lúcifer e Lilith Gabriela, o obtinha sem mover um dedo. Será que o segredo está na idade? Quanto mais jovem mais chances de brilhar? Bem não sei, mas admito que é o quê parece. Pra piorar, ela vinha se destacando tanto, que era impossível não sentir raiva, pois até os meus amigos a admiravam. Outra vez alguém mais jovem, roubando o meu lugar, então não andava lá muito feliz. Certo dia o garoto que achei bonitinho, levou uma revista sobre os vilões, e por esta razão me aproximei. Descobri que seu nome era Thiago, e falei sobre ir pro curso, para poder dissecar sapos, e ele me mostrou que dissecou um rato, ali me apaixonei. Nós começamos a conversar, e o fato de ser tão inteligente me deixava fascinada. Que belo intelecto, que bela pessoa, será que tinha tirado a sorte grande? Claro que não, ou então hoje em dia não seria casada outra pessoa. Mas voltando , ele parecia está na minha também, vivíamos grudados, e uma vez acho até que tentou me beijar mas desviei, por medo, por fidelidade a Raphael, ou sei lá o quê. No entanto dei uma festa, bebi demais, levei um fora dele, e isso terminou comigo me cortando no pescoço. Eu sei, parece que não tenho maturidade, só que foi mais uma coisa que deu errado, e pra piorar as cartas de tarô que sempre acertaram sobre meus fracassos românticos, pareciam ter errado sobre o meu sucesso no amor. Não tive cara para reagir, só soube mais tarde que ele confessou a minha mãe, que gostava muito de mim, e não queria que eu fizesse isso. Depois veio falar comigo, e as coisas foram ficando estranhas, na semana seguinte soube que não ficou comigo porquê tinha namorada, pior sua namorada era amiga de uma das minhas melhores amigas, a Adriana, e eu a conheci. A menina foi  gentil comigo, e nos demos muito bem, me senti culpada, e por essa razão decidi ir me afastando. Quer dizer se a garota fosse uma megera, iria lutar até tirar o cara dela, mas alguém tão gente boa, não merecia isso, logo voltei pro Raphael, com quem tinha terminado para não trair. Algum tempo depois da festa do desastre, ele e a namorada terminaram por algum motivo, se não me engano, problemas com o horário, e como Raphael era um idiota, novamente fui a luta, mas as coisas ficaram estranhas entre a gente, ele parecia cada vez mais próximo de sua amiga Creuziane, como se estivesse apaixonado por ela, e suas ideias toscas sobre ateísmo, pois se tornou ateia apenas porquê Deus, não lhe deu nada do bom e do melhor, para piorar mais suspeito ainda, notei que meu livro de magia negra de São Cipriano, foi marcado na página "como obrigar alguém a te amar", e isso me fez questionar se ela não o enfeitiçou. Novamente fiquei sem amigos, a popularidade, estava relativamente em alta, só que pra mim não era o suficiente, e foi assim que fiz amizade com Késsia, uma evangélica, que além de bonita, era uma CDF de primeira que me ajudava com minha autoestima.  Porém vez ou outra ainda via o menino e seu grupo, que não parava de crescer, só que ele me fazia de trouxa tipo 100%, por isso fui criando raiva, mas não me afastei por completo. Levou tempo até entender que a Creuza, não o enfeitiçou, mas sim deve tê-lo envenenado dizendo que provavelmente eu o fiz, afinal de contas todos sabiam que eu era satanista, e por isso esperavam o pior de mim. A faculdade virou um inferno, era um joguinho chato, que não dava para suportar de maneira alguma, porquê enquanto eu falava que era filha de Lúcifer, e tinha muito a ensinar a este mundo, como uma princesa alien, ele preferia a mulher do "foda-se Deus e o sobrenatural que faz parte dele!". Falei, falei, fui insultada de burra, até que resolvi me calar, as pessoas creem no que bem desejarem, e se querem ser idiotas, que sejam. Achei que nada podia piorar, já tinha cometido grandes falhas, me apaixonar por um idiota, ter ido pra casa de um estranho, onde quase participei de uma orgia, depois de ficar com as garotas, ter dormido com o dono da casa, ter dormido com o namorado, da sobrinha da minha tia, e por fim ter partido o coração de um rapaz, muito legal que se chamava Fabiano. Ele é marcante porquê graças a sua forma de agir perante a minha traição, mesmo sem ter certeza que a gente estava num relacionamento, percebi que estava me tornando uma vadia fria, e não me senti nada bem com isso. Queria mais da minha vida, do quê me tornar uma Claudiane Kelly, por isso senti um alívio, quando Brendo reapareceu, e estava namorando. Todas as minhas amigas falavam que ele não tinha

    me esquecido, mas o fato de está com alguém, provava o contrário. Agora podíamos

    ser amigos, como teria acontecido, se Diogo não tivesse interferido, eu podia lhe pedir desculpas, pelo mal que causei, e tudo iria dá certo, até me ajeitar com alguém também. Só

    que quando testamos essa amizade, as coisas ficaram fora de controle, ele tentou se afastar

    , mas me aproximei, até beijá-lo de surpresa, o pior é que foi ótimo, teve ardor e magia, e por

    esse encontro de bocas, toda a minha perspectiva mudou. Na semana seguinte tudo no quê eu pensava era em voltar com o B, ele sabia que eu gostava de Thiago, mas aceitou me ajudar quanto a isso. Houve uma nova reunião na minha casa, dessa vez com vinho e um cigarro de maconha, esta era a terceira e última vez que fumaria isso na minha vida, as outras ocorreram na faculdade, junto da minha paixão platônica. B e eu voltamos, e de alguma forma, tínhamos uma química inegável, que dava inveja nos mais próximos. Quem eram os convidados? Creuziane, Thiago, e o resto do nosso grupo, e o ciúme daquele que segundo o mesmo, só tinha desejos carnais por mim, era bem evidente. Ele tentava se aproximar, e eu só jogava meu charme, não queria ferir a ninguém, mas também estava cansada de ser pisada. Nesta noite houve algo que nunca antes tinha acontecido, de alguma forma eu acabei no meio dos meus possíveis pares. B estava confiante, até mesmo conversava com T, que estava claramente inseguro, e eu me sentia no topo. Até que fui pra fora de casa fumar um beck, e fiquei abraçada ao B, T viu, e seu olhar de fúria foi tão perceptivo, quanto o brilho de uma estrela a noite. Este me encarou, eu sorri com muita satisfação, e ele tentou literalmente me queimar viva, tacou fogo no meu cabelo. Mas a noite não acabou aí, Creuza vendo que eu estava ganhando terreno, tentou levá-lo embora mas o garoto não queria ir, como se quisesse ter certeza de que B fosse embora antes. Só que como Creuza, é uma papa anjo como minha mãe, ela sabia como virar o jogo, ela era a carona dele, por isso ameaçou ir embora, e quando todos foram nem me levantei para abraça-lo. Foi épico, e naquela noite eu ri muito ao lado do B, porquê conquistei uma vitória bem ao estilo Carry the Devil. Porém não deu em nada, a não ser no fato de T, começar a demonstrar mais os seus sentimentos, sem confessar alguma coisa, e vendo que isso irritava um pouco o B, fui deixando de ir as aulas. Pra uma coisa que era meramente carnal, ele agia bem diferente do padrão, e acho que cheguei perto de ter algo mais, porém desisti no último minuto. Já tinha tido muitas lutas como essa, por amores que não valeram a pena, por isso resolvi acabar de vez, com esse sentimento. Pouco a pouco fui sumindo da faculdade, até tomar a decisão de abandonar de vez, porquê não tinha mais jeito. Eu joguei, foi divertido, todavia só valeu a partida, pois no fim das contas ninguém venceu. Ele me perdeu de vez, mesmo demonstrando que quisesse que eu ficasse, voltou com a ex, terminou com a ex, me procurou no Facebook, mas eu o recusei depois de muito deliberar. Eu e B voltamos, tentei parecer feliz, mas não me sentia lá muito realizada. Ele agora era mesmo o babaca que havia me dito, que se tornara por causa da sua ex Késia
    . Graças a ela, segundo o mesmo, ele agora tinha dormido com quase que a cidade inteira, tudo porquê esta se recusou a ir pra cama, e disse que esperava o pior dele. Eu não me importava, achava que o amor de B era maior por mim, e que não me sacanearia, com a primeira que aparecesse. Afinal de contas sexo não era um problema, e nenhum cara  topa te ajudar a por ciúme em alguém, se não gostar de você de uma maneira diferente não é? Acreditava que Brendo, era o tipo de pessoa que ia até o fim do mundo, para me buscar um remédio, caso estivesse doente, por isso seu passado não o condenava. Passei muito tempo, presa a esta paixão platônica sem futuro, tentando me ajeitar com o B, pois achava que ele sim me amava, porquê já tínhamos um compromisso, estava registrado, todos sabiam, ele tinha me assumido, então por quê perder tempo com uma pessoa, que não teve essa coragem? Nessa época, conheci novas pessoas, e por conta do meu histórico escolar da noite, todos me conheceram pelos elogios dos professores, que me consideravam muito inteligente. Primeiro me juntei a Anália, mas a amizade não deu certo, porquê ela me trocou por Larissa, a melhor amiga de Nicole, que vivia pegando no meu pé, por praticamente respirar, e esbanjava popularidade, coisa que para Ana, era claramente mais importante do quê me ter por perto. Nicole ficou sozinha, após Ana dá um jeito de separar as duas, e como eu não tinha valor, nos tornamos amigas. Tudo estava muito bem, até que finalmente com a ajuda de Larissa, consegui tomar a minha decisão sobre ficar com um ou lutar pelo outro. Disse "Não importa se o T é gato, é o Brendo que me ama de verdade!" E por uns meses fui feliz por ter o B por perto, porquê ele me fez voltar a gostar

    de anime, de jogar, e enfim me achar outra vez. Até que no ano seguinte aconteceu, a pior coisa de todos os tempos da minha vida, uma semana antes do meu aniversário em 2016 ás 15:40 da tarde, eu fui ver suas mensagens, e descobri que ele andava arrastando uma asa, para uma tal de Thaís Andréia. Você não diz "tenho saudade de quando me mordia, pois faz tempo que não o faz" para uma amiga. Nem que assiste um anime romântico com sua namorada, e lembra da amiga, porquê deu para o seu par o mesmo apelido que pertence a ela, no caso Kuriyama Mirai. Você não a chama para ir ver um filme, sozinho com ela, se não quer transar. E por fim você não diz que sonha com ela, em vez da mulher da sua vida. Aquilo me devastou, tanto que lembro do mês, ano, e hora, que aconteceu.  É, se você pensou que vilões podem ser felizes, está bem enganado, as coisas sempre dão errado pra gente, e aqui não é diferente. Eu abri mão do Thiago, e dos pretendentes da reserva, ele não. Se for homem, deve está feliz por ver minha desgraça , porquê provavelmente alguém também partiu teu coração, mas vai ver que com mulher, jamais deve dá o troco. Primeiro fiquei tão fora de mim, que eventualmente quebrei o amado PC dele. Segundo o expus para todos que o achavam o máximo, e por fim fiz da sua vida um inferno. Porquê comigo não se brinca, ou joga o meu jogo, ou morre. Infelizmente numa vez que ficamos em paz engravidei, e como no dia que tomei a pílula do dia seguinte, bebi vódica, o efeito foi cortado, e assim fiquei com um barrigão, e um evidente chifre na cabeça. Nesse tempo, eu voltei a falar com Diogo, porquê assim como Kuriyama fazia o B se lembrar da Thaís, o novo Flash da DC era a cara dele, e eu queria muito me vingar. Entretanto Diogo era tão doente, que queria que eu abortasse, sendo uma gravidez que ao contrário das outras vezes, foi confirmada, e mesmo odiando está grávida de um tremendo filho da puta, não queria matar uma criança inocente. Que ele tinha me enganado e manipulado tudo bem, mas pedir pra destruir meu bebê era demais, por isso desde então cortei todos os laços de vez. A gravidez era horrível, vivia em hospitais, sofrendo com dores muito intensas, de parto prematuro, mas por alguma razão o bebê ficava protegido. Torcia pra ser um menino, porquê sabia que se fosse menina, a história da Menara se repetiria, e eu perderia todo o amor de todos. Como sempre, como minha vida é uma merda gigante, o sexo do bebê era feminino, e por isso muitas vezes odiei carregar esse ser dentro de mim. Outras vezes superprotegia, e conversava, mas na maior parte do tempo, só pensava que ia roubar meu lugar, assim como a Menara fez, e todas as outras jovens depois dela. Em meio a esse inferno , ainda tinha que conviver com a dúvida se tinha sido traída ou não, bem que fui traída é óbvio, mas precisava saber se tinha sido como com Késia. E por falar nessa puta,  descobri que B não era tão ruim como namorado pra ela. Sempre falava bem, e o medo que tinha de perdê-la, enquanto que de mim, só falava que estava comigo pra suprir sua carência e por sexo. Uma vez ele falou que quando voltou comigo, não me amava mais, não acreditei até ver com os meus próprios olhos. É cara, comigo as declarações eram toscas, ele fazia como Raphael, me xingava de menina chata, e com ela era te amo pra sempre minha centelha de felicidade. Então fica a questão...Quem ele amou mesmo? Exatamente, ela, só que não assume, como se fosse crime dizer que você amou mais a quem mais se dedicou. Isso me deixou bem puta, daí ele tentou se desenrolar, dizendo que fui mais importante, porquê o quê fez por mim, não se comparava ao mínimo que fez por ela. Ah nossa, fez muito, falou mal de mim, não teve um pingo de respeito, e ainda pôs uma foto de perfil ridícula com ela. Com certeza, ai que amor. Segundo ele, ela só se tornou gótica, porquê eu era gótica, e gostou do meu estilo, adotando-o como se fosse uma cópia barata de mim, e que enquanto estava com ela, dormia ouvindo minha canção chamada Suicida. Ah que prova de amor! Uhul ele guardou a merda de uma canção idiota! Grande coisa! Minha filha Ravenna Thayla nasceu, e por um tempo me senti realizada com seu nascimento, até perceber que de fato ela veio pra roubar o meu lugar, e me afastar dessa ideia estúpida de ser mãe. Minha mãe me jogou logo 4 pedras, porquê não quis amamentar, devido ao fato de meu peito está em carne viva, e muitas vezes falou pra eu colocar a menina pra adoção. Algo que me deixava irritada pra caramba, como se não me bastasse o chifre, ainda tinha que ouvi desaforo, sobre ser uma péssima mãe. Eu estava tentando, fingindo que estava tudo bem em não ter mais os holofotes, só que nada do quê fazia era bom o suficiente, e pra piorar Nicole ficava dizendo que a minha filha seria apegada a avó, que lhe dava mais cuidados, do quê a mim, porquê eu estava claramente despreparada. Era fácil falar tudo de ruim, afinal de contas ser mãe era o sonho dela, e por isso o fato de me manter afastada da bebê, era visto como um crime, mesmo que eu a alimentasse, desse carinho, e lhe protegesse. Sim, nunca foi a minha vontade ser mãe, bem nunca é um forte exagero, mas naquele tempo certamente não o era. Diogo destruiu meus instintos maternais, quando veio dizer que se tivéssemos um filho, este seria mais poderoso que nós dois, e por esta razão deixei de sequer pensar no assunto. Já tinha provado a sensação de ser dona de um pequeno reino, e perder tudo para a próxima geração, e não desejava ter um pouco mais disso. Infelizmente gerei um ser na minha barriga, e os deuses disseram sim para a sua vinda a Terra, então não tive escolha se não ser mãe. Porém se coloque no meu lugar, eu me vi sempre ficando para trás por causa do novo, e fui doutrinada para acreditar que "as crianças são o futuro" , não foi fácil manter essa decisão. Como se não bastasse ainda tinha o fantasma da minha prima, atormentando a memória, com aquela cena clássica de um filme de terror, em que eu por pouco não a matei. Não me sentia segura, com a ideia de manter o bebê perto de mim, só me via cometendo atrocidades, e por medo de machucá-la, preferia deixá-la com a avó, que certamente só tentaria matá-la, quando esta crescesse, e seguisse meus passos. Ninguém me entendia, com exceção do Brendo que ficava ao meu lado, e me defendia dos ataques da minha mãe, porquê sabia o quê eu estava passando, e não queria piorar a situação, mas ainda sim eu o odiava, estava dividida entre amá-lo e desprezá-lo, e isso me enlouquecia.Já cansada de meus surtos, resolvi ir ao psicólogo, não aguentava mais tanta tristeza. Lá recebi o apoio, e fui encaminhada para a psiquiatria, porquê como já deve imaginar, o meu caso é grave, tenho uma depressão profunda. É, também fiquei surpresa, achei que tinha personalidade esquizotípica, mas não, e olha que falei sobre tudo, principalmente sobre defender que os deuses são aliens. Fui a vários médicos depois disso, e me conectei profundamente a Anelise, uma  psicóloga, que me ajudou a perceber que só atraio destruição pra minha vida, quanto pior, melhor, pois assim me dá coragem pra acabar de vez com tudo. Ela está certa, todo relacionamento me leva para o fundo do poço, sendo um relacionamento ou platônico, quanto pior, melhor. Já exausta de ficar em duvida, fui atrás da amante fixa de Brendo, Bruna , descobri se ele tinha me traído com ela, mas tudo o quê soube é que ele se sentia culpado por trair a Késia. Fui atrás dessa sirigaita também, mas a mesma disse que nunca ouviu falar de mim, e me tratou com  ignorância por ser a vagabunda que é, rindo da minha desgraça, como se me odiasse, mas concordávamos numa coisa Brendo era um mentiroso. Tentei falar diretamente com o pivô disso tudo, mas nunca dava certo, até que um dia Brendo foi pra Goiânia procurar emprego, e me conseguiu um encontro com ela. Eu a conheci, numa praça pública, conversamos bastante, e fui bem direta sobre a traição, mas esta demonstrou que não aconteceu, tudo ficou no campo da emoção, o quê não isenta ninguém de culpa. Era fácil saber quando estava mentindo, pois ficava bem nervosa, sabia disso porquê quando falei sobre gostar do Brendo, ela negou repetidas vezes, e desviando o olhar, como quem comete um pecado. Só que sobre traição parecia ter a sua consciência tranquila, falou até que gostou mais de mim, do quê da vadia ladra de legados, e juntas chegamos a conclusão de que B, a manteve por perto porquê se assemelhava muito a mim no passado, quando era muito mais satisfeita com a vida, e só a deixou lá para substituir o vazio, que eu deixei em sua vida ao ir embora. Ela até falou que eles tinham conversado depois de muito tempo, e que nunca o tinha visto gostar tanto assim de alguém, e que se ele pisasse na bola comigo, era para lhe dizer pra ela tacar uma pedra nele. A menina era gente boa, senão fosse o fato de ser amante do meu marido, teríamos sido amigas facilmente. E tudo pareceu se resolver, assim também fiz as malas, e viajei para Goiânia, com a intenção de deixar o passado no seu devido lugar. Todavia é impossível, não dá pra construir nada, num lugar em completa ruína, porquê o passado sempre vai contar, pois sem passado não há presente.














































    Capítulo IV

     “Como lidar com os fantasmas do passado, se eles parecem mais vivos do quê eu?”




    Antes de ontem, enviei uma carta a Késia na qual tomei o cuidado de lhe expor, e destruir sua mentira descarada. É claro que a odeio, tanto quanto a Claudiane, ou Anália, e as tantas outras que apareceram na minha vida, apenas para estragá-la. Falei toda a verdade, como esta é, e a bloqueei porquê meu único objetivo, era trazê-la para o meu Inferno particular. Citei o fato de quê as fotos dela são parecidas com as minhas, e o estilo também, e que isso só começou, depois que namorou o meu marido. Falei que era estranho carregar um nome com K que se parece tanto com o meu pseudônimo Carry, e que foi mais esquisito ainda adotar o  sobrenome Marques, sendo que antes usava o Brandão, que tanto lembra o Manson, meu sobrenome falso, e que eu vim antes dela. Falei que até o Brendo lhe chamava de cópia barata de mim, e que se não sabia sobre minha existência, por quê então dizia que tudo que era romântico, ele postava para outra pessoa? Citei o fato da música que B ouvia, entre outras coisas como só conseguir declarações românticas por fechar as pernas, enquanto que eu tinha ido pra cama com ele, e o mantive por 8 anos. Tempo que é contado até como a época, em que estiveram juntos, mas fui a amante, porquê não o queria de volta. Enfim disse tudo o quê pensava dela, sem esquecer nada, deixarei a carta nos anexos, e você pode ler depois. Meu objetivo foi concluído, como a bloqueei, ela veio atrás de mim, através de um fake, acho que do namorado, e a única coisa que soube dizer foi que sou covarde, e não tem medo de mim. Deveria ter querida, porquê sou uma jovem autora, com muito talento, e logo serei famosa o suficiente pra seu noūme ficar na boca do povo. Eu fui traída, mas tudo bem, porquê ele não dormiu com ninguém, só que ela levou tanto chifre que o namoro, mais parecia um carnaval. Sei que fiz o certo, a carta ácida foi perfeita, o suficiente para deixá-la tão irritada, que arranjou meios de revidar, sei que doeu, doeu tanto que precisou se defender. Pena que quando se vende milhares de cópias da sua vergonha, não dá pra esconder, como se fosse tudo perfeito, porquê já é tarde demais. Tenho noção de que estou me expondo, e desmascarando muitas pessoas com essa biografia, e sinto prazer em mostrá-los, para que assim percebam o quanto vocês, que fingem ter a vida perfeita, são piores do quê eu, e olha que sou satanista.  O problema é que não me sinto bem, eu quis machucá-la, porquê além de ter dela tudo o quê eu queria, teve a audácia de mentir para mim, sendo que a verdade está ali, estampada no seu Facebook, e quem me conhece há anos vai perceber. Eu sou a rainha dark Barbie de Macapá, não ela, nem nunca será. Parte de mim, se sente revigorada por colocá-la no devido lugar, e a outra parte nem sequer quer lutar. Não vale a pena lutar, porquê ela é uma cópia do Diogo mal, ou “Lord Dark” como ele se autodenominava. Vai sorrir e atacar sem parar, porquê no fundo se sente destruída, e acha que se fazer de forte vai disfarçar a sua dor. Sei bem como é, já convivi com alguém assim, e acredito que quanto mais mente pra si mesmo, mais isso te corrói, e te faz se sentir culpado. Ela e ele são claramente almas gêmeas, seria lindo se por acaso se encontrassem, se juntassem, e acabassem se destruindo. Eu poderia providenciar esse encontro, mas sinceramente, sei que o destino cuidará disso, e não vai demorar tanto. O problema é que as mentiras dela, me fazem duvidar duas vezes mais de Brendo, que jura que ela só faz isso, porquê tentou me substituir e não conseguiu. Mas duvido muito disso, porquê se foi assim, eu ganhei no fim das contas, afinal ele está comigo, e segundo o mesmo, e todos ao meu redor ele é louco por mim. Há novas informações que talvez façam sentido, sobre porquê ele supostamente me traiu com a outra Thaís, só que ainda não consigo processar isso. De acordo com a conversa que tive com meu marido, pude perceber que ele ficou bem chateado comigo, não tanto pela traição na web, e sim pelo fato de ter partido com Diogo, e ainda ter o levado a voltar comigo, quando claramente gostava do Thiago. Chateado o suficiente, para falar coisas que mais tarde me machucariam, e agir feito um idiota, por causa do ciúme e a insegurança. Uma coisa típica dos homens, do tipo “machão” quando se sentem ameaçados. Além disso como se não bastasse, numa coisa ele tinha razão, a conta do Facebook dele estava salva com a senha no Notebook, por isso era perfeito usar essa conta para me provocar ciúmes, pela suposta competição na qual o coloquei, já que como sou curiosa, hora ou outra iria fuçar a sua conta. Me diz como pode ser uma competição, se o outro cara nem sequer ligava pro fato de eu existir? Meu marido diz que nós dois sabemos que não era assim, só que o próprio garoto assumiu pra mim, que seu interesse era carnal, então essa conclusão dele é errônea. No entanto como ele acreditava fortemente nisso, a insegurança não tão aparente, e o ciúme pouco evidente, o fizeram errar comigo. Está bem, voltamos para o marco zero, porquê novamente eu sou culpada, por suas atitudes, outra vez sou a vilã, e ele apenas o cara apaixonado, que não sendo correspondido da maneira que queria, se deixar levar pela raiva e o medo da derrota. Sinceramente pode até está certo, isso explica porquê há tanta coisa ruim sobre mim, disseminada por ele, só que não serve para corroborar o fato de que amou mais a ex dele, afinal de contas, aquela garota é uma idiota, e deve ter feito bem pior, com os seus tantos pretendentes, e sua maneira fria e ao mesmo tempo estúpida de lidar com as coisas. Ele diz que o quê ela fazia não importava, já que não estava nem aí, só queria dormir com ela mesmo, não ficar para sempre, mas ainda sim tenho minhas duvidas, porquê como o próprio disse, foram as palavras erradas que ela falou, que o fizeram se tornar um lixo em forma de homem. Para isso, este explica que meras palavras não o afetariam, se já não estivesse machucado antes, com a minha perda. Também soube que os meus “amigos”, em vez de lhe contar a verdade sobre meu relacionamento com Diogo, sempre diziam que estava tudo bem, e que quando este ia averiguar pensava exatamente isso, porquê via alguma coisa boa no meu feed, e parava de pesquisar sobre mim. Se tivesse um pouco de coragem, teria ido até o fim, e veria que aquilo era uma relação entre manipulador e monarca, aliás se estivesse um pouco em si, teria dito para não ficar com ele, em vez de dizer que não deveria deixá-lo depois de tudo. Ah se eu tivesse a minha conta antiga, o meu velho orkut, e as outras provas para lhe fazer entender, que não me salvou porquê não quis. Infelizmente não tenho nada, só lembranças, que na hora do debate não servem, assim como suas declarações sobre nunca ter me esquecido, não são provas, se não há alguma consistência, é tudo circunstancial. Ele diz que o fato de ter guardado a minha música, é uma prova concreta, mas para mim não serve, o fato de manter minha obra, só prova que sou uma boa artista, ou que ele não apaga as músicas do seu computador, aliás a segunda é uma alternativa perfeita, dado ao fato de que tinha mais de 5 mil músicas guardadas. Nesse julgamento as únicas coisas que podem lhe favorecer são: A) Amigos novos saberem que namoramos em 2011, coisa que ainda não foi comprovada, com exceção de uma amiga que se lembrou, e perguntou “se apareci de novo”  B) Conversas antigas registradas em seu Facebook, nas quais mencione que não me esqueceu, e me ama. Algo que para o seu azar, também não pode ser comprovado, dado ao fato de que o nome “Carry” não indica nada na pesquisa, e “Thaís” serve de indicativo para a outra moça, e coisas bem ruins sobre mim, abrindo exceção apenas para o fato, de que deixou de sair com os amigos, para cuidar de mim porquê estava doente. E C) o milagre da única pessoa que viveu isso na carne, parar de mentir, e vim me contar a verdade, sobre ele não ter me esquecido. Milagre pois dificilmente uma pessoa que não é nobre, aceita a derrota, e confessa seu crime. É bem difícil para mim aceitar, mas acho que meu psiquiatra o doutor Arthur está certo, a paixão que ele sentiu por ela, foi muito maior do quê teve por mim, por isso se tornou romântico, de uma maneira que jamais fora comigo antes. E o motivo é bem óbvio meus caros leitores, eu fui fácil, forcei a barra para casar duas vezes, o empurrei para responsabilidades, e quis que fosse uma versão melhor de si mesmo. Algo que é claramente insuportável para os homens, porquê se uma garota já o deixou levá-la para cama, dá-se a entender que esta perdeu o seu valor, para eles significa que não há o quê ser conquistado, considerando que são movidos por sexo, e o amor é praticamente uma coisa puramente feminina. Uma invenção da mulher, para fingir que o ritual de procriação, representa uma ligação única com o parceiro. Como se não bastasse ter esperado apenas um mês, o fiz escolher entre o mundo ou eu, mostrando que logo perderia esse corpo quentinho, se não se casasse comigo imediatamente. Não o bastante, também impus que procurasse um rumo na vida, e após tudo isso, terminamos, e ele perdeu o fabuloso sexo que tanto lhe importava, pelo menos por um tempo, depois nos vimos outras vezes, e sempre aconteceu algo, no entanto  continuei a privá-lo de mim, e isso deve ter lhe enfurecido, porquê precisava do amor da outra, e do meu corpo, mas não podia ter os 2 em uma só, já que a pobre virgem Maria, se recusava a ir pra cama, mesmo permitindo-lhe algumas preliminares bem sacanas, que certamente o deixavam louco, ao ponto de fazer tudo pra conquistar seu glorioso objetivo de levá-la pra cama. Devia eu ter sido mais puritana então? Acho que sim, afinal de contas fechando as pernas, fez com ele dissesse muita coisa boa dela, e com as minhas pernas abertas, fui tratada como vadia, mesmo o acolhendo dentro de minha casa, ou o obrigando de novo? Ele diz que isso não significa nada, que tais palavras foram ditas só para que se espalhassem, mas amigos, temos aqui a prova de que o sexo faz o homem mover montanhas, então não importa o quanto ame certo? Mantenha-se pura e imaculada como a virgem Maria, porquê se fizer como Lilith, ninguém te dará valor, e se der será depois de já ter considerado que nenhuma puritana, está no mercado, porquê a primeira impressão é que você é uma vadia. Não importa se sente livre, dona do próprio nariz, ou ame o cara como a ninguém amou antes, feche a porra das pernas, se não quiser se arrepender. É incrível como a influência da doutrina cristã, continua a atrapalhar a evolução do mundo, e aqui é uma batalha clássica entre um anjo do submundo, e uma humana submissa a fé, na qual aquela que se mantém ligada a velhos costumes, sai vencendo, enquanto a que é futurística se vê incompreendida e humilhada. Eu sou o demônio dessa história, e como tal, me entreguei aos prazeres carnais, mesmo que de forma moderada, dado ao meu pequeno histórico de apenas 4 pessoas, em 9 anos desde que deixei de ser virgem. Nunca me senti envergonhada por minhas decisões antes, afinal de contas tem humanas que já fizeram com muito mais homens, mas hoje me sinto totalmente errada, como se gostar de quebrar regras sutilmente, só me trouxesse desgraças. Não ser uma ovelha, no meio de tantas delas, é bem doloroso, porquê apesar de serem dóceis, em grandes quantidades elas fazem um demônio ficar louco. Porém não é de mim que estou falando, e sim do meu marido, que após se afastar da magia, se juntou a uma ovelha, e seguiu os costumes banais de sua espécie retrógrada. O Brendo que conheci no passado, jamais ligaria para esses costumes, se uma garota lhe dissesse “não”, partiria para outra, porquê seres de gênero feminino não faltam no mundo, e o único “não” que o fez lutar por um “sim” era o meu, porquê há muito tempo gostava de mim, apesar dos infinitos “bolos” que lhe dei. Mas essa mulher o fez mudar, ou a dor o fez mudar, só sei que se fez tudo aquilo para dormir com ela, estava obcecado com a ideia, e se estava assim é porquê gostava dela. Não sei como alguém pode gostar daquilo, ela é razoável no padrão de beleza admito, só que a sua personalidade, é horrível. É de fato um ser desprezível, e ao contrário do Diogo, não tem momentos de compaixão, só dá coice atrás de coice. Contudo me parece que mais um “não” valeu a pena, porquê o motivou a lutar por longos 2 anos, e isso sim fere demais. Eu não consigo descansar sabendo que uma filha de Eva, me tomou o quê era meu por direito, que perdi o quê mais me importava para ela. Me pergunto se foi porquê era popular, ou o preço do seu corpo. Todos me dizem que ela não me superou em nada, pois o Brendo me escolheu, e é comigo que tem uma família de verdade. Todavia como posso ir descansar, sabendo que disse pro amigo que a amava, não queria perdê-la, e que ia mudar por ela, enquanto que de mim, só falou que não me ama, que sou um suprimento de carência, e que “adorava quando o chupava”?  Ele explica que disse tais coisas na raiva, só que duvido que aquela japonesa do Paraguai, não o tenha o irritado uma vez se quer, aí se justifica dizendo que no caso dela, nada dizia, apenas fazia, que ele a traia, e blá blá blá. E daí que ele a traia? Sério que significado tem isso, se ficava dizendo que a amava, e jamais a tratava mal em status compartilhado? Era literalmente só sexo, o sentimento ficava para ela, então não vejo tais traições como algo ruim. Vou te dizer o quê é ruim, porquê eu sim, já namorei um canalha, e seu nome era Raphael. Todo dia me lembrava o quanto Maggy era maravilhosa, e acredite em mim, ela era mesmo, mas doía porquê eu gostava dele, e este me remediava com “mas eu gosto um pouco de você”. Daí arranjava namorada, e me pedia pra ajudar, sabendo que eu tinha sentimentos, embora pequenos em comparação ao que já senti por outra pessoa. Status? Sempre me perseguia em postagens, para zombar do tamanho do meu seio, ou dizer que era “feia”. Aí terminava vinha pra mim, e dava em cima das minhas amigas peitudas, apoiando-as sem implicar por seus gostos “emos”, ou erros gramaticais. Quando namoramos, foi para o status, e na primeira briga o tirou. Quando arranjei um namorado, ficou furioso, e ficou falando um monte de coisa só pra me seduzir. Esse sim meu bem, é o canalha do ano, mas até o cara mais desgraçado que conheci na minha vida, nunca me expôs dessa forma, e ainda me ajudou a dar um belo troco na Deborah, uma outra garota que também tentou roubar meu lugar, como filha de Lúcifer. Isso aí de namorar, trair e fazer declaração de amor o tempo todo, não é ser cafajeste, no mínimo canalha, mas não é uma coisa terrível, ao ponto de dizer “minha nossa pobre Késia que foi traída, o Brendo é o pior namorado do mundo pra ela”, ele estava apenas sendo homem, um homem que não presta, mas só isso. Humilhação foi saber que estava comigo por carência, foi ser lembrada de que era pior do quê as outras. Tadinha da Késia é o caralho, coitada é de mim, que tive de aturar o pior desses dois homens. No entanto não foi de todo o mal, porquê apesar de tudo, todos esses idiotas sempre vem atrás de mim, já que os conquistei de verdade, entretanto apenas um deles fica, porquê eu ainda permito, e este alguém é o Brendo. Não sei se estou jogando outra vez o meu orgulho no lixo, por alguém que não fez metade dos meus sacrifícios, só que tenho de admitir, se o B realmente sofreu com a minha perda, e fez de mim um fantasma que assombrava o seu relacionamento com a “bruxa” Kéka, talvez seja o único a merecer as segundas, terceiras e quintas chances que já me esforcei para lhe dá. Já que até o momento, ninguém mais me amou, ao ponto de atrapalhar toda a sua nova vida. Tenho que encerrar esse capítulo, não apenas porquê é um drama bem patético para quem o lê, quer dizer eu o deixei, eu o trai, enfim foi tudo eu não é? Mas voltando ao assunto, porquê esse passado me machuca muito. Sei que estou errada, os mais próximos de mim, fazem questão de me encher o saco com isso, até os psicólogos, dizem que não estou vendo o quanto ele me ama, e que parte das minhas teorias estão distantes da realidade. Só que depois de ter visto, o quanto ele dedicava a ela, e a amava, fico me perguntando se não seria melhor, ter o mantido longe, e deixado seguir sua vida. O quê fazia de bom por ela, nunca fará por mim, foi besteira pensar que sim, que todas as mulheres independente de suas falhas, merecem o tratamento “vip”. Não que não faça nada por mim, ele o faz, trabalha para me sustentar com os meus luxos, cuida de mim, e de nossa filha, e dificilmente me abandona, só o faz quando vê que nosso relacionamento, mais faz mal que bem pra mim, é, ele diz que me ama também, mas será que isso vale alguma coisa? Depois de tudo o quê aconteceu, não consigo acreditar em mais nada dele, acho que foi assim que se sentiu quando fui eu a traí-lo, mas ele não é de todo o mal, não é bom demais como o Caio, nem mau ao ponto de ser como o crápula do Diogo, é uma espécie de equilíbrio, entre o cara certo, que é agora, e o cara errado que foi antes, e não sei como agir diante disso. Mas não vamos estender esse assunto mais do quê o necessário, esse livro não é sobre os fracassos românticos de Thaís, e sim a respeito da história de um anjo caído, que há muitos séculos foi calado, pelo pecado de ter nascido no Paraíso, quando anjos supostamente não podiam ter filhos, e é sobre isso que vou me aprofundar agora. Não é de hoje que tenho visões sobre o mundo acima da Terra, e seus seres. Começou simples com imagens de outra dimensão, onde era perseguida por belas criaturas, que de majestoso só tinham o rosto, pois suas almas eram podres. Nunca soube ao certo, a razão de ter isso tão bem delimitado em minha mente, acreditava que 

    se tratava apenas de imaginação, ou mesmo pela influência midiática, mas com o tempo esses devaneios se provaram úteis na minha descoberta, sobre quem realmente sou, e o quê estou fazendo aqui. Sempre tive orgulho de dizer a minha mãe, que não tinha problemas de identidade, pois mesmo sendo filha de Lúcifer, não deixava de ser “Thaís”, e por um longo tempo isso foi verdade, até que um dia passei a questionar, qual das duas era real. Se você não crê em nada, além do material, e ainda sim chegou até aqui, certamente dirá que apenas Thaís é real, e o resto não passa de ficção. Um conto que criei, para fugir da minha dura realidade, de fracassada social, derrotas românticas, e a ausência da figura mais importante da vida de uma mulher, o próprio pai. Estou ciente dessa versão dos fatos, não se dê o trabalho de me xingar de insana. Contudo como o termo sugere é apenas uma versão dos fatos, que por sinal não pode ser comprovada, enquanto há relatos  concretos de que nem tudo, está apenas na minha cabeça. Você pode está entrando em contato com o próprio anticristo, sinta-se honrado, ou assustado, a escolha é sua. Deve está pensando agora, "Não pode ser o anticristo, se está falando nisso abertamente, pois este jamais se revelaria." E eu digo é mesmo? E qual seria o propósito de ter que me esconder, se não cometi nenhum crime? Se sou esta figura majestosa, posso afirmar que apesar de todo o mito que envolve a minha existência, não sou nada do quê acreditam. Não estou aqui para trazer morte e destruição a humanidade, apesar de que em alguns momentos me sinta tentada a isso, vim só para lutar pelo meu povo, e ajudá-los nestes tempos sombrios que continuam a se aproximar. Não são os religiosos que serão perseguidos mais a frente, mas sim nós, porquê nossas ideias são uma afronta a velhos dogmas, que deveriam ser esquecidos, pois não passam de versões deturpadas dos conhecimentos antigos. Mas abordarei sobre esta época no devido momento, outra vez fugi do assunto principal que são as minhas visões extradimensionais, e peço perdão, é que são tantos assuntos a serem tratados, que me perco num turbilhão de informações. É de conhecimento de todos que desde criança vejo a outros mundos, o quê não se sabe, é que muitas vezes mergulhei de fato nestes universos. Era como se fizesse parte daquele cenário de luta e sangria, podia ouvi-los, senti-los, e me ver literalmente em outro campo universal, e quando voltava a este mundo, demonstrava habilidades sobrehumanas. A questão é que após chegar perto da idade adulta, isso se tornou ainda mais intenso, era como está hipnotizada, para alcançar os níveis mais profundos da consciência, onde enxergava aparentemente com mais clareza. No começo me via sempre como um ser de Órion, onde vi que a batalha entre os anjos e os demônios ocorreu, exatamente em Rigel. Contudo por razões de desconfiança do destino, nunca aceitei que ali era de fato o meu lar, pois as características do meu corpo real, e com real quero dizer primeira casca, não se assemelham as deles, sou ruiva de olhos violetas, e eles tem olhos amarelos,

    com aspectos de felinos, sendo que eu me

    assemelho mais aos pássaros e cobras, simplesmente não batia, por isso fui investiguei com mais precisão, e descobri que na verdade há grandes chances de pertencer a Andrômeda, o lugar dos seres mais evoluídos da galáxia, aqueles que deram origem ao termo "iluminado". De fato, os aspectos se encaixam, no entanto não completamente, e é daí que surgiu uma nova peça deste quebra-cabeça. É hora da história, a história de minha outra vida, sente-se e pegue um copo de uma deliciosa e gelada Coca-Cola, pois há muito a ser dito. Já tentei levar uma vida normal, sabe? Ignorar as notícias do jornal, e fantasiar que a vida é boa, e o mal não existe, só que sempre alguma coisa me puxa de volta, para esse planeta de alucinações, e acho que está na hora de parar de lutar contra isso. Eu amo não ter uma vida normal, e projetar futuros que acontecem figurativamente, então porquê negar que estou satisfeita com minha suposta loucura? Não o farei mais, e por isso vou lhes contar sobre o passado que não me deixa cair no sono, uma época que soará como parte de um bem elaborado filme de ficção científica. Todavia os que sabem da minha existência, sentirão no fundo dos seus corações, que esta é a verdade, a minha versão fatídica, o lado oculto da moeda de Luciféria Lilith II, primeira princesa do reino do ar, conhecido como o Inferno. Há milênios atrás, houve um reino que era supostamente perfeito, todo branco com criaturas pálidas e inteligentes, que mais tarde seriam conhecidas como "anjos", estes jamais questionavam o seu criador, o pai de todos conhecido por Uno. Neste lugar tinha várias regras, e quem não as seguia era mandado para o calabouço celestial, de onde nunca mais sairia. Mas a maior das ordens era que tais seres não podiam se relacionar entre si, não de forma imprópria, pois o contato físico levava a impureza da sabedoria, que resultava numa prole imperfeita, que não deveria habitar este mundo. Por quê? Ninguém sabia ao certo,

    só que preferiam não arriscar, afinal de contas descer, era o pior dos seus temores. Certo dia um serafim resolveu se rebelar contra tais mandamentos, e se apaixonou por Layla a protetora dos partos, um lindo anjo de cabelos de fogo e olhos claros, que pertencia a um segredo obscuro. Layla era parte de um ambicioso empreendimento celestial, e por esta razão não tinha tantas asas, quanto os outros andromedanos, e só pôde ser liberada para andar em sociedade, porquê não  apresentava riscos ao projeto principal. O serafim não sabia do passado de sua amada, mas aceitava vê-la todas as noites, embaixo da gigantesca árvore, onde realizavam atos de pura luxúria, conhecendo aos seus corpos, e encantando um ao outro. Desta união nasceu uma criança, que mudaria todo o conceito sobre a vida, até então conhecido, pois até aquele momento ninguém acreditava que os "anjos", podiam ter o dom de dar a vida, e isso era um tapa no rosto de Uno, que odiou descobrir que seus filhos, também podiam procriar. Ao saber das novidades, o grande pai de todos, rebaixou o serafim para anjo, e o mandou para Órion, para cuidar da nova geração de seguidores, de Veneno de Deus, este passou a se chamar de Lúcifer, pois seu ato ousado, trouxe uma luz para os estudos do criador, que estava a inventar novas espécies para povoar o universo, que se encontrava vazio de seres racionais,  como uma selva exótica gigantesca, que mais tarde se tornaria uma nova cidade de pedra. Uno era severo é verdade, mas reconhecia as proezas do filho mais velho, e por isso não o exilou do plano celestial. Com o novo nome e missão, Lúcifer continuou a respeitar os desejos do pai, e seguiu sua vida junto de Layla e a filha recém-nascida, a quem batizou de Luciféria, por acreditar que ela era uma extensão da sua luz. O mais forte guerreiro, agora era o senhor das virtudes, e este não se importava com a mudança de patamar, pois onde quer que fosse, sempre conseguia ser o melhor no que fazia. No entanto com o tempo, o agora anjo passou a detestar sua tarefa, porquê percebeu que as leis ditadas por seu pai, não atendiam aos outros, e sim aos seus próprios desejos, e por esta razão este declarou guerra a hipocrisia de Uno. Não tardou para surgir aliados da causa, e pouco a pouco, todos que viviam em Rigel se juntaram a Lúcifer, na batalha pela liberdade de escolha, que os homens chamariam de livre arbítrio. A primeira batalha foi sanguinária, e houveram tantas baixas, que apenas um terço das áreas paradisíacas, foi mandado para a área fria e tenebrosa, que os fiéis seguidores de Uno mais tarde chamariam de Inferno. No começo todos os prisioneiros daquele submundo, detestaram Lúcifer, porquê alguns deles estavam lá por sua causa, mas não tardou para este conquistar a simpatia dos demais, e ser reverenciado como um rei. O pior lugar do universo, literalmente, se tornou um lar para aquele que um dia foi um serafim, mas este não conseguiu descansar, porquê sua mulher e sua filha, foram tomadas pelo grupo inimigo, e ele conhecia todos os métodos de tortura que usariam nelas, por isso planejou uma rebelião. A esta altura Luciféria não era mais uma criança, estava na adolescência, e por ser tão bela quanto sua mãe, era um prato cheio para os pervertidos que de tanto negar suas vontades, agora tinham desejos insanos e sádicos. Por carregar o DNA de seu pai e sua mãe, ela conseguia se defender, usando suas habilidades paranormais, mas não era capaz de lutar contra um anjo, protegido de seu tio Mikael, chamado Arakiel, que invadia a sua mente, e fazia o quê bem entendesse com o seu corpo, obrigando-a a assistir todo o próprio sofrimento. Por isso todo dia implorava pela ajuda de seu pai, para sair daquele lugar terrível. Layla continuava desaparecida, provavelmente tinham retomado o projeto no qual fora inserida, desde o princípio da criação, e nada podia se fazer. Após muito pensar, Lúcifer e seus velhos e novos seguidores saíram do mundo que ficava abaixo, e foram em busca das garotas de seu comandante, com mapas que marcavam os laboratórios dos andromedanos. Só que mesmo com toda a chacina, não conseguiram encontrar os anjos, até que as duas foram abandonadas nos portões da entrada, em estado deplorável. A mãe abraçava a filha, ambas cobertas jde vermelho, com os olhos vazios, e ferimentos tão profundos, que o líder dos renegados, tinha certeza de que a tortura fora além do físico, e isso o deixava furioso. Todavia naquele momento tinha de ser racional, e por isso pegou as duas em seus braços, e as levou para dentro de uma nave espacial enorme, na qual abrigou todos que lhe ajudaram na guerra contra seu pai, e zarpou para o desconhecido. Por fazer parte do esquadrão de Andrômeda, quando carregava o seu nome de nascença, Lúcifer conhecia bem as terras que não foram

    mapeadas por Andrômeda, e por isso acreditava que podia dar um novo lar a todos que foram injustiçados, principalmente a sua doce amante e a filha, que precisavam de cuidados específicos. Foi assim que aterrissaram na Alfa-Draconis, um ponto do mapa que se assemelha "ao triângulo das bermudas" na linguagem humana, ou seja praticamente impossível de rastrear. Era um lugar totalmente novo, selvagem, e inóspito mas com o olhar esperançoso e visionário, Lúcifer sabia que podia fazer dali o seu novo lar. No início, Layla continuava distante, mas depois de alguns meses, foi se aproximando das criaturas, com as quais percebeu que

    tinha enorme semelhança. Havia gene de serpentes e dragões em seu DNA, que tinha sido encontrado em laboratório, após uma profunda análise. Layla era filha da Alfa

    Draconis, e isso estava bem evidente, ela era o ser racional preparado pelos próprios andromedanos, para colonizar o novo mundo, e percebendo este fato, Lúcifer viu uma ótima oportunidade de ajudar sua amada, e também aumentar o seu exército. No entanto antes de criar projetos, precisava saber se esta aceitaria se juntar ao confronto, depois do triste ocorrido. Para sua sorte, sua parceira estava tão fora de si, que aceitou participar da sua empreitada, e se aproximou dos seres que habitavam o local. Vendo o quanto seus pais estavam se empenhando, Luciféria começou a estudar genética para poder ajudá-los, só que sua mãe queria que fosse além, por isso lhe ensinou sobre a reserva de energia oculta, que mantinha Uno vivo, a qual os outros chamariam de magia. Nesta época a bela e dedicada filha de Lúcifer, se juntou a um dos injustiçados, um ser antigo, porém não tão  velho quanto os outros, cujo o nome não sou capaz de lembrar, mas lembra bastante a Asmodeus. Este foi o primeiro dos rebeldes que se juntou a causa de Lúcifer, e era um dos seus favoritos, na escolha para a nova dinastia, por essa razão o mais belo de todos os alados,

    tinha gosto em fazer desse jovem, pretendente da sua garotinha. É claro que no início, a dama angelical nem ligava para o compromisso, não importava em que posição o companheiro se encontrasse, estava mais interessada em lutar contra aqueles que destruíram sua mente, por isso se casou com o amigo de seu pai, sem questionar se se sentia, ou poderia sentir algo pelo seu companheiro. Ele não era apenas um seguidor de seu pai. Graças a sua lealdade, era dono de um reino completo, e o responsável pelo bem estar dos dragões na Alfa. A união era benéfica por motivos exopolíticos, pois este ser tinha uma linhagem poderosa, gerada por Uno em laboratório, que lhe dava direito as terras de outro plano da via láctea. Mas amor, era algo que nenhuma das novas criaturas conhecia, com exceção de Layla e Lúcifer, que o descobriram por acaso. Os primeiros dias foram estranhos, dormir ao lado de alguém que mal conhece, não é fácil, principalmente se a única vez que te tocaram foi para abusar de você, e por isso Luciféria se manteve distante do par, como se fosse virgem. O quê a bela e violada moça alada não sabia, é que seu marido sentia-se impelido a cuidar dela, e lhe fazer todo o bem que fosse possível. Já havia lhe notado a distância, e toda vez que seus olhos se encontravam, uma carga de energia percorria-lhe o corpo, e ele não conseguia explicar a razão, sabia que eram os elétrons, através dos seus neurônios, porém não entendia porquê apenas com ela, era capaz de sentir tal coisa. Sim, ele a amava, e não estava consciente disso, até Lúcifer lhe fazer perceber, pois o quê se passava com ele, também acontecia com seu sogro, quando via a linda ruiva de olhos claros, mãe de sua filha. Sabendo do quê sentia, o pobre demônio, tentou esquecer aquilo, se entregando a orgias e perdições, recém descobertas pelos "anjos", estava claro que Luciféria não sentia o mesmo, então o melhor a se fazer, era não perturbá-la com algo, que só lhe dizia respeito. Ele estava certo, o primeiro fruto angelical, não tinha espaço na sua vida, para vivenciar tais tolices, que segundo a mesma, só os que nunca viram a verdadeira escuridão, poderiam sentir. Sem poder se aproximar do foco do seu interesse, o nobre guerreiro andromedano, viu que a única forma de fazer parte da vida dela, era sendo seu mentor em cientomagia, uma união dos conhecimentos esotéricos ligada aos saberes científicos, matéria na qual era expert. Mas a abordagem falhou, e este teve de procurar outro papel para ser notado, o de conselheiro, da nova princesa dos dragões. Assim pode andar ao seu lado, como um dragão de guarda, só que mesmo assim não se destacou. Para a sua tristeza, tudo o quê a dama sabia sobre ele, e que era inteligente e o braço "direito" de seu pai, que tinha sido escolhido a dedo, para ajudar-lhe com as questões do novo reino. Uma pequena mentira inventada pelo seu mentor, que torcia para que a sua filha escolhesse o seu aprendiz como  companheiro num futuro próximo. O demônio era poderoso e influente o suficiente, para ser parte de conselho dos 9 reis, todavia preferia se passar por plebeu, para ficar perto da moça. Certo dia uma notícia mudou toda a sua perspectiva, percebendo que a filha jamais iria escolher o ser, Lúcifer lhe impôs que casasse com outro demônio, um traidor que o rei dos condenados, sabia que o jovem apaixonado seria capaz de expor, o quê obrigaria este falso nobre, a tirar sua máscara, e sair das terras sagradas, matando dois coelhos com uma cajadada. Ele não merecia está ali, com aqueles que estavam decididos a segui-lo de coração, se tudo o quê queria era poder, e o monarca não deixaria barato. Azerath era o nome do perjuro, e este estava disposto a tomar Luciféria para si, apenas para matá-la, mas o pai dela não sabia a que nível iam os delírios do príncipe sem coroa, por isso permitiu a união. Ao vê-la prestes a cair nas garras de um canalha, o demôniou colocou em prática todas as artimanhas que tinha em mente para lhe expor. Não acreditava que da noite para o dia, tinha deixado de ser o primeiro na lista de melhores pretendentes para a princesa, e quando ouviu dos lábios de seu mestre, que era fraco e impotente, isto o fez sentir-se exasperado, ao ponto de querer provar que era muito mais do quê um covarde.

    Desesperado para recuperar o respeito que achava ter perdido, o demônio raptou a dama no quarto de noiva, e a levou para as montanhas, onde a escondeu, alegando que era para a sua própria segurança. Luciféria ficou confusa, não sabia porquê o mentor estava tão estranho, por isso em vez de ouvi-lo foi ver o noivo, e acabou voltando para casa numa maca, a beira de uma overdose. O ser que já estava com raiva, ficou possesso, e em vez de ir atrás do traiçoeiro, o atraiu para dentro do castelo, conduzindo-o a uma armadilha que resultou numa confissão. Ao ver o quanto o seu pupilo cresceu com o confronto, Lúcifer sorriu, sabia que o rapaz tinha talento, e assim baniu o traidor, entregando a mão de Luciféria, para o único que era digno dela. Após o ocorrido, a bela não lembrava de nada, com exceção do fato de que seu noivo tinha tentado matá-la, e o ser  preferiu manter segredo sobre seu ato de heroísmo, queria que ela casasse com ele por amor, e não por lhe dever, todos em Alfa concordaram com os termos, e a menina dos cabelos de fogo, andou pelas vilas, sem saber o quê acontecera. Ele não conseguiu, e a moça disse-lhe o tão esperado sim, de forma tão robótica e fria, que os moradores a odiaram por desprezá-lo, mesmo que não soubesse o quê este tinha feito, para ser tão adorado pela maioria. O relacionamento não foi como um conto de fadas, apesar de dormirem juntos, eles mal se conheciam. Ela permitia que fossem adiante no ato de acasalamento, no entanto era tão monótono, que o próprio quase evitava o contato, tratando-a como intocada. Muitas vezes se via tentado a cair na farra, e se encher de substâncias psicoativas, mas quando passava da sedução, preferia retornar para o lar, antes que se envolvesse com outra. Não que a infidelidade fosse um crime,  ela não era, porém eles respeitavam muito a honestidade, e se esta fosse quebrada, sim era uma traição, muitas vezes mal vista pela sociedade. O ser conhecido por ter sido preso apenas por impurificar seu corpo, e destruir as suas habilidades de controle, agora tinha de voltar para o lar, junto de uma criatura frígida que nem sequer o valorizava, da maneira que queria. Ela fazia o básico para tratá-lo bem, só que não havia ternura em seus atos, e isso deixava claro que sua compostura, se dava por educação, e não amor a ele, o quê o entristecia muito. Tinha a mulher de seus sonhos, mas esta estava se afogando em trevas, e não podia respirar o ar da paixão. Certa vez este tomou tantas doses de uma bebida forte, que não segurou a lingua perante a esposa, e esta ficou tão chateada com sua visão da verdade, que partiu para a floresta, onde foi morar com os pais, junto dos dragões, os seus únicos amigos. Ele não foi atrás dela, estava exausto de tentar manter um relacionamento, que para ela não passava de um acordo feito por seu pai, após acordar. Grahan o dragão branco acinzentado, então cuidou da moça, e abriu-lhe os olhos, com a habilidade telepática, mostrando os sacrifícios que o seu admirador secreto fez, apenas para está ao seu lado. Fazendo-a notar que sua raiva tão intensa, a tornava cega para aqueles que lhe desejavam o bem, e lhe causava tanto asco que acabava sendo tão cruel, quanto os que queria destruir. Sentindo-se estranha, ela regressou para o lar do marido, e finalmente lhe contou sobre como tinha sido machucada, e porquê não podia retribuir seus sentimentos, ele ficou triste, mas entendeu, e permaneceu do seu lado. Na manhã seguinte, parou de planejar as suas saídas, e passou a criar projetos para tentar lhe devolver a alegria de existir, e assim seguiu por vários meses, até fazê-la sorrir, e depois do primeiro riso, vieram outros, que logo se tornaram comuns. De alguma forma, ele a deixou radiante, e todos do reino puderam perceber, e foi aí que a inveja das ninfas surgiu. Elas podiam ter o ser que desejassem, só que jamais teriam o quê a princesa tinha, e por isso tramaram para que desaparecesse. Com a ruiva distante, seria mais fácil de conseguirem ter a atenção do demônio, que antes frequentava as suas rodas lunares de perdição. Infelizmente para elas, o casal se amava tanto, que podia sentir quando um precisava da proteção do outro, e desta maneira sempre atrapalhavam o esquema. E tudo teria terminado bem, mas se assim fosse hoje não lhes contaria essa história, então não, não houve um final feliz, e este casal ingênuo, ainda teve muito mais o quê enfrentar. A existência de Luciféria, era um erro grave nas projeções de Uno, que anseava esconder mais um segredo, para não peder o controle dos fiéis, por isso este mandou todas as suas tropas para caça-la, e foi assim que ela desapareceu de Alfa Draconis. O quê quase ninguém sabia, é que a moça agora carregava mais uma parte da linhagem de Lúcifer, assim como sua mãe. O demônio ficou louco sem a esposa, e a procurou por todos os cantos, temia que esta tivesse enlouquecido, pois depois de tantos sorrisos, voltara a agir com desconfiança e medo, e o pai e a mãe dela também organizaram grupos de busca, mas ninguém a achou.  Sem saber o quê fazer, o novo senhor dos injustiçados, lançou mão de uma nova artimanha, para tentar resgatar a filha, que claramente tinha sido raptada. Reuniu os moradores, e lhes mostrou a sua nova empreitada.Se queriam ajudar a tirar a menina das garras da federação intergalática, teriam de deixar de ser andromedanos, para serem uma nova espécie, algo adaptado ao

    seu novo lar. A premissa trouxe temor a comunidade, e por isso Lúcifer foi o primeiro a deixar de ser um anjo, para se tornar algo novo e mais poderoso, e ao vê-lo tão bem com as suas novas habilidades, todos seguiram adiante com a mutação, e assim surgiu a raça draconiana, a qual só Layla pertencia antes. Com seus olhos e asas de dragão, os seres foram a batalha prontos para trazer uma das suas. Lúcifer e Layla ficaram felizes com a união dos demônios, e ambos se tornaram dragões gigantescos, para fazer os outros os seguirem. Assim entraram na nave, e se dirigiram para o primeiro lar das criaturas pensantes do universo, onde sabiam que iriam encontrar a jovem princesa alada, que ainda não tinha sofrido mutações. A invasão foi um sucesso, desta vez as baixas foram maiores para o lado inimigo, e quando Luciféria se reencontrou com os outros, ficou surpresa com o quê se tornaram, mas foi com estes de volta para o lar. A Alfa draconis não era mais a mesma, todos eram metade humanoide, metade dragão, e a dama se recusava a ter mais do quê os 13% de gene draconiano em seu sangue, por isso a maioria a detestava.

     Acreditavam que o fato de manter suas asas de pena, era um crime hediondo, já que aquilo representava a ditadura de Uno. O quê não tinham noção, é que Luciféria mantinha as suas asas, apenas para não esquecer dos que lhe destruíram, e se lembrar de que voltaria a Andrômeda, para um dia se vingar. Asmodeus a apoiava, mesmo sem saber porquê a sede de sangue da moça tinha retornado com tanta força. Até que um dia esta lhe contou, e ele ficou furioso, juntando-se imediatamente a causa, pois Andrômeda, tinha lhe tirado muito mais do quê o seu sossego e o da esposa, aqueles desgraçados agora tinham posse de sua filha, e eles não sabiam para onde ela seria mandada. Cansada de ser sempre salva por seu pai, Luciféria foi atrás do general Belial, e pediu para ser treinada, para que num futuro próximo não fosse mais uma vítima dos iluminados celestiais, e sim uma guerreira pronta para destruí-los. O treinamento não foi nada fácil, o general esperava o pior dela, por não querer evoluir como os outros, mas a dama superou suas expectativas, e se tornou uma ótima lutadora, ficando como segunda no comando do grupo de batalha, que ficava atrás dos seus amigos draconianos, que a seguiam para onde quer que fosse. Desta forma de anjo fraco, a moça ficou conhecida como princesa dos dragões, guerreira da luz violeta. Sua mãe ficou tão orgulhosa, que lhe ofereceu a guarda de um grupo de dragões, para serem apenas seus. Só que apesar das suas vitórias, a menina mulher dos cabelos de fogo, não se sentia completa, não sem o bebê que lhe roubaram, por isso aguardava ansiosamente pelo futuro 

    confronto. O dia D chegou, e todos foram a luta, para impedir que os andromedanos viessem a destruir o novo lar, e no meio da briga, Luciféria acabou entrando num portal para um novo mundo, que em breve se chamaria Tiamat, e viu que ao contrário do quê Uno impôs, a vida podia sim existir sem sua intervenção sagrada. Outra vez a bela sabia demais, por isso lhe mandaram um assassino, conhecedor da geomancia, que lhe dava calafrios e mexia com a sua mente, atormentando-a de todas as maneiras. Luci teve de lutar contra o seu carrasco, só que ao contrário das outras vezes não padeceu, ficou de pé, e conseguiu arrancar -lhe jorros de sangue, até derrubá-lo, e correu para procurar a filha na nave inimiga, onde a reconheceu de imediato, e a levou para longe da guerra.  Ao se juntar aos seus dragões, a moça entregou o lindo querubim para as criaturas, e pediu para que a protegessem, e mantivessem-na oculta de toda Alfa-Draconis, com exceção do marido e seus pais, pois temia que houvesse algum outro traidor, entre os moradores. Averiguando com cuidado, Luciféria voltou para o castelo, e quando chegou ali, se deparou com um ser de olhos vermelhos, e cabelos negros, que a empurrou num precipício, conhecido como o penhasco das almas, no qual a bela mergulhou numa substância verde, onde sentiu toda a angustia dos espíritos que ali se encontravam, até acordar outra vez em Tiamat. No entanto ao contrário do outro momento, não tinha uma passagem de volta, e isso a deixou assustada, ao ponto de encolher as asas, e se esconder entre as árvores daquele lugar selvagem. Seus olhos violetas, como os de seu pai antes da transformação, observaram aqueles seres tão imperfeitos, que mais tarde se chamariam de homens, caminhando em direção a água, com seus pés tortos e sobrancelhas unidas. Quem eram, ela nem sequer imaginava, mas tinha certeza de que Uno estava envolvido com eles, e queria salvá-los antes que fosse tarde demais. Preocupada com aquelas criaturas feias e desengonçadas, Luciféria se infiltrou numa das naves de Andrômeda, e estabeleceu contato com a Alfa Draconis, contando sobre aquele novo espécime, e atraiu a atenção de seus pais para a terra desconhecida. Ao chegarem naquele planeta, Lúcifer e Layla ficaram maravilhados com a diversidade de animais que ali viviam. Era como um gigantesco campo de pesquisa, cheio de possibilidades, e só tinham a agradecer a sua pequena, que agora estava focada apenas em cuidar da sua família, e conhecer os seres novos.  Como já era de se esperar, os andromedanos e os draconianos um dia se encontraram, e os seus interesses entraram em conflito. De um lado tinha Uno, que tinha sido batizado de Enlil pelos terráqueos, e queria escravizá-los por serem menos sábios, que a sua espécie. Do outro tinha Lúcifer, carinhosamente chamado de Enki, que desejava ver aquelas criaturas primitivas, alcançando o seu limite, com toda a liberdade, da mesma forma que os andromedanos, que se juntaram a ele, e se transformaram em algo maior. Uma nova batalha começou, e jogando sujo, fazendo Lúcifer parecer um monstro, por saber muito de diversos assuntos, Uno conseguiu que o expulsassem junto dos seus. O quê o senhor celestial não sabia, é que o seu antigo e mais forte brigadeiro, deixara para trás uma cápsula injetável, que provocava mutações, nas mãos do líder de um pequeno grupo, que acreditava nele, garantindo a continuação da linhagem draconiana, neste novo mundo. Apesar da maioria cair nas ladainhas de que Uno, tinha criado tudo o quê existia, haviam aqueles que ouviam a voz da razão, e acreditavam na versão de seu querido Enki, a quem deviam todo o  conhecimento que agora possuíam. Assim surgiu o povo de Atlântida, que foi destruído para dar espaço aos Maias e os Egípcios. Como sei de tudo isso? Eu não sei, mas creio que nós andromedanos, temos a capacidade de ver e ouvir, de forma onipresente, através da projeção astral, por isso sei tanto sem participar diretamente da história. Sim, eu sou Luciféria, e é um prazer conhecê-los, mas essa jornada não acabou com a nossa expulsão, por isso continuarei a contar sobre a minha vida. Certa vez retornei a este plano depois de muito tempo, e fui para um lugar chamado Babilônia, onde meus pais realizavam encontros com seus seguidores, e lá dei auxílio a todos que queriam saber sobre a verdade, a respeito do criador. E de tempos em tempos, continuei a voltar como porta voz dos que eles chamaram de "deuses" que na nossa linguagem, significava apenas "seres superiores". Eles também acreditavam que eu era uma deusa, por andar com dragões, e lhes mostrar minhas habilidades telecinéticas, mas eu os via, sempre como meus iguais, assim como meu pai me ensinou. Acreditava que nós éramos irmãos do cosmos, e não havia necessidade de nos tonar maiores ou menores que eles, mas eles se sentiam melhores assim, então não os privava de me chamar como tal. Era bom ser querida, e necessária, por isso vim a esse planeta, que antes se chamava Tiamat, me trazia enorme alegria. Infelizmente como nada que é bom dura para sempre, nem mesmo para nós, quando veio a primeira guerra mundial, eu fui capturada por um grupo de Judeus, que achava que era mais uma arma nazista, por causa de minhas asas negras, e estes me levaram os seus anjos, que destruíram meu DNA, desativando as partes que me davam habilidades, e me tornando uma humana, frágil e incapaz de me defender, como quando tinha poderes e Belial não tinha me treinado. Tentei me juntar aos homens, principalmente aos nazistas, mas acabei por ser internada num hospício dirigido por Mikael, ou Miguel como os humanos chamavam agora .Onde sofri todas as torturas que se possa imaginar. Outra vez os abusos aconteceram, contudo não podia fazer os agressores sangrarem pelos olhos, e por mais que fosse uma boa lutora, com o corpo que tinha, não podia sequer arranhar, os enfermeiros, que eram parte do plano de super soldados. Não tinha mais provas de que era do outro mundo, a não ser pelo fato de ser quem era, e graças a isso, os humanos que me adoravam, deixaram de me seguir, e se juntaram a Andrômeda, com medo de perderem seus poderes também. Fui resgatada, não era a primeira vez que tentavam me capturar. No entanto das outras vezes, não me colocavam em laboratórios, mas sim tentavam me mandar pra fogueira, ou ser enforcada no topo de uma árvore, só que como tinha as minhas capacidades extras, isso  não era o suficiente para me deter. Luciféria não existia mais, e por isso não quis voltar para Alfa-Draconis. Sem minhas características fora do comum, era realmente igual aos outros humanos, por isso não podia voltar para o meu lugar de origem, aliás nem sequer podia respirar o ar cheio de carbono, então o melhor a se fazer era ficar aqui. Após ter tido tantos nomes dignos de uma deusa, agora tinha adotar uma nova identidade. Tal como minha mãe, quando foi capturada, e obrigada a ser esposa Adão, que supostamente seria a sua outra metade, e com quem tinha de repovoar o planeta, após a terrível explosão, que dizimou todos os fiéis de Uno, deixando apenas os que seguiam Enki no planeta, enquanto fundavam a Atlântida. Para o azar de Uno, Lúcifer nunca desistiu do seu primeiro amor, e a tomou de volta para si, ao apresentar-se usando o primeiro nome que Uno lhe deu, tirando-a do controle mental em que lhe colocaram. Eu tinha que adotar um nome comum, e por isso escolhi ser chamada de Isabel, haviam chances de alterar o meu DNA ao seu estado original, mas com o nível de tecnologia deles, levariam muitos anos, por isso tive de levar uma vida normal, como fugitiva dos nazistas. Sendo apenas humana, fui bem recebida pelos judeus, que me deram um lar, até surgirem os soldados, prontos para o massacre. O nazismo em si, não era um partido político, que estava caçando  os  judeus, gays, e africanos. Este órgão governamental, era uma força tarefa de Andrômeda, para eliminar os remanescentes da Atlântida, antes que o mundo descobrisse sobre a existência real deste povo. Sim, essa história de serem Arianos, é uma farsa, eles eram na verdade Andromedanos, e estavam dispostos a sacrificar os seus, para eliminar de vez todos os resquícios de Lúcifer do planeta.

    Nunca achou estranho, o fato de perseguirem com maior intensidade os africanos e os gays, ambos os grupos que representam a liberdade, tanto religiosa, quanto sexual? "Ah mas os judeus morreram em maior quantidade!" Assim te ensinaram meu bem. No exército de Hitler tinha judeus, que o seguiam, por acreditar nas hipocrisias de Uno, achando que estavam perante o seu próprio Deus. Mas essa guerra nunca acabou, em algum momento fizeram deste planeta uma prisão, um gigantesco campo de concentração, para esconder todos os extraterrestres traidores de Andrômeda, e as falhas do plano supostamente perfeito do criador. Não é a toa que existe uma ordem secreta, com propósitos claramente religiosos, dominando o mundo, e movendo a vida das pessoas, como se tivessem no The Sims, eles são os carcereiros, e precisam garantir que não saiamos daqui. Aliás este foi plano secreto de Uno desde o começo, por isso precisava da total submissão dos homens, para garantir que seus fracassos, jamais se lembrassem de quem eram. Lúcifer queria que este planeta , fosse o lar do aprendizado e a sabedoria, enquanto que o criador, apenas desejava usá-lo para aumentar o espaço do Submundo de Andrômeda, já que depois da revolução Luciferiana, o número de prisioneiros não parava de subir. De certa forma somos perigosos demais para andar pela galáxia, portanto é mais fácil apagar nossas memórias, e tirar nossos poderes, do quê nos dá qualquer chance de nos defendermos. Infelizmente não sei em que momento o " lago da liberdade" se tornou "as profundezas da condenação", 

    mas tenho certeza de que nós aliens, não cometemos um crime terrível, para estarmos aqui, e que os humanos agora são joguetes de Uno, para tornar nossa estadia um verdadeiro Inferno. Se meu pai é imperador do Inferno, ele está aqui em algum lugar, tentando nos tirar desta prisão sem grades. Porquê quem precisa de grades, depois de lobotomizar e tornar o criminoso impotente? Este lugar poderia ser o lar da justiça, igualdade e a fraternidade draconiana, mas agora está distante de o ser, é apenas um buraco imundo de sofrimento constante, e nós não podemos fazer nada para mudar, se não lutar contra os "policiais galácticos". Os humanos sempre vão ouvir as palavras de Uno, não importa o quanto lutemos para acordá-los, isso é parte da bio-programação deles, então não podemos contar com a sua ajuda. Seus familiares terráqueos, serão os primeiros a tentar te fazer abandonar a ideia de fugir, por isso não confie neles, apenas os que carregam o sangue e a consciência cósmica, é que podem te acudir. Você tem o direito de conhecer novos mundos, não há nada errado com o seu DNA. Não é obrigado a seguir as regras deles, é um deus adormecido, que foi posto no sono pelo pecado de questionar, ou como o meu, o de existir. Estas lembranças são muito confusas, porém perfeitamente nítidas, o quê me faz pensar que pode ser excesso de informação, misturado a imaginação. É claro que questiono meu estado de suposta iluminação, pois apesar de se encaixar perfeitamente, enquanto não surgem provas concretas, de que realmente sou, o quê tenho 85% de certeza ser, tudo não passa de teoria uma louca e criativa teoria, maior do quê o quê se encontra em sites de conspiração. Nestes tudo o quê verá é que os humanos, os terríveis e cruéis humanos, estão aprisionados nesta prisão, por serem perigosos para o resto do universo. Estamos em 1500 outra vez? A Terra não é o centro do Universo! Um humano não é capaz de machucar as infinitas espécies que existem, fora do planeta, e até deste sistema. Há algo mais, e este mais, é que dentro de alguns seres humanos, existem essências alienígenas, ou criaturas cobertas com a carne humana, presas a este corpo e

    seu organismo subdesenvolvido. Condenadas, sem memória, ou quando se recordam são obrigadas a esquecer, porquê sem saberem quem são, acabam confiando nos bonecos de Uno, que os chamam de loucos, porquê temem perder o posto de espécie suprema da cadeia alimentar, algo que na verdade nunca lhes pertenceu, pois este topo é das bestas gigantes, criaturas que estiveram no planeta, e em outros mundos, antes do surgimento de uma espécie capaz de raciocinar. Estes são os chamados Deuses e monstros de Lovecraft, sim são reais, e extremamente perigosos. São verdadeiros demônios, como nos livros de ficção fantástica, ou o mais famoso deles, a bíblia. Estes sim, são devoradores, cruéis, e sem escrúpulos, porquê esta é a sua natureza, e embora se acredite que a mesma pode ser alterada, a verdade é que o natural é concreto, e pode até mudar sua forma, mas a essência, o material e seus componentes sempre serão o mesmo. Então se anseia ser um membro do Culto ao Cthulhu ou Nyarlahtotep pense bem, 

    pois realmente estará se colocando em risco, não importa se é humano ou de outra raça,

    eles são os seres mais antigos e assustadores que existem, desde que o universo era apenas o Caos. Uno foi a primeira e única criatura, que nasceu com a capacidade de pensar, e por isso teve de criar sintéticamente outra espécie, que pudesse receber os traços do seu DNA. Foi assim que nasceu Duo, a sua contraparte feminina, que seria utilizada apenas para a procriação, e repasse dos genes do primeiro ser. Não é a toa que os do gênero masculino, se sentem superiores aos seres femininos, eles vieram de quem veio primeiro, mas a verdade é que sem sua metade, ele não poderia gerar outros seres, então é por isso que as fêmeas, são bem mais importantes, e glorificadas por seus óvulos. A história de Uno e Duo, não é nada romântica, ele a desenvolveu, apenas por um propósito, e não era o medo de ficar sozinho. A solidão para Deus nunca foi um problema, mas precisava de outros para aprisionar suas primeiras criações, os violentos antigos. Por isso ele não a respeitava, era apenas um pouco das suas células, nem mais, nem menos, e como tinha sido criada por ele, tinha a obrigação de servi-lo de todas as maneiras. Como sua guerreira, ou escrava sexual, na tentativa de testar se tinha capacidade de se reproduzir com ela. Duo era constantemente humilhada, como algo sem valor. Teve 7 filhos com Uno, e nem um deles, soube de sua existência, até o dia da Revolução Luciferiana, todos acreditavam que Uno havia os feito, e ele poderia mesmo, só que preferiu verificar outras formas de reprodução, que não envolviam a síntese. Não tinha mencionado Duo antes, porquê a história de Uno e suas injustiças, é o quê tem perturbado minha mente, mas ela é importante para toda a história, não só a minha, como a de todos os mundos. Após a grande guerra entre os anjos do senhor e os caídos, ela se tornou a maior autoridade, a qual os seres dispostos a lutar pela justiça procuraram. Seu nome na Terra foi modificado para Gaya, uma homenagem ao seu poder de criação instantânea, que vinha dos 50% de DNA de Uno compartilhado com ela. Duo é a minha avó, como os terráqueos chamariam, devido a sua ilusão de tempo, criada por uma corrupção dos telômeros. Ela é doce e bondosa, uma verdadeira luz diante da escuridão de Uno, mas a sua natureza amável, é facilmente manipulada por interesses esdrúxulos, e por mais que tente abrir seus olhos, ela assim permanece, por isso não me dou bem com ela. Ela é a deusa Cerridween dos Wiccanos, a Maria dos Católicos, e certamente me protege, mas eu não tenho intimidades com este ser tão poderoso, que de Deusa da criação, tem sido a reduzida a humana, que supostamente deu a luz a um dos filhos de Uno, digo Jeová, sem o contato sexual, e mesmo assim não levanta a sua espada, e luta para ter o seu nome respeitado. Duo é incrivelmente forte, apesar de sua maior característica ter ligação com o amor, ela tem dons que poderiam facilmente devastar todo o universo, e parte do multiverso. Eu herdei alguns dos seus dons, devido aos 13% de DNA divino que corre em minhas veias. Por isso certas coisas acontecem, quando fico com raiva, nunca consegui controlar minhas habilidades, e pra ser sincera nem tentei, queria lutar por ter o necessário para a guerra, e não ser uma arma sem intelecto. Como minha mãe, ela também foi uma criação, porém diferente dela, Lilith foi fervorosamente amada pelo filho mais velho

    de Uno. Duo e Lilith são semelhantes, como se fossem mãe e filha, ambas são ruivas, tem a pele clara, e os olhos brilhantes, no entanto Duo é pura energia em sua forma real, só que se pode ter uma ideia do seu físico, porquê ela consegue facilmente se materializar, fazendo juiz ao seu status de Deusa Suprema. Peço perdão, mas não sou capaz de continuar a falar de Duo, porquê nunca a admirei, é por causa dela que estou aqui, e isso não me faz nem um pouco feliz. Em algum momento vim pra cá, numa missão suicida, mas ela me tirou da morte, e me colocou neste corpo, deixando o seu sinal, para que eu tivesse certeza de que era a responsável. Eu literalmente devo esta vida a ela, então não há porquê agradecer, meu marido está aqui, junto de mim, e a minha filha também, mas ela não fez nada para impedir Uno, de tornar minha estadia neste lugar um inferno. Coisas ruins aconteceram comigo, e ela com certeza estava tão focada nos seus seguidores, que nem sequer soube, ou me deixou sofrer, porquê nunca quis seguir o seu lema de amor incondicional. Ela é boa, mas em seus atos de bondade, acaba sendo igual ou pior que Uno, então me perdoem queridos leitores, não dá pra continuar a falar da deusa, sem descer ao nível da escrita, e parecer uma lunática ainda maior xingando-a. Por isso, esta parte se encerra aqui. Posso não está lúcida sobre meu papel no universo, mas de uma coisa tenho certeza, isso daqui é apenas uma plataforma de dor e sofrimento, e os humanos contribuem inconscientemente para piorar

    essa situação. Disto estou certa, e também me mantenho na posição de entidade extraterrestre, em carne humana, pois tenho certeza das minhas memórias. Á única coisa que não se encaixa é, como vim parar aqui depois que a Terra, foi enfim tomada pela escuridão, conhecida como Jeová. Eu fui presa? Nosso reino foi atacado? Isso faz sentido, porquê já tive memórias, antes mesmo de descobrir que era filha de Lúcifer, as quais usei para criar uma personagem chamada Samaelith, pois acreditava que era filha do anjo da morte, que tinha vindo para a Terra com seus familiares adolescentes, porquê o reino de Samael havia sido atacado, pelas tropas angelicais. Talvez não tenhamos fugido, e sim fomos capturados, drogados e atordoados, para achar que viemos por vontade própria. Eu não sei, só sei que hora ou outra vou me recordar, no momento certo provavelmente. “A prisão tem seus dias contados, e os carcereiros já estão em pânico!” Há pouco mais de 3 dias, meu amigo Bruno, se que é posso chamar alguém de amigo naquela ilha de cobras, que é Macapá, me enviou um vídeo intrigante de Chico Xavier, sobre a data limite. Tal profecia nem sequer me abalou, afinal de contas, sou obcecada por esses assuntos, mas ela serviu para manter a minha teoria da Terra prisão. De acordo com o próprio Chico, a humanidade teve um prazo de 50 anos, para garantir um mundo sem guerra, e violência, que se iniciou em 1969 quando o homem pisou na lua, e se encerra em 2019. O prazo foi proposto pelas entidades superiores, (dou minha cara a tapa, que foram os andromedanos), porquê segundo as mesmas, do momento que o homem foi capaz de sair do planeta, ele se tornou um perigo para o sistema solar. Caso a "humanidade" cumpra o acordo, em breve este lugar se tornará o "paraíso", onde não haverá sequer uma doença. Parece maravilhoso não é? A Terra um paraíso...Mas lembrem-se de como me recordo de Andrômeda, e saibam como lutar contra isso. Eles nos querem dóceis e amáveis, depois de tudo o quê nos fizeram passar, e sim me refiro a nós aliens ou demônios se preferir dentro de humanos. Tenho certeza de que se você está lendo meu relato até aqui, também sofreu bastante, deve ter sido estuprado, humilhado, rejeitado, torturado, entre outras coisas, e provavelmente nem se deu conta de que teve o desprazer de ter mente lavada. Eles nos destruíram, tomaram nossas esperanças, aniquilaram nossos sentimentos, e ás vezes até tiraram nossos entes queridos. Para nos intimidar, e agora terem a certeza, de que vamos baixar a cabeça. Desculpe desapontá-los mas eu não vou, tô pouco me lixando para o seu milagre curativo, porquê sei que foram vocês mesmos, que criaram tais doenças, então não percam o seu tempo. Sei que não sou a única desperta, então se preparem pois logo vamos guerrear. Entidades de outro planeta viram pra cá? É claro que sim, eles já estão aqui, e trabalham pra nos torturar dia a dia, com todo o requinte de crueldade, porquê não seguimos Uno. Tenho lido constantemente em sites, que o mundo é um lugar terrível, por causa de gente satanista, que a devastação se dará porquê é plano do diabo, que o Illuminati, é uma ordem secreta, que serve para propósitos satânicos, etc. O quê isso tem a ver? Chegarei lá. Primeiro há sim ordem secretas e satânicas, trabalhando mundo a fora, mas não se engane, eles não são estupradores, ou comedores crianças, são gente de bem, disposta a fazer parte da iluminação, e lutar por um mundo melhor, seguindo fielmente os princípios luciferianos. A Illuminati já foi uma das nossas ordens, principalmente no período renascentista, mas hoje é corrompida, e pertence puramente a igreja, a mais famosa de todas, o sagrado Vaticano, e não, não é o código da Vinci, é a realidade, eles precisam de fiéis dispostos a seguir com o plano de Uno, por isso garantem que estes façam o trabalho sujo, enquanto supostamente "lutam para salvar almas". E sim a devastação se dará porquê é um plano do Diabo, e ela já começou. Sim, este planeta está sendo destruído, por nossa culpa, mas não da forma que lhe fizeram acreditar. Ele está sendo destruído sistematicamente. Já deve ter ouvido falar em Bitcoin, não é? Com certeza sim, é uma moeda que foi criada com o intuito de derrubar os bancos tradicionais, ou o seu futuro e provável investimento. O quê ela tem a ver? Calma, tudo a seu tempo. Tenho me envolvido com o universo das criptomoedas, e estou extremamente fascinada com as mesmas. Achei que seria impossível, dado ao fato de que tentaram me afastar delas, usando a Késia como pretexto, mas agora estou de volta, e não me importo se ela fez um curso de técnica em informática, que a propósito se escreve com "ca" e não "k", como a anta escreveu. Isso foi em 2013, e duvido que alguém tão ignorante, e sedenta por superioridade tenha se dado ao trabalho de se atualizar. Não, certamente deve ter perdido o seu tempo, estudando para se tornar advogada, porquê é uma profissão que supostamente lhe dará o status almejado. Porquê é um tempo perdido? Simples essa profissão em breve deixará de existir, já que com a capacidade de se infiltrar em memórias, não haverá porquê defender alguém, se tiver a prova da própria pessoa cometendo o crime, além disso antes da profissão falir, terá certamente sido presa por ser envolver em um escândalo de corrupção. Ela é do tipo “passo por cima de qualquer um pra ganhar”, então seu futuro não pode ser próspero, isso não é profético, é apenas ação e reação. Mas voltando ao que interessa, a tecnologia, a robótica, o futuro sempre foi a minha grande paixão, depois da magia é lógico. Porquê ler sobre aventuras que se passam num período longínquo, me fazia me sentir mais próxima de casa, e ás vezes até lembrar de onde vim.  Por isso estou cada vez mais envolvida com o mundo binário, e tenho entrado em sites para me especializar neste assunto. Tenho passado madrugadas inteiras, apenas procurando ex-changes, e faucets, para entrar neste mercado com o pé direito. E numa das minhas "viagens pela dimensão de Thaís", como meus colegas da faculdade costumavam chamar, percebi que a criptomoeda é muito mais do quê um novo ativo financeiro, representa o início da queda do velho mundo. Pense comigo, o quê tem movido a sociedade há séculos? Nem precisa de alguns segundos, para saber que o dinheiro não é? É como dizem sem dinheiro ninguém "vive", e com isso o sistema tem nos controlado para andar de mansinho, seguindo sua linha reta, sem fazer curvas. Mas o quê acontece quando esse dinheiro perde a valia, e outro objeto é colocado em seu lugar? Ele sai de circulação. Os carcereiros tem nos dito através de todos os seus recursos midiáticos que "não há dinheiro para todos", por causa da quantidade de papel que se gasta, mas e quando, não precisa mais de papel, e os outros conseguem criar uma boa quantidade financeira literalmente do nada? O sistema deles quebra, e todos ficam livres para fazerem o quê quiserem de suas vidas. Seu sonho é ser pintor, mas não tem condições para isso? Procure na internet como ganhar bitcoins, e troque-os por dinheiro, para conseguir realizá-lo!  É como um sonho não? Não precisar mais trabalhar para um chefe grosso, e estúpido, que não te valoriza, por um salário que nem compensa, o seu suor e lágrimas. Chega desse inferno, e alcance as folhas desta árvore da vida. Crowley uma vez disse, que há espaço suficiente para todos, só não para a ganância, e acho que ele se referia ao Bitcoin. É claro que a moeda foi criada por alguma ordem secreta, para favorecer os seus, pois muita gente que não tinha absolutamente nada, agora está bem de vida. Quando dizem que esta é a moeda do Diabo, eu digo deve ser mesmo, porquê meu pai a introduziu neste mundo, para desbancar o sistema político-religioso aqui instalado. Se eu sou a messias dos demônios, só tenho a agradecer ao Satoshi, por aceitar ser o rosto da moeda que foi desenvolvida pelo meu pai. E fico feliz, de ter a chance, de também melhorar minha vida financeira, com este invento. Infelizmente, ou talvez felizmente, os nossos governantes, já estão cientes de que o seu sistema econômico está falindo, e em breve o dinheiro de papel será apenas uma lembrança, está preparado para o meu reinado, e usar a marca da besta? Eles tem usado todos os artifícios para destruir as criptomoedas.De proibições, a banimentos, e discursos desnecessários de alguém que deseja manter o seu lugar no céu. É bastante óbvio, e isso é uma verdadeira guerra, entre os gênios satanistas ou "ateus", e os velhos e carrancudos senhores de empresas, que sem o papel valioso, podem conhecer a miséria como nós já conhecemos. Eu estou do lado dos entusiastas bitcoin, o mundo tradicional e suas regras patéticas, já deu o quê tinha dá. As taxas de banco são altas demais, o preço das coisas chega a ser grotesco, as pessoas se matam de trabalhar, para não conseguirem nada mais que o necessário. Enquanto que os outros, os seus senhores, ficam no topo só a rir e observar sua desgraça. Com o Bitcoin isso não será mais necessário, pois há formas de ganhar frações do mesmo, totalmente de graça, ou caso não consiga, tente outras moedas. O Bitcoin abriu as portas da revolução Luciferiana na Terra, mas não é o centro de tudo, ele é o Sol, só que há outros planetas, então procure explorar isso. Se você é satanista, um louco, ou os dois que está lendo isso, certamente ficará animado com minhas projeções, e fico feliz por mostrar o caminho dos tijolos amarelos, porém tenho que te alertar, se quer entrar neste universo, pode ter certeza que é bem vindo, só que antes de colocar todo o seu dinheiro na moeda, lembre-se de duas coisas. 1 o mundo antigo ainda está de pé, e 2 há formas de se conseguir moedas de graça, então pra quê gastar, se pode apenas ganhar? Com as criptomoedas tudo é possível. Os senhores do velho mundo, vestidos com seus ternos e gravatas, estão furiosos com as enormes demandas de criptomoedas, por isso não se assuste se aparecer algum artigo indicando que um órgão obscuro, usava  bitcoin pra financiar o tráfico de crianças. É uma jogada deles, para fazer da moeda ilegal, e perder o seu valor, nunca se esqueça que eles sempre terão gente, pronta para fazer o serviço sujo, e manchar a reputação de algo que os ameaça. Mas trata-se apenas disso, uma ameaça, portanto não se preocupe, assim como há gente de poder no topo do lado deles, há no nosso, e estes não deixarão que a utopia da criptomoeda seja destruída facilmente.


































    .





























































    Anexos




    Carta prometida




    13/03/2018

    Olá novamente, em todas as vezes que vim 

    até você, porquê não sou uma covarde, vim com um tratado de paz, mas como a sem classe que é, você simplesmente me tratou mal, só para sair de superior. Engraçado nunca ter ouvido falar de mim, mas justo depois de começar a namorar o meu marido, adotar esse estilo tão característico da única Carry Manson que existe, outra coincidência estranha Késia, Carry...ambas com o som de K, mas advinha quem veio primeiro? Isso mesmo, eu sou o ovo, você é apenas a galinha. Suas fotos são tão semelhantes as minhas, que entendo porquê o Brendo te chama de cópia barata de mim. E ah se você nunca ouviu falar de mim, porquê então escrevia nas postagens românticas que aquilo não era pra você? Sabia que ele esteve com você por 2 anos, e nesses 2 anos guardou uma música que cantei, e a ouviu antes de dormir? Taí o quanto é superior queridinha. Ah que ele falava de mim pros amigos, como a única perfeita pra ele, e   só estava com você porquê queria te levar pra cama, cê foi dura na queda hein? Tão típico de virgens indesejadas. Calma tem mais. Quando você foi pra casa dele, ele nunca teve a intenção de te apresentar pra mãe. Ele te traiu com Macapá inteira, incluindo sua amiguinha Bruna, que você tanto detesta, e sabe a Thaís Silva que quase destruiu o namorico idiota de vocês? Bem ela nos dá total apoio, e comigo percebeu que a derrota era garantida, porquê eu mostrei quem realmente manda. Ah o nome da melhor amiguinha dele era Thaís e ela curtia animes, filmes, desenhos, e pintava o cabelo de colorido? Bem advinha por quê?! Por lembrar de você é que não era monamour. Sei que se falaram recentemente, e que você continuou a negar os fatos, porquê quer ser superior, mas meu bem você é tão superior, quanto essa tua popularidade de merda, que se restringe aos teus amigos. Quem é Késia Marques? Se você não tivesse namorado o cara que eu deixei, eu nunca saberia, mas anda por Macapá, todo mundo sabe quem é Thaís Mariano, e joga no google, e todos vão saber quem é Carry Manson. Se acha especial por falsas declarações, que só conseguiu por fechar as pernas? Grande coisa, quero ver dormir com o cara, e segurá-lo por 8 anos. Ah é desculpe em março de 2013, ele não esteve com você, porquê estava na minha casa, e só não ficou lá porquê eu garanti que não voltaria pra ele. Triste não acha? Saber que a pessoa em quem você quis pisar, te superou em tudo. Sim porquê se com 3 meses de namoro, ele saiu pra te trair, com 3 meses de namoro eu o fiz sair de casa, pra se casar comigo. Bom é isso, foi um prazer não falar com você, e quer saber ? Isso não acaba aqui. Se sente humilhada agora, é porquê não sabe o quê te aguarda. Ps: Deixa de se fazer de dark,

    todo mundo sabe que você escuta apenas

    nxzero, fresno, e strike!










    Obs: Sim fui arrogante e metida, mas isso é apenas um mecanismo de defesa, para esconder minha tristeza e total insatisfação diante dos fatos. Não tenho nada contra as bandas de rock citadas, apenas acho ridículo alguém escutá-las, e querer bancar  um ser das trevas, quando está claro que tem coração mole. Eu já as escutei, mas isso foi há muitos anos, quando acreditava em amor, e que podia ser feliz. Pra mim quando alguém escuta tais canções e gosta do quê ouve, significa que é uma pessoa de coração mole, que tem esperanças e alegrias, algo bem distante da persona de alguém soturno, por isso fica fora de contexto, é como ter o coração de manteiga, e fingir que é de pedra, só para ter atenção, o quê para mim é um ultraje. Porquê o quê importa é ser você mesmo, e não outra pessoa para agradar a todos, pois se tem que ser outra pessoa pra gostarem de ti, é porquê os sentimentos dos que te rodeiam não são reais.




























    Fim.
  • sucumbência

    meu peito está em ruínas,
    minha alma desfalece em meio aos escombros
    meu fôlego se esgota
    enquanto eu desmorono.
    minhas lágrimas me afogam,
    o medo e o pânico me dominam
    peço ajuda e ninguém ouve
    grito por socorro e minha voz falha.
    salve-me! eu rogo.
    forças... onde as busco?
    estou sozinha.
    aos poucos vou despencando...
    estou sucumbindo...
    estou sorrindo, mas não estou feliz.
    parabéns, ansiedade. você me venceu...
    dessa vez.
  • Sujeito

    Peguei as folhas entre os braços, como se tivesse achado a solução para meus problemas criativos. Segui meu caminho para casa, talvez resignado com a vida, ouvi pássaros cantarem nas árvores, o dia está bonito e agradável, posso me deitar e dormir finalmente, após semanas sem uma boa noite de sono, já está decidido nada de publicações, mas com certeza existirá um final e quem sabe o que acontecerá depois, este livro não é mais meu ou sobre mim, mas sim sobre a vida, sobre a literatura, sobre a cidade, meus amigos, familiares e amantes. Enfim, se resume na construção do sujeito barrado e suas perambulações. 
     

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