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Divisão de Ensino - Soldados que sonhavam ser pára-quedistas PART: 1

 1 - AMAN casa nova e nova experiência de vida.


Vindos de varias partes do sul estado do sul fluminense, os membros da 1º auxiliar divisão de ensino de infantaria, caracterizava-se por um passado diferente de uns a outros. Uns haviam sido simples estudantes que haviam terminado o ensino médio e viram o alistamento obrigatório como uma opção de se iniciar uma carreira profissional, outros trabalharam em mercados e gráficas e filhos de gente de classe alta e baixa poucos extremamente pobres.  Todos ali queriam e foram voluntários a servir o exercito, não havia arrependimento de ninguém de estar ali apenas o espírito de companheirismo e humildade ajudavam uns aos outros.

Eles foram reunidos no verão de 2014, época de copa do mundo no Brasil e de muita tenção por parte da guerra que se instalava na Síria, todos se perguntava se o Brasil iria encarar isso também ou não ou se deixaria isso para os americanos e russos e o exercito da ONU. Em uma noite de março de 2014 um ataque terrorista foi feito no Rio de Janeiro e em São Paulo na manha seguinte o estado islâmico reivindicava o ataque e deixava como uma ultima mensagem o azul de sua bandeira será manchado de vermelho, todos ficavam aflitos e com raiva querendo mostrar para que veio o que era pra ser um simples ano de serviço obrigatório acabava se tornar um ano de guerra para todos queriam ir não se importavam com a possibilidade de não voltar pra casa só queriam ir. Na mesma manha O Brasil declarava guerra ao estado islâmico no mesmo dia todos recebiam treinamentos e submetidos a testes para ir para Síria e enfrentar terroristas ao recorrer do dia veio a noticia que o estado islâmico subira a poder da Síria governado e liderado por Ayman Al Zawahiri. No fim da primavera do mesmo ano todos haviam se tornado membros de elite de uma companhia de infantaria linha de frente. Alguns dias após a formatura alguns se se ofereceram como voluntários para compor o corpo pára-quedista, por causa dos 200 reais mensais a mais no salário que os pára-quedistas recebiam outros falavam que era pra ter alguma historia para contar para seus netos. Mas na verdade eles se ofereceram para saltar de aviões porque poucos queriam e estava sendo montada uma companhia pára-quedista dentro da AMAN e alguns queriam estar entre esses poucos queriam fazer historia assim como os praçinhas da FEB fizeram durante a segunda guerra. Eles queriam aproveitar bem todo o tempo gasto no exercito durante o período básico, queriam fazer uma experiência de aprendizado e amadurecimento e superar alguns medos pessoais. Eles sabiam que entrariam em combate e não queriam ir como recrutas mal treinado, com medo e pouco motivado queriam ir e estar com alguém que podia confiar em uma linha de frente a todo momento. – Apesar de tudo que acontece e dos políticos que temos eu amo o meu país acima de tudo – declarou Andre Dias anos depois. Todos sabiam que estavam indo de encontro com a morte e que não poderia haver volta. Sabiam que teriam que confiar um no outro e que fariam mais que fosse pedido e que o próprio papel, individualmente alguns ficavam ressentido pelo fato de ter que sacrificar os anos de sua juventude em favor de uma guerra que não provocaram. Queriam jogar futebol, estudar fazer uma faculdade e ate mesmo trabalhar e abrir um pequeno negocio e ter uma família e não da tiro de fuzis 762 e arremessar granadas e saltar de aviões. Mas já que foram surpreendidos pela necessidade de lutar, resolveram fazer o que fosse possível para lutar e voltarem pra casa vivos.

Eu não sabia nada sobre unidade aerotransportada e muito menos sobre pára-quedistas, era algo novo pra mim. Haviam dito pra mim e aos outros que estavam dispostos a irem que o treinamento era mais rigoroso e exigente que o do período básico, todas as outras unidades do exercito seriam submetidos a isso muitos viriam para AMAN somente para fazer esse teste, não importa o que falavam e diziam para nos desistirmos e voltar para companhia auxiliar divisão de ensino queríamos estar ali queríamos lutar e estar entre os melhores ou apenas tentar estar entre eles. O segundo-tenente Ricardo Torres, foi um dos primeiros membros do regimento treme-terra quando soube de um grupo de soldados recrutas que se alistaram no serviço obrigatório e que foram voluntários para compor o regimento pára-quedista Agulhas Negros da AMAN, ele fez questão que fosse nosso comandante e que nos treinasse, seu sub-comandante era o primeiro-tenente Adail, um paulista de Guarulhos. Torres era um sujeito bem refinado e exigente, havia ingressado no exercito através do QCO (quadro complementar de oficiais) era formado em direito, Adail havia sido soldado em um quartel de São Paulo depois que serviu o ano obrigatório presto concurso para a ESPECEX e passo depois de ter feito a prova duas vezes, foi cadete durante 4 anos na AMAN logo depois se torno aspirante oficial após ter feito a escola de formação de oficiais (ESAO). A maioria dos comandantes de pelotão eram recém formados da ESAO ou acabaram de receber as estrelas de primeiro-tenente após 4 anos como cadetes na AMAN, e tal foi o caso dos primeiros-tenentes Gabriel Adail, Andre Gomes de São Paulo, Bruno Dias e Eduardo Vilela dos campos de futebol do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e Espírito Santo Matheus Oliveira, João Pedro e Artur Sodré. Aos 29 anos de idade Torres era o vovô do grupo, os outros tenentes tinham entre 22 e 25 anos de idade pelo menos é o que aparentavam.

O regimento treme terra, juntamente com os regimentos Arranca-Toco, Alfa e Xavante formavam a 1° companhia pára-quedista Agulhas negras da AMAN. O comandante da companhia era o tenente-coronel Danilo Fontelli o comandante da AMAN era o general Thomaz, que apostava fielmente em todos nos a companhia era uma unidade experimental era a primeira vez na historia da AMAN que estava sendo criada uma companhia pára-quedista cujos membros fariam seu treinamento básico e de salto juntos, um ano depois todos ficaram na companhia ninguém quis sair após o termino do serviço obrigatório e resolveram engajar dentro da companhia pára-quedista agulhas negras. Os oficias eram tão novatos nessa coisa de pára-quedista quanto os soldados, em alguns casos não estavam nada mais que um dia á frente da turma no conhecimento do assunto. Os primeiros graduados do regimento haviam passado pelo exercito antes do ataque terrorista e alguns vieram do 26º Batalhão de Infantaria pára-quedista do Rio de Janeiro, eram visto como deuses já que tinham experiência em saltos e em ser pára-quedista estavam mais adiantados e qualificados que nós éramos recrutas recém engajados. Depois que conhecemos pessoalmente alguns passamos a velos com desprezo, eles não se misturavam muito com nós que éramos soldados alguns estavam fazendo CFC (curso de formação de cabo) não chegávamos a terceiro-sargento.

Os primeiros praças do regimento treme-terra foram os terceiro-sargento: Daniel Viela, Lucas Orioli, Lorran Gouveia, Wesley Paulino, Charles Nascimento e Bruno Veríssimo poucos dias depois a companhia pára-quedista Agulhas negras tinham 150 combatentes e 12 oficiais, ela foi dividida em quatro regimentos cada regimento tinha entre 32 e 35 homens, cada regimento havia um grupamento de morteiro e sniper com 6 homens, o regimento treme-terra tinha 6 fuzis Sniper HK PSG1, 5 metralhadoras  FN Minimi, 3 Morteiros Commando V 60mm e 3 Lança-rojão AT-4 de 84mm.

Poucos recrutas que vieram do serviço obrigatório conseguiram passar pelo período básico alguns os recrutas juntamente com alguns oficiais chegava e partia –observa Torres- Era só olhar para eles para ver que só estavam ali para ter uma asa de prata no uniforme e queriam um boot marrom para se achar superior aos outros soldados da AMAN do BCS (batalhão de comando e serviço) e ate mesmo cadetes recém chegados da ESPECEX, foi necessário trazer 150 oficiais do 26º Batalhão de Infantaria pára-quedista do Rio de Janeiro para ajudar no treinamento e na formação da 1° compania pára-quedista Agulhas Negras no mesmo ano mais da metade de recrutas do serviço obrigatório queriam compor essa companhia e sair do BCS, foi preciso fazer um concurso com 50 vagas de 150 combatentes na unidade passo a ter 200 cada regimento de 32 membros passo a ter 50. A tarefa do tenente-coronel Fontelli era fazer esses homens passarem por um treinamento básico e bastante rígido, ensinar a todos táticas de infantaria, fazerem com que os garotos se tornassem homens maduros prontos para o combate. Após uma triagem foi eliminado os gordos e alguns medrosos que tinham medo de segurar um fuzil, após essa triagem cada regimento de 50 homens passo a ter entre 35 e 42 homens. O soldado Luan Carvalho lembra do seu primeiro dia no regimento treme-terra.

-\Olhei para o pico das Agulhas Negras e pensei quando isso acabar verei o sol nascer no cume daquela montanha e fiquei olhando para aquele pico ate o sol tampar os meus olhos e não me deixar ver mais. Alguns minutos depois alguém toco um apito, entramos em forma recebermos a ordem para por uniforme TFM. Fizemos isso entramos em forma depois fomos correr sob a ordem e coordenação do major Couto recém chegado do 26º Batalhão de Infantaria pára-quedista do Rio de Janeiro e foi assim durante alguns dias no período da manha e as vezes no final da tarde e de madrugada.
No fim da segunda semana já estávamos correndo em ritmo de corrida ou em marcha acelerada, corríamos as vezes por toda a AMAN e as vezes íamos ate o curso básico e voltava e ate a metade do caminho da fazenda da boa esperança. No mesmo dia antes do almoço o tenente-coronel Fontelli mando reunir toda compania no pátio do BCS e nos disse: Relaxem nada de corrida hoje no período da tarde e da noite, depois fomos levado pelo tenente Torres para o refeitório e comemos muita macarronada e frango assado, enquanto comiamos ouvimos o grito do major Couto todos agora pra fora vamos correr todos foram desesperadamente pra fora em formação e após alguns abdominais e flexões começamos a correr, corremos acompanhados de ambulâncias e alguns socorristas fomos ate a fazenda da boa esperança e voltamos com homens vomitando o almoço por todo lado, os que aceitavam o convite dos socoristas e entravam na ambulância no final do mesmo dia foram despachados da companhia os que não serviam pra alguma outra companhia do BCS eram dispensados do serviço obrigatório e os que eram engajados eram dispensados do serviço militar e voltam para casa. Nós resistimos o maximo que podíamos, os oficiais e soldados corriam para todo lado que pudessem três ou quatro vezes por semana. Faziam isso para que pudessem tornar capazes de fazer um percurso de ida e volta pouco mais de 20 mil metros em 60 minutos ou menos. Alem disso passava por uma cansativa série de flexões e abdominais e uma pista de obstáculos.
Quando não estavam se exercitando, o regimento estava em instrução e depois fazia marcha noturna carregando equipamento de campanha completo. A primeira semana de marcha era de 20 quilômetros, a cada nova marcha acrescentavam-se dois ou quatro quilômetros. Eram feitas sem pausa para descanso ou tomar água – Ficávamos em péssimo estado, exausto e tínhamos a impressão que não queriam agente ali e faziam de tudo para que todos nos desistirmos e voltássemos para a divisão de ensino ou para casa. No final da marcha o tenente Torres no fim da marcha examinava cada cantil para ver se estava m cheio. Os que conseguiam resistir e não abaixavam a moral chegavam la por uma força de vontade muito grande e o desejo de querer continuar ali e de alguma forma fazer historia, como todas as unidades de pára-quedista do mundo, assim que esses homens passavam pela escola de pára-quedismo, recebiam distintivos em forma de asas de prata para usar no bolso esquerdo da jaqueta e uma boina e o direito de usar botas pára-quedista.

O único descanso que tínhamos era quando assistíamos as instruções sobre armas, mapas e leitura de bússola, códigos de sinalização e telefonia de campanha as vezes chegávamos ate a dormir durante as instruções nas instruções de luta e defesa pessoal colocávamos os músculos para trabalhar novamente. Quando nos deram o fuzil disseram para nos cuidarmos dele como se fosse a própria mãe ou esposa, com gentileza era nosso alguns conheceram tão intimamente o fuzil a ponto de conseguir desmontá-lo e montá-lo com os olhos vendados, para prepara a tropa para um salto de pára-quedas foi construindo as preças dentro da AMAN uma torre de 10 metros de altura. O soldado era preso ao ames de um pára-quedas fixado a ascenores de 5 metros de altura que por sua vez eram presos a uma roldana, por cuja canelura passava por um cabo. O ato de saltar da torre preso ao arnês e deslizar pelo cabo em direção ao solo dava a sensação de um salto pára-quedas e de uma aterrissagem real, todas as atividades eram acompanhadas de uma boa conversa e brincadeiras, coros e cantorias. A linguagem era chula esses soldados que tinham entre 19 e 22 anos de idade, livres das limitações do lar e das convenções sociais, reunidos numa comunidade só de homens, vindos de todas as partes da região sul-fluminense, esses garotos estavam aprendendo mais do que falar um simples palavrão, mais do que dar um tiro de fuzil, mais do que superar os limites físicos e psicológicos. Estavam aprendendo a obedecer sem resmungar ou retrucar, estavam aos poucos mesmo sem saberem e perceberem estavam deixando de ser simples garotos e estavam se tornando homens, estavam aprendendo confiar um no outro a serem leais entre si todos davam o melhor de si queriam fazer o certo e se destacar dentro da companhia quase toda semana o regimento treme-terra era uma das melhores dentro da companhia e do batalhão.

Poucos dias depois da formação todos os soldados que vieram da 1º auxiliar divisão de ensino de infantaria se mantiveram dentro da companhia dentro do regimento treme-terra todos conseguiam realizar movimentos de direção e conversão, ou de meia-volta como se fosse um só corpo conseguíamos correr em sincronia e na maioria das vezes no mesmo passo. Tudo isso era parte do amadurecimento e do rito do exercito, aprender beber cerveja e as vezes ate a fumar cigarros quase exclusivamente dentro da unidade militar muitos ali não conheciam a cidade de Resende então recorria a quem era de Resende e fazia quase que uma espécie de contrabando para se conseguir cigarros e cerveja, cantávamos canções do exercito e algumas outras canções durante a noite no quarto de hora, ficamos tão intimo um do outro que nos tratávamos como irmãos de outra mãe as vezes rolava um estresse e brigávamos e discutíamos mais isso fazia parte afinal sempre tem brigas nas melhores famílias.
A identificação entre nos se baseava nos nomes que nos deram a maioria ali substituiu o primeiro nome pelo nome do meio chegávamos a esquecer nosso próprio nome em algumas vezes isso facilito que nossa amizade crescer-se ainda mais a ponto de saber quando um de nos não estava bem ou passando por alguma dificuldade, isso facilito muito para que o regimento viesse a se destacar ainda mais dentro da companhia nos permanecemos juntos insistíamos em passar fome em favor de outros dividíamos nossa própria comida, sentíamos frio e sono e cuidávamos um do outro para que não dormíssemos em alguma instrução nenhum outro regimento ou companhia teve a mesma sintonia de amizade e lealdade um com outro combatente, portanto esse foi o inicio da experiência mais importante que tive em minha vida como membro da 1° companhia pára-quedista Agulhas Negras regimento treme-terra nunca deixei de agradecer o estado islâmico por ter favorecido que isso acontecer-se, por estar com o grupo de homens mais talentosos e destemidos que já tive o prazer de conhecer ate hoje, em um ano todos os soldados eram do grupo original vindo da 1° auxiliar divisão de ensino da infantaria alguns vieram a ser promovidos a cabo como soldado Leandro Oliver depois de alguns meses após nossa formatura alguns sargentos vieram pro nosso regimento por algum motivo queriam estar ali conosco lembro uma vez que o 3° sargento Bosco nos disse que nunca teve tanto orgulho de um pelotão como estava de nós. Para fechar o regimento e dizer que estávamos prontos vieram de outra companhia os sargentos Leo Rodriguez, Denis Sampaio, Andrew Gutierrez, Giovane Neves, Jhonnathan Antunes, Gregório Nascimento e Rodrigo Gabriel.

Os oficiais eram especiais com exceção de torres comandante do regimento universalmente respeitado e sempre visto, não acreditávamos que pessoas como Adail,  Eduardo e Arthur existiam mesmo eram tenentes recém formados eram pessoas de classe e com um posto muito mais alto que o nosso, esses homens se importavam conosco dividiam seu tempo para nos ensinar algo ou dar dicas para melhorar nossa ordem unida ou simplesmente para não deixar na reta. Adail causo uma revira volta em nossa vida ele era bastante sincero, se preocupava bastante com nós era um homem de poucas palavras e tímido não falava muito e quando falava era para nos ajudar ou para dar alguma dica ou aumentar nossa auto estima. Eduardo foi transferido para o estado maior posteriormente foi promovido a segundo-tenente e trabalhou na cordenação pedagógica do segundo ano dos cadetes onde se destacou muito e sempre deixava o desejo de voltar a para companhia pára-quedista especialmente para o regimento treme-terra, Arthur era muito brincalhão mais quando era preciso era um homem serio e muito rígido, Torres muito ativo e exigente achava defeito nos mínimos detalhes, Adail era totalmente diferente dos dois também não se enturmava muito e nem tentava se passar por o melhor por ter um posto alto, tampouco nos o víamos irritado com algo dentro do regimento ele era um oficial que fazia o trabalho certo e não cobrava mais do que deveria nos passarmos a gostar tanto dele que odiávamos irritar ele ou decepcioná-lo por algo ele nos ajudava tanto que esquecíamos as vezes que ele era um simples primeiro-tenente e o tratávamos como um soldado ou cabo do regimento.

Torres era um segundo-tenente logo promovido a capitão era um tirano rígido e as vezes ate mesquinho tinha um posto na qual tinha plenos poderes para fazer o que pra ele na maioria das vezes era o certo, quando não gostava de algo ou de algum soldado por alguma razão qualquer o punia com a menor punição imaginada na maioria das vezes ficava punido no final de semana sem poder voltar para casa. Havia um ponto de crueldade nele nas inspeções semanais algumas vezes eram matinais ele seguia ao longo da formação parava na frente do combatente que não o agradava muito e o marcava para ser o bode expiratório. Depois de punir quatro ou cinco soldados aumentava a punição e mantinha outra meia dúzia ou mais no quartel para que pudesse reforçar alguma instrução que foi passada na semana anterior ou ate mesmo para reforçar o condicionamento físico, no domingo à noite quando chegava atrasado na noite seguinte após um dia inteiro de exercícios ele ordenava  que o soldado abrisse uma trincheira de 8 metros de comprimento, 8 de largura e 8 de profundidade com as suas ferramenta de campanha quando o soldado terminava de cavar a trincheira ele ordenava que a fechasse Torres estava determinado em fazer do regimento o melhor da companhia e do batalhão. Na corrida, Torres seguia na frente do regimento as vezes corria num ritmo maior que estávamos acostumado sempre com a cabeça erguida, braços agitados, olhava de vez quando para trás para ver se alguém havia desistido corria como um pato aflito que estava fugindo de algo as vezes gritava: - Os terroristas vão pegar vocês eles fazem melhor do que isso – Lembro-me de muitas situações após o termino de um longa corrida e serie de exercícios, todos nos estávamos exaustos aguardando em forma o comando do capitão Torres ele ficava correndo em passos curtos de um lado para outro as vezes passando entre as fileiras tínhamos que convencer ele que tínhamos adquirido a disciplina que ele tanto desejava assumíamos a aparência de estatua quando estávamos em forma. Algo impossível de se fazer mais fazíamos o que ele queria pois queríamos ser pára-quedistas a qualquer custo hoje pensando logicamente e com calmo reflito será que valia tanto apena passar por tudo pra ter um simples pedaço de metal retorcido.

Rodrigo adquiriu um ódio eterno por Torres ele dizia: - Ate eu fazer o meu primeiro salto ou aterrissar em algum lugar da Síria ou do Líbano minha guerra e com esse homem, juntamente com os outros soldados, Rodrigo jurou que Torres não travaria uma luta de 20 minutos em um ringue por não ser oficial mais no front se o inimigo não pegasse ele mais uma meia-duzia de soldados do regimento treme-terra juraram que o pegaria pelas costas, a tropa o zoava pelas costas ‘carrasco broxa’ era o xingamento mais comum.
Torres era tão rígido com seus oficias quanto com os seus sargentos e soldados, o treinamento físico deles era os mesmos que os dos soldados e sargentos quando ouviam o fora de forma do dia, ficavam livres para irem dormir ou saírem para cidade os oficias tinham que estudar os manuais de campanha e fazer um pequeno relatório, depois fazer um teste que torres passava. Quando fazia reuniões com os oficiais, Arthur nos contava que ele era muito arrogante mal havia trocas de idéias, sua voz era alta e aguda e muito irritante muito das vezes ele gritava ao invés de falar normalmente e baixo, isso era apenas para testar nossa paciência Arthur e Adail o apelidaram de ‘Berrante’.

Torre não tinha muitos amigos os oficias de outras companhias e dos outros regimentos procurava evitar de falar e manter contato com ele, era raro de ver ele companhia com alguém conversando normalmente com algum oficial da mesma patente ou de alguma patente mais alta que ele  na companhia ninguém sabia nada sobre ele e da onde ele veio, também ninguém tinha interesse em saber isso alguns só queriam pegar ele de jeito. Ele tinha suas cartas marcadas e favoritos, dos quais o mais prezado era os terceiro-sargento: Daniel Viela e Lorran Gouveia e o primeiro-sargento Evandro qualquer um que tenha estado na AMAN conhece a figura do Torres ele era o clássico ‘merda de três estrelas’ ele criava o maximo de ansiedade em torno de assuntos de muita importância e sempre tentava deixar o ego da companhia no alto o comportamento dele tornava a vida militar pior que já aparentava ser a irritação mesquinha a arrogância, a disputa pra mostrar sua autoridade a frente do regimento e a disciplina que tínhamos perto dos outros regimentos em vez de procurar fazer uma amizade e confiança nele tínhamos apenas respeito por ele ter um posto mais alto que nós mais a palavra te pego lá fora não saia das nossas cabeças.
Torres tinha a autoridade sobre a tropa o tenente Adail tinha o respeito dela os dois davam a impressão de entrar em conflito a qualquer momento, ninguém comentava isso quando Adail ou Arthur ou ate mesmo o Torres estavam por perto e nem todos do treme-terra percebia que estava mais todos achava que Torres queria o controle total da tropa, Adail a todo momento aparentava que não queria que as coisas fossem assim e queria apaziguar tudo a todo momento mais no final a aparência de competição pelo comando era o que prevalecia. O ressentimento de Torres por Adail começou na primeira semana de treinamento, Adail estava sempre a frente do regimento enquanto Torres estava num palco improvisado fazendo demonstração de exercícios para os outros companheiros ou em alguma reunião com o coronel Fontelli, em uma tarde o coronel Fontelli estava andando pelos parques apenas observando as companhias ele viu o regimento treme-terra fazendo exercícios no pátio da artilharia quando o regimento termino foi dispensada pelo tenente Adail para o banho, ele chamou Adail num canto e pergunto – Quantas seções de exercícios o regimento teve hoje tenente?

- Quatro senhor – respondeu Adail.
Ele agradeceu dispenso o tenente e volto a andar pelos parques alguns dias depois sem consultar o capitão Torres ele promoveu Adail a segundo-tenente, Adail naquele dia passo a ser um homem marcado naquele dia em diante pelo líder do regimento ele passo a dar trabalhos desagradáveis ao Adail como inspecionar os banheiros e os alojamentos da companhia e do regimento ou oficial encarregado do rancho e da guarda do BCS. Adail alguns anos mais tarde confeçava que não achava os trabalhos ruins, acreditava que pelo menos parte do que Torres estava fazendo era necessário se a treme-terra fizesse percursos mais longos e corresse mais rapidamente que os outros regimentos, se ficasse no pátio em forma armado por mais tempo e seu treinamentos de combate fossem entremeados com ‘os terroristas fazem melhor do que isso’ e outras tipos de advertências ela nunca acabaria sendo o melhor regimento da companhia e teria um destaque entre as outras companhias da AMAN.
O que intrigava o Adail e que Torres era muito mesquinho e extremista em seus métodos e algumas atitudes, sem contar que se achava muito superior aos outros membros do regimento, Torres não tinha nem uma experiência militar não sabia ler um mapa nas instruções de campanha ele perguntava ao seu assistente o subcomandante do regimento segundo-tenente Arthur: -Onde estávamos? –Arthur procurava responder ele sem constrangê-lo mas nós sabíamos que estava acontecendo e isso depois era motivo de fazer piada dentro do alojamento longe de algum oficial e ate mesmo dos sargentos, Torres tomava decisões sem pensar e sem fazer consultas a algum superior ou ao seu assistente suas decisões eram muito equivocada e extremista. Certa noite no campo de instruções o regimento estava num pequeno bosque, seu papel era de assumir uma atitude defensiva e permanecer na posição a noite toda e deixar que o inimigo entrasse para que pudesse cercá-lo pelo flanco esquerdo tarefa fácil era só espalhar os homens em posições diferentes e fazer que todos ficassem quietos, ficamos esperando ansiosamente a noite foi se aprofundando madrugada adentro de repente uma nevoa começo a cair juntamente com uma brisa gelada que começo a soprar entre as folhas do da mata fazendo com que os galhos começar-se a balançar e derrubar alguma folhas Torres fica de pé e fala em um alto tom de voz. –La vem eles! –Meu Deus pensei comigo se estivéssemos em combate agora estaríamos mortos ou se rendendo aos terroristas quando voltamos pro alojamento pensamos e ate comentamos não podemos entrar em combate com esse homem ele não tem noção de nada.

Adail percebeu que nos não estávamos muito satisfeito com Torres como líder do regimento na manha seguinte antes de irmos fazer nossos exercícios ele nos convenceu que Torres era um educador e que estava disciplinando e educando um tremendo regimento, toda vez que se ouvia falar do regimento treme-terra ou dos soldados da divisão de ensino que queriam ser pára-quedistas observa-se homens muito bem preparados e tudo que era feito por nos era muito bem feito e na mais perfeita qualidade. De todos os outros soldados e membros da companhia nos olhos dos outros oficiais nos éramos que mais estávamos prontos para lutar e que tínhamos deixado de lado nosso jeito civil. Na opinião e na visão de todos nos o problema maior era que Torres não conseguia ver a insatisfação e o ódio que a tropa tinha por ele ou você obedecia por medo ou simplesmente obedecia pra não ficar punido no final de semana ou simplesmente por respeito por ele ser capitão e nos meros soldados, cabos e sargentos mais ninguém podia negar que o sucesso que o regimento teve e a fama entre outras companhias foi devido aos métodos do capitão Torres, os métodos e ate mesmo sua arrogância ajudo e facilito a união e a amizade dentro do regimento facilito para que confiar-se mos um nos outros e que souber-se mos de alguma maneira que podíamos contar com todos ali a hora que fosse preciso e quando precisar-se.

Nos o odiava profundamente mesmo quando ele de mostrava respeito por nós o odiava internamente, enquanto ainda estávamos na AMAN todos os meses havia um teste físico nas companhias do BCS os oficiais e praças tiveram que se submeter a um teste eliminatório da companhia, depois de um tempo nós passamos a não se importa com esse teste estávamos em tão boa forma que fazíamos o teste brincando todos nos fazíamos sem dificuldade alguma 40 a 50 flexões e abdominais as vezes até passávamos um pouco da media que era pedido. Sabíamos que Torres mal conseguia fazer 15 flexões quando fazia exercícios com nos ele sempre parava na metade ou nem fazia, o teste de Torres foi junto com o nosso torcíamos para que ele não atingisse a media mais ele sempre conseguia em nenhum momento nós torcíamos para ele ou o incentivava, quando ele terminava percebia-se que ele estava visivelmente cansado ficávamos em silencio com uma cara de decepção e nos perguntávamos como ele conseguia não falávamos nada apenas ficávamos quietos pensando em diversas formas de sumir com Torres.

Os soldados ou qualquer outro praça ou oficial voluntario da companhia pára-quedista podia sair a qualquer momento que quiser-se, quando essa idéia subiu em nossas cabeças principalmente na minha mais se saíssemos havia uma possibilidade muito grande de sermos dispensados do serviço militar se não conseguíssemos engajar em alguma companhia e seção nosso ano obrigatório já havia terminado só estávamos ainda no exercito por ter sido voluntario para a formação da companhia pára-quedista, que nos restava a fazer enquanto nós éramos treinado era rezar para que Torres desistisse de ser pára-quedista e ir para alguma outra companhia e ter uma função e posto administrativo e que se destacasse por lá também.

Exigir de mais da treme-terra mais do que dos regimentos arranca-toco, alfa e xavante era difícil, pois o comandante do BCS o coronel Fernandez e o tenente-coronel Fontelli comandante da 1º companhia pára-quedista agulha negras eram quase tão fanáticos quando o capitão Torres. Na páscoa o tenente-coronel Fontelli deixou a companhia a vontade e relaxasse nesse dia já que todas as instruções e exercícios foram cancelados, o coronel Fernandez decidiu que a ocasião era boa para um exercício de campo de dois ou três dias para as companhias do batalhão o exercício envolveu longas marchas durante a noite, um ataque contra uma posição de defesa, um alarme fictício com uso de gás e de munições não letais a maioria das simulações feitas eram contra os cadetes do quarto ano da AMAN que nos achávamos que era uma simulação meio covarde, já que os cadetes tinham mais preparo e experiência que nos em campo essa foi uma das primeiras experiências do regimento com a ração R2-D2 (pacotes de ensopados de carne ou legumes e algumas balas e doces).
Coronel Fontelli tornou a páscoa ainda mais inesquecível ele estendeu arame farpado pelo campo, a cerca de 25cm do solo molho todo o campo ate que ficasse todo enlamaçado e coloco vísceras de porco entre os arames e nos ordeno que nos rastejássemos enquanto os cadetes disparava contra nos utilizando metralhadoras ponto-50 e tiro de fuzil 762 com munições de festim, atiravam sobre o arame farpado nos acertava de vez enquanto toda a companhia teve que rastejar pelo solo através da lama e dos intestinos e outros órgãos de porco que aparentava que acabavam de ser retiradas do animal, nenhum de nos esquecemos daquele dia e aprendemos que bebes engatinham e as cobras e pára-quedistas rastejam e nos rastejamos como se nossas vidas dependesse disso.

No fim do verão daquele ano a instrução básica havia terminado, toda a companhia havia se especializado tanto no manuseio de morteiro como operar aparelhos de comunicação e primeiros socorros básico de campanha, todos nos podíamos realizar qualquer tipo de trabalho sem medo de errar ou ter alguma duvida de como fazer antes todos os praças conheciam os deveres de cabo e de sargento e estava preparados para assumir se fosse preciso ou necessário. Todos nos conseguíamos atingir nosssos objetivos na AMAN depois de alguns dias naquele mesmo fim de verão chegou ao conhecimento do tenente coronel Fontelli que todos os soldados e cabo que estavam no regimento treme-terra vieram da 1º companhia auxiliar de infantaria divisão de ensino ele penso consigo mesmo – meu deus um bando de garotos que vieram do serviço obrigatório que após o fim do período básico do soldado assumiram trabalhos administrativos em salas e escritórios, trocaram o conforto pela ralação e o desejo de ser pára-quedista.

Após consultar o comandante do batalhão o coronel Fernandez e o capitão Torres ele decidiu re-nomear o regimento treme-terra que depois daquela tarde de março passo a se chamar regimento divisão de ensino ou como era chamado por nós internamente D.E. Na manha do dia 7 de abril daquele ano a companhia pára-quedista juntamente com a cavalaria partiu em caminhões em direção ao Rio de Janeiro nós estávamos indo para o do 26º Batalhão de Infantaria pára-quedista e parte da cavalaria estava indo para o 57º Batalhão de Infantaria Motorizado, partimos de Resende levando nossos equipamentos inteiro foi um pouco ruim para algumas pessoas como o Carvalho que fazia parte do grupamento de morteiros regimento, ou para o sargento Bosco que teve que carregar sua metralhadora no colo a viagem foi um pouco longa e bastante desconfortável fomos na traseira de um caminhão worker 15.210 o tempo estava péssimo e nublado durante a viagem começo a chover forte  olhávamos pra estrada não conseguíamos ver nada alem de pequenos faróis que dos outros veículos, quando chegamos no Rio de Janeiro a chuva havia parado e o tempo abria um pouco mas um vento frio começou a soprar chegamos no 26º Batalhão de Infantaria pára-quedista por volta das 14 horas o comandante do batalhão o general Garcia havia preparado uma pequena recepção de boas vindas para nós algumas companhia em forma na entrada do batalhão quando descemos do caminhão e começamos a caminhar em direção a entrada do pátio uma banda começo a tocar a canção da infantaria as companhias em forma canto em coro.

Ficamos em forma no pátio aguardando a ordem do tenente-coronel Fontelli, após um breve discurso de boas vindas do general Garcia fomos direcionados para nosso alojamento e fomos separados por regimento, nosso regimento foi para o alojamento dos fuzileiros daquele batalhão que não foram nada receptivos conosco a noite o frio foi maior ainda nosso jantar foi pão com manteiga e geléia já que não estávamos arranchados naquele dia e não conseguíamos usar nossos fogões de campanha para fazer algo. No segundo dia nos outros regimentos houve queixas de roubo e sumiço de equipamentos de campanha e da má recepção que tiveram nos alojamentos das companhias. Adail era o líder do nosso regimento pois Torres não só viria para cá na semana seguinte o motivo não soubemos mais todos nos ficamos aliviados dele não vim lembro que nós dormimos muito mal ficamos quase que acordado a noite toda e revisando entre nós o sono, fizemos isso para ficarmos de olho e cuidar das nossas coisas lembro que na manha seguinte do Souza ele estava tão cansado que quando o Adail nos chamo pra entrar em forma ele mal conseguiu se levantar meio que foi quase que se arrastando para a formação e logo depois fomos para o rancho tomar o café da manhã, Souza foi se arrastando e meio que apoiando no Andre para não cair no chão quando chegamos no rancho e sentamos para tomar nosso café Adail foi ate o Souza e disse para ele ir ao posto medico depois e passar o dia lá e descansar por algum motivo e para surpresa do segundo-tenente Adail Souza recuso isso e pediu para fazer uma marcha depois do café, depois do café Adail organizo uma marcha improvisada de 89km nos formos acompanhados por alguns oficiais daquele batalhão que conhecia bem todo o batalhão e os melhores lugares para fazer uma marcha eles foram bastantes receptivos e durante a marcha conversava com todos nós Souza ando quieto em todo momento não disse uma palavra se quer nós fomos contra essa marcha desde o inicio mais decidimos fazer pelo simples prazer ter a companhia do Souza em nosso regimento e de alguma forma demonstrar isso a ele.        
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Atualizado em: Sáb 15 Jul 2017
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