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Pássaros

Uma das coisas que mais gosto é de escrever sem ter um tema pré-definido. Tudo passa a fluir naturalmente, como uma folha que é carregada pelo vento ou cai no curso de um rio. Aqui estamos, no ar ou na água. Resta saber o que será carregado.
Há muitas coisas para serem faladas. Não sei sobre qual delas vou falar agora. Poderia ser sobre a morte. Não, acho que não. Vida? Minha vida? Talvez sobre outra vida. O legal de escrever é poder imaginar como seria a vida de outro ser, outra pessoa. Em algum lugar por aí deve haver... um pássaro. Um pássaro bem bonito, de penas azuis que brilham com a luz do sol. Será que ele tem filhotes? Acho que ele já teve muitos, mas agora está voando sozinho. Seus filhotes são agora crescidos e podem se virar sozinhos.
Esse pássaro tem uma linda voz. Ele canta de uma forma tão majestosa que até seus predadores ficam maravilhados. Sim, ele tem predadores. Muito ferozes, como águias e gaviões. Mas ele consegue driblar todos porque é mais rápido. No entanto, já imagino o dia em que ele não será tão rápido, em que não cantará tão lindamente como agora. Será que ele vai morrer no ninho? Ou no campo de batalha da vida? Pássaros cometem suicídio?
De qualquer forma, seria mágico acompanhar os detalhes da vida desse pássaro azul. A propósito, eu amo azul, é minha cor preferida. Azul do céu, azul do mar (que por acaso é reflexo do céu). Não estou tão inspirada hoje como outros dias. Estou ouvindo Sia. Amo a voz dela. Ela é como um pássaro, mas um pássaro branco. Um pássaro grande e gracioso. Como um cisne, talvez.
Eu? Não sei que pássaro eu seria. Talvez algum pequeno e medroso. Não teria cores tão bonitas, não cantaria tão bem. Desculpe se te assusto com minha visão pessimista de mim mesma. Não foi a intenção. Talvez eu pudesse ser um pássaro azul. Ou preto. Como o Blackbird dos Beatles. Eu sei que eu gostaria de voar. Pássaros não tem medo de cair como eu. Eu poderia confiar nas minhas asas. Seria maravilhoso. Um dia ainda vou voar como os pássaros. Por enquanto, vou voar como uma folha carregada pelo vento. Ou cair num rio. Nunca se sabe.
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Atualizado em: Sex 21 Jul 2017

Pessoas nesta conversa

  • Olá, Júlia! É um prazer conhece-la.

    De vez em quando — não tanto quanto gostaria —, passo por aqui, para ler o que os colegas estão escrevendo.

    Gosto de participar quando me sinto tocado de alguma forma.
    Seu texto: “Pássaros”, me tocou.
    Talvez, você tenha razão. Acho que todos nós, somos algum tipo de pássaro.
    Alguns com medo de voar.
    Outros, voando livremente, e, outros ainda, despencando.

    Espero que continue tentando voar.
    Se parte voar, for o mesmo que escrever com emoção; você está no céu! :)

    Parabéns!
    Continue escrevendo.
    R.B. Santos.

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  • Muito obrigada pelas palavras! Fico muito feliz de saber que as minhas alcançaram alguém. Não se preocupe que logo escrevo mais, e espero que goste também do que eu escreverei. Novamente, muito obrigada! Abraços! :)

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