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  • Prosa Poética
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METÁFORAS XIII (Versos e reversos)

Sou da alegria e dos risos,
Das canções e das madrugadas.
Das noites enluaradas,
Das portas do paraíso;
Das roseiras e seus perfumes;
Das meninas e seus queixumes;
Das tardes de sol poente;
Dos verões de dias quentes;
Das amantes escravizadas;
As camas acorrentadas;
Da vida indiferente.


Sou dos cantores as poesias,
Das poesias as canções.
Sou a corda que separa,
Os artistas das multidões.
Sou os amantes apegados;
Nas calçadas esticados;
Contando estrelas cadentes;
Trocando beijos ardentes;
Nas vozes dos seus corações;
Revelando emoções;
Nos seus beijos estalados.


Sou as rimas das poesias,
Que o poeta com ardor;
Escreve quando o sol solitário,
Nasce exalando seu calor.
Sou os risos dos namorados;
O lenço de papel perfumado;
No porta-luvas do carro.
Sou a esperança que se acende;
Quando a escuridão se mostra;
Sou dos amantes as propostas;
Na luz da palavra “amor”.


Mas tão somente sou gente,
Que ama e quer ser amado.
Que chora e se desespera;
Quando se sente desprezado.
Quando o coração se aperta;
Na sua estrada deserta;
Por causa da solidão.
Sou eu Isolda sem Tritão;
E sou Tritão sem Isolda.
Mas tão somente sou gente,
Que ama e quer ser amado.
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Atualizado em: Dom 6 Ago 2017
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