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  • Prosa Poética
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TRISTEZA DANADA

Hó muié o meu cantá,
Já num tem mais aligria.
Di noite eu rolo na cama...
Sintino ela tão fria.
Chego inté tê medo da sorte...
Pois vejo a cara da morte...
Pidindo minha companhia.

Só vivo incostado nos canto...
Sintindo o coração poco pursá.
Quando alembro dos teus oios...
Da vontade de chorá.
É tão penoso o meu lamento...
Prumodi quê o meu sofrimento...
Quase num da pra aguentá.

Fome num sinto mais não...
Cumo tombém num sinto sede.
Na varanda ainda istá...
Aramada a merma rede.
Onde nois dois si deitatava...
E ali juntim agente ficava...
Oiando nossa esperança verde.

Alembra meu violão?
Pois é! Ais corda todas quebraram.
De tanta tristeza meus dedo...
Nelas nunca mais tocaram.
Agora a única animação...
Que tenho é alembrá cum paxão...
Dos nossos momentos bãos que já si foram.

Mais ainda alembro tuas palavra...
E nisso ocê tem razão.
Ocê num foi feita pra ‘eu...
Prumodi quê num há condição.
Do sor se incontrá cum a lua...
Pois a verdade nua e crua...
É que sô um pobretão.

Porém muié desarmada...
Ôtro arguém há de mim querê.
Vai oia dentro dos meus oios...
E dessa forma dizê.
Há muito ti procurei...
E agora qui ti incontrei...
Viverei só pra amá ocê.

Entonsi ocê oiará pra ‘eu...
E se alembrá do ditado.
Agente só oia o leite...
Ardispois dele derramado.
E pra mim vai querê vortá...
Mais meu coração vai incontrá...
Pra ocê totarmente fechado.
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Atualizado em: Sáb 29 Jul 2017
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