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Um caranguejo chamado Ternura

Quis agarrar-me à vida mas foi sempre a morte que veio ter comigo, as lanças fatais pertenciam a velhos guerreiros esfomeados por continuar a ver o meu sangue vital morrer. Morri tantas vezes e no meu destino nunca existiu uma fénix, sou cinzas, há demasiados séculos que sou cinzas, mas tenho vou tendo salvação porque a água continua a correr nos lagos, rios e mares. Até quando? pergunta o meu ser medroso. Sou uma pessoa medrosa, não tenho nada de corajosa e não tenho lanças nas minhas mãos, nem sequer no meu coração. Veio ter comigo uma cobra serpenteada e aconselhou-me: defende/ataca quando vires uma lança fatal tentando alcançar-te. E o medo, perguntei-lhe? Todos os gurus famosos tiveram medos, respondeu a serpenteada. Ri-me, ela também, a partir daí rimo-nos muito as duas. Sou uma espécie de princesa rara, possuo grandes praias mas ganhei alergia à areia, ela queima demasiado a minha existência sensível. Além do mais as minhas praias são cadeirões solitários onde tudo o que se passa é barulho. Uma vez na “Praia Cor-de-Rosa” encontrei um caranguejo, foi um dos dias mais felizes da minha vida: demo-nos na perfeição. Agora ele vive no meu palácio encantado e dorme na minha cama quando sente frio: chama-se Ternura.
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Atualizado em: Qui 6 Jul 2017

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  • Que ternura, em cada palavra de tua terna narração...pura filosofia!...Amei intensamente!...Meus aplausos e que Deus te abençoe...AMÉM.

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