person_outline



search
  • Pensamentos
  • Postado em

Duvide.

A tristeza é maior ou menor que minha consciência? A necessidade de se agarrar à tristeza é a tristeza em si mesma, uma condição do meu ser ou uma característica da minha personalidade?
 Qual é o objetivo do tempo que me foi concedido pela improbabilidade dos acontecimentos? É o milagre da incerteza e do desconhecimento que torna tudo tão belo. A nossa incapacidade de agradecer e nos contentarmos com a ignorância nos trazem para dentro de nós mesmos, não de uma maneira observadora e pura, mas arraigada de dúvidas e pré-disposições sobre os fatos, de forma que construímos nossa personalidade baseando-se em medos e incertezas mal trabalhadas.  Pensar que a sociedade atual e o mundo contemporâneo são os responsáveis pelo modo como nos construímos internamente, primeiros tijolos daquilo que será construído externamente, é um erro, pois a incerteza, independente de onde esteja direcionada, é do mesmo tamanho em todo ser humano, em toda história.  
Qual é a liberdade que buscamos? Conhecer tudo que é possível e alcançar tudo que é almejado é aquilo que nos mantém vivos e lutadores pela prolongação do tempo de consciência concedido pela improbabilidade. Desta forma, a primeira certeza é a de que a consciência é o maior milagre concedido à humanidade e a dúvida é seu combustível.
Então quais são os caminhos que nos emancipam da tristeza da dúvida e equilibram a forma como nos projetamos no mundo e nos construímos de uma forma positiva em nosso interior? Talvez a resposta seja desaprender todas as certezas impostas sobre aquilo que ainda não tivemos a oportunidade de duvidar e deixarmos sermos engolidos em dúvidas, consumindo-as vorazmente, sem que nenhuma conclusão sobre os acontecimentos seja retirada de forma sólida, mas aceitas como todas as coisas supostamente existentes: duvidáveis.
Pin It
Atualizado em: Qui 8 Jun 2017

Pessoas nesta conversa

Curtir no Facebook

Autores.com.br
Curitiba - PR
Fone: (41) 3342-5554
WhatsApp whatsapp (41) 99115-5222