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Acidente De Percurso

(Ao Som de O Nosso Amor a Gente Inventa)
 
Eu não entendo e custo a acreditar: como foi que tudo aconteceu?

-Tem uma pessoa que acha que te conhece. _ Disse uma conhecida do meu trabalho. 

-Posso saber quem é?

Imediatamente, procurei o nome dela no Facebook e perguntei a essa minha colega:

-De onde ela me conhece?

-De alguma balada.

Não me lembro, se realmente, tínhamos nos visto, antes. Assim mesmo, mandei a solicitação de amizade para ela e não tardou muito para ser aceito.  Depois de teclarmos um pouco, trocamos telefonemas e marcamos um encontro em uma pizzaria. Continuamos nos falando até que, inexplicavelmente, terminamos nos afastando. Muito tempo depois, tornamos a sair até nos afastarmos definitivamente.  

Insistentemente, eu a procurava, mas nunca era correspondido. Às vezes, ela portava-se de uma maneira muito fria comigo e havia ocasiões em que nem me dirigia a palavra. E quando isso acontecia, era de forma monossilábica. 

Os nossos “diálogos” tornaram-se tempestivos era como se tudo tivesse ficado fora do lugar: “café sem açúcar, dança sem par”. Acredito que ela, assim como eu, não se sentia bem, sempre que “conversávamos”.

Lembro-me perfeitamente da última vez que dialogamos:

-Olha, eu sei que te magoei, algumas vezes. _  Eu disse.  

-Algumas vezes? Você me magoou várias vezes, mas o que se há de fazer?  

Como eu queria que ela me falasse detalhadamente sobre isso. Várias vezes, ela tinha me falado disso e uma coisa sempre martelou na minha cabeça: por que, quando estávamos nos conhecendo, ela não me falou disso? Caso tivesse, antes, me dito aquilo, eu, certamente, procuraria me corrigir e, quem sabe, assim ela teria a chance de me conhecer melhor. Mas, como diz o Renato Russo: “A primeira vez é sempre a última chance”.

- Eu também fui muito grossa com você. _ Ela comentou.

Não me lembro disso ter acontecido e acrescentei:

-Quem sabe, possamos esquecer tudo isso?

-Esquecer?

-Passarmos uma borracha e recomeçarmos.

-Bem que eu gostaria, mas você, vez ou outra, termina enlouquecendo e me excluí.

A conversa terminou ali.

Como foi que as coisas chegaram naquele ponto? Gostaria que tudo voltasse ao que era e de preferência, no ponto inicial.

 No dia do aniversário dela, algum tempo depois, mandei-lhe uma mensagem desejando felicidades e pelo jeito, ela nem deu importância. Como é possível manter um contato com uma pessoa que sempre me ignora e além disso, não me faz bem?

Algum tempo depois, só por provocação, enviei-lhe uma frase que dizia o seguinte: “As pessoas não mudam, revelam-se”.  Contudo, recebi um aviso de que aquela mensagem não havia sido recebida. Tentei novamente, mas o resultado foi o mesmo. Será que ela me bloqueou? Deixa pra lá. 
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Atualizado em: Ter 12 Abr 2016
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