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REALIDADES ALTERNATIVAS: CONSOLO TEMPORÁRIO OU PROBLEMAS PERMANENTES? PARTE 2 DE 2

Parte 2 de 2
  Desde a admissão de um fiel a um grupo religioso que cria todo tipo de mundo fictício para manter sob cabresto seus membros,  não somente a vida deste será dirigida, “abençoada” ou “amaldiçoada” pelas crenças do grupo, mas vários pessoas fora dele serão afetadas ou prejudicas pelos ideias daquele grupo ou de indivíduos á parte, a exemplo de um empregador, ou gerente de linha de produção, que de repente ver toda sua produção mensal prejudicada, por que a operadora principal do sistema de máquinas “aceitou a jesus” numa igreja extremamente rígida, que proíbe que ela vá para o trabalho de calças, maquiagem, cabelo solto, e tantas outras “coisas do demônio” que aquela empresa “obriga” seus funcionários a usarem para manter a ordem, a higiene, a cultura da empresa, ou simplesmente evitar acidentes enquanto o funcionário operam ferramentas de precisão. Até que os advogados da recém convertida venham ganhar a causa na justiça para que aquela moça volte a trabalhar naquele recinto do jeito que o líder dela impôs, toda uma linha de produção será prejudicada pelo fato da a tal operadora principal agora viver em clima de santidade absoluta.
  Depois desse ocorrido, aquela funcionaria antes exemplar, modelo de dedicação, perfeição no que fazia e que se relacionava bem como todos os outros funcionários agora, depois de um ocorrido como esse, que “venceu o demônio na justiça” para ter o direto de trabalhar ali segundo a orientação do líder, passa a ver todos naquele recinto como inimigos, aliciadores do mal, servos do demônio, que querem pôr tropeços no seus caminhos de virtudes e levá-la ao aos calabouços do inferno. Essa pessoa passa a viver desde então em estado constante de vigília pois desde então todos os seus colegas de trabalho são como sendo agentes de satã, e agora aquele ambiente, antes silencioso e harmônico, pode se tornar um ambiente de guerras ideológicas, trocas de farpas, indiretas e tentativas de proselitismo forçado e até desejo de falência da empresa ou demissão coletiva de funcionários, para que ali trabalhem somente “servos de deus”, tudo isso baseado numa estupida ideia de um sujeito (ignorante ou manipulador), que criou pecados imaginário e que de igual modo serve a um jesus imaginário (criado por Roma), criando uma realidade paralela na vida dessa fiel, que afeta não apenas a sua vida e a vida dos membros do grupo, mas também a vida das pessoas que seus membros se relacionam ou  pelos produtos que elas vendem ou serviços que elas prestam. O sujeito que auto se intitulou servo de deus, ungido do senhor e guardião eterno da verdade universal, pode desencadear uma série de atitudes infernais em setores não dirigidos diretamente por ele, por um simples erro de conhecimento histórico ou imposição de um ponto de vista pessoal como sendo uma lei universal. Modelos de crenças desse tipo, contribuem mais para a guerra do que para a harmonia entre os povos. É um tipo de realidade paralela, onde os membros vivem em duas realidades simultâneas, em choque o tempo inteiro, onde os fatos do mundo real são suprimidos com obediência cega, choros, rogos, penitencias, culpas, orações e devoções intermináveis para conviver com o “pecado” da carne e do mundo.
  Líderes políticos são também grandes criadores de realidades alternativas e os principais direto pela evolução ou regressão de uma sociedade, quando vivem omitindo e manipulando informações verdadeiras e criando outras falsas, com o intuito de subjugar o partido alheio, manter um curral eleitoral e manter todo um grupo de pessoas de mesma linha de pensamento no poder. Os partidos políticos, que geralmente dizem ser criados para lutar para o povo, em favor do povo, com os recursos do povo, vivem a digladiar-se entre eles mesmos, para ver com quem a maior fatia dos recursos públicos para benefício próprio. São capazes de comprar os canais de comunicações e autoridades do mundo jurídico, para manterem funcionando no papel, uma realidade criada por eles, e dada ao povo, para que por essa realidade eles vivam, matem e morram sem nem perceberem o que realmente se passa nos bastidores. O auge dessas mentiras deslavadas acontecem em períodos eleitorais. Partidos que estão no poder chegam a dizer que o país estar a todo o vapor, dando tudo certo, para depois de apenas uma semana de ter ganhado a eleição, confessarem que o país estar à beira da falência sem ter ocorrido nenhum cataclismo mundial para que isso viesse acontecer tão rápido. Quem não estar no poder e deseja assumi-lo, acrescenta em 10 vezes o lado ruim e diminui em 100 vezes o lado bom do outro. Assim vivemos no período eleitoral uma realidade, para vivermos outra depois das eleições. Não é pelo povo que eles lutam, antes sim pela permanência no poder.
  O que era do povo e para o povo, torna-se algo de uso particular para fins pessoais. A política, tida inicialmente como arte de governar e resolver problemas sociais, se torna assim, a arte de ludibriar, manipular a realidade e criar conflitos para depois vender por um preço caro falsas soluções. Literalmente essa ferramenta social criado por grandes civilizações do passado tem se transformado num picadeiro de um circo macabro hoje em dia.
   Uma das maneiras mais comuns de zombar da cara do povo com ciclo de mentiras é o fato de criar sempre partidos novos, inserir velhos políticos neles e irem a público batendo nos peitos e dizendo com orgulho que agora estão inseridos em um partido sem máculas e sem escanda-los. Muita cara de pau! O pessoal estar tão inserido em estado de sono profundo no conforto das falsas promessas que nem percebem que mudam-se apenas os nomes dos partidos mas os políticos são os mesmos, e que o mesmo político que causou um escândalo enorme de corrupção no partido anterior, estar inserido nesse mesmo partido e agora paga de moralista e defensor da ética, da santidade e do respeito e tudo mais. É cuspir na cara do povo e o povo saborear achando ser néctar dos deuses!  Será só questão de dias para que o tal santo do pau oco faça uma outra besteira, mude mais uma vez de partido, crie outro discurso e repita os mesmos erros de sempre e continue colocando a culpa no partido ao invés de assumir suas responsabilidades, e o povo diz amem!
   Nesses termos, aquilo que chama-se de democracia é na verdade uma dinastia disfarçada, pois encontramos nessas casas de governo, pessoas com até 40 anos no poder, influenciando toda uma região, e colocando praticamente de modo forçado, toda sua parentela para “reinar” com ele, nesse reino de fantasias e falsa moral as custas do dinheiro público. A memória do povo é tão curta para lembrar dos fatos, quanto o nível de percepção para perceber que entre o que se diz e o que se fala há um abismo profundo e que entre um conceito e um termo, e aplicação do próprio termo na vida comum, as coisas estão em opostos ao invés de estar lado a lado. Em todos os cantos do planeta, na maioria das sociedades, somos afetados por essa criação de realidade paralela do mundo político e só nos libertaremos disso, quando no individual soubermos diferenciar um discurso um fantasioso de uma realidade vivida. Algumas destas realidades ficam prontas em 3 minutos e depois de consumida, faz muito mal na digestão popular.
   Um profissional de direito por exemplo, pode criar uma realidade instantânea para beneficiar seus clientes, baseado apenas nas brechas da lei ou na capacidade de simulação do ser acusado. Nesses pontos, certo ou errado, verdadeiro ou falso, só depende de quem paga mais! A “verdade” nesses termos é diferente de justiça.  Um estuprador (endinheirado) por exemplo, pode ser inocentado, apesar de tantas evidencias, se for capaz de junto com seu advogado “provar” que a pessoa estuprada o seduziu e tiveram relações de comum acordo. Do mesmo modo que uma pessoa pobre e inocente, pode ser penalizado por um crime que nunca cometeu, se a “vitima” for capaz de simular choro, drama e fortes emoções no ato do julgamento, apesar de não ter evidencia nenhuma sobre tal acusação, seja no histórico do próprio acusado ou nas evidencias externas e o acusado não tiver essa mesma capacidade “fantástica” de se defender. Como sabemos, nem todo mundo é um bom ator, e o inocente vira culpado diante de uma pessoa dissimulada, cujo júri não tenha também a mesma capacidade ou seja levado por motivos pessoais e não pelo desejo de justiça em si. Nesses casos, quem convence mais é quem tem dinheiro ou quem mais sabe atuar e cria sua própria realidade, e deixará um rastro de sofrimento sem fim ao que sofreram as injustiças, bem como aos seus familiares e a todos que sabendo de como realmente aconteceu o caso, tomam as dores dos injustiçados.  De um lado sairá vitorioso e triunfante o criminoso, do outro lado, abatido, destroçado e condenado a vítima para sofrer interna ou externamente as agruras da “justiça”. Coisas como essas acontecem todos os dias e não apenas em júri acalorado com grandes advogados, mas no relacionamentos diários com as pessoas em todos os níveis sociais. Quem sabe ser melhor ator, manipula a realidade ao seu redor, e traz uma série de prejuízos a várias pessoas que não tem nada a ver com o assunto. Que sejam minhas testemunhas o que sofrem com filhos mentirosos, com pessoas fofoqueiras, com conjugues traidores ou com funcionários faltosos ao trabalho! Conviver diariamente com pessoas assim é uma verdadeira penitencia!
 Qualquer um de nós somos capazes de criar um mundo imaginário e inserir outras pessoas nele, criarmos uma realidade alternativas e criamos objeções, proibições e concessões a nós mesmo ou a outros, e vivermos tal realidade. Para isso basta que o emissor e receptor da ideia estejam no mesmo nível de linguagem. Quanto mais livre for os canais de transmissões, mais verdadeira irá parecer a mentira criada por um e vendida a outro. Se não houver bloqueio algum, essa mentira no futuro, tende a ser registrada como verdade. Isso vale para fofocas contadas sobre a vida dos outros até para assuntos de nível judicial. Os meios de bloqueios nesses canais entre emissor e receptor, tendem a ser a logica, a razão, o conhecimento de causa, e a comparação dos fatos mediante ao que se fala com o que se faz ou comparando-se aquilo se diz ser, com aquilo que realmente é.  Já dizia um grande escritor, que quem é capaz de reescrever o passado manipula o presente, e cria um futuro sob um passado que nunca existiu.
  Um ateu por exemplo, jamais sofrerá com as ameaças do fogo do inferno por aqueles que se dizem ser os representantes de deus na terra e ungidos do senhor, pois o nível de crença ou intelectualidade entre o emissor e receptor diferem em muito. Jamais um sujeito prepotente, arrogante, salafrário e manipulador será chamado de “ungido do senhor” por aquele que nem sequer reconhece esse tipo de autoridade, por conhecer como surgiu na base esse nível de relação opressora. Um fiel por outro lado, basta o líder bater o pé, ou olhar com o olho feio para esse indivíduo, que o mesmo estará se derretendo de medo, implorando perdão e misericórdia, com medo da excomunhão e maldiçoes que podem ser emitidas da boca desse santo homem caso ele venha ser contrariado em seus divinos propósitos.
   Vejam: um mesmo homem, mas que em um indivíduo causa temor, espanto, admiração, respeito e veneração e que no outro não causa absolutamente nada, ou que em certos casos causa asco ou ânsias de vômitos. O que mudou nesse indivíduo hiper poderoso nas galáxias celestiais? Nada! O homem é o mesmo, mas o valor de percepção do observador é que faz mudar os fatos. Não é por meio de abstinência de certos alimentos, de sexo, bebidas ou pelo fato de demonizar tudo e todos que um indivíduo alcança algum tipo de libertação ou iluminação. É o pelo simples fato de mudar a percepção das coisas, sabendo diferenciar o real daquilo que foi projetado para parecer real. Se um boi soubesse a força que tem, não se deixaria dominar por um menino de 10 anos...
   Somos todos gigantes, mas transformados em anões por aqueles que deliberadamente querem decidir nosso destino e nosso futuro tendo como base seu próprio mundo particular. Você tem que...é quase sempre o termo mais usado por aqueles que querem inserir outros no seu universo particular. Basta nos pensar por que e para que nós “temos que” e o jogo vira. Apenas uma pergunta feita a qualquer desposta e toda sua estrutura de poder é abalada pois eles não estão acostumados a dar satisfação a ninguém ou a responder perguntas, antes sim estão acostumados a mandar e os outros obedecerem.
   Você tem de aceitar jesus! Você tem de comprar esse produto inútil mas que todo mundo usa! Você tem de votar em meu candidato! Você tem de se afiliar em tal partido! Você tem de ser uma freira! Você tem que, você tem que, você tem que...Será mesmo? Será que não temos outra opção? A quem realmente beneficiamos cumprindo os “tem que” dos outros? Sempre temos escolhas e sempre há mais de uma alternativa para resolução de um mesmo fato.
  Dizem por ai que o caminho dos céus é pela obediência cega. Eu porém digo, que se houver um paraíso a ser alcançado, seja no mundo interior ou exterior, esse lugar fabuloso será conquistado pelo questionamento, pela derrubada de velhos dogmas, pela insubmissão a pessoas manipuladoras e pela evacuação intencional do estado de rebanho para o estado de indivíduo. Se a igreja precisa de pecadores para continuar existindo, o mundo jurídico precisa de infratores e o mundo político de eleitores, um mundo melhor precisa apenas de pensadores...
“Penso logo existo”! Já dizia um grande pensador. Pensar não é pecado! Se teu líder proíbe qualquer tipo de pensamento fora da caixinha do grupo, desconfie disso!
Saúde a todos!
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Atualizado em: Ter 18 Jul 2017
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