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A fé. A triste história de um vampiro Cap. 5 de 14

Capitulo cinco

     -Estávamos atrás do padre e ele fugiu, mas fomos atacados por um vampiro que conseguiu entrar na igreja, estava fraco, podíamos e íamos vencer, mas ele estava acompanhado, humanos nos renderam e disseram que era para nós vermos que todos são iguais. E a namorada prosseguiu:
     -E o vampiro lhe mordeu com a intenção de torná-lo vampiro, o mordeu na nossa frente.
     A memoria veio aos poucos:
     -Lembro que gritei me matem!
     -Nos perdoe, e foi isso que fizemos! E elas olharam para Carlos e concluiu:
     -Achávamos que tínhamos feito. Carlos continuou a história:
     -Eles nos deram a estaca para decidirmos se o mataríamos ou teríamos que deixar você se tornar vampiro.
     -Seu pai foi o primeiro a dizer, mate-o! Carlos pegou a estaca e disse que faria isto! Deram uma pausa e seguiram:
     -Nenhum de nós hesitou.
     -Talvez eles tenham nos amaldiçoado por termos matado tantos monstros. A mãe tentou explicar.
     -Sim, vocês deveriam ter me matado, mas o que ouve?
     -Eu tive fé, eu tenho fé! Disse Carlos.
     -Porque você não o matou? A namorada perguntou e ele respondeu em fim:
     -Eu tenho fé e estou certo, você continua sendo você, mesmo morto!
     -Não, ele é um monstro agora! A namorada disse.
     -Vocês decidiram me matar ao eu ser vampiro!
     -Sim filho, foi pro seu bem! A rejeição estava no olhar das duas e Carlos concluiu:
     -Eu fingir ter acertado seu coração com a estaca!
     -Você não acertou meu coração, por isto estou aqui!
     -Eu te amo! Carlos disse e a mãe dele irritada também comentou:
     -Nós o amamos! Cachie ficou sem saber o que pensar:
     -Se fosse por nós você tomaria a mesma decisão! A namorada disse e gritou para Carlos: - Porque você fez isto?
     -Eu já respondi! Cachie e Carlos trocaram olhares. –Eu vou para outra cidade com você, farei tudo por você! Disse Carlos e Cachie ficou calado depois disse:
     -Agora eu vejo que apesar de pecadores, vampiros também tem uma vida.
     -Pecadores por matarem humanos! A mãe dele declarou.
     Eles repensavam sobre sua maneira de vida, na real eles também matavam porem acreditavam que eram monstros e não passavam disso. Tudo era muito para eles, principalmente para Cachie que teria que viver como um de seus antigos inimigos, o que seria deles agora? Aliados? E elas não sabiam o que fazer só, queriam ser perdoadas, mas criticavam Carlos do fundo do peito, chegando a desejar que ele morresse por ter feito o que fez.
     -O que você vai fazer? A mãe perguntou e ele disse que não sabia.
     -Já disse que vou com você, pois eu decidi por todos ao escolher que te deixaria se transformar. E incluiu: - Já disse que fiz por amor.
     -Eu não sei o que dizer. A namorada disse tentando explicar que ainda o amava ou amava o morto que deveria estar debaixo da terra.
     Finalmente ele falou:
     -Vou e volto amanhã neste mesmo horário para me despedir de vocês todos e sairei sem rumo certo, é o que farei!
     -Nós podemos escondê-lo! A mãe tentou, mas ele concluiu as palavras dela:
     -Até quando? Ele disse até amanhã e antes de sair ouviu de sua mãe:
     -Amanhã seu pai estará aqui para se despedir!
     Carlais se aproximou de Carlos e o deu uma tapa na cara e disse:
     -Isto é o que acho de seu amor por meu namorado! Carlos apenas tocou seu rosto machucado, não reagiu, nem teve impulso de devolver de alguma forma.  Carlos estava triste por Cachie não demostrar alguma reação a seu amor, talvez pensasse que este seria muito para ele pensar, já que tinha problemas maiores, ou ele apenas tinha para com ele o que sempre tiveram uma grande amizade.
     -Tenho que reencontrar o vampiro que disse que existe outra dimensão, talvez nesta eu possa ser feliz. Ele já não estava preocupado com a mãe, estava tão perdido que já não se lembrava de que aquela que o queria morto poderia ser morta. Será que o amor ainda existia nestes quatro? Talvez enfraquecido.

Veja em seguida o capitulo seis.
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Atualizado em: Seg 15 Mai 2017
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