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  • 140 batimentos por minuto

    Minhas mãos aos montes transpiram
    Meu corpo trêmulo agora busca por uma calmaria
    Minhas narinas sem função já não respiram
    Dormir? outrora poderia

    Quem dera fosse tudo isso adrenalina
    Quem sabe apenas animação genuína
    Bateram-se três da madruga
    E essa energia perseguia sem fuga
    Profissional assassina

    Aquelas palavras que não foram ditas
    Não foram ditas pois o peito travou
    Aquelas promessas tão bonitas
    Não foram cumpridas porque o racional não deixou
    Mil e uma coisas lindas
    Que o vento levou

    E por falar em mil que nem sequer posso citar
    Que tal falar dos mil pensamentos diarios
    Só pra começar?
    Pensamentos de todas as ordens, e são vários
    Nessa eterna máquina de ponderar
    Pondera tanto que as vezes não da nem pra controlar
    Pelo amor, onde fica o botão de desligar?

    Porque não basta apenas nessa vida ponderar
    Nem tudo se resume a raciocinar
    Quero por um momento parar de pensar
    Sem ter que estar ligado ou ter de me ligar
    Quero apenas vivenciar
  • A zona (a pior das piores)

    As vezes sinto vontade de ficar
    E penso que é normal
    Mas se é tão habitual estagnar
    Porque minha vontade de correr é fatal?

    Como hedonê esse suplicio me seduz
    Para um mundo imovél essa vontade me conduz
    Mas como um resquicio de luz
    Uma força dentro de mim se reproduz

    Põe de volta o moinho em movimento
    Faz o dom quixote interno ser são por um momento
    Faz o que antes caia na simplicidade de um intento
    virar real e trazer contentamento

    Minhas mãos agora deslizam
    Acessos de inspiração e epifania transbordam em mim
    Ideias na minha mente cristalizam
    E se tudo for posto em seu lugar,
    Não serei o mesmo enfim

    Adrenalina usurpa-me o direito de falar
    Agora todo o meu ser se concentra em exercer
    Exercer o poder de criar
    poder este, que é de toda obra
  • Ação e Reação

    Tenho ouvido por ai a lei da ação e reação. Ela é usada em qualquer situação social e vou me ater, somente, no momento de desentendimento num relacionamento a dois, não vem ao caso qual seja o tipo de relacionamento, ampliarei para todas as classes, seja homo, seja heterossexual. Acontece que em momentos de conflitos conhecemos verdadeiramente quem é o nosso parceiro. Não é no sexo, nem no cinema, nem na casa da sua mãe, nem na viagem e no jantar romântico. É aqui (no desentendimento), que poderemos identificar qual é a sua personalidade e acredite: Se você não gostar da ação ou reação do seu parceiro, tome cuidado! Desde da violência física, verbal e consequentemente psíquica até aos atos de suposta traição ou desejo de trair. Acontece que no período de conflito é que demonstramos quem somos de verdade. O quanto de autocontrole e respeito para com o outro temos. Aqui demonstramos o nosso verdadeiro afeto e amor e o mais importante nossa índole. Se somos pacientes, altruístas, fieis, respeitosos e bondosos com o outro. O importante é se relacionar com quem lhe entenda e te aceite nos momentos felizes e saiba te tratar ainda melhor em tempos de conflitos. Mas por favor, saiba identificar e valorizar o comprometimento do próximo, pois você também está sendo analisado.
  • Ainda espero por aquela pergunta.

    Passei anos da minha infância esperando que alguém notasse que por trás daquela criança, existia uma alma carente… esperando por uma simples pergunta.
    Foram várias noites me perguntando onde estava minha mãe, apesar de eu saber a resposta (no quarto ao lado) era como se ela nunca fosse me alcançar, até porque hoje eu posso dizer que "ela" é a pessoa que menos me conhece.
    E é por isso que ainda me sinto tão sozinha, acho que ainda espero por isso… por aquela pergunta que me fez passar noites chorando esperando por alguém.
    Ainda me lembro do olhar das pessoas… até porque sempre fui a criança esquecida na escola, deixada na reunião ou privada simplesmente de conversar com os próprios pais… eu fui a criança que os outros pais sempre olharam de lado, por dó! Eu era a filha de alguém que estava sempre sozinha e sempre mentindo, quando me perguntavam "Onde está sua mãe" eu respondia e inventava histórias interessantes, até porque até para uma criança dizer que foi esquecida era difícil… hoje eu escutei que em cabeça de criança só coisa de criança e isso me fez lembrar que na minha cabeça era tudo difícil e complicado… a resposta nunca era compatível com a idade, eu sempre me preocupei com a visão das outras pessoas sobre mim… porque apesar de ser uma peça quebrada eu odiava ser vista assim… eu apenas queria ser algo a mais ou ao menos algo igual.
    Essa culpa que sinto tem muitos nomes mas o principal é Mãe, porque a minha não estava lá, ela estava preocupada tentando sobreviver e viver a vida que ela havia perdido, assim como eu minha mãe foi privada de afeto materno, minha avó a abandonou cedo e isso refletiu em mim porque eu também fui abandonada emocionalmente cedo… a preocupação da minha mãe era me alimentar, era só essa a preocupação! Afeto, carinho ou qualquer palavra de incentivo era luxo, não fazia parte da minha realidade… por isso eu as inventava na minha cabeça, como toda criança eu inventava histórias onde eu era uma filha com uma família…
    Ainda tenho essa mania de criança… ainda choro a noite sozinha quando me sinto triste e ainda espero por alguém me fazer a pergunta. É algo que faço há anos e ainda ninguém sabe.
  • AMOR ARDENTE

    Hoje meu amor!

    Quero chegar em casa

    E te encontrar como num doce sonho,

    Vestida numa camisola de cetim

    Nos olhos um olhar risonho

    Cheirando a perfume de jasmim

     

    Trarei para te dar um abraço apertado

    Um beijo bem ardente

    Um copo de vinho quente

    E uma taça de champanhe gelado

     

    Falarei aos teus ouvidos

    Palavras de amor que te deixaram arrepiada

    E com pétalas de flor de margarida

    Cobrirei teu corpo junto com meus segredos

     

    Não quero jantar

    Quero apenas te amar

    Com a mais intensa paixão

     

    Nem pensar na noite que será pra nós uma criança

    Apenas deixar na nossa lembrança

    O fogo que acedeu a nossa paixão

     

    Somente depois lá pela madrugada

    Quando eu já tiver te amado como tu deves ser amada

    Brindaremos com amor nossa união
  • Amor de amigo

    Cara tu é muito chata sabia? Mas de todas as coisas possíveis para se pensar era você que vinha a minha cabeça as 6 horas dá manhã para mandar acordar mesmo sabendo que já estaria acordada ou que não acordaria com minhas mensagens , até mesmo me deparar com mensagens suas logo cedo para me acordar , puxar assuntos mega aleatórios para deixar sem respostas, brincar com ela, também né meu bebê , ela vivi ruimzinha e eu não consigo cuidar dela pois sempre estou longe, fico enchendo d mensagens e as vezes até ligo para abusar um pouco mais, me desculpa por não estar contigo quando você precisava , sério eu me arrependo muito disso e sei que não tem como concertar mas estou aqui agora para que isso nunca aconteça de novo.
      Ela fica sem assunto muito rápido e eu acabo ficando bravo porque seria a mesma coisa que conversar com um programa de computador, por gostar tanto dela acabei criando muitas expectativas que foram uma a uma sendo descartadas. Fica mentiras para não me dar atenção e isso me incomodar muito e você sabe disso, como por exemplo : se você fica online no whatsapp é porque tem condições de responder aquele Oi q mandei assim que acordei, dar um aviso prévio que não conseguira responder porque está fazendo ocupada, antes mesmo de começar a fazer e parar de responder e depois avisar. Eu iniciei o ano pensando em comprar um computador novo, estudar, trocar emprego o quanto antes,já te falei isso. Acabo não fazendo isso, porque chego em casa e tem alguém esperando para me ligar com uma vozinha chata que eu gosto muito e mesmo depois quando ela desliga, fico lá porque já perdi a cabeça pra estudar só quero mais ficar lá esperando para dizer que a AMO e que não acredito que ela me ama e nem sei quando vou acreditar.
      Sempre acabo ficando bravo mas é porque eu me importo de mais, quero você comigo 24 horas por dia e ainda acho pouco, você fica reclamando que não possui amigos , mesmo possuindo alguns que são importantes para você , mas eu também não possuía ninguém nessa idade. Na escola estamos junto outros dias não os via mais, o Rick vinha aqui em casa as vezes e me acordava pra jogar no notebook, tipo umas 8 horas dá manhã e eu falava onde estava o notebook e a senha então voltava a dormir. A tarde minha mãe enchia nós de tarefas da casa, como limpar o pátio e aqui ele é muito grande . Depois de já algum tempo fiz algumas amizades e montamos um grupinho todo pessoal com uma mesma mentalidade​, os exclusos que não interagiam muito, saíamos as vezes mas só para comer e era isso. Viu se eu consegui porque você não​ consegue? você tem tudo e o que lhe falta sei que conseguira com o tempo.
      É eu não te amo tudo isso , porque se eu amasse isso não seria nada, o tanto que te amo não pode ser demostrado só com isso, uma hora talvez te mostro , e nunca vou deixar de ficar bravo contigo, porque se eu deixar não vou mais me importar com você , e não quero isso. Lembra que falei em te deixar de castigo algumas semanas? Então porque acha que estou aqui me contrariando?
      Você realmente conseguiu me irritar muito para ter te bloqueado, e mesmo assim continua sendo trouxa comigo, é tentei ser legal, só que para tudo existe um limite. Te perguntei oque você queria comigo e não recebi uma resposta como de costume, assim como suas promessas que nunca cumpre. Já havia entendido o recado antes só não queria acreditar, levei isso longe de mais então deixo o resto ser como você quiser.
  • Amor rompe caixas

    Não é preciso ir muito longe pra ouvir alguém gritar sobre amor. Mas a grande porcaria é que estão o enquadrando em qualquer caixa, justo ele que  devia ser o motivo pra quebrar caixas. Entende?!
    Assim: "eu amo porque ele me faz feliz." Pra mim, isso é puro egoísmo! na boa, mesmo! -não que eu ache que devemos nos prender numa ideia de contos de fadas, mas é um conto, meu conto. Então eu posso escolher o que será escrito. - A pureza do sentimento devia fazer com que o eco fosse: "eu amo porque o faço feliz."
      Cara, amar é isso! É encontrar, antes ser, alguém que já é uma medida transbordante, uma medida completa, alguém auto-suficiente para si mesmo, alguém que já se basta. O outro, não é metade da laranja ou cara metade e sim, uma gota (ou muitas) num copo já cheio fazendo com que ele seja capaz de transbordar. Saca?! Amar implica mais em ser a cobertura na vida do outro que o bolo. Tá muito mais ligado aos sussurros que os gritos; aos segredos do que aquilo que é escancarado; aos detalhes do que a complexidade. Ainda quando me perguntam sobre o que ser amor, vou pensar em todas as teorias que já ouvi e as que já criei também, mas que ainda assim, uma palavra é capaz de resumir: LIBERDADE!
    Amor, pra mim é sinônimo de liberdade. Sem cadeias, sem caixas, sem amarras, só voar. Amar é escolher alguém pra voar junto e não pausar nosso vôo; Amar é escolher quem queremos ouvir cantar desafinado sem tapar os ouvidos; é fazer nós de nós, nós de laço e não nó cego. Amar é falir com nosso vocabulário. E na mesma mão, ser livre é escolher aonde quer ir e com quem ir. Tô sendo clichê e piegas, eu sei! Mas posso colocar a culpa nos meus hormônios aflorados pela TPM, é isso ou só estou querendo uma desculpa para escrever sobre o tal.
  • Antecedente da cicatrização

    Como quando a orelha inflama porque o brinco estava um pouco sujo; ou quando colamos o curativo adesivo que fixa na pele de modo a puxar todos os pelos na hora de sair.
    Mesmo sabendo que no fim iria doer, provoquei. Botei o brinco pra inflamar, colei o curativo pra fazer doer. Queria viver aquilo, nem se fosse por míseros segundos, minutos, horas, dias. Nem sei mais quanto tempo passei imersa naquela banheira de espumas.
    Corria cada vez mais só pra vê-la. Queria era socorro, socorro da própria situação. Socorro de mim mesma. Mas por mais rápido que eu o fizesse, não a alcançava. Dormia sem conseguir descansar. Não sabia como evitar, como não sentir. Era, humanamente, impossível fechar o peito para aquela que, outrora, me visitava com flores e com pele macia a me acariciar.
    Deitada sobre seu peito sentia que a perdia. Procurava sua mão. Meus dedos se entrelaçavam nos dela, mas os dela no meu. Ficava ali parada até o momento em que escorria pelo meu corpo. Indo embora sem dizer adeus.
    Enquanto eu souber que a ferida não será fechada por completo, vou levando. Empurrando com o resto de forças que sobrara do restante da minha alma, que jorrava água escura, afim de fugir do precipício que eu mesma criara.
  • ANTES E HOJE

    Antes estava morto todos os dias,
     Hoje vivo cada segundo,
     Antes era derrotado e perdido me encontrava,
     Hoje o Senhor me diz que sou mais que vencedor,
     Antes o mundo me dava uma paz ilusória e passageira,
     Hoje tenho a paz real e duradoura,
     Antes andava tropeçando na escuridão,
     Hoje a Palavra do Senhor é a luz do meu caminho,
     Antes era um barco a deriva que naufragava,
     Hoje flutuo sobre as águas tranquilas,
     Antes minhas fraquezas me corrompiam,
     Hoje o Senhor faz de mim fortaleza,
     Antes era vazio e solitário,
     Hoje sou preenchido com afeto,
     Antes era um prisioneiro no cativeiro,
     Hoje sou liberto pela graça e amor de Jesus Cristo.

    antes e hoje
  • Apenas Um Garoto

    Em 1994, numa cidade do interior de São Paulo, nasceu um pequeno garoto. Coitado… Desde pequeno já vivia à sombra do tormento que seria sua vida. Logo ao ganhar parte nesse mundo já virara um problema. Seus pais, jovens, 19 anos, o tiveram contra sua vontade, deixaram suas vidas e sonhos de lado por causa dele. O tempo passou, e assim como o tempo, a inocência do garoto foi embora. Com apenas 5 anos ele já sabia que não merecia viver. Já escutava ocasionalmente seus pais brigando e reclamando dele, chamando-o de problema, dizendo que deveria ter sido abortado, mas o garoto nunca abriu a boca pra falar sobre o que escutara em casa. O tempo continuou passando, ele agora tinha 11 anos, e continuava pensando que não merecia viver. Esse garoto, mesmo com todo esse sofrimento, sempre foi muito bom em disfarçar. Ninguém imaginava o que se passava na cabeça dessa criança. Medos, desilusões, depressão, tristeza, amargura. Tudo isso era dele, e apenas dele, pois nem amigos o mesmo tinha capacidade de ter. Um dia ele conheceu um outro garoto, aparentemente feliz. Ele tentou evitar esse garoto, mas não conseguiu, e de alguma forma ganhou seu primeiro amigo nesse momento. O tempo, maldito tempo, continuou passando e apenas estragando o protagonista dessa história. Esse amigo que ele conheceu, seu único amigo, faleceu aos 17 anos. Durante 6 anos esse garoto sentia que merecia viver, sentia que tinha alguém que se importava, mas esse alguém foi removido brutalmente de sua vida. Desse dia em diante o garoto concluiu “Não tenho direito de viver. Não tenho o direito de ter um laço de amizade sequer.” e passou a evitar tudo e todos. Ele viveu sozinho por alguns anos, teve algumas novas amizades e namoro, mas todos, sem exceção, foram decepções. 2015 chegou. Faculdade, carro, dinheiro. A vida desse garoto começou a mudar. Ele novamente fez laços de amizades e está namorando há quatro meses. Esse garoto já está estragando seu namoro, já está se calejando para caso tudo venha a ocorrer de novo e ele seja jogado sozinho na vida, como merece ser jogado. Alguém, por favor, ajude esse garoto. Alguém, por favor, me ajude…
  • Apenas um sonho

    Descobri meu refúgio em você
    Vivemos o melhor que a vida tem,juntos
    Contra todos,vencemos
    Mas,onde você foi?

    Sinto que não posso te encontrar
    E a solidão aumenta a cada segundo
    Lembro de cada sorriso seu
    Não pode ter ido embora

    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar

    Nosso amor não se perdeu
    Quero cada segundo da minha vida com você
    Só te encontro nos retratos
    A sua espera a toda hora

    Minha vida virou uma escuridão
    Talvez ainda exista no meu sonhos os seus sorrisos
    Não posso ter te perdido

    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
    Foi tudo apenas um sonho?
    Não posso acreditar
  • Aquela Expressão

    Quando olhei em teus olhos , e ouvir os seus lamentos 
    Por mais que ali tivesse fragmentosOlhar de dor e arrependimento
    Não senti nada 
    Então olhei mais uma vez naquela expressão,vê aquele vazio que estava diante de mim .
    Tive consciência daquilo mais  continuava a não  sentir nada 
    Se eu quisesse sentir pena daquela querida donzela, poderia sim , tenho o controle de tal ação
    mais não seria por que sou humana e senti aquilo por ter sentimentos.
    E sim para confortar o meu coração o mostrando que tenho afeições
    pelas pessoas, o que seria uma completa ilusão.
  • Aquela que não sabe amar

    Como você se sente em um relacionamento?Amar é normal certo? Então por que? Por que não me sinto confortável em uma vida onde devo corresponder a outra pessoa? desde muito cedo pude perceber que sou meio estranha, pequenos detalhes que se transformam em grandes coisas, não gosto de que algo ou alguém pareça importar pra mim, não gosto da sensação que isso me causa, não gosto de parecer que mudei por outra pessoa, não gosto de como outras pessoas olham e falam sobre isso, não gosto de ter outras pessoas interferindo em minha vida, não aguento não poder fazer o que quero por compromisso social, do mal estar que isso dá, da vontade de que acabe logo, do desejo de que nem comece; as horas de prazer são boas, mas estão se tornando cada vez mais pesadas, o sentimento de não corresponder a expectativas,  a decepção; O sentimento da liberdade é saboroso, mas não sei se vale a pena; Odeio a insistência, odeio não ser ouvida, também não gosto da minha personalidade e do meu jeito de falar, mas isso são outros detalhes, me amo e me odeio, antíteses de um ser. A culpa também vem incluída, o sentimento que não passa; A imagem do casal é interessante, gosto de imaginar o que os outros pensam enquanto por mim passam, superioridade, narcisismo, tenho todos também, leonina, como dizem... Procuro alguns motivos pra fugir, é difícil desgostar de alguém querido, ele é bem assim, fácil de se gostar, estranho não? Quero chorar, não por motivo, isso nunca precisei, esse sentimento estranho que nunca saiu nem me incomodei em expulsar já é residente, ele sempre deixa um lembrete de tempos em tempos; Não consigo dizer Eu te amo, também não gosto de escuta-lo, isso cria algo muito forte pra mim, muito profundo que me incomoda, não sei se é correspondido, mas já disse, o disse mas sinto que por obrigação, parecia uma boa hora pra se dizer, sabe, será que por este texto a culpa, minha residente mais assídua também aparecerá? aparecerá pra tentar amenizar as coisas que penso sentir com coisas que me fará pensar? Talvez seja por que ele é uma boa pessoa, uma pessoa de verdade, talvez não queira imaginar que isso tudo não seja tão bom pra mim quanto é pra ele, que eu não o ame tanto como ele me ama... Colocando em palavras parece idiotice, em meu ver o amor é um sentimento muito abstrato, talvez por que nunca o senti com tanta força que doesse, talvez assim eu descubra como é, talvez um dia eu aprenda a amar. 
  • ATRAVÉS DOS OLHOS DO TEMPO

    Quando era mais nova, os adultos sempre falavam que eu nunca havia tido problemas de verdade, que eu só os entenderia quando alcançasse a sua idade, Mas na verdade, eu percebi algo: os mais velhos nos apresentam esse quadro fictício porque ouviram de seus antecessores e acataram sem se dar conta de que o reproduziam sem estudar suas próprias vidas.  
             Você vai passar anos da sua existência desconsiderando suas experiências, verdadeiras décadas esperando chegar aquele dito momento em que você poderá se considerar adulto suficiente para pronunciar aquelas mesmas palavras, a hora em que seus antecessores te darão parabéns por ter problemas de verdade. Por conseguinte, ninguém consegue ver as consequências de tudo isso. Temos, então, um problema, pois depois de tanto tempo esperando para gritar seus problemas de verdade para o mundo, você não percebe que não é uma experiência específica que te introduzirá no mundo real, você já está nele e nem sequer percebeu suas cicatrizes ao longo do caminho, simplesmente porque ouviu a vida toda que eles não eram problemas de verdade, “de adulto”, e que trazê-los à superfície seria besteira.
              Eu tenho então outra notícia pra te dar, o quadro nunca vai se inverter e os que vieram antes de você não pararão no tempo para dizer “está vendo, isso sim é um problema sério, agora você entende.” Os mais velhos só ficarão mais velhos, e eles sempre te enxergarão como alguém alheio aos problemas de verdade, quando na verdade o que eles deveriam dizer é que nunca entenderíamos os problemas deles. Perseguimos algo inalcançável, porque nunca nos sentiremos dignos das cicatrizes que estão em nós.
               Eu já acreditei nessas palavras um dia. Elas foram ditas pela minha mãe, minhas tias, minha avó... Então passei uns bons 10 anos esperando o ponto de ruptura em que finalmente eu entenderia o que elas queriam dizer, mas ele nunca aconteceu.  Pelo menos não da forma que eu imaginava. Foi algo mais gradual, como o envelhecimento físico, que você só se dar conta, pra valer, quando olha uma foto de anos atrás e percebe o quanto mudou.  É quando você olha pra trás e lembra aquele momento na sua infância, quando sua melhor amiga fez uma “brincadeirinha” te chamando de gorda na frente de todo mundo e você só queria chorar, mas te disseram que era bobagem chorar por isso. Aquela “brincadeira” te fez sofrer por não estar no padrão por boa parte da sua vida, mesmo que estivesse bem aos olhos dos outros; Ou na sua pré-adolescência, quando você decidiu que beijar na boca te faria ser legal,só porque todos faziam, por isso seria idiota se não fizesse, e consequentemente, levou um não do garoto “pop”, o qual era apaixonada, acarretando uma total quebra de autoestima. Ou ainda, quando você se dá conta de que foi abusada por alguém em quem confiava e isso te transformou em uma pessoa chata, fechada, autocrítica, desconfiada e com algo escuro dentro da alma, pois não conseguia perdoar.  Podemos lembrar também das suas trivialidades, quando você tirou seu primeiro zero em uma prova e ninguém viu como te afetou; Quando se dedicou tanto a uma matéria só pra mostrar que podia, mas não deu certo. E em todos esses pequenos casos você não era permitido se queixar, pois havia pessoas com problemas mais sérios no mundo.
                 Às vezes estar no limbo é a melhor coisa para alguém, pois a inércia faz a queda de um alfinete pareça um raio. Péssima comparação, eu sei.  A questão, é que nessa espera pelo crescimento abordado pelos mais velhos, ignoramos total e completamente os pequenos pontos de ruptura durante a vida. Mas um dia acontece. É apenas uma percepção, mas está lá, e é tão real quanto essas marcas invisíveis em suas mãos.  Você começa a se lembrar do sentimento de ver seu avô preferido morrer e percebe que ele nunca verá você se casar ou ter filhos.  Recorda-se das vezes em que deixou alguém te magoar e fingiu que estava tudo bem, ou ainda quando você magoou pessoas por aí e nem sabe disso... Ou sabe, e deseja desesperadamente voltar atrás.  Aquela sensação de facas no estômago quando alguém , o qual você achava que conhecia, reage de uma forma covarde com outra pessoa bem na sua frente, e tudo o que você sente é vontade de gritar.  A confirmação vem, e continua até que as barreiras levantadas anos atrás por seus antecessores são derrubadas, a descrença dos “experientes” te impediu de mostrar a todos que sim, você entende. E eles, na nossa idade, também entendiam, mas se esqueceram disso.
                  Pessoas irão dizer que é necessário ter a experiência delas para se receber o direito a queixa. No entanto, vivemos momentos decisivos desde que fomos gerados. Há os grandes momentos, ou apenas simples palavras, mas todos são construtores de caráter. Não deixem que te digam que nunca passou pelo bastante, pois aqui entre nós, eles não sabem nem 10%. Não estou dando garantia de que todos são iguais e que vão passar pelos mesmos problemas, porque ainda haverá mais. Algo bom, algo ruim, tudo é uma soma de momentos que deixarão cicatrizes, e essas sim, são a prova da compreensão. Não são seus anos de vida, mas quantos momentos você superou durante esse período. E se eu aprendi algo, é que os adultos não estão sempre certos. Basta olhar para você, que está lendo esse texto. Você é adulto, sempre acertas? Então não é válido ter a frustrante impressão de que um senhor de 50 anos estará.
                  Tenho 21 anos, e como disse, cansei de ouvir pessoas dizendo que eu não estava pronta o suficiente para compreender certas coisas. Eles podem até estar certos, em parte: eu nunca vou saber como é viver os problemas deles, mas eles também nunca saberão como é passar pelo o que eu passei.  Muitos jovens são jovens apenas na identidade, porque dentro de cada um deles existe uma barreira que já foi rompida. Chegamos então a uma de muitas conclusões: a medida de experiências de vida não deveria ser baseada em números, mas em quantas vezes seu coração sangrou.
                    A vida, eu percebi, é linda sim. Não como poesia, mas como uma terra árida que precisa ser tratada diariamente para render frutos. Não importa quanto você já vivenciou, você verá ainda mais. E sim, eu me dou o direito de escrever isso. Mas o principal ponto de ruptura será aquele quando você verá que o único jeito de transformar todas as suas experiências em algo bom para si mesmo e para outros, é encontrar o amor. Não um amor, O amor. Ele te mostra o seu valor, te da uma nova autoestima, e segura a sua mão nas horas escuras, quando a confusão é tudo o que existe dentro de você.  Aceitar o que você viveu sem desmoronar, só é possível olhando naqueles lindo olhos e segurando as suas mãos firmes, que nunca te deixarão cair. O amor sempre te amará de volta!
             Posso não ter todas as respostas, mas sei o caminho.
  • Beleza se põe à mesa?

    Lembro- me de quando eu estava no pré vestibular, na primeira aula de redação e a professora nos propôs o seguinte tema: Beleza, se põe ou não à mesa? Ali, eu com uma intelectualidade mínima, preso a paradigmas religiosos que me impossibilitava pensar em frases pornográficas e ainda com a vergonha de expor minhas ideias, características educacionais que me foram impostas, como agressões físicas (palmadas), tratamentos para reeducação com berros dos meus pais e uma exclusão informativa que me foi atingida durante toda minha miserável vida acadêmica. Fiquei repleto de duvidas e sem o que dizer. Mas agora, antes tarde do que nunca (frase que ouvia de um amigo de infância, espero que ele se manifeste aqui), tenho minha opinião. Beleza, se põe sentada na cadeira. Com postura, com educação e habilidades sofisticada para utilizar de forma correta os talheres. Além dessas características, deves ser alguém que agradeça de forma humilde os serviços prestados pelo garçom. Que se vista com elegância suficiente para atrair olhados, mas deixa claro em suas ações que se respeita acima de qualquer opinião alheia. Que se orgulha da pessoa que é, e que não satisfeita busca uma nova melhoraria todos os dias. Que sabe sorrir diante a uma problemática, não por maluques, mas por total lucides de conseguir enxergar uma possível solução. Que valorize as relações sociais que foram estabelecidas por si, e que tenha empatia para respeitar ainda mais as que não foram. Que entenda que as diferenças sempre existirão e que o príncipe perfeito, sempre dependerá de quão princesa tu és. Que ame os animais, bem mais que os humanos. Que seja uma pessoa que encante com suas ideias inovadoras. E que utilize a mesa para escrever seus mais belos textos.
  • Café, Rotina e um Pouco de Horror

    Essa sempre foi minha rotina no final da tarde: chegava do trabalho muito cansada, sem coragem até mesmo para usar as chaves e abrir a porta, deixar o café esquentar na cafeteira, enquanto jogava minhas roupas por todo lado da casa e procurava por algum filme na Netflix.
    Filmes de terror nunca me assustaram, mas ver pessoas tomando sustos e entrar em desespero me garantia boas gargalhadas antes de cair no sono. Hoje algo diferente e assustador aconteceu.
    Assim que cheguei e seguia rigidamente minha rotina, na cozinha aconteceu algo que para mim não passava de um acidente doméstico causado por algum descuido. Afinal, é comum que uma pessoa cansada coloque sua cafeteira na beirada da mesa de cozinha e ele caia com o chacoalhar da água fervendo. Pois bem, a cafeteira caiu, tomei um susto, mas ignorei e nem mesmo levantei para limpar o chão, apenas voltei para a TV, mas quando olhei, ela estava na página do YouTube e na caixa de pesquisa, tinha palavras como: demônio, rituais e suicídios. O que me deixou confusa foi o fato de que eu não lembro de abrir o YouTube. Enquanto tentava lembrar em que momento eu havia entrado naquela aba, algo ainda mais estranho aconteceu. Senti um frio na minha nuca, na verdade era como se alguém estivesse soprando em linha reta nas minhas costas, assustada, imediatamente virei sem saber o que procurar, pois estava sozinha e neste mesmo instante sentir um dedo subir por minhas pernas, a parti dos joelhos, em direção a minha virilha.
    Aquilo já era demais, eu tentei não acreditar, queria não acreditar. Corri em direção as minhas roupas espalhadas pela casa e tentei vesti-las o mais rápido possível. Ainda sem terminar de me vestir, com a intenção de sair, dei alguns passos até a poltrona onde deixei o controle da TV e o peguei, mas quando pressionei o botão de desligar, a TV nem mesmo piscava. Aproximei-me para desliga-la manualmente e ainda assim ela permanecia ligada, mas a angustia tomou total controle quando puxei o cabo de energia e ela não desligou, aquilo fez meu mundo desmoronar, não era possível.
    O frio aumentou e eu já podia sentir meus dentes tremer, e não sabia se era de frio ou medo. Olhei ao meu redor e tudo que passava por minha cabeça eram as palavras; suicídio e demônio. Corri até a porta, não queria passar nem mesmo mais um segundo ali dentro, mas antes de sair fui desligar a luz, a luz também não desligava, mesmo clicando várias vezes com muita raiva e isso pareceu dar mais força para tudo aquilo, pois o controle foi arremessado na parede, espalhando-se em alguns pedaços no chão. Senti minha pele umedecer em lágrimas, estava entrando em pânico. Pânico ainda não é suficiente para descrever o meu estado emocional naquele momento e foi por consequência que decidi fazer a única coisa que podia me tirar daquele pesadelo. Peguei garfo todo metálico e fui até a primeira tomada de energia e empurrei-o, eu esperava que fosse instantâneo, nada aconteceu, achei que estivesse fazendo errado e continuei tentando, mas quando percebi que nada aconteceria, eu dei um grito estridente e chorei ainda mais. Ajoelhada e sem esperanças coloquei as mãos nos ouvidos para não ouvir as batidas das gavetas de talheres que havia acabado de começar junto com uma almofada que foi arremessada em direção a janela, não pensei duas vezes quando a segui e pulei para fora da janela.
    Tudo ficou escuro por alguns segundos, seguido por um clarão. Eu estava acordada. Estava confusa. Peguei o controle da TV onde passava o vídeo de um homem com máscara de coelho e parecia contar uma história sobre demônios, quase me distraí, mas quando finalmente pressionei o botão, rapidamente ela desligou. Fui até a cozinha e a cafeteira estava inteira em cima da mesa e o café nem estava fervendo ainda. Mas eu continuava com muito frio!
  • Cansaço

    Cansado de seguir em frente
    meu rosto não mente
    o que meu coração sente
    olho desesperado através da lente
    como se procurasse uma resposta para a gente
    mas é sem fundamento
    minha vida se resume a um só elemento
    fogo, que arde em meu sentimento
    porém respeito
    mesmo que sem jeito
    as coisas que não posso escapar
    coisas que nem consigo falar
    as más surpresas
    machucam mais do que as boas aliviam
    todos em suas mesas
    inocentemente não viam
    que aos poucos eu ia me destruindo
    sua existência causou o fim da minha
    mostrou-me, educadamente, o fim da linha
    mordi a isca
    oras, quem não arrisca não petisca
    segui a regra à risca
    exausto, não parei nem para pensar
    e repetidamente ouvi seu não, com muito pesar
    a balança quebrou
    quando pesei meu coração e ele desmanchou
    em pequenos pedaços
    em cada um, nossos belos laços
    caídos, em silêncio, em seus respectivos espaços
    tudo que faço
    lembra-me de alguém
    que está além
    do meu horizonte
    estou cercado por montes
    afogado, embaixo da ponte
    você, e apenas você, é a fonte
    prefiro mesmo que não me conte
    de como você encontrou outras pessoas
    para trocarem coroas
    acredito em amor verdadeiro
    e o meu foi o primeiro
    no nosso pequeno reinado
    sem tradição ou herdeiro
    vivo no passado
    quando eu ainda governava ao seu lado.
  • Carta de um tímido

    Querido amigo extrovertido,
    Eu adoraria chegar num local e sair fazendo amigos… Só não tenho extroversão para tal.
    Eu não sei quem as pessoas novas são, por isso tenho um pouco de medo de me abrir com elas.  QUEM SABE SE VOCÊ NÃO É UM LOUCO PSICOPATA QUERENDO SABER MINHA ROTINA PRA ME MATAR, JOGAR MEU CORPO NUM RIO E DEPOIS... ok, talvez eu tenha exagerado um pouco.
    NÃO ME MANDE IR ATÉ ALI E PERGUNTAR ALGO PARA AQUELE DESCONHECIDO. Eu agradeço se VOCÊ, EXTROVERTIDO, puder fazer isso pra mim.
    Se você quer saber se a pessoa que está te olhando gosta de você, vá até ela e pergunte.
    Se eu quiser saber se a pessoa aue está me olhando gosta de mim, vá até ela e pergunte.
    Não faça jogos, não espere que eu vá até você perguntar se você quer ser meu amigo. Eu quero muito ser se amigo, mas eu preciso que você venha até mim e me pergunte para que eu só precise responder que sim.
    No fim, se você ficar irritado e quiser me abandonar, pergunte antes se aquela pessoa sentada ali não pode esperar o ônibus comigo… Por favor.
    Atenciosamente, seu amigo tímido.
  • Carta para a pessoa que me tornei

    Não moça, não escreve pra ele. Não manda mensagem. Ele não quer te ouvir. Não quer saber da sua dor. Não mais.Guarda tuas lágrimas, conversa com teu caderno. Conversa com você mesma. Dê a ele o tratamento que ele te dá. Se importe menos. Demonstre menos. Tente não pensar.
    Se reame, se redescubra. Se não consegue ser feliz agora, ao menos mantenha a cabeça erguida. Você é maior que isso. Não espere tanto de quem não tem nada para dar. Guarde seu amor, transforme-o em uma coisa bonita, não dolorosa. O que você sente é lindo, não se culpe por sentir. A culpa não é sua se ele não sabe receber.
    Moça, eu sei o que você sente. Eu sei como dói. Reencontre seu equilíbrio, redescubra como é viver só para você.
    Viva por você. Deixe de apenas de existir. Viva, moça, viva. Ninguém vale tuas lágrimas, nada deveria molhar teu sorriso, que é lindo.
    Moça, guarda o passado, guarda o que é bom, mas não deixa de viver. por agora acabou. Por agora você perdeu seu lar. Mas também perdeu suas amarras. Aproveita.
    Moça, quem te ama vai estar ao seu lado. Sem evasivas, sem confusões.
    Se ame mais, moça. Esse é todo o amor que você precisa.
  • De Yom Rishon (domingo) a Yom Hamishi (quinta-feira) — Crônicas do Parque

    Acordou exausto às quatro horas da manhã com o toque de uma suave música de flauta chinesa, em que configurara no aplicativo despertador do seu smartphone. Levantou-se de súbito sentando na cama com os olhos pesados de sono, em que o seu corpo estava a lhe implorar por mais algumas horas de descanso. Aquele momento era-lhe torturante, pronunciou mentalmente algumas palavras de conforto “Seja forte, vamos! Levante-se com o pé direito imediatamente’’. Assim, levantou-se indo caminhando a passos tontos em direção ao banheiro. Fora com a mão ao interruptor, ligou a luz, e seus olhos recebeu um choque luminoso profundo. Deu alguns passos curtos até o lavatório, ligou a torneira ajustando a água para que ficasse morna, juntou as mãos em forma de cuia e banhou o seu rosto, confortando sua alma. Olhou para o espelho, e olho a olho se confrontaram numa vermelhidão sangrenta, ‘’Mas um dia!’’, exclamou para si mesmo. Rapidamente fora até a cozinha, agora com mais energia, e colocará a água do café na chaleira para esquentar, ligou a máquina de moer grãos e foi à sala vestir-se com as roupas do trabalho. Despiu-se das roupas de dormir jogando-as de qualquer forma no sofá, restando no corpo apenas a cueca. Vestiu a calça, apertou o sinto, colocou a camisa, e por último uma toca para cobrir sua longa cabeleira de tranças naturais. Ao término dessa empreitada, a chaleira começou a apitar. Regressara a cozinha, pegara uma xícara e uma colherzinha, e fora a máquina de moer grãos. Colocou duas colheres de café colombiano que comprara na feira de Ramilah, em uma loja de tempero dos árabes, e pegando a chaleira que se encontrava apitando no fogão, despejou lentamente a água fervendo sobre o café moído que se encontrava deitado na xicara, em que prazerosamente inalava o vapor do café que subia envolvendo o seu rosto. Somente naquele momento de pura nostalgia, em que se entregava aquela sensação prazerosamente odorífica, que a angustia da sua correria matinal terminava. Após aqueles segundos de êxtase profundo, voltava a realidade, jogando três folhas secas de sálvia na xícara, misturando com a colherzinha o seu café. Assim, colocou o seu relógio digital waterproof no pulso, e lhe restava apenas trinta minutos para que a vã buzinasse a porta de sua casa para o levar ao seu ofício. Foi ao seu quarto, retirou o seu smartphone do carregador vistoriando para desligar o WI-FI, o Bluetooth e GPS. Fez um Task Killer em um aplicativo de segurança, para maximizar o rendimento da bateria, e o colocou no bolso. Retirou também rapidamente o carregador, enrolando o cabo no adaptador da tomada, e o colocou em um dos bolsos laterais de sua calça de trabalho. Deu um beijo rápido em sua amada esposa que se encontrava dormindo na cama, onde ela sussurrou sonolenta desejando-lhe um bom dia, e dizendo que o amava muito, e que também havia um delicioso bolo no forninho. Fora também a barriga dela e deu outro beijo, pois, esta, se encontrava gravida de cinco meses. Saiu rapidamente onde pegou o seu sapato de trabalho com suas meias no corredor, indo de imediato ao quarto das crianças. Foi a cama de sua filhinha de três anos e meio, deu-lhe um beijo desejando um bom dia, e depois a cama do seu filho de seis anos, que ao lhe dar um beijo, acordou de súbito, dizendo: “Papai eu te amo, fica aqui comigo”. Então, ele lhe disse em resposta: “Tenho que ir trabalhar meu príncipe, mas quando chegar o Papai brinca com você de pirata, Ok! Tenha um bom dia na escolinha”. Rapidamente saíra do quarto das crianças, e foi até a cozinha com uma das mãos segurando os seus sapatos e meias. Com a outra mão pegou a sua xícara de café, e foi até o lado de fora na varanda da sua casa, em que jogou os sapatos e meias no chão, e assentou a xícara numa pequena mesa. Regressa para dentro da casa, olha para o relógio em seu pulso, e apenas lhe restava mais quinze minutos. Fora até o forno e retirou apressado a forma com o bolo de Pereg e chocolate amargo, com cobertura de calda de chocolate branco, que sua esposa lhe fizera na noite anterior. Pegou a faca cortou duas fartas medias fatias, colocou em um pires, pôs uma colherzinha, devolveu a forma com o bolo para o forno, e correu para a varanda. Assentou o pires na mesinha, e apressadamente como de costume colocou suas meias e sapatos, em quanto dava goladas e colheradas no seu café e bolo. Depois de se calçar, enquanto ainda engolia e mastigava, lembrou-se que se esquecerá de molhar as plantas a noite. E olhando para o relógio, viu que apenas lhe restava dois minutos, até o pontual motorista chegar a Rua Rashi 8, no bairro de Oshiot, na cidade de Rehovot. Levantou-se sem pestanejar, pegou o regador, e enchendo de água às pressas molhava as suas plantinhas rezando para que Ohad se atrasasse pelo menos cinco minutos. E assim se deu, quando recebeu uma mensagem de Ohad pelo WhatsApp que iria se atrasar uns dez minutos, devido o caminhão do lixo estar retirando algumas podas de árvore no Tzomet (giratória), que ligava a rua Ya’akobi a Avenida Hertzl. Aliviado, molhara suas plantinhas, terminara seu café, e fizera sua oração meditativa para boa conduta do seu dia de Yom Sheni (segunda-feira) e jornada de trabalho no Parque de Kfar Saba. E este ciclo de bem e mal se repetia de Yom Rishon (domingo) a Yom Hamishi (quinta-feira).
  • Desabafo

    Recentemente baixei um aplicativo para ajudar na ansiedade. Minha ansiedade não é tão forte a ponto de se manifestar fisicamente de forma muito evidente (exceto por uma pequena mania automutiladora e insônia antes de algum evento importante), mas mesmo assim incomoda. Esse aplicativo disse que escrever pode ajudar a organizar os pensamentos, por isso estou escrevendo isso. Quando era criança sempre tentei ter diários, mas nunca consegui escrever todos os dias. Sempre fui assim, não sou muito boa em começar e terminar coisas. Geralmente começo e digo que um dia termino. Acaba que eu tenho pelo menos cinco livros que comecei a escrever e não acabei, além de um livro de poesias em que só falta terminar os desenhos (que sou eu quem faço, por isso faz um ano que está atrasado). Tem várias outras coisas que comecei e não terminei, mas não vêm ao caso.
    Ultimamente parece que o mundo está tentando me cobrar uma resposta acerca de uma coisa. Eu gosto de cantar e tocar violão. Um sonho que eu tinha quando criança era ser cantora igual a Avril Lavigne. Já participei de festivais, tentei fazer uma banda e a minha tentativa mais recente foi uma dupla com meu namorado. Dos três festivais que participei, ganhei um (acredito que ganhei por falta de concorrência, embora tentem me dizer o contrário), a banda não deu muito certo também. Eu quis dar um tempo para a nossa dupla faz quase um ano. Fizemos só uma apresentação, que foi uma participação no show de um amigo. Acho que as pessoas gostaram. Mesmo assim, tenho problemas para enxergar que somos bons nisso. Meu namorado disse que é coisa da minha cabeça, porque às vezes eu acho que está muito ruim e ele diz que isso fica maior do que parece pra mim. Gosto de tocar e cantar com ele, embora eu fique meio ranzinza quando ensaiamos, e dependendo do lugar que ensaiamos eu começo a ficar incomodada. Se for um lugar onde passa muita gente, eu começo a achar que as pessoas não estão gostando ou estão rindo da gente, aí eu começo a ficar triste. Parece que o mundo quer saber de mim se eu vou ou não continuar nisso. Apesar do meu medo, eu adoraria cantar pras pessoas e saber que elas gostam do que eu faço. Só que minha cabeça não para de me dizer o contrário.
    Eu faço faculdade de manhã e vou pra lá de van, porque meu pai não pode me levar e é mais tranquilo. Além de mim, tem um pessoal que está no ensino médio que também vai comigo. Eles são legais na maioria, mas tem tido um problema essa semana que me incomodou, mas acho melhor não falar disso. Acho que vou ficar irritada. Só queria dizer que está me incomodando e estou desanimada de ir nessa van. 
    Meus pais também estão me deixando meio maluca. Eu sei que se você que está lendo tiver mais ou menos minha idade, vai concordar com isso, e que se não, vai dizer que é uma fase. Eles não me deixam maluca porque não gosto deles. Pelo contrário. Eles me deixam assim porque eu gosto muito deles, então eu fico em dúvida se devo fazer o que eu quero ou o que eles querem. Sei que eles querem o melhor pra mim, mas porque eu iria querer o contrário? Acho que nesse ponto vejo o mundo mais simplificado do que eles. Pais sempre pensam no pior que poderia acontecer, enquanto nós pensamos nas coisas boas. Eu tenho quase 18 anos e tenho medo de continuar com essa dúvida. Principalmente meu namorado, porque o que está nos atrapalhando um pouco é o fato de eles não quererem que eu namore agora (ou até minha formatura (ou até eu ter 30 anos)) e ele está muito incomodado com isso. Tudo isso me deixa muito chateada. Não gosto de ter que escolher entre meus pais e meu namorado. Não deve ser tão difícil assim ter os dois. Acho que as coisas estão se complicando além do necessário.
    Agora que já acabei de incomodar você que está lendo, pode continuar a ler outros textos. Eu precisava desabafar e foi bom contar com você para ler. Desculpe se essa leitura não te agregou conhecimento útil ou diversão. Mesmo assim, obrigada por ler.
  • Desabafos de uma Ana

    Tem um momento da vida que você tem que parar para refleti sobre tudo o que você fez,que quer fazer é que está fazendo. Esse momento tem que acontecer não apenas uma vez,mas várias. Até hoje tento realizar as coisas com racionalidade, mas será que é o suficiente? Mágoas do passado não são simplesmente apagadas de uma hora para outra,ou até mesmo perdoadas,ainda mais quando são pessoas que você menos quer se magoa. Pedir perdão de um dia para o outro não resolve nada, inventar mentiras também não, e aquele tempo todo que passou sem falar um palavra se quer comigo? E aqueles momentos que mais precisei ou mais felizes da minha vida que foi perdido por um mero orgulho? Hoje percebo que toda mágoa que quardava não valia a pena, não existe volta para o que não quer ser concertado,não existe perdão para quem não admite o erro,não existe aproximação para quem não tenta. E pensando nesse momento,todo o tempo perdido valeu a pena?Sim,porque pude percebe a cada segundo quem realmente quis estar comigo resolvia o problema na hora,não deixava o orgulho vencer e reconhecia que estava errado. E se era eu a errada,me mostrava isso,não apenas sumia. Então reveja o seu julgamento de quem está certo ou errado,pois se despender de mim,vai continuar sendo apenas mais uma pessoa que passou pela minha vida.
  • Desejo Líquido

    Quando enfim me apaixonei
    O vento soprou ligeiro
    Aterrou minha varanda
    Revirou meu quarto inteiro
    Ele só não quebrou tudo
    (Bateu portas, o quasímodo)
    Pois o amor quebrou primeiro

    Mergulhando nos teus olhos
    Te despindo de segredos
    Se por descuido ou maldade
    Semear em teus lajedos
    Pelo meu destino velem
    Ante Anteu sorriso selem
    Nosso amor ou nossos medos.
  • Destino do escritor

    crer, ser
    crescer e ser
    ser e ver
    que cresceu
    pra escrever
    o que não se pode ver
  • Doce Psicose

    Tudo começa quando você menos espera. Acontece que nem sabemos que ela chegou, ela vem de mansinho tentando te enganar porém, é arrebatadora. E quando ela chega, querido, ninguém segura. Atinge nosso íntimo com força e nos deixa tão confusos que simplesmente não sabemos de onde veio, ela se apodera de nós aos pouquinhos e ao mesmo tempo é abrupta. Achamos que está tudo bem até nos encontrarmos no chão, em ruínas. 
    Eu recebo essa ilustre visita periodicamente na minha vida. Mas ahhh! Já estou treinada e calejada! Pra você ver, percebo que estou mal quando a minha vontade de fazer as coisas somem. Simplesmente somem, desaparecem. Pois é... Sei que não é "apenas uma TPM" (entre aspas aqui porque cá entre nós, a mulher que sente essa tal sabe o quão intensa é) quando vou tomar banho e o peso do meu corpo com a água, e saber que terei que passar pelo menos cinco minutos em pé suportando tudo aquilo é demais para mim. Sim, tomo banho sentada no box. É aí que percebo que não estou bem.
    Dói, queridos irmãos, dói muito... Uma dor fisicamente-não-física insuportável, que arde no peito.
    Veja bem, não sou formada em psicologia nem tenho bagagem teórica sobre o assunto, digo o que sinto e o que eu vejo em mim e nos outros. Já tive crises antes? Orra!!! E nunca será a última - é uma doença, meus amores. Eu sabia da existência delas? Nem sempre. Estou passando por uma agora? Sim. Existe saída? Claro! Mas vou te contar uma coisa, o que me deixa mais p. da vida é: eu já sai delas antes, COMO É QUE EU NÃO SEI COMO SAIR DESSA? Sim sim, qualquer técnica de melhora se esvai da sua cabeça e você só consegue viver aquilo. Você chega a quase acreditar que essa será você daqui para adiante.
    Lembre-se, nenhuma crise dura para sempre. Você pode não acreditar nisso agora, mas confia em mim. Os dias, horas, minutos que você está imerso nesse universo fervoroso são horríveis e eternos. Você ter ciência que está em uma, se ver nela e você só está... imóvel ali feito um filhote indefeso brigando consigo mesmo. Eu particularmente me vejo numa guerra interna onde o meu eu-sombra engole meu eu-luz. Difícil ver uma saída, uma escapatória... você só sabe que precisa melhorar. É um transtorno psicológico que te deixa tão fraco, instável, abalado, com medo, se sentindo um fracasso que a sua força para melhorar tem que renascer dentro de você. Ela não está mais ai, ela sumiu a partir do momento que esse sentimento encosta em você, sua vontade, seu brilho some.
    Olha, não sei indicar o melhor método para escapar de uma "crisezinha". Eu não suporto tomar remédios, me sinto mal e enjoada então, eu conto com a ajuda de pessoas queridas (psicólogo - tks Claudinho -, amigos, família) e do tempo mas principalmente do meu corpo se recuperar. Assim como toda doença, leva um tempo para recuperação. Demora bem mais do que gostaríamos, eu sei, mas como eu disse, não é eterna. Primeiro passo, aceite. Pare de negar seus problemas. Cada um tem o seu tempo, e por mais que seja difícil, saiba que vai ficar tudo bem. Retome suas forças, respire fundo. Agarre tudo o que remotamente te faz sentir um calorzinho - do amor - no peito.
    Anota mais essa aqui, nosso cérebro controla tudo no nosso corpo e - olha só isso! - por ser um problema da mente, de uma forma ou de outra, temos a capacidade de controlar tudo isso!! E haja treino!! Haja crise!! Rs
    Eu tenho, meu pai tem, meu avô tem, amigos e amigas tem... Quantas pessoas estão próximas de você sentem tudo isso e precisam de ajuda? Quantas que não sabem nem que estão mal e precisam só de alguém que repare nela? Pense nisso... Por mais que não saiba como, tente ajudar essas pessoas. Talvez conversar com ela e deixar a pessoa colocar tudo para fora ajude.
    Se você nunca passou por essa situação, se você já passou e não sabia o que era, se você sabe o que é, se você conhece alguém assim... bota nessa sua linda cabeça, VAI.PASSAR. Pode ter certeza. E saiba o que você tem. Saiba o que você está passando. Se estude. Perceba cada sentimento seu. Analise-os. Negar e esconder nunca vai te fazer melhorar.
    (Essas anotações, repletas de confusão, foram feitas em um dia que eu estava bem fragilizada com uma crise de ansiedade. Por conta dela, decidi que iria escrever sobre diversos temas para acalmar meu coração. Espero que funcione.) <3 

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